Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4475 | 13 de Dezembro de 2018

EM BRASÍLIA: Presidente da Ocepar se reúne com futura ministra da Agricultura em evento da Frencoop

brasilia 13 12 2018Os presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, estiveram com futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, na noite desta quarta-feira (12/12), em Brasília (DF). O encontro ocorreu durante um jantar promovido pela Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional (Frencoop), que teve ainda a presença do presidente da Frente, deputado Osmar Serraglio, e do deputado federal eleito pelo Paraná, Pedro Lupion.

Anúncio - Nesta quinta-feira (13/12), Tereza Cristina deve anunciar a estrutura completa do novo ministério, com sete secretarias. As atuais Defesa Agropecuária, Política Agrícola e Relações Internacionais serão mantidas. A Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo deve virar Agricultura Familiar e Cooperativismo. Será criada a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários e haverá ainda a reincorporação da Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura. Além dessas, vai ser criada a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, para dar atenção especial ao Semiárido nordestino e apoio a novas tecnologias.

Frencoop - Em sua 55ª legislatura, a Frencoop é formada por 238 deputados federais e 34 senadores. 

 

PLANEJAMENTO: Workshop promove compartilhamento de experiências do PRC 100

Cerca de 40 cooperativistas participam nesta quinta-feira (13/12), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, do 1º Workshop de Planejamento Estratégico do PRC 100. Ao longo do dia, seis cooperativas compartilham experiências e falam sobre o processo de implantação de seus planos táticos de gestão. O workshop também vai promover debates, com a intermediação do professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Tomas Sparano, além de palestra do diretor executivo do Grupo Marista e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), June Alisson Westarb Cruz. O evento, que é direcionado ao setor agropecuário, foi aberto pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Iniciado em 2015, o Paraná Cooperativo 100 (PRC 100) é o planejamento estratégico do cooperativismo do estado e tem como meta central contribuir para que o setor alcance R$ 100 bilhões em faturamento até 2021.   

Pilares - De acordo com o superintendente da Ocepar, o PRC 100 está estruturado em torno de cinco pilares essenciais: financeiro, mercado, cooperação, infraestrutura, governança e gestão. “Quando o trabalho começou, as cooperativas paranaenses tinham um faturamento aproximado de R$ 50 bilhões. Em 2018, elas vão fechar o ano faturando R$ 83,5 bilhões. Mas, tão importante quanto a evolução econômica, é a melhoria das práticas de planejamento. A ideia central do trabalho é que as cooperativas estejam, daqui a cinco ou dez anos, estáveis, viáveis, produzindo e gerando os melhores serviços a seus cooperados, que é o objetivo fundamental do cooperativismo”, afirma Mafiletti. As cooperativas Coamo, Cocari, Agrária, Copagril, Coonagro e Cooperaliança vão apresentar seus cases de planejamento no Workshop. 

Evolução - O trabalho de apoio e acompanhamento à implantação do PRC 100 é realizado pela Partner Consulting. O diretor de negócios da empresa, Pedro Gonçalves, explica que as metas previstas estão acima da expectativa inicial, com a concretização de vários projetos durante os últimos três anos. “Por isso é importante dividir entre os cooperativistas as melhores práticas e relatar as experiências que cada cooperativa está vivenciando neste processo. Há uma evolução contínua e uma visível maturidade estratégica dos participantes do PRC 100, com um aprendizado valioso que precisa ser compartilhado entre as cooperativas”, conclui.

{vsig}2018/noticias/12/13/planejamento/{/vsig}

ILHAS CANÁRIAS: Representantes de arquipélago espanhol prospectam negócios no Paraná

Representantes das Ilhas Canárias, território da Espanha no Oceano Atlântico, próximo ao leste africano, estiveram na sede do Sistema Ocepar, na tarde desta quarta-feira (12/10). O grupo foi recebido pelos superintendentes da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná) e Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), respectivamente, Nelson Costa e Robson Mafioletti. A equipe técnica da Ocepar apresentou aos visitantes os indicadores e as características econômicas e sociais do cooperativismo paranaense. Os espanhóis estão realizando uma missão de prospecção de novos negócios no Paraná, onde visitaram também a cooperativa Frísia e conheceram a experiência local de intercooperação, que envolve a Castrolanda e a Capal.

Incentivos - Lideraram o grupo do arquipélago espanhol, o diretor da Fundação dos Portos de Las Palmas, Sergio Galvan Montesdeoca, e o advogado da área tributária do escritório Marins Bertoldi, Monroe Olsen. “Estamos prospectando potenciais investidores para utilizar os portos como hub de reexportação à União Europeia e à costa leste da África. A ideia é que cooperativas e empresas tenham produtos desembarcados, reembalados e fracionados para esses mercados. A vantagem é que, uma vez que o produto esteja nas Ilhas Canárias, ele passa a ser considerado como europeu, gozando de incentivos fiscais da União Europeia”, explicou Nelson Costa, superintendente da Fecoopar.

Frango - Segundo Costa, há um forte potencial para ampliar as exportações de carne de frango. Ao todo, cerca de 80% desse produto às ilhas têm origem brasileira. “Vamos fazer uma análise de custos e viabilidade de operação, porque implica em custos de embarque e desembarque, para ver se é uma boa alternativa”, afirma o superintendente. (Com informações da Gazeta do Povo)

{vsig}2018/noticias/12/13/ilhas_canarias/{/vsig}

COAMO: Premiada pela Revista Dinheiro Rural como a melhor cooperativa agrícola do Brasil

 

O engenheiro agrônomo e presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, José Aroldo Gallassini, recebeu, na noite de terça-feira (11/12), em São Paulo, o prêmio de Melhor Cooperativa Agrícola do Brasil.  A cooperativa completou 48 anos dia 28 de novembro e na noite de festa da Dinheiro Rural foi agraciada com dois prêmios - Melhor Gestão Financeira e Melhor na Categoria "Mega Cooperativas". 

 

Reconhecimento - A premiação é da Revista Dinheiro Rural, da Editora Três e reconheceu as melhores companhias do agronegócio do país, no tradicional As Melhores da Dinheiro Rural. O evento premiou os melhores do ano em vários setores do Agronegócio e no seu anuário apresenta o ranking com as 300.melhores empresas do país na agropecuária brasileira.

 

Noite de colheita - O ex-ministro da Agricultura e um dos expoentes do cooperativismo, Roberto Rodrigues, falou da importância da premiação da Dinheiro Rural. "É uma noite de colheita que estamos vivendo hoje, fruto de um trabalho de produtores que plantam suas safras com esperança, colhem altas produtividades e produzem alimentos para o Brasil e o mundo.

 

Eficiência em gestão - "O agronegócio é muito importante para o Brasil e vem alimentando o mundo e crescendo. A Coamo é destaque não só pelo seu tamanho com expressivos números de faturamento e volumes, mas também pelo excelente grau de eficiência em gestão corporativa e gestão financeira", afirma Celso Masson, diretor de Núcleo da Editora Três.

 

Alegria e gratidão - Gallassini recebeu com alegria e gratidão a homenagem em nome dos 28,5 mil associados e dos 7,5 mil funcionários. "A Coamo é a melhor na Gestão Financeira e a melhor na categoria Mega Cooperativas. Partilhamos estas premiações com todos os associados e funcionários, como colheita de um ano muito positivo." (Imprensa Coamo)

 

{vsig}2018/noticias/12/13/coamo/{/vsig}

COOPAVEL: Dilvo ressalta papel do empreendedorismo e da liderança nas corporações

 

O empreendedorismo é uma das marcas de mais fácil identificação nas pessoas que têm a liderança como característica. “São aquelas que, além de estar muito bem preparadas para desempenhar as suas funções, chamam para si as responsabilidades de projetos e novidades da empresa”, disse o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, em encontro promovido na noite de terça-feira (11/12), na Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic),em Cascavel, no Oeste do Paraná, pelo Iguassu Valley – grupo de empresários e profissionais ligados à Tecnologia da Informação.

