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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4483 | 27 de Dezembro de 2018

GETEC: Estudo mostra impactos do pedágio no transporte de grãos e de insumos no Paraná

destaque pedagio 27 12 2018O pedágio onera o transporte de grãos em todas as regiões do Paraná e chega a representar 45,26% do custo do transporte, como no caso de cargas que saem de Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, com destino à Paranaguá, que pagam R$ 977,60 em tarifas. Mesmo em localidades mais próximas do porto, como em Ponta Grossa, esse índice pode atingir 19,96%. Essas são algumas das conclusões do estudo feito pela Gerência Técnica e Econômica do Sistema Ocepar (Getec), que fez um levantamento para mensurar o impacto dos atuais valores de pedágio praticados nas estradas paranaenses nos custos do transporte de grãos e insumos. O documento também traz um comparativo entre diferentes tipos de cargas transportadas.

Custo operacional - Ainda de acordo com a Getec, as tarifas de pedágio podem atingir o equivalente a 8,3% do custo operacional de produção, em se tratando de milho, e de 4,9%, no caso da soja. O estudo conclui ainda que, “por encarecer o transporte da produção de forma significativa, os preços cobrados pelo pedágio são responsáveis pela depreciação de renda do produtor rural. Além disso, esses custos elevados desestimulam os investimentos nas regiões mais distantes do porto e prejudicam, assim, o seu desenvolvimento”.

Clique aqui para conferir na íntegra o estudo da Getec sobre o pedágio

 

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: Sistema Ocepar integra Conselho Estadual de Parques Tecnológicos

 

O Sistema Ocepar é um dos integrantes do Conselho Estadual de Parques Tecnológicos (Ceparte), tendo como representante titular o analista de Desenvolvimento Técnico, Jhony Moller, e como suplente o analista de Desenvolvimento Técnico, Rogério Croscato. Eles vão fazer parte do Grupo de Trabalho (GT) Permanente do Cepartec. O Decreto nº 12.041, assinado pela governadora Cida Borgetti com os novos membros aprovados para compor o Conselho, foi publicado no Diário Oficial do Estado na semana passada. 

 

Reunião - No último dia 19, o Cepartec esteve reunido no Palácio Iguaçu, em Curitiba, para apresentar e aprovar o relatório das atividades do GT/Permanente relativo a 2018, o planejamento das ações para 2019 e a inclusão de novos integrantes do Conselho. A reunião foi conduzida pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Décio Sperandio, e pelo coordenador geral do Separtec, Francisco de Assis Inocêncio, contando com a presença do Secretário de Estado do planejamento e coordenação geral Rodrigo Salvadori e do Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos Bonetti.

 

O Conselho - O Cepartec, é o órgão responsável pela elaboração das diretrizes e normativas para a formulação, implantação e acompanhamento do Sistema Estadual de Parques Tecnológicos – Separtec. Compete ao Conselho, mapear as iniciativas existentes em ciência, tecnologia e inovação, bem como aprovar e acompanhar a implementação de Parques Tecnológicos no Estado do Paraná em busca de eficiência social e econômica.

 

Sistema - Cabe ao Separtec também definir as áreas de conhecimento e os segmentos produtivos prioritários para implantação dos Parques Tecnológicos, propondo as diretrizes de ação para implementação e execução, devendo elaborar a regulamentação, as diretrizes e normas para implantação de Parques Tecnológicos e elaborar o plano estratégico de ciência, tecnologia e inovação, voltados ao desenvolvimento econômico e social em âmbito Estadual.

 

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MEIO AMBIENTE: Prazo de adesão ao PRA é prorrogado até 31 de dezembro de 2019

 

meio ambiente 27 12 2018

O prazo de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) foi prorrogado até o dia 31 de dezembro de 2019, de acordo com a Medida Provisória nº 867, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (27/12).

 

Plano - Ao aderir ao PRA, os proprietários e possuidores rurais estabelecem um plano de recuperação para a adequação ambiental de seus imóveis e, enquanto o compromisso firmado estiver sendo cumprido, ficam isentos de sanções. O prazo máximo para conclusão da regularização ambiental é de 20 anos. As regras para a recomposição das áreas a serem recuperadas são definidas pelos estados e Distrito Federal por meio de regulamentações especificas.

 

 

Clique aqui para conferir na íntegra a Medida Provisória 867, de 27 de dezembro de 2018

 

EXECUTIVO: Novos rumos na política

 

executivo 27 12 2018Meses antes de Jair Messias Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil, os principais líderes do cooperativismo brasileiro elaboraram o documento intitulado Propostas para um Brasil Mais Cooperativo. O material – entregue às assessorias de todos os presidenciáveis que disputaram as eleições 2018 – traz uma série de propostas defendidas pela base cooperativista. Falamos sobre a importância de estimular a geração de trabalho e renda por meio do empreendedorismo coletivo, da desburocratização e do estímulo ao desenvolvimento local, possibilitando a circulação de riquezas e serviços em cidades de todos os portes. Analisamos os desafios de uma política consistente de segurança alimentar.

 

Ambiente favorável - Mostramos por que é preciso criar um ambiente favorável ao empreendedorismo via cooperativas e como podemos contribuir para a construção de um futuro melhor para todos os brasileiros. “Deixamos esse documento à disposição dos candidatos à Presidência da República, para criar um ambiente favorável ao diálogo com eles”, explica Fabíola Nader Motta, gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). “Agora, com o novo governo definido, vamos continuar essa conversa com o presidente eleito e com os ministros indicados por ele, visto que nosso modelo de negócios tem plenas condições de ajudar o Brasil a crescer de forma responsável e sustentável.”

