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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4484 | 28 de Dezembro de 2018

ANO NOVO: O Sistema Ocepar deseja um Feliz 2019!

ano novo 28 12 2018Chegamos ao final de 2018, que foi marcado por muitos desafios e acontecimentos marcantes no país e no mundo. Um novo ano se aproxima, com muitas expectativas de que seja melhor. O Sistema Ocepar deseja a todos um 2019 cheio de realizações e cada vez mais cooperativo. Lembrando que a entidade não terá expediente no dia 31 de dezembro e retorna às atividades a partir das 13h30 do dia 2 de janeiro.

 

TRIBUTO: Alíquota de CSLL retorna a 15% para as cooperativas de crédito a partir de 1º de janeiro de 2019

csll 28 12 2018A partir de 1º de janeiro de 2019, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) retornará à alíquota de 15% para as cooperativas de crédito, de acordo como o disposto na Lei nº 13.169/2015, que alterou o art. 3º, inciso II da Lei 7.689/1988. Até o dia 31 de dezembro de 2018, a alíquota vigente é de 17%.

 

TRIGO: Aprovado o zoneamento para o trigo no Estado do Paraná

trigo 28 12 2018A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (28/12) a Portaria nº 307, aprovando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura de trigo de sequeiro no Estado do Paraná, referente ao ano-safra 2018/2019.

Zoneamento - O zoneamento tem o objetivo de minimizar as perdas nas lavouras causadas por eventos climáticos adversos. Para tanto, indica a melhor época de plantio por município, tipo de solo e ciclos das cultivares. A observância dos indicativos do Zarc é obrigatória para todos os agricultores que conduzem seus empreendimentos ao amparo das políticas públicas, como Proagro, Proagro Mais, Garantia Safra e Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). (Com informações do Mapa)

Clique aqui para conferir na íntegra o conteúdo da Portaria nº 307

 

ENERGIA ELÉTRICA: Publicado decreto que reduz desconto gradativo sobre tarifas

energia eletrica 28 12 2018O governo federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (28/12), o Decreto nº 9.642, que reduz gradativamente em 20% ao ano os descontos sobre tarifas de energia elétrica, a partir de 1º janeiro de 2019. “Também foram vedados os descontos cumulativos, prevalecendo o de maior benefício ao consumidor. Na prática, significa aumento de custos para o setor produtivo e de despesas para o consumidor em geral”, afirma o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sistema Ocepar, Devair Mem.

Foto: Pixabay

Clique aqui para conferir na íntegra o conteúdo do Decreto nº 9.642

 

COPROSSEL: Programa Encadeamento Produtivo melhora gestão e rendas nas propriedades

 

Com a palestra sobre o mercado da soja e milho, foi encerrada, na segunda semana de dezembro, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Laranjeiras do Sul (Acils), a primeira fase do Programa Encadeamento Produtivo, realizado em parceria entre Sebrae e Coprossel, com o apoio da Acils. O programa capacitou produtores com a gestão de suas propriedades, diminuindo custo e aumentado a produtividade. 

 

Palestra - A abertura do evento contou com a palestra do economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, que falou sobre o mercado da soja em milho no mundo e suas tendências para os próximos meses. Segundo ele, a guerra comercial entre EUA e China refletiu diretamente sobre o mercado brasileiro, acreditando que será recorrente nos próximos meses, uma vez que a taxação sobre a soja americana proporcionou maior disponibilidade de commodity, consequentemente uma baixa nos preços na Bolsa de Chicago e uma alta nos prêmios no Brasil. 

 

Programa Encadeamento Produtivo - A primeira fase do programa iniciou em 2016 com a visita dos consultores nas propriedades de onde saíram os diagnósticos que nortearam o cronograma de ações e das metas pelo Sebrae nos anos de 2017 e 2018. No encerramento, foram apresentados os resultados e a grande evolução das propriedades nesse período. Na oportunidade, foram premiados com um troféu os produtores destaque que tiveram a melhor curva de evolução, baseada desde a primeira avaliação até a última. Além dos agricultores também receberam o troféu destaque os parceiros do programa: Acils, Senar e Jornal Correio do Povo que representou a imprensa laranjeirense.

