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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4476 | 14 de Dezembro de 2018

DIAS DE CAMPO: Cooperativas preparam eventos para divulgar novidades em tecnologia

 

dias de campo 14 12 2018As cooperativas agropecuárias paranaenses já estão se preparando para receber os produtores em suas unidades experimentais destinadas a mostrar as novidades tecnológicas que podem ajudar a melhorar a produção e elevar a produtividade das lavouras de grãos. A transferência de conhecimento ocorre especialmente por meio dos Dias de Campo. Vários já têm data definida. Em janeiro, por exemplo, serão realizados pela C.Vale, Cocamar e Copagril. Em fevereiro, será a vez da Bom Jesus, Fundação ABC e Fapa promoverem seus eventos. Veja no quadro abaixo. 

 

Assistência técnica - Os Dias de Campo são organizados pelas equipes de assistência técnica das cooperativas que, a longo do ano, orientam os produtores cooperados na condução de suas atividades nas propriedades rurais. Nos dias dos eventos, os visitantes podem conferir na prática o desempenho de novas variedades de culturas como soja e milho, e, ainda, ter acesso a lançamentos em máquinas e equipamentos agrícolas. Também possibilita o contato direto com os profissionais das próprias cooperativas, das empresas parceiras e da pesquisa para o esclarecimento de dúvidas.  

 

Divulgação - As cooperativas que tiverem interesse em divulgar seus Dias de Campo podem entrar em contato com o analista de desenvolvimento técnico da Ocepar Jhony Moller (41 3200-1113 / jhony.moller@sistemaocepar.coop.br).

 

quadro dias de campo 14 12 2018

 

 

 

COOPERATIVISMO: OCB e Frencoop avaliam conquistas

 

Gratidão. Esse foi o sentimento que norteou as palavras do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, durante o encerramento das atividades da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) durante a 55ª Legislatura. O evento ocorreu na quarta-feira (12/12), em Brasília, e reuniu presidentes das unidades estaduais do Sistema OCB e os integrantes da Diretoria da Frente. A intenção foi avaliar o trabalho dos parlamentares ao longo dos últimos quatro anos e celebrar as conquistas importantes para as cooperativas do país. Durante o evento, deputados e senadores foram homenageados com a Medalha Mérito Cooperativista.

 

Conquistas - Dentre as conquistas destacadas por Márcio Freitas estão, por exemplo, a sanção do PLP 100/2011, possibilitando que as cooperativas de crédito passem a operar com recursos de municípios e outros entes públicos, além de atualizar as regras dos fundos constitucionais; a revisão das regras do Plano Agrícola e Pecuário em prol das cooperativas agropecuárias; e a defesa da manutenção das políticas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos.

 

Reconhecimento - Para a liderança cooperativista, também é essencial reconhecer o trabalho dos parlamentares da Frencoop que resultou na manutenção das políticas de incentivo às cooperativas de eletrificação rural e, ainda, nos avanços na tramitação de diversos projetos, como os novos marcos Regulatórios do Transporte de Cargas e dos Seguros Privados, dentre muitas outras proposições de interesse do setor.

 

Comprometimento - “Nós sabemos que o trabalho dos parlamentares não é fácil. Sabemos também que o comprometimento deles com a causa cooperativista fez toda a diferença ao longo desses quatro anos. É por isso que fazemos questão de agradecer a todos que contribuíram com o fortalecimento das nossas cooperativas. E, falando de futuro, nós continuaremos contando com o apoio de vocês e, também, dos novos integrantes da Frencoop para fortalecermos, ainda mais, o movimento cooperativista brasileiro”, avalia Márcio Freitas.

 

Apoio - A deputada federal Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, futura ministra da Agricultura, também esteve presente ao evento. Ela destacou que a atuação da Organização das Cooperativas Brasileiras sempre embasou tecnicamente a defesa dos interesses do cooperativismo. Segundo ela, esse mesmo apoio é o que espera receber quando estiver à frente do Ministério, já que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, requisitou uma atuação mais direta no sentido de desenvolver o agronegócio das regiões Norte e Nordeste. Para a futura ministra, não há uma forma mais eficaz de organizar os produtores e de fortalecer toda a cadeia produtiva do que o cooperativismo.

 

Frencoop - Após três décadas de atuação legislativa, a Frencoop é uma das bancadas suprapartidárias mais atuantes e influentes do Congresso Nacional. Hoje, a Frente conta com a adesão 47% dos deputados e senadores. Ao todo são 279 integrantes, sendo 243 deputados e 36 senadores, independentemente da sua bandeira partidária ou estado de origem.

