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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4485 | 02 de Janeiro de 2019

NOVO GOVERNO: Cooperativas do Paraná querem ter diálogo assertivo com novos governantes

 

novo governo 02 01 2019A maior parte dos componentes da equipe do presidente Jair Bolsonaro assumiu seus cargos nesta quarta-feira (02/01). Também na esfera estadual é dia de trabalho, com o novo secretariado do governador Ratinho Jr assumindo suas atribuições. “A empreitada dos novos governantes é desafiante, mas os resultados podem tirar o país da estagnação econômica, potencializando a competitividade do setor produtivo, dando início a um período virtuoso de crescimento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Segundo o dirigente, é hora de conhecer quem são os novos gestores do país e do estado, visando estabelecer uma interlocução proativa entre o setor produtivo e os governos estadual e federal. Com esse objetivo, os profissionais da Ocepar elaboraram um perfil das equipes de Jair Bolsonaro e Ratinho Jr. “Com informações técnicas teremos melhores condições de manter um diálogo assertivo com os novos governantes, repassando a eles dados e indicadores sobre o cooperativismo paranaense. O que buscamos é iniciar um relacionamento de respeito e confiança tanto com o governo estadual quanto federal”, explica o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.         

 

Perfil - O trabalho da Ocepar traça um perfil técnico dos integrantes das equipes do presidente Bolsonaro e do governador Ratinho Jr. O documento será encaminhado a todas as cooperativas filiadas à entidade. “Acreditamos que as perspectivas para o país são positivas. Por ser um gerador de receita, empregos e renda, o cooperativismo seguirá contribuindo de forma importante para o desenvolvimento do Brasil”, ressalta Ricken. Confira as informações sobre o perfil técnico dos novos gestores do governo federal e governo estadual

 

NOVO GOVERNO II: Ocepar analisa MP que estabelece nova organização de ministérios e Presidência

 

A Medida Provisória n° 870, de 1 de janeiro de 2019, que estabelece a nova organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios, está sendo analisada pela equipe técnica da Ocepar. “Precisamos conhecer com profundidade a nova estrutura do governo federal. Estamos avaliando a MP para entender como se organizará o ministério, que terá a fusão de várias pastas, e a quem responderão autarquias e controladorias nesta nova configuração”, explica o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Leia aqui a íntegra da MP n° 870. 

NOVO GOVERNO III: Brasil é modelo a ser seguido, diz nova ministra da Agricultura

 

novo governo3 02 01 2019Ao assumir nesta quarta-feira (2/01) a pasta da Agricultura, Pecuária e abastecimento, a ministra Tereza Cristina afirmou que o setor agrícola brasileiro é alvo de “acusações absolutamente infundadas” em questões relacionadas ao clima e à biodiversidade, e que o país é um “modelo a ser seguido, jamais um transgressor”. “São relevantes as questões relacionadas ao clima, à sustentabilidade e à biodiversidade. A discussão honesta deveria partir de uma premissa básica: o Brasil é um país com legislação ambiental extremamente avançada e que mais soube preservar suas florestas nativas e matas ciliares. Nosso país é um modelo a ser seguido, jamais um transgressor a ser recriminado”, destacou Tereza Cristina em seu discurso de posse, na sede do ministério, em Brasília. “Acusações absolutamente infundadas partem de todos os lados, inclusive de organizações internacionais estabelecidas amistosamente aqui”, acrescentou ela, ao ser fortemente aplaudida por um auditório lotado. Segundo ela, os ganhos de eficiência do setor agropecuário brasileiro causam "temores a outros participantes do mercado”. 

 

Proximidade - Em seu discurso, Tereza Cristina destacou que a pasta deve ter mais proximidade com o setor empresarial da agricultura. Prometeu também atenção especial aos agricultores familiares, principalmente com esforço na regularização fundiária. Outra medida prioritária deve ser simplificar processos de fiscalização. “Simplificar não significa precarizar”, afirmou.

 

Novas atribuições - Na terça-feira (1/01), por meio de medida provisória assinada pelo presidente recém-empossado Jair Bolsonaro, o Ministério da Agricultura passou a concentrar algumas atribuições, como a identificação, a delimitação e a demarcação de terras indígenas, que eram antes de responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai). A publicação também transfere para a pasta a responsabilidade de regularizar terras quilombolas, função antes desempenhada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Uma das primeiras mudanças na estrutura do ministério, anunciada ainda na fase de transição, em dezembro, foi a criação da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, que fica sob o comando do técnico em zootecnia Luiz Antônio Nabhan Garcia.

