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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4480 | 20 de Dezembro de 2018

COOPERATIVISMO: Crescimento sustentado na profissionalização

cooperativismo 20 12 2018Estamos chegando ao final de mais um ano e o período é ideal para fazermos um balanço do exercício para o cooperativismo paranaense. No dia 7 de dezembro, reunimos em Curitiba cerca de 1.800 cooperativistas de todo o Estado para celebrar as conquistas obtidas em 2018 no nosso tradicional Encontro Estadual. Sim, temos o que celebrar, especialmente diante de tantos fatos que impactaram em nosso dia a dia, seja no cenário nacional ou internacional. Internamente, passamos por um longo período de incertezas econômicas e políticas e um acontecimento muito marcante foi a paralisação dos caminhoneiros, no mês de maio, que trouxe dificuldades adicionais à nossa economia, com aumento dos custos de logística e prejuízos de R$ 1 bilhão somente para as cooperativas do Paraná.

Externamente, os conflitos comerciais entre Estados Unidos e China, as exigências sanitárias e o protecionismo comercial de alguns países em relação às nossas exportações também causaram preocupação e afetaram nosso segmento, especialmente na área de carnes.

Mesmo diante de tantos obstáculos, o cooperativismo paranaense está retomando o seu ciclo de crescimento de, em média 10% ao ano, que foi quebrado somente em 2017, quando o setor expandiu apenas 1,3%, principalmente por causa da queda dos preços internacionais das commodities agrícolas, que fizeram com que os cooperados aguardassem um período melhor para comercializar sua produção, com destaque para soja e milho. Lembramos que o cooperativismo paranaense tem um papel relevante no agronegócio, respondendo por 60% da produção agropecuária do Estado. Além disso, as cooperativas do Paraná têm exportado seus produtos, como grãos e carnes, para mais de 100 países e, neste ano, os embarques somaram US$ 3,9 bilhões, 19,2% a mais que no ano anterior.

Assim, voltamos à trajetória que temos percorrido nos últimos anos. Em 2018, estimamos que as 215 cooperativas vinculadas ao Sistema Ocepar devam alcançar R$ 83,5 bilhões de faturamento, o que representa um crescimento de 18,8% em relação ao montante registrado no ano passado, R$ 70,3 bilhões. Com exceção de 2017, a cada ano, o cooperativismo paranaense vem registrando um acréscimo de R$ 10 bilhões em sua receita bruta ao final de cada exercício. É um valor significativo, porém dentro das perspectivas traçadas e, mantendo esse ritmo, vamos alcançar R$ 100 bilhões de faturamento entre os anos de 2020 e 2021, de acordo com o projetado em nosso planejamento estratégico, o PRC100.

Esses resultados têm origem basicamente por dois fatores. Um deles são os investimentos médios anuais de R$ 2 bilhões, aplicados pelas cooperativas paranaenses na melhoria de sua infraestrutura, para poder realizar uma prestação de serviços de qualidade aos seus cooperados. Outra questão fundamental é o investimento feito nas pessoas ligadas diretamente ao cooperativismo. O cuidado com o capital humano é algo permanente no cooperativismo. Está em nosso DNA e é o que tem sustentado nosso crescimento. Entendemos que a profissionalização é o meio mais eficaz de aprimorar a gestão das nossas cooperativas e fortalecer o setor.

Anualmente, o cooperativismo paranaense tem destinado R$ 100 milhões a essa área, dos quais R$ 50 milhões são provenientes das contribuições das cooperativas ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, o Sescoop, que é o nosso representante no Sistema S. Cerca de 92% desse valor é aplicado nas atividades-fim, ou seja, em treinamentos, cursos, capacitações, entre outras ações, contemplando diretamente nosso público-alvo. Em 2018, foram realizados 8.776 eventos de formação profissional e promoção social para aproximadamente 220 mil pessoas. Essa estratégia é essencial para nós.

Se não houvesse o Sistema S, quem faria esse importante trabalho? Os recursos investidos na profissionalização do público cooperativista são imprescindíveis para que possamos alcançar a meta de R$ 100 bilhões de faturamento nos próximos anos.

E se não houver uma gestão adequada dos recursos, não teremos condições de dar prosseguimento às ações de profissionalização, o que pode comprometer seriamente o desempenho de um setor que tem contribuído para o desenvolvimento econômico e social, começando pelas comunidades onde as cooperativas estão inseridas mas com reflexos em âmbito estadual e nacional.

Entendemos que é necessária a desoneração da folha de pagamento, preocupação da equipe de governo que deverá assumir o país a partir de 2019. É um mérito essa medida. Porém, não podemos deixar de investir nas pessoas e é relevante salientar que, em média, o custo total previdenciário mensal que incide sobre a folha de pagamento é de 29%, sendo que o percentual de 2,5% destinado ao Sescoop, incluso neste montante, representa apenas uma pequena parcela do todo.

São recursos que devem continuar sendo utilizados de acordo com a sua finalidade. Algo inadmissível seria direcionar esses valores aos cofres do governo federal, mesmo porque esse dinheiro não faz parte do orçamento da União e nunca foi um recurso público.

Não podemos simplificar as coisas, como se o problema se limitasse ao Sistema S. Estamos levando a culpa de uma situação que necessita ser melhor avaliada. Não somos os responsáveis por aumentar os custos com a folha de pagamento. O momento é propício para repensar o quadro e buscar uma solução.

Defendemos que as questões pontuais sejam equacionadas e que prevaleça a transparência em todo o processo, para não colocar em risco tudo o que vem sendo realizado até o momento em benefício de milhares de brasileiros.

Queremos continuar avançando e, para isso, mais do que nunca, precisamos ter pessoas preparadas, com formação adequada e em sintonia com as rápidas e complexas transformações tão características da atualidade. Estamos confiantes que 2019 será um ano melhor, com mais conquistas, e esperamos que seja tomada a melhor decisão em relação ao Sistema S.

José Roberto Ricken

Presidente do Sistema Ocepar

 

REPERCUSSÃO I: Setor produtivo cearense repudia proposta de corte de verbas do Sistema S

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, classificou o plano do próximo Governo Federal de cortar recursos do Sistema S de 'precipitado'.

Sem fundamento - "Há uma precipitação do ministro (Paulo Guedes) no que diz respeito ao pensamento, principalmente, quando ele diz que pode cortar 30% a 50%. Ele demonstra claramente que não tem nenhum fundamento na sua cabeça. Ele não tem um estudo pronto para poder dizer isso. Eu acho que ele foi precipitado. Para esse pensamento poder prosperar, ele vai ter que fazer uma reforma constitucional mudando o status quo montado há mais de 50 anos", acrescentou.

Constituição - De acordo com Studart, os recursos que vão para o Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) são garantidos pela Constituição. "São instituições que prestam seus serviços há mais de 50 anos. O Sesi, na parte de saúde e segurança do trabalho. O Senai, na parte de educação e formação de executivos. Então, eles já cumprem muito bem o papel a que foram destinados", destacou.

