Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4497 | 18 de Janeiro de 2019

LEITE: Ministra Tereza Cristina pretende criar política para fortalecer o setor

 

leite 18 01 2019A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse nesta quinta-feira (17/01) a representantes da cadeia produtiva do leite e de órgãos de governo ligados ao segmento que o setor precisa sair da gangorra do sobe e desce de renda, com medidas de curto e longo prazo capazes de trazer equilíbrio à atividade. Uma das primeiras ações que a ministra quer implementar é a criação de uma política para o setor na Câmara Setorial do Leite e Derivados, que será incluída no Plano Plurianual (PPA) a ser lançado em abril. “O Ministério vai ouvir todos os segmentos para uma ação conjunta em relação ao leite”, observou.

 

Preço - O preço do leite pago ao produtor melhorou em dezembro, com a redução das importações, lembrou. “Mas o setor precisa de apoio e não podemos deixar mais produtores saírem do mercado por causa de importações que aviltam os preços, principalmente na entrada da safra”. “Estamos muito preocupados com o setor e precisamos achar um caminho, devido à importância econômica e social do segmento leiteiro”, afirmou. A ministra destacou ainda a importância da extensão rural para os criadores, tanto na melhoria da produtividade como na qualidade do leite.

 

Importações - Tereza Cristina informou que está buscando uma solução para as importações de leite junto às autoridades argentinas, mas alertou que o Brasil não pode criar cotas no Mercosul. “Eles também têm problemas lá com seus produtores, e nós temos que achar uma solução inteligente”. 

 

Antidumping - O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, lembrou que o governo brasileiro precisa se manifestar até o dia 6 de fevereiro sobre a renovação ou não do processo antidumping contra a Nova Zelândia e União Europeia. Até a data, serão mantidas as tarifas de 14,8% para as importações de leite da UE e 3,9% da Nova Zelândia. O executivo Marcelo Martins reivindicou acelerar a elaboração do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para iniciar as exportações de leite para o México e a China, opções que considera importantes para escoamento da produção brasileira. (Mapa)

 

AGROPECUÁRIA: Valor Bruto da Produção em 2018 tem redução de 2,14%

 

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerra o ano de 2018 em R$ 569,8 bilhões, menor do que o valor recorde obtido em 2017, de R$ 582,3 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

 

Produtos - Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado. O ano não foi favorável para a pecuária, que teve redução de valor em suas principais atividades, como carne bovina, frango, carne suína, leite e ovos. Preços internacionais e retração do consumo interno estão associados a esse desempenho, analisa José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Balanço - Um balanço dos resultados dos estados mostra que nove tiveram aumento real do valor da produção. São eles Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e os estados Centro-Oeste (exceto o DF).As quedas de valor foram observadas em estados do Nordeste, em toda a região Sul, parte do Sudeste e alguns estados do Norte.

 

Perspectivas para 2019 - As perspectivas para 2019 mostram aumento do faturamento devido, principalmente, à melhoria da pecuária, que mostra crescimento em quase todas suas atividades. As primeiras estimativas mostram crescimento de 2,1% do VBP em relação ao último ano, o que representa faturamento de R$ 581,6 bilhões. (Avicultura Industrial)

EXPORTAÇÕES: Brasil quer diversificar vendas para China

 

Em reunião nesta quinta-feira (17/01) do embaixador da China, Yang Wanming, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, eles conversaram sobre possibilidades de diversificação da pauta comercial entre os dois países. De acordo com negociadores, Guedes disse que pretende fechar mais parcerias bilaterais, principalmente na área de tecnologia, com o principal destino das mercadorias brasileiras. Segundo o Ministério da Economia, Guedes reafirmou a disposição do Brasil de fazer negócios com o maior número possível de países, sem viés ideológico. Segundo a fonte do ministério, a orientação está em linha com os discursos de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e no parlatório do Palácio do Planalto, em 1º de janeiro.

 

Pragmatismo - O Ministério da Economia informou que o governo preservará o pragmatismo econômico em meio à “nova filiação brasileira de ver o modo de civilização ocidental”. A pasta não pretende deixar de fechar parcerias bilaterais por causa de questões ideológicas, declarou a fonte. A equipe econômica quer diversificar as exportações, estimulando a venda de produtos de maior valor agregado para o mercado chinês e diminuindo a participação das commodities (bens primários com cotação internacional).

 

Indicadores - No ano passado, o Brasil exportou US$ 64,2 bilhões para a China (26,8% do total vendido para o exterior) e importou US$ 34,7 bilhões (19,2% do total). Os principais produtos vendidos para o país asiático foram soja em grão, petróleo bruto e minério de ferro. Em contrapartida, as importações brasileiras da China concentraram-se em produtos manufaturados e em bens de capital, como plataformas de perfuração ou de exploração de minérios.

