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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4473 | 11 de Dezembro de 2018

ENCONTRO ESTADUAL: Dirigentes cooperativistas fazem avaliação dos resultados de 2018

encontro estadual 11 12 2018Dirigentes cooperativistas presentes no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, na semana passada, em Curitiba, fizeram uma avaliação sobre o ano de 2018, em entrevista ao jornalista Alexandre Salvador, da rádio Paraná Cooperativo. Alfredo Lang, presidente da C.Vale, de Palotina, Oeste do Estado, lembrou de diversas questões que ocorreram em âmbito nacional e internacional e que, embora tenha havido aumento no faturamento, o resultado líquido ficou aquém do esperado. Para o presidente Frans Borg, da Castrolanda, de Castro, nos Campos Gerais, apesar da crise, o cooperativismo se saiu bem e há ainda muitas oportunidades que podem ser aproveitadas. Salvador ouviu ainda Dilvo Grolli, da Coopavel, de Cascavel, Jorge Hashimoto, da Integrada, sediada em Londrina, e Manfred Dasenbrock, presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ. Clique aqui para ouvir na íntegra as entrevistas.

 

CONAB: Terceiro levantamento de grãos indica produção de 238,4 milhões de toneladas

conab 11 12 2018O 3º levantamento da safra de grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o país deverá colher 238,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10,6 milhões de t em relação à safra passada, ou 4,6% em termos percentuais. Os principais produtos responsáveis por esses números são soja, milho, arroz e algodão, as maiores culturas do país, que juntas correspondem a 95% da produção total.

Condições climáticas - O estudo foi divulgado nesta terça-feira (11/12) e identificou que as condições climáticas apresentadas até agora, em todas as regiões produtoras de grãos, estão influenciando positivamente nas produtividades. Quanto à área plantada, a terceira etapa calcula que deverá alcançar 62,5 milhões de hectares, com uma perspectiva de aumento de 1,2% em relação à temporada passada, ou seja, um incremento de 756,3 mil hectares. O que explica este acréscimo é o aumento de área para as culturas do algodão e da soja.

Soja - As expectativas para safra 2018/19 indicam que a produção de soja deve chegar a 120,1 milhões de t. Com relação à área plantada dessa cultura, há uma tendência de crescimento de 1,8% em relação à passada. No caso do milho, este deverá atingir 91,1 milhões de t. O milho plantado na primeira safra apresenta produção bastante pontual para atendimento a demandas internas, a exemplo da ração animal para confinamento e nas áreas próximas às granjas de aves e suínos, uma vez que o foco do produtor neste momento do plantio é a soja. A área plantada de milho nessa safra atingiu 5,1 milhões de hectares, representando incremento de 0,8% em relação à temporada 2017/18.

Algodão - Finalmente, com relação ao algodão, o produto deve atingir 2,4 milhões de t de pluma, que representa um acréscimo de 17,8% sobre a safra passada. O desempenho das cotações da pluma tanto no mercado interno quanto no externo estimulou os produtores nacionais a investirem fortemente na lavoura. Além desses produtos, o boletim destaca ainda a produção do amendoim, o girassol e a mamona. (Conab)

Acesse a versão completa do 3º Levantamento da Safra de Grãos.

 

IBGE: Instituto prevê safra 1,7% maior no próximo ano

ibge 11 12 2018O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (11/12), seu segundo prognóstico para a safra de 2019 de cereais, leguminosas e oleaginosas no país. De acordo com o instituto de pesquisa, a produção deve ficar em 231,1 milhões de toneladas, 1,7% a mais do que em 2018.

Área colhida - Já a área a ser colhida deve ficar em 62 milhões de hectares, 1,9% maior do que neste ano, segundo o IBGE.

Segunda maior - Caso a estimativa se confirme, essa será a segunda maior safra nacional de grãos desde que o IBGE começou a fazer a pesquisa em 1975. A safra recorde foi registrada em 2017: 240,6 milhões de toneladas.

Quedas - Entre as principais safras de grãos pesquisadas, são esperadas quedas em 2019, na comparação com 2018, das seguintes lavouras: soja (0,2%), arroz (4,5%), primeira safra do milho (0,6%) e primeira safra do feijão (8%).

Crescimento - São esperados crescimentos, no entanto, na segunda safra do milho (9,3%) e algodão herbáceo (5,5%).

Milho - Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Antônio Barradas, em 2018, produtores de milho enfrentaram problemas climáticos em alguns dos principais estados. “Para 2019, aguarda-se uma janela de plantio maior para o milho, já que, em boa parte desses estados, as chuvas já chegaram, o que permitiu o plantio antecipado. Para o algodão, os preços favoráveis do produto devem incentivar investimentos nas lavouras e aumento da área plantada”.

Safra 2018 - Para 2018, o IBGE estima queda de 5,5% na comparação com as 240,6 milhões de toneladas do ano passado – número recorde. Segundo previsão de novembro feita pelo instituto, a produção deste ano deverá ficar em 227,3 milhões de toneladas.

Outubro - A previsão é 0,1% superior a feita pela pesquisa de outubro do IBGE. A queda da produção de 2017 para 2018 deverá ser puxada principalmente pelo milho (-17,8%), arroz (-5,6%), feijão (-9,8%) e sorgo (-5,4%). A soja, com uma alta de 2,6%, deve evitar uma queda mais acentuada, assim como o algodão herbáceo (28,6%) e o trigo (34%).

Outros produtos - Além dos grãos, o IBGE também analisa produtos importantes para a agricultura brasileira, como cana-de-açúcar, café e laranja.

Cana - A maior lavoura brasileira, a cana-de-açúcar, deve fechar o ano com 675 milhões de toneladas, uma queda de 1,8%.

Recuo- Também deverão ter recuo a laranja (-8,3%), mandioca (-3,5%), banana (-5,2%), batata-inglesa (-8,4%) e uva (-13,6%). Ao mesmo tempo, são esperadas altas para o café (28,7%) e o tomate (1,2%). (Agência Brasil)

 

 

RAMO TRABALHO: Cooperativas discutem acesso a mercados

 

ramo trabalho 11 12 2018O Sistema Cooperativista Baiano se empenha para promover o desenvolvimento das cooperativas que atuam nos mais diversos setores da economia. Uma das ações é a realização de encontros dos ramos para que as cooperativas se aproximem e debatam temas de interesse comum. No último dia 3 de dezembro, foi a vez das cooperativas de trabalho do Sistema OCEB se reunirem, em Salvador, para conhecer o Projeto de Sustentabilidade do Ramo Trabalho e traçar estratégias para ampliar seu acesso ao mercado.