Origem dos recursos - O presidente da Fiec ainda reforçou que as verbas que o Sistema S recebe não vêm do Governo. "Isso é uma coisa muito importante para se ressaltar. São recursos que são destacados na nossa guia de imposto. O Governo tem apenas a missão arrecadatória. Nós destacamos 5,8% no nosso imposto do INSS que vai direto para o Governo, que repassa o que nós destinamos. O Governo fica com 3% do que nós pagamos para ter esse trabalho de arrecadação".

Percentuais - Ambas entidades ligadas à indústria caminham com percentuais de pelo menos 100% de sustentabilidade. "Na parte do Sesi, nós temos hoje em torno de 109% a 110% de sustentabilidade. E no Senai, nós estamos com 100%, ou seja, aquilo que entra no nosso caixa para que a gente possa dar retorno em forma de ensino - o que nós recebemos, nós gastamos com os professores, com os equipamentos, com a manutenção da própria instituição. Não existe nenhum recurso de Governo para essa finalidade", esclareceu.

Presença - Ele ainda afirmou que as duas instituições possuem forte presença no Interior do Estado. "Nós temos uma base em Fortaleza, Sobral, no Cariri e temos uma base na região de Tabuleiro do Norte. Nós não somos uma empresa geradora de lucros, nós somos uma empresa de serviços. Não temos esse negócio de lucro, temos uma sustentabilidade, você tira uma sobra que lhe permite investir dentro da própria instituição".

Repercussão - As entidades ouvidas pela reportagem não concordam com os possíveis cortes de recursos. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flavio Saboya, a redução de verbas para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) deve prejudicar principalmente os agricultores familiares cearenses.

Diferente- "O nosso S é diferente dos demais - 80% dos recursos do Senar são por lei investidos na capacitação. A nossa arrecadação não decorre de nenhuma verba que saia do governo para fazer esse trabalho. O recurso é aplicado para atender o trabalhador rural", explica.

Gratuitos - Segundo ele, os cursos do Senar são inteiramente gratuitos. "Essa é uma determinação legal. Nós não cobramos um centavo para dar um curso. Nós pagamos toda a capacitação que ele faz, disponibilizamos alimentos no decorrer dos cursos para esses produtores. É exatamente por isso que nós temos grande esperança que essa medida lastimável venha a querer ser implantada, que o Senar possa justificar a permanência dos seus recursos".

Prejuízos à população - O presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Ceará (Sescoop), João Nicédio, reiterou que o maior prejudicado com a medida de cortes é a população. "Principalmente, o pessoal com menos condição de se capacitar e se formar profissionalmente para o mercado. O sistema S foi criado para dar essa oportunidade para essas pessoas que estão fora do mercado. Se isso acontecer (os cortes), vão reduzir os recursos para serem aplicados na atividade fim".

Formação - Ele explicou que a entidade faz a capacitação dos funcionários, associados e seus familiares de cooperativas do Ceará. "O grande diferencial do Sescoop é que ele trabalha na formação da pessoa na área de cooperativismo, de gerenciar um negócio coletivo. É muito mais específico. A gente trabalha a formação da pessoa no cooperativismo".

Qualidade de vida - Por meio de nota, o Sest e Senat reforçou que desempenho e a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte estão diretamente ligados às duas entidades.

Transportes - "O Sest Senat é responsável pela qualificação profissional de todos os trabalhadores do transporte no Brasil, tais como motoristas de ônibus, caminhoneiros e taxistas, entre outros. Em 25 anos, foram prestados mais de 126 milhões de atendimentos 100% gratuitos. Só em 2018, foram prestados, até setembro, 8,6 milhões de atendimentos. Na área de saúde, o Sest Senat oferece especialidades como fisioterapia, psicologia, nutrição e odontologia, áreas de maior demanda dos trabalhadores do transporte e onde o SUS pouco alcança".

Sebrae e Senac - Já o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Social do Comércio (Sesc) não se posicionaram sobre este assunto até o fechamento desta edição. (Diário do Nordeste)

Clique aqui para conferir a matéria no site do jornal Diário do Nordeste

 

repercussao I quadro 20 12 2018

REPERCUSSÃO II: Centrais repudiam declaração de Guedes e defendem Sistema S

repercussao II 20 12 2018Dirigentes de sete centrais sindicais repudiaram declaração do futuro ministro Paulo Guedes, que durante evento no Rio de Janeiro falou em "meter a faca" no chamado Sistema S, cortando recursos. Segundo as entidades, é aceitável querer "aperfeiçoar mecanismos de fiscalização", mas uma intervenção dessa natureza não cabe em um regime democrático.

Funcionamento - "Poucas organizações funcionam em nosso País tão bem quanto o Sistema S", dizem ainda as centrais. Para elas, é importante valorizar o processo tripartite de gestão (governo, empresários e trabalhadores), conforme orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo desenvolvimento econômico e social. "E, principalmente, num momento em que a disputa comercial é cada vez mais acirrada, manter e investir na qualificação profissional."

Recursos - Incluindo indústria, comércio, aprendizagem rural, cooperativismo e transporte, o sistema não envolve recursos públicos, acrescentam os sindicalistas.

Nota - Confira a íntegra da nota:

Sistema S faz bem ao Brasil

O movimento sindical repudia a ameaça de “meter a faca no Sistema S”, feita por Paulo Guedes, indicado por Jair Bolsonaro para dirigir a Pasta da Economia. Sua fala, na Firjan, no Rio, dia 17, foi explícita: “Tem que meter a faca no Sistema S também”. Segundo o jornal Folha de São Paulo, ele chegou a falar em até 50% de corte.

Criado no governo de Getúlio Vargas e instituído no governo Dutra, o chamado Sistema S,– constituído por Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Serviço Social do Comércio (Sesc); Serviço Social da Indústria (Sesi); Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop); e Serviço Social do Transporte (Sest)/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) – promove ações voltadas à educação, formação profissional, assistência social, esportes, cultura, turismo social, consultoria, pesquisa e assistência a empreendedores em todo o País. As alíquotas chegam a 2,5% da folha. Não há recursos públicos.

O Artigo 1º, referente ao Sesi, resume os compromissos do Sistema: “O Serviço Social da Indústria tem por escopo estudar, planejar e executar medidas que contribuam para o bem-estar dos trabalhadores, concorrendo para a melhoria do padrão de vida no País, para o aperfeiçoamento moral e cívico e o desenvolvimento da solidariedade entre as classes”. Parágrafo 1º: “O Serviço terá em vista especialmente providências no sentido da defesa dos salários reais do trabalhador (melhoria da habitação, nutrição e higiene), a assistência em relação a problemas domésticos, as pesquisas socioeconômicas e atividades educativas e culturais, visando à valorização do homem e aos incentivos à atividade produtora”.

Poucas organizações funcionam em nosso País tão bem quanto o Sistema S. Que o governo queira aperfeiçoar mecanismos de fiscalização, tudo bem. Mas intervir, mandar cortar e “dar facada” não beneficiaria a população e não cabem num regime democrático.

Consideramos importante, para o desenvolvimento econômico e social do país, valorizar cada vez mais o processo de gestão tripartite (Governo, empresário e trabalhadores), conforme orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, principalmente, num momento em que a disputa comercial é cada vez mais acirrada, manter e investir na qualificação profissional dos trabalhadores.

