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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4466 | 30 de Novembro de 2018

ENCONTRO ESTADUAL: Cooperativistas do Paraná se reúnem em Curitiba na próxima semana

encontro estadual 30 11 2018Cerca de duas mil pessoas de todo o Paraná, entre dirigentes, cooperados, colaboradores e familiares, são esperadas em Curitiba, na próxima semana, para participar do tradicional Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses que o Sistema Ocepar promove com o propósito de comemorar as conquistas alcançadas pelo setor ao longo do ano.

Eleitos - A programação começa dia 6 de dezembro, às 18h, no Teatro Positivo, com a presença do governador eleito e dos deputados federais que irão integrar a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) a partir do ano que vem. Em seu pronunciamento, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, deverá apresentar um balanço preliminar dos resultados alcançados pelas 215 cooperativas do Paraná em 2018. Haverá ainda um show com o grupo folclórico ucraniano Vesselka, seguido de jantar.

Mais - As atividades terão continuidade no dia 7 de dezembro, a partir das 8h30, quando o coordenador do Centro de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EESP) e embaixador Especial da FAO para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues, ministra palestra sobre as perspectivas para o cooperativismo. Depois, haverá debate sobre as propostas do Paraná que serão levadas à discussão no XIV Congresso Brasileiro de Cooperativismo, que ocorrerá em 2019, em Brasília. O mestre em Educação e especialista em Coaching, Homero Reis, fala na sequência sobre “O futuro quem faz é você”. O evento será encerrado como o show cultural Concerto das Rosas, com a Orquestra Ladies Ensemble, que será apresentado às 14h.

Inscrições - As cooperativas que têm interesse em participar do tradicional Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses promovido pelo Sistema Ocepar devem efetivar as inscrições até o dia 1º de dezembro, por meio do agente de Desenvolvimento Humano ou diretamente no Sistema Ocepar, pelo e-mail inscricoes@sistemaocepar.coop.br ou pelo fone 41 3200-1105.

encontro estadual folder 30 11 2018

 

PERDA: Sistema Ocepar lamenta falecimento do professor Albino Gawlak

O Sistema Ocepar lamenta o falecimento do professor Albino Gawlak, 85 anos, ocorrido na noite desta quinta-feira (29/11), em Curitiba. O corpo está sendo velado na Capela 1 do cemitério Água Verde e o sepultamento ocorre às 15h, no cemitério de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. “Albino foi um grande homem, um exemplo de ser humano. Ele deixa um legado importante no cooperativismo paranaense, especialmente na capacitação e treinamento de lideranças”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Gawlak atuou como chefe do Departamento de Treinamentos da Ocepar entre os anos 1980 e 1990 e foi um dos protagonistas dessa área.

Entrevista – Na edição de junho de 2014, ele foi o entrevistado da revista Paraná Cooperativo. Clique aqui para conferir o conteúdo.

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COPAGRIL: Secretário de Estado da Agricultura visita Unidade Industrial de Aves

 

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), George Hiraiwa, esteve em Marechal Cândido Rondon na quarta-feira (28/11) para realizar uma visita técnica à Unidade Industrial de Aves Copagril. Ele esteve acompanhado do chefe do Núcleo Regional da Seab de Toledo, Rudi Kuns, e foi recepcionado pelo diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, pelo gerente de Divisão Comercial, José Aparecido Lima, pelo assessor de Marketing, Junior Paulinho Niszczak, pela encarregada do setor de Controle de Qualidade, Ivna Nalério dos Reis, e pelo encarregado de Cortes, Rildo de Andrade.

 

Oportunidade - O objetivo da visita foi para que o secretário tivesse a oportunidade de conhecer a estrutura e o funcionamento da unidade de abate da cooperativa e o processo de industrialização de aves. Na ocasião, o diretor-presidente mencionou aos visitantes que a Unidade Industrial de Aves da Copagril atende à Norma Global de Segurança dos Alimentos, por esse motivo possui certificação junto ao BRC Food – British Retail Consortium (Consórcio de Varejo Britânico), sendo, portanto, habilitada a exportar cortes de frango para diversos países.

 

Boa impressão - O secretário de Estado declarou que já tinha uma boa impressão da empresa e que, a partir da visita, ficou impressionado e confirmou a qualidade com que a cooperativa executa o abate e industrialização de carne de frango. Ele ainda enalteceu o alto grau tecnológico da planta industrial da Copagril, tendo-a como referência no segmento. Ao concluir a visita, George Hiraiwa agradeceu a todos pela receptividade e parabenizou a cooperativa pelo sucesso na atividade avícola. (Imprensa Copagril)

 

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COOPAVEL: Área de estacionamento do Show Rural é ampliada e terá capacidade a 14 mil carros

 

coopavel 30 11 2018A incorporação de uma nova área ao estacionamento será uma das novidades do 31º Show Rural Coopavel, agendado para o período de 4 a 8 de fevereiro de 2019, em Cascavel. A nova área, de 25 mil metros quadrados, terá capacidade para receber dois mil veículos. Com isso, a capacidade total para estacionamento chegará a 14 mil carros e utilitários simultaneamente.

 

Preparação - A preparação do novo terreno está praticamente concluída. Os trabalhos são basicamente de limpeza, cascalhamento e de integração dele ambiente à antiga área destinada à recepção de veículos. “Com essa ampliação, mais pessoas poderão utilizar o estacionamento para frequentar o evento, gratuitamente”, diz o coordenador-executivo da mostra, Acir Inácio Palaoro. 

 

Portal - Outra novidade nessa área do Show Rural Coopavel é a construção de um portal. Em edificação ao lado da principal área de acesso de visitantes ao parque, a estrutura vai contribuir para organizar ainda melhor a chegada e distribuição dos veículos a pontos específicos do estacionamento. A arquitetura do portal contribuirá para deixar o ambiente mais bonito, já que ele poderá ser visualizado na parte exterior do parque implantado às margens da BR-277.

 

O evento - O 31º Show Rural Coopavel terá mais de 500 empresas expositoras e a expectativa de comercialização fica entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. A divulgação do evento começa a ser intensificada. Cerca de 250 mil convites são expedidos e enviados a autoridades, agricultores, técnicos e pessoas ligadas ao agronegócio em todo o País. 