 

Construção coletiva - As propostas apresentadas pelas cooperativas brasileiras são uma construção coletiva que envolveu 1,3 mil lideranças cooperativistas. Juntas, elas representam os 13 ramos do cooperativismo nas 27 unidades estaduais. Mais: representam mais de 14 milhões de cooperados que fazem parte das 6.887 cooperativas brasileiras.

 

Foco central - “Nosso foco central, hoje, é o reconhecimento da importância do cooperativismo. As instituições precisam conhecer o setor, entender o papel das cooperativas na agenda estratégica do país e o impacto positivo que geramos na sociedade”, explica Fabíola. O cooperativismo é reconhecido pela Organização das Nações Unidas como o modelo de negócios que mais colabora com a superação de crises econômicas.

 

Mais eficaz - “Nossa forma de empreender, construída em grupo e sem deixar ninguém para trás, é mais eficaz que o empreendedorismo individual em momentos de recessão”, explica a gerente de Relações Institucionais da OCB. Ela acrescenta que as cooperativas também são uma ótima forma de geração de trabalho e renda para a população.

 

Desafio - Atualizar a imagem do cooperativismo é outro grande desafio do nosso sistema. Por isso, o documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo foi construído com a mesma linguagem do movimento SomosCoop, que busca despertar a consciência das pessoas para a importância do cooperativismo, adequando-as aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em que as cooperativas podem ser protagonistas.

 

Por que o novo presidente precisa nos conhecer melhor? - “O cooperativismo é um motor capaz de alavancar o desenvolvimento do país”. A frase é de Emerson Masullo, cientista político e especialista em políticas públicas. “Tenho fortes convicções de que o governo de Jair Bolsonaro deve trazer na sua agenda econômica um diálogo permanente com o cooperativismo. É uma condição indispensável para reverter o cenário econômico atual e promover melhorias na geração de empregos e índices de produtividade, além de questões fiscais e trabalhistas.”

 

Viés social - Masullo explica que o cooperativismo é uma forma de associativismo que possui um viés social muito importante. “As cooperativas trazem resultado econômico sem abrir mão do cuidado com a comunidade que as rodeiam. Essa é uma forma de organização que nenhum governo pode deixar de olhar”, acredita o cientista.

 

Base - “O novo presidente está montando uma base de governo desenvolvimentista, que tem tudo a ver com o cooperativismo. Certamente, terá um diálogo constante e permanente com o setor”, considera Masullo. A opinião do cientista político é compartilhada por quem vive, na prática, da cooperação. Derci Cenci é diretor-secretário da Cooperativa Agropecuária do DF (Coopa-DF), localizada na região administrativa do Paranoá, a 60 km do centro de Brasília. “O cooperativismo dá às pessoas a oportunidade de crescer de forma conjunta. Sozinhos não encontramos as oportunidades que o cooperativismo traz”, afirma.

 

Origem - A Coopa-DF foi criada em 1978, por famílias que vieram da Região Sul e tinham (e têm) o objetivo de trabalhar em conjunto no ramo agropecuário, embora cada um em sua área. “Chegamos em busca de trabalho e união, com o intuito de realizar um sonho que seria mais trabalhoso se fosse feito de maneira individual. Devagarinho, a Coopa-DF tornou-se menina-moça, debutou, casou-se e já é quase vovó”, conta Cenci.

 

Cooapa-DF - Hoje, a Coopa-DF tem 156 associados. Cada produtor tem a sua área, a maioria com irrigação. Eles produzem trigo, soja, milho, feijão e grão-de-bico, entre outros produtos e hortaliças. A expectativa é grande em relação ao governo Bolsonaro. O presidente eleito, aliás, visitou, em maio, a famosa feira organizada pela cooperativa e incentivou os cooperados a continuarem no ramo.

 

Bancos cooperativos - Ainda segundo Derci Cenci, ele estimulou-os a buscar investimentos em bancos cooperativos. Sobre o novo presidente, Cenci é otimista: “Ele nos visitou quando era candidato, o que mostra o interesse dele pelo cooperativismo. Queremos que ele conheça melhor o poder da cooperação”, explica o diretor-secretário da Coopa-DF.

 

Canais de comunicação - A gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB vai além. Para ela, é necessário ampliar os canais de comunicação do cooperativismo com o Poder Público, confirmando o papel do Sistema OCB como um dos atores que devem ser ouvidos pelos órgãos governamentais nos processos de formulação de políticas públicas, regulamentos e legislações de interesse do setor. Afinal — como já mostramos nesta reportagem —, queremos e temos plenas condições de ajudar o Brasil a crescer. 

 

Cooperativismo no Congresso - Um dos principais canais de representação e negociação para o cooperativismo é a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) — grupo de deputados e senadores que defendem no Congresso Nacional, os interesses das cooperativas brasileiras.

 

Prática - Na prática, esses parlamentares apresentam propostas de leis favoráveis ao cooperativismo, desenvolvem o diálogo com os poderes Executivo e Judiciário, e levantam a bandeira do movimento. “As frentes parlamentares (conceito que inclui a Frencoop) têm uma forma de atuar própria dentro do Congresso Nacional”, explica Fabíola Nader Motta. “Elas possuem um poder político maior porque são formadas por grupos de parlamentares que, juntos, têm mais força para decidir uma votação.” (Revista Saber Cooperar / Informe OCB)

 

SICREDI: Instituição cooperativa está em 63º entre os 200 maiores grupos empresariais do País

 

sicredi 27 12 2018O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,9 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal – é destaque, mais uma vez, no Valor Grandes Grupos. Elaborado pelo Valor Econômico, o anuário publicado em dezembro, apresenta a radiografia das 200 principais corporações em atividade no Brasil. Na edição de 2018, que considera as demonstrações financeiras combinadas, o Sicredi figura na 63ª posição, além do 12º lugar entre as 20 maiores da área de finanças, subindo duas posições em relação ao ano passado.

