Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4482 | 26 de Dezembro de 2018

FÓRUM TI: Evento vai reunir nomes importantes da área de Tecnologia da Informação em Cascavel

forum ti 21 12 2018O presidente da Hewlett Packard Enterprise (HPE) no Brasil, Ricardo Brognoli, o gerente da Aruba Network, Eduardo Gonçalves, e o CEO e fundador da Totvs, Laércio José de Lucena Cosentino, já confirmaram presença como palestrantes do Fórum dos Profissionais de TI 2019 que o Sistema Ocepar promove, nos dias 6 e 7 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Estado, tendo a Cooperativa Coopavel como anfitriã.

Show Rural – Desta vez, o evento será realizado dentro do Show Rural Coopavel, considerado a segunda maior feira de agronegócio do mundo e a primeiro da América Latina e que terá como tema “Mudança”. Uma das novidades será a realização do Show Rural Digital, num espaço de 2.800 metros quadrados, no centro do Parque Tecnológico onde o Show Rural ocorre, com foco em inovação extrema e presença de startups, pessoas e empresas reconhecidas como mundialmente inovadoras.

Foto: Pixabay

 

 

TRANSIÇÃO: Setor produtivo se reúne com equipe do novo governo

 

transicao 26 12 2018As assimetrias concorrenciais no comércio intra-Mercosul, que têm gerado enormes desequilíbrios na relação comercial entre o Brasil e seus vizinhos do Mercosul, especialmente no que diz respeito à importação de trigo, arroz e leite foram a pauta de uma reunião entre representantes das cooperativas e da nova equipe do Governo Federal, ocorrida no dia 18 de dezembro, em Brasília.

 

Prejuízos - A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e os futuros secretários da Receita Federal, Marcos Cintra, e de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, receberam representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras, do Sistema Ocepar e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul para discutirem os prejuízos que o Brasil tem tido e que podem se agravar ainda mais.

 

Participação - A reunião contou também com a participação de integrantes das cadeias produtivas do leite, arroz, trigo, alho, vinho e maça dos três estados do Sul do Brasil, além do senador eleito, Luís Carlos Heinze, e do deputado federal, Jerônimo Goergen.

 

Questões tributárias - O principal ponto da discussão foram as questões tributárias assimétricas entre os países do Mercosul, que têm prejudicado a competitividade dos produtos brasileiros frente aos produtos importados. Além das questões tributárias, foi apontado também o desequilíbrio nos custos logísticos (principalmente na questão da navegação de cabotagem), nos controles e na fiscalização da qualidade entre os produtos importados e os nacionais.

 

Acompanhamento - Para a OCB, que acompanha as discussões sobre esses e outros temas envolvendo as relações comerciais com os países do bloco do Mercosul, o caminho sustentável para o desenvolvimento dos setores afetados está em buscar desenvolver a competitividade das cadeias produtivas frente aos concorrentes internacionais.

 

Leite - No caso do leite, a futura ministra reforçou o posicionamento sobre o controle das importações de lácteos do Mercosul, inclusive informando já ter conversado com autoridades dos países vizinhos. Informou, ainda, que está trabalhando para a liberação de uma compra governamental, para ajudar a diminuir o excedente de leite em pó no mercado interno. A ministra fez questão de reforçar a importância de o Brasil ser mais ativo no Mercosul, dada a força e o tamanho do país dentro do grupo.

 

Receptividade - Os representantes do novo governo ouviram as manifestações dos representantes do setor produtivo, demonstrando interesse e abertura ao diálogo e sempre deixando claro sua intenção em trabalhar de mãos dadas com os produtores para recuperar a economia do país. (Informe OCB)

 

AGRICULTURA: Os desafios de uma ministra, segundo Tereza Cristina

 

agricultura 26 12 2018“Um grande desafio”. É assim que a deputada federal Tereza Cristina (MS) avalia a sua próxima fase na política brasileira. Em novembro deste ano, ela foi escolhida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para estar à frente do Ministério da Agricultura do próximo governo. Honrada e feliz, a futura ministra conta a sua principal expectativa para a gestão que se inicia em janeiro de 2019: “Espero corresponder ao que o setor produtivo espera de mim”.

 

Primeira mulher - Tereza Cristina foi a primeira mulher confirmada por Jair Bolsonaro para os seus ministérios. “Quero reiterar a importância de ter [no Ministério da Agricultura] uma mulher guerreira que entende realmente do assunto”, disse Bolsonaro em um vídeo parabenizando a nova ministra. “Ela merece”.

 

Escolha - O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, também comemorou a escolha. “A deputada sempre atuou na defesa dos produtores rurais brasileiros e agora terá condições de trabalhar ainda mais em benefício do setor”, destacou. Indicada para o cargo pela Frente Parlamentar da Agricultura, seu nome foi um consenso. Para o deputado Marcos Montes (MG), que também faz parte da Frente e acompanha o trabalho de Tereza Cristina há algum tempo, não poderia haver escolha mais certa: “Nós tínhamos vários perfis. Temos excepcionais parlamentares lá dentro. Mas, no pente-fino que fizemos lá, ela preenchia todos esses requisitos. Não havia pessoa mais adequada para assumir tal responsabilidade”, comemora.

 

Animados - Para o deputado, todos ficaram animados com a decisão. “Podemos ver a receptividade com que ela foi recebida em todos os meios. No meio parlamentar, não apenas na nossa Frente, mas em todas as bancadas. Ela também foi muito bem recebida pelos produtores rurais e pelo meio empresarial”, conclui.