 

Único - Para o consultor Regional Oeste Edson Braga, foi muito bom estar à frente desse projeto que é único no Brasil nesse formato, visando a gestão de propriedades rurais e com isso a melhoria da produtividade em consequência a qualidade de vida dos envolvidos. “Oportunizamos ferramentas para que os produtores tenham um ganho melhor. Os resultados das ações do projeto já são visíveis e isso é muito gratificante. Este projeto terá sua segunda fase a partir de fevereiro de 2019, e tenho certeza que será ainda melhor e maior”, aposta Edson Braga, finalizando. “Valorizem a Coprossel e participem das ações desenvolvidas pela cooperativa que visamà melhoria da produtividade em suas propriedades”.

 

Avaliação - Conforme o engenheiro agrônomo da Coprossel Marcio Dulnick, nem todas as propriedades encerram no mesmo nível, entretanto nas que ele acompanhou a evolução foi fantástica. “Tivemos avanços desde a parte de economia, pois o produtor nuncaanotava os gastos mensais, por exemplo, e ele começou a fazer, o que possibilitou que a partir disso ele começasse também a analisar o custo para cada cultura”, disse.

 

Família - Segundo Dulnick, durante o encadeamento, todos os membros da família sentavam e colocavam na planilha todos os resultados, o que possibilitou planejar a propriedade em longo prazo.

 

Ponta do lápis - De acordo com o presidente da Coprossel, Paulo Pinto de Oliveira Filho, colocando tudo ‘na ponta do lápis’, o produtor tinha o custo de produção de cada cultura, custo por unidade e conseguiu saber o que está dando resultado e o que não está, o que dá mais e o que dá menos, para poder e também economizar.

 

Programas inseridos - Inseridas no programa do Encadeamento produtivo tinha ainda o ‘De olho na qualidade’, que visava organizar de modo geral a propriedade. Também a ‘sucessão familiar’, que foi feita com algumas.

 

Seminários - Também, ao longo desses dois anos do programa foram feitos dois seminários aqui na Acils, que envolveram dinâmicas e cálculos.

 

Viagens técnicas - Teve ainda viagens técnicas, sendo uma delas a uma propriedade em Castro, pra ver o manejo e a forma como era conduzido, principalmente na questão da organização. “Outra foi para a Argentina, onde o objetivo foi mostrar como é a formação do preço, de onde ele surge, como se forma e por que. Quando se trata de soja, o preço inicial é na bolsa de Chicago e como isso chega ao produtor. Como funciona a questão do câmbio, dos prêmios, porque o prêmio em um lugar é uma quantia e o produtor pôde entender isso”, destacou Paulo Pinto.

 

Embrapa - A última viagem foi à Embrapa, onde foi mostrado o histórico sobre a evolução da produção de soja e falado, inclusive, da questão da produção de sementes abordando como faz pra chegar em uma variedade, quantos anos tem que trabalhar com pesquisa, como funciona, etc.

 

Balanço - Marcio Dulnick destaca que foram dois anos de muito trabalho, pois o consultor do Sebrae não levava tudo pronto, então o produtor e a família participaram a todo momento, dos cálculos, da montagem das planilhas. “Cada um tinha uma realidade, cada um fez conforme a realidade da sua propriedade. Foram 7.990 horas de consultoria na propriedade. O agricultor conseguiu enxergar como estava e como chegou ao final do programa. Hoje consegue ver também como ele quer estar daqui a cinco, 10 ou 20 anos, porque ele traçou em cima desse projeto uma meta de crescimento, de produtividade para atingir os seus objetivos”, destaca o presidente da Coprossel.

 

Investimento - Ele enfatiza ainda que foram investidos R$ 1,220 milhão, sendo que 65% foram pagos pelo Sebrae, 35% com renda do produtor e a cooperativa Coprossel. “O produtor pagou uma parte simbólica. Para o novo projeto da fase 2, são R$ 790 mil para 100 produtores, sendo 50 que participaram do projeto que vai ter continuidade, com coisas que não foram vistas, 30 novos e 20 empresas parceiras da cooperativa que são fornecedores de algum tipo de produto ou serviço”, adianta Paulo Pinto.