 

Mais posições - Nesta edição, o Sicredi também ocupou o 14º lugar entre os grupos que mais cresceram por receita; 8º lugar entre os 20 maiores em Patrimônio Líquido (mesma posição do ano passado); entre os 20 maiores em Lucro Líquido (duas posições acima ante o ranking de 2017); e 7ª colocação entre os 20 melhores em Rentabilidade Patrimonial.

 

Organogramas completos - O Valor Grandes Grupos traz organogramas completos com as participações acionárias de grupos empresarias cuja receita somada equivale a 50% do Produto Interno Bruto (PIB), além de projeções e análises de especialista sobre quatro grandes setores: comércio, indústria, serviços e finanças.

 

Outros rankings e premiações - O Sicredi também recebeu, em dezembro, o Prêmio Relatório Bancário promovido pela agência Cantarino Brasileiro, na categoria CRM, com o case CRM: Relacionamento com o Associado. O case abordou a organização lógica da plataforma, com uma nova interface mais voltada à experiência do usuário. Também foram destaques no projeto a gestão da mudança realizada em um curto período, a integração multidisciplinar de profissionais e as capacitações online para o desenvolvimento da iniciativa.

 

Relatório Bancário - Neste ano, a 14ª edição do Prêmio Relatório Bancário reconheceu cases de 21 categorias. Foram cerca de 57 instituições financeiras que inscreveram um total de 400 cases.

 

Presença - Ao longo de 2018, o Sicredi ainda marcou presença em outros rankings e premiações nacionais, evidenciando a robustez do modelo de gestão da instituição financeira cooperativa e colocando-a em evidência entre os maiores grupos empresariais do país, como o Top 5 (Banco Central do Brasil), Empresas Mais e Finanças Mais (jornal O Estado de S.Paulo), Melhores & Maiores (revista Exame), Valor 1000 (jornal Valor Econômico), Época Negócios 360º (revista Época), Melhores Empresas para Trabalhar e Melhores Empresas Para Começar a Carreira (ambos da revista Você S/A) e, finalmente, Prêmio Balanceado 30 (Guia Valor/FGV da revista Valor Investe, do Valor Econômico).

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

CAMISC: Nova unidade de grãos é inaugurada em Mariópolis

 

Voltada à ampliação de sua estrutura, do crescimento do agronegócio e em atender seu cooperado ainda melhor, a Camisc (Cooperativa Agrícola Mista São Cristóvão) inaugurou, na noite da última sexta-feira (21/12), às margens da PR 280, em Mariópolis, Sudoeste do Paraná, sua nova unidade de recebimento de grãos.

 

Cerimônia - A cerimônia de inauguração contou com a participação de produtores rurais de toda a região, diretores da Camisc, cooperados, além de autoridades locais e regionais bem como lideranças ligadas ao agronegócio. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, também prestigiou o evento. Estavam ainda presentes representantes das cooperativas Sicredi Parque das Araucárias, Cotramario e Coopertradição. 

 

Investimento - A nova unidade teve investimentos de R$ 20 milhões e ocupará uma área de 88 mil metros quadrados com capacidade de secagem de 240 toneladas/hora. Contando com quatro silos de 100 mil sacas cada, a unidade terá capacidade de armazenagem estática de 26,4 mil toneladas. 

 

Estrutura moderna - A estrutura, totalmente automatizada, será uma das mais modernas da região e atende às legislações ambientais, trabalhistas e do Corpo de Bombeiros. Ela estará disponível não apenas associados, mas também produtores regionais. Com o funcionamento, a unidade proporcionará aos cooperados e produtores mais agilidade na entrega da produção.

 

Potencial - “Mariópolis é um município com grande potencial e a construção de uma unidade mais moderna levará mais qualidade e comodidade no atendimento ao produtor. Esse era um sonho antigo nosso. Uma obra que trará ainda mais desenvolvimento”, declarou o diretor presidente da Camisc, Nelson André De Bortolli.

 

Expectativas - Segundo De Bortolli, a nova unidade vem para atender as expectativas de ampliação da cooperativa. “Vamos oferecer serviços ainda melhores aos nossos cooperados, contribuindo não apenas para o crescimento do agronegócio como também para o fomento do cooperativismo em toda a região”. 

 

Orgulho - Prefeito de Mariópolis, Neuri Gehlen, parabenizou a cooperativa pela importância da obra. “Como associado e prefeito, me sinto orgulhoso de participar de um momento como esse. Para nossa cidade e região essa obra é sinônimo de desenvolvimento, empregos e renda”, destacou.

 

Necessidade - O diretor-secretário da Camisc, Élio Betin, pontuou que a nova unidade era uma necessidade da cooperativa. “Frente as novas tecnologias, a necessidade do crescimento e da estruturação, a Camisc investe em uma obra que traz o que há de mais moderno no mercado. Tudo pensado para o nosso associado”.

 

Unidades de recebimento - Com a inauguração, a Camisc passa a contar com seis unidades de recebimento de grãos localizadas em locais estratégicos do Sudoeste do Paraná e Santa Catarina (Com informações da Assessoria de Imprensa da Camisc)

 

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COOPAVEL I: Show Rural Digital será novidade no Show Rural Coopavel

 

Cerca de cem empresas de tecnologia e inovação vão participar do Show Rural Digital, a principal novidade da 31ª edição do Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos de disseminação de novos conhecimentos para o campo do mundo agendado para o período de 4 a 8 de fevereiro de 2019, em Cascavel, no Paraná.

 

Área nobre - Gigantes de uma área que revoluciona o jeito como as pessoas vivem e a forma como as empresas e o agronegócio produz vão ocupar um ambiente de 2,8 mil metros quadrados em área nobre do parque que anualmente recebe o Show Rural Coopavel. Entre as empresas já confirmadas estão Microsoft, HP, Cisco, Totvs, Itaipu, Coca-Cola e Sebrae.