 

Cooperativismo - Grolli informou sobre suas relações com o cooperativismo e do decisivo papel das cooperativas em suas comunidades. “Elas têm uma função econômica indispensável, mas também social das mais destacada”, afirmou. Um dos problemas que desde o início de sua carreira cooperativa ele percebeu foi da falta de esperança que uma parte dos produtores rurais da região cultivava. “Ouvi e testemunhei muitas histórias tristes, de pessoas que sempre trabalharam muito e que não tinham recursos para melhorar de vida”.

 

Meio eficiente - O cooperativismo aos poucos, devido à sua forte inserção nas suas comunidades, passou a ser um meio eficiente para levar mais conhecimentos e possibilidades principalmente às pequenas e médias propriedades rurais, que são a grande maioria no Oeste do Paraná, região que tem a agropecuária como uma de suas principais alavancas de desenvolvimento e geração de oportunidades. Com o projeto da proteína animal, iniciado com a cadeia do frango e que depois chegou à suinocultura, as cooperativas ampliaram exponencialmente sua aliança com os cooperados e com a região.

 

Outro caminho - Mas ainda havia um outro caminho a percorrer, de tornar mais fácil e rápida a transmissão de informações sobre novidades e tendências para o campo. De fazer com que novas tecnologias chegassem de maneira eficiente ao conhecimento do agricultor e que, então com a devida assistência técnica, pudesse transformar aquilo tudo em resultados práticos na propriedade. E a inspiração para esse canal de repasse de informações veio de uma visita à Farm Progress, nos Estados Unidos, a maior feira de disseminação de conhecimentos para o agronegócio do mundo. Assim, nasceu em 1989 o Show Rural Coopavel. Na primeira edição, apenas 15 empresas e 110 agricultores participaram. Na mais recente, de 30 anos, foram 530 expositores e mais de 265 mil visitantes.

 

Exemplos - O presidente da Coopavel citou alguns exemplos de empreendedores que, além de visão apurada de negócios, tinham a persistência como aliada. Ele citou os empresários norte-americanos Henry Ford e japonês Soichiro Honda. Os dois começaram de baixo e tiveram inúmeras dificuldades financeiras. Mas, devido à sua natural característica para a superação, perceberam novidades que transformariam o mercado. Ford criou a linha de montagem de automóveis, que tornou o sonho de possuir um carro em realidade. Já Honda, que era fabricante de panelas, tirava do lixo peças e motores que davam origem a máquinas que se tornaram altamente desejáveis.

 

Bons exemplos - Todo lugar tem bons exemplos de empreendedorismo. Dilvo Grolli citou alguns de Cascavel, como dos irmãos Destro e das farmácias Santa Cruz e Estrela, que inovaram para obter sucesso mesmo diante de um mercado dos mais competitivos. “Muitas pessoas têm o empreendedorismo como traço marcante e isso é fundamental para as corporações. São pessoas que, com trabalho, atitude, exemplo, valores e princípios, moldam negócios e inspiram o caráter”. Ele falou também sobre patriotismo e cidadania, que devem acompanhar todos em todos os lugares. “O patriotismo precisa ser praticado, porque ele representa o que somos enquanto povo e nação”.

 

Trabalho conjunto - O trabalho conjunto de pessoas movidas pela paixão fez do Show Rural Coopavel um grande sucesso internacional, segundo Dilvo Grolli. E as contribuições do evento são diversas, com elevação substancial de produtividades de soja, milho e de muitas outras atividades rurais que tornam o agronegócio um dos segmentos produtivos mais bem-sucedidos da história. Boa parte do êxito da cadeia de proteínas que colocou o Oeste do Paraná no mapa-múndi vem da sinergia das cooperativas, que agora dão os primeiros passos de outro salto igualmente determinante. 

 

Agricultura 4.0 - “Estamos no advento da Agricultura 4.0, que vai revolucionar a forma de manejo e de como nos relacionamentos com a atividade agropecuária”. E essa será uma das novidades do Show Rural Coopavel, que é feito para toda a família, que é o Show Rural Digital, um ambiente destinado a empresas voltadas à inovação e a novas tecnologias. A 31ª edição do Show Rural Coopavel vai ser realizada de 4 a 8 de fevereiro de 2019 e a expectativa de público é superior a 250 mil pessoas. (Imprensa Coopavel)

 

{vsig}2018/noticias/12/13/coopavel/{/vsig}

INTEGRADA: Agricultores paulistas conhecem cooperativismo paranaense

 

Um grupo de 150 produtores de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) e região participou, na noite da última terça-feira (11/12), de um encontro com os dirigentes da Cooperativa Integrada. O objetivo foi apresentar aos agricultores paulistas o que é o cooperativismo e como ele pode ajudar no desenvolvimento dos agricultores e da região.

 

Importância - O diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, falou sobre a importância de São Paulo para a cooperativa, que agora possui seis unidades no Estado. “Estamos muito otimistas com a região sudoeste de São Paulo”. Hashimoto apresentou aos agricultores a solidez da Integrada diante o seu crescimento nos últimos 23 anos de existência e os convidou para conhecer melhor o modelo cooperativista paranaense.

 

Modelo cooperativista - Hashimoto lembrou que o modelo cooperativista visa o bem econômico e social de todos os associados, juntamente com os seus colaboradores. Além disso, o presidente destacou também que no modelo cooperativista as sobras distribuídas aos associados acabam beneficiando os municípios onde a Integrada está presente.

 

Apresentação - O superintendente geral da Integrada, Haroldo Polizel, apresentou aos convidados o crescimento da cooperativa nos últimos anos. Só neste ano, a Integrada já ultrapassou a marca de R$ 3 bilhões em faturamento. Polizel disse que as portas da Integrada estão abertas aos agricultores paulistas e os convidou para se associar.

 

Segurança - O cooperado paulista Paulo Redondo, que esteve na noite de apresentação da cooperativa, trabalha há cinco anos com a Integrada e vê no cooperativismo um bom sistema de comercialização da produção perante ao mercado. Ele explica que a cooperativa gera segurança ao agricultor. “Com a vinda das cooperativas, aumentaram os silos, facilitando o armazenamento para nós”, comemora. 

 

Novo - Mateus Scarpim, agricultor em Santa Cruz do Rio Pardo, afirma que o sistema cooperativista na região é novo. O agricultor destaca que já havia ouvido falar do sistema no Paraná, que é bem intensivo. Ele completa que o modelo cooperativista paranaense vem dando certo, diferente do modelo que já conhecia. Scarpim completa que tem a intenção de ser sócio da cooperativa para saber como é o sistema.

 

Expansão - A Integrada está presente em 48 municípios nos estados do Paraná e São Paulo. A mais nova aquisição da cooperativa é a unidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP). A organização possui outras unidades no estado nos municípios de Campos Novos Paulista, Cândido Mota, Maracaí e Ribeirão do Sul.

