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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4444 | 29 de Outubro de 2018

ELEIÇÕES 2018 I: Para Ricken, desafios do novo presidente da República são enormes

eleicoes urna 29 10 2018O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que está otimista em relação ao novo presidente da República, Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo a partir de 1º de janeiro de 2019, após ser eleito, neste domingo (28/10), com 55,15% do total de votos válidos. No Paraná, Bolsonaro também foi o mais votado em 307 dos 399 municípios, atingindo 68,43% dos votos válidos. Ao falar sobre o resultado do pleito para o Informe Paraná Cooperativo, Ricken começou lembrando que o cooperativismo paranaense esteve mobilizado neste ano, por meio do Programa de Educação Política, o parana.coop+10, cujo propósito foi incentivar o voto consciente e fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Programa de Educação Política - “Nós temos o nosso Programa de Educação Política, que teve como ênfase trabalhar para reforçar a Frencoop, com o objetivo de estarmos preparados para discutir os principais pontos no Congresso Nacional, onde as leis vão continuar sendo aprovadas, mesmo com o novo presidente. Nossa prioridade é o Congresso Nacional, o acompanhamento profissional de todas as propostas que por lá tramitam. E a Frencoop é fundamental. Nesse sentido, a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) está muito bem estruturada e nós vamos dar todo o apoio necessário”, afirmou.

Executivo - “A questão do executivo agora está definida e temos um presidente eleito. No início, os ânimos devem ficar um pouco acirrados, mas a tendência é entrar numa normalidade após esse período. Os desafios são enormes. As contas do governo não fecham em vários níveis. Nós temos muitas prefeituras e estados inviabilizados financeiramente e há ainda vários temas dentro do governo que terão que ser revistos, como a Previdência e as leis trabalhistas. Há ainda a área política. Neste caso, nós vimos uma diluição desse processo em inúmeros partidos. Ficou bem demonstrado que a população não quer mais isso”, afirmou. “O país tem que se reposicionar para se desenvolver. Se nós buscarmos o desenvolvimento e opções de trabalho, a população vai entender e todos vão apoiar. Eu sou otimista e acredito que esse é um processo que o país tinha que passar, passou, e vamos torcer para que tudo vá bem daqui para frente, que é o desejo da sociedade como um todo”, acrescentou.

Desoneração - Na avaliação de Ricken, o novo governo federal deve intensificar as ações para tornar o setor produtivo brasileiro mais competitivo no mercado internacional. “Eu penso que um ponto importante a ser trabalhado é a desoneração das atividades produtivas, aquele adicional de custo que o Brasil tem e outros países que competem no mesmo mercado não possuem. Nós temos diversos insumos intermediários que possuem muito imposto embutido. É necessário limpar isso. Para ser competitivo, é necessário estar nas mesmas condições de outros países que produzem. Nós temos uma demanda muito grande por alimentos. Isso representa mais de 44 bilhões de dólares em jogo. Nós podemos ocupar boa parte desse mercado em âmbito internacional. Nós utilizamos menos de 8% da área do país com produção agropecuária. Isso significa que temos um potencial enorme e essa demanda internacional por alimentos vai ser disputada por países do Leste Europeu, os americanos e o Brasil. É onde ainda se pode produzir bem mais. A população mundial demanda mais alimentos. Dessa forma, se nós conseguíssemos ter políticas públicas que proporcionassem mais competitividade aos nossos produtos no mercado internacional, o Brasil ganharia um espaço muito grande para crescer economicamente”, complementou.

 

ELEIÇÕES 2018 II: Veja as propostas de governo do presidente eleito Jair Bolsonaro


eleicoes II 29 10 2018Eleito neste domingo (28/10) presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) conquistou 55,15% dos votos, contra 44,85% de Fernando Haddad (PT). Ele será o chefe do Poder Executivo pelos próximos quatros anos e receberá a faixa presidencial no dia 1º de janeiro de 2019.

Propostas - Veja algumas das propostas do presidente eleito com base no programa apresentado ao TSE e entrevistas concedidas durante a campanha:

Segurança e direitos humanos - Bolsonaro defende a liberdade de escolhas “desde que não interfiram em aspectos essenciais da vida do próximo”. Segundo ele, essa liberdade deve alcançar escolhas afetivas, políticas, econômicas ou espirituais e acrescenta que uma nação mais fraterna e com menos excluídos é mais forte. Em seu programa de governo, diz que a política de direitos humanos será redirecionada com prioridade para a defesa das vítimas da violência, como a reforma do Estatuto do Desarmamento e o direito de as pessoas terem armas para usar em “legítima defesa”. Ele também defende a redução da maioridade penal para 16 anos, é contrário à progressão de penas e as saídas temporárias de presos em datas especiais, os chamados saidões.

Economia - Uma das principais propostas é a privatização ou extinção de estatais. Segundo Bolsonaro, a ideia é reduzir o pagamento de juros, que custaram R$ 400,8 bilhões em 2017, com a venda de ativos públicos. Em relação à reforma da Previdência, defende a implantação, no país, de um modelo privado de capitalização do setor. Como proposta para o sistema tributário do país, o programa fala em unificar impostos e simplificar o sistema de arrecadação de tributos. Uma das promessas é reduzir de forma gradativa os impostos, por meio da eliminação e unificação de tributos, "paralelamente ao espaço criado por controle de gastos e programas de desburocratização e privatização". O assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, que deve assumir como ministro da Economia, disse, em conversa com investidores, que a intenção é criar uma alíquota única de 20% no Imposto de Renda, que passaria a incidir sobre quem ganha acima de cinco salários mínimos.  