 

Projetos e tecnologias - As empresas integradas ao Show Rural Digital vão apresentar projetos de inovação e tecnologias para uma das cadeias produtivas que mais crescem e promovem transformações no Brasil e no mundo, diz o coordenador José Rodrigues da Costa Neto. “O objetivo nesse ambiente será estimular novos negócios, disseminar experiências inovadoras e criar ideias para a agropecuária do amanhã”.

 

Público - O Show Rural Digital é destinado a agropecuaristas, CEOs, profissionais de Tecnologia da Informação e Design, criadores de startups, empresários das áreas de tecnologia e inovação, engenheiros, jovens agricultores e pecuaristas, investidores, diretores de grandes empresas do agronegócio e a estudantes de cursos ligados à tecnologia e à agropecuária. “Todos terão a chance de trocar informações, fazer e prospectar negócios e fortalecer suas redes de contatos”, afirma Neto.

 

Programação - Além de estandes de expositores, o Show Rural Digital contará com arena hackathon, vila startup e auditório para palestras e apresentações. A Ocepar fará durante o evento o Fórum de Profissionais de TI 2019, que contará com a presença de grandes nomes e personalidades da área da inovação. Entre eles o presidente da HPE (Hewlett Packard Enterprise) Brasil, Ricardo Brognoli; o country manager da Aruba no Brasil, Eduardo Gonçalves, e o CEO e fundador da Totvs, Laércio José de Lucena Cosentino.

 

Maratona - Um dos eventos mais aguardados é o hackathon, uma maratona de inovação que terá por desafio a solução de quatro problemas da cadeia do agronegócio. As equipes inscritas vão trabalhar durante várias horas ininterruptamente até apresentar as soluções sugeridas. Um júri especialmente formado vai escolher as melhores ideias, que receberão prêmios. À equipe vencedora será dada uma viagem internacional.

 

Organização - O hackathon é organizado pela mentoria da Coopavel em parceria com o Acic Labs (aceleradora de tecnologia da Acic de Cascavel), Sebrae, Fiep, Fundetec, Fiep, Senai, Iguassu Valley e Sindicato Rural. Os participantes do Show Rural Digital terão à sua disposição também uma carreta especialmente projetada para reuniões e encontros de negócios. Com ambientes confortáveis e climatizados, ela será instalada ao lado da estrutura que abrigará o evento com foco em tecnologia e inovação.

 

Ponto alto - O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, afirma que a participação de startups será o ponto alto do Show Rural Coopavel 2019, pois esse passa a ser um novo caminho para a solução de problemas complexos das próximas gerações e ferramenta importante para a competitividade do século 21, época em que a ruptura com o passado é um caminho sem volta. Outras informações podem ser conseguidas no endereço eletrônico www.showrural.com.br/digital. (Imprensa Coopavel)

 

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COOPAVEL II: Missa marca os 48 anos da cooperativa

 

coopavel II 27 12 2018Uma missa de Ação de Graças no fim da tarde de sexta-feira passada (21/12), marcou as comemorações pela passagem dos 48 anos de fundação da Coopavel Cooperativa Agroindustrial. A celebração, no auditório da sede administrativa, no Parque São Paulo, foi comandada pelo Padre Reginei Módolo, mais conhecido por Padre Zico. Participaram diretores, cooperados, colaboradores e parceiros da cooperativa.

 

Importância - Padre Zico lembrou a importância da Coopavel no contínuo processo da agricultura e pecuária de Cascavel (PR) e municípios por ela alcançados. “A cooperativa é parceira de primeira hora de produtores rurais que muito trabalham pelo desenvolvimento econômico e social de uma das regiões que mais crescem no Brasil”, ressalta o presidente do Conselho de Administração, Dilvo Grolli.

 

Origem - Fundada em 15 de dezembro de 1970, a Coopavel foi a resposta que 42 produtores rurais procuravam para sair das mãos de grandes empresas nacionais e estrangeiras. Com a cooperativa, eles contariam com uma estrutura própria que poderia fortalecer a atividade rural, criando as estruturas e as condições necessárias para que o negócio pudesse crescer e prosperar. O primeiro presidente foi Adolfo Cortese e depois vieram Roberto Wypych, Luiz Boschirolli, Salazar Barreiros, Ibrahim Faiad e Dilvo Grolli.

 

Números - Mesmo em um ano de recuperação da economia nacional, a Coopavel encerra o exercício de 2018 com faturamento na casa de R$ 2,5 bilhões, 5,5 mil cooperados e 5,2 mil colaboradores. A cooperativa conta com unidades em 28 municípios, mantém várias indústrias e há mais de 30 anos organiza o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos do mundo em disseminação de novas tecnologias para o campo. A edição de número 31 vai ser realizada de 4 a 8 de fevereiro de 2019. (Imprensa Coopavel)

 

CERAL: Cooperativa de Infraestrutura de Arapoti completa 50 anos

 

Há 50 anos nascia em Arapoti, cidade da região dos Campos Gerais, a Ceral - Cooperativa de Infraestrutura de Arapoti. Ela foi fundada em 2 de dezembro de 1968 e, para celebrar o momento histórico, a cooperativa realizou um evento, no dia 30 de novembro, que reuniu colaboradores e cooperados para festejarem a data.

 

Espírito cooperativista - “Ao longo desses 50 anos, a Ceral enfrentou dificuldades, como a falta de equipamentos, de estrutura, de material, mas o que nunca faltou foi o espírito cooperativista que sempre esteve norteando as decisões e trilhando os caminhos”, disse o presidente da cooperativa, Adolf Hendrik van Arragon. “Eu comecei a trabalhar na Ceral há 30 anos e era tudo muito diferente. Não tinha equipamento, carro e nem estradas. Então nós levávamos os postes nas costas para construir as redes”, relembra Dejair Teixeira de Oliveira, funcionário da cooperativa. 