São Paulo, 19 de dezembro de 2018

José Pereira dos Santos, representante da Força Sindical no Conselho do Senai

Osvaldo Mafra, representante da Força Sindical no Conselho do Senai

Valeir Ertle, representante da CUT no Conselho Fiscal do Sesc

José Roberto Nogueira, representante da CUT no Conselho do Senai

Paulo Chitolino, representante da CUT no Conselho do Senai

José Aguinaldo Pereira, representante da UGT no Conselho do Senai

Aprigio Guimarães, representante da Nova Central no Conselho do Senai

(Rede Brasil Atual)

 

COOPAVEL: Montagem de estandes do Show Rural 2019 deve começar no dia 2 de janeiro

 

coopavel 20 12 2018As empresas contratadas para o trabalho de montagem dos estandes dos expositores do 31º Show Rural Coopavel terão autorização para iniciar os trabalhos a partir da manhã do dia 2 de janeiro de 2019. São dezenas de montadoras que se deslocam a Cascavel das mais diferentes regiões do País.

 

Montagem - A montagem será realizada diariamente das 8h às 20h. A conclusão deve ocorrer até o dia 31 de janeiro, quando a coordenação do evento autorizará o início de cobertura de parte das ruas que cortam o parque. Geralmente, os estandes das empresas que contratam os maiores espaços começam mais cedo devido à quantidade de tarefas a executar, diz o coordenador geral do Show Rural Coopavel, o agrônomo Rogério Rizzardi.

 

Números - Para a edição agendada para o período de 4 a 8 de fevereiro de 2019 serão 520 expositores. A expectativa de público nos cinco dias de evento é de 250 mil visitantes e a movimentação financeira esperada é entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. Caravanas do Brasil e exterior são aguardadas para conhecer as novidades desse que é um dos maiores eventos do mundo em difusão de novos conhecimentos e tecnologias para o campo. (Imprensa Coopavel)

 

INSTITUTO SICOOB: Cooperativas Mirins começam a prestar contas em assembleias

 

A Cooperativa Mirim de Assis Chateaubriand (Coopermac), da Escola Municipal Odila de Souza Teixeira e que tem o Sicoob Médio Oeste como cooperativa madrinha, foi a primeira a realizar a Assembleia Geral Ordinária (AGO), no dia 27 de novembro, dando início ao período de prestação de contas das cooperativas mirins que são desenvolvidas pelo Instituto Sicoob. Após a Coopermac, a Cooperativa Escolar Mirim Osvaldo Cruz (Cooemoc), Cooperativa Escolar Mirim Miguel Dewes (Cooemide) e Cooperativa Mirim Duque de Caxias (Cooperduque), todas da cidade de Toledo (PR) e amadrinhadas pelo Sicoob Meridional, também realizaram AGOs para prestarem conta aos associados nos dias 30/11, 03/12 e 06/12, respectivamente.

 

Objetivo - Contando com a presença de associados aptos a votarem, professores, pais, comunidade e autoridades, além de colaboradores do Sicoob responsáveis pelo gerenciamento do programa Cooperativas Mirins, as AGOs foram realizadas com o objetivo de apresentar e aprovar as despesas e prestar contas das cooperativas. 

 

Etapa fundamental - Para a analista de Administrativo Financeiro do Sicoob Médio Oeste e Pessoa de Apoio Estratégico (PAE) do Instituto Sicoob, Janete Bilk, a AGO é uma etapa fundamental para o bom andamento da Cooperativa Mirim. “A Assembleia é importante, pois nela apresentamos todas as atividades realizadas durante o ano, as ações e também o balanço financeiro, momento no qual os cooperados aprovam, por meio de votação, o que farão com as sobras da cooperativa.”

 

Total - Atualmente o Instituto Sicoob conta com 23 cooperativas mirins constituídas em 21 instituições de ensino e com um total de 752 estudantes associados. A expectativa é que até março do ano que vem todas as cooperativas mirins realizem a AGO.

 

Conquista - No mesmo dia em que foi realizada a AGO, a Cooemide, localizada no distrito de Dez de Maio, em Toledo, inaugurou uma sede própria, conquistada juntamente com a mobilização de cooperados mirins, pais, professores, prefeitura e comunidade em geral. Para a presidente da Cooemide, a estudante Gabriela Santos Andrade, a inauguração da sede própria contextualiza o crescimento. “A cooperativa muda a vida da gente. Estamos muito felizes com as atividades que foram feitas neste ano. Com o apoio dos professores e dos nossos pais estamos evoluindo cada vez mais.”

 

Cooperativas Mirins - Cooperativa Mirim é uma metodologia desenvolvida pelo Instituto Sicoob em parceria com as cooperativas Sicoob locais. Se trata de uma associação de alunos que, sob a orientação de um professor orientador, se unem voluntariamente visando satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio da vivência e prática do cooperativismo. As cooperativas são dirigidas e coordenadas pelos próprios alunos e tem por finalidade o desenvolvimento de competências, hábitos e atitudes por meio de uma prática pedagógica que dissemina os princípios do cooperativismo, harmonizando-os aos interesses com a comunidade e obtendo responsabilidades sociais, morais e econômicas. Os alunos-cooperados desenvolvem produtos e serviços que são comercializados na comunidade em que estão inseridos e, posteriormente, utilizam os resultados financeiros para realizarem ações coletivas com a participação de todos os membros da cooperativa. (Imprensa Instituto Sicoob)

 

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SICOOB METROPOLITANO: Circo Social de Sarandi encerra primeiro ano de atividades comemorando os resultados

 

sicoob metropolitano 20 12 2018O projeto Circo Social, de Sarandi, encerra 2018 comemorando os resultados alcançados. Desenvolvido pela Casa do Verbo de Campo Mourão em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Sarandi, o projeto é patrocinado pelo Sicoob Metropolitano e pelo Bancoob através da Lei Rouanet e conta ainda com apoio do Instituto Cultural Ingá (ICI), entidade que trouxe o projeto para a região de Maringá.

 

Participação - Iniciado em março com a previsão de 40 vagas, atualmente o Circo Social conta com a participação de 80 crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos. Os alunos são atendidos duas vezes por semana, em períodos de contra turno escolar.

 

Formação - Durante as aulas, eles trabalham muito mais que a formação em artes circenses. Segundo a orientadora social Flávia Jordana Inácio, o projeto também ajuda a prepara-los para serem cidadãos e profissionais. “O Circo Social desenvolve a confiança e a autonomia nas crianças que vivem em situações de vulnerabilidade social. Aqui elas aprendem a trabalhar em conjunto com os amigos e também desenvolvem outras habilidades, como coordenação motora”, explica ela.

