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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4415 | 17 de Setembro de 2018

OCEPAR: Diretores se reúnem em Curitiba


O Programa de Educação Política das Cooperativas Paranaenses, que visa incentivar o voto consciente nas eleições e fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional, foi um dos assuntos discutidos, na manhã desta segunda-feira (17/09), durante a 40ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar, referente à gestão 2015/2019, na sede da entidade, em Curitiba. Houve ainda a apresentação do trabalho sobre o DNA da marca do Sistema Ocepar, com a participação de Cláudio Shimoyama, do Grupo Datacenso. A realização dos Encontros de Núcleos Cooperativos, em outubro, a missão de estudos do Sistema Sicredi nos Estados Unidos, entre outros assuntos, também estiveram na pauta de debates da reunião da diretoria, encerrada no final da manhã.

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GERÊNCIA TÉCNICA: Informe traz expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

gerencia tecnica destaque 17 09 2018A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira 17/09), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com analistas de mercado sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2018, 2019 e 2020.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br  / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

CAPACITAÇÃO: Primeira turma de agentes do Programa de Inovação do Cooperativismo do PR inicia formação

Inovação e competitividade. Este é o tema do primeiro módulo da formação dos agentes de Inovação e dos agentes de Transformação do Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense que teve início, na manhã desta segunda-feira (17/09), na sede do Isae, em Curitiba. Estão participando cerca de 30 profissionais do Sistema Ocepar e de cooperativas do Estado. As atividades foram abertas pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e pelo diretor de Educação do Isae, Antônio Raimundo dos Santos. A primeira turma terá aulas até esta terça-feira (18/09). Na sequência, mais um grupo passará pela formação na capital paranaense.

Outros municípios - As demais turmas serão capacitadas em Castro, Guarapuava, Maringá, Londrina, Jacarezinho, Cascavel, Toledo, Medianeira, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão. Ao todo, 470 agentes passarão pela formação. Eles foram divididos em 14 turmas. Até o final do ano serão realizados outros três módulos.

O Programa- Lançado no mês de abril, o Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense é uma inciativa do Sistema Ocepar que conta com a parceria do Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul (Isae) e do Arbache Innovations. O objetivo é propagar e perpetuar a cultura de inovação em todos os públicos do cooperativismo. Ele foi estruturado em quatro fases. A primeira contemplou o diagnóstico, quando foi realizado o mapeamento das competências e habilidades dos participantes, utilizando técnicas de gameficação e Inteligência Artificial. Depois, veio a escolha dos agentes, onde foram identificados, entre os profissionais do Sistema Ocepar e das cooperativas paranaenses, os agentes de Inovação, que terão como objetivo criar e fomentar ideias que irão resultar em projetos inovadores, e os de Transformação, responsáveis por tornar realidade as ideias criadas pelos agentes de Inovação.

Trilhas do conhecimento – A formação dos agentes iniciada nesta segunda-feira faz parte da terceira fase e abrange quatro trilhas de conhecimento, sendo duas de formação comum e uma de formação específica para cada agente. Cada trilha é composta por quatro disciplinas de 16 horas aula presenciais, ministradas em encontros mensais com aulas diurnas. A quarta fase contempla a aplicação da metodologia do Programa e a multiplicação das informações.

MIT – Outra ação realizada pelo Programa foi a ida de um grupo de presidentes, diretores e superintendentes de cooperativas paranaenses ao Massachusetts Institute of Technology – MIT, em Boston, Estados Unidos. Lá, eles realizaram uma imersão em inovação, entre os dias 13 e 17 de agosto.

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SICREDI: Central PR/SP/RJ sedia encontro latino-americano de cooperativas de crédito

Nos dias 12 e 13 de setembro, a Central Sicredi PR/SP/RJ sediou, em Curitiba, o encontro anual da Rede de Gerentes de Cooperativas de Desenvolvimento e Crédito do Cone Sul (DGRV). O evento reuniu participantes de diversos países da América Latina, como Chile, Bolívia, Paraguai, Peru, Uruguai e Brasil, com o objetivo de debater assuntos que promovem o desenvolvimento das cooperativas de crédito do Cone Sul. Dentre os temas abordados, destacam-se governança cooperativa, gestão de pessoas, plataforma digital e estrutura organizacional.