 

Participação - O evento teve a participação da coordenadora nacional do Ramo Trabalho na OCB, Margareth Garcia da Cunha, e da analista técnica e econômica da OCB, Carla Bernardes, que apresentaram o Projeto Sustentabilidade para o público. Elas explicaram que esse projeto veio em resposta aos desafios enfrentados pelas cooperativas de trabalho, no que diz respeito à imagem perante a sociedade, aos órgãos de fiscalização, Poder Judiciário e tomadores de serviços.

 

Projeto Sustentabilidade - Atento a essa realidade, o Sistema OCB tem buscado fortalecer o modelo cooperativismo de trabalho e assegurar que cooperativas legítimas não sofram restrições no mercado. “A gente vem fazendo um trabalho grande de ressignificação da imagem do Ramo e, para isso, é necessário fazer nosso dever de casa. O projeto Sustentabilidade é isso: um trabalho de conformidade das cooperativas com a legislação atual”, explicou Carla.

 

Resultados esperados - Os resultados esperados com o projeto foram apontados por Margareth Cunha. “Precisamos estar em conformidade com Lei 12.690/2012, por isso, o intuito desse projeto é ter subsídios tanto para negociarmos com o Ministério Público do Trabalho quanto para representarmos bem o Ramo”, comentou a coordenadora nacional.

 

Gestão - Um aliado das cooperativas para avaliar se estão ou não em conformidade com as questões societárias, princípios e boas práticas de trabalho cooperativista é o PAGC – Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista.A analista de Monitoramento do Sescoop/BA, Geisa Félix, apresentou a situação das cooperativas baianas que aderiram ao PAGC e passaram pela rodada de avaliações. Ela lembrou da importância de as cooperativas cumprirem seus planos de melhorias, a partir do que foi diagnosticado, para que tenham condição de oferecer melhores serviços e, consequentemente, se posicionem de forma mais competitiva no mercado.

 

Desafios e oportunidades - A etapa de debate entre os representantes das cooperativas foi, para Marília Reis, Conselheira Diretora do Ramo Trabalho na OCEB, um momento fundamental. “O ponto alto do encontro foi o fato de as cooperativas se conhecerem, falarem de suas dores, suas dificuldades e, na percepção de cada uma, as possíveis soluções”, afirma.

 

Expectativa - A expectativa de Aline Fantin, enfermeira cooperada da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Saúde, é colocar em prática tudo o que foi discutido durante o evento. Para ela, o encontro oportunizou a integração e o debate coletivo de situações comuns que envolvem as cooperativas de trabalho. Já para Alexandre Machado Sampaio, administrador na Cooperativa Unibrasil Saúde, o evento foi “muito enriquecedor porque demonstrou a força que o cooperativismo, no caso do Ramo Trabalho, tem. Foi benéfico no sentido de mostrar que juntos somos mais fortes”.

 

Futuro - Os participantes saíram do evento com o compromisso de se unirem cada vez mais, trabalharem juntos, com intercooperação, e as cooperativas podem continuar contando com o Sistema OCEB para aprimorarem a sua gestão, objetivando, sobretudo, a ampliação do seu acesso ao mercado com inteira adesão ao Projeto de Sustentabilidade do Ramo Trabalho. (OCB, com informações do Sescoop/BA)

 

INTEGRADA: Percevejos assombram sojicultores

A presença de percevejos nas lavouras de soja tem dado dor de cabeça para agricultores do Brasil todo, pois a sua população tem crescido nas últimas safras. Com o objetivo de discutir o assunto, as regionais Londrina, Arapongas, Mauá da Serra e Assaí da Cooperativa Integrada, em parceria com a empresa fabricante de defensivos UPL, realizaram, na semana passada, um encontro com produtores.

Controle de pragas - Seisuke Ito, superintendente de insumo e técnica da Integrada, explica que o evento foi criado pela necessidade em discutir junto aos produtores a importância do controle de pragas. Ito afirma que o percevejo reduz os índices de produtividade e os danos causados pelo percevejo prejudicam os grãos até mesmo quando armazenados.

Efeito - “Todas as empresas que trabalham com soja estão sentindo esse efeito negativo pelos danos dessa praga”, observa o superintendente. Ele explica que o percevejo pica a soja e deposita um fungo dentre dela. Esse fungo se desenvolve durante o armazenamento da oleaginosa. Com o tempo, mesmo em condições de armazenamento, a soja começa a fermentar. O prejuízo, afirma Ito, é ainda maior quando se trata de produção de sementes.

Incidência - Bruno Carlos Baldo de Souza, representante técnico de vendas da empresa UPL, afirma que o percevejo é uma praga que vem aumentando ano a ano e cada vez mais tem sido difícil de controlar. “A ideia do evento surgiu para incentivar os produtores de sementes para que se atentem ao manejo dessa praga”.

Especialista - Um dos pontos altos do evento foi a presença do professor da Universidade Silvestre Bellettini, da Universidade Norte do Paraná (UENP), especialista em pragas. Segundo ele, o percevejo é uma das principais pragas da soja e é de difícil controle. Um dos motivos pelo crescimento da população se deve à sucessão de culturas (Soja + Milho), que não deixa interromper o ciclo das pragas.

Manejo - Belletini afirma também que os produtores relaxaram nos últimos anos no que se refere ao manejo de pragas, permitindo o crescimento da população dos insetos. O professor explica que algumas ações por parte dos agricultores em relação ao controle da praga que estão deixando a desejar são; momento adequado de aplicação, o horário de aplicação e o volume de calda a ser utilizada. Todos esses parâmetros precisam ser seguidos para aumentar a eficácia no controle do percevejo.

Qualidade - O professor explica que um grão atacado tem a sua qualidade comprometida, principalmente pela elevação dos índices de acidez. “Precisamos resgatar o Manejo Integrado de Pragas (MIP), principalmente no setor de amostragem, saber o momento de fazer a aplicação em relação ao melhor horário e quais os produtos que nós temos”.