 

Continuidade - O projeto terá continuação no próximo ano, com vagas para 50 alunos e início das aulas em 11 de fevereiro. Para o coordenador da Casa do Verbo, Francisco Pinheiro, parcerias como a do Sicoob Metropolitano e do Bancoob são fundamentais para a realização do projeto. “Em 2019 queremos continuar mantendo nosso foco, que é o desenvolvimento humano e social dessas crianças”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI VANGUARDA: Cooperativa chega a Cachoeira Paulista (SP)

 

O município de Cachoeira Paulista, no interior do estado de São Paulo, recebeu na terça-feira (18/12) a sua primeira agência do Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,9 milhões de associados em todo o Brasil. Com um legado histórico e cultural, herança dos bandeirantes e tropeiros, a cidade de 33 mil habitantes tem se tornado mais um destino do turismo religioso.

 

Vantagens - Por meio da experiência adquirida nas outras 56 agências da cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, o presidente da Sicredi Vanguarda, Luiz Hoflinger, enfatiza que a chegada do Sicredi em Cachoeira Paulista traz vantagens para toda a região. “Quem investe no Sicredi tem a garantia das taxas mais justas e a segurança de saber para onde vai o seu dinheiro. É um serviço que desenvolve todo o município, com mais empregos e novos negócios”, relata.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa 

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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UNIMED MARINGÁ: Colaboradores fazem entrega de doação para entidades assistenciais

 

unimed maringa 20 12 2018Nesta quinta-feira (20/12), colaboradores da Unimed Maringá vão fazer a entrega de cerca de mil itens entre alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal para duas entidades assistenciais da cidade.

 

Iniciativa - A iniciativa partiu dos próprios colaboradores que, neste ano, trocaram o tradicional ‘Amigo Secreto’ de fim de ano, por um gesto solidário. De acordo com a Assistente de Comunicação da cooperativa, Mariana Vieira, as entidades escolhidas para receberem as doações foram o Lar dos Velhinhos e o Albergue Santa Luzia de Marilac.

 

Arrecadação - “Ao longo do último mês os colaboradores da cooperativa se uniram para fazer essa arrecadação. São alimentos e itens de higiene pessoal, que com certeza, serão bem-vindos nessas entidades”, diz. (Imprensa Unimed Maringá)

 

SERVIÇO

Dia: 20/12/2018

Horário: 10h Albergue Santa Luzia de Marilac – Rua Fernão Dias nº 840

10h30 Lar dos Velhinhos - Rua Ponta Grossa nº 70.

 

UNIMED LONDRINA: Crianças internadas em hospitais da cidade recebem visita de Natal

Nesta sexta-feira (21/12), a equipe do Lado a Lado da Unimed Londrina realizará visitas nos hospitais da cidade em comemoração ao Natal. As assistentes sociais da cooperativa e um Papai Noel entregarão presentes às crianças internadas.

Início - A visita começará a partir das 08h30. A equipe irá aos hospitais do Câncer, Infantil e Evangélico. A imprensa pode acompanhar a visita no Hospital Infantil a partir das 09h.

Ambiente - Segundo Ingrid Businhani, assistente social do Lado a Lado e uma das organizadoras da iniciativa, a ação visa a melhorar o dia das crianças internadas. “O objetivo da visita é tornar o ambiente hospitalar mais agradável”, conta Ingrid.

Presente - As crianças receberão de presente um livro de banho, um livro de colorir e um jogo de cartas UNO. Este kit será entregue pelo Edno Souza, analista de Suporte e Sistema da Unimed Londrina, que irá vestido de Papai Noel. “O melhor presente será poder tirar um sorriso das crianças”, almeja o analista.

Abrangência - As visitas de Natal começaram no último dia 20. Ao todo, cinco hospitais participam da ação. Além do Natal, este projeto realiza visitas em outras datas comemorativas: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das Crianças. (Imprensa Unimed Londrina)

ECONOMIA: BC projeta crescimento menor neste ano e avanço de 2,4% em 2019

 

economia 20 12 2018O Banco Central (BC) revisou marginalmente a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 1,4% para 1,3%. A informação está no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira (20/12) pela autoridade monetária.

 

Resultados - “Esse ajuste na projeção repercute os resultados das Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o terceiro trimestre do ano, da revisão da série histórica do PIB e de estatísticas setoriais disponíveis para o trimestre em curso”, diz o BC. No terceiro trimestre, a economia brasileira cresceu 0,8%, de acordo com o IBGE.

 

PIB agropecuário - O PIB agropecuário também foi revisto, de expansão de 1,5% para alta de 0,6%.

 

Produção industrial - A estimativa para o crescimento da produção industrial, por sua vez, foi revisada de 1,3% para 0,6%, “refletindo reduções nas projeções para a indústria de transformação (de 2,2% para 1,6%), produção e distribuição de eletricidade, gás e água (de 2,3% para 1,4%) e construção civil (de -1,0% para -2,4%)”.

 

Serviços - Já os serviços devem crescer mais, passando de 1,3% para 1,4%. A revisão foi feita em função de mudanças “nas projeções para comércio (de 2,3% para 2,5%), serviços de informação (de -0,7% para -0,3%) e atividades imobiliárias e aluguel (de 2,5% para 3,0%) e redução na previsão para outros serviços (de 1,3% para 1,1%)”.

 

Lado doméstico - Do lado doméstico da demanda, houve diminuição na projeção de crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, um indicativo de investimentos), de 5,5% para 4,8%, em parte compensada pela revisão nas previsões para o consumo das famílias (de 1,8% para 1,9%) e do governo (de -0,3% para 0,2%)”.

 

Exportações - Já a projeção para as exportações passou de avanço de 2,2% para 4,1%, por causa principalmente de novas vendas para o exterior de “equipamentos para a indústria de petróleo e gás”. A estimativa para as importações oscilou de 10,2% para 10,1% de alta, o que o BC considerou “estável”.

 

Demanda interna - A autoridade monetária afirma ainda que a demanda interna deve contribuir com 1, 9 ponto percentual do PIB em 2018, enquanto o setor externo deve ter contribuição negativa de 0,7 ponto.

 

2019 - Para o próximo ano, o BC manteve a sua projeção para o crescimento econômico em 2,4%. A estimativa está “em linha com a perspectiva de continuidade da retomada gradual da atividade econômica ao longo dos próximos trimestres”, mas “é condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, notadamente de natureza fiscal”, aponta a instituição.

 

Oferta - Do lado da oferta, houve uma pequena mudança na projeção para a ampliação dos serviços, de 2% para 2,1%, “repercutindo, principalmente, elevações em comércio e em atividade imobiliárias e aluguel, em parte compensadas por redução na expectativa de crescimento de outros serviços”. Ficaram inalteradas as estimativas para o crescimento da agropecuária (2%) e indústria (2,9%).

 

Consumo do governo - Em relação à demanda interna, também houve pequena variação na previsão de consumo do governo, de alta de 0,5% para 0,6%. As projeções de consumo das famílias (2,5%) e investimentos (4,4%) foram mantidas.

 

Revisão das exportações- Do lado do setor externo, a “estimativa para o crescimento das exportações foi revista de 6,0% para 5,7%, diante de perspectiva de desaceleração da economia global, enquanto a projeção para as importações passou de 5,9% para 6,1%”.