 

Ambiente favorável - Seu principal objetivo, junto à OCB, é garantir um ambiente favorável para que o cooperativismo possa se desenvolver. Isso pode acontecer por meio de votações de projetos no Poder Legislativo ou no processo de formulação de normativos e de políticas públicas do governo. Periodicamente, a Diretoria Executiva da OCB se reúne com a Diretoria da Frencoop para definir prioridades. (Informe OCB)

 

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COPACOL: R$ 50,9 milhões serão repassados em sobras para os cooperados

 

Mesmo em um ano desafiador, principalmente na avicultura, que corresponde por 60% do faturamento da cooperativa, os resultados globais da Copacol foram positivos. Estes resultados foram divulgados nesta quinta-feira (13/12), durante a reunião Conjunta dos Comitês Educativos da Cooperativa para mais de 400 associados, na Aercol, em Cafelândia, Oeste do Paraná. 

 

Repasse - Apresentado pelo presidente da Copacol Valter Pitol, os valores da antecipação serão pagos já no próximo dia 19, quarta-feira. Já os demais valores serão pagos em fevereiro, após a Assembleia Geral Ordinária. 

 

Superação dos desafios - “Com uma gestão planejada alinhada com a participação efetiva dos nossos cooperados e o trabalho profissional dos colaboradores, conseguimos superar os desafios deste ano principalmente nas nossas integrações de produção animal, para poder repassar com segurança estes valores significativos para os nossos associados”, ressalta o presidente Pitol.

 

Distribuição - Segundo o cooperado e membro do Comitê Educativo de Jesuítas Edicarlos Grizotto, apesar de 2018 ter sido um ano de muitos desafios, a cooperativa, através de um trabalho sério dos seus diretores, consegue distribuir sobras. “Quando temos uma administração séria e profissional as coisas acontecem. Vou para casa muito feliz, diante dos números apresentados nesta reunião. Espero que em 2019, possamos ter resultados ainda melhores”, afirma Edicarlos. (Imprensa Copacol)

 

Valores das sobras repassadas por atividade 

Soja R$1,80 por saca 

Trigo R$ 0,40

Milho R$ 0,25 

Café R$ 3,20 

Insumos 2% 

Peixe juvenil R$ 0,0140

Peixe R$ 0,1885

Supermercados 1% 

Valores de complementação de preços 

Aves R$ 0,30 

Ovos 0,0075

Suínos R$14,50 por cabeça, referente as reservas de 2015/2017

 

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COOPAVEL: Cooperativa comemora 48 anos neste sábado

 

A Coopavel Cooperativa Agroindustrial comemora, neste sábado (15/12), seus 48 anos de constituição. Ela foi criada em 15 de dezembro de 1970 por um grupo formado por 42 produtores rurais. O desafio era oferecer uma nova opção aos produtores rurais, que na época dependiam integralmente de grandes empresas nacionais e estrangeiras do setor de grãos, diz o segundo presidente da Coopavel, Roberto Wipych.

 

Assembleia - Os agricultores definiram em assembleia pela criação da cooperativa, uma das mais antigas e bem-sucedidas do Oeste do Paraná, escolheu Adolfo Cortese como primeiro presidente. A Cortese e a Wipych, juntamente com suas diretorias, coube a missão de iniciar o processo de estruturação física e industrial da Coopavel, que segue em ritmo intenso desde então. 

 

Conceito - “Na época da fundação o conceito de cooperativismo era ainda muito jovem na região e tudo era novidade aos agricultores convidados a cooperar. Felizmente, a mensagem foi entendida e a Coopavel prosperou”, lembra Wipych. O modelo de cooperação, baseado em sete princípios, tem origem na cidade inglesa de Rochdale, em 1844. O projeto dos tecelões ganhou o mundo e atualmente há mais de 1,2 bilhão de cooperados nos cinco continentes, com movimentação anual de riquezas superior a R$ 20 trilhões.

 

Desenvolvimento - O crescimento da economia do Oeste do Paraná está fortemente ligado à trajetória da Coopavel, que sempre teve plano estratégico de fortalecimento e de sustentação aos produtores rurais e à economia regional, afirma o atual presidente, Dilvo Grolli. Ele lembra que, atualmente, a Coopavel é uma das maiores empregadoras do Paraná (tem 5,2 mil colaboradores e 5,5 mil cooperados) e está entre as 50 maiores empresas do Sul do Brasil e entre as 250 maiores do País. A riqueza gerada pela cooperativa, na casa de R$ 2,5 bilhões por ano, fica toda na região Oeste do Paraná, ressalta Dilvo.

 

Diversificação das atividades - A cooperativa iniciou suas atividades na área de grãos e, gradualmente, diversificou suas atividades. Atualmente, ela atua nos setores da avicultura, suinocultura, indústrias de óleo, de trigo, de fertilizantes e têm quatro fábricas de ração, além de 28 unidades espalhadas por municípios do Oeste e do Sudoeste do Paraná. Um dos eventos para o campo mais conhecidos e conceituados do mundo, o Show Rural Coopavel, é organizado pela cooperativa. Criado em 1989, a missão deve é aproximar os agricultores de novas tecnologias que, colocadas em prática, aumentam a produtividade e a qualidade das safras, com mais rentabilidade à família rural. (Imprensa Coopavel)

 

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COCARI: Cooperativa recebe a Caravana Soja Brasil, em Mandaguari

A Caravana Soja Brasil safra 2018/2019 passou por Mandaguari no dia 10 de dezembro, tendo a Cocari como anfitriã. O projeto é uma realização do Canal Rural e da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), com a coordenação técnica da Embrapa Soja.

