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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4416 | 18 de Setembro de 2018

EXCELÊNCIA EM GESTÃO: Sistema Ocepar recebe cooperativas premiadas nacionalmente

Um grupo de profissionais de cooperativas vencedoras do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão, realizado ano passado pelo Sistema OCB, foi recebido na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, na manhã desta terça-feira (18/09). Acompanhados da gerente de Desenvolvimento Social da OCB, Gêane Ferreira, e do gerente da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Luiz Malta, representantes da Unimed Poços de Caldas (MG), Sicoob Credicom (MG), Sicoob União Centro Oeste (MG), Unimed Vale do Aço (MG), Sicoob Cosmipa (MG) e Unimed Erechim (RS) estão em missão técnica no Paraná. A programação no Estado inclui visita a duas empresas que se destacam entre as melhores em gestão: a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e a Volvo, um dos maiores fabricantes mundiais de caminhões, ônibus, equipamentos de construção, entre outros.

Sistema paranaense - Na Ocepar, os visitantes conheceram um pouco mais sobre o sistema cooperativista paranaense, por meio de informações repassadas pela gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emília Pereira, e pelos coordenadores Alfredo Benedito Kugeratski Souza e Humberto César Bridi. Na quinta-feira (20/09), mais um grupo de premiados deve passar pela organização de representação das cooperativas do Paraná, entre os quais profissionais da Unimed Circuito das Águas (MG), Castrolanda (PR), Viacredi (SC), Sicoob São Miguel (SC), Sicredi Pioneira (RS), Sicredi Celeiro (MT), Unimed Belo Horizonte (MG) e Unimed Vitória (ES).

O Prêmio - O Prêmio Sescoop Excelência de Gestão é o reconhecimento nacional concedido às cooperativas que promovem o aumento da qualidade e da competitividade do cooperativismo, por meio do desenvolvimento e da adoção de boas práticas de gestão e governança. Promovida a cada dois anos, a iniciativa é dirigida às cooperativas singulares registradas e regulares com o Sistema OCB, participantes do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC).

Faixas - No Prêmio são utilizados os mesmos instrumentos de avaliação do PDGC e sua avaliação é feita de acordo com o nível de maturidade escolhido no momento da inscrição. As cooperativas que alcançaram a pontuação definida pela Banca Julgadora são reconhecidas em diferentes categorias: Primeiros Passos para a Excelência, Compromisso com a Excelência ou Rumo à Excelência. As faixas de reconhecimento em cada nível de maturidade são: Ouro, Prata e Bronze. Além disso, a cooperativa com as melhores práticas de Governança é eleita Destaque Governança Cooperativista.

Entre as vencedoras - Na edição de 2017, seis cooperativas paranaenses figuraram entre as vencedoras do Prêmio Excelência em Gestão: Unimed Curitiba (Categoria Primeiros Passos – Faixa Bronze); C.Vale, Cocamar e Unimed Cascavel (Categoria Primeiros Passos – Faixa Prata); Sicoob Metropolitano (Categoria Primeiros Passos – Faixa Ouro) e Castrolanda (Categoria Compromisso com a Excelência – Faixa Prata). A C.Vale também foi a campeã em Destaque Governança.

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MARKETING: DNA da Marca é apresentado à diretoria da Ocepar

marketing destaque 18 09 2019O DNA da Marca de uma organização é aquilo que a identifica e diferencia, ou seja, que fundamenta sua existência. O Sistema Ocepar e, por extensão, o cooperativismo do Paraná, quer ter uma marca de valor, uma Lovemark, anseio manifestado na pesquisa de opinião sobre a percepção dos consumidores sobre o cooperativismo paranaense e suas marcas, realizada em agosto do ano passado. Este trabalho avançou e, na reunião mensal de diretoria da Ocepar, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (17/09), em Curitiba, houve a apresentação oficial da Matriz do DNA da Marca do Cooperativismo Paranaense.

Propósito - “Este trabalho tem como objetivo definir o propósito da marca do Sistema Ocepar”, explicou o diretor do Grupo Datacenso, Cláudio Shimoyama, ao detalhar a Matriz do DNA da Marca, cujo processo de criação conduzido pela Comunicação Social do Sistema Ocepar e pelo Grupo Datacenso, envolveu os principais dirigentes e gestores da entidade. Também participou do trabalho a publicitária Eliane Doin. “O que está sendo entregue hoje é um guia do DNA genético da marca do Sistema Ocepar e, por extensão, do cooperativismo paranaense. Serve para orientar, dar um norte para as estratégias que que a organização assina. Sua importância consiste no fato de armazenar e estruturar as informações mais relevantes do cooperativismo e do trabalho do Sistema Ocepar, criando um banco de significados fundamentais e fazendo que a sociedade e até o público interno, ao visualizar a marca entendam qual a essência e o propósito do cooperativismo”, afirmou.

Identidade- “Esta Matriz do DNA da Marca do Sistema Ocepar, traduz o sentimento dos mais de mil entrevistados”, completou o coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Zanello Milléo Filho, lembrando que a necessidade de identificação do cooperativismo foi revelada pela pesquisa de opinião encomendada ao Datacenso. “O resultado dessa pesquisa apontou a importância de termos uma marca em que a sociedade consiga enxergar o trabalho realizado pelo sistema. Buscou-se, portanto, conceitos únicos e que nos dão um posicionamento, um diferencial para podermos desenvolver campanhas de marketing focadas realmente na nossa identidade. Outro aspecto importante é o manifesto da marca que, na forma de discurso, expressa todo o sentimento de satisfação daqueles que fazem parte de um movimento que no mundo abrange mais de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas e gera mais de 250 milhões de empregos, dando oportunidade para que todos possam ser felizes”, concluiu Milléo Filho.