Temas - O Sicredi, que conta com cinco centrais regionais, compartilhou alguns temas importantes do seu modelo de negócio. Tiago Nicolaidis, líder da transformação digital do Sicredi, falou sobre o Woop Sicredi (aplicativo que permite associação e abertura de conta-corrente de forma totalmente digital) e o modelo de transformação digital da instituição; Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, abordou o modelo de governança corporativa; Marcos Primão, gerente de Gestão de Pessoas da Central PR/SP/RJ, apresentou o modelo da área empregado pelo Sicredi; André Alves de Assis, gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo, comentou sobre os programas de formação Crescer e Pertencer; já Wesley Fonseca, gerente de Processos e Organização, falou sobre o modelo das Superintendências Regionais das cooperativas que integram o Sistema Sicredi.

Troca de experiências - O evento ainda contou com um momento para a troca experiências. Klaus Hoshsterther e Oliver Negrete, da cooperativa Coopeuch, do Chile, apresentaram o modelo da sua plataforma digital; já Bruno Baez, coordenador da DGRV, apresentou os números do cooperativismo de crédito na América Latina. Para fechar o encontro, José Maria Martínez, gerente da cooperativa de crédito Lambaré Ltda., do Paraguai, apresentou a atuação dos ramos de seguros das cooperativas no País.

Próxima reunião - A próxima reunião da Rede acontecerá em Medelín, na Colômbia, em 2019.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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UNIMED LONDRINA: Cooperativa entrega 26 cadeiras de rodas na quarta-feira

unimed londrina 17 09 2018A sexta edição da campanha Eu Ajudo na Lata, da Unimed Londrina, irá distribuir 26 cadeiras de rodas para oito instituições de Londrina e região. Na quarta-feira (19/09), a partir das 8h30, no auditório da sede administrativa da Unimed (Av. Ayrton Senna, 1065), será realizada a cerimônia de entrega e a divulgação da quantidade de equipamentos que cada entidade irá receber.

Aquisição - Neste ano, a organização conseguiu comprar 22 cadeiras de rodas. Além disso, a cada cinco equipamentos obtidos com a venda dos lacres de alumínio arrecadados, a Unimed Londrina se comprometeu a doar uma cadeira. Destes 26 equipamentos, um é especial: ele foi adquirido para suprir as condições específicas de uma criança atendida pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tamarana.

Enquete - A quantidade dos equipamentos de mobilidade foi definida por meio de uma enquete disponibilizada no site da Unimed Londrina. Cinco instituições participaram: Apae de Tamarana (Tamarana – PR), Centro Social Coração de Maria (Londrina - PR), Congregação de Irmãs Pequena Missão para Surdos (Londrina – PR), Hospital Cristo Rei (Ibiporã – PR) e Sociedade São Vicente de Paulo - Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Alvorada do Sul – PR). Independente do número de votos obtidos na enquete, cada entidade tem garantida pelo menos uma cadeira.

Mais - Além das cinco instituições, as secretarias municipais de educação de Londrina e Ibiporã, que contribuíram com a campanha, e a Pastoral de Criança, que foi indicada pela Dona Ivone – que com a ajuda de amigos e parentes, arrecadou quase 140 garrafas pet de 2 litros cheios de lacres – ganharão uma cadeira de rodas cada.

Marca - Com a entrega das 26 cadeiras de rodas desta edição, mais o número de equipamentos entregues em anos anteriores, a campanha alcança a marca de 100 itens doados. “É um marco muito satisfatório. Conseguimos isso graças às parcerias e à comunidade que contribuíram para este número”, comemora a gerente de Sustentabilidade da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti. 

Iniciativa - A campanha Eu Ajudo na Lata é organizada pela Unimed Londrina. A iniciativa estimula a reciclagem ao arrecadar anéis de lata de alumínio que serão revertidos para a compra de cadeiras de rodas.

Serviço - A cerimônia será na quarta-feira (19/09), a partir das 8h30, no auditório da sede administrativa da Unimed (Av. Ayrton Senna, 1065). (Imprensa Unimed Londrina)

 

COCAMAR: Chefs vão escolher os cinco pratos finalistas

Finalizada na sexta-feira (14/09) a etapa de visitas às 15 produtoras semifinalistas do Festival de Sabores Chefs do Campo Cocamar 2018, começa agora a seleção dos 5 pratos finalistas, tarefa que vai envolver a organização do concurso e uma equipe de cozinheiros convidados de Maringá.