Palestras – Na oportunidade, a diretoria da cooperativa, bem como superintendentes, gerentes, a equipe do Departamento Técnico e colaboradores dos setores pertinentes, além de cooperados, puderam acompanhar as palestras sobre mercado e câmbio, manejo de fertilidade, redução de custos, importância da biotecnologia e inovações no setor de tratores, ministradas por especialistas do agronegócio.

Roteiro – A Caravana Soja Brasil percorreu vários estados. No Paraná, além de Mandaguari, passou por Toledo, Campo Mourão, Guarapuava e Cascavel, recepcionada por cooperativas dessas localidades.

Parceria – A iniciativa é realizada por meio de parceria entre as empresas Massey Ferguson, Ihara, Mitsubishi Motors, CIB, Somar Meteorologia, Safras & Mercado e Embrapa. (Imprensa Cocari)

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SICREDI AGROEMPRESARIAL: Nova agência será inaugurada no Alphaville, em Barueri

 

A população de Barueri terá uma nova agência do Sicredi no bairro Alphaville, na Grande São Paulo, que será inaugurada em 17 de dezembro. Localizada na Alameda Araguaia, 2096, o novo espaço segue a estratégia de expansão da Sicredi Agroempresarial PR/SP, optando por pontos comerciais estratégicos, em um bairro com aproximadamente 35 mil habitantes e que conta com a passagem de 250 mil pessoas por dia.

 

Quinta - A agência de Alphaville será a 5ª da cooperativa na região, que planeja lançar outras duas novas para o atendimento aos associados em 2019. Com 600 m2, a nova agência foi projetada para oferecer uma experiência interessante para os cooperados, seguindo os princípios do Sistema Sicredi, que está comprometido tanto com a vida financeira de seus associados quanto com o auxílio e desenvolvimento das regiões onde atua.

 

Expectativa - “Temos uma expectativa enorme com a nova agência de Alphaville, em Barueri. Ela está localizada em um ponto crucial do município, oferecendo facilidade e comodidade para os associados da região. Sabemos a importância de contar com o atendimento digital, mas é preciso também ampliar a nossa presença física”, explica o presidente da Sicredi Agroempresarial PR/SP, Agnaldo Esteves.

 

Sede e atuação - Com aproximadamente 57 mil associados, a cooperativa tem sua sede em Mandaguari, no Paraná, mas atua também no estado de São Paulo. Ao todo, considerando a nova unidade de atendimento de Alphaville, a cooperativa chega a 26 agências. No sistema Sicredi, são mais de 1.600 agências em todo o Brasil, sendo aproximadamente 200 no estado de São Paulo.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.  

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Foto: Wikipedia

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Destaque em captação de recursos em Campanha de Incentivo

 

Recentemente, em Foz do Iguaçu, a Central Sicredi PR/SP/RJ reconheceu os destaques da captação de recursos no 4º Poupedi de Ouro - referência aos “poupedis”, personagens que representam a poupança do Sicredi. Em noite de gala inspirada no cinema, foram premiados colaboradores e agências que fizeram a diferença no volume da captação, o que garante sustentabilidade às cooperativas e também incentiva o hábito de poupar do associado, reforçando a missão do Sicredi de trabalhar a educação financeira. 

 

Vale do Piquiri - Na edição deste ano, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP foi reconhecida e premiada em duas categorias: Gestores de captação e Agências de aplicação programada. Os colaboradores Rodrigo Izanfar de Oliveira – da Agência C.Vale Palotina - e Ronaldo Augusto Ioris – da Agência Palotina Centro – receberam a valorização pelos expressivos números alcançados. Juntamente com eles, estiveram presentes no evento os dirigentes e gestores da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, bem como de todas as demais cooperativas filiadas à Central PR/SP/RJ.

 

Marca histórica - Exemplo de sucesso na captação, a campanha Poupedi de Ouro 2018 resultou na marca histórica de mais de R$ 20 bilhões em recursos totais, um incremento no ano de mais de R$ 1 bilhão em poupança. Apenas durante o período de abril a outubro, foram registrados mais de 150 mil novos poupadores, com um total de R$ 3,8 bilhões em carteira de poupança. 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI UNIÃO: Coral da cooperativa faz apresentação no Parque do Japão, dia 18

 

sicredi uniao 14 12 2018O coral ‘Vozes da Inclusão’ da Sicredi União PR/SP vai se apresentar na próxima terça-feira (18/12), às 20 horas, no Parque do Japão, em Maringá. O evento faz parte da programação da Maringá Encantada e a entrada é franca. Os coralistas vão cantar músicas natalinas.