 

Está no sangue - O prestígio político da nova ministra vem sendo construído há anos. Tereza começou a vida profissional muito jovem. A família já tinha um histórico no agronegócio em sua terra natal, Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Visionária, ela quis continuar essa dedicação familiar e optou por cursar a faculdade de Engenharia Agronômica na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Logo que se formou, mudou-se para São Paulo e começou a colecionar um extenso currículo dedicado à área agrícola e ao setor de alimentos.

 

Determinação - Determinada a cuidar dos negócios da família, decidiu voltar para Mato Grosso do Sul. Assumiu a administração, profissionalizou a gestão e segmentou os negócios. Para o deputado Marcos Montes, a determinação é um dos traços característicos de Tereza Cristina. “Conheço Tereza profissionalmente e pessoalmente. É uma mulher dura, mas serena. Uma mulher meiga, amiga e determinada”, conta. O dinamismo e o comprometimento de Tereza Cristina foram sendo reconhecidos e ela passou a ser convidada para participar da diretoria de várias federações e associações que representam o setor agropecuário brasileiro.

 

Família - “A dedicação à área pública sempre esteve presente em minha família”, conta a futura ministra. Ela é bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa e neta de Fernando Corrêa da Costa, ex-governadores de Mato Grosso (quando o estado ainda não havia sido dividido). Entre 2007 e 2014, ela assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo de Mato Grosso do Sul (Seprotur). Em sua gestão, houve importantes conquistas para o estado. Uma delas foi torná-lo livre da febre aftosa. A conquista foi reconhecida internacionalmente por meio da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 

Crescimento - Durante o período como secretária, a agricultura de Mato Grosso do Sul cresceu 12% ao ano. Em sete anos, o PIB do estado aumentou 152,42%. Os empregos na área industrial também dispararam: o aumento foi de 40,7%. Após essa experiência, Tereza foi eleita deputada federal para o seu primeiro mandato pelo estado de Mato Grosso do Sul, entre os anos de 2015 e 2018. “Meu foco sempre foi o desenvolvimento do país”, afirma.

 

Melhorias - Nesse período, continuou buscando melhorias para o setor agropecuário e para o seu estado. A busca, ela faz questão de enfatizar, sempre foi por legislações mais eficientes e justas. “Procuramos melhorias em questões fundamentais para o setor produtivo nacional, como o crédito rural, investimentos em política agrícola, renegociação de dívidas, o fortalecimento das relações comerciais, abertura de mercado para o Brasil, direito de propriedade, entre outras pautas”, explica. Ela foi reeleita para a próxima legislatura, que vai de 2019 a 2022. Precisará afastar-se do mandato para se dedicar ao Ministério da Agricultura.

 

Planos - O governo de transição precisa apresentar suas propostas à sociedade até 31 de dezembro de 2018. E é nisso que Tereza está trabalhando arduamente. “Podemos esperar um forte avanço na questão da infraestrutura, na segurança no campo e numa agenda de desburocratização”, afirma. “Algumas outras questões, como a tributária, dependem de negociações com os estados, mas espero que possamos avançar nessa área também.”

 

Logística - Sob o seu comando, o investimento em logística será uma das prioridades do Ministério da Agricultura. “Ferrovias, hidrovias e rodovias precisam participar do plano de transportes do governo federal. Isso vai ao encontro de um movimento para que as políticas públicas se tornem menos burocráticas, desiguais e ineficientes”. Outro ponto importante para a futura ministra será a questão da segurança jurídica.

 

Invasões - “Precisamos desestimular as invasões, e a melhor forma de fazer isso é garantindo as premissas básicas do Estado Democrático de Direito: o direito à propriedade, a execução de ordens judiciais, o respeito ao devido processo legal”, conclui. O Mercosul é um tema polêmico e deve ser rediscutido para que os produtores brasileiros não sejam prejudicados. “Os investimentos em acordos bilaterais também são de suma importância, já que possibilitam que os produtos brasileiros tenham acesso aos melhores mercados. A Ásia é o nosso alvo de abertura de mercado” revela.

 

Topo das prioridades - A questão tributária também está no topo das prioridades e deve ser um ponto de mudança em relação à gestão anterior. “Precisamos diminuir a carga de impostos e os custos tributários, com a simplificação das regras, a redução do número de impostos e unificação de alíquotas, para que se gaste menos tempo e dinheiro no processo de pagar impostos.”

 

Assistência - E isso envolve os produtores rurais também. “Além disso, os produtores rurais precisam de assistência técnica, de crédito. Precisamos de uma política de longo prazo para a produção agrícola no país.”

 

Cooperativismo - A futura ministra não tem dúvidas: o cooperativismo tem um papel fundamental para o avanço do Brasil. “Hoje as cooperativas têm um papel pujante no crescimento econômico e social do País com enorme representatividade no Congresso Nacional. Para o campo, elas também são o motor do progresso. Promovem oportunidade, geram renda e desenvolvimento sustentável”, conclui.

 

Vitais - As cooperativas, fruto de relações com base em confiança e colaboração, são vitais para o setor agropecuário. É claro que, como em todos os setores da economia, melhorias são bem-vindas. “A prioridade em relação ao cooperativismo no Brasil deve ser o fortalecimento da assistência técnica, educacional e social aos cooperados”, prevê Tereza Cristina.

 

Garantia de renda - “O cooperativismo é também uma das principais garantias de renda de milhares de produtores rurais brasileiros. Por isso, as cooperativas são protagonistas na produção de alimentos nacional e mundial, e na geração de trabalho e renda no país”, pontua. Em sua gestão, Tereza Cristina pretende fortalecer o cooperativismo. “É preciso investir na modernização e na transferência de tecnologias, na assistência técnica como forma de desenvolvimento social e econômico, e para o crescimento das relações comerciais do país frente aos mercados internacionais.” (Informe OCB)

 

SICOOB NOROESTE DO PR: Parceria com prefeitura de Paranavaí viabiliza 70 novas vagas em CEI

 

sicoob noroeste pr 26 12 2018Uma parceria entre o Sicoob Noroeste do Paraná, a Prefeitura de Paranavaí e a associação mantenedora do Centro de Educação Infantil Santa Terezinha do Menino Jesus resultou na construção de duas novas salas no terreno ao lado do CEI, localizado no Jardim Santos Dumont.