 

Uma das mais antigas - Fruto da visão empreendedora de um grupo de pioneiros, a cooperativa foi a segunda do Brasil a levar energia elétrica para a área rural e é uma das mais antigas ainda em atividade. A sua criação foi fundamental para o desenvolvimento da atividade agrícola e pecuária no município, suprindo as necessidades de energia e melhorando a vida do homem do campo. “A vida mudou totalmente porque de repente a energia estava dentro de casa para assistir televisão, ouvir música. Ao acordar às 4h30 da manhã para tirar leite, você ligava a luz e o gado já vinha para casa para ser ordenhado. Tudo isso facilitou muito a vida no campo”, conta o historiador Jan Egbert Borg. 

 

Atualmente - Hoje, a Ceral conta com aproximadamente 250 cooperados e 33 funcionários, atuando na comercialização de materiais e prestação de serviços elétricos, além da geração de energia. A Ceral-Dis originada de um processo de cisão da Ceral atua na distribuição de energia elétrica. “É sempre bom comemorarmos um jubileu porque nos faz lembrar da história que no dia a dia esquecemos. Quase nunca percebemos a importância que a Ceral tem para a área rural. Na verdade, somos até um pouco “mimados”, porque dificilmente ficamos sem energia, nem mesmo por algumas horas”, comenta a cooperada Beate von Staa ao exaltar a qualidade dos serviços prestados pela cooperativa. 

 

Importância - Presente no evento, o presidente da Sicredi Novos Horizontes, cooperativa de crédito com sede em Arapoti, Luciano Dias Carneiro Klüppel, ressaltou a importância da Ceral para o desenvolvimento do município: "Há 50 anos a Ceral está colocando luz no campo, fazendo com que a produtividade em Arapoti possa crescer. É uma satisfação participar de uma cooperativa que ajuda a transformar não só uma cidade, mas toda uma região” diz.

 

Futuro - “Ao comemorar 50 anos, a Ceral reforça seus laços de união, e olha para o futuro trabalhando em busca dos novos objetivos, com empenho e dinamismo, sempre alicerçados na cooperação”, acrescenta o presidente da cooperativa. (Ceral)

 

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GRÃOS: Falta de chuva prejudica soja no PR e em MS

Ainda que tudo continue a indicar que a produção brasileira de soja caminha para bater um novo recorde histórico nesta safra 2018/19, cuja colheita já teve início, a escassez de chuvas no Paraná e em Mato Grosso do Sul poderá comprometer os resultados esperados por agricultores que cultivam o grão em algumas regiões desses dois Estados. “Teremos alguma quebra de safra, mas não é possível estimar quanto”, afirmou Marcelo Garrido Moreira, economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná. O Estado é segundo maior produtor da oleaginosa no país, depois de Mato Grosso, com uma participação superior a 15% no volume total.

Condições - De acordo com os últimos dados do Deral, 80% das lavouras paranaenses estavam em boas condições e 3% em condições ruins até o último dia 17 de dezembro. Nessa situação, o órgão estimava a colheita estadual em 19,1 milhões de toneladas, mesmo patamar registrado na temporada passada (2017/18).

Escassez hídrica - Conforme Moreira, há algum nível de escassez hídrica em aproximadamente 30% da área semeada no Paraná, sobretudo nas regiões oeste e sudoeste. “Tem alguns lugares onde não chove há mais de um mês”, afirmou ele ao Valor na semana passada.

Cenário - De acordo com o analista Luiz Fernando Roque, da consultoria Safras & Mercado, em Mato Grosso do Sul o cenário é mais complicado. “No Paraná a situação não está tão crítica, porque as chuvas estão voltando. Mas há problemas em quase todo o Mato Grosso do Sul”, disse.

Cálculo - As perdas no Estado do Centro-Oeste do país podem chegar a 20%, calculou Roque. Na safra 2017/18, a produção sulmato-grossense somou 9,6 milhões de toneladas. Há mais chuvas previstas para esta semana, mas algumas perdas já são inevitáveis As lavouras mais afetadas em ambos os Estados são as que foram semeadas com cultivares de ciclos precoces. “Em Mato Grosso do Sul, cerca de 80% das lavouras estão em fase de maior necessidade de chuvas”, acrescentou o analista da Safras & Mercado.

Melhora - O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, pondera, entretanto, que não haverá quebra generalizada no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Em vídeo divulgado a clientes, disse que as chuvas que estão retornando possibilitarão uma “melhora considerável das lavouras”. Além disso, as condições das lavouras nos demais Estados produtores é, em geral, positiva. “Para o restante do país o desenvolvimento da safra segue satisfatório”, reforçou Roque, da Safras.

Conab - Em seu último levantamento sobre a atual safra de grãos, divulgado em dezembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a colheita de soja no Brasil em 120,1 milhões de toneladas, um recorde. Se confirmado, o volume será 0,7% superior ao do ciclo 2017/18. (Valor Econômico)

graos quadro 27 12 2018

LEGISLATIVO: Proposta isenta empregador rural pessoa física da contribuição para o Salário-Educação

 

legislativo 27 12 2018A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 11002/18, do deputado Augusto Carvalho (SD-DF), que pretende isentar o empregador rural pessoa física da contribuição para o Salário-Educação. O texto insere o dispositivo na Lei 9.424/96.

 

Ajuste - Segundo o autor da proposta, a ideia é ajustar a legislação à jurisprudência sobre o tema. Segundo Augusto Carvalho, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu que, “inexistindo abuso de organização empresarial entre o empregador rural pessoa física e a pessoa jurídica da qual é sócio-administrador, é inexigível a contribuição do Salário-Educação do empregador rural pessoa física”.