Amostragem - Em relação à amostragem, o professor explica que o produtor precisa antes de aplicar o inseticida saber se há realmente uma infestação com percevejo, onde estão e quantos são. Para isso, a recomendação é o uso do pano de batida. De acordo com dados da Embrapa, é considerada uma infestação, dois insetos por metro no pano de batida para produção de grãos e um inseto por metro na área de produção de sementes.

Posicionamento - O representante técnico da UPL, Bruno de Souza, frisa que o posicionamento da empresa perante à essa praga é o treinamento da equipe técnica da cooperativa por meio do manejo integrado de pragas, com incentivos à vistoria na lavoura e aplicação de químico na hora certa.

Peso - Haroldo Denófrio, gerente da regional Londrina da Integrada e um dos principais idealizadores do evento, afirma que a praga prejudica o bolso do produtor não só em quantidade na hora da colheita, mas também em qualidade porque o grão afetado pelo percevejo perde peso.

Recomendações - Denófrio observa que os agricultores precisam seguir as recomendações dos agrônomos da Integrada. Ainda assim, ele observa que o cooperado não pode deixar a lavoura só na mão agrônomo, pois é preciso fazer constantemente a vistoria na lavoura. Haroldo explica que o inseto é migratório, por isso o técnico pode passar na sua propriedade hoje e voltar somente daqui quinze dias. Nesse período, o inseto pode facilmente passar de uma lavoura para outra. O evento contou com a presença do diretor secretário Sérgio Otaguiri. (Imprensa Integrada)

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COCARI: Encontro de Avicultores premia os melhores da Integração Aurora/Cocari

 

Na noite de sexta-feira (07/12) a Cocari reuniu associados integrados, parceiros criadores e familiares para a realização do tradicional Encontro de Avicultores, que já está na 8ª edição, para premiar os melhores resultados alcançados na Integração Aurora/Cocari. Participaram do evento o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, o vice-presidente, Marcos Trintinalha, o gerente de Operações da Aurora Alimentos, Celso Cappellaro, o gerente do Frigorífico Aurora Mandaguari, Gilmar Luís Gruber, e o supervisor de avicultura da Aurora, Andreo Eckel. 

 

Como lidar com frangos - Sebold traçou um comparativo da evolução dos Índices de Eficiência Produtiva nos anos de 2016, 2017 e 2018. “Evoluímos bem”, constatou o presidente, apresentando os números. “Crescemos porque aprendemos ainda mais a lidar com frangos, mas, fundamentalmente, porque temos assistência técnica, e tecnologia aplicada à produção, desde a fase de pintainho até o momento de abate das aves”, apontou.

 

Somatória - Segundo o presidente da Cocari, uma somatória de fatores justifica a evolução. “Sem os técnicos não avançamos e precisamos sempre de inovações tecnológicas para complementar o processo”, acrescentou. O valor pago por quilo de frango também aumentou. “De R$ 0,80 em 2016 para R$ 0,85 em 2017 e R$ 0,88 em 2018. Isso mostra o crescimento que vem acontecendo no preço médio das aves da integração”, constatou.

 

Palestra - Neste ano o foco da palestra foi esclarecer aos integrados como funciona o processo dentro da Central. O gerente de Operações da Aurora Alimentos, Celso Cappellaro, que tem mais de 25 anos de experiência no ramo, falou sobre a história e pontuou o crescimento registrado. “Temos a missão de valorizar a qualidade de vida no campo e na cidade, produzindo alimentos de excelência”, destacou. “Meu objetivo é dar uma dimensão da importância do trabalho de cada um dos senhores que produzem aves e mostrar como funciona a nossa engrenagem, desde o momento que começa a produção dos lotes, passando pela entrega no Brasil inteiro, e até mesmo nos países para os quais exportamos”, frisou.

 

Pertencimento - O vice-presidente da Cocari, Marcos Trintinalha, conduziu a premiação, ressaltando a satisfação em reunir os avicultores para destacar os melhores do ano. “Reunir os integrados e parceiros criadores é motivo de orgulho e reforça o sentimento de pertencimento em cada um”, disse. “No mês passado, 60% dos frangos produzidos na unidade de Mandaguari tiveram como destino o exterior. Isso é uma satisfação e mostra a importância da nossa atividade”, afirmou.

 

Premiados - Foram premiados os integrados com as melhores médias de Conversão Alimentar Ajustada (CAA) de 2018, os maiores Índices de Eficiência Produtiva (IEPs), e técnicos responsáveis pela assistência nos aviários. Os parceiros criadores que alcançaram os maiores IEPs mensais também receberam premiação. (Imprensa Cocari)

 

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CASTROLANDA: Cooperativa abrirá duas novas unidades em 2019

castrolanda 11 12 2018A Cooperativa Castrolanda recebeu o financiamento de R$ 50 milhões através da agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo (BRDE). A cooperativa tem sua matriz na cidade de Castro e tem mais de 800 cooperados e três mil colaboradores, que são divididos em unidades no estado do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Leite em pó - O dinheiro será usado para abrir uma fábrica de leite em pó integral em Castro, anexa a uma unidade de beneficiamento de leite já existente, que terá capacidade de produção de três mil quilos por hora. A nova fábrica deve ser inaugurada em agosto de 2019. O investimento possibilitará ainda a ampliação em 5% da produção de creme de leite.

Produção de leitões - E a outra fábrica será uma unidade de produção de leitões na cidade de Piraí do Sul, com capacidade de alojamento de 6.500 matrizes e produção semanal de 3.750 leitões. A produção seguirá orientações de bem-estar animal, onde os dejetos gerados serão tratados e utilizados como biofertilizante para a produção agrícola. A previsão é que essa unidade seja inaugurada no primeiro semestre de 2019.

Três turnos - De acordo com o presidente da Castrolanda, Frans Borg, a fábrica de leite em pó vai funcionar em três turnos e deve gerar 50 empregos diretos. “É uma área muito automatizada, diferente da cadeia de suínos, que hoje conta com uma mão de obra expressiva”, explica. Já na unidade de leitões, a previsão é que duplique as vagas de emprego nesse setor da cooperativa. “Na indústria são cerca de 1,5 mil colaboradores, fora os produtores. Com essa ampliação, devemos gerar oportunidades para umas três mil pessoas”, afirma.