Manifesto – O trabalho sobre o DNA da Marca do Sistema Ocepar também contempla um manifesto que, nada mais é do que uma espécie de declaração pública dos princípios e intenções das pessoas, organizações e da marca. A seguir, a tradução do que a Ocepar é, faz e acredita: “Cooperar. Se tem uma palavra capaz de traduzir nosso propósito, é essa. Pra gente, cooperar é somar forças, é multiplicar o bem, é dividir aprendizados e é subtrair obstáculos. Cooperar é usar a inspiração para criar o que pode ser criado, é ser inteligente para organizar o que precisa ser organizado e é ser consciente para zelar pelo que merece ser zelado. Cooperar é acreditar que melhor do que ser parte é fazer parte, estendendo a mão, propondo e encarando o papel de um protagonista que tem ao seu lado outros protagonistas. Cooperar é pensar global, mas agir local, buscando sempre o desenvolvimento da nossa terra, da nossa gente e dos nossos valores. Cooperar também é ser visionário, olhando pra frente e enxergando o futuro ainda no presente. Cooperar é acordar todo dia motivado para novos desafios e é dormir tranquilo, sabendo que em cada decisão tomada, em cada passo dado e em cada ação realizada estamos contribuindo com um mundo mais feliz, mais plural e mais colaborativo.”

 

C.VALE: A melhor em agricultura e pecuária no prêmio Estadão Mais

cvale 18 09 2018A C.Vale foi uma das vencedoras do “Estadão Mais”, uma premiação às empresas que apresentaram os melhores resultados e tiveram maior impacto em 23 setores da economia nacional. Para indicar as três melhores companhias de cada segmento, auditores da FIA e Austing Rating analisaram dados de balanço contábil de 3.600 empresas. A C.Vale ficou em primeiro lugar na categoria Agricultura e Pecuária e foi representada pelo vice-presidente Ademar Pedron na cerimônia de premiação, dia 13 de setembro, em São Paulo. No mesmo evento, foram homenageadas empresas como Itaú, BR Distribuidora, Vale, Raizen Combustíveis, Brasken, Renault e Vivo. Participou da premiação o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

“Lição de casa”- O presidente do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, disse que foram premiadas empresas que estão fazendo a “lição de casa” tanto em gestão quanto em inovação. Para o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, a homenagem é um reconhecimento dos resultados conseguidos através dos investimentos no processo de agroindustrialização, que vem alavancando o crescimento da cooperativa e a geração de renda e empregos. (Imprensa C.Vale)

 

SICREDI PARANAPANEMA: Encontros de prestação de contas do 1º semestre reúnem cerca de 5 mil pessoas

Entre final do mês de julho e início de setembro, a Sicredi Paranapanema PR/SP realizou o giro de reuniões de prestação de contas do primeiro semestre de 2018. Os encontros, que aconteceram nos 24 municípios onde a cooperativa possui agencia, reuniu cerca de 5 mil pessoas, entre elas associados, poupadores e demais convidados.

Palestra - Neste ano, o processo contou com a palestra “Comportamental Diferencial Competitivo” de Marcos Pulga, e a participação do gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ, André Assis, em cinco reuniões do giro, realizadas nas cidades de Andirá-PR, Bandeirantes-PR, Cambará-PR, Cornélio Procópio-PR e Assis-SP. Nos eventos também foi apresentado o balanço dos seis primeiros meses do ano de 2018, bem como as diversas ações regionais e locais promovidas pela cooperativa nas comunidades em que está inserida. Ainda em alguns municípios, foram realizadas apresentações artísticas de instituições educacionais e projetos do Programa “A União Faz A Vida”.

Aproximação - Para o presidente da cooperativa, Claudio Marcos Orsini, além de aproximar cada vez mais associado e cooperativa, os encontros fortalecem a atuação nas comunidades. “A constante participação ativa de nossos associados tem intensificado a confiança e fortalecimento de nossas ações. Dessa forma, cada vez mais podemos continuar cumprindo efetivamente nossa missão quanto cooperativa, contribuindo com o desenvolvimento deles e da comunidade. É uma satisfação muito grande para nós estreitar cada vez mais esse relacionamento com eles que são os donos do negócio”, declarou Orsini.

Reunião preparatória - Além dos 24 encontros, também foi realizado a reunião inicial preparatória com os coordenadores de núcleos da cooperativa, em Cornélio Procópio, no dia 28 de julho. (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

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SICREDI UNIÃO: Cooperativa comemora conquistas e projeto de nova sede

sicredi uniao 18 09 2018A Sicredi União PR/SP completará 33 anos no dia 25 de setembro, data em que a cooperativa vai comemorar grandes conquistas. “Nossa cooperativa praticamente ressurgiu em 1998, e se tornou uma das maiores do Brasil, atualmente com mais de 187 mil associados e R$ 2,8 bilhões de ativos. A nossa atuação tem sido sempre pautada no propósito de ser simples, relevante e coerente. E a visão de futuro de nossos conselheiros e colaboradores transformaram as dificuldades em conquistas, nos colocando onde estamos”, afirma o presidente da cooperativa, Wellington Ferreira.

Materialização - Ainda de acordo com ele, a construção da nova sede da instituição financeira cooperativa materializa tudo o que foi feito até hoje, assim como o que a cooperativa espera do futuro. “Essa construção vai representar o nosso foco tanto em crescimento regional quanto na promoção da inclusão, da educação financeira e da formação de pessoas. O projeto da nova sede, que foi compartilhado com nossos associados, conselheiros e diretoria da Sicredi União visa a construção sustentável com aproveitamento da água da chuva, geração da própria energia, bicicletário com vestiário, salas para educação financeira e startups, auditório multiuso, creche para os filhos dos colaboradores, entre outros espaços”, ressalta.