 

Colaboradores - Criado há um ano, o coral já conta com 47 colaboradores da instituição financeira cooperativa, que atuam na Superintendência da Sicredi União (Sureg) e em agências de Maringá. O grupo também é composto por colaboradores do projeto ‘Eu Coopero com a Inclusão’, que são alunos da Apae de Maringá e da Apae de Nova Esperança.

 

Condução - O projeto é conduzido pela regente Mariana Hammerer, que realiza ensaios semanais. Neste ano o coral cumpre dez apresentações entre eventos da Sicredi União e convites da comunidade. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

Foto: Pixabay

 

 

MUNDOCOOP: Blockchain é uma via para o desenvolvimento

 

mundocoop 14 12 2018Quando o consumidor se dá conta de que um alimento que leva para casa, além de ter qualidade e ser seguro, pode representar benefícios econômicos, sociais e ambientais para toda a sociedade, passa a entender a diferença entre o preço e o valor de sua comida. Mais ainda se compreender os avanços tecnológicos da produção agropecuária que permitem a oferta de tais alimentos. Como o melhoramento genético das sementes, que dá origem a lavouras mais vigorosas, produtivas e resistentes a pragas e aos efeitos climáticos, o que reduz significativamente o uso de insumos, como os defensivos agrícolas, e de recursos naturais, como a água. Ou a seleção, com a ajuda de marcadores moleculares, de rebanhos bovinos destinados a produção de leite ou carne, garantindo mais produtividade por área e contribuindo com a preservação ambiental. 

 

Mundocoop - Este é o tema de matéria publicada na revista Mundocoop do mês de dezembro. Leia a reportagem completa no link abaixo.

 

http://www.mundocoop.com.br/gestao/blockchain-e-uma-via-para-o-desenvolvimento.html

 

DEFENSIVOS I: Governo e Iba lançam Sistema Integrado de Agrotóxicos

 

defensivos 14 12 2018O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) assinaram, nesta quinta-feira (13/12), um acordo de cooperação técnica para desenvolvimento do Sistema Integrado de Agrotóxicos (SIA), que vai permitir redução nos prazos de registro de novas substâncias e de produtos genéricos. Atualmente, o tempo médio para os genéricos é de quatro anos e de até oito anos para as novas moléculas. A Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também participam do projeto.

 

Novo sistema - Associados ao novo sistema, serão desenvolvidos aplicativos do SIA para celulares das plataformas Android e IOS. O custo estimado para a implantação do Sistema é de US$ 2,5 milhões. Atualmente, o Agrofit tem registrado cerca de 2 mil produtos formulados, dos quais aproximadamente 50% são genéricos.

 

Unificação - Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, o SIA vai unificar todos os pedidos de registro destes produtos existentes ao sistema do MAPA, no IBAMA e na ANVISA. As vantagens do novo sistema, que funcionará em dois anos, serão a transparência e velocidade no processo de registro. “Em dois anos e meio da gestão do ministro Blairo Maggi, foram realizados mais de 1.100 registros de produtos mais modernos e menos tóxicos ao meio ambiente e à saúde humana”, explicou Rangel. Ainda estão pendentes cerca de 1.500 solicitações de registro.

 

Algodão - Os produtores de algodão tomaram a frente do projeto pois esta cultura é a que mais depende de defensivos inovadores, em função da grande incidência e variedade de pragas nas lavouras. No caso do algodão, os defensivos respondem por 30% do custo de produção. Nas demais culturas a proporção é de cerca de 15%.

 

Lei de Agrotóxicos - O Decreto, que regulamenta a Lei de Agrotóxicos, já estabelece a necessidade de desenvolvimento do sistema desde 2002. Neste ano, o Ministério da Agricultura tomou a frente da iniciativa para cumprimento do marco legal. (Mapa)

 

DEFENSIVOS II: Paraná moderniza normas de uso e manejo de agrotóxicos

 

defensivos II 14 12 2018Uma resolução conjunta da Secretaria de Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Secretaria da Agricultura e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) atualiza as normas sobre o uso e manejo de agrotóxicos no Paraná. O documento assinado no dia 12 de dezembro já está em vigor.

 

Resultado - A mudança é resultado de um amplo processo de diálogo entre instituições do Estado e entidades privadas ligadas à agricultura, que pediam a revogação de uma normativa de 1985, já superada por outras regulamentações. Além de atualizar as regras, a nova resolução alinha as atribuições dos órgãos governamentais no setor.

 

Eficiência da fiscalização - Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, George Hiraiwa, a revisão das regras é um meio de colaborar para a eficiência da fiscalização agropecuária. “As normas precisam estar alinhadas com as transformações no campo, a agricultura de precisão, garantindo o desenvolvimento sustentável, a segurança na produção de alimentos e, ao mesmo tempo, dando segurança ao produtor e ao ambiente”, explica ele.

 

Bom funcionamento - O diretor-presidente da Adapar, Inácio Kroetz, afirma que as novas regras contribuem para o bom funcionamento do trabalho dos órgãos de acompanhamento e fiscalização do uso de agrotóxicos no Paraná. “O que a nova resolução faz é modernizar, retirando de vigor algumas regras que já não correspondem à realidade do Estado e práticas atualmente não permitidas”, explica.