 

Atendimento - Com isso, a expectativa é que 70 crianças possam ser atendidas já em 2019, ampliando a capacidade de atendimento à comunidade. Parte dessas vagas serão destinadas para filhos e dependentes de colaboradores da cooperativa.

 

Doação - Inaugurada no dia 10 de dezembro, a obra teve custo de pouco mais de R$ 230 mil, sendo aproximadamente R$ 200 mil doados pelo Sicoob, com contrapartida de R$ 30 mil da associação. O município, por sua vez, é responsável pelo corpo pedagógico e demais servidores, dentro da estrutura da Secretaria de Educação.

 

Atuação - O presidente do Sicoob Noroeste do Paraná, Rafael Cargnin Filho, falou sobre a atuação da cooperativa em Paranavaí e disse que o atendimento à comunidade é um dos trabalhos mais importantes. "Essa foi uma parceria inédita, não existe outra desse porte em todo sistema Sicoob Unicoob. Um dos princípios cooperativistas é o interesse pela comunidade, e isso é estar presente. Estamos deixando um legado junto com a entidade", enfatizou.

 

Parceria - O prefeito de Paranavaí, Delegado KIQ, citou o convênio como exemplo de parceria. “O serviço público não tem condições de atender todas as demandas no tempo ideal. Mas, em parceria com setores compromissados socialmente, é possível melhorar a vida das pessoas”, explica.

 

Ações positivas - Para a secretária de Educação, Adélia Paixão, o Sicoob tem mantido uma série de ações positivas na Região Noroeste, propondo soluções econômicas sem se esquecer do social. “Um dos exemplos é o trabalho em prol da educação, desenvolvendo cooperativas mirins, apoiando entidades beneficentes e estimulando a educação financeira e cooperativista com treinamentos”, relatou.

 

Agradecimento- Em sua fala, o presidente da Associação Mantenedora Santa Terezinha do Menino Jesus, Pedro Donizete de Oliveira, agradeceu ao Sicoob e Prefeitura. “É muito importante esse apoio à educação, gerando novas perspectivas para o futuro das crianças”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

UNIPRIME PIONEIRA DO PR: 12ª edição da Campanha Natal Solidário beneficia 1.300 pessoas

 

A magia do Natal tomou conta mais uma vez da Uniprime Pioneira do Paraná. A cooperativa realizou a 12ª edição da Campanha Natal Solidário, que beneficiou mais de 1.300 pessoas, entre crianças, adultos e idosos em nove cidades da região. 

 

Agências - Para isso, cada agência abraçou a causa de promover a solidariedade e praticou o bem de diferentes formas. Na agência de Toledo os colaboradores arrecadaram dinheiro que foi revertido em brinquedos, como bonecas e carrinhos, para crianças do Centro Municipal de Educação Infantil Vó Tharcila e do CMEI Ana Maria Zorzo Luckmann.

 

Ubiratã - Na cidade de Ubiratã, foram arrecadadas peças de roupas e entregues à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Já as crianças do CMEI Pingo de Gente receberam brinquedos. Em Medianeira houve arrecadação de roupas, calçados e valores em dinheiro que foram revertidos ao CMEI Criança Feliz. E em Marechal Cândido Rondon os idosos do espaço Lar Rosas Unidas – Casa de Repouso - ganharam uma caneca personalizada de presente de Natal e o restante do valor arrecadado foi revertido em donativos para a entidade.

 

Goioerê - Na agência de Goioerê, os colaboradores da cooperativa entregaram roupas e brinquedos para as crianças da Apae. Em Assis o dinheiro arrecadado foi revertido em brinquedos para os alunos do CMEI Criança Esperança e, em Palotina, para o CMEI Sementinha do Saber. 

 

Guaíra - Já na cidade de Guaíra, as crianças do CMEI Vila São Francisco receberam brinquedos, bem como os estudantes do Centro de Convivência Integral da Criança e do Adolescente (CCICA), de Santa Helena. “O sucesso da campanha depende do coração solidário de cada um. Pequenos gestos geram grandes transformações e podem fazer toda a diferença para alguém”, explica a coordenadora da campanha que cresce a cada edição, Márcia Lunkes. 

 

Sobre a Uniprime - A Uniprime Pioneira do Paraná é uma cooperativa de crédito com 22 anos de história. Foi a pioneira em seu segmento neste Estado e desde então atua na oferta de crédito e serviços de forma mais simples e vantajosa, por meio de um atendimento personalizado, moldado às necessidades dos cooperados. Conta com nove agências distribuídas nas cidades de Toledo, Assis Chateaubriand, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Ubiratã, Goioerê, Palotina, Guaíra e Santa Helena. É a primeira instituição financeira de obra nova do Brasil que recebe o selo LEED Platinum e a primeira a ser certificada do Oeste do Estado. (Imprensa Uniprime Pioneira do Paraná)

 

{vsig}2018/noticias/12/26/uniprime_pioneira_pr/{/vsig}

NOVA PRODUTIVA: Funcionários são incentivados a ser voluntários

 

Com os objetivos de trabalhar a cultura do trabalho cooperativo e voluntário e estruturar ação conjunta de voluntariado na comunidade em que atua, a Cooperativa Agroindustrial Nova Produtiva, com sede em Astorga (PR), promoveu, no mês de dezembro, a oficina do Voluntariado, com 156 funcionários inscritos no programa Bolsa Qualificação.