 

Convite - Uma equipe já percorre um raio de 500 quilômetros de distância de Cascavel para convidar pessoalmente líderes e produtores rurais a participar. Mais de 400 prefeituras, sindicatos rurais, instituições de ensino e outros órgãos, dos mais diferentes segmentos produtivos e pesquisa, serão visitadas para divulgar o Show Rural Coopavel, suas atrações e tudo o que oferecerá de 4 a 8 de fevereiro de 2019, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi. (Imprensa Coopavel)

 

PRIMATO: Expo Primato apresenta as tendências do agronegócio para 2019

 

primato 30 11 2018Teve início, na quarta-feira (28/11), a visitação da Expo Primato 2018, no campo experimental anexo à sede da cooperativa na BR 163, em Toledo (PR). São 60 estandes de empresas do segmento agrícola, nacionais e multinacionais, instituições de crédito, máquinas e implementos agrícolas, além de toda a linha de nutrição animal, com destaque para as rações Prima Raça.

 

Agrícola - Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador da equipe técnica da Primato, Luiz Carlos Nardi, a exposição marca um novo momento na história do agronegócio da região. “Com a 1ª edição da Expo Primato a cooperativa poderá demonstrar todos os segmentos e atividades que está envolvida na atualidade”, explicou Nardi que complementou, “somente na parte agrícola são 23 expositores que vão apresentar aos visitantes as novidades em insumos, sementes, híbridos, defensivos, adubos entre outros”.

 

Pecuária - Na parte pecuária além das empresas parceiras a Primato está expondo toda a linha de nutrição animal. “Na parte pecuária apresentamos a linha de rações Prima Raça, para gado de corte e leite, além de peixes, ovinos, entre outras opções”, destacou Nardi.

Esses são os principais produtos industrializados pela Primato nas unidades industriais de Toledo e Verê, sudoeste do Paraná.

 

Informação - Cooperados, produtores rurais e profissionais do setor estão recebendo informações importantes para o que será tendência em 2019 no setor produtivo agrícola e pecuário. “Temos demonstrações, mini palestras e muitos produtores estão sanando suas dúvidas nos estandes que compõem o que chamamos de caminho do conhecimento”, enfatizou o coordenador.

 

Expo Primato - Segundo Nardi, a Expo Primato foi desenvolvida pensando no produtor rural. “Foram três meses de trabalho para deixar nosso campo experimental pronto para a exposição, algo maior do que um dia de campo”, explicou Nardi que concluiu, “por isso, fica nosso convite para todos visitarem a Expo Primato e aproveitarem esse celeiro de conhecimento sobre o agronegócio de nossa região”.

 

Aprovado - A produtora Odalina Schneider esteve na exposição e aprovou. “Não podemos parar no tempo porque isso reflete na produção. Quanto mais conhecimento, melhor a nossa rentabilidade, pois podemos aplicar na propriedade. A Primato está de parabéns porque saiu na frente ao promover um evento deste porte”.

 

Expectativa - A expectativa é de uma grande presença do público para a Expo Primato que vai até sexta-feira (30/11). (Imprensa Primato)

 

COCAMAR: Safratec 2019 será nos dias 23 e 24 de janeiro

cocamar 30 11 2018Com muitas novidades para os produtores cooperados, o Safratec 2019 está marcado para os dias 23 e 24 de janeiro na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da Cocamar em Floresta, região de Maringá.

Atrações - Consolidado entre as mais importantes vitrines tecnológicas para o agronegócio no Paraná, o evento organizado pela Cocamar vai reunir mais de uma centena de empresas parceiras da cooperativa, para apresentação de seus produtos e serviços, além de exposição e dinâmica de máquinas agrícolas. Nos diversos protocolos, destaque, entre outros, para manejo de solo, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), competição de variedades de soja e milho, e demonstração de lavoura de café de alta produtividade. Haverá, também, participação de empresas em diversos segmentos, entre os quais concessionárias de veículos, utilitários e caminhões e produtos diversos.

Inovações - Nos últimos anos, o Safratec tem se sobressaído, também, como importante polo de inovações, em que tem a participação, entre muitos outros, de especialistas da Embrapa, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Participação - A expectativa dos organizadores é que mais de 6 mil produtores associados, especialmente convidados, prestigiem a feira, que estará aberta das 8 às 17h. (Imprensa Cocamar)

 

COAGRU: Encontro da Mulher destaca a força feminina no cooperativismo

 

Integração, reflexão e muita emoção marcaram o 16º Encontro de Mulheres Cooperativistas da Coagru, realizado no dia 22 de novembro, na Arcapu urbana, em Ubiratã (PR). Cerca de 500 participantes dentre associadas, filhas e esposas de cooperantes acompanharam o evento que encerrou o ano de atividades do Programa Coopermulher.

 

Presença - O cerimonial de abertura contou com a presença dos diretores, Áureo, Cavalini e Marcos que ressaltaram o valor da mulher dentro da cooperativa. Para enfatizar a missão e valores da cooperativa as participantes acompanharam o vídeo institucional da Coagru. Em seguida houve um momento de reflexão através de uma oração realizada pela conselheira fiscal da Coagru, Sônia de Campos Jumes.

 

Papel fundamental - Em suas palavras o diretor secretário, Marcos Rossetto, destacou a atuação feminina na cooperativa: "As mulheres têm um papel fundamental para o futuro da cooperativa e das propriedades. Com essa energia e cooperação de todas podemos construir uma Coagru ainda mais forte e garantir um futuro seguro para nossos filhos e netos."

 

Contexto social - Por sua vez, o vice-presidente, Cavalini Carvalho, enfatizou o valor das mulheres no contexto social e também dentro da Coagru: "Somos destaques no país pela organização e pelo trabalho desenvolvido com as mulheres. Elas participam de assembleias, comitês, grupos femininos, cursos e dos quadros diretivos. Ajudam-nos muito e exercem papel fundamental na evolução do cooperativismo”, disse Cavalini.

 

Papéis - A programação do evento está sempre voltada aos diferentes papéis que as mulheres desempenham na família, na cooperativa, no cooperativismo e na sociedade, além de outras temáticas importantes como saúde e qualidade de vida. “Entre os principais resultados gerados pelo evento, está o aumento do grau de interesse e envolvimento das mulheres na cooperativa, tanto como associadas ou líderes, quanto como colaboradoras. Essa 16ª edição do encontro visou comemorar o importante papel exercido pela mulher no cooperativismo”, enfatizou o presidente da Coagru, Áureo Zamprônio.

 

Homenagem - Dentro da programação do evento também foi realizado uma homenagem para as coordenadoras e secretárias que atuaram efetivamente nos grupos femininos da Coagru durante o ano de 2017/2018.