 

Aço - Em relação à decisão da União Europeia (UE) de impor restrições a produtos de aço brasileiro, os negociadores do país atuam para propor que a questão seja debatida com a Comissão Europeia (braço executivo da UE). Por enquanto, o governo brasileiro não pretende questionar a decisão na Organização Mundial do Comércio (OMC) e preferirá esperar uma resposta das autoridades europeias. (Agência Brasil de Notícias)

FRANGO: Custos de produção subiram 14,21% em 2018

 

Apesar de os custos de produção de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (embrapa.br/suinos-e-aves/cias) terem se mantido estáveis em dezembro de 2018 (218,06 pontos, ante 218,05 em novembro), acumularam uma alta de 14,21% durante todo o ano passado. Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65% nos 12 meses de 2018. O gasto com a alimentação das aves representa 69% do total dos custos de produção dos frangos. Em seguida, as maiores altas em 2018 ficaram com os itens pinto de um dia (2,18%), custo de capital (0,18%) e depreciação (0,16%).

 

Paraná - O custo de produção do quilo do frango de corte vivo também se manteve estável em dezembro, encerrando o ano em R$ 2,82 no Paraná, valor calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva. Já o ICPSuíno caiu pelo terceiro mês consecutivo, chegando aos 219,49 pontos em dezembro, -1,34% em relação a novembro de 2018 (222,47 pontos). No ano, os custos de produção de suínos subiram 9,85%, influenciados principalmente pela alimentação dos animais, que teve um aumento de 9,68%.

 

Suíno - O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,84 em dezembro (o menor valor desde março de 2018). Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

 

Aplicativo Custo Fácil - Disponível para download gratuito, o Custo Fácil auxilia o produtor integrado e a assistência técnica a estimar o custo de produção e obter relatórios para a gestão da granja. O Custo Fácil pode ser baixado em smartphones ou tablets com sistema Android na Google Play Store.

 

Planilha de custos do produtor - Produtores de suínos e de frango de corte integrados podem usar na gestão da granja uma planilha eletrônica feita pela Embrapa. Ela compara a receita obtida com os custos de produção, acompanhando a geração de caixa da granja e o impacto da prestação do financiamento. A planilha ainda analisa o resultado e apresenta uma estimativa da Taxa Interna de Retorno (TIR) do investimento. Ela pode ser baixada no site da CIAS. (Embrapa/Agrolink)

CRÉDITO: Sicredi atinge marca de 4 milhões de associados

 

O Sicredi começou o ano com uma boa notícia. A Instituição Financeira Cooperativa ultrapassou, neste mês, os 4 milhões de associados, distribuídos em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. Esta marca representa um crescimento de 37% da base de associados nos últimos cinco anos. Um dos diferenciais do Sicredi é o modelo de gestão que valoriza a participação igualitária e colaborativa dos associados, ou seja, são eles que votam e decidem os rumos das 115 cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi. “Comemoramos porque quatro milhões de pessoas, por meio do Sicredi, aderiram ao cooperativismo de crédito. É a nossa contribuição para o crescimento deste modelo de negócio e reflexo do nosso empenho de sermos simples e próximos para com os nossos associados”, relata Jaime Basso, Presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

 

Raízes - As raízes do Sicredi estão no surgimento do cooperativismo de crédito no Brasil, em 1902. Pioneiro neste segmento no País e referência nacional e internacional pela organização em Sistema, com padrão operacional e utilização de marca única, o Sicredi atua em 1.263 cidades, sendo que em 200 delas é a única instituição financeira presente. “Nos últimos anos, o cooperativismo de crédito tem apresentado um crescimento importante no Brasil. Apesar disso, se compararmos com outros países onde o cooperativismo de crédito tem mais representatividade no sistema financeiro, como na Alemanha, França e Irlanda, por exemplo, temos muitas oportunidades para crescer ainda mais”, explica Moacir Niehues, Diretor Executivo da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

 

Incremento - A participação das cooperativas de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) tem registrado um constante incremento no País. Segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo 2017, divulgado pelo Banco Central (BC), o segmento passa por um processo de consolidação. Em dezembro de 2017, o estudo aponta um total de 9,6 milhões de associados no Brasil, crescimento de 8% em relação a dezembro de 2016, e a existência de 967 cooperativas de crédito singulares distribuídas pelo País, que contam hoje com 5.896 agências. 

 

Potencial - “Como uma das maiores instituições financeiras cooperativas brasileiras, acreditamos no potencial de crescimento do cooperativismo de crédito no Brasil e investimos na ampliação da atuação nacional, mediante a abertura de agências em grandes centros e expansão para estados das regiões Norte e Nordeste, no estado de Minas Gerais e no Distrito Federal. Além dessa expansão, mantemos a atuação em pequenos municípios e investimos continuamente em tecnologia, visando oferecer aos já associados produtos e serviços também em ambientes digitais, além de atrair novos associados”, afirma o presidente da SicrediPar e Central PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock.

 

Modernização - Nesse sentido, o Sicredi contempla um processo de modernização cujo objetivo é proporcionar uma vivência cada vez mais “Fisital”: troca de experiências do mundo físico para o digital e vice-versa. Ou seja, usar a tecnologia para ampliar o contato com as pessoas.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. (Assessoria de Imprensa Sicredi)

C.VALE: Dia de campo mostra novas tecnologias a 13 mil pessoas

 

O manejo de solos centralizou os debates durante o Dia de Campo de Verão da C.Vale, de 15 a 17 de janeiro, em Palotina. O pesquisador José Eloir Denardin, da Embrapa de Passo Fundo, disse que “sem a compactação do solo, a perda pela estiagem seria muito menor”, referindo-se à quebra da safra de soja 2018/19 no Paraná. Ele recomendou o cultivo de gramíneas como milho, sorgo, capim sudão e braquiária para a produção de palhada e raiz necessárias à proteção e descompactação do solo.