Carteira verde e amarela - Bolsonaro pretende criar um novo tipo de carteira de trabalho, batizada de "carteira verde e amarela", que seria voltada ao jovem quando ingressasse no mercado de trabalho. Por essa carteira, o contrato individual de trabalho teria prevalência sobre a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), mas sem violar dispositivos trabalhistas previstos na Constituição.

Renda mínima - Pretende instituir uma renda mínima para todas as famílias brasileiras, em valor acima do benefício pago pelo programa Bolsa Família.

Saúde - Bolsonaro diz que as ações planejadas terão como foco “eficiência, gestão e respeito com a vida das pessoas” e que é possível fazer mais com os recursos atualmente disponíveis. Outra proposta é adotar o chamado Prontuário Eletrônico Nacional Interligado em postos, ambulatórios e hospitais para reduzir os custos ao facilitar o atendimento futuro por outros médicos em diferentes unidades de saúde, além de permitir cobrar maior desempenho dos gestores locais. Defende também o credenciamento universal de médicos e instituição de carreira de Estado para médico.

Mais Médicos - Em relação ao Mais Médicos, o plano de governo prevê que “nossos irmãos cubanos serão libertados” e que suas famílias poderiam imigrar para o Brasil desde que os profissionais sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida). Os médicos cubanos passariam a receber integralmente o valor pago pelo governo brasileiro e que, atualmente, é redirecionado, via convênio com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), para o governo de Cuba.

Meio ambiente e Agricultura - No programa de governo apresentado à Justiça Eleitoral, Bolsonaro não fez menção direta ao tema meio ambiente, mas apontava caminhos para agricultura. O novo presidente pretende criar uma "nova estrutura federal agropecuária", que vai englobar diversas pastas. Durante a campanha, defendeu a junção dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, mas nos últimos dias admitiu que poderá manter o Ministério do Meio Ambiente. O candidato do PSL também disse que pode flexibilizar a legislação que regula a exploração econômica de áreas verdes preservadas, inclusive na Amazônia, e não concederá novos territórios para indígenas e quilombolas. Na área de agricultura, a proposta é atender as demandas de “segurança no campo; solução para a questão agrária; logística de transporte e armazenamento; uma só porta para atender as demandas do agro e do setor rural; políticas especificas para consolidar e abrir novos mercados externos e diversificação”.

Educação - O plano de governo diz que educação básica, do ensino infantil ao médio, será prioridade. Defende a educação a distância para o ensino fundamental como alternativa "para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”. Para o ensino superior, Bolsonaro diz que as universidades precisam gerar avanços técnicos para o Brasil, por meio de parcerias e pesquisas com a iniciativa privada. Em entrevistas, defendeu a diminuição das cotas raciais em universidades e concursos públicos. Bolsonaro quer que conteúdo e método de ensino “precisam ser mudados. Mais matemática, ciências e português, sem doutrinação”. Ele pretende resgatar a disciplina de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira nas escolas.

Ciência e tecnologia - Para Bolsonaro, o modelo de pesquisa e inovação no Brasil está “esgotado”. Em vez de os recursos do setor serem organizados por Brasília, defende o fomento de “hubs” tecnológicos nos quais universidades se aliam à iniciativa privada “para transformar ideias em produtos”. Os programas de mestrado e doutorado deverão ser feitos “sempre perto das empresas”. Propõe investimento na exploração de energia renovável solar e eólica no Nordeste e pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio.

Política externa - Defende que o Ministério das Relações Exteriores precisa estar a serviço de valores que sempre foram associados ao povo brasileiro. A outra frente, diz o programa, será fomentar o comércio exterior com países que possam agregar valor econômico e tecnológico ao Brasil, como os Estados Unidos. No âmbito regional, o plano de Bolsonaro prevê aprofundamento da integração “com todos os irmãos latino-americanos que estejam livres de ditadura” e países "sem viés ideológico". Sobre o Mercosul, afirmou que não se pode “jogar para o alto” o acordo. “O que não pode é continuarmos usando acordos como esse em função de interesses ideológicos como o PT fez”, criticou. (Agência Brasil)

 

AFTOSA: Antecipação da retirada de vacinação vai contribuir para o PR ganhar mercado, avalia presidente da Ocepar

aftosa 29 10 2018O pedido do Estado do Paraná, de antecipar para novembro de 2019 a retirada da vacinação contra a febre aftosa, foi aprovado pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A decisão foi comemorada pelo setor produtivo paranaense. “Essa medida é fundamental para ganharmos mercado, especialmente o internacional. Aparentemente, as pessoas podem achar que a questão da febre aftosa só afeta o gado bovino, mas não é apenas isso. O fato de não sermos livres de aftosa sem vacinação impede o cooperativismo e demais empresas de competir em alguns países que exigem esse status. Esse era um pleito antigo que as entidades e empresas ligadas ao agronegócio estavam defendendo há bastante tempo, entre as quais a Ocepar, a Faep e demais representações. Com a permissão do Ministério da Agricultura, a partir do ano que vem teremos um tempo necessário para realizarmos a transição, o que vai possibilitar a antecipação em dois anos dessa condição”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

PNEFA - O Paraná integrava o Bloco V previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) junto com o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, estados que irão parar de vacinar em maio de 2021. Santa Catarina, que já não realiza a vacina, também faz parte do grupo.