Foco - “Com foco nas mudanças do mercado, novas tecnologias e com os valores e princípios que nos trouxeram até aqui, e sempre com respeito às pessoas, não temos dúvida de que nosso futuro será de grandes conquistas”, completa o presidente da Sicredi União PR/SP. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

COCARI: IX Encontro de Famílias Cooperativistas é realizado em Cristalina (GO)

A Cocari realizou no último sábado (15/09) o IX Encontro de Famílias Cooperativistas, em Cristalina-GO, um evento que tem por principal objetivo proporcionar um dia de união e alegria aos cooperados e familiares nas unidades localizadas no Cerrado.

Presenças – Realizado na Associação Atlética Cocari de Cristalina, o encontro contou com a presença do presidente da Cocari, Vilmar Sebold, o vice-presidente, Marcos Trintinalha, o diretor executivo, João Carlos Obici, superintendentes e gerentes do Paraná, Goiás e Minas Gerais. O evento foi prestigiado pelo superintendente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Renato Nobile e o secretário de Agricultura e presidente do Sindicato Rural de Cristalina, Alécio Maróstica.

Palestra – A palestra do dia foi ministrada pela escritora Helda Elaine, que abordou o tema: “O cooperativismo e a família no mundo contemporâneo”. Na oportunidade, a palestrante lançou o livro “O ser humano 10 D – O futuro é de quem faz algo a mais”. Alguns exemplares foram sorteados aos participantes e autografados por Helda Elaine.

Show de humor – Descontração e muita alegria foram garantidas pelo humorista Juca Bala, que divertiu os participantes com o show de humor: “A visão do lado bom, puro, simples e engraçado da vida”. O humorista é líder em audiência na internet e sucesso nos palcos, com mais de 1 milhão de ouvintes por minuto, sendo que em 2017 fez mais de 80 shows pelo Brasil.

Atividades – A programação do evento contou com diversas atividades para todas as idades, como cabine fotográfica, show de prêmios e Espaço Kids. (Imprensa Cocari)

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COCAMAR: Reconhecimento a pioneiros e profissionais na próxima semana

cocamar 18 09 2018Na próxima semana, em evento programado para terça-feira (25/09) no seu parque industrial, em Maringá (PR), a Cocamar vai homenagear um grupo de pioneiros e profissionais com participação importante em sua história. Às 17h, após solenidade no salão social da Associação Cocamar, eles irão fazer o plantio de árvores de espécies nativas na Avenida Constâncio Pereira Dias.  

Fundador - Mais de 55 anos desde o início da cooperativa em 1963, um dos fundadores está entre os homenageados: o ex-cooperado Benedito Lara. Conhecido como Neno, Lara, de 90 anos, morador em Bauru (SP), foi também diretor-secretário na gestão comandada pelo primeiro presidente Arthur Braga Rodrigues Pires, entre 1963 e 1965. Sem visão há muitos anos, ele se encontra, segundo seus familiares, em boas condições de saúde e com disposição para viajar.

Histórico - O engenheiro civil gaúcho Fernando Craidy, que projetou os primeiros armazéns graneleiros e várias outras estruturas operacionais da Cocamar, também está entre eles. Craidy é personagem da própria história da soja no Brasil, tendo participado da construção dos primeiros armazéns que viabilizaram o seu cultivo pelo Rio Grande do Sul, o berço da cultura no Brasil, nos anos 1950/1960.

Mais - Os engenheiros Reinaldo Dias Moraes e Silva e Ivan Petri, que igualmente projetaram estruturas no parque industrial, também vão receber homenagem, a exemplo do ex-governador Jayme Canet Júnior (em memória), representado pelo filho Jayme Canet Neto. Além deles, constam da lista o ex-presidente José Fernandes Jardim Júnior, o desembargador Cássio Colombo Filho e o ex-colaborador Reynaldo Costa.

Acervo - Falecido em junho, Reynaldo Costa foi pioneiro da cidade, designer, artista plástico e gráfico, tendo se dedicado por cerca de 30 anos à organização do Acervo Histórico Cocamar, fazendo dele um dos maiores e mais completos do cooperativismo brasileiro. (Imprensa Cocamar)

 

EVENTO: 2º Show Tecnológico de inverno será realizado dia 4 de outubro, em Ponta Grossa

evento 18 09 2018As cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal promovem, em conjunto com a Fundação ABC, o 2º Show Tecnológico de inverno, no dia 4 de outubro, a partir das 9h, no Campo Demonstrativo e Experimental de Ponta Grossa, com o tema “Conhecimento é terreno fértil para a inovação”. O evento é exclusivo para cooperados, assistência técnica cadastrada e convidados.

Programação – A programação contempla a apresentação de duas palestras: “Influências globais no trigo nacional”, com o consultor na INTL FCStone, Roberto Sândoli Júnior, e “Estratégias para manejo do mosaico comum do trigo”, com Douglas Lau, pesquisador da Embrapa Trigo. Haverá ainda estações sobre Agrometeorologia, Fitopatologia, Fitotecnia, Forragens&Grãos, Herbologia e Solos.

Clique aqui para obter mais informações sobre o evento

 

RECURSOS: Governo reduz novamente orçamento para o seguro rural

recursos 18 09 2018Pelo segundo ano consecutivo, o governo federal enviou ao Congresso uma proposta de orçamento que prevê menos recursos para o programa de subsídios ao seguro rural do que o prometido no Plano Safra.

Menos - Ao invés dos R$ 600 milhões anunciados pelo presidente Michel Temer no lançamento do Plano Safra 2018/19, em junho, o governo previu apenas R$ 450 milhões na proposta para o Orçamento do ano que vem. Em 2018, o Ministério da Agricultura vem executando um orçamento de R$ 380 milhões, destinado para custear parte das apólices contratadas por produtores rurais em todo o país. Quando lançou o Plano Safra 2017/18, a promessa foi liberar R$ 550 milhões.