 

Conselho - Segundo informações divulgadas em dezembro pela equipe de transição, ele deve ficar à frente de um conselho interministerial sobre o assunto, ainda a ser criado, e vai tratar da regularização fundiária, incluindo as atividades de identificação e demarcação de terras indígenas e quilombolas, o licenciamento ambiental e as políticas de reforma agrária. Outro órgão que foi transferido para o ministério foi o Serviço Florestal Brasileiro, antes ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Duas outras secretarias também foram criadas na Agricultura: a de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação e a de Agricultura Familiar. Retorna ainda à estrutura da pasta a Secretária da Pesca e Aquicultura. (Agência Brasil de Notícias)

 

NOVO GOVERNO IV: Moro assume e promete endurecer leis e garantir prisão em 2ª instância

 

novo governo4 02 01 2019Com um discurso firme e categórico, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, reiterou nesta quarta-feira (02/01) que suas prioridades são o combate à corrupção e violência. Um plano anti-corrupção está sendo finalizado para ser enviado ao Congresso Nacional e, paralelamente, deverá ser definida uma parceria de cooperação com os Estados para ampliar o sistema de segurança pública em todo país. Moro afirmou que a população precisa ter confiança no governo e alertou que os desvios de recursos públicos atingem fortemente as camadas mais vulneráveis que dependem essencialmente dos serviços públicos. “Fazer a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo será nosso lema.”

 

Esperança - Segundo o ministro, é preciso avançar de forma coletiva para dar mais segurança a todos. “Não podemos nos achar impotentes. Avançamos muito até aqui, mas podemos avançar mais para que o brasileiro, seja qual for sua renda, tenha o direito de viver sem o medo da violência ou de ser vítima de um crime nos níveis epidêmicos atualmente existentes”, disse.

 

Internacional - Para Moro, no âmbito internacional, as parcerias com outros países vão dar mais agilidade à recuperação de ativos e identificação de ilícitos e seus autores. “Não deve ter porto seguro para criminosos no exterior e o Brasil jamais será porto seguro para criminosos”, afirmou o ministro, reiterando que o país manterá a atual política de concessão de asilo político, segundo os termos da Constituição.

 

Corrupção - Ao defender o combate à corrupção como meta, Moro disse que trabalha com propostas simples, “mas eficazes” e citou a proibição de progressão de regime para membros de organizações criminosas e mecanismos para agilizar o processo da Justiça quando há confissões. De acordo com o ministro, o texto que será enviado ao Congresso ainda pretende afastar definitivamente riscos de mudanças na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância. “Este foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos. Pretendemos honrá-lo e igualmente beneficiar toda a população com uma justiça célere consolidando o avanço de maneira clara e cristalina na Constituição”, afirmou.

 

Violência - Na ampliação do sistema de segurança pública e combate à violência, Moro disse que quer colocar em prática ações de cooperativismo e elogiou a implantação da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, de fevereiro a dezembro de 2018. Segundo ele, a Secretaria Nacional de Segurança Pública poderá usar recursos para, além de investir no auxílio às polícias, padronizar procedimentos e estrutura. “É um papel equivalente à intervenção federal do Rio de Janeiro. Substituindo ‘intervenção’ por ‘cooperativismo’”, disse. Para isto, o ministro acrescentou que quer estabelecer uma parceria com estados para incrementar o trabalho de inteligência e troca de informações.

 

Ações - Moro defendeu a implementação de ações federais para retomar o controle do Estado sobre as penitenciárias e investir em um maior controle de comunicações de lideranças criminosas. Também destacou que está em estudo o incremento do banco de dados genéticos de condenados por crimes dolosos no Brasil, criado para facilitar a identificação de pessoas. O combate à criminalidade vai tratar também de facilitar o uso de recursos advindos do crime em benefícios da sociedade. Segundo Moro, o dinheiro do tráfico poderá ser usado em medidas de segurança ou investimentos para recuperação de dependentes químicos. (Agência Brasil de Notícias)

 

NOVO GOVERNO V: Bento Albuquerque dará continuidade à privatização da Eletrobras

 

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta quarta-feira (2/01) que dará continuidade ao processo de privatização da Eletrobras e que se terá um diálogo “objetivo, desarmado e pragmático” com a sociedade e o mercado sobre o uso da energia nuclear no país. Em seu discurso durante a cerimônia de transmissão do cargo, Bento Albuquerque fez referência ao projeto de privatização da Eletrobras encaminhado pelo ex-presidente Michel Temer ao Congresso Nacional em janeiro do ano passado.