Tradicionais - Em sua terceira edição, o Festival tem a finalidade de resgatar pratos tradicionais do meio rural, na região da Cocamar, elaborados por cooperadas ou esposas de produtores associados, desde que elas sejam participantes de núcleos femininos mantidos pela cooperativa. Lançado em junho, durante o Encontro Anual do Núcleo Feminino, em Maringá, o concurso patrocinado pela empresa Estratégia Ambiental, com o apoio da Sancor Seguros, recebeu o número recorde de 148 inscrições de representantes de aproximadamente 50 municípios do norte e noroeste do Paraná.

Viagens - No período compreendido entre a segunda quinzena de agosto e a primeira de setembro, a equipe do concurso viajou mais de 2,5 mil quilômetros para conhecer as famílias, registrar e degustar os pratos e relatar suas histórias.

Costela - Na sexta-feira, Cleuza Ribeiro Fidélis, a última produtora visitada, preparou costela recheada, servida na varada de sua casa, no sítio, em Doutor Camargo (próximo a Maringá), com a presença de seus familiares.

Premiação - Pratos surpreendentes, históricos e muito saborosos, preparados por mulheres inseridas na atividade rural e que participam também da gestão dos negócios, ao lado dos maridos, enriqueceram a terceira edição do Festival. A premiação está marcada para o dia 16 de outubro, durante almoço em Maringá. (Imprensa Cocamar)

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SAFRA 2018/19: Plantio de soja no Paraná tem início mais precoce em anos em meio a chuvas

safra 2018 2019 17 09 2018O plantio de soja da safra 2018/19 do Paraná, segundo produtor da oleaginosa no Brasil, teve início na semana passada, marcando o início mais precoce das atividades de semeadura em pelo menos cinco anos, afirmou na sexta-feira (14/09) o Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Estado.

Chuvas - Chuvas que deverão continuar nos próximos dias permitiram o início dos trabalhos no Estado, com produtores vendo condições de umidade favorável para a germinação do grão. Nos últimos dias, contudo, as mesmas precipitações podem ter prejudicado atividades mais intensas de plantio, disse à Reuters o economista do Deral, Marcelo Garrido.

Perspectiva melhor - "Como está chovendo em algumas regiões, é capaz de não ter evoluído muito o plantio, mas a perspectiva é melhor do que na safra passada, quando tivemos um setembro seco", comentou ele.

Área plantada - Até o início da semana passada, o Deral contabilizava 1 por cento da área plantada no Estado, ante zero na mesma época dos últimos anos pelo menos desde 2013, segundo levantamento feito pela Reuters com base em dados do departamento.

Importante - Um início precoce do plantio da soja é importante para o Estado, que tem semeado cada vez mais milho na segunda safra. "Ano passado, ficamos até 28 de setembro sem chuva, isso atrasou o plantio e a colheita, e atrasou o plantio da safrinha de milho depois."

Janela - Quanto mais cedo o plantio da safrinha, melhor a janela para o desenvolvimento da safra. Se o cereal é plantado mais tarde, fica mais sujeito à falta de chuva ou geadas --este ano, o Estado perdeu bons volumes pela seca.

Estimativa - Em 2018/19, a safra de soja do Paraná está estimada pelo Deral em 19,6 milhões de toneladas, o que seria um crescimento de 3 por cento ante 2017/18, ficando atrás apenas do recorde registrado em 2016/17 (19,9 milhões de toneladas). O Deral projeta o plantio em 5,45 milhões de hectares, com estabilidade ante a temporada passada.

Variedade precoce - Além de ser favorecido pelo clima, o plantio de soja mais precoce, na comparação com anos anteriores, ocorre após uma determinação fitossanitária no ano passado que autorizou a antecipação dos trabalhos em alguns dias.

A todo vapor - "Diante das recentes precipitações, produtores paranaenses, especialmente da região oeste do Estado, estão semeando a oleaginosa “a todo vapor”. Isso porque as previsões indicam chuvas também para os próximos dias...", afirmou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em análise nesta sexta-feira. "O lado ruim é que o recebimento de sementes está atrasado, devido às complicações logísticas no Brasil", acrescentou o Cepea.