 

Planejamento estratégico - A aquisição da nova unidade faz parte do planejamento estratégico da cooperativa, que é expandir a área de atuação, levando tecnologia e assistência técnicas aos agricultores, com o objetivo de atingir a marca de faturamento da Integrada em R$ 4 bilhões com 4% de receita até 2020. (Imprensa Integrada)

 

{vsig}2018/noticias/12/13/integrada/{/vsig}

SICREDI UNIÃO PR/SP: Ano é encerrado com R$ 4 bilhões em ativos totais

 

A Sicredi União PR/SP realizou a prestação de contas referente ao quarto trimestre do ano em reunião realizada na última segunda-feira (10/12), em Maringá. O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre coordenadores de 122 núcleos, diretores, gerentes e assessores da superintendência, gerentes de agências, conselheiros consultivos, e conselheiros de administração e fiscais.

 

Número de associados - A apresentação foi conduzida pelo presidente da instituição financeira cooperativa, Wellington Ferreira. Um dos resultados bastante comemorado foi o número de associados que até o final de dezembro deve chegar a 202 mil, o que representa 23% de crescimento nos últimos 12 meses, já que em 2017 a Sicredi União somava 164 mil associados. “Superamos a meta e a expectativa para 2019 é alcançar 245 mil associados. Estamos crescendo, mas sem perder a qualidade no relacionamento”, comemora.

 

Ativos - Ferreira também destacou os Ativos Totais que, em 2017, era de R$ 3,2 bilhões e neste 4º trimestre chegou a R$ 4 bilhões, registrando aumento de 25%. Os Recursos Totais também tiveram crescimento expressivo de 27% em relação ao ano passado, atingindo R$ 3 bilhões. Outro resultado surpreendente envolve as Operações de Crédito, com R$ 2 bilhões e aumento de 30% no ano. Já o Patrimônio Líquido passou de R$ 318 milhões para R$ 375, um aumento de 18%.

 

Resultado - Com o levantamento, o presidente da Sicredi União adiantou que o resultado é de R$ 58 milhões, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano passado. O montante é dividido em diversas destinações. Algumas delas são: R$ 11,4 milhões para o Juros ao Capital; R$ 4,2 milhões distribuídos entre os associados, proporcional às movimentações financeiras e contratação de serviços de cada um; 5% para o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates); e 10% para a reserva de expansão. 

 

Soma de esforços - “Todos esses resultados são excelentes e revelam a soma de esforços tanto dos colaboradores quanto dos associados, afinal somos uma cooperativa”, afirma. Ferreira também destacou que a Sicredi União encerra o ano com 91 agências, ou seja, 13 a mais do que no final do ano passado, e a expectativa é inaugurar outras 24 agências em 2019, totalizando 115. 

 

Gestão transparente- O objetivo de toda reunião de prestação de contas é manter a prática do princípio de gestão transparente da Sicredi União. Todas as informações da prestação de contas podem ser acessadas pelo site da instituição financeira cooperativa (www.sicrediuniao.com.br/). (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI FRONTEIRAS: Mairiporã ganha agência

 

O Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, abre nesta quinta-feira (13/12), mais uma agência no estado de São Paulo. Desta vez, a inauguração será em Mairiporã, cidade localizada a 39 quilômetros da capital. 

 

Investimento - Com investimentos na faixa de R$ 1,5 milhão, 400 m² de área construída e estrutura moderna e atualizada com os novos padrões de marca do Sicredi, a unidade de Mairiporã chega para consolidar ainda mais a instituição na Região Metropolitana de São Paulo e impulsionar o crescimento econômico e social do município. 

 

Contribuição - Para Eliane Reguine de Souza Silva, gerente da agência de Mairiporã, a chegada de uma nova instituição financeira só tem a contribuir para o crescimento da cidade. “A Sicredi Fronteiras PR/SC/SP levará à comunidade de Mairiporã um novo conceito em atendimento ao cliente, mais humano e com excelência no serviço”, declara Eliane.

 

Novo padrão - A agência de Mairiporã segue o novo padrão de design ambiental, que busca explorar um dos principais diferenciais da instituição, o relacionamento. O projeto desenvolvido pela consultoria Interbrand traz um conceito mais moderno, espaços de interação social, além dos tradicionais caixas eletrônicos e guichês de gerentes para um atendimento personalizado. A ideia é que o diferencial de ser cooperativa seja também estendido à experiência de um atendimento financeiro mais humano.

 

Localização - A agência de Mairiporã fica na Praça Bento de Oliveira Nascimento, 26 – Centro. 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Serviço:

Inauguração Sicredi – Agência Mairiporã

Quando: 13/12/2018

Horário: a partir das 19h

Local: Praça Bento de Oliveira Nascimento, 26 – Centro

SICREDI AGROEMPRESARIAL I: Encontro reúne educadores para troca de experiências

 

No dia 14 de novembro, a cooperativa reuniu cerca de 180 educadores para um Encontro Regional de Troca de Experiências, em sua sede, localizada em Mandaguari, no Noroeste do Paraná. Participaram todos os municípios da área de ação da Sicredi Agroempresarial PR/SP, além do presidente Agnaldo Esteves, a assessora de desenvolvimento do cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ Alyne Moreira Lemes, equipe da assessoria de desenvolvimento do cooperativismo da cooperativa, além dos assessores pedagógicos do Programa A União Faz A Vida.

 

Palestrantes - O encontro foi ministrado pelos palestrantes Ricardo Casco, professor da USP, que trouxe como assunto principal a BNCC e como a metodologia do Programa A União Faz A Vida se completa com a nova base nacional curricular comum e também o fundadores da Escola de Criatividade, Jean Sigel, que falou sobre criatividade e inovação, trazendo exemplos simples de como os profissionais, seja em qualquer ramo de mercado, podem usar a imaginação para criar e desenvolver algo novo.

 

Bate-papo - Entre as palestras, foi promovido um momento de bate-papo e discussão entre palestrantes, assessores pedagógicos, educadores, apoiadores, gestores do programa e parceiros. De acordo com a secretária de educação de Tamarana, Maisa Nakata, “são momentos como esse que valorizam a participação dos professores no programa, pois é a oportunidade de compartilhar boas práticas com outros municípios”, enalteceu a secretária.

 

Fechamento - Para o presidente Agnaldo Esteves, o encontro fecha um ano especial para o Programa na área de ação da Sicredi Agroempresarial PR/SP. “Em 2018 foram mais de 200 projetos, aumento de quase 120 % em relação a 2017. E para o ano que vem já temos acordo para implementação em mais 3 municipios. Mas o mais importante é que a cada ano, nossos professores entendem que essa metodologia vem para somar e contribuir para uma educação mais cooperativa”, analisou Esteves.

 

Continuidade - Para 2019, o Programa A União Faz A Vida estará também na educação municipal de Arapongas, Cambira e São João do Ivaí. A expectativa é que nos próximos 3 anos, toda a área de ação do estado do Paraná tenha o Programa implantado. Além das cidades citadas, a metodologia do PUFV está presente em Mandaguari, Marialva, São Pedro do Ivaí, Itambé, Tamarana, Mauá da Serra, Rio Bom, além dos colégios Sesi de Arapongas, Apucarana e Ortigueira. (Imprensa Sicredi Agroempresarial PR/SP)

 

{vsig}2018/noticias/12/13/sicredi_agroempresarial_I/{/vsig}

SICREDI AGROEMPRESARIAL II: Líderes participam de evento de integração

 

Em um sábado (24/11) bem animado e motivador, as lideranças da Sicredi Agroempresarial PR/SP se reuniram na sede da cooperativa para um encontro de integração entre conselheiros, coordenadores de núcleo e integrantes dos comitês mulher e jovem. O evento contou também com a presença do presidente Agnaldo Esteves, o vice-presidente José Nialdo Favoreto, o diretor executivo Marcelo Filimberti de Bortoli, o assessor de desenvolvimento do cooperativismo Thiago Augusto Pereira, além de gerentes das agências e alguns colaboradores. 