 

Proibido - A Resolução revogada previa, por exemplo, que os produtores deveriam enterrar embalagens de agrotóxicos, o que atualmente é proibido. A normativa extinta tinha orientações sobre o uso de agrotóxicos relacionadas apenas à distância entre as lavouras, e não quanto às propriedades do produto.

 

Modernização - “É preciso acompanhar a modernização dos implementos agrícolas e dos produtos, que mudou muito nos últimos anos. Nosso trabalho está contemplado pelas demais legislações, mais recentes”, complementa o chefe de gabinete da Adapar, o engenheiro agrônomo Manoel Luiz de Azevedo.

 

Impacto - Azevedo esclarece que a mudança não traz impacto na atuação da Adapar, que segue responsável pela fiscalização constante do uso de agrotóxicos e por coibir seu uso inadequado.

 

Setor produtivo - A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) fez parte do grupo de trabalho que discutiu a modernização das normas nos últimos anos. A entidade subsidiou os debates com uma análise técnica e jurídica que detalhava a situação e conclui que a Resolução nº 22, de julho de 1985 “é sobreposta a outras leis, pois existe ampla legislação que aborda a poluição por agrotóxicos, atendendo aos conceitos atuais e ao determinado pela Constituição”.

 

Desatualizada - O relatório da entidade afirma ainda que a regra anterior “está desatualizada", já que "algumas instituições foram substituídas e suas atribuições foram distribuídas em duas ou três outras instituições”. A Faep entende que a decisão do Estado moderniza e traz segurança jurídica da produção ao processamento e consumo de produtos agrícolas do Paraná.

 

Legislação - As normativas do Estado não ferem a legislação federal e estadual, nem outras regras que regem o uso de agrotóxicos. O tema é objeto das leis federais 7.802/89 e 12.651/12; da Lei Estadual 7.827/83; do decreto federal 4.074/02; do decreto estadual 3.876/84; da Portaria 86/05 do Ministério do Trabalho e Emprego; da Resolução SEMA 57/17; e da Norma Brasileira da ABNT NBR 9843 de 2004. (Agência de Notícias do Paraná)

 

BNDES: Banco fecha o ano com desembolsos de R$ 71 bilhões

 

bndes 14 12 2018O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que vai fechar este ano com desembolsos totais de R$ 71 bilhões, seguindo o patamar de 2017, quando desembolsou R$ 70,8 bilhões. Em termos de participação relacionada ao Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) houve uma queda de 0,99%, enquanto no ano passado foi de 1,08%. É o menor percentual desde 2010 (4,33%). Para a instituição, a recessão econômica e o ajuste do tamanho do banco explicam o desempenho. Os dados foram repassados ao governo de transição.

 

Indicadores - O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, disse que esse indicador é importante, mas existem outros relevantes como o tempo de análise dos projetos, que foi reduzido, e o número de aprovações e de operações em avaliação. “O banco vai começar o ano com um volume de operações a desembolsar bem maior do que teve este ano, e isso vai claramente indicar uma retomada do crescimento do banco no ano que vem”, disse, acrescentando que para 2019 o total poderá atingir R$ 90 bilhões, conforme prevê o planejamento estratégico da instituição.

 

Pequenas e médias - Em 2018, 50% dos desembolsos do BNDES se referem às pequenas e médias empresas. Em 2010, eram em torno de 27%. Para o presidente da instituição, o resultado é significativo. “É um crescimento muito grande na participação das pequenas e médias empresas, afastando o banco da imagem de que só financia grandes empresas e coisas dessa natureza. Hoje, pelo contrário, o banco financia prioritariamente as pequenas e médias empresas”, disse.

 

Infraestrutura - No setor de infraestrutura, até o início de dezembro, os desembolsos tiveram aumento de 14% em relação a 2017. Em contratação subiu 26% e foram aprovados 80% a mais que o ano anterior, o que para o diretor de Infraestrutura, Márcio Ferrari, foi surpreendente. “Eram R$ 21 bilhões de janeiro a novembro em 2017 e em 2018 foram R$ 32 bilhões, na mesma comparação de aprovações”, disse, informando que aí estão incluídos projetos de logística, de transporte, de energia e de saneamento.

 

Tesouro - Dyogo Oliveira ressakltou o esforço feito pela instituição para a devolução de recursos para o Tesouro Nacional como um dos fatores de destaque em 2018. Desde 2015 essas devoluções somam R$ 310 bilhões, o que representa uma redução de 5% do PIB na dívida bruta do governo federal. O saldo remanescente é de R$ 280 bilhões, cuja devolução foi ajustada em 20 anos, com pagamento de R$ 25 bilhões por ano.