Entre as maiores - A cooperativa está entre as maiores empresas do Paraná e teve lucro líquido de R$ 78,3 milhões no ano passado. As operações giram em torno dos produtos e processamentos de carnes, leite, batata e feijão. O financiamento aumentará o ganho de eficiência e a ampliação da capacidade produtiva da Castrolanda. Além disso, contribuirá para a geração e distribuição de renda no campo para os associados, colaboradores e parceiros da cooperativa.

BRDE - Dos cerca de R$ 800 milhões financiados pela agência paranaense do BRDE neste ano, aproximadamente R$ 450 milhões foram disponibilizados para as cooperativas. Os recursos representam um quarto do investimento do sistema cooperativo em 2018, que é de R$ 1,9 bilhão. (Diário dos Campos)

 

SICREDI: Campanha institucional de 2018 é encerrada com filmes sobre Natal e Ano Novo

 

sicredi 11 12 2018O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,9 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal – encerra 2018 com chave de ouro. Fechando a campanha institucional de 2018, os filmes de Natal e Réveillon conectam as histórias contadas em datas como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais, unindo todos os seus diferentes personagens nas mesmas festividades de fim de ano e, com isso, concluindo a estratégia de sustentação institucional ao longo deste período, com o tema “Juntos para transformar”. 

 

Interligação - Para interligar todas essas datas comemorativas e, agora, também as festas de Natal e Ano Novo, foram desenvolvidos conceitos que nascem do propósito da marca, isto é, o "Fazer juntos para fazer a diferença", mostrando que a colaboração tem o poder de transformar uma situação comum em extraordinária, por meio de quatro filmes principais que se atrelam, formando uma única grande história. Em cada filme, todos os personagens são moradores de uma mesma vizinhança e interagem uns com os outros dentro de situações do cotidiano, que condizem com a data de lançamento de cada vídeo.

 

Quarta e última etapa - "A quarta e última etapa de nossa campanha institucional deste ano celebra as festas de final de ano com uma abordagem que valoriza o cuidado com o próximo, seja da nossa família, amigos ou da comunidade. Afinal, quando as pessoas se unem, podem juntas mudar uma realidade", afirma Ana Paula Cossermelli, superintendente de Comunicação, Marketing e Canais do Banco Cooperativo Sicredi. 

 

Filmes - Três filmes integram essa etapa final da campanha institucional: um teaser de 24 segundos para web, simulando uma conversa por aplicativo de mensagens entre o porteiro e os vizinhos para combinar uma surpresa para o Sr. Amaury, um solitário morador do mesmo prédio; o filme principal, de 60 segundos, para TV e web, que traz o cotidiano desse condomínio, sob a perspectiva do Sr. Amaury, personagem que, na noite de Natal, sozinho em casa, é chamado pelo porteiro e, na recepção do prédio, é surpreendido por uma ceia preparada pelos demais condôminos; e um outro vídeo, também para web, de 28 segundos, fazendo a retrospectiva da campanha e interligando as histórias do Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais, no qual uma das personagens, Amanda, grava um vídeo selfie com todos os vizinhos da ceia de Natal, encerrado com a frase "Juntos para transformar 2019 em um ano incrível". 

 

Filme principal - Intitulado "Juntos para transformar vizinhos em família", o filme principal será veiculado nacionalmente no intervalo do especial do cantor Roberto Carlos, na Rede Globo, na noite de 21 de dezembro. Além das peças, compõem esta fase da campanha: spots de 30 segundos para rádio, anúncios para jornais e revistas, web banners, cards para Facebook, cartão de Boas Festas, mala direta e SMS. 

 

Recordar é bom - Ao longo de 2018, o Sicredi elaborou diversas peças para sua campanha institucional, com o tema “Fazer juntos”. A ideia foi mostrar o conceito do cooperativismo presente no dia a dia das pessoas e como elas podem se beneficiar de diversas formas, além de estabelecer uma relação mais próxima e descomplicada entre o Sicredi e seus associados, especialmente os mais jovens.

 

Sintonia - Todas as peças estiveram em sintonia com uma data comemorativa, ressaltando a cooperação entre as pessoas como ponto crucial para a evolução humana, o que inclui a geração de renda e desenvolvimento socioeconômico da comunidade.

 

Dia dos Namorados - O filme do Dia dos Namorados, por exemplo, contou a história de dois jovens que vivem em um condomínio e recebem uma “forcinha” de vizinhos mais experientes para ficarem juntos. Já a campanha de Dia das Mães retratou a cooperação entre duas mães em momentos de dificuldades que uniram forças e se tornaram grandes empreendedoras, além de garantirem a alegria dos filhos. Finalmente, a campanha de Dia dos Pais contou a história de um pai deficiente auditivo que foi surpreendido pela filha e seus colegas de escola na apresentação em prol de seu dia. 

 

Link - Para assistir ao filme de Natal, clique aqui ou acesse https://bit.ly/2AXK4H1. E, para conferir todos os vídeos da campanha institucional do Sicredi, clique aqui ou acesse o link https://bit.ly/2KXCKzI. 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Ficha técnica

Direção de Criação: Gregório Leal e Carolina Sebben

Direção de Arte: Gabriel Martinez e Gabriel Jansen

Redação: Gregório Leal, Gustavo Lacerda e Gabriela Fofonka

Produção Gráfica: Fabiana Crippa

Produção Eletrônica: Fabiana Crippa e Flavia Cota

Mídia: Denise Marusiak, Mariana Velloso, Daiana Bellaver e Luana Zeloschi

Planejamento: Daniele Lazzaroto e Lucas Kircher

Atendimento: Tânia Grigoletto, Giana Oliveira, Marília Jung e Luana Olave

Fotografia: Raul Krebs e Mariana Molinos

Tratamento de Imagem: Casulo

Produtora de Filme: Santa Transmedia

Diretor do Filme: Felipe Blankenheim

Produtora de Áudio: Loop Reclame

Aprovação: Ariel Ferraz, Elemara Swbilowiez, Luciana Pedrolo e Victor Costa

 

SICOOB METROPOLITANO: Voluntários adotam cartinhas da campanha Papai Noel dos Correios

 

sicoob metropolitano 11 12 2018O Natal se aproxima e milhares de cartinhas enviadas ao Papai Noel ainda estão à espera de interessados em adotá-las. Para fazer a alegria das crianças que escreveram ao bom velhinho, a equipe de voluntários do Sicoob Metropolitano entrou nessa corrente do bem promovida pelos Correios.