 

Resumo - No evento, foi apresentado aos líderes um resumo de todas as ações de desenvolvimento do cooperativismo, bem como os investimentos que o Sicredi faz para a comunidade como: Programa A União Faz A Vida, Processo Assemblear, Fundo Social, Educação Financeira, Dia C, Comitês e auxílios na comunidade (patrocínios e doações). “Foi um momento importante, no qual mostramos aos nossos líderes que estamos próximos da comunidade local e ajudamos muito a melhorar a qualidade de vida dos associados e da sociedade, com um investimento de quase 1,5 milhão”, comentou o presidente Agnaldo Esteves, que apresentou os números.

 

Palestra - Em um segundo momento, foi apresentado a palestra do empreendedor e mágico Dalmir Santana, que falou sobre liderança e motivação. Com um toque mágico, Santana envolveu todo o público presente, fazendo-os refletir acerca de tudo aquilo que nós, enquanto associados de uma cooperativa, podemos realizar em prol do próximo.

 

Envolvimento - Para o assessor de desenvolvimento do Cooperativismo, Thiago Pereira, o envolvimento das lideranças da cooperativa nas ações do desenvolvimento do cooperativismo é primordial para que todos tenham conhecimento de tudo o que é feito na comunidade. “São dados que vão além dos números, pois impactamos milhares de pessoas ao longo do ano, desde ações simples a uma metodologia de educação ativa”, complementa. (Imprensa Sicredi Agroempresarial PR/SP)

 

{vsig}2018/noticias/12/13/sicredi_agroempresarial_II/{/vsig}

TRANSPORTE DE CARGAS: Fux recua de decisão sobre multa em tabela do frete

tranporte cargas 13 12 2018O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux recuou da decisão expedida na semana passada que suspendia a cobrança de multas pelo descumprimento da tabela de preços mínimos para fretes rodoviários. O ministro voltou atrás após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter enviado na tarde desta quarta-feira (12/12) o pedido de reconsideração para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pudesse continuar a aplicar as penalidades.

Alegação - No pedido, a advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, alegou que o novo governo deverá retomar a negociação com os setores envolvidos na discussão sobre o tabelamento.

Reconhecimento - Fux reconheceu as alegações e ressaltou que "vem priorizando as vias amigáveis de diálogo para a solução das questões sociais subjacentes ao julgamento da causa, inclusive com a realização de audiências com as partes interessadas e também de audiência pública".

Protestos - A decisão de Fux, tomada em caráter liminar, havia provocado a retomada parcial de protestos de caminhoneiros em alguns pontos do país. A categoria tinha feito um acordo com o governo que pôs fim aos protestos contra o aumento do óleo diesel e a falta de política de preço para o frete.

Distribuição de alimentos - Em seu pedido ao STF, a AGU lembrou que a paralisação dos caminhoneiros chegou a comprometer a distribuição de alimentos, medicamentos e combustíveis, entre outros itens essenciais à população, durante paralisação contra a baixa remuneração da atividade. (Valor Econômico)

 

IAPAR: Jornada de Agroinovação marca avanço do AGRO+i em Paranavaí

Em parceria com a Prefeitura de Paranavaí, Sebrae e entidades empresariais, universitárias e civis, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) promove, nesta sexta-feira (14/12), data do 66º aniversário do município, Jornada de Agroinovação que marca nova etapa do projeto Parque Tecnológico Centro de Agroinovação de Paranavaí, o AGRO+i.

Ações - O evento, que será presidido pelo prefeito Delegado Kaique, acontecerá a partir das 13h30, no Centro de Eventos da cidade, e vai definir as primeiras ações para implementação do empreendimento, em 2019, após um ano e meio de estudos, começando pela contratação de uma entidade privada sem fins lucrativos para fazer a gestão do projeto.

Concurso - Além de anunciar as bases do contrato de gestão do AGRO+i, o evento desta sexta feira também fará o lançamento de um concurso nacional de estudos urbanístico e arquitetônico do futuro Parque Tecnológico e Centro de Agroinovação, a ser implantado em parte da Estação de Pesquisa do Iapar em Paranavaí e em áreas públicas próximas.

Mobilização - Nascido de uma iniciativa do Iapar, com o objetivo de fortalecer e ampliar sua atuação em agroinovação no Noroeste do Paraná, especialmente nos segmentos de mandioca e citros, o movimento pró Parque Tecnológico de Paranavaí foi oficialmente lançado em evento no dia 18 de maio de 2017, com ampla adesão da Prefeitura, secretarias de Estado, entidades empresariais, universitárias e da sociedade civil.

Termo de Referência - Os primeiros estudos resultaram num Termo de Referência, que definiu as diretrizes gerais do empreendimento e criou um Comitê Gestor e uma Equipe Técnica do projeto, assinado por todos os parceiros no evento do 65º aniversário de Paranavaí, em 14 de dezembro do ano passado.

Iniciativas - Durante este ano, diversas iniciativas impulsionaram o projeto, como visitas técnicas a empreendimentos vencedores em inovação, como Florianópolis em Santa Catarina; organização do ecossistema de inovação de Paranavaí; elaboração da Lei Municipal de Inovação (em tramitação); iniciativas de empreendedorismo inovador do IFPR, Unifatecie e do Sebrae, culminando com a Fimam 2018 – Feira Internacional da Mandioca, que reuniu mais de 5 mil participantes, delegações de 34 paises e ensejou a primeira maratona de desenvolvedores de soluções para o segmento mandioca, o Hakcathon da Fiman, e um Diálogo de Agroinovação com a participação de pesquisadores do ITAL – Instituto de Tecnologia de Alimentos de São Paulo.

Assinatura - Na Jornada de Agroinovação, todos os parceiros do projeto Parque Tecnológico Centro de Agroinovação de Paranavaí – AGRO+i – assinarão o Terceiro Acordo de Cooperação, definindo as metas para 2019, que incluem, além da contratação de entidade privada para gestão do empreendimento e lançamento do concurso nacional de estudos urbanístico e arquitetônico, a implantação da Incubadora de Empresas e a estruturação da Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPTT), entre outras iniciativas. (Iapar)

iapar 13 12 2018

IBGE: Abate de suínos cresce 6,8% e bate recorde no terceiro trimestre

 

ibge 13 12 2018O abate de suínos no Brasil cresceu 6,8% do segundo para o terceiro trimestre deste ano. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12/12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos 11,56 milhões de animais no terceiro trimestre do ano, um patamar recorde na série histórica iniciada em 1997. O volume também é superior (4,7%) em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Bovinos - Para o IBGE, o abate de bovinos também cresceu no terceiro trimestre, tanto em relação ao trimestre anterior (7,1%) quanto na comparação com o terceiro trimestre de 2017 (3,7%).

 

Frangos - O abate de frangos também apresentou crescimento na comparação com o segundo trimestre (3,6%), mas teve queda de 3,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

 

Produção de ovos de galinhas cresce - A pesquisa do IBGE também constatou um recorde na produção de ovos de galinhas no terceiro trimestre (919,47 milhões de dúzias), 4,9% a mais do que no segundo trimestre e 9% acima do terceiro trimestre do ano passado.

 

Couro - A aquisição de couro subiu 9,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 4,3% face ao terceiro trimestre de 2017.