 

Grupos - Segundo a psicóloga e coordenadora do trabalho, Taís Busiquia, os grupos se dividiram entre quatro e vinte pessoas, que tiveram 5 horas para planejar a ação e 5 horas para realizá-la. Assim, cada grupo definiu o seu plano e partiu para ação, que em alguns casos contou com a ajuda da comunidade. O trabalho também contou com o auxílio de Dejair dos Santos, encarregado do setor de tráfego agrícola.

 

Êxito - Apesar das poucas horas que os grupos tiveram para planejamento e ação, a coordenadora acrescenta que todas as iniciativas alcançaram êxito e ótimos resultados. “Encerramos com chave de ouro, foi gratificante ver o empenho dos voluntários e a satisfação das pessoas.” Um momento que muito nos emocionou foi onde um voluntário participante de um grupo ajudou a organizar uma ação e ao final, descobriu ser o próprio beneficiado”, concluiu.

 

Ações - Dentre as ações realizadas estão: reforma ponto de ônibus; limpeza e pintura do cemitério; quitação de conta de energia elétrica, farmácia, água; doação de alimentos e produtos de higiene; reflorestamento; limpeza de quintal e terreno, pintura de casa e pequenas reformas, auxílio financeiro, além de duas ações para os próprios colegas de trabalho.

 

Patrocínio - A Nova Produtiva se encarregou do patrocínio dos insumos (materiais de construção) materiais de limpeza, transporte e outros. Os empregados se encarregaram em escolher a ação e certificarem que ela realmente faria diferença para quem a receberia, de realizar o serviço, mas foram muito além, se dedicaram, se envolveram, olharam para si e perceberam que ao lado tem alguém que precisa que: simplesmente lhe estendam a mão e ouçam qual a necessidade dela naquele momento. (Nova Produtiva)

 

{vsig}2018/noticias/12/26/nova_produtiva/{/vsig}

SEAB: Agricultura divulga estimativa das culturas de segunda safra

 

seab 26 12 2018O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura, divulgou a primeira estimativa das culturas de segunda safra 2018/19. Os principais destaques são as culturas do milho, do feijão e da batata, que tiveram aumento na estimativa de produção, na comparação com a safra 17/18.

 

Falta de chuvas - A falta de chuvas e as altas temperaturas das últimas semanas repercutiram na análise da primeira safra, também divulgada pelo Deral, e geraram uma reavaliação do potencial produtivo no Estado.

 

Milho segunda safra - A primeira estimativa de área para o milho na segunda safra aponta para um crescimento de 4% na área plantada. A expectativa inicial é de uma área de aproximadamente 2,2 milhões de hectares na safra 18/19. Na safra anterior, foram cultivados 2,1 milhões de hectares.

 

Produção esperada - A produção esperada é de 12,6 milhões de toneladas. Este volume representa um aumento de 38% se comparado à safra 17/18, que foi duramente castigada pelo clima. “O cenário ainda apresenta incerteza, podendo haver aumento ou redução nesta projeção, pois fatores climáticos e comerciais ainda podem interferir na decisão de plantio”, diz o técnico do Deral, Edmar Gervásio.

 

Média - A produção média por hectare inicialmente prevista é de 5.787 kg/ha, mas o intervalo de produção esperado para o Paraná fica entre 5.390 kg/ha a 6.190 kg/ha.

 

Milho - A produção de milho de segunda safra concentra-se nas regiões Norte e Oeste, que representam aproximadamente 71% do total.

 

Preços - Com relação aos preços, a saca de 60 kg, que no fim do ano passado era comercializada a R$ 23,00, neste ano chegou a R$ 28,00, crescimento de 22% no período, ocasionado principalmente pela quebra de safra tanto no Paraná como em outras regiões produtoras brasileiras. Outro fator que contribuiu decisivamente para o aumento nas cotações foi a situação favorável do câmbio.

 

Feijão segunda safra - As primeiras estimativas de intenção de plantio indicam que haverá redução de 16% na área plantada no ciclo 2018/19. No ano anterior foram colhidos 214 mil hectares. A estimativa para este ciclo é de que sejam semeados cerca de 180 mil hectares. A redução mais significativa foi registrada na região de Pato Branco. “De maneira geral, isso se explica pelo fato de muitos agricultores terem feito a opção pelo plantio do milho, que traz maior retorno financeiro, pelos bons preços”, explica o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador.

 

Aumento - A produção na safra 17/18 foi de 281,5 mil toneladas, e na safra 18/19 cresceu 22%, chegando a 344,6 mil toneladas. O valor do feijão cores aumentou 32%. No ano passado, era comercializado a R$ 82,00, e em dezembro de 2018 a saca de 60 kg é comercializada a R$ 108,00.

 

Batata - A cultura recuperou a produtividade. A área de plantio teve uma redução de 13%, de 12.132 hectares na safra 17/18 para 10.610 hectares na safra 18/19. O rendimento desta cultura na safra 17/18 era de 25.710 kg/ha, enquanto que na safra 18/19 passou para 30.122 kg/ha, um aumento de 17%. A produção estimada, que era de 312 mil toneladas na safra 17/18, subiu 2% nesta safra, chegando a 319,5 mil toneladas.

 

Soja primeira safra - Os técnicos de campo do Deral estão reavaliando o potencial produtivo da soja de primeira safra, devido ao forte calor e ao clima seco das últimas semanas. Estima-se, com isso, uma redução no potencial produtivo.