Agradecimento - “Nós temos que agradecer o empenho do Ministério da Agricultura, que entendeu a importância disso para o Estado e reconheceu que nós fizemos a tarefa de casa, seja nas estruturas de fiscalização e controle nas barreiras, na recomposição das equipes de fiscalização, feitas para dar segurança necessária para que possamos deixar de vacinar o rebanho paranaense. Hoje a melhor rede de proteção da região Sul foi construída pelo Estado do Paraná. O vírus da doença não circula há bastante tempo por aqui, mas é preciso monitorar ele e o risco sempre vai existir. Se nós provarmos que temos condições de monitorar e controlar o fluxo de animais, nós poderemos conquistar essa condição. Para mim, é a principal medida que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, aprova para o Estado do Paraná”, destacou Ricken.

 

Foto: Mapa

GETEC: Informe traz projeções sobre indicadores econômicos

gerencia tecnica detaque 22 10 2018A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (29/10), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2018, 2019 e 2020.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br  / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

SICOOB UNICOOB: Central e cooperativas participam de treinamento do BNDES

sicoob unicoob 29 10 2018Colaboradores do Sicoob Central Unicoob e de cooperativas filiadas participaram de um treinamento operacional e negocial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A capacitação, realizada nos dias 24 e 25 de outubro, em Maringá (PR), teve como facilitadores os consultores do Bancoob Ana Paula Rodrigues, Larissa Ramos e Vinicius Cerqueira.

Objetivo - O principal objetivo do treinamento foi capacitar os profissionais do sistema Unicoob para operar e oferecer linhas de crédito com recursos do BNDES, tanto na área rural como na empresarial.

Importante - De acordo com o supervisor de Crédito Rural do Sicoob Central Unicoob, Michel Tamura, o treinamento foi muito importante para as cooperativas, mas principalmente para os cooperados. “Discutimos como melhorar os nossos processos para atender nossos associados com a máxima qualidade e agilidade. Também foi interessante para nos atualizarmos quanto as novas regras para a safra 2018/19", afirma.

Presenças - Estiveram presentes representantes das cooperativas Metropolitano, Vale do Iguaçu, Norte do Paraná, Noroeste do Paraná, Credicapital, Arenito, Marechal, Integrado e Médio Oeste.

Direcionamento - Com essas ações, o Sicoob Unicoob tem reforçando o direcionamento para buscar a diversificação no mercado de atuação, com o propósito de atingir R$ 2,1 bi em Crédito Rural até dezembro de 2019, cumprindo assim, a missão de ser a principal instituição financeira do cooperado. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB MERIDIONAL: Inaugurado espaço conceito para o público jovem em Bento Gonçalves

No dia 19 de outubro, o Sicoob Meridional inaugurou em Bento Gonçalves (RS) o Inov@, um espaço conceito para o público jovem. O modelo, que é o inédito no sistema Sicoob, funciona como escritório de negócios também oferece espaços de coworking.

Conquista - No evento de lançamento, a presidente do Conselho de Administração do Sicoob Meridional, Solange Martins, disse que o Inov@ representa uma grande conquista. Inaugurado com 31 sócios-fundadores e três colaboradores, é a 16ª unidade da cooperativa que tem sede em Toledo (PR) e em 2018 comemora 16 anos.

Design diferenciado - Ela ainda falou sobre o design diferenciado do ambiente, que tem como propósito estimular a inovação. “Cada vez mais caminhamos para um ambiente virtual onde o papel não será mais necessário, mas o que a tecnologia nunca conseguirá alcançar é o contato humano. Prezamos por esse contato e por isso, pensamos em um espaço descontraído e alegre, para estimular a convivência entre nossos cooperados. Um ambiente que traduz nosso propósito, que é humanizar as relações financeiras”, afirma.

Compartilhamento - Por fim, Solange destacou que o objetivo é disponibilizar as instalações do Inov@ como um espaço para o compartilhamento. “Nosso associado pode trazer os clientes e fornecedores para tomar um café, fazer uma reunião”, complementa.

Localização - O espaço Inov@ em Bento Gonçalves fica localizado na Avenida Osvaldo Aranha, 831, ao lado do Supermercado Grepar.

Caxias do Sul - Em novembro, mais duas unidades do Inov@ serão inauguradas em Caxias do Sul (RS). No dia 27 de novembro, no bairro Cruzeiro e no dia 28 de novembro, na Avenida Perimetral. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB MÉDIO OESTE: Linhas de crédito rural especiais são ofertadas na Expo Assis

Considerada uma das maiores festas do Paraná e a maior aberta ao público, a Expo Assis 2018 aconteceu entre os dias 18 e 21 de outubro, em Assis Chateaubriand (PR). O evento, que fez parte das comemorações dos 52 anos da cidade, contou com a presença do Sicoob Médio Oeste.