 

Atuação - Para o presidente do BNDES, a principal mudança na atuação do banco nas diretrizes atuais foi a digitalização, que permitiu entre outros avanços a redução dos prazos de avaliação dos projetos. Além disso, houve a transferência de 10% do pessoal com funções na área meio para as de atividade-fim. Com isso, o prazo médio de tramitação das operações saíu de 290 dias em 2017 para 243 este ano.

 

2019 - Para 2019, ele estima que quando todas as alterações estiverem efetivadas, o prazo de análise vai cair ainda mais. “Isso vai cair muito, porque estamos aprovando agora operações que nas últimas reuniões tiveram [o prazo de tramitação] de 60 dias”, disse, acrescentando, que, mesmo as operações mais complexas, que normalmente levam dois anos, o banco tem aprovado em até 220 dias.

 

Meta - A meta da instituição é ter 50% das operações aprovadas em menos de 180 dias. “Essa é a meta institucional, mas com as alterações que fizemos, não tenho a menor dúvida de que vai ficar muito abaixo disso, por conta da velocidade que está tendo”. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Equipe de transição anuncia dois novos diretores do BC

 

economia 14 12 2018O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nesta quinta-feira (13/12) a indicação de dois novos diretores para o Banco Central (BC). Os nomes serão encaminhados ao Senado Federal somente em janeiro, após o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tomar posse.

 

Política Monetária - O economista Bruno Serra Fernandes ocupará a Diretoria de Política Monetária, a mais importante do BC, responsável por acompanhar o Sistema de Pagamentos Brasileiro e administrar as reservas internacionais. Responsável pela mesa de renda fixa do Banco Itaú Unibanco, Fernandes é mestre em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e tem passagem pelo BankBoston. Ele substituirá Reinaldo Le Grazie, que pediu exoneração por motivos pessoais e sairá nos próximos dias, assim que o decreto for publicado.

 

Organização do Sistema Financeiro - O atual secretário de Promoção da Produtividade, Advocacia da Concorrência e de Política Econômica do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, será o novo diretor de Organização do Sistema Financeiro. Essa diretoria conduz os processos administrativos instaurados pelo BC e acompanha a intervenção e liquidação de bancos. Ele entrará no lugar de Sidnei Corrêa Marques, que ficará no cargo até o futuro diretor tomar posse.

 

Novos - Os dois novos diretores precisarão ter o nome confirmado pelo Senado, assim como o futuro presidente do BC, Roberto Campos Neto. As sabatinas e as votações pelo plenário da Casa só ocorrerão no início do próximo ano.

 

Nota - Em nota, o BC informou que, temporariamente, a Diretoria de Política Monetária será ocupada por Carlos Viana de Carvalho, atual titular da Diretoria de Política Econômica. O diretor Tiago Couto Berriel acumulará, também em caráter temporário, as diretorias de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos e de Política Econômica. Os dois diretores interinos retornarão às funções originais após o Senado Federal apreciar o nome de Bruno Serra Fernandes. (Agência Brasil)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Superávit da balança comercial em 2019 deve ser 38% maior que em 2018

 

comercio exterior 14 12 2018As exportações brasileiras deverão atingir US$ 220,117 bilhões em 2019, que representa recuo de 7,7% em comparação aos US$ 237,485 bilhões estimados para 2018. O dado consta da previsão da balança comercial para 2019, divulgada nesta quinta-feira (13/12), no Rio de Janeiro, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Para as importações, a entidade prevê aumento de 2,1% para o próximo ano, totalizando US$ 186,360 bilhões, contra US$ 182,534 bilhões programados para o ano em curso. Segundo os dados, superávit da balança comercial será de U$ 33,757 bilhões no próximo ano, mostrando retração de 38,6% em relação aos US$ 54,951 bilhões esperados para 2018.

 

Principal motivo - O presidente da AEB, José Augusto de Castro, disse que o principal motivo para a queda das exportações será causado pelas commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior), que já sinalizam que as cotações serão menores do que foram neste ano. Outro fator de destaque para o resultado das exportações em 2019 será a soja. Em 2018, o Brasil teve um volume de exportação desse grão de 82 milhões de toneladas. “É recorde absoluto porque, no ano anterior, nós exportamos 68 milhões de toneladas”, disse Castro.

 

Commodities - Castro lembrou que a Argentina teve, em 2018, uma queda na safra de soja de 17 milhões de toneladas e o Brasil teve que suprir a carência argentina. Deverá afetar também as exportações brasileiras a guerra comercial no mercado mundial. Isto porque a China deixou de comprar soja dos Estados Unidos e passou a comprar do Brasil, adquirindo inclusive o que havia em estoque. “Raspou o tacho”, disse o presidente da AEB.

 

Argentina - Segundo José Augusto de Castro, mesmo que o Brasil tenha, em 2019, uma superprodução de soja, a Argentina voltará a produzir, bem como os Estados Unidos, e a tendência é de o preço cair no mercado internacional. Analisou que a crise na Argentina vai fazer com que o Brasil tenha uma forte redução das exportações para aquele mercado, o que ajuda a diminuir ainda mais o ‘superávit’ brasileiro.