 

Palestra - O momento de maior expectativa foi a palestra ministrada por Mauricio Louzada com o tema "Pra Valer - Sobrevivi", que as envolveu ao contar sua emocionante história de vida e suas reflexões enquanto estava perdido junto com seus amigos em uma caverna. Levando-as a refletir sobre o valor da vida e de estar sempre perto daqueles que nos amam e cuidam de nós. (Imprensa Coagru)

 

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COCARI: Você já pode contribuir com a XIV Campanha Solidária

 

A 13ª edição da Campanha Cocari Solidária, encerrada em abril, registrou arrecadação recorde, alcançando o montante de R$ 519.275,00, o maior índice da história, totalmente revertidos para as 113 instituições aderentes, proporcionalmente aos recursos advindos da venda de vale-mudas feita por cada entidade.

 

Participe – Chegou a hora de contribuir com a 14ª edição da campanha. Com sua ajuda, podemos fazer muito mais para que as instituições sociais e educacionais possam levantar recursos para a manutenção de suas estruturas e para tornar melhor a vida de pessoas carentes.

Período – O período de participação para pessoas da comunidade vai de outubro de 2018 a 16 de abril de 2019. Contribua com instituições localizadas nos municípios da área de ação da Cocari, participantes da edição 2018/2019 da Campanha Cocari Solidária, nos Estados do Paraná, Goiás e Minas Gerais.

 

Sorteio de prêmios – Na compra de um vale-mudas, no valor de R$ 5, você ajuda a entidade e concorre aos prêmios que serão sorteados ao final da campanha, no dia 30 de abril de 2019, sendo: um carro, duas motos e dois televisores. 

 

Total – Ao todo, em treze edições, já foram arrecadados R$ 4.646.100,00 (valor sem correção monetária). Faça a sua parte. Colabore com instituições e ajude a transformar realidades! (Imprensa Cocari)

 

cocari cartaz 30 11 2018

C.VALE I: Cantor Daniel visita sede da cooperativa

 

O cantor sertanejo Daniel esteve na sede da C.Vale, em Palotina, na manhã desta quinta-feira (29/11). Ele se encontrou com diretores executivos e com os integrados do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Comissão de Integração dos Comitês Educativos. O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, disse a Daniel que a decisão de trazê-lo pela segunda vez para evento da cooperativa foi motivada pelo carisma, pela simplicidade e pela sintonia que o cantor demonstrou com a filosofia de atuação da C.Vale. Daniel agradeceu a receptividade e revelou estar disposto a voltar para as comemorações dos 60 anos da cooperativa. (Imprensa C.Vale)

 

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C.VALE II: Shows dos 55 anos atraem mais de 7.500 convidados

 

Pelo terceiro dia consecutivo, a Asfuca de Palotina ficou lotada para o último dos shows do cantor Daniel em comemoração aos 55 anos da C.Vale. No espetáculo de quinta-feira (29/11), o cantor empolgou mais de 2.500 associados e funcionários do Paraná e Mato Grosso do Sul. Nas mais de duas horas de apresentação, ele chamou convidados para cantar e dançar no palco. O evento foi aberto pela dupla sertaneja Bruno e Diego. Com o show desta quinta-feira, os três eventos promovidos pela C.Vale reuniram mais de 7.500 pessoas.

 

Plano de investimento - A C.Vale apresentou um vídeo com um plano de investimentos para os próximos 30 anos. Em seu discurso, o presidente Alfredo Lang revelou que a cooperativa vai manter a estratégia de investir na agroindustrialização. Com isso, a tendência é a ampliação do processamento de soja e milho para produção de rações das atuais 13 para 45 milhões de sacas por ano. Ele destacou que o lucro gerado pela industrialização é dividido entre todos os associados, mesmo entre aqueles que só atuam na produção de grãos. (Imprensa C.Vale)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Case de Cafeara coloca cooperativa entre as finalistas do Top de Marketing ABDV

sicredi uniao 30 11 2018A instituição financeira cooperativa Sicredi União PR/SP esteve entre as finalistas do Top de Marketing 2018 da Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ABDV), na categoria Serviço, com o case da agência Smart Container de Cafeara (Norte do Paraná, a 145 quilômetros de Londrina). A Sicredi União concorreu ao lado da Unicesumar – Híbrido, PUCPR e Sistema Positivo de ensino. O resultado foi conhecido na noite de terça-feira (27/11). A vencedora foi a PUCPR.

Oscar - O Top de Maketing é considerado o Oscar do setor de marketing e vendas do Estado, reconhecendo e premiando as melhores ideias, talentos, resultados e empresas do mercado. O case de Cafeara chegou à final pelo ineditismo e resultados, inserindo uma comunidade de cerca de 3 mil habitantes no sistema financeiro e uso de meios eletrônicos de pagamento.

Costumes - Inaugurada em março deste ano (2018), a pioneira agência Smart Container tem mudado costumes e provocado movimentações diferentes no município. Totalmente digital e em meio a uma população que não costuma usar cartões, o desafio de introduzir o hábito do pagamento eletrônico vem sendo vencido com várias ações e interações com a comunidade.

Primeira digital - A agência é a primeira digital do sistema Sicredi no Brasil e pretende ser modelo de inclusão financeira e social. Dentro da proposta de facilitar o acesso da população aos serviços bancários, a comunidade de Cafeara não paga tarifas pela abertura e manutenção de conta, como cesta de serviços, nem tem qualquer custo com anuidades de cartões de crédito. Os comerciantes, por sua vez, também receberam gratuitamente as máquinas de cartão. Tudo com o objetivo de incentivar o uso dos cartões de débito e crédito, diminuindo a circulação de dinheiro em espécie na cidade, incentivando os negócios locais e colaborando para mais segurança.

Minimização dos custos - A minimização dos custos operacionais pelo fato de a agência Smart não transacionar com dinheiro em espécie é avaliada pela cooperativa de crédito como alternativa viável para levar a bancarização aos municípios que não apresentam viabilidade econômica para comportar agências bancárias. “Para atender esses municípios, o melhor caminho é tirar a circulação do dinheiro, mas sem tirar o bom atendimento. A agência Smart é uma agência completa, com equipe trabalhando o dia todo, entregando produtos de qualidade, com muita tecnologia”, frisa David Conchon, superintendente de Negócios, e um dos responsáveis pela implantação do projeto na cidade.