Linhas - Durante o evento, a cooperativa operou com todas as linhas de crédito disponíveis para atender o produtor rural e também com as linhas de crédito do BNDES destinadas ao financiamento de bens, máquinas e equipamentos para geração de energia fotovoltaica.

Destaque - O destaque ficou por conta da campanha da Poupança Premiada e da Conta Digital Yoou. Além dos brindes distribuídos durante a feira, os mais de 30 mil visitantes que passaram pelo Centro de Eventos Angelo Micheletto puderam conhecer as vantagens e benefícios de se tornar um cooperado Sicoob.

Bons negócios - Segundo o diretor de Negócios do Sicoob Médio Oeste, Rodrigo Dencati, a feira foi um sucesso e as expectativas foram superadas. “Fizemos bons negócios durante o evento. Foram cerca de 150 nova poupanças e aproximadamente 40 contas Yoou”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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COOPAVEL: Somando forças em ações do Outubro Rosa

coopavel 29 10 2018Durante o mês de outubro, entidades dos mais variados segmentos promovem e estimulam ações de orientação sobre prevenção ao câncer. A Coopavel é uma delas e tradicionalmente promove palestras para alertar e informar quanto aos cuidados necessários para prevenir a doença. Nesta semana, o setor de Medicina Ocupacional da cooperativa organizou palestra com o máster coach integral sistêmico, treinador e analista de perfil comportamental, Jeferson de Lima.

Unicoop - Cerca de 50 colaboradores da área industrial estiveram na Unicoop (Universidade Coopavel) para participar e receber informações. Jeferson deu dicas sobre que decisão tomar para deixar ou tirar alguém da zona de conforto, abordou sobre saúde, aspectos emocional, espiritual, conjugal, familiar, social e intelectual, e sobre como saber onde se quer chegar, acordar e agir na hora e na velocidade certa.

Reflexão - O coach também faz definir o estado atual e o desejado, auto-responsabilizar-se (sou fruto das minhas escolhas) e focar no que se quer e não quer. Jeferson falou também sobre dizer não, ter visão maior do futuro e questionar onde quero chegar. E ainda quanto ao agir para mudar de vida. “Todos que se fizeram presentes tiveram uma experiência das mais enriquecedoras”, informa a enfermeira do trabalho Giane Quinhones Dalla Costa.

Vamos falar sobre isso? - O tema da edição de 2018 das orientações sobre a doença é Câncer de mama: vamos falar sobre isso? Conforme o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a finalidade dessa mobilização é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce, que eleva substancialmente as chances de cura.

Números - Segundo o Inca, os cânceres de próstata (68 mil) em homens e de mama (60 mil) em mulheres serão os mais frequentes neste ano. O número de óbitos em consequência da doença ainda é elevado no Brasil, no entanto os registros têm recuado diante de avanços da medicina e de iniciativas como a do Outubro Rosa. A enfermeira Giane Costa considera a mobilização e todas as ações que ela integra fundamentais para estimular o autoexame e a detecção precoce da doença. (Imprensa Coopavel)

 

COMÉRCIO INTERNACIONAL: Espanha tem interesse em fechar acordo da UE com Mercosul

comercio exterior 29 10 2018O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, reuniu-se na terça-feira passada (23/10), com o vice-ministro da Agricultura da Espanha, Fernando Miranda Sotillos, na sede do Ministério da Agricultura, em Madri, e apresentou demandas do Brasil junto à União Europeia para agilizar a exportação de produtos do agronegócio brasileiro.

Vantagem - Sobre as negociações entre o Mercosul e a União Europeia para a criação de uma área de Livre Comércio, Novacki disse que “o acordo poderá trazer vantagem para ambos os lados”.

Suporte - O vice-ministro espanhol informou que, a Espanha está dando forte suporte às negociações para o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Sotillos enfatizou que o país tem interesse em manter as boas relações comerciais com Brasil e garantir o fornecimento de produtos brasileiros, especialmente a proteína animal, segmento em que o Brasil é potência mundial.

Pontos de negociação - Os principais pontos de negociação brasileira com a UE são relacionados à carne bovina, regionalização do produto termoprocessado, rastreabilidade, retomada do pré-listing, ractopamina da carne suína e reabertura para o pescado brasileiro.

Insatisfação - Durante o encontro, Novacki demonstrou insatisfação com a dinâmica do bloco europeu, pelo fato de os pleitos serem entregues a cada país membro, mas que os pedidos brasileiros acabam sendo encaminhados à análise da UE.

Exportações - No ano passado, as exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 13,46 bilhões. Os principais produtos embarcados para os países europeus foram itens do complexo soja (34,35%), café (18,73%), carnes (12,15%), sucos (9,67%), fumo (5,95%), cereais (5,65%), frutas (4,82%) e outros (8,69%).

Importações - O Brasil importou US$ 1,989 bilhão em itens do agronegócio europeu, em 2017, sendo a maior parte formada por produtos industrializados.

Fruit Attraction 2018 - A delegação brasileira, integrada por empresários, participou da Fruit Atraction 2018, em Madri, que está em sua décima edição, e onde o secretário executivo do Mapa, fez a abertura oficial do Pavilhão Brasil, na terça-feira.