 

Contribuição- Nos cálculos do BC, a demanda interna deve contribuir com 2,4 pontos percentuais de crescimento do PIB em 2019, enquanto o setor externo deve ter contribuição nula. (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO: Congresso aprova Orçamento de 2019

legislativo 20 12 2018O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (19/12) o projeto de Orçamento de 2019 (PLN 27/2018), o primeiro do governo de Jair Bolsonaro, que toma posse no dia 1º de janeiro. São R$ 3,38 trilhões a serem manejados. O substitutivo do relator-geral, senador Waldemir Moka (MDB-MS), determina um salário mínimo de R$ 1.006,00. A inflação prevista para 2019 é de 4,2% pelo IPCA. O crescimento do produto interno bruto (PIB) é de 2,5%. A taxa básica de juros (Selic) é de 8%.

Votação rápida - A votação foi rápida, graças ao acordo de líderes partidários, e teve apenas a recomendação contrária do PSol. Moka afirmou que manteve recursos para a Educação e a Saúde, apesar da pouca margem de manobra. “Nunca um relator teve menos de R$ 1 bilhão para remanejar. Neste Orçamento, eu tive aproximadamente R$ 300 milhões para repartir entre todas as áreas”, afirmou Moka.

Reunião - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a se reunir pelo menos duas vezes com membros da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) para o possível o envio de uma mensagem do governo de transição com alterações. Mas isso não chegou a ocorrer, e o texto aprovado pelo Congresso teve como base a proposta enviada pelo governo de Michel Temer.

Insatisfação - O deputado delegado Waldir Oliveira (GO), líder do PSL, partido de Bolsonaro, chegou a manifestar insatisfações com o texto, mas recomendou o voto favorável, como todos os outros partidos.

Funcionalismo - O Orçamento de 2019 determina uma correção de 5,45% para o salário mínimo, que chegará a R$ 1.006,00. O valor foi a soma do INPC de 4,2% esperado para 2018, com o crescimento real do PIB de 1,0% em 2017, mais o resíduo de R$ 1,75 — que faltou da correção do mínimo em janeiro de 2018.

Piso salarial - Também foi prevista a correção do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes comunitários de endemias, que passará a ser de R$ 1.250,00 a partir de janeiro. Essa correção foi resultado da derrubada pelo Congresso Nacional do veto de Temer à Lei 13.708/18, que previa esse aumento.

Servidores públicos - Para os servidores públicos do Executivo, o texto mantém os recursos para bancar o reajuste de 209 mil funcionários civis ativos e 163 mil inativos em 2019. Apesar de os aumentos estarem previstos em oito leis de 2016 e 2017, o governo havia editado a Medida Provisória 849/2018, que adiava os aumentos. Entretanto, o Congresso apresentou a proposta orçamentária com os valores necessários para correção salarial, prevendo que a MP 849 deverá perder sua validade dia 23 de dezembro.

Educação, Saúde e Assistência Social - Para Manutenção e o Desenvolvimento do Ensino foram destinados R$ 101,3 bilhões. Moka observa que o montante é R$ 48,6 bilhões acima do mínimo constitucional, estimado em R$ 52,7 bilhões.

Mais Médicos - Já o Programa Mais Médicos, que está passando por uma reformulação com a saída dos médicos e enfermeiros cubanos, estão previstos R$ 3,7 bilhões. E para as Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) o Relatório Geral prevê gastos da ordem de R$ 120,4 bilhões, também acima do piso constitucional.

Previdência - As grandes despesas de Assistência e Previdência Social, por sua vez, estão orçadas em R$ 504,95 bilhões, sendo ainda necessários créditos suplementares de R$ 248,9 bilhões — a serem aprovados pelo Congresso no ano que vem — para que esse montante atinja o valor de R$ 753,8 bilhões. As despesas são divididas entre os benefícios do Regime Geral de Previdência Social (R$ 436,1 milhões), a compensação do Fundo do Regime Geral da Previdência Social (R$ 7,4 bilhões), os Benefícios de Prestação Continuada e Renda Mensal Vitalícia (BPC/RMV, R$ 30,2 bilhões), o Bolsa Família (R$ 23,4 bilhões) e Subsídios e Subvenções (R$ 7,5 bilhões).

Modificação - O valor de R$ 753,8 bilhões de despesas da Previdência, orçado pelo governo, foi modificado para se adaptar à chamada regra de ouro dos gastos públicos. Dada a importância dessas despesas, o relator seguiu a recomendação do governo e as escolheu para que dependam de créditos suplementares, justamente para garantir a liberação desses recursos pelo Congresso em 2019.

Emenda - A Emenda Constitucional 93, que prorrogou a Desvinculação das Receitas da União (a DRU) até 2023, retira da Previdência 30% da arrecadação das contribuições sociais. E de acordo com estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, R$ 132,8 bilhões serão desvinculados dos gastos da Previdência Social para outras despesas.

Grandes números- A meta de déficit fiscal foi mantida em R$ 139 bilhões, como estimado pela equipe econômica. A inflação segundo o IPCA, é prevista em 4,25%. A taxa de câmbio prevista é de R$ 3,66 para US$ 1 em dezembro de 2019.

PIB - O crescimento do PIB, descontada a inflação, deverá ser de R$ 2,5%. O PIB então deverá passar de R$ 6,87 trilhões em 2018 para R$ 7,38 trilhões em 2019 — um crescimento de mais de 7%, que, descontando-se a inflação, ficará em 2,5%.

Selic - A taxa de empréstimo Selic está projetada em 8% para dezembro de 2019 e o barril de petróleo é estimado em US$ 76,1.

Dívida Pública - Somente para pagamento de juros, amortizações e encargos da dívida pública, se gastarão R$ 1,424 trilhão, o que corresponde a 42% do Orçamento de 2019. Segundo os cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), a dívida pública brasileira está em R$ 5,2 trilhões. Para uma comparação, em 2007, a dívida pública estava em R$ 1,33 trilhão, com valores do Tesouro Nacional, o que mostra um crescimento acentuado em todos os últimos governos — Lula, Dilma e Temer — de quase R$ 3,9 trilhões.

Investimentos - Os investimentos públicos previstos no Orçamento são de R$ 155,8 bilhões, mas R$ 119,6 bilhões são de estatais como Petrobras e Eletrobras. Os outros órgãos públicos vão investir R$ 36,2 bilhões, que é 22% inferior ao planejado para 2018 (foram R$ 46,5 bilhões).

Valor baixo - Atualizando-se pela inflação, desde 2004 o Orçamento não reservava recursos tão baixos para investimentos públicos. Naquele ano, o saldo autorizado foi de R$ 34,2 bilhões. No PLN 27/2018, a proposta do governo veio com um valor ainda mais baixo — de R$ 26,5 bilhões. Durante a tramitação, o investimento subiu R$ 9,7 bilhões com as emendas apresentadas por deputados e senadores.