Sudoeste - Segundo o Deral, os produtores do sudoeste do Estado são os próximos a começar os trabalhos, que já tiveram seu início em Cascavel e Toledo (oeste). "Conforme vai andando com a colheita do trigo, vai andando com o plantio da soja, a perspectiva é boa, deu para recuperar o déficit hídrico, e alguns institutos afirmam que teremos El Niño, quando chove mais no Sul."

Volume - A expectativa é de mais de 50 milímetros de chuvas no Paraná do dia 15 até o final do mês, com precipitações na maior parte das regiões.

Mato Grosso - As chuvas também começam a chegar ao Mato Grosso, que lidera na produção de soja no Brasil, mas os volumes serão um pouco menores no mesmo período, embora algumas áreas como o norte do Estado devam receber cerca de 50 milímetros. Em Mato Grosso, o vazio sanitário para plantio --como forma de evitar uma disseminação maior do fungo da ferrugem asiática-- termina no sábado.

Data - "Então, a partir do dia 16 é possível plantar. O que já deve estar ocorrendo são preparos de solo pré-plantio", afirmou o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

Algodão - Ele explicou que os produtores, em geral, aguardam maiores volumes de chuvas para iniciar os trabalhos, destacando que aqueles que "começam cedo são os que terão de plantar algodão".

Área recorde - De acordo com a última pesquisa do Imea, publicada em maio pelo órgão ligado ao setor produtivo, o Mato Grosso deverá semear uma área recorde com a oleaginosa na safra 2018/19, a 9,58 milhões de hectares, aumento de 1,22 por cento sobre o atual ciclo 2017/18. A safra está estimada em 32,32 milhões de toneladas.

Parcela - Mato Grosso e Paraná têm respondido por mais de 40 por cento da safra do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa. (Reuters / Notícias Agrícolas)

 

LOGÍSTICA: Paraná “pena” com escoamento

logistica 17 09 2018Apesar de ser destaque em produção agrícola e pecuária no País, o Paraná ainda sofre com logística ruim que dificulta o escoamento da produção. A constatação vem do secretário de Estado da Agricultura, George Hiraiwa: “Temos um Estado muito bem estruturado em termos de produção, tanto de grãos quanto de proteína animal. Mas o que precisamos é estruturar uma forma acessível e segura de escoar essa produção. Principalmente a região oeste, que é uma potência enorme, mas na hora de tirar o que é produzido esbarra no problema da logística. Resolvendo o problema do escoamento, o Paraná poderia tranquilamente virar o maior estado produtor brasileiro”.

Tabelamento - Além do custo elevado do transporte, as mudanças e as complicações que o tabelamento do frete trouxe agravam ainda mais o problema. “Por conta da greve dos caminhoneiros, nós sentimos bastante o impacto na agricultura, de forma especial a dificuldade para a chegada dos insumos até os agricultores. Isso porque dependemos de apenas um meio de transporte e é isso que precisa ser mudado, mas é um planejamento que precisa ser feito para o longo prazo. Trocar o transporte rodoviário pelo ferroviário seria o caminho mais acertado, mas para isso é preciso investir”, afirma Hiraiwa.

Cooperativas - Ao mesmo tempo, o secretário já vê uma mudança acontecendo com as cooperativas adquirindo frotas de caminhões. “Com o impasse entre o governo e os caminhoneiros, as cooperativas precisam garantir de alguma forma que o transporte dos produtos vá acontecer, então ter uma frota independente traz essa segurança. Ainda não se tem como prever se num futuro próximo isso será bom ou não, mas temos uma mudança em curso e é preciso estar atento a ela”, complementa o secretário.

Exportação - Enquanto os problemas que não competem ao homem do campo não são resolvidos, anúncios de novos mercados para exportação trazem esperança ao produtor: “Tudo vem colaborando para o desenho de um cenário muito bom para 2019. Com a área plantada aumentando, as condições climáticas por enquanto favoráveis para o plantio e a expansão da exportação especialmente com o anúncio de que a China deve substituir a importação do grão americano pelo brasileiro o produtor está empolgado. Mesmo o dólar estabilizando depois das eleições, o mercado é bem promissor para a soja brasileira e o Paraná, sem dúvida, vai colher os frutos também”, diz o secretário.