Associados - A agência já conta com aproximadamente 400 associados; já ofereceu dois cursos em parceria com o Sebrae sobre “Como ser Empresário” e “Educação Financeira”, impactando mais de 50 pessoas; realizou palestra para jovens sobre Educação Financeira; reuniu cerca de 80 pessoas em palestras do Projeto Crescer – em que os novos associados conhecem o cooperativismo e seus benefícios -; e instalou três projetos sociais na cidade: o Use e Devolva, em que são disponibilizadas bicicletas para uso dos moradores; o Centro de Informática, que oferece aulas gratuitamente à população; e também o programa “A União Faz a Vida”, com foco na cidadania e cooperação.

Diferencial - “Essas ações mostram o diferencial da cooperativa, que busca o desenvolvimento da região onde se instala”, comenta o gerente de negócios da agência, Tiago Borlot Altino. Segundo ele, o trabalho realizado na cidade já começa a mostrar seus frutos. “Recentemente, a Apae da cidade realizou seu tradicional Festival de Prêmios e, pela primeira vez, foram utilizadas as maquininhas de cartões Sicredi. Foram comercializados mais de R$ 1 mil em cartões”, comemora. Ele informa que já foram credenciadas cerca de 40 no comércio da cidade.

Colaboração e cooperação - O diretor executivo da Sicredi União, Rogério Machado, destaca a importância de o desenvolvimento acontecer de uma forma cooperativa, colaborativa, promovendo a inclusão econômica. “Nossa cooperativa tem no seu DNA essa força de fazer grandes transformações”, afirma, citando os programas sociais da Sicredi União implantados em Cafeara já na inauguração da agência. . “Chegamos na cidade com um propósito e não com uma proposta. Nosso propósito é fazer junto com a comunidade. A época do individualismo ficou para trás”, ressalta.

Propósito - Para o presidente da cooperativa, Wellington Ferreira, o propósito é ser relevante para a cidade. “Estamos em Cafeara porque a comunidade concordou e aceitou nosso projeto completo. Mas só vamos ter sucesso se todo mundo compreender que o que vai valer daqui pra frente é pensar no bem comum. Não estamos na cidade para fazer transações econômico-financeiras e sim para fazer uma transformação. Esse é o objetivo e estamos colocando nossa equipe à disposição. Queremos que Cafeara seja um exemplo”, assegurou.

Festa incentiva o conceito de casshless cities - Integrando as várias ações, a Sicredi União realizou, desta vem em parceria com a Visa, em 25 de agosto, a Folia Cafeara, disseminando a cultura da utilização de cartões e inibição do uso de dinheiro. Cada participante da festa recebeu um cartão, com crédito de R$ 20,00, para experienciar o pagamento eletrônico.

Modelo ideal - O superintendente de Negócios David Conchon explica que a Sicredi está trabalhando com o conceito de cashless cities (cidades sem dinheiro) por entender ser o modelo ideal para levar agências bancárias a pequenas cidades, garantindo a segurança da população e sua inclusão no sistema financeiro.

Segurança - O fator segurança está entre as principais preocupações da Sicredi União ao implantar o projeto em Cafeara, uma vez que o policiamento, em cidades pequenas, é sempre mais reduzido. “As instituições financeiras onde existe o dinheiro em espécie acabam atraindo ladrões, tanto que vemos com muita frequência explosões de caixas eletrônicos em cidades pequenas. Ocorrem também nas cidades de porte maior, mas os ladrões encontram mais facilidades nas cidades em que a segurança é mais vulnerável”, observa Conchon.

Benefícios do pagamento eletrônico - Seguindo a metodologia de um estudo exclusivo e independente encomendado pela Visa à Roubini ThoughtLab, intitulado “Cidades sem dinheiro em espécie: Compreendendo os benefícios dos pagamentos digitais”, em Cafeara, os benefícios de uma maior utilização dos pagamentos eletrônicos na cidade seriam transformadores e totalizariam quase R$ 4.56 milhões, por ano, valor diretamente mensurado em três grandes grupos – consumidores, empresas e governos.

• R$ 760 mil para os consumidores, considerando, entre outros, a economia de tempo entre transações bancárias e no varejo, além de redução de crimes relacionados ao dinheiro em papel;

• R$ 1,9 milhão para os estabelecimentos comerciais, incluindo, entre outros, a economia de tempo durante o processamento de pagamentos, aumento de receita por vendas decorrentes de uma maior base de clientes, tanto nas lojas físicas quanto no ambiente online;

• E, por fim, R$ 1,9 milhão para o governo, entre outros, com o aumento das receitas fiscais, do crescimento econômico, redução de custos operacionais.

Impactos - Além disso, o mesmo estudo prevê que, até 2032, os impactos estimados a longo prazo em Cafeara, resultantes de alguns benefícios diretos, seriam o incremento adicional de 0,7% em empregos, decorrentes da intensificação da atividade econômica, e 1% de aumento extra nos salários.

Potenciais benefícios - O estudo “Cidades sem dinheiro em espécie: Compreendendo os benefícios dos pagamentos digitais” quantifica os potenciais benefícios experimentados pelas cidades que migram para um nível elevado de uso de pagamentos digitais – atingido quando o índice de uso de pagamentos digitais de toda a população de uma cidade se iguala ao dos 10% de usuários que mais utilizam esse tipo de pagamento atualmente no município. Ou seja, o estudo não prevê a eliminação total do dinheiro em espécie. Por outro lado, busca quantificar os potenciais benefícios e custos do aumento do uso dos pagamentos digitais. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB UNICOOB: Central realiza primeiro encontro do Comitê de Inovação

 

sicoob unicoo 30 11 2018No dia 12 de novembro, aconteceu a primeira reunião do Comitê de Inovação, criado pelo Conselho de Administração do Sicoob Unicoob. Coordenado pelo conselheiro Luiz Ajita, o comitê tem como objetivo sensibilizar e incentivar os profissionais que ocupam cargos de liderança na Central e cooperativas do sistema a serem multiplicadores da cultura da inovação.

 

Pensar juntos - “A inovação é um tema que devemos pensar juntos. É um assunto que deve interessar não só aos dirigentes, mas envolver todos os colaboradores. Formamos o comitê para disseminar essa cultura, tão importante para o sistema”, destaca Ajita.

 

Discussões - O diretor de Serviços e Tecnologia da Informação da Central, Emerson Iten, explica que a partir das discussões em grupo, o Comitê de Inovação pretende traçar programas sobre o tema, a fim de incentivar o Sistema Unicoob a "respirar" inovação. “O mundo passa por um momento de transformação e propor ideias inovadoras é essencial para sobreviver a um cenário cada vez mais globalizado, dinâmico e digital”, ressalta.