Futuro governo - O presidente do Congresso, Eunício Oliveira, lembrou que somente com a aprovação do Orçamento o próximo governo poderá editar Projetos de Lei do Congresso (PLNs) que possibilitam a sua modificação. “Se não aprovássemos o Orçamento, o futuro governo não poderia governar, pois estaria preso a gastar apenas os duodécimos [parcelas de um doze avos do Orçamento anterior, que podem ser utilizadas pelo governo, com a correção da inflação, enquanto não é aprovado o Orçamento do ano]. Ao contrário do que se declarou, não deixamos nenhuma bomba-relógio ou pauta-bomba. Estamos permitindo que o próximo governo possa funcionar “, afirmou Eunício. (Agência Senado, com informações da Agência Câmara)

 

PARANÁ I: Boa situação fiscal do Estado tem reconhecimento internacional

 

parana I 20 12 2018Duas das principais agências de classificação de risco do mundo, a Fitch e a Moody's, atestaram a boa situação fiscal do Paraná em seus últimos relatórios divulgados ainda este ano. A agência internacional de classificação de risco Fitch, uma das maiores do setor, avaliou o rating nacional de longo prazo do Paraná em AA (bra), no mês de maio.

 

Perspectiva estável - A Moody's elevou os ratings do Estado, que passou de A1.br para Aa2.br com perspectiva estável, ficando a dois níveis da nota máxima da agência. Dentre os pontos destacados pelas agências de risco estão o baixo endividamento do Estado. 

 

Endividamento líquido - Houve uma redução de 69,4% do nível de endividamento líquido do Estado. A Dívida Consolidada do Paraná, que representava 90,9% da Receita Corrente Líquida no ano de 2010, caiu para 27,80% em 2018. "O Paraná apresenta uma adequada sustentabilidade da dívida", diz a Fitch. 

 

Maior nota - O Paraná possui a maior nota da escala nacional entre os Estados avaliados pela Moody's. Atualmente, o Estado está posicionado na linha de excelente avaliação e baixo risco de crédito. Também foi elevado o rating do Estado em escala global, de Ba3 para Ba2. "Este reconhecimento é resultado de uma gestão austera e responsável", afirma a governadora Cida Borghetti. 

 

Certidão - Recentemente, o CAUC (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias), do Tesouro Nacional, comprovou que o Paraná cumpre todos os requisitos fiscais para continuar recebendo recursos e transferências do Governo Federal. 

 

Itens avaliados - Dentre os 15 itens avaliados pelo órgão estão a regularidade quanto a tributos, contribuições previdenciárias federais e à dívida ativa da união; adimplência financeira em empréstimos e financiamentos concedidos pela união; encaminhamento do relatório de gestão fiscal e das contas anuais; exercício da plena competência tributária; aplicação mínima de recursos em saúde e educação; regularidade previdenciária e quanto à concessão de incentivos fiscais. 

 

Investimentos - O Paraná foi o Estado que apresentou a maior taxa de crescimento real dos investimentos públicos entre 2014 e 2017, com 16,1%, segundo último relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal. O segundo colocado foi Rondônia, com 0,8%, e todos os outros Estados apresentaram redução nos investimentos. 

 

Balanço - Um balanço feito nesta semana, durante reunião da governadora e secretários de Estado, demonstra crescimento no volume de investimentos públicos. Foram aplicados R$ 8,7 bilhões, entre abril e dezembro. O montante é o dobro do que foi investido em todo o ano passado, de acordo com dados do SAPM (Sistema de Acompanhamento do Plano de Metas do Governo do Paraná). 

 

Atendimento - Cida Borghetti afirmou que os recursos do Estado atenderam aos 399 municípios paranaenses. "Nossa gestão não mediu esforços para entregar o que a população precisa", disse. "Demonstramos que é possível realizar uma gestão eficiente e eficaz", completou. 

 

Competitividade - O Paraná é o quarto estado mais competitivo do Brasil, de acordo com o último Ranking de Competitividade dos Estados, realizado em setembro de 2018 pelo CLP (Centro de Lideranças Públicas), em parceria com Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit. 

 

Estudo - O estudo, disponível no site (www.rankingdecompetitividade.org.br/ranking/2018/geral) é uma importante ferramenta para gerar diagnósticos e direcionamentos para a atuação dos governos estaduais do Brasil, com o intuito de promover boas práticas na administração pública. 

 

Pilares - Os estados são avaliados sob a ótica de 10 pilares, Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social. Cada um baseado em 68 indicadores distribuídos entre eles. (Folha de Londrina)

 

PARANÁ II: Ratinho Jr. anuncia nome de futuro secretário da Fazenda

 

parana II 20 12 2018O governador eleito Carlos Massa Ratinho Junior, Ratinho Jr., anunciou nesta quarta-feira (19/12) o nome que irá comandar a Secretaria da Fazenda do Paraná. O novo secretário que cuidará das finanças do estado será o economista Renê de Oliveira Garcia Júnior.

 

Racionalização de processos - O futuro secretário da Fazenda do Paraná disse que o seu trabalho será todo orientado para criar mecanismos de racionalização de processos para que os projetos tenham uma avaliação da taxa do retorno e do impacto para a população. “A função básica do estado é prover os serviços essências que a sociedade precisa, como saúde, segurança e educação, e fomentar o desenvolvimento. O governador Ratinho Junior me pediu para criar a gestão mais eficiente possível para que os recursos públicos possam ser direcionados para o benefício direto e imediato da população”.

 

Confira o perfil do novo secretário - Graduado em Administração de Empresas pela Escola Brasileira de Administração Pública e em Economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Garcia Junior atualmente é coordenador de projetos e estudos econômicos na FGV Rio. Além de doutorado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)do Rio de Janeiro, também tem mestrado em Economia e especialização em Mercado de Capitais e Estratégias Operacionais pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas de Fonteainebleau, na França.

 

Mais - Garcia Junior já foi diretor presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), coordenador de projetos do Instituto Brasileiro de Economia, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), membro do Conselho de Administração do BNDESPAR/BNDES e, em 2002, foi secretário de Controle Geral do Governo do Rio de Janeiro. (Assessoria de Imprensa)

 

INFRAESTRUTURA: Parceria entre Estado e BID gera R$ 906 milhões em investimentos

 

infraestrutura 20 12 2018A parceria entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já resultou na contratação de R$ 287 milhões em investimentos, em 2018, por meio do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná. O montante se refere a 31,7% do total de R$ 906 milhões previstos no convênio. A assinatura do contrato com o banco, que possibilita pleitear os financiamentos, foi firmada há um ano.

 

Valores - Os valores, que serão liberados ao longo de cinco anos, estão direcionados para obras, projetos e estudos que já estão mudando a realidade das pessoas em várias regiões do Estado. “A população do Paraná pode ficar tranquila que todas as obras com a chancela do BID estão garantidas. É mais um compromisso do nosso governo que está sendo cumprido”, afirma a governadora Cida Borghetti.

 

Melhorias - Muitas melhorias aguardadas há décadas pela população estão saindo do papel. “Os recursos financeiros estão assegurados e muitas obras já estão acontecendo. A pavimentação da PR-364, que liga Irati a São Mateus do Sul, é uma delas. É um sonho da população que se concretiza após uma espera de mais 50 anos”, destaca o secretário de Infraestrutura e Logística, Abelardo Lupion.