 

Multiplicadores - Os Multiplicadores, como são chamados dos voluntários da cooperativa, adotaram 20 cartinhas e irão atender os pedidos de presentes feitos por crianças de uma escola municipal de Maringá.

 

Satisfação - A colaboradora Francielle Valoa de Souza, que está liderando a ação, falou sobre a satisfação de poder ajudar o próximo. “O mais importante é ver a alegria no rostinho dessas crianças, garantir que não percam a esperança de dias melhores e continuem acreditando na magia do Natal”, afirma ela.

 

Reflexão - Ela ainda explica que a ação permite rever os problemas do nosso dia a dia. “São questões que muitas vezes são pequenas se comparadas às dificuldades de outras pessoas. Além disso, precisamos entender que a mudança que queremos ver no mundo deve começar primeiro em nós mesmos. Só assim encontraremos a verdadeira felicidade”, complementa.

 

Entrega - Os presentes serão repassados aos Correios, que farão a entrega às crianças nessa semana. (Imprensa Sicoob Metropolitano)

 

CAMPO LIMPO: Brasil tira dos campos 500 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas

 

campo limpo 11 12 2018O Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, acaba de atingir a marca de meio milhão de toneladas do material destinadas para reciclagem ou incineração.  O Sistema iniciou suas atividades em 2002 e tem o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) como núcleo de inteligência nas atividades de destinação das embalagens vazias.

 

Sistema avançado - “O Brasil tem um dos sistemas de logística reversa no campo mais avançados no mundo, tanto que é considerado referência por países que possuem programas semelhantes. Isso só é possível por conta de fatores como uma legislação clara e eficiente e o engajamento de todos os elos da cadeia produtiva agrícola (indústria fabricante, canais de distribuição, agricultor e poder público), que cumprem com suas responsabilidades contribuindo com o nível de excelência apresentado pelo Sistema Campo Limpo”, explica João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV.

 

Devolução - Atualmente, 94% das embalagens plásticas primárias devolvidas pelos produtores rurais são encaminhadas para reciclagem ou incineração. Desse total, 90% são reciclados, dando origem à matéria-prima para a produção de mais de 30 artefatos, entre eles novas embalagens que retornam para a indústria de defensivos ou outros segmentos da economia. “O Sistema Campo Limpo é também um exemplo de modelo de economia circular e o Brasil é o único país a produzir novas embalagens com matéria-prima obtida com a reciclagem do que é destinado pelos produtores. Com isso, temos uma gestão completa do fechamento do ciclo de vida do material dentro do próprio Sistema, impulsionando a economia, gerando emprego e contribuindo com a sustentabilidade”. 

 

Inovação a favor da sustentabilidade - De 2012 a 2017, a destinação ambientalmente correta das embalagens vazias de defensivos agrícolas permitiu a economia de energia suficiente para abastecer 2,5 milhões de casas, a redução de resíduos em quantidade equivalente ao gerado por uma cidade de 500 mil habitantes em 11 anos, e também a redução de cerca de 625 mil toneladas de emissões de CO2 equivalente, ou 1,4 milhão de barris de petróleo não extraídos.

 

Sobre o inpEV - Há 16 anos, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) atua como núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

 

Sobre o Sistema Campo Limpo - O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

 

Informações - Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site www.inpev.org.br, no Facebook, Youtube e Instagram. (Assessoria de Imprensa do InpEV)

 

PARANAGUÁ: Porto movimentou 48 milhões de toneladas em 2018

 

paranagua 11 12 2018O Porto de Paranaguá movimentou 4,4 milhões de toneladas de cargas no mês de novembro e já soma 48,8 milhões de toneladas no acumulado do ano. O número é equivalente a 97% da quantidade movimentada em todo o ano passado, quando o porto paranaense atingiu o recorde histórico, com 50,3 milhões de toneladas transportadas.

 

Expectativa - A expectativa do Governo do Paraná é ultrapassar a marca anterior e fechar 2018 com novo recorde de produtividade. “Todos os meses, em média, cerca de 4 milhões de toneladas de produtos passam pelo terminal. Temos feito um trabalho intenso para superar, mês a mês, nossas próprias marcas de movimentação”, diz o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Lourenço Fregonese.

 

Melhorias - “Todos os recordes que conquistamos nos últimos anos se devem a melhorias no processo operacional, logístico e de planejamento de atividades. Foram grandes investimentos, públicos e privados, que possibilitaram a conclusão de obras importantes e aquisição de equipamentos mais modernos. Além do esforço de trabalhadores altamente capacitados”, acrescenta.

 

Destaques -  Os granéis sólidos somaram 32,6 milhões de toneladas movimentadas em 2018. No mesmo período do ano passado foram 31 milhões. Aumento de 4% no comparativo.

 

Soja - A soja continua sendo o principal produto transportado por Paranaguá. Entre janeiro e novembro deste ano foram 14,4 milhões de toneladas exportadas. Aumento de 32% no comparativo com o mesmo período de 2017, quando 10,9 milhões de toneladas foram escoadas pelo porto.

 

Farelos - A exportação de farelos também cresceu. Foram 5,1 milhões de toneladas em 2018, contra 4,3 milhões no ano passado. Alta de 19% no período.

 

Importações - Nas importações, o maior crescimento foi na movimentação de trigo: 52%. Em 2017, foram 142.776 toneladas. Em 2018, são 216.787.

 

Principal porto graneleiro - Paranaguá é o principal porto graneleiro da América Latina. Desde 2011, o Corredor de Exportação já registrou 45% de aumento no volume movimentado e hoje mais de 80% da produção de grãos das cooperativas são exportadas pelo porto.

 

Carga geral - Alta também na movimentação de carga geral. Foram 9,6 milhões de toneladas de produtos transportados entre janeiro e novembro deste ano - 10% mais que nos mesmos meses do ano passado (8,1 milhões).