 

Competitividade - Para a analista de Gestão de Pessoas Meire de Santi Gouvêa, falar sobre inovação é essencial para garantir a competitividade no mercado. “Gostei muito da iniciativa do comitê, pois precisamos estar antenados e pensar em soluções que atendam às necessidades e as expectativas de nossos cooperados”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

IBGE I: PIB cresce e 0,8% e chega a R$ 1,716 trilhão no terceiro trimestre

 

ibge I 30 11 2018O Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – cresceu 0,8% na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2018, na série com ajuste sazonal. Em relação ao terceiro trimestre de 2017, o crescimento foi de 1,3%.

 

Resultado acumulado - Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que no resultado acumulado nos quatro trimestres terminados em setembro (3º trimestre do ano), o PIB subiu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

 

Ano - Já no acumulado do ano, o PIB cresceu 1,1%, em relação a igual período de 2017. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2018 alcançou R$ 1,716 trilhão, sendo R$ 1,464 trilhão do valor adicionado a preços básicos e R$ 252,2 bilhões dos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. A taxa de investimento foi de 16,9% e a taxa de poupança foi de 14,9%.

 

Contas Trimestrais - Os dados das Contas Trimestrais, divulgados nesta sexta pelo IBGE, indicam altas de 0,7% na agropecuária, 0,5% nos serviços e 0,4% na indústria. Nas demais comparações, as variações foram de 1,3% em relação ao mesmo período de 2017, 1,4% no acumulado em quatro trimestres e 1,1% no acumulado de janeiro a outubro de 2018.

 

Serviços - “Apesar de a agropecuária ter apresentado o maior crescimento, foram os serviços que mais influenciaram a taxa, já que são o setor de maior peso no PIB”, explicou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. (Agência Brasil)

 

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IBGE II: Instituto divulga a Tábua Completa de mortalidade 2017

 

ibge II destaque 30 11 2018Desde 1999, o IBGE divulga anualmente a Tábua Completa de Mortalidade correspondente à população do Brasil, com data de referência em 1º de julho do ano anterior. Ela apresenta a expectativa de vida às idades exatas até os 80 anos e tem sido utilizada como um dos parâmetros necessários à determinação do chamado fator previdenciário para o cálculo dos valores relativos às aposentadorias dos trabalhadores que estão sob o Regime Geral de Previdência Social. 

 

2017 - A tábua de mortalidade projetada para o ano de 2017 forneceu uma expectativa de vida de 76,0 anos para o total da população, um acréscimo de 3 meses e 11 dias em relação ao valor estimado para o ano de 2016 (75,8 anos). Para a população masculina o aumento foi de 3 meses e 14 dias passando de 72,2 anos para 72,5 anos, em 2017. Já para as mulheres o ganho foi um pouco menor, em 2016 a expectativa de vida ao nascer era de 79,4 anos se elevando para 79,6 anos em 2017 (2 meses e 26 dias maior). 

 

Probabilidade - A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 0,01380, isto é, para cada 1000 nascidos aproximadamente 13,8 deles não completariam o primeiro ano de vida. Para o sexo feminino este valor seria 0,01175 (11,8 meninas em mil nascidas vivas não completariam um ano de vida), uma diferença entre os sexos de 2,0 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. E para ambos os sexos a taxa de mortalidade infantil foi de 12,8 por mil. 

 

Declínio - A mortalidade das crianças menores de 5 anos ou mortalidade na infância, também declinou neste período. Em 2016, de cada mil nascidos vivos 15,5 não completavam os 5 anos de idade. Em 2017, esta taxa foi de 14,9 por mil, declínio de 3,9% em relação ao ano anterior. Neste grupo de idade, a intensidade com que atua a mortalidade concentra-se no primeiro ano de vida. Das crianças que vieram a falecer antes de completar os 5 anos de idade, 85,7% teriam a chance de morrer no primeiro ano de vida e 14,3% de vir a falecer entre 1 e 4 anos de idade. Em 1940, a chance de morrer entre 1 e 4 anos era de 30,9%, mais que o dobro do que foi observado em 2017. As crianças nesta faixa etária são muito sensíveis às condições sanitárias, que no passado eram extremamente precárias (Tabela 1).

 

Conformidade - A distribuição dos óbitos das crianças menores de 5 anos está em conformidade com as que ocorrem nas regiões mais desenvolvidas. Na Suécia, no período 2010/20151, das crianças menores de 5 anos que vieram a falecer antes dos 5 anos, 85,0% dos óbitos ocorreram no primeiro ano de vida e 15,0% entre 1 a 4 anos de idade. A taxa de mortalidade infantil neste país (2,2 óbitos para 1000 nascidos vivos) é bem inferior ao valor observado no Brasil. Este valor é muito próximo da mortalidade das crianças menores de 5 anos, que foi de 2,6 por mil. Contudo, existem países em que ainda persistem altos níveis de mortalidade infantil, como a Somália, na África Ocidental, que no período 2010-2015, apresentou uma taxa de mortalidade infantil de 79,4 por mil e a chance de uma criança que tenha falecido antes dos 5 anos de idade de morrer entre 1 a 4 anos de idade é de aproximadamente 40,0%. 

 

Diminuições contínuas - A partir de 1940, observam-se diminuições contínuas nas taxas de mortalidade das crianças até 5 anos. Entre 1940 e 2017 a mortalidade infantil apresentou declínio da ordem de 91,3%, enquanto que a mortalidade entre 1 a 4 anos de idade, a diminuição foi de 97,2%. Neste período foram poupadas aproximadamente 134 vidas de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidas vivas. E das 212 crianças nascidas vivas de cada mil que não conseguiam atingir os 5 anos em 1940, foram poupadas nesse período 197 vidas para cada mil crianças nascidas vivas, correspondendo a uma taxa de mortalidade na infância de 14,9 por mil, em 2017. 

 

Transição demográfica - No processo de transição demográfica brasileira destaca-se que, desde o século XIX até meados da década de 1940, o Brasil caracterizou-se pela prevalência de altas taxas de natalidade e de mortalidade, principalmente a mortalidade nos primeiros anos de vida. A partir desse período, com a incorporação às políticas de saúde pública dos avanços da medicina, particularmente os antibióticos recém-descobertos no combate as enfermidades infecto-contagiosas e importados no pós-guerra, o país experimentou uma primeira fase de sua transição demográfica, caracterizada pelo início da queda das taxas de mortalidade. Primeiramente, os grupos etários mais beneficiados com a diminuição da mortalidade, foram os das crianças menores de 5 anos de idade. Inicia-se assim, o processo de transição epidemiológica. O conjunto de causas de morte formado pelas doenças infecciosas, respiratórias e parasitárias, começa, paulatinamente, a perder importância frente a outro conjunto formado por doenças que se relacionam com a degeneração do organismo através do envelhecimento, como o câncer, problemas cardíacos, entre outros. 