 

Expectativa inicial - A expectativa inicial de produção da primeira safra, que era de 19,7 milhões de toneladas, agora está em 19,1 milhões de toneladas. Segundo o chefe do Deral, Marcelo Garrido, o clima quente e seco fez com que principalmente as regiões Oeste, Noroeste, Centro-Oeste e Sudoeste do Estado concentrassem essa redução. “Nessas regiões, o plantio começou mais cedo, e o calor e a estiagem estão prejudicando o desenvolvimento do grão”, afirma.

 

Redução estimada - De maneira geral, a redução estimada na avaliação do Deral é de 3%. As análises continuam nas próximas semanas, quando o quadro será mais especificado. A condição das lavouras está 3% ruim, 17% média e 80% boa.

 

Milho primeira safra - Segundo o técnico responsável pela cultura no Deral, Edmar Gervásio, constatou-se uma piora nas condições da lavoura. “Entretanto, a perda contabilizada até o momento é de somente 16 mil toneladas ou 0,5% comparativamente ao esperado”, diz. A perda concentra-se na região sul, que tem mais de 67% da produção do Estado.

 

Cenário - O cenário deste mês indica que haverá um potencial perda com a evolução da safra, principalmente em razão do clima, mas ainda sem extensões ou números confirmados. A produção esperada segue próxima a 3,3 milhões de toneladas, um aumento de 11% comparativamente à safra anterior. Cerca de 85% das lavouras estão em boas condições, 14% em condições médias e 1% em condições ruins.

 

Mandioca - A mandioca da primeira safra foi colhida em sua totalidade. Os preços caíram em 2018. Neste mês, a tonelada está sendo comercializada entre R$ 330,00 e R$ 350,00, de acordo com o economista do Deral, Methodio Groxko. No mesmo período de 2017, o preço pago ao produtor era de R$ 559,00. Houve redução de área de plantio em 2%, passando de 152.864 hectares na safra 17/18 para 150.475 na safra 18/19.

 

Estimativa - A estimativa de produção cresceu 6% se comparada à safra passada, e agora a expectativa é de 3,7 milhões de toneladas. Quando ao rendimento, a mandioca teve um aumento de 8%, de 22.771kg/ha na safra 17/18 para 24.535 na safra 18/19.

 

Feijão primeira safra - Com 13% da área estimada já colhida, as análises de campo apontam para uma redução de 9% no potencial produtivo das lavouras de feijão na primeira safra. A falta de chuvas e as altas temperaturas das últimas semanas também afetaram as lavouras. “As condições ainda estão sendo avaliadas, e o avanço da colheita vai possibilitar melhores análises. Com a falta de chuvas, os grãos estão mais miúdos, e algumas vagens estão com falhas”, explica o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador.

 

Área - A área do feijão na primeira safra 2018/19 reduziu 15% em comparação com o ciclo anterior. A área colhida no ano passado foi de 193,6 mil hectares, enquanto que na atual safra a área estimada é de aproximadamente 165 mil hectares.

 

Produção - Quanto à estimativa de produção, a redução foi de 10% na comparação com a safra anterior. Atualmente, a expectativa é de 297,4 mil toneladas. O rendimento, que na safra 17/18 era de 1.763 kg/ha, na atual safra é de 1.807 kg/ha, um aumento de 2%.

 

Evolução - No fim do ano passado, a saca de 60 kg de feijão cores era comercializada a R$ 102,00. Neste ano, o preço está em R$ 107,00. O feijão preto, que em dezembro de 2017 valia R$ 122,00 a saca de 60 kg, em dezembro de 2018 está sendo comercializado a R$ 116,00 a saca. Quanto à condição das lavouras, 52% tem condição boa, 17% média e 3% estão em condições ruins. (Agência de Notícias do Paraná)

 

NORMA: Presidente Temer assina decreto alterando inspeção nos frigoríficos

normas 26 12 2018Foi publicado na última sexta-feira (21/12), no Diário Oficial da União, o Decreto 9.621, modificando o artigo 73 do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), seguindo modelo semelhante ao utilizado pela União Europeia.

Contratação - Pelo Decreto, cerca de 13 mil funcionários que trabalham nas linhas de produção dos frigoríficos auxiliando a inspeção, não serão mais pagos pelas empresas. A partir da regulamentação do decreto, a contração desses funcionários será feita por meio de empresa credenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O Decreto altera regra que vigorava durante mais de 100 anos de inspeção.

Regulamentação - Agora, falta a regulamentação do decreto, estabelecendo os meios de credenciamento das empresas, o que permitirá que o Mapa possa descredenciar empresar que não estiverem prestando os serviços de forma apropriada.

Novas mudanças - Além da mudança na forma de contratação, o Mapa vem elaborando junto com a Embrapa novas mudanças para auxiliar a inspeção, com a implantação de câmeras que avaliam aspectos como coloração e forma da carcaça – trabalho hoje feito apenas por esses auxiliares da inspeção de forma manual. As carcaças que apresentam alterações são descartadas. O sistema promoverá um mais eficiente e seguro para auxiliar os AFFAs médicos veterinários oficiais no sistema de inspeção de carnes.

Trabalho conjunto - A elaboração desse decreto foi um trabalho conjunto dos ministérios da Agricultura, do Planejamento, da Fazenda e Casa Civil. Ainda não há prazo para ser feita a regulamentação do Decreto. (Mapa)

Foto: Pixabay

 

RELAÇÕES EXTERIORES: Futuro ministro vai criar Departamento do Agronegócio no Itamaraty

 

relacoes externas 26 12 2018O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou na sexta-feira passada (21/12), via Twitter, a criação de um Departamento do Agronegócio no Itamaraty. Em uma sequência de 12 mensagens, ele afirmou que o departamento atuará junto com o Ministério da Agricultura "na conquista de mercados internacionais". "Daremos ao agro a atenção que no MRE ele nunca teve", afirmou.