Tecnologia - Tendo como bandeira o fomento à inovação e à tecnologia no campo, o secretário destaca a importância de o produtor estar atento às mudanças no mercado: “Tudo muda numa velocidade assustadora no mundo, na agricultura não é diferente. O produtor precisa analisar o que precisa melhorar na sua propriedade e buscar isso. Não dá mais para esperar alguém achar uma solução genérica e aí implantar. A tecnologia está ao nosso alcance e deve ser usada, tanto nas grandes quanto nas pequenas propriedades”, enfatiza Hiraiwa. (O Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Volume exportado de carne bovina in natura é recorde para agosto

comercio exterior 17 09 2018A quantidade de carne bovina in natura comercializada no exterior apresentou recorde mensal no resultado de agosto, com 144,42 mil toneladas negociadas, aumento de 17,6%, e de 13,5% de crescimento em valor (US$ 590 milhões). A alta foi registrada apesar da queda do preço médio (- 3,5%) no período, conforme o Boletim da Balança Comercial do Agronegócio divulgado pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na sexta-feira (14/09). Os principais destinos foram a China, com 33,3 mil toneladas (+23%), e Hong Kong, com 26,6 mil toneladas (+18%) da carne bovina in natura.

Exportações - As exportações do agronegócio, entre janeiro e agosto, foram de US$ 68,52 bilhões (+4,7%). Essa elevação ocorreu em função, principalmente, do aumento do volume exportado, que subiu 3,8% no período analisado. As importações no setor apresentaram queda de 0,7% e totalizaram US$ 9,47 bilhões no período. Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio nos primeiros oito meses do ano foi de US$ 59 bilhões.

Complexo soja - O principal segmento exportador do agro continua sendo o complexo soja (grão, farelo e óleo). As exportações desses produtos, que somaram US$ 25,79 bilhões entre janeiro e agosto de 2017, subiram para US$ 31,25 bilhões entre janeiro e agosto deste ano (+21,2%).

Recorde no ano - A soja em grão é o principal produto exportado nesse segmento, com vendas externas de US$ 25,72 bilhões (+20%). A quantidade exportada de soja em grão subiu de 56,9 milhões de toneladas, entre janeiro e agosto de 2017, para uma quantidade recorde, de 64,6 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2018. Essa quantidade representa 54% das 119,3 milhões de toneladas colhidas na safra 2017/2018, de acordo com o último levantamento da Conab divulgado nesta semana.

Farelo - As exportações de farelo foram de US$ 4,69 bilhões (+32%). O volume exportado foi recorde, com 11,8 milhões de toneladas. De acordo com o boletim, foram esmagados cerca de 15 milhões de toneladas de grão para exportar quase 12 milhões de toneladas de farelo.

Celulose - Outro produto de destaque no período de janeiro a agosto deste ano foi a celulose, que bateu recorde de venda em valor (US$ 5,63 bilhões em alta de 37,9%) e quantidade (10,3 milhões de toneladas em alta de 9,9%).

Principal destino - As exportações de soja em grão para a China responderam por quase 30% do valor total exportado em produtos do agronegócio. Foram exportadas 50,9 milhões de toneladas de soja em grão para a China entre janeiro e agosto. Ou seja, a China sozinha adquiriu, nesses oito meses, 42,7% da safra de soja em grão brasileira 2017/2018, que foi de 119,3 milhões de toneladas. A China também adquiriu 41,7% da quantidade total exportada pelo Brasil de celulose e quase 20% da quantidade exportada de carne bovina in natura.

Outros países - O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, observou o crescimento das exportações, além da China, para o Irã (+113,9%); Índia (+113,9%); Chile (+64,0%); e Tailândia (+25,3%), bem como queda nas vendas para os Estados Unidos e Países Baixos. (Mapa)

Confira o resumo da balança comercial do agronegócio

Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Missão na Ásia e Oriente busca ampliar e buscar novos mercados

 

Para ampliar e manter os mercados já conquistados na Ásia e no Oriente, uma missão da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), irá ao Vietnã, China, Hong Kong e Arábia Saudita nos próximos 15 dias (16 a 1º de outubro). Fazem parte da missão o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, além dos diretores das áreas de saúde animal e sanidade vegetal, Guilherme Marques e Marcus Coelho, e o diretor substituto do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Lúcio Kikuchi.