 

Início - Segundo o engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) Glauco Lobo, coordenador do programa, o trabalho está apenas no início. “Este ano foi positivo, mas ainda temos muito a realizar, concluindo as obras em andamento e destinando mais de R$ 560 milhões em investimentos. Além da obra de implantação do contorno de Wenceslau Braz, estudos e projetos deverão ser licitados já no início de 2019”, comenta.

 

Obras - Mais de 85% dos recursos serão aplicados em um amplo programa de obras de infraestrutura, incluindo a pavimentação de estradas em municípios que ainda não têm ligação asfáltica com rodovias estaduais, como a PR-239, na região Central do Paraná, e a PR-912, no Sudoeste, que ligarão Coronel Domingos Soares e Mato Rico à malha rodoviária estadual pavimentada.

 

PR-912 - Com investimento de R$ 49,9 milhões, a ligação asfáltica entre Coronel Domingos Soares e Palmas está em andamento. Serão 27,1 quilômetros de pavimentação, entre o final do asfalto da Avenida Araucária e o entroncamento da PR-449. Os trabalhos começaram em julho.

 

PR-239 - Aguardada há mais de 30 anos, a pavimentação da estrada que liga Pitanga a Mato Rico vai beneficiar cerca de 35 mil moradores dos dois municípios, principalmente pequenos produtores e estudantes. Iniciada em setembro, a obra custará R$ 89,4 milhões.

 

PR-364 - Outra obra muito esperada é o asfaltamento de 49 quilômetros entre Irati e São Mateus do Sul. Com investimento de R$ 108,9 milhões, a pavimentação reduzirá em mais da metade a distância por estradas asfaltadas entre os dois municípios. Os trabalhos começaram neste mês e devem durar dois anos.

 

PR-090 - A pavimentação do acesso ao futuro Contorno Norte de Castro é outra melhoria na lista de obras financiadas pelo BID. No primeiro momento, a obra vai garantir acesso pavimentado a indústrias da região. Com investimento de R$ 13,1 milhões, este é o primeiro passo para a construção do Contorno Norte de Castro, que vai retirar o tráfego pesado da área urbana do município, também está previsto no programa do BID. O contrato já foi assinado.

 

Futuros investimentos - Para o próximo ano estão previstas contratações de outras obras e projetos com financiamento do BID. Entre elas, a implantação do Contorno de Wenceslau Braz, além da contratação do projeto executivo para ampliação de capacidade e duplicação da PR-151, na ligação entre Ponta Grossa e Palmeira. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Sinais são favoráveis à bandeira verde em janeiro, avalia ONS

 

energia eletrica 20 12 2018O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse que as atuais condições são favoráveis para a manutenção, em janeiro, da bandeira verde para a tarifa de energia elétrica (sem custo adicional para os consumidores). O executivo destacou que os reservatórios estão se recuperando e descartou qualquer risco de desabastecimento do mercado durante o verão 2018/2019.

 

Definição- Barata ressalvou que a definição da bandeira cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas afirmou que, diante da melhoria das condições climáticas e do aumento da capacidade de oferta de geração e transmissão, a tendência, "muito provavelmente", é manter a bandeira verde.

 

Período seco- "Fechamos o período seco melhor que no ano passado, os sinais dos institutos de clima são de que teremos um verão [com temperaturas] na média e temos mais usinas na região Norte para usar. Há um conforto para um verão sem sobressaltos [no suprimento]", afirmou Barata, ontem, durante entrevista coletiva.

 

Condições dos reservatórios- O diretor-geral do ONS também destacou que as condições dos reservatórios, atualmente, são melhores do que aquelas registradas ao fim do ano passado. Segundo Barata, as "reviravoltas climáticas" registradas desde outubro trouxeram "boas notícias" para o armazenamento neste fim de ano.

 

Previsão - A previsão do ONS é que todos os subsistemas fechem dezembro com níveis superiores aos de fins de 2017. No Sudeste, a expectativa é que os reservatórios atinjam os 28,4%, ante os 22,5% de dezembro de 2017. No Sul, os reservatórios atingirão 63% (versus 57%), enquanto no Nordeste os níveis atingirão 42,4% (versus 12,8%) e, no Norte, 41,2% (versus 23,3%).

 

Ano difícil- "2018 foi um ano difícil. Passamos o período seco preocupados com o nível dos reservatórios, mas ao fim do ano tivemos boas notícias. O período chuvoso (outubro-abril) começou este ano em outubro [sem atrasos], com chuvas na média no Sudeste e no Sul muito acima da média", afirmou.

 

Carga - Barata disse ainda que a carga (consumo mais perdas) do sistema elétrico deve fechar o ano com alta de cerca de 1,5%, mesmo percentual de crescimento do ano passado. Questionado se o sistema está preparado para uma eventual aceleração do ritmo de crescimento do consumo, o executivo afirmou que, mesmo que nos próximos dois anos a carga cresça acima do previsto, a capacidade atual é suficiente para atender à demanda.

 

Base- O ONS toma como base o planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que projeta um crescimento médio do PIB de 2,7% ao ano entre 2019-2023. A EPE espera uma alta de 2,3% em 2019 e de 2,7% em 2020.

 

Plano de expansão- "Se isso [crescimento acima do esperado nos próximos dois anos] acontecer, o plano de expansão [da geração] não será este [o atual], teremos que reforçá-lo. Mas com três a quatro anos se constrói usinas, sobretudo eólica, solar e ampliação de biomassa", completou.

 

Mudanças - Barata também comentou que não espera mudanças na governança da operação do sistema elétrico no mandato de Jair Bolsonaro. "A governança [do setor elétrico] que se tem hoje nos dá o conforto de que atuaremos rigorosamente como hoje", disse.

 

Afinidade - Questionado sobre a afinidade do futuro ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque, com o setor nuclear, Barata respondeu que a conclusão da usina de Angra 3 é "bem-vinda" ao sistema elétrico e que as nucleares são importantes para o sistema. "Para um país que precisará de energia, tem sentido deixar um esqueleto ou é melhor concluir a obra? [Angra 3]. Nunca devemos deixar nada pela metade", disse o executivo. (Valor Econômico)

 

Foto:Pixabay

 

SAÚDE I: Sesa lança diretrizes para segurança do paciente

 

saude I 20 12 2018A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lançou na terça-feira (18), em Curitiba, documento que especifica as diretrizes de segurança do paciente a serem adotadas em todo o Paraná. A ideia é definir, implementar e avaliar medidas estratégicas voltadas à qualificação do cuidado em saúde no Estado. O documento foi assinado pelo secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, durante solenidade no auditório da Secretaria da Saúde.

 

OMS - Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que todos os anos milhares de pessoas sofrem danos desnecessários causados por serviços de saúde inseguros. Para combater esse problema, a OMS e outras agências de saúde têm estimulado gestores e governos a adotarem medidas para a segurança do paciente. Atualmente, estima-se que os danos sejam a 14ª maior causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo.

 

Consciência - Segundo o secretário Nardi, desde 2004 a OMS implantou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente para despertar a consciência dos profissionais envolvidos no atendimento em saúde, e o comprometimento dos gestores na consolidação de políticas públicas na área de segurança dos pacientes.