 

Ao nascer - Para o ano de 2017, a expectativa de vida ao nascer, que foi de 76,0 anos, significou um aumento de 30,5 anos para ambos os sexos, frente ao indicador observado em 1940. Para os homens esse aumento foi de 29,6 anos e para as mulheres 31,3 anos (Tabela 2). Todas as idades foram beneficiadas com a diminuição dos níveis de mortalidade, principalmente as idades mais jovens, onde se observa os maiores aumentos nas expectativas de vida e, com maior intensidade na população feminina (Tabela 3). Em 1940, um indivíduo ao completar 50 anos tinha uma expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Com o declínio da mortalidade neste período, um mesmo indivíduo de 50 anos, em 2017, teria uma expectativa de vida de 30,5 anos, esperando viver em média até 80,5 anos, ou seja, 11,4 anos a mais do que um indivíduo da mesma idade em 1940 (Tabela 3 e Gráfico 1). A maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos encontrada entre países em 2015, pertence ao Japão, 83,7 anos, seguido de perto da Itália, Singapura e Suíça, todos na faixa de 83 anos. (Assessoria de Imprensa do IBGE)

 

INFRAESTRUTURA I: Temer lança edital para concessão de 12 aeroportos, 4 portos e Ferrovia Norte-Sul

 

infraestrutura I 30 11 2018O presidente Michel Temer lançou ontem o último pacote de concessão do seu governo com a equipe do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) confiante no sucesso das licitações. Em solenidade no Palácio do Planalto, Temer reuniu ministros e convidados para apresentar os editais de concessão de 12 aeroportos, da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e de quatro portos.

 

Desafios - Para técnicos do PPI ouvidos pelo Valor, existiam dois desafios relacionados à atração de investidores que foram resolvidos, um relacionado aos contratos de concessão da FNS e outro aos quatro arrendamentos de portos.

 

Questionamentos - Na FNS, o questionamento se voltava para o "direito de passagem", que permite o transporte de carga em trechos de outras concessionárias. A nova ferrovia se conecta à Malha Paulista. Ela garante o escoamento de cargas pelo porto de Santos. Pelo trecho norte, a FNS buscará acesso ao porto do Itaqui.

 

Equacionada - O secretário especial do PPI, Adalberto Vasconcelos, considera que essa questão já está "totalmente equacionada". Foi definida uma tarifa-teto - em condições favoráveis ao novo concessionário - para os primeiros cinco anos de contrato.

 

Livre negociação - Depois, haverá livre negociação com o acompanhamento dos órgãos reguladores para inibir prática de preços abusivos. Vasconcelos afirmou que a Malha Paulista, do grupo Rumo, é tratada como "concessão de passagem". Isso porque 85% da carga transportada já é de terceiros. Ele mencionou esse dado para reforçar que a negociação entre as concessionárias é comum e atrativa para os dois lados.

 

Portos - Em relação aos portos, Diogo Piloni, diretor de PPI, afirmou que a causa da falta de estímulo à chegada dos investidores era a baixa taxa de retorno dos projetos, definida pelo parâmetro Wacc. Esse problema foi resolvido com decisão do Ministério da Fazenda, em novembro, que elevou o Wacc de 8,03% para o patamar próximo de 10%.

 

Baixa remuneração - A baixa remuneração levou empresas do setor a não apresentarem lances na oferta de dois terminais do Porto de Paranaguá, em julho. A dificuldade também fez o governo desistir do leilão, em novembro, de terminal em Santos.

 

Seis portos - Com a calibragem do Wacc, o PPI planeja lançar, entre dezembro e janeiro, o edital de mais seis portos. Os estudos foram liberados anteontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Com o edital lançado ontem, o governo pretende arrendar um terminal em Vitória (ES) e três em Cabedelo (PB).

 

Aeroportos - Em relação à concessão dos aeroportos, a discussão com o setor foi amadurecida há mais tempo, o que praticamente eliminou as incertezas relacionadas aos contratos. Desde o lançamento da consulta pública, no início do ano, um dos aeroportos, de Barra do Garças (MT), foi retirado do bloco do Centro-Oeste porque colocava em dúvida a atratividade da concessão.

 

Data - O leilão da FNS será em 28 de março. Com o lance mínimo de R$ 1,35 bilhão, estará em jogo a concessão de 30 anos da linha de 1.537 Km, de Porto Nacional (TO) a Estrela D'Oeste (SP). O investimento foi estimado em R$ 2,8 bilhões.

 

Blocos- Os aeroportos serão ofertados em três blocos: Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. As outorgas mínimas somam R$ 2,1 bilhões. Com contratos de 30 anos, os terminais ofertados respondem por 9,5% da demanda nacional. O leilão será em 15 de março.

 

Prazo- Os quatro terminais portuários terão prazo de arrendamento de 25 anos. Como nos leilões passados, a outorga mínima será de R$ 1, mas investimentos serão exigidos em contrapartida. O certame está previsto para 22 de março. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Concessões podem puxar receita em 2019, mas zerar déficit é 'desafiador'

 

infraestrutura II 30 11 2018Com a perspectiva de aceleração do processo de concessões de infraestrutura pelo governo eleito, o crescimento das receitas para o próximo ano pode superar a previsão inserida na peça orçamentária de 2019 e contribuir para reduzir o déficit fiscal. Mesmo assim, a equipe econômica considera que o plano de "zerar" o rombo no ano que vem continuaria "desafiador".

 

Plano agressivo - O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, defendeu que a proposta de alcançar um superávit já em 2019 – que já foi defendida pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes - é baseada em um plano agressivo de concessões. Na proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019, a receita líquida total está estimada em R$ 1,299 trilhão - sendo que a previsão de recolhimento com concessões e permissões é de R$ 3,5 bilhões, que correspondem apenas a recursos oriundos de ativos já sob as mãos da iniciativa privada. "Qualquer concessão [nova], isso sobe", contou.

 

Ceticismo - Indicado por Guedes a permanecer no posto, Mansueto demonstrou ceticismo sobre o plano do futuro chefe - mas evitou ser assertivo. "Não diria que é impossível, mas é desafiador", afirmou o secretário, seguindo a linha das avaliações feitas por ele anteriormente. "Tenho que conversar com o novo ministro da Economia. Temos que sentar e ver como fazer isso", contou.