 

Leite - Já a compra de leite pelas usinas de beneficiamento aumentou 14,3% em relação ao segundo trimestre, mas caiu 0,3% frente ao terceiro trimestre de 2017. (Agência Brasil)

 

AGRICULTURA: Já começa a faltar crédito rural a juros controlados

 

agricultura 13 12 2018O forte aumento da demanda por crédito rural a juros controlados nos primeiros cinco meses desta safra 2018/19 (julho a novembro) começou a preocupar produtores, cooperativas, bancos e o próprio governo. Algumas linhas de financiamento do Plano Safra já estão com os recursos esgotados e outras caminham aceleradamente na mesma direção, e o risco de a torneira secar antes do fim do ciclo, em junho, é palpável.

 

Safra recorde - O problema - causado pela maior demanda diante da alta dos grãos puxada pelo apetite crescente da China e de taxas de juros mais baixas - não impedirá mais uma safra recorde de grãos, já que o plantio foi garantido com os desembolsos feitos até agora e por outras fontes de financiamento, inclusive por recursos dos próprios produtores. Mas poderá limitar investimentos represados após anos de adversidades na economia, por mais que haja fontes de crédito a juros livres disponíveis. Dentro do Plano Safra, os juros controlados variam entre 5,25% e 9,5% ao ano. Os juros livres, por sua vez, variam de 12% a 15% ao ano.

 

Percentual - Do montante total de crédito rural liberado pelos bancos de julho a novembro - R$ 89,5 bilhões, considerando as agriculturas empresarial e familiar, 20,8% mais que em igual intervalo da temporada anterior -, 78,2% foram em recursos a juros controlados. Apenas os desembolsos para investimentos, usados na compra de tratores e colheitadeiras e na construção de armazéns, por exemplo, cresceram 40% na comparação, para R$ 21 bilhões.

 

Recursos do BNDES - A situação mais complicada envolve as linhas alimentadas por recursos do BNDES, principal fonte de empréstimos para investimento. O banco já suspendeu as operações de três de suas linhas por causa do esgotamento de recursos: o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), muito usado para recuperação de pastagens e cujos desembolsos já alcançaram R$ 1,06 bilhão, o Pronamp Investimentos, voltada a médios produtores, e o Prodecoop, focado em cooperativas.

 

Aviso - Quem ainda tem interesse nessas linhas e acessa a página do BNDES na internet já se depara com o seguinte aviso: "ATENÇÃO: O protocolo de pedidos de financiamento nesta linha encontra-se suspenso em razão do comprometimento total dos recursos disponíveis".

 

Moderfrota - Outra linha mantida com dinheiro do BNDES que também corre riscos de minguar é o Moderfrota, utilizado na compra de máquinas agrícolas. Do total reservado pelo governo para o programa (R$ 8,9 bilhões), as instituições financeiras já aplicaram R$ 4,63 bilhões, um aumento de 53% ante os primeiros quatro meses da temporada 2017/18.

 

Maior desembolso - "Realmente houve um maior desembolso nesta safra até agora. O banco continua operando normalmente, mas já começamos a perceber um esgotamento mais amplo de recursos. Se esse fluxo for mantido, faltarão recursos no fim do primeiro trimestre de 2019", afirmou ao Valor o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hubner.

 

Liderança - O BB lidera o mercado de crédito rural no país, com participação da ordem de 60% e carteira total de quase R$ 190 bilhões.

 

Depósitos à vista - Segundo Hubner, o montante de depósitos à vista e de poupança rural, principais fontes de recursos do crédito rural a juros controlados, vêm sendo alocados para os contratos de financiamento ao agronegócio e aos pequenos agricultores (Pronaf) a uma velocidade acima do esperado.

 

Termômetro - Como termômetro dessa forte demanda por crédito rural, o executivo lembra que as linhas com recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) voltadas ao setor agropecuário, que sempre registram sobras, neste ano se esgotaram em outubro. Esses financiamentos, no entanto, não contam com recursos controlados.

 

Pedido - Diante desse quadro, o BB e outros bancos, públicos e privados, além de entidades do setor já pediram ao governo para ampliar os gastos com equalização das taxas de juros do crédito agrícola no sentido de também aumentar a oferta desses recursos. O Banco do Brasil já desembolsou R$ 38 bilhões de julho a novembro deste ano, uma alta de quase 18% ante o ciclo anterior.

 

Remanejamento - O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz, disse que a Pasta, em conjunto com a equipe econômica da gestão Temer, avalia remanejar recursos de outras linhas menos procuradas para complementar a demanda que vem sendo observada principalmente por crédito para investimento, mas pondera que o governo não tem folga para subsidiar mais essas operações.

 

Oferta limitada - "Não descartamos que poderia haver uma demanda mais forte que o esperado, só que a oferta de recursos a taxas controladas é limitada pelo teto de gastos que nós temos", afirmou Vaz. "Mas aquilo que foi anunciado no Plano Safra será cumprido", garantiu.

 

Alternativa - Se houver de fato um esgotamento das fontes de recursos, a alternativa serão os bancos intensificarem a oferta de financiamentos a juros livres - que são mais caros, ainda que não sejam tão desvantajosos neste momento diante do cenário de juros mais baixos.

 

Milho safrinha - "Já há casos de produtores que procuraram sua agência bancária para tomar crédito para plantar milho safrinha no ano que vem e o gerente disse que não há mais recursos. Estamos bem preocupados e já acionamos o governo", disse Bartolomeu Braz, presidente da Aprosoja Brasil.

 

Tabelamento - Já o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, afirmou que o tabelamento de fretes levou a uma demanda reprimida por crédito entre muitos produtores, que preferiram "segurar" a tomada de crédito, à espera de juros mais baixos na virada do primeiro para o segundo semestre, quando se iniciou a atual safra. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Copom mantém Selic a 6,5% e afasta discussão de aperto à frente

 

economia 13 12 2018Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano pela sexta vez seguida e suspendeu ameaça feita desde setembro sobre possível aperto gradual da política monetária à frente.

 

Comunicado - Em comunicado divulgado ao fim da reunião, o Copom destacou uma melhora no balanço de riscos para a inflação. De um lado, o colegiado entende que arrefeceu o risco desfavorável de uma frustração das expectativas com a continuidade das reformas e dos ajustes à economia. De outro, a avaliação é que aumentou o risco de que a ociosidade da economia leve a inflação para trajetória abaixo do esperado.

 

Citação - Diante dessa evolução, o Copom retirou do seu comunicado referência à possibilidade de elevação gradual da Selic em caso de piora do balanço de riscos ou do cenário prospectivo para a inflação. Essa alternativa havia sido citada nas duas reuniões anteriores.

 

Projeções reduzidas - Em linha com a avaliação mais benigna feita pelo Copom, as projeções do colegiado para a inflação, que já estavam abaixo da meta central, foram reduzidas. Em perspectiva que leva em conta o cenário de mercado para o câmbio e os juros, a estimativa agora é que a inflação feche este ano em 3,7% (frente a projeção anterior de 4,4%), vá a 3,9% em 2019 (antes, 4,2%) e a 3,6% em 2020 (antes, 3,7%).

 

Comportamento - Ao destacar o comportamento dos núcleos de inflação (que excluem os preços mais voláteis), o Copom também afirmou que eles podem estar em nível "confortável", e não apenas "apropriado", como era citado até então. O Copom reforçou, ainda, que o cenário externo permanece desafiador para as economias emergentes. Os principais riscos são associados ao aumento da taxa de juros em economias avançadas, as incertezas no comércio global e o aumento de aversão a risco nos mercados internacionais.