Potencial - Novacki falou sobre o potencial brasileiro no comércio mundial e especificamente sobre as exportações de frutas. Lembrou esforços feitos pelo governo em parceria com entidades do setor privado com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar a produção, o consumo interno e as exportações de frutas, como a implementação, neste ano, do Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF).

Metas - As metas de longo prazo do PNDF, com data fixada até 2028, incluem participar com R$ 60 bilhões no mercado global de alimentos, aumentar o consumo interno de frutas para 70 quilos per capita ao ano e atingir US$ 2 bilhões em exportações de frutas frescas e derivados.

Crescimento - Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) a meta é a de atingir US$ 1 bilhão em exportação no ano que vem, com crescimento de 23% sobre o resultado de 2017. E, partir de então, crescer pelo menos 10% ao ano.

Este ano - Para este ano, o presidente da Abrafrutas, Luiz Roberto Barcelos, que integrou a delegação brasileira, disse que a expectativa é “chegar aos US$ 950 milhões em vendas externas com volume de 964 mil toneladas de frutas frescas”.

Principais frutas - As principais frutas exportadas pelo Brasil são melão (23,7%) e manga (21,14%). Também se destacam o limão e a lima ácida (13%), a maçã (8,8%), a melancia (7,7%) e o mamão (5,5%), segundo as vendas externas em 2017. (Mapa)

 

GRÃOS: Soja brasileira continua a vencer a ‘guerra’ entre EUA e China

graos 29 10 2018As disputas comerciais entre China e Estados Unidos continuam rendendo bons frutos aos exportadores de soja do Brasil. Os prêmios pagos nos portos pelo bushel (medida equivalente a 27 quilos) do grão brasileiro chegaram a US$ 2,70 nas últimas semanas, sinal de que a demanda externa continua aquecida.

Sexta - Na sexta-feira (26/10), os contratos da soja com vencimento em novembro fecharam em US$ 8,45 o bushel em Chicago, enquanto o prêmio pago pelo bushel do grão em Paranaguá (PR) ficou em US$ 2,55, cerca de 30% do valor da cotação na bolsa americana. No mesmo período do ano passado, o prêmio era de US$ 0,55.

Ritmo acelerado - Com a demanda ainda forte, as exportações brasileiras se mantêm em ritmo acelerado mesmo com a entrada da safra 2018/19 dos EUA no mercado. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), de 1 a 19 de outubro os embarques somaram 3,9 milhões de toneladas, ante 1,6 milhão no mesmo período de 2017.

Demanda mais arrefecida - “Neste período do ano, o natural seria uma demanda mais arrefecida em razão da entrada da safra americana”, afirma Ana Luiza Lodi, analista da INTL FCStone. De janeiro a setembro, o Brasil exportou 69,2 milhões de toneladas de soja, já mais que o recorde de 68,15 milhões de toneladas de todo o ano passado.

China - A China é a grande responsável pelo “boom”, já que o gigante asiático reduziu a praticamente zero as compras da soja americana. A guerra comercial entre os dois países levou os EUA a sobretaxarem produtos chineses e, em resposta, a China sobretaxou em 25% boa parte da produção agrícola americana, incluindo a soja.

Esperada - A menor demanda pela soja dos EUA já era esperada, mas os últimos números divulgados pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) frustraram as expectativas de analistas de mercado. “Era esperada uma procura maior por parte de outros destinos, especialmente da União Europeia, já que a soja americana está barata”, afirma Luiz Fernando Gutierrez Roque, analista da consultoria Safras & Mercado.

Contratos - Na semana encerrada no dia 17, os exportadores dos Estados Unidos fecharam contratos para a exportação de 212,7 mil toneladas de soja desta safra 2018/19. As expectativas do mercado variavam entre 300 mil e 700 mil toneladas.

Projeção - A projeção do USDA é que as exportações do país em toda a temporada alcancem 56 milhões de toneladas. Até o momento, foram fechados contratos para embarques de 21 milhões de toneladas da soja americana. “Essa projeção do USDA, teoricamente, considera os efeitos da guerra comercial, mas acho difícil chegar nesse número sem que haja um acordo com a China”, afirma Roque. O ano comercial dos Estados Unidos vai de setembro a agosto, e no mês de janeiro a safra brasileira 2018/19 começará a chegar ao mercado.

Perspectivas iniciais - As perspectivas iniciais eram de que, mesmo com a taxação, a China passaria a comprar a soja dos EUA na entressafra brasileira. Mas não é o que vem ocorrendo. “Há até a uma percepção de que a China poderá voltar ao mercado somente quando a safra brasileira 2018/19 começar a sair dos campos”, afirma Roque.

Menos - A estimativa do USDA para as importações de soja pela China é de 94 milhões de toneladas. Contudo, a própria China já reportou que deve importar menos que isso. “O governo chinês informa que as importações de soja devem chegar a 84,6 milhões de toneladas, quase 10 milhões a menos do que a projeção do USDA”, comenta a analista da INTL FCStone. (Valor Econômico)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Conta de luz terá bandeira tarifária amarela em novembro

energia eletrica 29 10 2018A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (26/10) que a bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em novembro será amarela. Assim, haverá uma redução na cobrança em relação aos cinco meses anteriores, quando a bandeira foi vermelha.