 

Negociações - Segundo o futuro ministro, o departamento orientará algumas negociações comerciais em favor dos produtores brasileiros. "Orientaremos as embaixadas a promoverem os produtos agrícolas brasileiros ativa e sistematicamente. A Apex será direcionada no mesmo sentido."

 

Acordo relevante - "Nestes longos anos sem ideais e sem identidade, não fechamos nenhum acordo comercial relevante. Isso mostra que não é pela autonegação ou pela adesão automática aos cânones do globalismo que o Brasil conquistará mercados, mas pela autoconfiança e pelo trabalho", completou.

 

Esperança e liberdade - Segundo o novo chanceler, a nova política externa não fará o Brasil deixar de exportar frango, soja, carne e açúcar, "mas passará a exportar também esperança e liberdade". "O fato de ser uma potência agrícola não nos proíbe de ter ideais e de lutar por eles."

 

Valores - De acordo com ele, o setor produtivo agrícola identifica-se profundamente com os valores da nação e os defende, tanto que apoiou e apoia maciçamente Bolsonaro. "Mas o establishment da velha política e da velha mídia quer usar o agro como pretexto para reduzir o Brasil a um país insignificante", escreveu.

 

Essência - Araújo disse ainda que não conseguirão "jogar a agricultura contra os ideais do povo brasileiro". "O trabalho incansável, a fé, a inventividade, o patriotismo dos agricultores são a própria essência da brasilidade."

 

Desmistificação - O futuro chanceler afirmou ainda que vai trabalhar para desmistificar o conceito de que o produtor agrícola não cuida do meio ambiente. "Defenderemos o produtor brasileiro, nos foros internacionais, da pecha completamente falsa de ser agressor do meio ambiente. Nos governos petistas, o Itamaraty foi a casa do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Agora estará à disposição do produtor", disse.

 

Pujança - "A pujança agrícola será parte do projeto de engrandecimento do Brasil. Ao mesmo tempo, a projeção de um Brasil confiante, grande e forte servirá ainda mais aos interesses da agricultura", declarou.

 

Menos subsecretarias - De saída do prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, onde vem se reunindo a equipe de transição do novo governo, Araújo ainda disse a jornalistas que a nova estrutura do Itamaraty deverá contar com menos subsecretarias, que hoje são nove. Ele não deu detalhes sobre a mudança. (Valor Econômico)

 

Foto:Wikipédia

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Camex aprova Estratégia Internacional do Agro

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou, na sexta-feira passada (21/12), Estratégia para a Abertura e Ampliação de mercados e a Promoção Internacional do Agronegócio Brasileiro (Esiagro). Trata-se de um projeto da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Visão completa- A Estratégia Internacional do Agro foi coordenada pelo consultor Evandro Brito que, ao longo de mais de um ano, ouviu atores públicos e privados em todo o país. Com a visão completa das necessidades do setor e das políticas em andamento, foi proposta uma linha com visão de futuro de médio e longo prazos – cinco eixos estratégicos, 23 diretrizes e 69 ações, que vão orientar a atuação governamental no comércio internacional do agronegócio.

Publicação - A publicação do documento pela Camex marca o respaldo institucional à iniciativa liderada pelo Ministério da Agricultura por parte dos demais órgãos públicos relacionados ao comércio exterior. “A chancela da Camex à Estratégia Internacional do Agro mostra que o Estado brasileiro tem rumo claro e consistente para levar o nosso agronegócio a ocupar o espaço que ele merece no mundo”, disse o secretário Odilson Silva. (Mapa)

COMÉRCIO EXTERIOR II: Brasil ganha mercado em países das Américas

comercio exterior II 26 12 2018A exportação brasileira para parte importante dos países do continente americano cresceu em ritmo maior que a da China, de 2015 a 2017. Nesse período, os embarques nacionais avançaram 13,7% para países do Mercosul, Aladi e Nafta, enquanto a venda de bens chineses para esses mesmos blocos cresceu 4,5%. Os dados estão em levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O avanço brasileiro foi puxado por produtos manufaturados, como veículos e outros equipamentos de transporte, máquinas e equipamentos, produtos químicos e alimentos.

Melhora - O desempenho brasileiro representa melhora em relação ao período imediatamente anterior. De 2012 a 2015, a venda de produtos nacionais às mesmas regiões recuou 17,3% enquanto a dos chineses subiu 14,3%. As variações se referem aos embarques totais dos dois países às três regiões. Esses mercados, porém, são preponderantemente importadores de manufaturados - tanto do Brasil quanto da China, explica Rafael Cagnin, economista do Iedi. O Mercosul reúne, além do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela (hoje suspensa do bloco); a Aladi engloba - além dos países do Mercosul - Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá e Peru; e o Nafta é formado por EUA, Canadá e México.

Manufaturados - Além do avanço dos embarques totais, o desempenho da exportação de manufaturados brasileiros para os três blocos quando se leva em conta o dinamismo dos produtos nos mercados de destino também melhorou nos últimos três anos, destaca Cagnin.

Alta - A fatia de produtos manufaturados classificados como "oportunidade aproveitada" subiu de 25% para 35% das exportações brasileiras aos três blocos, de 2012 para 2015. Em 2017, essa fatia avançou ainda mais, para 40%. Esses produtos, diz o economista, são os que apresentam demanda crescente nos destinos e que também representam parcela cada vez maior das exportações do Brasil ou da China. Ou seja, isso significa que o Brasil aproveitou melhor a oportunidade de vender bens cuja demanda está em ascensão nos mercados de destino.