 

Abrangência - “Essa primeira envolveu 100 famílias e, modo geral, dá pra dizer que foi muito positivo, que agregou para as famílias que estavam envolvidas, para a cooperativa e sem dúvida para a sociedade. O produtor passou a produzir mais, diminuiu seu custo e parou de gerar lixo em excesso na propriedade, além está cuidando melhor do meio ambiente. Então todo mundo ganhou”, avalia Dulnick.

 

Participação - O associado Jeovani Joaquim, de Sertãozinho, Porto Barreiro, destaca que foi muito importante participar do programa, pois dessa forma conseguiram visualizar todas as atividades, custos, gastos e rendas, que antes não era colocado papel e não tinha isso claro.

“Com essa assistência, o consultor dando essa noção, conseguimos eliminar áreas que estavam dando prejuízo ou não davam lucro e colocar mais recursos onde estava dando certo. Isso fez com que a nossa renda melhorasse”, conta o produtor.

 

Auxílio - Além disso, ele destaca as consultorias que auxiliaram na organização dos barracões, maquinários e outros, gerando uma economia para a propriedade. “Conseguimos evitar desperdícios”, diz. “Gostamos muito. Já queríamos isso e tivemos a oportunidade por meio da Coprossel, a quem somos muito gratos. Vimos que estávamos realmente precisando disso”, completa. (Jornal Correio do Povo do Paraná)

 

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SICREDI INTEGRAÇÃO: Nova agência é aberta em Matinhos

 

Uma nova agência do Sicredi foi inaugurada no dia 10 de dezembro, em Matinhos. É a segunda agência da Sicredi Integração PR/SC no litoral do Paraná. A cooperativa possui atualmente 30 mil associados, completou 30 anos de existência e conta com 17 agências em 16 cidades, espalhadas pelas regiões Sudeste e Litoral do Paraná e no Planalto Norte de Santa Catarina. 

 

Ambiente moderno - A nova agência oferece um ambiente moderno, proporcionando conforto e tranquilidade aos associados, garantindo uma forma simples, próxima e ativa para se relacionar com a cooperativa e possibilitando viver o diferencial do sistema cooperativo, um atendimento mais humano do que no sistema bancário. A agência opera com um amplo portfólio de produtos e serviços: de investimentos e crédito, passando por previdência e consórcios até cartões e seguros. Além disso, o espaço está alinhado às diretrizes de sustentabilidade do Sicredi, gerando sua própria energia por meio da luz solar, através de painéis fotovoltaicos.

 

Responsabilidade socioambiental - “Considerando a nossa responsabilidade socioambiental, utilizar a energia solar possibilita à cooperativa contribuir com a preservação dos recursos naturais do planeta. Além disso, outra vantagem é permitir a geração de energia no mesmo local de consumo, reduzindo a necessidade de instalação de linhas de distribuição”, explica o presidente da cooperativa, Luiz Roberto Baggio, ressaltando que a agência de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, já conta com a tecnologia.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICOOB UNICOOB: Agência é inaugurada em Belém

 

No último dia 14, o Sicoob Unidas inaugurou sua 7ª agência. O novo ponto de atendimento, que fica em Belém, tem como objetivo atender os associados da região, como os cooperados que ficam lotados na Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) e Centrais Elétricas do Pará (Celpa).

 

Diferenciais - O presidente do Conselho de Administração, Carlos Edilson Santana dos Santos, convidou a população a conhecer a nova unidade e os diferenciais de ser um cooperado Sicoob. "É um ótimo espaço para fazer bons negócios", afirma.

 

Presenças - Na ocasião, estiveram presentes dirigentes, cooperados, colaboradores e autoridades do ramo comercial, cooperativo e da segurança pública do Pará. Entre eles, o diretor-presidente do Sicoob Central Unicoob, Marino Delgado; o consultor Marcírio Coracini; o presidente da OCB/PA, Hernandes Rayol; a diretora-presidente do Sicoob Cooesa, Francisca Uchôa; o diretor da Unicoob Corretora, Fernando Bertasson; o gerente Comercial da Unicoob Corretora, Roberto D'Alessandro e o gerente Comercial da Sancor Seguros, Paulo Alexandre Dawibida.