Custo - A bandeira amarela tem custo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Já a bandeira vermelha, que vigorava desde junho, prevê cobrança de R$ 5 a cada 100 kWh.

Justificativa - A justificativa para a redução na cobrança está no início do período de chuvas. Segundo a Aneel, apesar de os reservatórios ainda estarem com níveis reduzidos, a agência acredita que com o início da estação chuvosa haja elevação gradual no nível de produção de energia pelas usinas hidrelétricas.

Sistema - O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. No patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3 a cada 100 kWh; no 2, de R$ 5.

Dicas de economia - Para evitar aumento significativo nas contas, a Aneel faz algumas recomendações aos consumidores, entre as quais de banhos mais rápidos para quem usa chuveiro elétrico, e optar por temperatura morna ou fria.

Ar condicionado - A agência sugere também a diminuição no uso do ar-condicionado e que, quando o aparelho for usado, não se deixem portas e janelas abertas. Além disso, é preciso manter limpo o filtro do aparelho. Outra sugestão é que o consumidor fique atento ao tempo em que a porta da geladeira fica aberta e que nunca se coloquem alimentos quentes em seu interior.

Outras - Outras dicas são juntar as roupas para serem passadas de uma só vez e não deixar o ferro ligado por muito tempo e, em caso de longos períodos de ausência de casa, evitar que os aparelhos fiquem no sistema stand-by (em espera). Nesse caso, o mais indicado é retirá-los da tomada. (Agência Brasil)

 

COMBUSTÍVEL: Decreto traz regras para redução gradual de subsídio ao diesel

combustivel 29 10 2018Com o recuo do dólar e das cotações internacionais do petróleo, o preço do óleo diesel nas refinarias deve ser reduzido nesta terça (30/10), quando se inicia nova etapa do programa de subvenção. A expectativa do mercado é que a queda fique em torno de R$ 0,20 por litro.

Mudanças - Com o novo cenário, o governo projeta mudanças no programa, avaliando que a subvenção é menos necessária. A expectativa é que um decreto sobre o tema seja publicado esta semana. O texto estabelecerá regras de transição para o fim do subsídio, inicialmente previsto para o dia 31 de dezembro. A ideia é reduzir gradativamente o valor da subvenção, que é de R$ 0,30 por litro.

Petrobras - Atualmente, a Petrobras vende o diesel em suas refinarias a R$ 2,3606, em média. O valor foi definido no dia 29 de setembro, quando o dólar custava R$ 4,05 e o petróleo Brent, referência global, US$ 82,88 (R$ 335,6 ao câmbio da época).

Queda - Na sexta-feira (26/10), o dólar fechou cotado a R$ 3,65 e o Brent, a US$ 77,62 (R$ 283,3, na cotação atual). Em reais, portanto, o preço do petróleo caiu 15,5% no período —movimento que já impacta no preço da gasolina nas refinarias, que essa semana ficou abaixo de R$ 2 pela primeira vez em dois meses.

Ressarcimento - Com a queda das cotações, o valor pago em ressarcimento vem sendo bem inferior aos R$ 0,30 previstos, já que é calculado com base em um preço de referência definido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que simula qual seria o valor de venda caso não houvesse tabelamento.

Preço - Entre sábado (27/10) e segunda, esse preço é R$ 2,4676 no Sudeste, ou R$ 0,2226 a menos do que o vigente no início do período de 30 dias. Isto significa que, em vez de pagar R$ 0,30 por litro, o governo vai pagar apenas R$ 0,08 nesses três dias.

Cinco dias- No mês de outubro, o subsídio cheio só foi pago por cinco dias. O governo separou R$ 9,5 bilhões para bancar a subvenção até o fim do ano. Até o fim de setembro, segundo a ANP, foram gastos R$ 1,6 bilhão.

Crédito extraordinário - A economia não garante ao governo folga para gastar com outras atividades, já que a subvenção foi criada por meio de crédito extraordinário no Orçamento. Mas ajuda a reduzir o déficit fiscal, que deve fechar o ano em R$ 125 bilhões, menor do que os R$ 149 bilhões projetados inicialmente.

Greve - A subvenção ao preço do diesel foi criada para encerrar a greve dos caminhoneiros que paralisou o país por duas semanas em maio. Além do subsídio de R$ 0,30 por litro, o governo reduziu a carga tributária sobre o combustível em R$ 0,16 por litro. A intervenção federal no mercado suspendeu investimentos em instalações de importação do produto. A distribuidora Raízen, que opera a marca Shell, por exemplo, disse ter adiado projeto de até R$ 2 bilhões com as incertezas sobre viabilidade de importações.

Bombas - Nas bombas, o preço do diesel subiu 1,4% desde o último reajuste na refinaria. (UOL)

 

BNDES: Banco lança processo que reduz prazo para aprovação de crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social abriu na sexta-feira (26/10) um novo processo de concessão de crédito que separa a análise de clientes e de projetos para reduzir os prazos de aprovação dos pedidos. Segundo o banco, com o novo processo, que deve estar concluído até o fim do ano, o tempo médio de liberação de recursos deve cair entre 43% e 75%, de acordo com o tipo de financiamento.