Reação - Como se tornou comum nos últimos anos, o setor prepara uma reação junto ao governo para exigir a alocação dos recursos prometidos. Pedro Loyola, vice-presidente da Comissão de Polícia Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), diz que, logo após as eleições, a entidade fará uma mobilização junto à bancada ruralista para que os parlamentares encaminhem emendas na tentativa de incrementar o orçamento destinado ao seguro rural para 2019.

Prioridade - “Complementar o orçamento do seguro é prioridade, já que não tem faltado recursos ao crédito”, afirma Loyola. “Está muito claro que a sociedade gasta muito com renegociação de dívidas com financiamento agrícola e que a frequência de problemas climáticos está cada vez maior, e é melhor mitigar isso do que transformar em dívida”, acrescenta.

Reforço - No fim do mês passado, a CNA reforçou seu velho pedido de garantir R$ 1,2 bilhão por ano para o programa de subvenção ao seguro rural em sabatina com alguns dos principais candidatos à Presidência. Todos os presidenciáveis fizeram menção à necessidade se ampliar as verbas para a área. (Valor Econômico)

 

CAFÉ: Produção deve ser a maior da história com quase 60 milhões de sacas

O 3º levantamento da safra 2018 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (18/09), confirma que o Brasil terá a maior produção da sua história. Ao todo, deverão ser colhidas 59,9 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos, o que representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada, que alcançou 45 milhões de sacas.

Arábica e conilon - Da totalidade estimada, 45,9 milhões de sacas são do café arábica que teve um aumento de 34,1%. Já o café conilon, com menor volume, deverá alcançar 14 milhões de sacas, o que representa um aumento de 30,3%. De acordo com o estudo, a bienalidade positiva e as boas condições climáticas são as principais responsáveis pelos bons resultados. Soma-se a isto, o avanço da tecnologia neste setor, sobretudo no tocante à produtividade.

Período mais recente - O período mais recente de alta bienalidade ocorreu em 2016, quando o Brasil teve uma produção de 51,4 milhões de sacas que foi considerada, até então, a maior safra do grão no país, superada agora por esse recorde deste ano.

Estados produtores - Minas Gerais continua como o maior estado produtor, com 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica e 218,3 mil sacas do conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica. Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. A Bahia teve uma produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica.

Rondônia - Outro estado que apresentou bons resultados foi Rondônia, com uma produção de 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos 6 anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

Área - A área total engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país e deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 294,4 mil para o café em formação e 1,86 milhão de hectares para o que está em produção. (Mapa)

Clique aqui para ver o estudo completo.

ALERTA GEADA: Iapar e Simepar encerram edição 2018 do serviço

 

alerta geada 18 09 2018O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e o Simepar emitiram nesta segunda-feira (17/09) o último boletim da edição 2018 do Alerta Geada, serviço que objetiva auxiliar os produtores do Estado a decidir, na iminência de ocorrência do fenômeno, sobre a necessidade de adotar técnicas de proteção das lavouras.

Recomendação - A recomendação aos produtores que amontoaram terra no tronco dos cafeeiros é retirar imediatamente a proteção, procedimento que deve ser feito com as mãos para evitar danos às plantas.

Operação - Como ocorre todos os anos, o serviço entrou em operação no mês de maio, com previsões diárias de temperatura e do risco de ocorrer geadas na região cafeeira do Estado. O Alerta Geada faz previsões diárias de temperatura e do risco de ocorrência do fenômeno na região cafeeira do Estado.

Inverno ameno - Neste inverno prevaleceram temperaturas amenas na zona cafeeira do Paraná. Nenhum alerta foi emitido no período de funcionamento do serviço. “Diferente do esperado, não houve ingresso de massas de ar polar com potencial para formar geadas que pudessem prejudicar o parque cafeeiro", explica a meteorologista Ângela Beatriz Costa.

Déficit de chuvas - Ainda de acordo com a pesquisadora, o inverno deste ano ficará marcado pelo déficit de chuvas. Na estação meteorológica de Londrina foram registrados 10,8 mm em abril, 23 mm em maio e 31,4 mm em junho, contra uma média histórica de 93,4 mm, 111 mm e 93,6 mm, respectivamente. “Sempre se espera uma quantidade menor de precipitações no inverno, mas este ano o volume foi realmente muito baixo”, conta a pesquisadora.

Informações - Informações sobre temperatura e precipitações no período podem ser obtidas no endereço www.iapar.br.

Safra - De acordo com o economista Paulo Sérgio Franzini, do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), a produção deste ano deve situar-se pouco abaixo de um milhão de sacas beneficiadas, projeção que já considera uma pequena redução provocada pela falta de chuvas em abril. “A falta de água no solo acelerou o ciclo vegetativo das plantas, diminuiu ligeiramente a produção e afetou o peso dos grãos”, ele enumera.

Colheita - Franzini explica ainda que a segunda estiagem deste inverno, nos meses de junho e julho, beneficiou os trabalhos de colheita, que se encerraram com praticamente um mês de antecedência em relação aos anos anteriores. E marcou uma coincidência positiva para – se deu justamente na época que chegaram à maturação os frutos resultantes da maior florada do ciclo, ocorrida em outubro de 2017. “No conjunto, tivemos uma safra de boa qualidade, mas com um volume menor de cafés com alto padrão de bebida”, conclui.

Lavouras - A cafeicultura ocupa cerca de 41 mil hectares no Paraná. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média 10 hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares.

Funcionamento - Entre maio e setembro, os pesquisadores do Iapar e do Simepar acompanham as condições meteorológicas na região cafeeira do Estado e publicam diariamente um boletim informativo, disponível gratuitamente nos endereços www.iapar.br, www.simepar.br e, ainda, pelo telefone (43) 3391-4500, neste caso ao custo de uma ligação para aparelho fixo.