 

Continuidade - O colegiado reiterou ainda a importância da continuidade das reformas e dos ajustes à economia para a inflação baixa, para a queda da taxa de juros estrutural e a recuperação sustentável da economia. "O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes", afirmou o Copom.

 

Discussão afastada - Para Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, o comunicado do Copom afasta a discussão sobre uma possível elevação da taxa Selic no ano que vem. "O comunicado veio bem 'dovish'. Tivemos uma piora no cenário externo que levou a um preço de dólar mais alto, mas isso não se refletiu nas projeções de inflação, nem o BC deu algum sinal de reconhecimento disso", diz.

 

Prematura - Kawall avalia, contudo, que a discussão sobre a possibilidade de um corte da taxa básica em 2019 ainda é prematura para começar a ganhar força no mercado e vai depender do ritmo de avanço das reformas.

 

Viés de alta - Segundo Kawall, a retirada do trecho presente no comunicado anterior - em que o BC mencionava a remoção gradual de estímulos caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e balanço de riscos apresentasse piora - eliminou o viés de alta para a taxa Selic. Apesar de ver espaço para uma discussão sobre a queda estrutural da taxa de juros, o economista do Safra afirma que ainda é muito cedo para se discutir essa questão, antes de ter a reforma da Previdência aprovada.

 

Reunião anterior - A reunião anterior do Copom aconteceu dois dias após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência. Desde então, o presidente eleito anunciou, para sua equipe econômica, que será comandada pelo economista Paulo Guedes, vários nomes bem vistos pelo mercado e identificados com uma agenda de reformas.

 

Última - Essa foi a última reunião do Copom no governo de Michel Temer. O colegiado volta a se reunir nos dias 5 e 6 de fevereiro, já no governo Bolsonaro, mas ainda com a atual formatação e sob o comando do presidente Ilan Goldfajn. O economista Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para assumir o Banco Central em seu governo, ainda precisará ter o nome submetido à aprovação do Senado na próxima legislatura. (Valor Econômico)

 

VAREJO: Vendas têm queda de 0,4% de setembro para outubro

varejo 13 12 2018O volume de vendas comércio varejista brasileiro caiu 0,4% na passagem de setembro para outubro. A média móvel trimestral ficou estável em 0,1%. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13/12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a segunda queda consecutiva do indicador, que já tinha recuado 1,3% de agosto para setembro.

Alta - Nos outros tipos de comparação, no entanto, o comércio varejista teve altas de 0,1% na média móvel trimestral, de 1,9% na comparação com outubro do ano passado, de 2,2% no acumulado do ano e de 2,7% no acumulado de 12 meses.

Atividades - Cinco das oito atividades varejistas pesquisadas registraram queda no volume de vendas de setembro para outubro. Os setores com maiores quedas estão o de livros, jornais, revistas e papelaria (-7,4%), móveis e eletrodomésticos (-2,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-2%).

Queda - Outros setores com queda no volume de vendas foram combustíveis e lubrificantes (-1,2%) e materiais para escritório, informática e comunicação (-0,8%).

Crescimento é apontado por pesquisa - Por outro lado, anotaram crescimento as atividades de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%).

Ampliado - O varejo ampliado, que também analisa a venda de veículos e peças e de materiais de construção, teve queda de 0,2%. Os veículos anotaram alta de 0,1% e os materiais de construção, de 1,3%.

Demais tipos- Nos demais tipos de comparação, o varejo ampliado cresceu: média móvel trimestral (0,8%), comparação com outubro do ano passado (6,2%), acumulado do ano (5,3%) e acumulado de 12 meses (5,7%).

Receita nominal - A receita nominal do comércio varejista teve crescimento de 0,3% em relação a setembro, 6,8% na comparação com outubro de 2017, 0,5% na média móvel trimestral, 4,6% no acumulado do ano e 4,5% no acumulado de 12 meses.

Comparação - A receita nominal do varejo ampliado anotou queda de 0,5% na comparação com setembro e altas de 1,1% na média móvel trimestral, de 9,9% na comparação com outubro de 2017, de 7,1% no acumulado do ano e de 6,9% no acumulado de 12 meses. (Agência Brasil)

 

FIEP: Mais de 80% dos industriais paranaenses estão otimistas para 2019

 

fiep 13 12 2018O estudo anual sobre práticas e expectativas dos industriais paranaenses revela que 81% dos empresários estão otimistas para 2019. Este é o melhor resultado desde 2013, quando a pesquisa revelou que 84% deles acreditavam num bom ano para a economia em 2014. O percentual é mais positivo que o do ano passado, que foi de 63,57%. Desde 1996, o pior ano em relação ao otimismo foi 2016, quando apenas 33% dos industriais mostraram boas expectativas em relação ao próximo ano.

 

Abrangência - Participaram da pesquisa cerca de 620 indústrias de todas as regiões do Paraná, e de todos os portes, sendo 425 delas com matriz no estado. No total, as empresas ouvidas são responsáveis pela geração de 75,7 mil empregos. A 23ª edição da Sondagem Industrial, pesquisa anual da Fiep, revela ainda que entre os otimistas, 37% preveem aumento de vendas, 36% confirmaram que farão investimentos e 27% que devem aumentar as contratações de trabalhadores no próximo ano. O estudo da Fiep também mostra que o percentual de industriais pessimistas é de 0,81%, o menor de toda a série desde 1996, e que 18% estão em dúvida de como será o cenário do próximo ano. Os índices são melhores do que os divulgados no ano anterior, quando os pessimistas somaram 5,78% e outros 30,65% não souberam opinar sobre como seria 2018 para sua empresa. Confira o estudo completo aqui!

 

Sinais de recuperação - “Os leves sinais de recuperação da economia ao longo de 2018 e, principalmente, a definição do quadro eleitoral trouxeram de volta o otimismo dos industriais”, afirma o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “Esse novo cenário abre uma grande oportunidade para a realização de reformas que melhorem o ambiente de negócios no Brasil, e isso se reflete no aumento da confiança dos industriais, com boa parte deles inclusive prevendo novos investimentos para 2019”, acrescenta.

 

Estratégias das empresas - Para 2019, a prioridade do industrial será o foco no cliente. Esta foi a estratégia escolhida por 38% dos entrevistados. O desenvolvimento de negócios vem em segundo lugar, com 35%, e 20%, responderam que pretendem avançar em desenvolvimento e inovação de produtos. Outro item que chama a atenção é a intenção do industrial de contribuir para desenvolver e aumentar a satisfação do quadro de colaboradores como principal estratégia do ano, com 19,5%, e de 18,5%, respectivamente. “Durante a crise, pelas imensas dificuldades enfrentadas pela grande maioria das empresas, a prioridade dos industriais era manter vivos seus negócios. Agora, com um cenário mais favorável, eles voltam a se preocupar mais com o aprimoramento de seus negócios, e o investimento na satisfação e na qualificação dos colaboradores é um aspecto importante dessa estratégia”, diz Campagnolo.

 

Topo da lista - Com relação aos investimentos, estão no topo da lista do empresário a aposta em produtividade e em melhoria em processos, ambas em 34% das opiniões divulgadas. Seguem ainda entre as prioridades o investimento em tecnologia, com 32%, e o aumento da capacidade produtiva, com 30%. Desenvolvimento de produtos vem logo em seguida, com 29%, e qualidade está em 27% das respostas.

 

Sobre 2018 - Quando o industrial avalia o modo operacional deste ano, a conclusão é de que o principal fator que influenciou o aumento da produtividade foi um melhor gerenciamento de pessoal, apontado por 28% dos entrevistados. Já a modernização tecnológica e a melhor gestão das informações ficaram empatadas, ambas com 17% das escolhas dos empresários. Cerca de 25% dos entrevistados afirmaram não terem tido aumento de produtividade este ano.