Habilitação - O BNDES criou uma etapa de habilitação que funcionará como porta de entrada dos pedidos de financiamento. Nessa etapa, serão analisados cadastro, compliance (prática de agir de conformidade com as normas vigentes) e rating (risco de crédito). Segundo a assessoria de imprensa da instituição, uma vez concluídas as avaliações, o cliente terá livre acesso às várias linhas de crédito da instituição.

Esteiras de crédito - Após a empresa ser declarada habilitada, os pedidos de empréstimo passarão por quatro esteiras de crédito, de acordo com sua característica: automática, simplificada, corporativa e project finance (projeto que tem como garantia o próprio fluxo de caixa).

Destinação - “Pela esteira automática, tramitarão os financiamentos com escopo predeterminado, exemplo do capital de giro e da compra isolada de máquinas e equipamentos nacionais. A esteira simplificada destina-se, majoritariamente, a operações de financiamento a planos de investimentos de pequenas e médias empresas, com valor de apoio até R$ 10 milhões”, explicou o BNDES.

Terceira e quarta - A terceira e a quarta esteiras (corporativa e project finance) destinam-se aos pedidos de financiamento para projetos mais complexos, entre os quais expansão de capacidade, inovação, infraestrutura e os chamados greenfields (novos investimentos). Tais projetos necessitam de prazo de análise mais longo que os demais, dos quais se diferenciam pela característica de garantias da operação. “Em projetos desse tipo, o BNDES continuará com suas práticas de avaliação de mérito quanto à efetividade, considerando as dimensões de impacto e sustentabilidade econômica, social e ambiental, como é característica das avaliações realizadas por bancos de desenvolvimento.”

Aprovação - As operações continuarão dependendo de aprovação da diretoria e do Comitê de Elegibilidade de Operações e Crédito do banco. Na avaliação do BNDES, o novo processo de concessão de crédito, que se refere somente às operações diretas, ou seja, em que não há intermediação de agentes financeiros credenciados, vai reduzir também a burocracia da contratação. Nas operações indiretas, os recursos continuarão sendo concedidos por meio da rede de agentes do BNDES. (Agência Brasil)

FOCUS: Mercado financeiro espera manutenção da Selic esta semana

focus 29 10 2018Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, nesta semana. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se amanhã (3010) e quarta-feira (31/10), em Brasília, para definir Selic.

Pesquisa- A expectativa do mercado financeiro para a decisão do Copom está na pesquisa Focus, elaborada semanalmente com projeções para os principais indicadores econômicos.

Manutenção - Em suas quatro últimas reuniões, o Copom optou por manter a taxa nesse patamar, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico.

Sem alteração - Para o mercado financeiro, não deve haver alteração na Selic até o fim deste ano. Em 2019, a taxa deve subir e encerrar o período em 8% ao ano. Para 2020 e 2021, a expectativa é que permaneça em 8% ao ano.

Inflação - A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Tendência - Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Projeção - Em 2018, o centro da meta de inflação é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é de 4% e, para 2021, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

IPCA - A estimativa de instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado no sistema de metas de inflação, é 4,43% neste ano. A projeção da semana passada estava em 4,44%. Para 2019, a estimativa permanece em 4,22%. Para 2020 e 2021, a estimativa para a inflação é de 4% e 3,95%, respectivamente.

Atividade econômica - A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,34% para 1,36%. Para 2019, estimativa foi ajustada de 2,49% para 2,50%. Para 2020 e 2021, a projeção segue em 2,50%.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar caiu de R$ 3,75 para R$ 3,71 no fim deste ano e permanece em R$ 3,80 no encerramento de 2019. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Governo Central registra déficit primário de R$ 23 bilhões em setembro

economia 29 10 2018O subsídio para o óleo diesel e o aumento de despesas não obrigatórias fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o segundo maior déficit da história para meses de setembro. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 22,979 bilhões.

Maior - Apenas em setembro de 2016, o déficit para o mês foi maior (R$ 25,239 bilhões). Em relação a setembro do ano passado, o resultado negativo subiu 0,7% em valores nominais, mas caiu 3,7% ao descontar a inflação do ano passado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Rombo - O déficit primário é o rombo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. De janeiro a setembro, o resultado negativo soma R$ 81,591 bilhões, valor 28,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (R$ 109,566 bilhões), descontado o IPCA. Mesmo com o resultado de setembro, o déficit acumulado é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2015.

Fatores - De acordo com o Tesouro Nacional, dois fatores contribuíram para o pequeno aumento nominal do déficit em setembro. O primeiro foi a execução de créditos extraordinários provocada pelo subsídio ao óleo diesel, que consumiu cerca de R$ 1,7 bilhão apenas em setembro e está previsto para fechar o ano em R$ 9,5 bilhões.

Despesas discricionárias - O segundo fator foi o aumento de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo, que subiram 9% acima da inflação de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. As maiores altas foram provocadas pelo desbloqueio de gastos de custeio (manutenção da máquina pública) nos ministérios e pela execução de emendas parlamentares impositivas. Os ministérios que mais puxaram a alta foram Defesa, com crescimento de 29% acima da inflação, e Saúde, com alta de 7,9% acima da inflação.