 

Consequência - “O superávit é consequência. Há uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto [PIB – soma de todos os produtos e serviços produzidos no país] no Brasil em torno de 2,5%, o que vai demandar importações. Então, nós vamos ter queda nas exportações por causa das commodities e aumento das importações, por conta do crescimento do PIB interno. Isso provoca redução no superávit comercial”, apontou.

 

Commodities - O Brasil continuará um forte exportador de commodities, deixando a desejar ainda como exportador de produtos manufaturados, de maior valor agregado. Em torno de 43% dos manufaturados brasileiros são exportados para a América do Sul. Mas a maioria dos países sul-americanos é exportador também de commodities. “Com a queda das commodities, eles vão reduzir as importações do Brasil”.

 

Câmbio - Outro aspecto que pode contribuir para a redução das exportações brasileiras no ano que vem é a possibilidade de haver uma redução unilateral das tarifas de importação pelo atual governo. “Isso na prática significa que o Brasil está saindo do Mercosul, e abre espaço para a China e outros países ocuparem esse nicho”.

 

Decisão - Castro informou que não houve ainda decisão final da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre o tema, mas existe uma tendência de aprovação. A AEB é contrária à adoção de uma tarifa específica pelo Brasil, porque considera que o país estaria indo contra os princípios do Mercosul. “É como se ele estivesse saindo [do bloco]”. Oficialmente, porém, não há ainda nada decidido sobre essa questão, destacou.

 

Taxa de câmbio - Castro indicou que a taxa de câmbio, com o dólar oscilando entre R$ 3,50 e R$ 3,90 ajuda a exportação, mas não há garantia de que a taxa vai permanecer nesse patamar, advertiu. A tendência é de que o novo governo adote medidas de interesse da economia para o câmbio ficar menos flutuante, com tendência à estabilização em um patamar baixo. “O câmbio, por si só, não gera competitividade. O que nós temos [de entrave] é o chamado custo Brasil, que representa 30% das exportações”.

 

Petróleo - Para o petróleo, a previsão da AEB é de que haverá aumento das exportações em termos de quantidade, mas o preço vai cair. “Porque este ano havia um pensamento quase unânime de que o preço do petróleo não passaria de US$ 55 o barril e ele alcançou US$ 82”.

 

Previsão - Para 2019, a previsão da AEB é de que o preço do barril fique em torno de US$ 62, como está agora, porque os Estados Unidos assumiram o posto de maior produtor de petróleo e ele não tem interesse de que o preço suba e deva forçar a cotação para baixo. Por isso, a projeção é de que os preços caiam em relação a 2018. (Agência Brasil)

 

CONGRESSO NACIONAL: Comissão aprova Orçamento de 2019 com crescimento previsto do PIB em 2,5%

congresso nacional 14 12 2018A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou, na noite desta quinta-feira (13/12), o relatório final do senador Waldemir Moka (MDB-MS) ao projeto de lei orçamentária para 2019 (PLN 27/2018). O Orçamento foi estimado em R$ 3,381 trilhões e prevê crescimento de 2,5% para a economia do país, com inflação de 4,25%. A proposta deve ser votada pelo Congresso Nacional na próxima semana. Esse será o orçamento do primeiro ano do governo Jair Bolsonaro.

Salário mínimo - Segundo Moka, o salário mínimo será reajustado em 5,45%, chegando a R$ 1.006 a partir de primeiro de janeiro. Já a taxa básica de juros (Selic) deve fechar 2019 em 8% ao ano e o dólar em R$ 3,66, de acordo com a estimativa.

Regras - O Orçamento ficou dentro das regras da Emenda Constitucional 95, que estabeleceu o teto de gastos públicos. A previsão de déficit para as contas públicas foi mantida em R$ 139 bilhões, mesmo patamar de 2018. Se os números se confirmarem em 2019, será o sexto ano seguido que o país convive com despesas acima das receitas.

Limite - O relator-geral explicou que foi estabelecido um limite de 40% do que o governo pode cortar de emendas parlamentares ou rubricas orçamentárias para direcionar a outros gastos. “Desta maneira, garantimos que um projeto que foi arduamente negociado dentro do Congresso não seja paralisado por uma manobra do Executivo”, disse Moka.

Novidades - O parecer aprovado traz duas novidades. Primeiro, amplia em R$ 600 milhões os recursos para o custeio da saúde. O dinheiro será usado pelo Ministério da Saúde para bancar o reajuste dos agentes comunitários de saúde e agentes de endemias, previsto na Lei 13.708/2018.

Adequação - A lei foi sancionada pelo presidente Michel Temer em agosto com veto ao aumento salarial. Poucos dias após a sanção, o governo enviou a proposta orçamentária à comissão sem a previsão de despesa para o aumento. Como o veto foi derrubado pelo Congresso em outubro, houve a necessidade de adequar a proposta à despesa salarial, que, por ser prevista em lei, é de caráter obrigatório. “Como foi o Congresso que criou essa despesa, achei que a comissão tinha que oferecer uma saída”, afirmou Moka.