 

Petróleo - A parte mais importante das receitas com concessões seria o megaleilão de excedentes de petróleo da cessão onerosa, que pode arrecadar até R$ 100 bilhões. De qualquer forma, Mansueto ressaltou que o ajuste fiscal deve se dar por meio de um equilíbrio principalmente nas despesas. Em especial, as obrigatórias - que continuam com trajetória de crescimento.

 

Previdência - Por isso, o secretário insistiu na importância da reforma da Previdência para reduzir os gastos. Mansueto chegou a afirmar a representantes da Standard & Poor's (S&P) nesta semana que a aprovação tem que ocorrer em 2019, dado o envelhecimento acelerado da população.

 

Desvinculação - Em entrevista à imprensa sobre o resultado primário, o secretário destacou também que a desvinculação das receitas e despesas orçamentárias, proposta defendida por Guedes e voltada ao ajuste fiscal, exigirá mudanças na legislação e até mesmo na Constituição. O Valor antecipou na segunda-feira o plano da futura equipe econômica voltada a uma desvinculação ampla do Orçamento. Mas para alterar os gastos mínimos com saúde e educação, por exemplo, seria preciso alterar a Constiuição - o que exige aval do Congresso.

 

Receitas - Enquanto o próximo governo não assume, o crescimento das receitas bem acima das despesas neste ano está contribuindo para a equipe econômica entregar ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, o país com déficit primário bem inferior ao previsto em meta. Em outubro, pela primeira vez em seis meses, o governo central registrou superávit primário, de R$ 9,451 bilhões. "Neste ano a receita líquida tem crescimento bastante expressivo, e parte expressiva vem de royalties e pagamentos especiais, que subiram R$ 20 bilhões", afirmou Mansueto.

 

Ano - No ano, o déficit primário do governo central chegou a R$ 73,2 bilhões (em 12 meses, está em R$ 93,7 bilhões). Nos meses de novembro e dezembro, o resultado primário do governo central deve ser pior do que o apurado no mesmo período de 2017, devido à concentração de entrada de recursos de concessão no fim do ano passado, o que não vai se repetir.

 

Projeção - Para o fim do ano, Mansueto projeta déficit primário R$ 20 bilhões inferior à meta de R$ 159 bilhões. Um dos fatores para a melhora é o "empoçamento" de recursos já destinados aos ministérios e ainda não gastos, que em outubro somava R$ 13 bilhões e que deve fechar o ano em R$ 15 bilhões.

 

Gastos obrigatórios menores - Também deve ajudar a diminuir o déficit deste ano o cenário de gastos obrigatórios menores que os estimados em R$ 5 bilhões. Para minimizar esse problema, Mansueto afirmou que negocia com o Tribunal de Contas da União (TCU) a possibilidade de a equipe econômica contestar os dados dos órgãos que executam e projetam os valores, como no caso de aposentadorias, pensões e abono salarial - todos obrigatórios. Para o setor público consolidado, o secretário do Tesouro projeta um déficit de R$ 119 bilhões (1,6% a 1,7% do PIB), sendo que a meta é de um resultado positivo de R$ 161 bilhões (2,3% do PIB). (Valor Econômico)

 

GASTOS PÚBLICOS: Guedes quer endurecer travas para garantir teto

 

gastos publicos 30 11 2018O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda mecanismos de aperfeiçoamento na lei do teto do gasto público. A ideia é criar novas medidas de ajustes na despesa para serem acionadas em caso de risco ou de efetivo descumprimento do limite anual de despesas, que é apenas corrigido pela inflação.

 

Ajustes possíveis - A proposta é endurecer os ajustes possíveis como suspensão de concursos e de aumentos salariais, dentre outros, acrescentando a desindexação de despesas hoje atreladas ao salário mínimo ou a índices de preços, caso o teto não possa ser cumprido. Com isso, o governo conseguiria colocar uma trava nominal nos gastos, explicou o ministro em conversa com jornalistas.

 

Outra medida - Outra medida é fazer uma ampla desvinculação do Orçamento, hoje quase que integralmente (mais de 90%) engessado por carimbos de receitas a despesas previamente definidas. A desvinculação daria maior flexibilidade para o governo administrar o gasto.

 

Primeira ação - No cronograma definido, o primeiro tiro do governo Bolsonaro será a reforma da Previdência. A proposta que vai contemplar mudança no sistema atual e introduzir o regime de capitalização deve ser enviada em março ao Congresso Nacional. O time do futuro ministro da Economia está debruçado sobre a proposta coordenada por Arminio Fraga e as sugestões dos irmãos Weintraub, que assessoram o novo governo.

 

Insustentável - "O teto sem a reforma cai. Ele é insustentável", avalia Guedes. A previsão dos técnicos é que o Brasil, em mais oito meses, já vai estar em situação ilegal em relação ao teto. A desindexação seria uma medida extremada para corrigir essa situação, adianta o futuro ministro. As despesas ficariam desindexadas e/ou desvinculadas até que o respeito ao teto esteja novamente garantido.

 

Compromisso - Guedes assegurou seu total compromisso com os termos da lei que estabeleceu o teto da despesa pública. " Nós queremos aprofundar os ajustes. A desvinculação é um ato extremo", acrescentou ele. Com o crescimento da economia e o congelamento das despesas, em um ou dois anos o país voltaria a respeitar o teto.

 

Gasto público - O problema central a ser atacado é a explosão do gasto público, que está na raiz dos males da economia. A despesa total, que equivalia a 18% do PIB no fim do regime militar, cresceu paulatinamente e hoje corresponde a 45% do PIB. Esse crescimento foi praticamente ininterrupto durante todos os governos civis desde então. Chegou-se à situação atual, em que a dívida pública geral equivale a pouco mais de 77% do PIB - alta demais para as condições do país - e os ativos do governo que no passado equivaliam à dívida total hoje cobrem somente 17% da dívida, desconsiderando a previdenciária.

 

Maior gasto - A Previdência é o maior gasto do governo, seguida da conta de juros da dívida, que consome R$ 400 bilhões por ano, ou o equivalente a um Plano Marshall, que, com US$ 100 bilhões anuais resgatou a Europa devastada pela Segunda Guerra.

 

Endividamento - Para reduzir o pagamento de juros, é necessário diminuir o tamanho do endividamento. O plano de Guedes é vender empresas estatais para, com o dinheiro apurado, ir abatendo a dívida bruta e, consequentemente, a conta de juros.