 

Precisão - A C.Vale mostrou os efeitos da agricultura de precisão para a melhoria da fertilidade do solo. Técnicos da cooperativa mostraram, em uma trincheira, os benefícios da tecnologia para a fertilidade do solo.  O especialista Ricardo Guerra fez recomendações sobre o isolamento térmico das granjas e observou que esse cuidado pode significar redução dos custos da atividade.. Empresas de insumos agrícolas investiram em stands ousados para receber os visitantes e destacar seus principais produtos. 

 

Vendaval - Um vendaval ao final do primeiro dia causou estragos em stands ligados a maquinas e avicultura, mas a cooperativa fez um ajuste para manter as atividades nos dois dias seguintes. Com a antecipação da colheita da soja e do plantio do milho devido à estiagem, o Dia de Campo reuniu aproximadamente 13.700 pessoas, 9% menos que a edição anterior. Para 2020, a C.Vale antecipará o Dia de Campo em uma semana. O evento está marcado para 7, 8 e 9 de janeiro. (Assessoria de Imprensa C.Vale)

 

{vsig}2019/noticias/01/18/cvale/{/vsig}

SHOW RURAL: Bovinos: o melhor da genética de 16 raças na mostra pecuária

 

Dezesseis raças de bovinos poderão ser vistas por criadores e pessoas que estivem em Cascavel para o 31º Show Rural Coopavel, agendado para o período de 4 a 8 de fevereiro de 2019. A mostra, uma das maiores do mundo na transmissão de conhecimentos e tecnologias para a agropecuária, vai ocorrer em uma área de 720 mil metros quadrados no km-577 da BR-277, em Cascavel, saída para Curitiba. A mostra pecuária vai ocorrer pelo terceiro ano e a expectativa dos organizadores é grande. “Teremos, além de cerca de 400 animais para venda e exposição, novidades em novos equipamentos que tornam a atividade ainda mais eficiente e rentável”, informa o coordenador do setor pecuário do Show Rural Coopavel, o veterinário Fábio Taborda. 

 

Programação - A programação também inclui palestras e demonstrações de tecnologias, como a balança de passagem, resultado de parceria da Embrapa Gado de Corte com a Coimma. Tudo vai ocorrer em seis pavilhões especialmente projetados. Outra novidade é a ampliação dos currais, que permite elevar em pelo menos cem animais o número de bovinos inscritos para esta 31ª edição da feira, diz o médico veterinário Augusto Cesar Mezzon.

 

Raças - Os animais que serão apresentados durante o evento têm o melhor da genética de suas raças. Eles são trazidos em parceria com as associações de criadores. São elas: Caracu, Charolês, Hereford, Bradord, Angus, Brangus, Pardo Suíço, Simental, Holandês, Canchim, Purunã, Brahman, Senepol, Sindi, Tabapuã e Nelore. (Assessoria de Imprensa Coopavel)

SHOW RURAL II: Mais de 90% dos resíduos que o evento gera são recicláveis

 

Mais de cem toneladas de resíduos são gerados a cada edição do Show Rural Coopavel. Graças a um cuidadoso trabalho articulado pela engenheira ambiental Lucimar Novaes da Silva, e equipe de trabalho, mais de 90% disso é reciclado e reaproveitado. O trabalho da equipe de coleta ocorre por cerca de um mês, considerando o antes, o durante e o pós-evento. Boa parte dos resíduos é depositada nos mil pontos de coleta espalhados pela área de 720 mil metros quadrados que, desde 1989, abriga o Show Rural Coopavel. A recolha ocorre em horários específicos, justamente para evitar transtornos durante a visitação, aberta diariamente das 8h às 18h. Todo material é levado para uma central e devidamente separado. 

 

Redução de impacto - “Praticamente tudo é reaproveitado, reduzindo ao máximo qualquer possibilidade de impacto ambiental”, segundo Lucimar. Boa parte dos reutilizáveis são latas de refrigerantes e garrafas pet, papelão, embalagens em geral e madeira. O que não é aproveitado pela logística reversa vira fonte de energia a caldeiras de indústrias da Coopavel. Restos de alimento, por sua vez, vão para a compostagem e viram adubo. Os rejeitos, que são minoria, seguem para aterro industrial.

 

Parceria - A Coopavel mantém uma parceria com a Cootacar, cooperativa de catadores de recicláveis. Eles contribuem com a triagem e ficam com todos os resíduos comercializáveis. “Assim, além de evitar impactos ambientais e contribuir com a preservação dos recursos naturais, a cooperativa ainda pratica uma ação solidária”, diz o coordenador executivo do Show Rural Coopavel, Acir Inácio Palaoro. (Assessoria de Imprensa Coopavel)


Versão para impressão


RODAPE