 

Líquidos - A exportação de granéis líquidos, como óleo e outros derivados de petróleo, cresceu 10% entre 2017 e 2018, passando de 1,5 milhão para 1,7 milhão de toneladas. Já a importação teve queda de 13%. Foram 5,5 milhões de toneladas entre janeiro e novembro do ano passado, ante 4,5 milhões neste ano.

 

Recordes - Ao longo dos últimos anos, foram registrados 50 recordes históricos no Porto de Paranaguá. Ao todo, 17 marcas históricas foram batidas ao longo de 2017: operação diária, semestral e anual de soja e de veículos; volumes de graneis sólidos, líquidos e carga geral; fluxo de caminhões no pátio de triagem. Na operação quase todos os produtos movimentados pelo porto obtiveram recordes de movimentação, dinamizando e impulsionando a economia do Paraná.

 

Acima da média - O volume de movimentações foi bem acima da média brasileira. Enquanto as exportações de produtos no Brasil inteiro tiveram crescimento médio de 7,2% em relação a 2016, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, as exportações pelo Porto de Paranaguá cresceram 17%. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 2,019 bi na primeira semana de dezembro

 

comercio exterior 11 12 2018A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,019 bilhões na primeira semana de dezembro. O valor é resultado de exportações de US$ 5,667 bilhões e importações de US$ 3,649 bilhões no período. No acumulado do ano, o saldo comercial está positivo em US$ 53,677 bilhões.

 

Média diária - De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), a média diária de exportações subiu 28,8% na primeira semana do mês, quando comparada a dezembro de 2017. O salto decorre da alta nas vendas das três categorias de produtos. Puxado por soja, algodão e milho, o embarque de itens básicos avançou 46,1% para US$ 531,4 milhões em média, por dia. 

 

Semimanufaturados - As vendas de semimanufaturados cresceram 33,3% para US$ 174,9 milhões, com destaque para celulose, ferro-ligas e ferro fundido bruto. Já a exportação de manufaturados subiu 17,2% para US$ 427 milhões, liderada por aviões, papel para fabricação de papel higiênico, lenço ou toalha e suco de laranja.

 

Importações - A média diária de importações também subiu 15,9% na primeira semana de dezembro, em relação ao mesmo mês do ano passado, para US$ 729,7 milhões. Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+120,2%), bebidas e álcool (+74,2%), alumínio e suas obras (+59,2%), leite e derivados (+58,6%) e siderúrgicos (+52,0%). (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Em cenário fiscal, Fazenda sugere alta de impostos

 

economia destaque 11 12 2018Em documento endereçado à equipe de transição de governo, o Ministério da Fazenda mostra que não é possível passar de um déficit primário em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), previsto para este ano, para um superávit que estabilize a dívida pública em patamar não muito elevado, apenas com o corte de despesas.

 

Elevação da receita - Além da redução dos gastos, o cardápio entregue pela Fazenda sugere a adoção de medidas que elevam a receita da União, ou seja, o aumento da carga tributária, o que vai na direção contrária ao que foi defendido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral.

 

Redução de benefícios - O aumento da carga deverá ocorrer também pela redução dos benefícios tributários, que é o terceiro ingrediente do receituário sugerido pela Fazenda. A proposta é uma redução linear de 10% do atual gasto tributário, com efeitos considerados a partir de 2020.

 

Esforço fiscal - Para garantir a sustentabilidade fiscal, adverte a Fazenda, repetindo o que diz a quase unanimidade dos analistas de mercado, é necessário um esforço fiscal equivalente a quatro pontos percentuais do PIB nos próximos anos - algo em torno de R$ 280 bilhões. A maior parte do esforço poderá ser feita com o controle da despesa, principalmente mudando a trajetória dos gastos obrigatórios. Mas a conta não fechará sem o aumento da receita da União.

 

Documento - O documento do Ministério da Fazenda, intitulado "Panorama Fiscal Brasileiro", traça três cenários para a trajetória futura das contas públicas nos próximos anos: sem reformas, com reformas fiscais e com reformas fiscais e microeconômicas. Os indicadores macroeconômicos, como crescimento da economia, a taxa de juros e a taxa de câmbio, dependerão de qual cenário irá se realizar.

 

Crescimento baixo - Sem reformas fiscais, a avaliação da atual equipe econômica é de que o crescimento será muito baixo, de apenas 0,7% em 2019, com uma pequena contração de 0,5% em 2020, de 0,6% em 2021 e de 0,4% em 2022. Se as reformas forem realizadas e o governo adotar medidas microeconômicas que elevem a produtividade da economia, o crescimento poderá chegar a 2,6% no próximo ano, 2,9% em 2020, 3,4% em 2021 e 3,5% em 2022.

 

Alerta - Mesmo no cenário mais otimista, de realização de reformas fiscais e adoção de medidas microeconômicas, o governo seria obrigado a adotar medidas para elevar a receita da União, adverte o documento. O aumento de 11% para 14% da alíquota de contribuição do servidor público civil para o Regime Próprio do Servidor Público (RPPS) seria uma delas.

 

Fim da isenção - Outras seriam o fim da isenção do Imposto de Renda sobre as aplicações em LCI/LCA, aumento do IR de aplicações financeiras em cinco pontos percentuais, alteração da forma e periodicidade da cobrança de Imposto de Renda sobre os fundos fechados de investimento, redução de 2% para 0,1% do percentual da receita auferida com exportação de bens que poderá ser reintegrado a título de resíduo tributário federal existente na sua cadeia de produção.

 

Indústria petroquímica - A revogação do Regime Especial da Indústria Química, que institui benefício de crédito presumido de PIS/Cofins e PIS/Cofins-Importação relativos a produtos destinados a indústria petroquímica, também está no cardápio, assim como a redução, de 20% para 4%, do IPI sobre concentrado de xarope produzido na Zona Franca de Manaus, reduzindo a base de cálculo de crédito tributário.

 

Previdência Social - Do lado das despesas, o cenário mais otimista da Fazenda prevê a aprovação da reforma da Previdência Social em sua versão aprovada na comissão especial da Câmara dos Deputados, que aumenta as idades mínimas para 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de elevar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Há outras regras específicas visando determinadas carreiras e regras de transição.