 

Compromisso - “No Paraná, esse compromisso com o atendimento qualificado a quem procura os serviços de saúde é uma constante. Tanto que lançamos as nossas diretrizes, que vão nortear as ações na área de segurança do paciente em todo o Estado entre os anos de 2019 e 2023”, disse.

 

Entidades - A superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, disse que a participação de todas as entidades ligadas à saúde foi fundamental para a realização do trabalho. O comitê, com a colaboração de diversos setores da Secretaria foi responsável pela elaboração de um planejamento estratégico que serviu para delinear as diretrizes estaduais de segurança do paciente.

 

Entendimento - Cordellini acrescenta que a segurança do paciente pode ser entendida como a busca pela redução ao mínimo do risco de dano desnecessário associado ao cuidado em saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde define seis protocolos básicos de segurança do paciente que têm como objetivo evitar as ocorrências adversas durante os atendimentos aos pacientes. Cada um deles versa sobre um tema diferente: identificação do paciente, prevenção de quedas, segurança no uso de medicamentos, prática da higiene de lavar as mãos, cirurgia segura e prevenção de úlceras e lesões na pele devido a longa permanência hospitalar.

 

Resultado - “Essas diretrizes são resultado do trabalho de uma grande equipe, que, juntamente com diversas entidades da área de saúde, se propôs a fazer esse plano que vai padronizar e orientar profissionais e gestores em relação aos cuidados com a segurança dos pacientes”, afirma.

 

Participação - O documento com as diretrizes é resultado direto do trabalho desenvolvido pelo Comitê Estadual de Segurança do Paciente, que desde 2016 reúne, além da Secretaria de Estado da Saúde, representantes do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde, Conselho Estadual de Saúde, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Universidade Federal do Paraná, Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná, Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná, Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem, Conselho Regional de Farmácia, Conselho Regional de Odontologia, e Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE II: Divulgado relatório inédito sobre consumo de antibióticos no Paraná

 

saude II 20 12 2018Foi divulgado na terça-feira (18/12) um boletim da Secretaria de Estado da Saúde com os dados do Sistema Online de Notificação de Infecções Hospitalares (SONIH). O balanço traz as notificações de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), registradas no primeiro semestre de 2018 em 411 estabelecimentos de saúde do Paraná, bem como o de consumo de antimicrobianos no Estado.

 

Destaque - Conforme explica o diretor do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana, o destaque dessa edição do Boletim são as informações sobre o consumo de antimicrobianos pelos estabelecimentos de saúde, o que permitirá uma melhor compreensão do perfil de sensibilidade e resistência aos antimicrobianos no Estado. Ele ressalta que esses dados foram possíveis graças ao apoio do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.

 

Farmacêuticos - “Os farmacêuticos responsáveis dos hospitais cadastrados no SONIH passaram a reportar no sistema também o consumo de antimicrobianos. Assim, podemos obter um mapeamento muito mais adequado, permitindo a proposição e adoção de estratégias mais efetivas para o controle da resistência microbiana, que é um problema sério, causado, entre outras coisas, pelo uso irracional ou desmedido de antibióticos”, diz Paulo. 

 

Elaboração - Ele lembra que o boletim foi elaborado pela Comissão Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde e a Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, com a colaboração de representantes da Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar (APARCIH), e Laboratório Central do Estado (Lacen).

 

SONIH – O SONIH é o sistema oficial da Secretaria de Estado da Saúde para o registro das infecções pelos serviços de saúde no Paraná, de acordo com a Resolução SESA/PR 88/2017. O sistema foi atualizado em julho de 2017 graças ao apoio da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar (APARCIH), o que possibilitou o aprimoramento e a disponibilidade das informações divulgadas no boletim. (Agência de Notícias do Paraná)

 

O boletim completo pode ser consultado aqui

 

OPINIÃO: O 13º salário está na conta. E agora?

 

opiniao 20 12 2018* Eduardo Correa

 

O 13º salário é sempre bem-vindo. Porém, como tudo na vida, é importante se planejar para que o uso seja bem feito e sejam consideradas possíveis dívidas ou a necessidade de uma reserva de emergência, caso ainda não tenha constituído. Por isso, a dica é: coloque no papel os cálculos do dinheiro que entrou, contas a pagar e sonhos a realizar. Assim, fica mais fácil de se organizar.

 

Apesar do corre-corre de dezembro, este mês é o momento perfeito para organizar suas finanças para o próximo ano. É também a oportunidade de priorizar a educação financeira, avaliando todos os seus gastos e eliminando possíveis despesas desnecessárias ou o excesso de dívidas. Gastos comuns com alimentação, combustível, aluguel, lazer e impostos devem ser pagos com a renda mensal. Já para o 13º, a prioridade deve ser pagar aquelas dívidas com juros mais altos.

 

Caso não tenha uma reserva de emergência, este também pode ser o momento ideal para destinar um valor para uma poupança. É indicado ter uma reserva de emergência de, no mínimo, o valor correspondente a seis meses de seus gastos mensais. O restante pode ser destinado para seus demais objetivos, destinando ainda uma parte para a aposentadoria e outra para aquela viagem de final de ano com a família ou amigos, por exemplo.

 

Porém, é importante lembrar que existe um mito que consiste na ideia de que caso o investidor resgate o seu valor antes do fim do ano, ele não precisará incluir este valor na declaração de Imposto de Renda (IR). Não acredite nisso: esse tributo é retido na fonte no momento do resgate, podendo inclusive gerar uma perda maior caso a retirada seja feita, pois a alíquota de IR cobrada será maior. Além disso, todas as informações de movimentações realizadas durante todo o ano são encaminhadas pelas instituições financeiras para a Receita Federal, sendo necessário informa-las na Declaração Anual de Imposto de Renda.

 

Uma oportunidade interessante é destinar o 13º para um plano de previdência privada. No Sicredi – instituição cooperativa financeira com mais 3,9 milhões de associados e atuação em 22 estados e no Distrito Federal –, existem opções de previdência para todos os perfis.

 

Para quem realiza a declaração de IR pelo formulário completo, há o plano do tipo PGBL. Nele, contribuições realizadas durante o ano em PGBL permitem que o participante usufrua de um benefício fiscal, podendo deduzir essas contribuições da base de cálculo do IR. O limite para esta dedução é de 12% da renda bruta anual tributável e são consideradas as contribuições realizadas até o último dia útil do ano. Então, caso você ainda não tenha excedido este limite de contribuições em PGBL no ano, é uma oportunidade de pagar menos impostos ou aumentar a sua restituição.

 

Já para quem realiza a declaração pelo formulário simplificado, é isento ou já atingiu o limite de 12% de benefício fiscal, deve destinar o recurso para um plano de previdência privada do tipo VGBL e usufruir da mesma forma dos benefícios de uma reserva de longo prazo.

 

Com organização, o 13º salário pode ser benéfico tanto agora como a longo prazo. Então, mãos à obra e comece 2019 com o pé direito, inclusive nas finanças!

 

*Eduardo Correa é superintendente de Produtos e Serviços Financeiros do Banco Cooperativo Sicredi

 


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