 

Endereço - O endereço da nova agência do Sicoob Unidas em Belém é Av. Augusto Montenegro nº 67, no Bairro do Coqueiro. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Agência é inaugurada em shopping de Foz do Iguaçu

 

Com uma proposta diferente da convencional, remetendo ao aconchego e conforto de uma casa, o Sicoob Três Fronteiras inaugurou, no último dia 19, sua quinta agência em Foz do Iguaçu. Situada no Shopping Catuaí Palladium, que fica no corredor turístico da cidade, o ponto de atendimento está aberto ao público das 11h às 16h.

 

Novidade - A unidade também traz uma novidade: uma sala em estilo coworking, que pode ser utilizada para reuniões de trabalho por cooperados de qualquer agência, sem custo e mediante agendamento prévio.

 

Presença - O evento de inauguração contou com a presença de cerca de 150 pessoas, entre elas cooperados, empresários, conselheiros, delegados e colaboradores da cooperativa. Na ocasião, representando a Prefeitura e a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, se fez presente o vereador João Miranda. 

 

Ato simbólico - Em um ato simbólico para representar os cooperados da agência, o diretor de Negócios da cooperativa, José Eduardo Oliveira Pereira, assinou os termos de abertura de conta do Grupo Catuaí Palladium na cidade juntamente com os empreendedores Valtair Tripiana e Paulo Baldan.

 

Certeza - Para o superintendente do Shopping Catuaí Palladium, Francisco Cartaxo, desde o início das negociações, a abertura da agência no local era uma certeza. “Quando sentamos para conversar houve uma reciprocidade de ideias e acreditamos mais ainda que a instituição financeira do shopping tinha que ser o Sicoob”, pontuou.

 

Vantagens - “Enquanto os bancos estão fechando agências nós estamos abrindo. Este ano foram duas e no ano que vem, teremos a inauguração de mais uma na Vila A. Apostem no Sicoob, ele é tudo de bom, pois entre outras vantagens compartilha resultados e tem como propósito humanizar as relações financeiras”, disse o diretor superintendente do Sicoob Três Fronteiras, Dirceu Luiz Tessaro, convidando os que ainda não são cooperados para fazerem parte do maior sistema de cooperativas financeiras do país. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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COCAMAR: Cooperativa distribui 23 toneladas de alimentos da Campanha de Natal

 

Cerca de 23 mil quilos de alimentos, entre gêneros diversos, começam a ser distribuídos pela Cocamar a entidades assistenciais em Maringá e nos municípios onde mantém unidades operacionais, nos Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

 

Solidária - É o resultado da Campanha Solidária de Natal que, além de alimentos, arrecadou também brinquedos. Lançada no dia 5 de novembro, a iniciativa foi concluída em 20 de dezembro, movimentando colaboradores e cooperados, na busca por doações. 

 

Cores- Os colaboradores foram divididos em quatro equipes: amarelo, azul, vermelho e verde, tanto na administração central, quanto no parque industrial e unidades operacionais.

 

Intercooperação - “A realização fortalece a intercooperação e o interesse pela comunidade por meio de ações voluntárias”, comenta a analista de responsabilidade social, Sabrina Ambrosio Cambiaghi. Segundo ela, “todos se empenharam e trabalharam em conjunto em prol de suas metas e o resultado foi muito satisfatório”.

 

Na região - Entre as participantes com grande envolvimento, se destacaram as unidades de Dr. Camargo , Maringá e Paranacity, com volume de aproximadamente 5 mil quilos de alimentos que foram acumulados na loja, em local de circulação de produtores. (Imprensa Cocamar)

ECONOMIA I: Governo Central tem terceiro pior déficit para meses de novembro

 

economia I 28 12 2018A transferência de recursos para estados e municípios e a recuperação dos gastos não obrigatórios do Executivo fizeram o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) voltar a registrar déficit primário em novembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (27/12) pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 16,206 bilhões no mês passado, contra superávit de R$ 1,261 bilhão registrado em novembro de 2017.