 

Salário mínimo - A alteração do método de correção do salário mínimo, com correção apenas pelo indicador de inflação (INPC), é outra medida destinada a reduzir os gastos. Ou seja, o mínimo não teria mais aumento real. O cenário prevê também que apenas o trabalhador que recebe até um salário mínimo teria direito ao abono salarial. Não haveria reajuste salarial para os servidores públicos e os concursos seriam feitos apenas para reposição de vagas.

 

Projeção - Com as reformas fiscais e microeconômicas, mais a aprovação pelo Congresso Nacional das medidas de elevação das receitas e redução dos gastos, a projeção da Fazenda é que seria possível obter um pequeno superávit primário em 2022, de apenas 0,8% do PIB. Sem reformas, o déficit primário aumentaria, chegando a 3,5% do PIB no último ano do governo Bolsonaro.

 

Alternativas - O documento da Fazenda elenca ainda 16 alternativas para a elevação da receita da União, com a estimativa de arrecadação de cada uma delas. Entre elas, está a criação de uma alíquota de 35% do Imposto de Renda para quem ganha acima de R$ 300 mil por ano e a tributação de lucros e dividendos. As medidas estão sujeitas à avaliação do governo Bolsonaro quanto à sua possível adoção, diz o documento. (Valor Econômico)

 

Foto:Pixabay

 

economia tabela 11 12 2018

 

FGV: Fundação reduz projeção do PIB em 2018 para crescimento de 1,3%

 

fgv 11 12 2018O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 deve ser de 1,3%, segundo a equipe de especialistas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas. A projeção de alta do PIB foi reduzida – a previsão anterior era de 1,5% – após o anúncio de revisões dos dados de 2016 e 2017 por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2019, o Ibre projeta avanço de 2,4% no PIB, em seu cenário base.

 

Apresentação - Segundo a pesquisadora Silvia Matos, que apresentou os dados nesta segunda-feira (10/12), durante seminário de análise de conjuntura do Ibre, quando se olha as revisões desagregadas feitas pelo IBGE, o PIB de 2017 ficou "um pouco mais benigno, não foi só agropecuária".

 

Tendência - Para Silvia, a tendência é que o consumo das famílias seja o motor da economia no ano que vem. O Ibre projeta avanço de 2,5% no consumo das famílias no próximo ano.

 

Desemprego - O quadro atual é desfavorável para a dinâmica de emprego e renda, mas a expectativa é que haja uma melhora gradual. As projeções do Ibre apontam taxa de desemprego ainda elevada, caindo de 12,2%, conforme estimativa de 2018, para 11,9% em 2019, enquanto o mercado de trabalho poderá terminar o próximo ano com de 700 mil a 800 mil empregos formais criados, ante os 406 mil esperados para este ano.

 

Avanço maior - O avanço maior do consumo ainda depende da expansão do crédito, conforme Silvia. "As famílias ainda estão muito endividadas e o mercado de trabalho tem uma recuperação muito gradual", afirmou Silvia.

 

Últimos dados - Após os últimos dados de inflação, o Ibre também revisou a projeção para o IPCA, índice oficial calculado pelo IBGE. Agora, os economistas do instituto estimam em 3,8% a alta do IPCA em 2018 – há três meses, a projeção para o IPCA era de 4,6%. (O Estado de S.Paulo)

 

LEGISLATIVO: Parecer da reforma tributária pode ser votado nesta quarta-feira

legislativo 11 12 2018A comissão especial da Câmara que analisa a reforma tributária (PEC 293/04) reúne-se nesta terça-feira (11/12) para tentar mais uma vez votar o parecer do relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). O texto foi apresentado no fim do mês passado. Sua votação foi inicialmente adiada em consequência de um pedido de vista coletivo e, na semana passada, foi novamente adiada, desta vez por causa do início das votações no Plenário da Casa.

Simplificação - Hauly explica que seu parecer busca simplificar o atual sistema, permitindo a unificação de tributos sobre o consumo e, ao mesmo tempo, reduzindo o impacto sobre os mais pobres. Além disso, pretende aumentar gradativamente os impostos sobre a renda e sobre o patrimônio e melhorar a eficácia da arrecadação, com menos burocracia.

Extinção - A proposta extingue nove tributos federais (ISS, ICMS, IPI, Cofins, Cide, salário-educação, IOF, PIS e Pasep), o ICMS e o ISS. No lugar deles, serão criados o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) e um imposto sobre bens e serviços específicos (Imposto Seletivo), este de competência federal.

Competência estadual - O IBS será de competência estadual, mas com uma única legislação federal.

Receio - Quem é contra a proposta tem receio do impacto que o fim de contribuições como PIS/Cofins pode causar no orçamento da seguridade social. Isso porque, diferentemente de contribuições, impostos não têm destinação vinculada e podem ser usados para diferentes áreas.

Intervenção - Mesmo que seja aprovada pela comissão especial, a PEC só deverá ser analisada pelo Plenário da Câmara em 2019. Isso porque a Constituição não pode ser emendada em caso de intervenção federal, como acontece desde fevereiro na área de segurança pública do Rio de Janeiro – iniciativa prevista para terminar no final deste mês –, e agora também em Roraima.

Reunião - A reunião desta terça está marcada para as 13 horas, no plenário 7. (Agência Câmara)

 

INTERNACIONAL: EUA voltam a oferecer subsídios condenados na OMC a cotonicultor

 

internacional 11 12 2018Os Estados Unidos voltaram a tornar o algodão elegível a receber subsídios a partir de dois modelos de apoio condenados na Organização Mundial do Comércio (OMC) em disputa aberta pelo Brasil na década passada. Esse “retorno” deverá ser consolidado no texto final da nova “Farm Bill”, a lei agrícola americana, que será conhecido nos próximos dias. E poderá resultar em uma ajuda de pelo menos US$ 3 bilhões em dez anos aos cotonicultores do país.

 

Importante - Em entrevista ao Valor, Joseph Glauber, que durante anos foi negociador americano e entre 2008 e 2014 ocupou o cargo de economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), considerou ser especialmente importante o fato de o Congresso dos EUA reintroduzir subsídios atrelados a preços, com programas do tipo dos que os juízes da OMC concluíram terem contribuído para prejuízos expressivos no mercado mundial de algodão. 