 

Gestão - Para se manter em dia com a inovação tecnológica, 21% dos industriais inovam por meio da gestão da propriedade industrial e intelectual. Cerca de 20% executam estratégias em modernização tecnológica, e 16% optam por fazer prospecção tecnológica e monitoramento.

 

Competitividade interna e externa -  Para enfrentar a competitividade dentro do país, os industriais apontam que as maiores dificuldades são as altas cargas tributárias (46%) e os elevados encargos sociais (41%). Outros 30% atribuíram ao elevado custo financeiro a dificuldade de disputar espaço internamente. A burocracia, 24% das respostas, é o principal entrave na competição no mercado internacional, segundo os entrevistados. Também foram apontados como itens que impactam negativamente a competitividade externa a elevada carga tributária (23%) e o alto custo dos encargos sociais (20%).

 

Inovação - O investimento em inovação é apontado por 20% dos respondentes como ferramenta para enfrentar a concorrência dos produtos importados e também para ganhar espaço no comércio internacional. E tanto com foco no mercado externo quanto interno, 38% respondeu que a melhor alternativa é um olhar para dentro da empresa, com enxugamento dos custos, assim como qualificação de pessoal, escolha de 29%, e lançamento de novos produtos, com 28%. O alto custo dos transportes, que ano passado foi a principal queixa dos entrevistados em relação à perda de competitividade, este ano ficou em quarto lugar, com 16% das respostas.

 

Sobre o estudo - A Sondagem Industrial apresenta a opinião e a visão prospectiva, sempre para o ano seguinte, dos industriais paranaenses sobre aspectos estruturais e conjunturais relacionados com a atividade industrial e abrange seis áreas de interesse: Assuntos Internacionais; Produtividade; Competitividade; Estratégias de maior importância, de Venda e de Compra; Qualidade; Infraestrutura e Meio Ambiente.

 

Dados - Integra a geração de dados e informações primárias sobre a indústria paranaense junto com os Indicadores Industriais, as Pesquisas Céleres e os Índices de Confiança entre outros. (Agência de Notícias da Fiep)

 

CNI: Confederação prevê crescimento de 2,7% da economia em 2019

 

cni 13 12 2018A economia brasileira crescerá 2,7% no próximo ano, de acordo com estimativa da edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira (12/12).

 

Impulso - Segundo a CNI, essa expansão será impulsionada pelo crescimento de 3% da indústria e de 6,5% do investimento. O consumo das famílias aumentará 2,9% em 2019.

 

Condicionantes - No entanto, diz a confederação, esse cenário só se confirmará se o governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas públicas, avançar nas reformas estruturantes, como a previdenciária e a tributária, e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre as quais estão a desburocratização.

 

Desemprego e inflação - A previsão da CNI indica que a taxa de desemprego do país cairá para 11,4%, a inflação ficará em 4,1%, a taxa básica de juros, a Selic, alcançará 7,5% ao ano no fim de 2019 e a cotação média do dólar será de R$ 3,78. A balança comercial fechará 2019 com um saldo positivo de US$ 45 bilhões. A dívida pública continuará subindo e alcançará 79,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).

 

Risco - A CNI aponta que um risco é se o país optar por reformas limitadas ou incompletas, o que levará a redução da confiança dos empresários e consumidores. Segundo a confederação, o pior, no entanto, é o adiamento ou a opção por não fazer as reformas. “Essa situação poderá ter um afeito devastador na confiança dos agentes, causando rápida deterioração dos indicadores de risco-país, ativos financeiros e taxa de câmbio, com reflexos na taxa de juros doméstica. Nesta situação, seria possível até mesmo o retorno do quadro de recessão que marcou o meio da década atual”.

 

Adiamento das reformas - Para a CNI, o adiamento das reformas foi um dos fatores que prejudicou o desempenho da economia e da indústria neste ano. O Informe Conjuntural lembra que o crescimento de 2018 ficou aquém do estimado no fim de 2017. O PIB do país deve fechar o ano com crescimento de 1,3%, abaixo dos 2,6% previstos inicialmente. O PIB da indústria deve crescer 1,3%, menos do que os 3% estimados no início do ano.

 

Obstáculos - Além do adiamento das reformas, sobretudo a da Previdência, o estudo lembra que as incertezas sobre as eleições, a greve que paralisou os transportes no país e o desemprego elevado prejudicaram a recuperação da atividade econômica em 2018. Esses fatos impediram que a inflação baixa e a queda dos juros tivessem um efeito mais positivo sobre a economia, diz a CNI. (Agência Brasil)

 

ANS: Agência amplia participação social no processo de atualização da cobertura dos planos de saúde

 

ans destaqu 13 12 2018O processo de atualização da cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde foi aprimorado. A partir de agora, a revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, feita periodicamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), seguirá etapas e fluxos previamente definidos, dando mais visibilidade à metodologia aplicada e ao processo de tomada de decisão. A Resolução Normativa nº 439 de 03 de dezembro de 2018, que estabelece esse processo, foi publicada nesta quarta-feira (12/12) no Diário Oficial.

 

Novidade - Uma das principais novidades trazidas pela medida é a ampliação da participação social no pleito por incorporações. Isso será feito através de um formulário específico, o FormRol, que será disponibilizado no portal da ANS, para toda a sociedade, sempre no início dos ciclos de atualização do Rol. Até então, as demandas de alteração do Rol eram encaminhadas apenas pelos membros do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde - Cosaúde. Agora, toda a sociedade poderá participar em dois momentos: na fase inicial, mediante submissão de proposta de atualização do Rol, e, posteriormente, na habitual Consulta Pública que precede a publicação da nova lista de coberturas obrigatórias. 

 

Análise - A análise das propostas será respaldada por estudos realizados por técnicos da ANS ou por entidades públicas ou privadas, valendo-se de acordos de cooperação técnica. Com isso, a reguladora busca aprimorar as análises técnicas que subsidiam a decisão pela incorporação de novas tecnologias. 

 

Normativo - Embora as etapas de atualização do Rol fossem bem delineadas, até hoje não havia um normativo reunindo esse fluxo e os procedimentos. Com a resolução aprovada pela Agência, espera-se garantir segurança jurídica aos atos administrativos, dar previsibilidade a beneficiários, prestadores e operadoras, apontar os critérios de elegibilidade e parâmetros técnicos para o recebimento e análise das demandas, apresentar as instâncias decisórias e suas atribuições e aprimorar a transparência dos atos institucionais. 

 

Clareza - “O que esperamos com essa normativa é garantir clareza aos atores do setor e ratificar compromissos da Agência na atualização do Rol: atenção aos custos provenientes e ao estabelecimento de rede assistencial, por parte das operadoras, que garanta acesso às novas coberturas; e incorporação adequada de novas tecnologias, de modo que sejam seguras, eficazes e efetivas, num contexto de participação social ampliada”, afirmou o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

 

Gestão permanente - A Resolução Normativa mantém a gestão permanente do Rol mediante revisões periódicas a cada dois anos, como estabelecido na RN nº 211 de 2010. Esse é o intervalo mínimo, tendo em vista as etapas a serem cumpridas, propostas no normativo, e a complexidade do processo. Também são levados em consideração as tecnologias avaliadas e recomendadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), a observância dos princípios de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e de saúde baseada em evidências, e a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do setor.