 

Resultado negativo - O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de novembro foi o terceiro pior para o mês desde o início da série histórica, em 1997, só perdendo para novembro de 2016, quando o déficit chegou a R$ 38,467 bilhões, e para novembro de 2015 (-R$ 21,281 bilhões).

 

Melhora - Mesmo com a alta mensal em novembro, as contas do Governo Central estão melhorando em 2018. De janeiro a novembro, o déficit acumulado chega a R$ 88,473 bilhões, queda de 14,3% em relação ao mesmo período de 2017, quando o déficit acumulado somava R$ 103,232 bilhões.

 

Fatores - De acordo com o Tesouro Nacional, três fatores contribuíram para o aumento do déficit em novembro. O primeiro foi a elevação da repartição de receitas com estados e municípios, que subiu 31,5% acima da inflação em novembro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Isso ocorreu porque a arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de royalties de petróleo subiu em outubro, o que provocou uma repartição maior de recursos com os governos locais no mês seguinte.

 

Efeito estatístico - O segundo fator que contribuiu para a alta do déficit decorreu de um efeito estatístico. Em novembro do ano passado, a União tinha recebido R$ 12,7 bilhões de pagamento pelo leilão de quatro usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A receita não se repetiu este ano, reduzindo a entrada de recursos no caixa do governo. O terceiro fator foi a elevação nas despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo, que subiram 11,9% acima da inflação em novembro de 2018, comparada com novembro de 2017.

 

Resultado esperado - O secretário adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, disse que o aumento do déficit estava dentro do esperado. Segundo o Prisma Fiscal, pesquisa do Ministério da Fazenda divulgada todos os meses, as instituições financeiras esperavam déficit de R$ 16 bilhões em novembro. O órgão manteve a projeção de que o déficit do setor público (União, estados, municípios e estatais) encerrará o ano entre R$ 106,3 bilhões e R$ 116,3 bilhões, com folga de R$ 45 bilhões a R$ 55 bilhões em relação à meta de déficit de R$ 161,3 bilhões.

 

Governo Central - Apenas para o Governo Central, o resultado negativo deve fechar 2018 entre R$ 129 bilhões e R$ 139 bilhões, por causa da melhoria nas receitas e do represamento de R$ 15 bilhões de recursos em ministérios. Esse é o dinheiro que a equipe econômica libera, mas os ministérios não conseguem gastar por problemas de gestão ou de subvinculações orçamentárias que dificultam o remanejamento de verbas.

 

Acumulado - De janeiro a novembro, as receitas líquidas acumulam alta de 4,3% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor: 2,6% acima da inflação. Os gastos com a Previdência Social subiram 1,4% além da inflação, contra alta de 0,9% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal.

 

Demais despesas obrigatórias - As demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 1% descontada a inflação, por causa principalmente da redução dos gastos o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (-44,3%, descontada a inflação), com subsídios (-27,6%) e com abono e seguro desemprego (-5,4%).

 

Custeio - As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam alta de 8,8% acima da inflação de janeiro a novembro. Os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) somaram R$ 40,570 bilhões, alta de 23,8% além da inflação em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Reação - Depois de passar boa parte do ano gastando menos que em 2017, o principal programa federal de investimentos reagiu nos últimos meses do ano. Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 22,006 bilhões de janeiro a novembro, alta de 7% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: China mais urbana e rica deve favorecer o crescimento no Brasil

 

economia II destaque 28 12 2018O Brasil pode ser um dos principais beneficiados pelo crescimento de uma "nova China", mais urbana e rica, na avaliação de economistas que acompanham de perto o comércio internacional.

"É um mercado que não apenas está crescendo, mas demandando produtos que podemos oferecer com grande vantagem comparativa. Isso tende a se intensificar", diz o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão. Para ele, que esteve no encontro do G-20 entre 30 de novembro e 1º de dezembro, em Buenos Aires, a China passa por uma etapa normal de desaceleração.