Setores - Os produtos classificados como "oportunidade aproveitada" pertencem aos setores de veículos automotores, metalurgia básica, outros equipamentos de transporte, máquinas e equipamentos, produtos químicos, alimentos e bebidas. No caso de veículos automotores, diz o estudo, embora sua participação tenha recuado entre 2012 e 2015, houve aumento significativo das exportações para os países dos três blocos entre 2012 e 2017. Outro destaque foi metalurgia básica, que tinha uma participação pequena em 2012 e passou a ser o segundo setor mais importante na categoria desses bens com demanda em ascensão.

China - O levantamento do Iedi mostra que, apesar do avanço brasileiro em ritmo maior nos últimos anos, o montante exportado pelo país fica ainda muito abaixo do embarcado pelos chineses. Somente em 2017, a China vendeu US$ 544,6 bilhões para os países do Mercosul, Nafta e Aladi. No mesmo período, o Brasil exportou US$ 69,6 bilhões.

Mais importante - Entre os três blocos, o mercado mais importante para o país asiático é o Nafta, que comprou no ano passado US$ 497,6 bilhões em produtos chineses. Na mesma comparação, o bloco é também o mais importante para o Brasil, que exportou no ano passado US$ 34,4 bilhões para EUA, Canadá e México. Para o Mercosul, o Brasil embarcou US$ 22,6 bilhões.

Resultado positivo - Mesmo assim o resultado geral das exportações brasileiras às três regiões entre 2015 e 2017 é positivo, avalia Cagnin. Nesse período, diz ele, o Brasil parou o processo de perda de participação que ficou muito claro logo após a crise financeira e econômica global de 2008, devido à estratégia chinesa de aumentar sua presença em países emergentes para compensar a perda de dinamismo das economias centrais. Esse movimento já havia sido atenuado de 2012 a 2015. Os dados de 2017, diz Cagnin, mostram não só um aumento da exportação para os três blocos maior que o da China como também uma reversão positiva do desempenho em mercados mais dinâmicos, representados por produtos com demanda em ascensão.

Perda - Uma boa notícia também, ressalta Cagnin, diz respeito aos bens classificados como "oportunidade perdida", como é chamado o grupo de produtos que, apesar de ter demanda crescente nos países de destino, perdem participação na exportação do Brasil ou da China. A parcela de oportunidades perdidas pelo Brasil caiu gradativamente nos últimos anos, segundo o estudo do Iedi, de 25% para 21% do total embarcado em manufaturados pelo Brasil aos três blocos, de 2012 para 2015. Em 2017, a participação desse grupo foi reduzida para 15%.

Maior - A parcela dos produtos que representam "oportunidade aproveitada" nas exportações chinesas aos três blocos, porém, ainda é maior que a do Brasil. Essa fatia, mostra o Iedi, saiu de 45%, em 2012, avançou para 56%, em 2015, e depois recuou para 53%, no ano passado.

“Produtos de retrocesso” - Outra ressalva importante, segundo Cagnin, diz respeito aos manufaturados classificados como "produtos em retrocesso". Este é o grupo de bens que apresentam demanda cadente nos países de destino e queda de participação na exportação do Brasil ou da China.

Aumento - Nas exportações brasileiras aos três blocos, ressalta o economista do Iedi, essa parcela de produtos em retrocesso aumentou de 17%, em 2012, para 26%, em 2015, avançando ainda mais em 2017, para 29%. Assim, o Brasil conseguiu aproveitar mais oportunidades no embarque a mercados mais dinâmicos, mas uma parte das exportações ainda é representada por produtos com demanda em queda, o que ainda mostra a necessidade de um ajuste estratégico na pauta de exportação brasileira, avalia Cagnin.

Mercados reduzidos- "São produtos cujos mercados serão cada vez mais reduzidos ao longo do tempo, com demanda residual. Mercados dos quais os players mais ágeis já pularam fora", diz ele. Nas exportações chinesas, destaca o economista, a participação dos produtos em retrocesso vendidos aos três blocos subiu de 12% para 21%, de 2012 para 2015 - mas desapareceu no ano passado.

Destino - O estudo do Iedi também calculou a ameaça chinesa às vendas nacionais aos três blocos - em 2015, 37,4% das exportações brasileiras que sofriam ameaça direta da China foram destinadas ao Mercosul. Além de a ameaça direta não ter sido observada em 2017, a indireta recuou nesse ano frente a 2015 e 2012.

Participação de mercado - A ameaça direta acontece quando a China aumenta participação de mercado de determinado produto em um país ou bloco ao mesmo tempo em que o Brasil reduz sua fatia no mesmo destino e em relação a igual produto. Já a ameaça indireta é detectada quando tanto a participação dos chineses e dos brasileiros aumenta para o mesmo produto e o mesmo mercado, mas a do país asiático cresce em ritmo mais acelerado. Em 2017, 69% das exportações brasileiras aos três blocos submetidas à ameaça direta da China foram destinadas ao Nafta. Os outros 31% foram rumo a países da Aladi.

Sem continuidade - É importante lembrar que o avanço da exportação do Brasil aos três blocos nos últimos anos, ressalta Cagnin, se deu por fatores que podem não ter continuidade. O desempenho positivo, diz, certamente está associado ao encolhimento do mercado doméstico, à permanência da taxa de câmbio em níveis mais favoráveis à exportação, bem como à vigência parcial do Reintegra, benefício que devolve ao exportador parte dos tributos pagos no processo de produtos do bem vendido ao exterior. O maior dinamismo da economia e do comércio mundial também foi fator essencial.