 

Dados - Na quarta-feira, os assessores do presidente eleito receberam dados da Secretaria do Tesouro Nacional que calculam em R$ 802 bilhões o valor do conjunto das 144 companhias estatais, considerando nessa conta empresas como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa. Estas, o presidente eleito disse que não pretende privatizar. A equipe comandada pelo futuro ministro da Economia, porém, considera que com o tempo as pessoas vão mudando de ideia e torce para que isso também ocorra com Bolsonaro em relação às privatizações.

 

Valorização - Como as vendas de estatais será gradual, a ideia é que no processo as empresas poderão passar se valorizar, elevando para algo mais próximo de R$ 1 trilhão o valor arrecadado com a desestatização. Com os pés no chão, a equipe de assessores do novo governo considera como um bom resultado a privatização de 30% das companhias federais.

 

Venda - O governo que assume em janeiro conta, ainda, com cerca de R$ 800 bilhões como produto da venda do conjunto de imóveis e de participações minoritárias da União em empresas. Uma fatia dessa receita pode ser obtida nos próximos anos.

 

Desequilíbrio - Está no desequilíbrio das contas públicas a razão da armadilha do baixo crescimento que enredou o país. E foi a gigantesca expansão do gasto que acabou por corromper a democracia, costuma dizer Guedes quando expõe seu diagnóstico sobre o quadro atual.

 

Despesas nominais - Não será preciso, porém, cortar a despesa em termos nominais. Bastaria travar o seu crescimento. Assim o gasto público cairá como proporção do PIB, ajudado por uma inflação anual de 4% e por um produto que deve crescer em torno de 3% a 3,5%.

 

Equacionamento - Aos que temem que o país precisará de muitos anos de penúria para entrar nos trilhos, ele garante que um ou dois anos de congelamento do gasto nominal poderão ser suficientes para equacionar o drama do descontrole fiscal.

 

Máquina pública - O terceiro maior gasto é com a máquina pública. São cerca de R$ 300 bilhões com o pagamento de salários e sustentação de empresas públicas consideradas descabidas, como a Valec ou a EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Para enfrentar esta despesa e dar mais eficiência às ações de governo, o futuro ministro conta com a reforma do Estado.

 

Proposta - Para obter as reformas estruturais do Congresso Nacional, o governo Bolsonaro dispõe de uma atrativa proposta de implementar o pacto federativo preconizado na Constituição de 1988, que previa a descentralização de poder e de receitas.

 

Divisão dos municípios - À medida que o governo federal for conseguindo avançar na agenda fiscal e retomar o crescimento, ele irá dividir os benefícios com Estados e municípios na forma de descentralização dos recursos.

 

Estratégia - A reforma tributária é parte da estratégia, mas não está pronta. A equipe econômica considera a hipótese de criar um imposto único sobre pagamentos, conforme proposta de Marcos Cintra. Esse tributo teria como vantagem alcançar inclusive atividades ilícitas. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: França coloca acordo climático como condição para negociar com Mercosul


internacional 30 11 2018O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira (29/11), em Buenos Aires, que a assinatura de um acordo comercial da União Europeia com o Mercosul depende do apoio do governo brasileiro ao Acordo de Paris, um compromisso internacional que tem o objetivo de minimizar os impactos do aquecimento global.

 

Entrevista - As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva na capital argentina, onde começa nesta sexta-feira (30/11) o encontro dos líderes do G-20, grupo que reúne as maiores economias do mundo. 

 

Acordo de Paris - “Do lado francês, eu digo claramente que não sou favorável à assinatura de um acordo comercial amplo com potências que não respeitam o Acordo de Paris e que anunciam que não vão respeitar o Acordo de Paris”, disse Macron. Nesta semana, o Brasil decidiu retirar sua candidatura para sediar a reunião sobre mudanças climáticas da ONU, em 2019. Bolsonaro admitiu, na quarta-feira, ter participado dessa decisão e explicou que não faria sentido sediar o evento, uma vez que o País pode deixar o acordo do clima.

 

Desafios contemporâneos - “Esses acordos comerciais contemporâneos precisam responder aos desafios contemporâneos. Ocorre que há uma mudança política maior no Mercosul que acaba de ocorrer no Brasil. Portanto, é do lado do Mercosul que a questão está colocada para saber qual é a natureza do impacto que essa mudança vai ter”, afirmou Macron. 

 

Negociações - As negociações para assinatura de um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia se estendem por quase 20 anos e estão na reta final. A França sempre foi resistente a um acordo que prejudicasse seus produtores de carne e açúcar, mas recentemente deu sinais de que poderia chegar a um entendimento. Na quinta-feira, no entanto, Macron deixou claro que as conversas podem travar novamente.

 

Encontro - Segundo ele, houve um encontro no início do ano em Paris com o presidente da Argentina Mauricio Macri e certos compromissos foram adotados por ambos os lados para garantir que houvesse um avanço nas negociações entre Mercosul e UE. Um desses compromissos foi de que todos, em um eventual acordo comercial, respeitassem os princípios do Acordo de Paris. “Isso significa que eu me coloco numa situação em que eu exijo esforços de meus trabalhadores, meus industriais, para se adaptarem ao Acordo de Paris. É um sacrifício”, disse Macron. “E do outro lado, assinaríamos acordos comerciais com países que dizem abertamente que não há problemas de aquecimento climático, que não fazem esses esforços.”

 

Brasil - Nesta semana, Bolsonaro voltou a dizer que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e que o agronegócio está sufocado “por questões ambientais que não colaboram em nada para o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente.”

 

Acordo climático - Diplomatas brasileiros disseram ao Estado que, em governos anteriores, o acordo climático nunca foi um obstáculo. Parte dos negociadores brasileiros, porém, alertam que a postura da França pode ser “oportunista”. Paris jamais cedeu em abrir seu mercado para as exportações agrícolas do Mercosul. Agora, segundo alguns diplomatas, encontrou um argumento para impedir o acordo.

 

Itamaraty - Procurado, o Itamaraty disse que não iria se pronunciar.

 

Resposta de Bolsonaro - Em publicação no Twitter, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que não vai sujeitar o território brasileiro a colocações de outras nações. "Sujeitar automaticamente nosso território, leis e soberania a colocações de outras nações está fora de cogitação. É legítimo que países no mundo defendam seus interesses e estaremos dispostos a dialogar sempre, mas defenderemos os interesses do Brasil e dos brasileiros", escreveu na rede social. (O Estado de S.Paulo)

 


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