 

Capitalização - “No setor elétrico, sempre levando em consideração o interesse público, se dará prosseguimento do processo em curso de capitalização da Eletrobras e a criação de um ambiente para novos investimentos”, disse. O texto encaminhado por Temer prevê que o processo de venda da Eletrobras se dará por meio da capitalização de ações. Na prática, haveria uma pulverização das ações da empresa até que a União fique como sócia minoritária.

 

Matriz nuclear - Bento Albuquerque também acenou para a retomada dos investimentos na matriz nuclear brasileira. No final do ano, a Eletrobras informou que pretende investir R$ 12 bilhões para terminar a construção da usina Nuclear de Angra 3. “O Brasil não pode se entregar ao preconceito e a desinformação, desperdiçando duas vantagens competitivas raras que temos no cenário internacional: o domínio da tecnologia e do ciclo do combustível nuclear e a existência de grandes reservas de urânio”.

 

Desafios - O novo ministro disse que seus maiores desafios no comando da pasta serão coordenar as atividades do ministério relativas aos setores elétrico; de petróleo e gás; de mineração e de energia limpa renovável e nuclear de “forma harmoniosa e transparente em diálogo constante com as várias instâncias do governo, empresariado e sociedade”. Bento Albuquerque destacou que além da privatização da Eletrobras, no setor elétrico assumirá o desafio de trabalhar pela redução de subsídios e encargos que atualmente representam uma parcela significativa do preço das contas de luz. Disse ainda que pretende oferecer ao mercado “de forma gradual e segura uma participação crescente nos mecanismos de formação de preços de energia.”

 

Modelos - O ministro disse que também vai trabalhar para modernizar o modelo do setor por meio da incorporação de novos modelos de negócio, “preservando a segurança energética e priorizando a racionalidade econômica, ambiente de confiança, competitividade e inovação”. O ministro também disse vai trabalhar para manter a segurança no abastecimento de energia “ao menor custo possível” e sem comprometer a sustentabilidade ambiental, social e econômica, e que a política de preços vai se basear nesses princípios. Com relação a esse ponto, o ministro disse que vai trabalhar para o aumento de investimentos nas fontes de energia renováveis como a hídrica, eólica, solar, etanol, bioletricidade e biodiesel. “Essas fontes representam a maior parcela da matriz energética brasileira e se consolidam como alternativas sustentáveis”, disse.

 

Petróleo e gás - No segmento de petróleo, a maior mudança apontada será na ampliação das competências do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para a definição dos regimes de exploração das áreas do pré-sal e, em conjunto com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), apresentará o calendário plurianual de leilões. “Aprimoraremos a legislação da partilha de produção de modo a proporcionar maior competitividade no ambiente de exploração e produção, maior pluralidade de investidores, menor custo de implantação para a União e consequentemente mais investimentos e retornos econômicos e sociais”, disse.

 

Diversificação - Em relação ao setor de gás, Bento Albuquerque disse que vai trabalhar na diversificação da oferta, na garantia de transparência e livre acesso ao seguimento de transporte e na regulação do mercado livre com normas de âmbito nacional.

 

Mineração - Para o segmento de mineração, disse que vai trabalhar na estruturação da recém-criada Agência Nacional de Mineração (ANM) e que, em conjunto com os estados, vai propor mudanças nas regras de licenciamento ambiental. “[Vamos] seguir com reformas regulatórias necessárias para dinamizar a produção mineral, consolidando a mineração como uma das forças da economia brasileira e importante vetor do seu desenvolvimento social”, disse. (Agência Brasil de Notícias)

MEIO AMBIENTE: Esclarecimento sobre os prazos do CAR e o PRA

meio ambiente 28 12 2018Diferentemente do que foi publicado no Informe PR Cooperativo desta quinta-feira (27/12), o prazo de inscrição ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) encerra no dia 31 de dezembro de 2018. A mudança de data estabelecida pela Medida Provisória (MP) 867, de 28 de dezembro de 2018, é válida para a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que foi prorrogada até o dia 31 de dezembro de 2019. O CAR e o PRA foram instituídos pelo Código Florestal Brasileiro (Lei N° 12.651/2012).