 

Contribuição social - O Salário-Educação é uma contribuição social destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica pública. É calculado com base na alíquota de 2,5% sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados.

 

Administração dos recursos - Da arrecadação líquida com o Salário-Educação, 10% são administrados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); 30% pela União, que os distribui com objetivo de reduzir desigualdades regionais na educação; e 60% por estados e municípios.

 

Tramitação - A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)

 

BRASIL I: Após desburocratização, as reformas virão em fevereiro

 

brasil I 27 12 2018As medidas que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciará logo após sua posse, em 1º de janeiro, expressam a mudança de um governo social-democrata para uma gestão liberal na economia e conservadora nos costumes. Não haverá pacotes nem choques. A relação de atos que devem ser assinados de imediato sinalizará a direção das políticas e simplificará a vida do cidadão, eliminando, por exemplo, exigências que só fazem a alegria dos cartórios.

 

Cronograma- O governo pretende ter um cronograma de medidas a serem divulgadas durante o mês de janeiro que reduza a burocracia e facilite o dia a dia das pessoas e empresas. As ações deverão contemplar também a abertura da economia, com redução de tarifas e aumento da competição.

 

Estruturais- Reformas estruturais como a da Previdência - com a adoção do regime de capitalização, entre outras mudanças – ficarão para fevereiro. Não faz sentido anunciar logo o teor das reformas da Previdência e tributária, se elas dependem da aprovação do Congresso que toma posse em fevereiro.

 

Impopulares- Para a aprovação de propostas impopulares, como um regime de aposentadorias mais restritivo, sem um "toma-lá-dá- cá" entre Executivo e Legislativo, Bolsonaro aposta na construção de um novo eixo de governabilidade, fundado em um pacto federativo que descentralizará recursos da União para Estados e municípios.

 

Tributária- A reforma tributária deverá substituir o extenso leque de impostos e contribuições federais por um só tributo, que será compartilhado com os entes da Federação. Se aprovada pelo Congresso, a ideia é acabar com a prática de elevar as contribuições, que a União não divide com Estados e municípios.

 

Fevereiro - As medidas de janeiro serão um "aperitivo" para o que virá depois. A partir de fevereiro, o ritmo de ação do governo se intensificará, assim como o alcance e amplitude das reformas constitucionais e infraconstitucionais. Deverão ser aceleradas as privatizações e a abertura da economia, entre outras medidas que pretendem, na visão da nova equipe, transformar o Brasil. (Valor Econômico)

 

Foto: Agência Brasil

 

BRASIL II: Quadro sinaliza inflação baixa para início de mandato

 

brasil II 27 12 2018O presidente eleito, Jair Bolsonaro, terá a inflação como outro indicador favorável no primeiro ano de seu governo. Segundo economistas, uma série de fatores vai garantir mais um ano de preços controlados, considerando o histórico brasileiro, ainda que um pouco mais altos do que os de 2018. O quadro formado por retomada lenta da atividade, melhora do cenário hidrológico, pressão menor do câmbio e baixa inércia do ano anterior deve levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a encerrar 2019 com aumento próximo de 4,2%. O índice oficial de inflação tende a ficar, portanto, ligeiramente abaixo da meta definida para o período, de 4,25%.

 

Menor alta - Se confirmadas as projeções dos analistas consultados pelo Valor - que vão de avanço de 3,5% a 4,5% -, esta será a menor alta do indicador para primeiros anos de mandatos presidenciais desde 1994, início da vigência do Plano Real. Mesmo assim, o IPCA terá alguma aceleração em relação a este ano, quando deve fechar em 3,7%, de acordo com a estimativa mediana do boletim Focus, do Banco Central.

 

Cálculos - Nos cálculos de Fabio Romão, da LCA Consultores, o indicador oficial de inflação vai passar de 3,7% para 4,2% entre 2018 e 2019, puxado por preços um pouco maiores de alimentos e serviços. Com peso de quase 25% no IPCA, o grupo alimentação e bebidas deve subir 5,2% no próximo ano, 1,4 ponto percentual acima do esperado para este ano, afirma Romão. 

 

El Niño - Meteorologistas preveem que o fenômeno climático El Niño deve se formar em 2019, mas em intensidade moderada. Por isso, a expectativa é de alta modesta para as cotações de alimentos. "O grupo alimentação vinha em ritmo médio de 9% ao ano de 2011 até 2016", observa Romão, para quem estes preços ainda devem ficar comportados em 2019. O mesmo raciocínio vale para os serviços, que representam pouco mais de 35% do IPCA e, em 2018, devem aumentar apenas 3,4%, resultado mais baixo desde 2000 (3,1%).

 

Aceleração - Para o ano seguinte, a expectativa é que o conjunto que reúne preços como aluguel, cabeleireiro e empregada doméstica acelere para 4,4%. O mercado de trabalho está em reação, mas em ritmo muito lento, e a trajetória da atividade também não chancela grandes reajustes no setor, diz. O salário mínimo, um farol importante para itens como empregado doméstico e mão de obra para reparos, teve aumento real de apenas 1,81%, percentual que deve ser de 5,4% em 2019 considerando a regra atual, outro vetor de alta sobre os serviços, disse.

 

Bens comerciáveis - Além desses preços, os bens comercializáveis devem exercer maior pressão sobre o IPCA, influenciados pela atividade um pouco mais aquecida e, também, por repasses da variação do dólar, segundo Márcio Milan, da Tendências Consultoria. No cenário da Tendências, a taxa de câmbio vai recuar para R$ 3,75 ao fim de 2019, após encerrar 2018 em R$ 3,90. "O câmbio se aprecia um pouco, mas para uma taxa maior do que considerávamos anteriormente", explicou.