Piso atual - O piso atual dos agentes é de R$ 1.014 e passará a ser de R$ 1.250 a partir de janeiro. O Ministério da Saúde afirma que o impacto do aumento será de R$ 1 bilhão. Os recursos disponibilizados pelo relator-geral garantem parte do impacto no próximo ano.

Bolsa Família - A segunda novidade do relatório final é sobre o Bolsa Família. Pela proposta orçamentária, dos R$ 29,5 bilhões reservados para o programa, 49,9% estavam em despesa condicionada — os gastos só seriam realizados após o Congresso aprovar, no próximo ano, um projeto de crédito suplementar. A medida foi muito criticada no Congresso, que temeu a fragilização do programa social, que atenderá 13,6 milhões de famílias em 2019.

Despesa condicionada - Com o relatório final, restaram como despesa condicionada apenas R$ 6,5 bilhões. O resto está garantido no Orçamento e poderá ser executado de imediato. Caso queira reforçar o programa com esse valor, o governo Jair Bolsonaro terá que enviar um projeto de crédito.

Servidores - O relatório final mantém os recursos para bancar o reajuste de 209 mil servidores civis ativos e 163 mil inativos do Executivo em 2019. Os aumentos estão previstos em oito leis de 2016 e 2017. Apesar de o governo ter editado uma medida provisória (MP 849/18) postergando os aumentos, a proposta orçamentária foi elaborada com valores necessários para correção salarial.

Educação e saúde - Também foram estimados R$ 101,3 bilhões para a educação e R$ 117 bilhões para a saúde. Segundo o relatório, R$ 3,7 bilhões serão destinados ao Programa Mais Médicos, alvo recente de polêmica após o governo cubano repatriar os médicos da ilha que atendiam no Brasil.

Minha Casa Mina Vida - Por sua vez, o programa Minha Casa Minha Vida recebeu uma destinação de R$ 100 milhões, a preservação do patrimônio cultural teve R$ 46 milhões e, entre os gastos militares, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) ficou com R$ 38,5 milhões.

Cortes - O presidente da CMO, deputado Mário Negromonte Jr (PP-BA), explicou que os parlamentares tiveram de fazer cortes para obras com irregularidades graves detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ele também frisou a questão de respeito aos prazos de tramitação, de maneira a não prejudicar nem o recesso do Congresso, nem a gestão financeira do próximo governo. “Acredito que agora poderemos entregar ao Congresso Nacional o projeto do Orçamento de 2019 dentro dos prazos. O principal é que o novo governo terá um orçamento para poder governar”, disse. (Agência Senado, com Agência Câmara)

 

INTERNACIONAL: UE quer acordo sobre relação com Reino Unido pós-Brexit antes de 2021

internacional 14 12 2018Os líderes dos países-membros da União Europeia (UE) ressaltaram nesta sexta-feira (14/12) que estão dispostos a trabalhar com rapidez em um acordo sobre a futura relação entre o bloco e o Reino Unido depois do Brexit, evitando assim a entrada em vigor do mecanismo que protegeria a Irlanda.

Acordo de salvaguarda - Após o fim de uma reunião com a presença da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, as principais lideranças da UE destacaram que o acordo de salvaguarda, um dos obstáculos que dificulta a assinatura do acordo em Londres, foi pensado como um "seguro" para prevenir uma fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte.

Rapidez - "É firme a determinação da União Europeia em trabalhar com rapidez em um acordo subsequente que estabeleça regras alternativas para depois de 31 de dezembro de 2020, de modo que o plano de salvaguarda não tenha que ser ativado", armou o texto assinado pelos líderes dos 27 países-membros do bloco após a cúpula.

Temporariamente - Caso seja preciso ativar a salvaguarda, a UE armou que ela seria aplicada de "forma temporária" e que estaria disposta a negociar rapidamente um novo acordo que substituísse o mecanismo. No plano de contingência, todo o Reino Unido permaneceria na união aduaneira da UE. Dessa forma, a Irlanda do Norte caria no mesmo território alfandegário do resto da região.

Alinhamento - Além disso, a Irlanda do Norte seguiria alinhada com as regras do mercado único consideradas essenciais para evitar uma fronteira física entre o país e a Irlanda, independente, que faz parte da UE.

Acordo - No texto, os líderes europeus armam que esperam a mesma disposição do Reino Unido em negociar um acordo sobre o futuro vínculo das partes com rapidez. "A UE está preparada para embarcar na preparação (das negociações da futura relação) imediatamente depois da assinatura do acordo de saída para garantir que as negociações possam começar o mais rápido possível", afirmou o texto divulgado depois da cúpula.

Ratificação - Os líderes dos 27 membros da UE também afirmaram que pretendem avançar com a raticação do acordo firmado com o Reino Unido nos parlamentos de seus respectivos países, mas ressaltaram que o pacto não está aberto à renegociação. (Agência EFE / Agência Brasil)

 


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