 

Classe média - "Não vejo crise brutal na economia chinesa. Junto com a Índia, são quase 3 bilhões de pessoas entrando para a classe média, com a atividade crescendo 6%, 7% ao ano nos dois países. Não à toa a China é o nosso principal parceiro comercial."

 

Nas cidades - Presidente do "think tank" Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), José Pio Borges destaca que em aproximadamente duas décadas 80% da população chinesa deve estar morando em centros urbanos. Em 2012, o número de pessoas vivendo em cidades superou a população rural pela primeira vez na história.

 

Dimensão - "Uma cidade pequena nessa China urbana tem de 500 mil a 1 milhão de habitantes. É outro tipo de dimensão", diz Livio Ribeiro, pesquisador-sênior da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

 

Demanda - A demanda da nova classe média chinesa tem como destaque a proteína animal, setor em que o Brasil é "muito produtivo", lembra Estevão. "Nossa carne é de muito boa qualidade, muito bem recebida lá fora", diz. Ribeiro destaca que empresas brasileiras produtoras de alimentos perceberam "há algum tempo" o crescimento da demanda chinesa por proteína animal e têm se posicionado para ocupar esse nicho. Outros países com alta produtividade no setor, como Argentina, Austrália e Nova Zelândia, também são apontados pelos economistas como os principais beneficiados pelas mudanças do gigante asiático.

 

Cesta de produtos - A cesta de produtos que o Brasil pode oferecer, no entanto, não se limita a isso. "As importações de minério de ferro não vão minguar. A China ainda vai continuar precisando construir estradas, ampliar a infraestrutura", afirma o economista do Ibre/FGV. "Mas haverá outros vetores muito relevantes nesse país que começa a ficar mais ligado ao consumo e aos serviços."

 

Itens - Nessa pauta de exportação entram cosméticos e equipamentos de transporte e saúde. "O Brasil tem, por exemplo, uma tecnologia de incubadoras hospitalares muito boa, por causa dos índices de nascimento prematuro", afirma.

 

Salto - Nos cálculos de Ribeiro, em 2002 os chineses compravam 5% de tudo o que o Brasil exportava, número que saltou para 23% no ano passado. Mas o avanço do Brasil sobre o país asiático foi muito mais modesto: os produtos nacionais correspondiam a 0,7% das importações chinesas em 2002, contra 2,7% em 2017. "É uma relação demasiadamente assimétrica", diz.

 

Pauta - Além disso, a pauta de comércio entre os dois países permanece, pelo menos por enquanto, "muito concentrada". No ano passado, três produtos respondiam por 80% de tudo o que a China comprava do Brasil: soja (53%), minério de ferro (23%) e petróleo bruto (6%).

 

Petróleo - Pio Borges destaca justamente as exportações de petróleo como outro vetor que pode beneficiar o Brasil. Os chineses importam diariamente 8 milhões de barris de todas as partes do mundo. "A China já é o maior cliente da Petrobras ", diz ele, que também foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para Pio Borges, é factível que no médio prazo a produção diária brasileira supere os atuais 2,6 milhões de barris para algo em torno de 6 milhões.

 

Política ativa - Para que o Brasil diversifique essa pauta, Ribeiro sugere uma política ativa nessa direção. Ele aponta como diretriz um documento divulgado pelo governo australiano em 2012 ("Australia in the Asian century", ou "A Austrália no século asiático"). Em mais de 300 páginas, o texto sugere mudanças estruturais, como a realização de uma reforma tributária, e outras mais específicas, como a aproximação diplomática com a China e o desenvolvimento de líderes empresariais com conhecimento da região, para que a Austrália se beneficie da nova fase da economia chinesa.

 

Brics - Estevão, por sua vez, afirma que a Fazenda vem buscando não se aproximar só dos Estados Unidos e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas aprofundar ainda mais os já fortes laços com o Brics - grupo de emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

Preocupação menor - Nesse sentido, o discurso hostil ao gigante asiático proferido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e parte de sua equipe durante a campanha é visto com menos preocupação. Para os economistas, as oportunidades comerciais falarão mais alto do que a retórica inflamada. "É muito mais fácil ser maniqueísta, dizer que isso é bom e isso é ruim. Mas a verdade é que tudo é cinza", afirma Estevão.