Pré-alerta - Quando há aproximação de massas de ar frio com potencial de causar danos às lavouras de café, um pré-alerta é emitido por e-mail ou SMS a extensionistas, técnicos e produtores cadastrados, além da divulgação na imprensa e redes sociais.

Novo aviso - Se as condições para formação de geadas persistem, um novo aviso, este de ratificação, é expedido em até 24 horas antes da ocorrência prevista para o evento.

Proteção - Na iminência de geadas, o cafeicultor deve adotar medidas protetivas para viveiros, plantios novos e lavouras com idade entre seis e 24 meses de campo.

Viveiros - Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica. Para plantios novos, com até seis meses de idade, recomenda-se simplesmente enterrar as mudas quando houver emissão do Alerta Geada. Nesses dois casos a proteção deve ser retirada rapidamente, assim que a massa de ar frio se afastar e cessar o risco imediato de geada.

De seis a 24 meses - Nas lavouras com idade entre seis e 24 meses, a recomendação é amontoar terra – até o primeiro par de folhas – no tronco das árvores imediatamente, para proteger as gemas e evitar a morte da planta no caso de geada severa. Essa prática é chamada de “chegamento de terra” pelos cafeicultores e técnicos do setor.

Retirada - Com o fim do período frio, a recomendação dos técnicos é que os produtores retirem imediatamente, preferencialmente com as mãos, a terra dos troncos, mantendo o colo da planta ao nível do solo.

Realização - O serviço Alerta Geada é uma realização do Iapar e do Simepar, com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), Emater-PR, Consórcio Pesquisa Café, prefeituras, cooperativas e associações de produtores. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

FAO: Brasil passa a ser 3º maior exportador agrícola, mas clima ameaça futuro

fao 18 09 2018O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050.

FAO - Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que, nesta segunda-feira (17/09), apresentou seu informe anual sobre a produção de commodities. No levantamento, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.

Início do século - No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%. De acordo com a FAO, o valor adicionado da agricultura por trabalhador também dobrou entre 2000 e 2015. No início do século, ele era de US$ 4,5 mil, chegando a US$ 11,1 mil em 2015.

Emergentes - A expansão não se limitou ao Brasil. De acordo com a entidade liderada pelo brasileiro José Graziano da Silva, os países emergentes já representavam 20,1% do mercado agrícola global em 2015, contra apenas 9,4% em 2000. Além de Brasil e China, Indonésia e Índia foram os principais motores dessa expansão. Dos dez primeiros exportadores hoje, quatro são economias em desenvolvimento.

Redução - Enquanto isso, o porcentual do mercado dominado por EUA, União Europeia, Austrália e Canadá foi reduzido em dez pontos porcentuais.

Importadores - Se o Brasil ganhou espaço entre os exportadores, ele desapareceu da lista dos 20 maiores importadores de alimentos. Em 2000, o Brasil era o 13.º maior importador, com 0,9% do mercado mundial. Em 2016, a lista dos 20 primeiros colocados já não traz o mercado brasileiro.

Triplo - O mercado mundial, enquanto isso, triplicou. O comércio agrícola, que movimentava US$ 570 bilhões em 2000, passou a registrar um fluxo de US$ 1,6 trilhão em 2016. A expansão econômica da China e a demanda por biocombustíveis foram os principais fatores desse crescimento.

Mudanças climáticas podem afetar produção - Mas se a expansão foi clara nos 15 primeiros anos do século, os cenários até 2050 para o Brasil vão depender do impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com a FAO, o mundo terá de dobrar sua produção agrícola nos próximos 30 anos.

Desafios reais - Mas o impacto das mudanças climáticas pode representar desafios reais para a produção brasileira, que poderia inclusive sofrer uma queda. “Mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando “vencedores” e “perdedores”, indicou o informe da FAO.

Impacto maior - Os países em baixas latitudes seriam aqueles que mais sofreriam. Já regiões com climas temperados poderiam ver uma maior produção agrícola, diante da elevação de temperatura.

Queda - No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações seriam afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido. O mesmo ocorreria com o restante da América do Sul e países africanos. Já Europa, EUA e Canadá registrariam fortes desempenhos.

África e Índia - As exportações brasileiras para África e Índia aumentariam. Mas haveria também incremento de importações vindas da América do Norte e Europa. Já as vendas brasileiras para a Europa e China - seus dois principais mercados - poderiam ser reduzidas em mais de US$ 1 bilhão cada.

Temor - O temor da FAO é que as mudanças climáticas aprofundem a disparidade entre países ricos e emergentes, já que a produção agrícola poderia ser afetada. “Precisamos garantir que a evolução e a expansão do comércio agrícola funcionem para eliminar a fome e a desnutrição”, disse José Graziano da Silva.

Potencial - Para ele, o comércio internacional tem o potencial de estabilizar os mercados e realocar alimentos de regiões com superávit para aqueles com déficit. Caso as mudanças climáticas fossem acompanhadas, até 2050, pela abertura dos mercados, o Brasil seria o país que veria uma das maiores expansões do comércio agrícola. (O Estado de S.Paulo)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 1,265 bi na 2ª semana de setembro

comercio exterior 18 09 2018A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,265 bilhão na segunda semana de setembro, informou nesta segunda-feira (17/09) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). O saldo positivo é resultado de US$ 5,544 bilhões em exportações e US$ 4,280 bilhões em importações no período.

Total - Em setembro, o superávit comercial totalizou US$ 2,361 bilhões e, no ano, chegou a US$ 40,038 bilhões. As exportações nas duas primeiras semanas de setembro avançaram 13,6% quando comparadas a setembro do ano passado, pelo critério de média diária.