 

Vestuário - Por isso, Milan estima que os artigos de vestuário vão aumentar 3,7% no próximo ano, depois de terem subido 2,5% em 2018. Na mesma comparação, os artigos de residência - grupo que contém itens com componentes importados, como eletroeletrônicos e eletrodomésticos - devem avançar de 2,9% para 3,7%. Já o IPCA deve ficar em 4,1%.

 

Capacidade ociosa - Perto do piso das projeções, Lucas Nóbrega, do Santander, trabalha com alta de 3,8% para o indicador em 2019. Uma das razões para o número mais otimista é o elevado grau de capacidade ociosa ainda existente na economia. A equipe econômica do banco estima que, sem ociosidade, uma desvalorização de 10% do câmbio adiciona cerca de 0,7 ponto ao IPCA. No quadro atual de pouco uso dos fatores de produção, esse "pass through" cairia para 0,45 ponto.

 

Atividade retraída - "Num contexto de atividade retraída, os produtores têm dificuldade de repassar aumentos de preços para o consumidor final", diz Nóbrega. O maior ponto de alívio inflacionário para o próximo ano, no entanto, virá das tarifas administradas, que, pelas contas do economista, vão desacelerar de 6,4% para 3,9% na passagem anual, com descompressão nos preços de energia elétrica e combustíveis.

 

Pressão - Segundo os economistas do Credit Suisse, 2018 foi um ano de pressão dos itens monitorados, devido ao aumento dos custos de energia e à redução da oferta mundial de petróleo. Por isso, esse conjunto de preços deve avançar 6,2% neste ano.

 

Mais fraca - Em 2019, o banco suíço estima alta mais fraca para os administrados, de 5,2%. "A inflação menor de eletricidade e gasolina devem ser os vetores deste movimento." "Sem pressão forte do câmbio não tem por que os administrados acelerarem", comenta Fabio Ramos, economista do UBS Brasil, para quem o IPCA vai subir 4,5% em 2019, maior previsão entre as instituições ouvidas. 

 

Responsável - O maior responsável pela aceleração serão os serviços, que vão aumentar 5% no ano, diz Ramos, variação que classifica como comportada. "Não é nada demais. Se a economia se recupera, é normal que a inflação não seja mais tão baixa como em 2017 e 2018." (Valor Econômico)

 

Foto: Pixabay

 

INFRAESTRUTURA: Alto escalão será formado por técnicos

 

infraestrutura 27 12 2018O futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, definiu seus principais auxiliares na pasta. São nomes técnicos, com experiência no setor de transportes e sem nenhuma influência de partidos políticos nas indicações. A única "exceção", de certa forma, é o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo. Ex-senador pelo Ceará, ele vai presidir a Valec. O novo governo pretende leiloar a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, as duas principais obras com envolvimento da estatal, o que demandará forte interação com o órgão de controle.

 

Extinção - O plano é, depois disso, extinguir a empresa. Trata-se, no entanto, de um processo que pode levar mais de um ano. Freitas tem dito a interlocutores que a escolha de Campelo se deve ao bom trânsito dele com o TCU e à experiência na área de compliance.

 

Planejamento - A ex-diretora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Natália Marcassa, atual subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, ficará à frente da Secretaria de Planejamento, Fomento e Parcerias. Entre suas atribuições, estará a modelagem para concessões de rodovias e ferrovias.

 

Portos - O engenheiro Diogo Piloni vai ocupar a Secretaria de Portos, feudo do PMDB nas gestões Dilma Rousseff e Michel Temer, quando teve boa parte do tempo preenchida por indicados da família Barbalho. Piloni já foi gerente de estudos na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e hoje atua na área técnica do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

 

Atribuições - Cuidará dos arrendamentos de terminais e dos preparativos para privatizar as Companhias Docas. Ainda no setor portuário, Casemiro Tércio Carvalho deverá presidir a Codesp, estatal que administra o Porto de Santos. Ex-diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, durante os dois últimos mandatos de Geraldo Alckmin(PSDB), ele tornou-se sócio de uma empresa de estruturação de projetos com foco na área de portos.

 

Aviação Civil - O economista Ronei Glanzmann ficará com a Secretaria de Aviação Civil (SAC) e terá as concessões de aeroportos como uma de suas principais missões. Ele atua há anos na SAC, onde participou das últimas rodadas de concessão e hoje exerce o cargo de diretor de política regulatória. Ele já integrou o conselho de administração da Inframérica, operadora do aeroporto de Brasília, na condição de representante da Infraero (sócia com 49% de participação).

 

Infraero - O brigadeiro Hélio Paes Barros, diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), chefiará a Infraero. A estatal terá como diretora Martha Seillier, que é chefe da assessoria especial da Casa Civil.

 

Minas e Energia - No Ministério de Minas e Energia (MME), Marisete Dadald está praticamente fechada como secretária-executiva. Chefe da assessoria econômica do MME, ela já ocupou a função nas gestões de vários ministros - Edison Lobão, Eduardo Braga, Fernando Coelho Filho e Moreira Franco. Bruno Eustáquio Carvalho, engenheiro civil pela UFMG, deve ser o secretário-executivo-adjunto. Ele vinha trabalhando como um dos diretores do PPI.

 

Repercussão - No início da semana, o almirante havia sondado o consultor legislativo Fábio Gondim para ser o "número 2" do MME. Ex-secretário de Planejamento do Maranhão e de Saúde do Distrito Federal, ele teve o nome abortado depois da repercussão negativa. (Valor Econômico)

 

Foto: Agência Câmara

 

OPINIÃO: A evolução do Brasil e do Paraná Rural detectada pelo Censo Agropecuário do IBGE

 

opiniao destaque 27 12 2018*José Roberto Ricken e Robson Mafioletti

 

O censo é o principal instrumento em qualquer País para fazer um diagnóstico e detectar a situação do momento de determinado setor da economia. A partir destes levantamentos detalhados, será mais assertiva a proposição de políticas públicas e avaliação da efetividade das políticas já existentes, além de ser uma referência confiável para os agentes privados planejarem os investimentos produtivos.