 

Dúvidas - E, entre analistas, há dúvidas sobre a disposição do presidente eleito Jair Bolsonaro de questionar o incremento do apoio do governo americano.

 

Denúncia - Em setembro de 2002, o Brasil denunciou os EUA na OMC com o argumento de que várias linhas de subsídios para o algodão americano turbinavam ilegalmente produção e exportação, deprimiam os preços internacionais e causavam prejuízos aos produtores brasileiros. Quase três anos depois, o Brasil venceu o contencioso. 

 

Autorização - Em 2009, a OMC autorizou o Brasil a retaliar os EUA em mais de US$ 800 milhões por ano, por entender que Washington tinha revisado apenas parcialmente os programas condenados pelos juízes do órgão.

 

Acordos - Em vez de retaliação, Brasil e EUA assinaram, em 2010 e em 2014, acordos para pôr fim ao contencioso. Em uma mudança em sua política agrícola, Washington tornou o algodão “upland”, comum nos dois países, inelegível a receber subsídios pelos novos Price Loss Coverage (PLC) e Agricultural Risk Coverage (ARC), mas deixou de continuar alterando outros programas. Em troca, Washington pagou no total mais de US$ 700 milhões de compensação para cotonicultores

brasileiros.

 

“Farm Bill” - A “Farm Bill” aprovada em 2014 previa para os produtores de algodão apenas programas de seguro suplementar de colheita e de empréstimo preferencial pré-colheita, chamados de Stacked Income Protection Plan (STAX) e Marketing Assistance Loan (MAL). Mas, desde 2014, os cotonicultores americanos já se mostravam insatisfeitos com sua situação econômica por causa da queda de preços da commodity, e sempre reclamavam que a ajuda por meio do STAX era insuficiente.

 

Validade - O acordo entre Brasil e Estados Unidos vigorou até setembro passado. Mas parlamentares americanos, após várias tentativas nos últimos anos, aprovaram já em fevereiro a Lei Orçamentária Bipartidária 2018 com emendas à “Farm Bill” de 2014. E o algodão (“seed cotton”, que abrange tanto a fibra quanto a semente do algodão) foi incluído como uma das commodities que podem se beneficiar dos programas PLC e ARC a partir da colheita deste ano. Em troca, os produtores devem renunciar à participação no STAX.

 

Consolidação - A consolidação dessa mudança virá agora com a nova “Farm Bill”. Havia diferenças nas propostas do Senado e da Câmara dos Representantes, como um “acelerador” que poderia aumentar o apoio aos cotonicultores, e analistas americanos não têm dúvidas de que o algodão será beneficiado. Tanto o Price Loss Coverage (PLC) quanto o Agricultural Risk Coverage (ARC) podem distorcer o comércio, pois são vinculados a preços. 

 

Pagamento - Nos dois casos, é estabelecido o pagamento da diferença entre os valores de referência e os valores de mercado, caso estes sejam menores. Suas provisões são semelhantes, no geral, às de outras culturas, como milho, trigo e soja. Uma diferença é a construção do preço baseado nas cotações do algodão em pluma e da semente de algodão.

 

Política agrícola americana - “Na medida em que os Estados Unidos implementaram o programa de algodão em caroço para a safra de 2018, isso poderia potencialmente violar os termos do acordo”, observa Joseph Glauber, que atualmente é pesquisador sênior do Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares (IFPRI), em Washington. Ele aponta como ainda mais relevante a reviravolta na política agrícola americana de reduzir distorções nesse segmento.

 

Gastos - “Embora os desembolsos esperados para o novo programa (“seed cotton”) sejam relativamente modestos, há uma probabilidade significativa de grandes gastos em caso de preços baixos do algodão'', afirma. Glauber nota que as previsões para os desembolsos ao algodão nos EUA sob o novo programa sugerem pagamentos bem menores do que os gastos durante o período original de investigação na disputa do algodão (1998-2004), mas há algo a monitorar. “A questão é se esses subsídios distorcem a produção e o comércio e resultam em preços mundiais mais baixos que afetam o Brasil e outros produtores de algodão”, diz ele.

 

Projeções - O Congressional Research Service (CRS) do Congresso americano fez projeções de custos com a volta do algodão aos subsídios dos programas PLC e ARC. Em fevereiro, os valores foram estimados em US$ 1,27 bilhão em cinco anos (2018-2022) e em US$ 2,961 bilhões em dez anos (2018-2027). Mas o custo líquido poderia diminuir para US$ 61 milhões em dez anos, no caso de cortes em outros tipos de subvenções. No entanto, dois meses depois, em abril, o CRS fez uma nova projeção. 

 

Conclusão - E a conclusão foi de um custo até 59% maior, por volta de US$ 2,015 bilhões em cinco anos (2018-2022). Para Randy Schnepf, especialista do CRS, a mudança de política para o algodão poderá ter implicações nos mercados doméstico e internacional. Mas ele observa que qualquer dano não será determinado antes do fim de 2020, já que os pagamentos pelo “seed cotton” não serão efetuados antes de outubro de 2019 e só reportados ao USDA a partir do fim do ano ou do começo do ano seguinte.

 

Retaliação - Pedro de Camargo Neto, que quando estava no Ministério da Agricultura brasileiro preparou a denúncia contra os EUA na OMC, considera que o Brasil deveria ter retaliado os americanos em vez de ter feito o acordo pelo qual recebeu mais de US$ 700 milhões. Isso era só uma parte do prejuízo sofrido pelos produtores brasileiros. 

 

Arrependimento - “O pessoal do algodão (no Brasil) vai se arrepender de ter feito aquele acordo, porque os EUA não mudaram a lei inteira e o prejuízo continuou”, afirma. “Os produtores brasileiros receberam uma montanha de dinheiro dos EUA, mas não conseguem usar porque as cláusulas americanas são muito restritivas. E agora vão voltar a enfrentar mais subsídios”, disse.

 

Questão - Indagado sobre o desenrolar dessa situação, Camargo Neto retrucou: “Você imagina um contencioso com Bolsonaro e Trump?” (Valor Econômico)

 

Foto:Pixabay

 


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