Básicos - O crescimento foi puxado pela venda de básicos, que subiram 18,9% para US$ 507,6 milhões. Os principais itens embarcados foram petróleo em bruto, minério de ferro, carnes bovina, suína e de frango, farelo de soja, bovinos vivos e soja em grãos.

Manufaturados - Também cresceram os embarques de manufaturados (+11,4%, para US$ 384 milhões) e semimanufaturados (+9,2%, para US$ 157,5 milhões).

Importações - A média diária de importações nas duas primeiras semanas de setembro também cresceu 18,2% para US$ 797,1 milhões. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+71,2%), combustíveis e lubrificantes (+51,1%), siderúrgicos (+50,1%), veículos automóveis e partes (+48,1%) e equipamentos eletroeletrônicos (+4,9%). (Valor Econômico)

 

SENADO: Projeto estabelece modelo de exploração privada para incentivar construção de ferrovias

senado 18 09 2018O investidor particular poderá ser autorizado pelo poder público a construir e operar sua própria ferrovia, para investir onde for "oportuno e conveniente". É o que propõe o projeto de lei do Senado (PLS) 261/2018, que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Exploração indireta - O texto, do senador José Serra (PSDB-SP), garante a exploração indireta, pela União, do transporte ferroviário em infraestruturas de propriedade privada entre portos e fronteiras nacional; que transponham os limites de estado; ou que se conectem às ferrovias federais.

Melhores práticas - A ideia é incorporar as melhores práticas disponíveis no cenário internacional e introduzi-las, com as adaptações necessárias, na legislação brasileira. “Não estamos reinventando a roda, apenas aproveitamos o que há de mais bem-sucedido, seja na legislação nacional em outras áreas de infraestrutura, seja na experiência ferroviária de outros países que conseguem atrair investimentos privados para o setor”, afirma Serra.

Passageiros - Segundo o senador, no âmbito dos trens de passageiros, por exemplo, existe mito de que eles são sempre antieconômicos, precisando ser subsidiados por pesadas contribuições estatais. No entanto, diz ele, a realidade pode ser diferente: a experiência japonesa e a norte-americana mostram que a exploração imobiliária do entorno das estações permite serviços de transporte de passageiros integralmente privados.

Trâmite - A matéria aguarda relatório da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO). Após análise da CAE será encaminhada para Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde será votada em decisão terminativa. (Agência Senado)

 

INTERNACIONAL: China anuncia retaliação a Trump e governos temem que crise saia do controle

internacional 18 09 2018O governo da China disse que aplicará retaliações a produtos americanos, depois que a Casa Branca anunciou uma elevação de tarifas no comércio com Pequim e mesmo diante das ameaças do presidente Donald Trump. Entre as delegações em Genebra na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), o temor é de que as retaliações mútuas e o avanço protecionista americano saia do controle, afetando a economia mundial.

Valores - Nesta segunda-feira (17/09), Trump indicou que vai impor tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas a partir do dia 24. Esses valores aumentarão para 25% no início de 2019. A nova rodada se soma aos US$ 50 bilhões que já haviam sido taxados no início do ano, o que significa que os EUA vão cobrar tarifas de quase metade de tudo o que compram da China.

Fase três - O comunicado do presidente americano afirma que “se a China tomar medidas de retaliação contra nossos agricultores ou outras indústrias, imediatamente buscaremos a fase três, que são tarifas adicionais sobre aproximadamente US$ 267 bilhões de importações”.

Reação - Na manhã desta terça-feira (18/09), o governo da China deixou claro que vai responder. “Para salvaguardar seus direitos legítimos e interesses, além da ordem global do livre comércio, a China tomará contramedidas”, disse o Ministério do Comércio chinês.

Impacto - De acordo com Pequim, 5 mil produtos chineses vão ser atingidos pela nova rodada de barreiras. As retaliações devem afetar ao menos US$ 60 bilhões em produtos americanos. Mas a resposta pode ser ainda maior.

Novas barreiras - Trump havia deixado claro que se os produtos americanos fossem alvos de retaliações, uma nova onda de barreiras seria anunciada, desta vez atingindo US$ 267 bilhões. Se isso ocorrer, Washington terá elevado tarifas para mais de US$ 500 bilhões desde o começo da administração Trump. Na prática, isso significará que mais de 50% do comércio bilateral terá sido afetado por medidas protecionistas.

Tarifas extras - Os dois governos já tinham imposto tarifas extras de 25% a US$ 50 bilhões em produtos de ambos os lados. Pequim, por exemplo, havia elevado tarifas para soja e outros produtos agrícolas dos EUA.

Diálogo prejudicado - O governo chinês aponta ainda que a decisão de Trump afeta os esforços de diálogo entre os dois países, iniciado na semana passada e aplaudido por governos estrangeiros. “Os EUA insistem em aumentar tarifas, o que traz incertezas às consultas entre os dois lados”, alertou a China, que já considera suspender as reuniões diante de um ambiente “envenenado”. “Espera-se que os EUA reconheçam as consequências possivelmente negativas de tais ações e as corrijam no momento adequado”, alertou.

Temor - Entre atores políticos, governos e representantes do setor privado, o temor é de que a crise saia de controle. A Câmara de Comércio americana na China alertou que a Casa Branca está subestimando a determinação de Pequim em proteger seus interesses. “O espiral para baixo que temos alertado parece que agora está se materializando”, disse William Zarit, presidente da entidade.

Loucura econômica - “Não estamos otimistas com uma possibilidade de um acordo no curto prazo”, alertou. “Ninguém sairá vitorioso disso.” Para ele, Washington não está se dando conta de que a China não irá ceder. “Estamos vivendo uma loucura econômica com as tarifas americanas”, alertou Mats Harborn, chefe da Câmara de Comércio da Europa na China.