 

Direção contrária - "Eu entendo o argumento de que não podemos vender tudo para os chineses. Mas qual a brilhante ideia na direção contrária? Não sei. Nós não estamos em uma posição confortável para recusar capital, de onde quer que ele saia", diz Ribeiro. (Valor Econômico)

 

Foto: Pixabay

 

economia II quadro 28 12 2018

 

INFRAESTRUTURA: Futuro ministro promete a associações que união de agências agilizará processos

 

infraestrutura 28 12 2018O futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, chamou nesta quinta-feira (28/12) representantes de associações de concessionárias de ferrovias, rodovias e terminais portuários para explicar a proposta do novo governo de unificação das agências que regulam isoladamente cada uma dessas áreas.

 

Intenção - Nos últimos dias, informações de bastidores deram conta da intenção do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de consolidar ANTT (responsável por ferrovias e rodovias), Antaq (portos e navegação) e Anac (aeroportos) sob um mesmo guarda-chuva, uma espécie de agência nacional de transportes. O propósito é agilizar os processos de concessões e acabar com o aparelhamento político nessas estruturas. O futuro governo já teria desistido de incorporar a Anac (aviação civil) ao pacote.

 

Transparência - Um interlocutor da equipe de transição disse ao Valor que a reunião serviu para "dar mais transparência ao modelo pretendido". Isso porque a possível unificação dos órgãos reguladores gerou apreensão entre as empresas dos segmentos, que veem riscos de prejuízos ainda maiores às atividades de regulação numa eventual fusão, como a tramitação ainda maislenta de projetos que costumeiramente já levam anos para serem avaliados pelas respectivas das agências. Por exemplo, a análise para autorização de novos investimentos. Na visão dos empresários, num "funil único", isso tenderia a piorar.

 

Entidades - Entre as associações recebidas pelo futuro ministro, estavam a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

 

Queixas - No encontro, a equipe do novo governo argumentou que as próprias queixas do setor demonstram que o atual modelo - com agências mais especializadas - não está resolvendo as demandas das áreas reguladas.

 

Preocupações - Algumas preocupações levantadas antes da reunião não chegaram a ser apresentadas à equipe do novo governo, segundo o interlocutor ouvido pelo Valor. Uma delas é que as investigações em curso sobre supostos ilícitos na área de portos coloquem sob o foco do Ministério Público Federal e da Polícia Federal áreas que nada têm a ver com isso.

 

Denúncia - Na semana passada, por exemplo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito do inquérito dos portos, que investiga se houve favorecimento a empresas do setor portuário na edição do "Decreto dos Portos", de maio de 2017. O inquérito também aponta indícios de relações passadas entre pessoas ligadas a Temer e empresas portuárias.

 

Destituição - Outra preocupação das empresas - mas que também não chegou a ser tratada no encontro desta quinta - é a possibilidade de o governo destituir diretores técnicos que ocupam as atuais agências para ter uma estrutura única mais enxuta, eventualmente priorizando indicações políticas no novo modelo.

 

Receptividade - Ao fim da reunião, a equipe de transição avaliou que as entidades empresariais receberam bem a mensagem principal passada pelo futuro ministro. Freitas garantiu que as ações do governo serão no sentido de desburocratizar o trâmite processual e combater ao máximo o aparelhamento político causado pelas indicações de diretores para as agências pelos governos anteriores. (Valor Econômico)

 

Foto: Agência Brasil

 

REGULARIZAÇÃO TRIBUTÁRIA: Prazo para consolidar dívidas do Refis acaba nesta sexta

 

regularizacao tributaria 28 12 2018Os contribuintes que aderiram ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), também conhecido como Novo Refis, têm até esta sexta-feira (28/12) para prestar informações à Receita Federal e consolidar o parcelamento na modalidade demais débitos (que exclui as dívidas com a Previdência Social). O prazo começou no último dia 10. Quem não fizer o procedimento será excluído da renegociação.