 

Discussões - As discussões para elaboração do normativo foram realizadas em grupo de trabalho com integrantes das cinco diretorias da ANS. A proposta inicial proveniente destas discussões foi levada à consulta interna na Agência, para que fossem apresentadas contribuições de todo o corpo técnico. Também foi apresentada aos membros do Cosaúde e à especialistas em ATS, por fim, submetida à Consulta Pública nº 69, aberta no período de 19/07 a 17/09 de 2018, e que recebeu 802 contribuições de consumidores, operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, entre outros. 

 

Nota de abertura - No começo de 2019 a ANS divulgará nota de abertura do ciclo para a próxima atualização do Rol, contendo o cronograma dos trabalhos. (ANS)

 

Confira aqui a Resolução Normativa nº 439 que estabelece os fluxos e etapas de atualização do Rol. 

 

Saiba mais sobre o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.

ans tabela 13 12 2018

SAÚDE: Butantan faz parceria com americana e projeta vacina da dengue em 1 ano

 

saude 13 12 2018O Instituto Butantan e a farmacêutica americana MSD assinaram nesta quarta-feira (12/12) acordo de parceria para pesquisa e produção da vacina contra a dengue. Com o acordo, o Butantan irá fornecer informações sobre o imunizante que está em fase final de testes no Brasil e poderá receber até US$ 101 milhões.

 

Cepa - A cepa da vacina que é foco da parceria foi desenvolvida pelo NIH (Institutos Nacionais de Saúde), do governo dos EUA. O Instituto Butantan, laboratório ligado ao governo do Estado de São Paulo, e a MSD trabalham em vacinas contra a dengue que usam a mesma cepa, mas a do Butantan está em estágio mais avançado.

 

Patente - Em maio deste ano, o Butantan adquiriu a patente para produção da vacina nos EUA. O fármaco está sendo testado com 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisa espalhados pelo Brasil. A expectativa é que a produção comece no fim de 2019. A comercialização e distribuição para a população depende do fim dos estudos, que não possui prazo definido.

 

Troca de conhecimento - No acordo de troca de conhecimentos firmado entre Instituto Butantan e MSD, a farmacêutica americana poderá acelerar seu processo de desenvolvimento do imunizante com as informações sobre os ensaios clínicos realizados pelo Butantan. O laboratório público brasileiro receberá pagamento antecipado de US$ 26 milhões e poderá receber mais US$ 75 milhões com novos marcos relacionados ao desenvolvimento da vacina, além de ter acesso a dados de testes da vacina em regiões do mundo onde a gigante farmacêutica atua, como países asiáticos.

 

Mesmo estágio - A partir do momento em que os ensaios clínicos dos dois laboratórios estiverem no mesmo estágio, cada um poderá produzir sua própria vacina, ficando em aberto a realização de novas parcerias. O Butantan continuará responsável pela fabricação e comercialização de sua vacina no Brasil. No futuro, o Butantan poderá receber royalties sobre as vendas da vacina da MSD no exterior.

 

Parcerias - O Butantan já possuía parcerias com a MSD para transferência de tecnologia para a produção de vacinas contra HPV e hepatite A. Mas, ao contrário da atual parceria, foi a farmacêutica americana que forneceu informações e conhecimento sobre a produção de imunizantes para o laboratório público brasileiro nos casos anteriores.

 

Perfil - "Essa é a primeira transferência com esse perfil feita entre um instituto brasileiro e uma empresa farmacêutica global no desenvolvimento de uma vacina. A relação se inverteu, antes era Norte-Sul, agora é Sul-Norte", disse Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan. Para Roger Perlmutter, presidente global de pesquisa clínica da MSD, o acordo "reflete o tremendo progresso que os cientistas e médicos do Instituto Butantan fizeram até agora".

 

Corrida pela vacina contra a dengue - Há hoje uma corrida entre laboratórios públicos e privados para desenvolver uma vacina segura e eficaz contra a dengue, a ser produzida em larga escala.

Há quatro sorotipos do vírus da dengue, que são transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti. A doença é endêmica em mais de 110 países diferentes, principalmente em regiões tropicais da Oceania, África, Caribe e América.

 

Imunização - Quem é infectado por um dos quatro sorotipos do vírus fica imunizado contra aquele determinado sorotipo, podendo contrair a doença se contaminado pelos outros três. A segunda infecção pela doença tende a ser mais grave. 

 

Primeira - A primeira vacina do tipo a chegar ao mercado foi a Dengvaxia, da empresa francesa Sanofi Pasteur, que acabou sendo contraindicada para quem nunca teve dengue na vida. A eficácia global da Dengvaxia é de 66%, considerada baixa por especialistas.

 

Fase mais adiantada - As vacinas da japonesa Takeda e do Instituto Butantan (feita a partir da cepa da NIH) são as que estão em fase mais adiantada de testes. Ambas prometem superar a Dengvaxia oferecendo proteção mais eficaz e sem contraindicações. 

 

Vacina do Instituto Butantan - A vacina do Instituto Butantan é feita com vírus atenuados e protege contra os quatro tipos existentes da doença. Dados preliminares indicam que a vacina do Butantan é segura para pessoas de 2 a 59 anos, inclusive as que nunca tiveram a doença anteriormente, induzindo o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro sorotipos.

 

Eficácia - De acordo com Alexander Preciso, diretor de Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância no Instituto Butantan, a eficácia esperada da vacina é de mais de 80% e seria garantida com apenas uma dose. Os estudos definitivos, contudo, ainda não foram concluídos.

 

Recursos - O desenvolvimento da vacina no Brasil já teve investimento no Brasil de R$ 224 milhões, oriundos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da Fundação Butantan e do Ministério da Saúde.

 

Registro - Terminada a etapa de testes clínicos, poderá ser feito o pedido de registro à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável pela autorização da aplicação da vacina no país.

 

Queda - Anunciado em 2015, o imunizante foi inicialmente prometido pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para 2017. A queda do número de casos da doença no País impediu a aplicação do imunizante nos grupos voluntários, atrasando o estudo. A promessa do governo do Estado previa ainda a construção de uma fábrica para a produção das doses, que deveria estar pronta no fim do ano passado, mas que também não foi concluída na data estimada. A nova previsão é para 2019.

 

Vacina da Sanofi - A Sanofi revelou em novembro que a Dengvaxia - a primeira vacina contra a

dengue desenvolvida no mundo - pode aumentar o risco de doenças graves em pessoas que nunca foram expostas ao vírus. A vacina, indicada apenas para quem tem entre 9 e 45 anos, possui eficácia global de 66%.

 

Mercado - A vacina continua presente no mercado. Contudo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que a Dengvaxia não deve ser aplicada em quem ainda não teve dengue, ou seja, indivíduos soronegativos. 

 

Estudos - De acordo com a Anvisa e a OMS, estudos feitos pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, fabricante da vacina Dengvaxia, mostram que a vacina provoca aumento do risco de dengue severa e de hospitalização em quem nunca teve a doença. (UOL)

 

INTERNACIONAL: Governo Bolsonaro tornará mais difícil acordo entre UE e Mercosul, diz Merkel

 

internacional 13 12 2018O tempo está se esgotando para um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta quarta-feira (12/12). A líder alemã afirmou a parlamentares que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado.

 

Negociações bilaterais - Bolsonaro já disse ser mais favorável a negociações bilaterais do que a engajamento em grupos multilaterais, como no caso do Mercosul.

 

Empenho - Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados. "Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer", afirmou Guardia a jornalistas. (O Estado de S.Paulo, com Reuters)

 


Versão para impressão


RODAPE