Preocupação - As empresas americanas também estão preocupadas, alertando que o aumento de tarifas contra produtos chineses poderia fazer com que os itens aos consumidores americanos sofram uma inflação. Uma das empresas que fez o alerta é a Apple Inc.

Estimativas - No banco UBS, as estimativas apontam ainda que a elevação de tarifas em 10% poderia inclusive desacelerar a economia americana, exigindo até uma ação do Federal Reserve Bank.

OMC - Na OMC, diplomatas confirmaram ao Estado que o clima é de “alerta”, já que a iniciativa de Trump foi seguida por mais ameaças, o que indicaria que a guerra comercial “ainda não está em seu auge”.

Disputas - Uma delegação europeia ainda deixou claro que o temor de muitos é de que, se o ritmo de retaliações for mantido, a disputa pode "sair de controle". Na prática, o volume de disputas não teria mais como ser administrada pelos tribunais da entidade ou pelos mecanismos regulares, deixando a crise para um confronto político.

Protecionismo - O ministro de Comércio da China, Zhong Shan, disse na segunda-feira, durante uma reunião com representantes de grandes companhias estrangeiras, que as medidas protecionistas dos EUA irão afetar tanto interesses chineses quanto americanos e prejudicar a economia global.

Laços comerciais - Segundo ele, os laços comerciais entre Pequim e Washington são mutuamente benéficos e a cooperação é a única decisão correta para as duas nações, conforme um comunicado divulgado nesta terça-feira no site do Ministério de Comércio chinês.

Ampliação - A China ampliará a proteção de direitos de propriedade intelectual e acelerará a abertura de sua economia para criar um melhor ambiente de negócios para empresas, afirmou Zhong a executivos de seis multinacionais, incluindo Samsung, Toyota e HSBC. (O Estado de S.Paulo, com Dow Jones Newswires)

 

OPINIÃO: Russos querem vender picanha para o Brasil, e isso é ótimo para nossa economia também

opiniao 18 09 2018*Tatiana Palermo

Defendo na minha coluna que o protecionismo comercial atrapalha o crescimento das nossas exportações agropecuárias e agroindustriais, impedindo o aumento da produtividade e da competitividade do setor.

Lucas Ferraz, coordenador do Centro de Estudos do Comércio Global – CCGI da Fundação Getúlio Vargas, recentemente analisou o baixo dinamismo do mercado exportador do Brasil e o pequeno número de empresas exportadoras, se comparado com outros países. Ele afirma: “Não há milagre: países que importam pouco geram má alocação de recursos, proporcionam sobrevida alta para empresas pouco produtivas e, como resultado, exportam pouco. Para exportarmos mais, de forma estrutural, precisamos avançar na agenda de abertura econômica.”

No setor do agronegócio, essa abertura é ainda mais urgente, já que a balança comercial desse setor é muito desequilibrada. Para exportar mais, precisamos abrir o nosso mercado para os produtos do agronegócio provenientes de outros países.

E por onde poderíamos começar essa abertura? Que tal, pelos produtos que queremos exportar?

Lembro de ter participado, há alguns anos, de grupo governamental que negociava acordo comercial com um país parceiro do Brasil. Na negociação, fomos surpreendidos com um método muito diferente de negociação, proposto pelas nossas contrapartes estrangeiras.

Sempre negociávamos através de ‘listas de ofertas’, que continham propostas de redução de tarifas para os produtos já importados pelas partes. Cada uma das partes analisava a pauta de produtos importados da outra parte e fazia oferta de redução de tarifas. Assim, a negociação era conduzida do ponto de vista do importador.

Dessa vez, os nossos parceiros sugeriram iniciar as negociações com ‘listas de pedidos’, com as partes se colocando na posição de exportador. Esses pedidos poderiam abranger qualquer produto de interesse das partes, mesmo aqueles que não estavam inseridos no comércio bilateral – muitas vezes, em razão das próprias barreiras tarifárias existentes.

Conforme as regras daquela negociação, ao pedir a redução tarifária para um determinado produto, o país concordava em oferecer a mesma abertura para o produto importado do seu parceiro. Por exemplo, pedindo para zerar a tarifa para a carne de frango, o Brasil concordava automaticamente em zerar a sua alíquota do imposto de importação para a carne de frango que entraria no nosso país. Uma vez esgotada a pauta de pedidos, aí sim, as partes começariam a analisar as tradicionais listas de ofertas.

Esse método era diferente de tudo que observamos nas negociações anteriores. Era muito comum dizer que o Brasil tinha “interesses ofensivos” na agricultura e “defensivos” na indústria. E que o objetivo era contrapor esses interesses. Abrir o acesso a um setor significava ceder em outro.

O método proposto naquela negociação, entretanto, parece-me mais justo e o que mais reflete a reciprocidade no comércio internacional. Se queremos acesso ao nosso produto, precisamos abrir o nosso mercado ao produto concorrente importado. Justo?

A reciprocidade por produto tem respaldo na própria teoria macroeconômica: se o país A exporta, por exemplo, café ao país B, é porque tem uma vantagem competitiva na produção de café. Então, não faz o menor sentido A proibir a importação de café de B: na verdade, B jamais conseguirá competir com A nesse produto, então é uma restrição sem sentido.

Claro, poderia haver até algum sentido em importar café de B para atender um nicho específico – uma marca exótica ou um blend ‘gourmet’, por exemplo – mas, por princípio, se A é competitivo o suficiente para ser um grande exportador de café, dificilmente o café de B será competitivo no mercado doméstico de A.

E, sem a proteção por conta das tarifas, a competição no mercado A+B dependeria apenas da competência de cada um dos países – por natureza, uma concorrência mais justa. Concordam?