Quadro diferente - O que se viu no decorrer de 2018 e o que há em perspectiva para 2019 mostra quadro diferente, diz Cagnin. O que se espera para os primeiros meses do ano que vem, avalia, é a manutenção de crescimento ainda muito lento da economia, na expectativa sobre as medidas de política econômica do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O benefício do Reintegra, lembra o economista, foi zerado e o câmbio se manterá sujeito a oscilações por fatores internos ou externo.

Crise argentina - O agravamento da crise argentina no decorrer de 2018 também deve continuar afetando os embarques para o Mercosul. Além disso, prossegue o clima de tensão no mercado internacional, por causa do conflito comercial entre China e Estados Unidos.

Saldo líquido - O saldo líquido disso para as exportações brasileiras deve ser positivo, diz Cagnin. Além do efeito negativo da tensão em todo o comércio internacional, uma retaliação pelos americanos aos produtos chineses, afirma ele, pode elevar pontualmente as exportações de manufaturados aos Estados Unidos, mas certamente aumentará a ameaça chinesa às exportações brasileiras aos demais países. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná têm dragagens garantidas para os próximos anos

infraestrutura 26 12 2018A governadora Cida Borghetti homologou na sexta-feira (21/12), em Paranaguá, o contrato para o início das campanhas de dragagem de manutenção continuada dos portos do Paraná nos próximos anos. O contrato foi assinado já com a licença de operação emitida pelo Ibama. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) vai investir R$ 403 milhões para remoção do assoreamento dos canais de acesso, bacias de evolução, berços públicos e fundeadouros.

Ato - O ato aconteceu no cais do Porto de Paranaguá e a governadora também vistoriou as obras de ampliação dos berços 201 e 202. O projeto, orçado em R$ 177,5 milhões, segue em ritmo acelerado e vai contribuir para aumento da capacidade de movimentação de grãos do terminal portuário.

Avanço - Cida afirmou que a dragagem de manutenção representa avanço e modernidade que garantirão que grandes navios possam continuar atracando, garantindo eficiência aos portos paranaenses e movimento à economia do Estado.

Competitividade - “Planejamos a estrutura marítima para que os portos paranaenses sejam competitivos pelas próximas décadas. O investimento possibilita que o Porto de Paranaguá continue sendo um dos mais competitivos da América Latina”, disse. “Todo esse processo já está autorizado ambientalmente e será feito respeitando a natureza e o período de reprodução das espécies marinhas”, afirmou a governadora.

Processo fundamental - Segundo o diretor-presidente da Appa, Lourenço Fregonese, o processo é fundamental para manter as dimensões e profundidades previstas, garantindo a segurança da navegação. “Os Portos do Paraná ficaram muitos anos sem qualquer investimento em infraestrutura marítima, sem dragagem e sem condição de competir com os demais portos brasileiros. Isso mudou”, disse ele. “Recuperamos o passivo, dragamos o porto e movimentamos um volume recorde de 51,5 milhões de toneladas de carga em 2017”, explicou.

A dragagem- A contratação desta nova campanha de dragagem de manutenção incluirá as áreas Alfa, Bravo, Charlie, Fundeio e Delta. O processo consiste na retirada de material do fundo do mar, garantindo a profundidade adequada à segurança da navegação de navios de grande porte, que chegam a Paranaguá diariamente para importação ou exportação de produtos diversos.

Profundidade - As campanhas garantirão a profundidade obtida com a dragagem de aprofundamento, contratada pelo Governo Federal e em execução - proporcionando os 16 metros de profundidade no canal de acesso externo (áreas Alfa) e entre 15 e 14 metros, nos canais de acesso interno (áreas Bravo 1 e Bravo 2). A bacia de evolução será mantida com 14 metros de profundidade.

Antonina - No Porto de Antonina, a dragagem vai manter a profundidade do canal de acesso e da bacia de evolução (áreas Delta 1 e 2) entre 9 metros e 9,5 metros.

Presença - O general Luiz Felipe Kraemer Carbonell acompanhou o ato de assinatura.

Campanhas de dragagem - As próximas campanhas de dragagem de manutenção a serem realizadas nos Portos do Paraná terão um diferencial: a inclusão de janelas ambientais nos períodos de reprodução de espécies marinhas.

Primeiro - “O Porto de Paranaguá é o primeiro no Brasil a apresentar esta proposta ao órgão ambiental”, disse o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno da Silveira Guimarães. Ele explica que toda a atividade de dragagem foi planejada para que as intervenções se concentrem no menor período de tempo possível e nos momentos mais adequados ambientalmente.

Janelas ambientais - “Definimos estes períodos com base em janelas ambientais, para evitar a atividade nos períodos de maior sensibilidade do ecossistema”, ressaltou Bruno. Além disso, as janelas ambientais levaram em consideração aspectos como as atividades portuárias e o fluxo aquaviário, condições meteorológicas e oceanográficas, períodos migratórios, de reprodução e crescimento de espécies, atividades pesqueiras artesanais, de subsistência e de turismo.

Monitoramento - O Plano Conceitual de Dragagem da Appa, previsto na Licença de Operação n° 1173/2013, inclui, ainda, a realização de programas de monitoramento e acompanhamento. Entre eles estão o programa de educação ambiental e comunicação social, programas de monitoramento de biota aquática, das águas, da qualidade ambiental dos sedimentos, do volume dragado, monitoramento da dispersão da pluma de sedimentos e dos parâmetros oceanográficos.

Resíduos sólidos e efluentes - O gerenciamento ambiental das dragas também contempla as formas de acondicionamento, armazenamento e destinação final dos resíduos sólidos e efluentes gerados, com a elaboração de relatórios periódicos dos sensores das dragas. (Agência de Notícias do Paraná)

 


Versão para impressão


RODAPE