Obrigatório – A partir do dia 1º de janeiro de 2019 será exigido do produtor rural que ele possua o cadastro no CAR para acessar crédito e seguro agrícola. E aqueles que efetivarem as inscrições após esta data ainda poderão fazer a adesão ao PRA até o final do ano que vem, de acordo com o Serviço Florestal Brasileiro.

PRA - Ao aderir ao Programa de Regularização Ambiental, os proprietários e possuidores rurais estabelecem um plano de recuperação para a adequação ambiental de seus imóveis e, enquanto o compromisso firmado estiver sendo cumprido, ficam isentos de sanções. O prazo máximo para conclusão da regularização ambiental é de 20 anos. As regras para a recomposição das áreas a serem recuperadas são definidas pelos estados e Distrito Federal por meio de regulamentações especificas.

FRÍSIA: Cooperativa apoia projeto que transforma uniformes dos colaboradores em produtos artesanais

 

frisia 02 01 2019A Frísia Cooperativa Agroindustrial é parceira da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Tibagi, município localizado na região dos Campos Gerais do Paraná. A associação, inclusive, é um exemplo de empreendedorismo ao transformar um desafio em 2.500 produtos altamente rentáveis em quatro anos. Voluntários da entidade reciclam uniformes e os transformam em itens para o lar, como o kit churrasco formado por avental e luva. O dinheiro das vendas é repassado para a Escola Especial Nilse Terezinha Brandalise Romel, responsável por atender 85 alunos, jovens e adultos, portadores de alguma necessidade especial.

 

Doação - O apoio da Frísia tem um ano, com a cooperativa doando mochilas e uniformes recolhidos dos colaboradores. A própria Frísia comprou 80 kits churrasco. “Esse é um projeto sócio-sustentável que recicla, transforma e gera renda. Muito importante porque tem qualidade e mostra a força da união das pessoas”, afirma Luciano Tonon, coordenador de Comunicação e Marketing da Frísia.

 

Origem - Com início em agosto de 2015, o projeto Virando a Camisa surgiu a partir da doação de uniformes para o bazar da Apae. A associação já vendia roupas doadas em bazares e quermesses, porém, apesar da boa qualidade desses uniformes, não houve procura pelos clientes. Na churrasqueira de uma das voluntárias, então, tiveram a ideia de desmanchar as camisas e transformá-las em outra peça, que fosse vendável. O primeiro produto foi o kit churrasco.

 

Venda - A partir disso, começaram a vender as peças em todos os eventos que participam. Atualmente, os uniformes doados, inclusive pela Frísia, se tornam bolsas de viagem, suporte de utensílios domésticos, tapetes, porta ferramentas e sacolas para o Natal.

 

Linha de montagem - São 15 mulheres voluntárias na confecção dos produtos, que trabalham, como explica Cristina Roorda, membro da diretoria da APAE Tibagi, “em linha de montagem”. “Recebemos as doações, lavamos, desmanchamos, desenhamos, cortamos e costuramos. Quem não sabe costurar, lava. Quem não lava, desmancha. Todos participam de alguma forma. Nós aproveitamos tudo, nada se joga fora”.

 

Subprodutos - O “desmanche” dos uniformes gera subprodutos - como bolsos, colarinhos, botões etc. -, que servem para a confecção de pesos de porta, pequenas bolsas, nécessaires, entre outros.

 

Investimento - Com os recursos do projeto, as voluntárias puderam investir no negócio, comprando máquinas de costura industriais e materiais de acabamento para a produção de novas peças. Os resultados do bazar e do projeto, após pagamento do custeio do imóvel alugado, são destinados para a escola. 

 

Outros pontos - Os produtos são vendidos também em um hotel, uma loja de calçados e na Associação Comercial e Industrial de Tibagi. Nenhum desses pontos, no entanto, lucra com os produtos, sendo todo o valor integramente revertido à escola.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

SERVIÇO

Projeto Virando a Camisa/APAE Tibagi

Rua Guataçara Borba Carneiro, 136

Centro, Tibagi (PR)

 


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