Lembro-me que, em uma outra negociação, a condição que os EUA colocou para a abertura de seu mercado para a carne bovina brasileira foi a abertura do mercado brasileiro para a carne americana. Nada mais justo.

Há mais um exemplo com a carne bovina, setor no qual o Brasil é muito competitivo, sendo responsável por 20% das exportações mundiais. A Rússia, que já foi o maior comprador da nossa carne bovina, está começando as suas próprias exportações de proteínas animais e avisou que gostaria de fornecer picanha para o mercado brasileiro. Analisadas as questões sanitárias, por que não oferecer a abertura recíproca para o produto russo?

Continuaríamos vendendo nossa carne ao mercado russo – onde, aliás, ela é muito apreciada – e abriríamos o mercado brasileiro para a picanha russa, que, se for de qualidade e tiver um preço competitivo, pode perfeitamente ser vendida por aqui, beneficiando nossos consumidores sem prejudicar nossos produtores (que, em troca do ‘inconveniente’ de algumas picanhas a mais no nosso país, teriam todo o mercado russo à sua disposição).

Vale lembrar aqui que as exportações brasileiras de carnes bovina e suína com destino ao mercado russo foram suspensas em dezembro do ano passado. A reabertura é urgente e a reciprocidade, juntamente com a restauração da confiança, vão ser peças essenciais na nova negociação.

No documento “O Futuro é Agro”, entregue aos candidatos à Presidência da República na eleição do próximo mês de outubro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) identifica os seguintes acordos comerciais como prioritários para o setor agropecuário: (1) União Europeia – conclusão da negociação; (2) Coreia do Sul – estabelecimento de calendário acelerado de negociação; (3) Japão – lançamento da negociação; (4) México – ampliação do ACE 53 para livre comércio; e (5) Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) – diálogo exploratório.

Reconhecidamente, o agronegócio é um dos setores mais competitivos da economia brasileira e que depende da abertura de mercados para crescer. A agenda de negociações que o setor precisa é muito maior e deveria ser mais rápida.

A conclusão do acordo com a União Europeia é urgente. Essa negociação dura 18 anos. Juntos, o bloco europeu e o Mercosul representam um mercado de 787 milhões de pessoas com 25% do PIB mundial.

É surpreendente que o próprio setor agropecuário brasileiro esteja colocando empecilhos para a abertura desse gigante mercado, querendo manter a proteção para alguns produtos, como por exemplo, o vinho. Está absolutamente claro que o vinho é um dos produtos prioritários para os países europeus. Sem entender isso e sem abrir a mão da proteção, não é possível progredir na negociação.

E será mesmo que essa proteção – que nos custa participação na exportação de carnes, grãos e tudo o mais – se justifica, com nossos espumantes sendo premiados ano após ano e perfeitamente aptos a concorrer no mercado europeu?

Além do acordo com a Europa, deve ser objetivo do próximo presidente da República, durante os próximos quatro anos, concluir os acordos de livre comércio com o Japão, com a Coreia do Sul e com o México, mencionados pela CNA.

É preciso, também, ir além de um diálogo exploratório com a ASEAN nos próximos quatro anos. Usando as palavras da consultoria McKinsey, o Sudeste Asiático é uma “potência mundial”. Os 10 países da ASEAN contam com um PIB conjunto de US$ 2,4 trilhões e população de mais de 600 milhões de habitantes. Esses países crescem acima da média da economia global e representam grandes oportunidades em termos do comércio de produtos agropecuários.

A agenda de negociações não pode não incluir a China, nosso maior parceiro comercial, bem como com os outros parceiros do BRICS: no caso da Rússia, seria uma nova negociação e no caso da Índia e da África do Sul, seria a ampliação de acordos existentes que são pouco representativos em termos de comércio.

Além das negociações com o Japão e o México, é preciso destacar os outros nove países da Parceria Transpacífica: Canadá, Austrália, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Vietnã e Brunei. Juntos, esses onze países representam 13% do PIB mundial.

Além dos acordos de livre comércio propriamente ditos, é possível ter uma estratégia ousada e dinâmica em relação aos países em desenvolvimento. No caso desses países, é permitido assinar acordos mais limitados, de preferências tarifárias. Diferentemente de acordos de livre comércio, que devem abranger cerca de 90% do comércio bilateral, os acordos de preferências tarifárias podem abrir o comércio para um grupo limitado de produtos. Aqui, temos um espaço maior para atuar em diversas partes do mundo.

O importante é não perder o momento. A guerra comercial iniciada pelos EUA contra a China, que atinge vários outros países, desencadeou um movimento mundial no sentido do livre comércio.

Após a assinatura da Parceria Transpacífica, os países africanos avançaram na negociação de um acordo continental de livre comércio.

Singapura acaba de anunciar que o maior acordo de livre comércio do mundo, a Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP), que incluirá a China, os dez países da ASEAN, a Coréia do Sul, o Japão, a Índia, a Austrália e a Nova Zelândia, abrangendo 32% do PIB mundial, deverá ser assinado no próximo mês de novembro.

A Austrália acaba de anunciar a conclusão de um acordo de livre comércio com a Indonésia.

Está na hora de o Brasil acordar para uma ampla agenda de negociações comerciais de interesse do agronegócio. Abrir mão de protecionismo no próprio setor daria impulso ao dinamismo exportador do Brasil. Se o Agro internalizar essa estratégia, aí sim, a bola estará com o próximo presidente do País."

*Tatiana Palermo é mestre em Direito Empresarial Internacional e expert em gestão estratégica com bem-sucedida carreira de mais de 20 anos na área de comércio exterior, investimentos estrangeiros e políticas públicas, atuando em vários setores da indústria, agronegócio e serviços na Rússia, Países Baixos e Brasil. Foi Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2015-2016)

 


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