Reforço - O déficit só não foi maior porque as receitas do Governo Central tiveram, em setembro, o reforço do leilão da quarta rodada de partilha do pré-sal e pelos royalties de petróleo, que foram impulsionados pela alta do dólar e pela valorização da cotação internacional do barril.

Acumulado - De janeiro a setembro, as receitas líquidas acumulam alta de 5,9% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor: 2,3% acima da inflação. Os gastos com a Previdência Social subiram 2% além da inflação, contra alta de 0,9% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal.

Demais despesas - As demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 2,6% descontada a inflação, por causa principalmente da redução dos gastos com subsídios (-29,7%), com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (-35,4%) e com abono e seguro desemprego (-4,8%).

Custeio - As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam alta de 7% acima da inflação nos nove primeiros meses do ano. Os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) somaram R$ 31,862 bilhões, alta de 20,4% além da inflação em relação ao mesmo período de 2017.

PAC - O principal programa federal de investimentos, no entanto, está executando menos. Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 16,063 bilhões de janeiro a setembro, queda de 1,7% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação. (Agência Brasil)

 

OPINIÃO: Como juntar dinheiro e controlar as finanças

opiniao 29 10 2018*Felipe Azevedo

O alto índice de desemprego somado a baixa renda de muitos brasileiros faz com que boa parte dos cidadãos tenham dificuldades para manter as contas em dia. Segundo o Serviço de proteção ao Crédito (SPC), mais de 60 milhões de brasileiros, o equivalente a 40% da população adulta do país, estão inadimplentes e têm restrição ao crédito. Além disso, de acordo com um relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 30% da população têm uma reserva financeira, ou seja, são poupadores ativos.

Embora o contexto seja atual, a discussão sobre como controlar as contas não é exatamente uma novidade e, para colocar a casa em ordem, é preciso que o cidadão tenha uma boa educação financeira no seu dia a dia.

Nós, profissionais da área financeira, sempre defendemos que a educação financeira deve ser aplicada desde a infância, já que mudar hábitos na fase adulta é sempre mais difícil, mas não impossível. Para uma pessoa que não tem como rotina guardar dinheiro, passar a analisar a vida financeira e planejar o futuro é como mudar hábitos alimentares – com o tempo a gente começa a ver os resultados, vai se motivando, e torna a prática uma regra fundamental para o nosso dia a dia. Saber exatamente o quanto ganhamos, o quanto devemos e o quanto podemos gastar é o primeiro passo para controlar as finanças e conseguir poupar, pois o descontrole da vida financeira, normalmente, tem como origem, um padrão de gastos ou consumo superior aos ganhos mensais.

Já o segundo passo é definir estratégias para renegociar dívidas. O reequilíbrio financeiro só será possível se as contas estiverem em dia. Uma boa alternativa é listar as dívidas já assumidas com cartões de crédito, empréstimos ou boletos e então procurar uma instituição financeira de confiança para refinanciar estas dívidas através de uma nova operação, com um custo financeiro menor e com uma parcela que caiba no orçamento mensal, de forma a liquidá-la ao longo do tempo.

Quanto a escolha da instituição financeira, priorize aquelas reconhecidamente seguras, que além de bons produtos, sejam acessíveis a suas dúvidas e questionamentos, disponibilizando canais de comunicação eficientes e relacionamento próximo.

Cumprida a etapa do controle financeiro, com as contas em dia, é hora de pensar em poupar! Nessa fase, também é muito importante o apoio de uma instituição financeira de confiança, afinal, você estará deixando seus investimentos, o seu patrimônio, aos cuidados dessa instituição. Informa-se bem, tirar todas as dúvidas com o seu gerente, assim como questionar sobre os produtos existentes para o seu perfil e objetivos, é fundamental.

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 3,8 milhões de associados, com atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, possui excelentes alternativas de investimentos, que vão desde a poupança, excelente alternativa para quem está criando o hábito de guardar recursos, por sua simplicidade e possibilidade de aportes de pequeno valor, até alternativas mais sofisticadas em fundos de investimentos, que possibilitam ampla diversificação para perfis de investidores mais arrojados.

Além de beneficiar os próprios investidores e contar com uma carteira que já supera os R$ 13 bilhões, com crescimento acumulado até setembro de 2018 superior a 35%, a poupança do Sicredi também é responsável pelo estímulo ao crédito rural. A cada novo depósito feito em poupança em uma cooperativa do Sicredi, 80% deste valor é priorizado para o crédito rural dos associados da própria cooperativa em que ocorreu o depósito, estimulando desta forma o crescimento da região e fomentando resultados que posteriormente serão compartilhados por todos.

O relacionamento próximo e o incentivo a educação financeira, características marcantes do Sicredi, visam principalmente compartilhar hábitos financeiros saudáveis, que quanto mais cedo iniciarem - preferencialmente na infância - mais facilmente serão assimilados como estilo de vida. Que tal aproveitar o Dia Mundial da Poupança, celebrado em 31 de outubro, para repensar seus hábitos e ter uma vida financeira mais saudável?

*Felipe Azevedo é gerente de Investimentos e Previdência do Banco Cooperativo Sicredi

 


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