 

Cabe destacar o importante papel que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vem desempenhando. No ano de 2020, estará comemorando um século desde que o Brasil realizou o 1º censo agropecuário e de 80 anos realizados pelo IBGE, os primeiros foram realizados pelo DGE – Diretoria Geral de Estatísticas. 

 

Charles C. Mueller, professor da UNB e ex-presidente do IBGE, destaca as profundas transformações que a agropecuária passou, de um setor primitivo, atrasado, que produzia umas poucas commodities para a exportação, notadamente o café e cana-de-açúcar e de produtos de subsistência, que geravam algum excedente visando abastecer sua população, a um dos maiores exportadores mundiais de uma ampla e diversificada produção de commodities e produtos elaborados, gerados por uma agropecuária moderna, altamente produtiva, parte essencial de complexos agroindustriais de ponta. Ela agora abastece de forma competente os mercados internos que cresceram se urbanizaram, diversificaram e sofisticaram, e poucos duvidam do seu potencial de avançar ainda mais, desde que políticas adequadas sejam adotadas.

 

O primeiro censo agropecuário ocorreu em 1920 e a promessa de repetição da atividade censitária com periodicidade decenal, no entanto, com a revolução de 1930 não foi possível realizar. Os censos seguintes foram em 1940, 1950, 1960, 1970, 1975, 1980, 1985, 1995-96, 2006 e o último em 2017, perfazendo 11 censos agropecuários até o momento.

 

No censo agropecuário de 2017, a coleta de dados a campo iniciou em 1º de outubro de 2017 e se estendeu até 28 de fevereiro de 2018 e a base e padronização da coleta foi realizada pelo manual do recenseador. Por ocasião do Outlook Fórum,realizado nos dias 23 e 24 de agosto de 2018, em Curitiba, os pesquisadores do IBGE fizeram a apresentação dos resultados preliminares do censo, o qual motivou este artigo para apreciação dos envolvidos neste relevante setor da economia brasileira que é o agronegócio, que representa 23% do PIB Brasileiro e 45% das exportações totais de nosso País.

 

Um dos destaques do censo é a queda de 2% no número de estabelecimentos e aumento de 5% na área total dos estabelecimentos.

 

Gráfico 01 – Evolução do número de estabelecimentos rurais nos últimos 42 anos no Brasil e Paraná (1975 a 2017 – em mil estabelecimentos)

 

opiniao grafico I 27 12 2018

 

Nos últimos 10 anos, o número de estabelecimentos no Brasil reduziu-se em 103,5 mil (-2%), enquanto no Paraná essa redução percentual foi maior de 66 mil (-18%).

 

Gráfico 02 – Evolução da área total cultivada nos últimos 42 anos no Brasil e Paraná (1975 a 2017 - em milhões de hectares)

 

opiniao grafico II 27 12 2018

 

Nos últimos 10 anos, a área total dos estabelecimentos no Brasil cresceu em 16,5 milhões de hectares (+5%), enquanto no Paraná ocorreu redução de 700 mil hectares (-5%).

 

Áreas das propriedades:

Um dos pontos relevantes diz respeito à proporção de estabelecimentos em terras próprias, que cresceu em relação ao censo anterior, de 76% para 82% no atual, e a participação destes estabelecimentos na área total cultivada, que diminuiu de 90,5% para 85,4%.

 

Pessoas nas propriedades:

Em relação a pessoas ocupadas, segundo o censo de 2017, o número é de 15,04 milhões e, na comparação com o censo de 2006, houve uma redução de 1,5 milhão de pessoas; bem como, a média de pessoas ocupadas que reduziu de 3,2 para 3,0 pessoas por estabelecimento.

 

Tratores e defensivos agrícolas:

Contraponto foi o aumento do número de tratores, que cresceu 49,7% no período, que chegou a 1,22 milhão de unidades; o uso de defensivos agrícolas também aumentou em 20% em relação ao censo anterior, com 1,68 milhão de produtores utilizando, o que representa 33,1% do total.

 

Irrigação:

Tecnologia via ampliação de irrigação, com +52% em relação ao censo anterior, com 502 mil estabelecimentos e cobrindo uma área de 6,90 milhões de hectares.

 

Internet:

A internet nos estabelecimentos agropecuários cresceu 1.790%, passando de 75 mil para 1.425 mil estabelecimentos, mas ainda representando somente 28% do total.

 

Participação de mulheres e idosos:

A participação de mulheres e idosos com mais de 65 anos na direção dos estabelecimentos agropecuários cresceu respectivamente em 19% e 21% no período. No censo de 2006, as mulheres representavam 13% dos produtores e os idosos 17,5%.

 

Estudos do pessoal do campo:

O grau de instrução revela que 79% dos produtores têm instrução até o nível fundamental e cerca de 6% tem terceiro grau ou mais estudos.

 

Cor ou raça do pessoal do campo:

Levantamento realizado pela primeira vez no censo de 2017 foi com relação a cor ou raça dos produtores, em que 52% são pretos ou pardos e 45% são brancos, distribuição semelhante à da população brasileira.

Foto: IBGE

 

* José Roberto Ricken é presidente do Sistema Ocepar e Robson Mafioletti, superintendente da Ocepar. Engenheiros Agrônomos formados na UFPR e respectivamente mestres em Administração de Empresas pela FGV e Economia Aplicada pela ESALQ/USP. Este artigo tem como referência os dados do de 2018 do IBGE.

 


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