 

Indicação - Na consolidação, o contribuinte deverá indicar os débitos a serem incluídos no parcelamento, com a possibilidade de incluir ou retirar dívidas; a quantidade de parcelas pretendidas e o valor dos créditos tributários – parcela que a Receita Federal deve ao contribuinte – para abatimento no débito total. Se, no momento da adesão ao Pert, o contribuinte indicou indevidamente uma modalidade para a qual não tem débitos, será possível corrigir a informação.

 

Desconto - O Pert dá desconto nas multas e nos juros e permite o parcelamento de débitos com a União em até 180 meses (cinco meses para parcelar a entrada de 20% do débito total, mais 175 meses para quitar o restante). A adesão ao programa ocorreu ao longo de 2017. Depois do parcelamento da entrada, o contribuinte passou a pagar o restante do débito total informado na adesão, dividido pelo número de parcelas, enquanto o valor final da prestação não era consolidado. A parcela mínima equivale a R$ 200 para pessoa física e R$ 1 mil para pessoa jurídica.

 

Repetir o procedimento - Quem pediu a renegociação de débitos com a Previdência Social e fez a consolidação em agosto precisará repetir o procedimento, caso tenha pedido o parcelamento de outros tipos de dívidas com a União. A consolidação pode ser feita nos Centros de Atendimento Virtual (e-CAC) da Receita Federal. (Agência Brasil)

 

IBGE: Taxa de desemprego recua para 11,6% no trimestre encerrado em novembro

ibge 28 12 2018A taxa de desemprego no país ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro deste ano. O índice é inferior aos 12,1% registrados no trimestre encerrado em agosto e aos 12% de novembro do ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

População desocupada - De acordo com a pesquisa, a população desocupada ficou em 12,2 milhões em novembro, 3,9% a menos (501 mil pessoas) que agosto e 2,9% abaixo (menos 364 mil pessoas) de novembro do ano passado.

Ocupada - A população ocupada, de 93,2 milhões, é a maior da série histórica, iniciada em 2012. O número de pessoas empregadas é 1,2% maior (mais 1,1 milhão de pessoas) que agosto e 1,3% maior (mais 1,2 milhão de pessoas) que novembro do ano passado.

Subutilização - A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 23,9%, ou seja, 0,5 ponto percentual abaixo de agosto (24,4%) e estatisticamente igual à de novembro de 2017 (23,7%). A taxa inclui os desocupados, aqueles que trabalham menos do que poderiam (subocupados por insuficiência de horas) e pessoas que não estão trabalhando mas que têm potencial para integrar a força de trabalho, a chamada força de trabalho potencial.

Total - O total da população subutilizada chegou a 27 milhões, 1,7% a menos que agosto, mas 1,8% a mais que novembro de 2017.

Pessoas desalentadas - O número de pessoas desalentadas, isto é, aquelas que desistiram de procurar emprego, ficou em 4,7 milhões, estável em relação a agosto, mas 9,9% maior que novembro de 2017 (4,3 milhões). O percentual de pessoas desalentadas (4,3%) ficou estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2017 (3,9%).

Setor privado - O número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 33 milhões de pessoas, apresentando estabilidade em ambas as comparações. Já o número de empregados sem carteira assinada (11,7 milhões) foi o maior da série histórica e subiu em ambas as comparações: 4,5% na comparação com agosto e 4,7% em relação a novembro de 2017.

Ponto positivo - “O ponto positivo é que o volume do mercado de trabalho aumentou. Mas a característica desse trabalho é a informalidade. E sabemos o prejuízo que isso traz a longo prazo. Não há, por exemplo, a contribuição para a Previdência. Um exemplo é a entrada de trabalhadores no transporte, com os aplicativos, que não têm carteira assinada e nem vínculos formais com as empresas ou aqueles ocupados com a venda de quentinhas”, disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo.

Rendimento médio - O rendimento médio real habitual (R$ 2.238) não apresentou variação em ambas as comparações, assim como a massa de rendimento real habitual (R$ 203,5 bilhões). (Agência Brasil)

 


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