 

Negociações - Segundo o secretário Luis Rangel, “será uma grande viagem para negociar com os importadores tradicionais e para conquistar novos clientes. Vamos fazer três grandes escalas. A primeira delas será no Vietnã (país do sudeste asiático) para tratativas no Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento (MARD) para discutir o comércio de carnes, miúdos e farinhas, buscando a ampliação do número de plantas frigoríficas exportadoras. Os encontros serão realizados no dia 19.

 

Hong Kong - “Na sequência, o destino será Hong Kong, onde serão realizadas rodadas de negócios com o Centre for Food Safety (CFS) do governo e com empresários, que serão as mais importantes desta missão, pois aquele país é o maior mercado consumidor de todas os tipos de carnes (bovina, suína e de frango). De 20 a 22 de setembro serão feitas apresentações para as autoridades sanitárias e empresários sobre a rastreabilidade e certificação dos produtos do Brasil, e será mostrado o potencial brasileiro de fornecimento de proteína animal. O Brasil está negociando novo protocolo sanitário com Hong Kong. Nos dias 24 e 25 a escala será em Xangai, onde o setor produtivo fará apresentações do potencial do segmento cárneo.

 

Pequim - Em seguida, já em Pequim, na China, entre 26 e 29, será realizada reunião com a área de inspeção e quarentena animal envolvendo a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Cooperação (Cosban). O objetivo das reuniões é criar uma agenda positiva para 2019 e superar questionamentos levantados pelos chineses com relação à febre aftosa e ao Mal da Vaca Louca (BSE). No caso da aftosa, o Brasil vai reafirmar a condição de país livre da doença com vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio deste ano. Para o Mal da Vaca Louca será informado que a condição brasileira é de risco desprezível para a doença, pois não existem casos no país. “Outra agenda importante com os chineses é a tentativa de sair de lá com uma data fechada da próxima missão da China ao Brasil, para a habilitação de novos estabelecimentos de carnes bovinas e de aves. O roteiro já está pré-definido pelo Mapa.

 

Melão - Outra negociação importante na área vegetal é a apresentação dos últimos acertos para abertura do mercado chinês para o melão brasileiro. “Existe uma expectativa grande dos chineses de comprar o melão do Brasil, considerado o melhor do mundo, pois a negociação fitossanitária está acontecendo há bastante tempo e a expectativa é que a gente alinhe os últimos detalhes”, expicou Rangel.

 

Riadi - A última escala será em Riadi, na Arábia Saudita, para a equipe fazer uma visita diplomática, a fim de mostrar aos sauditas o cuidado com as exportações destinadas aquele mercado que é o mais importante para a carne de aves do Brasil. (Mapa)

MEIO AMBIENTE: Projeto 'sustentável' no Brasil terá apoio de fundo de ONU e Rabobank

meio ambiente 17 09 2018O fundo de US$ 1 bilhão criado pela ONU Meio Ambiente, com apoio do Rabobank, para financiar projetos e práticas de agricultura sustentável, anunciado no ano passado, começará a ter seus primeiros desembolsos no próximo mês. O primeiro projeto beneficiado deverá do segmento sucroalcooleiro do Brasil, afirmou o diretor global de sustentabilidade do banco holandês, Bas Ruter, durante a Conferência Global de Ações Climáticas (GCAS, na sigla em inglês), realizada em San Francisco, na Califórnia.

Recursos - Os recursos do fundo vão financiar a ampliação de uma usina de cana-de-açúcar, o aumento da produtividade e projetos de conversão de áreas agrícolas degradadas e de reflorestamento, detalhou Ruster ao Valor. Ele não revelou qual empresa será beneficiada nem qual será o valor do aporte, mas afirmou que a companhia em questão faz parte da iniciativa Bonsucro, uma certificação de sustentabilidade. “É um projeto que pretende combinar os benefícios ambientais com a melhora da situação dos trabalhadores no campo”, disse.

Iniciativas - Batizado de Kickstarf Food, o fundo da ONU foi criado no ano passado para contribuir com iniciativas que ajudem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa na agricultura por meio do aumento da produtividade e do fortalecimento da resiliência das lavouras. O fato de a primeira iniciativa apoiada pelo fundo ser direcionada para um projeto brasileiro está alinhada com a prioridade dada ao país e à Indonésia, nesses aportes, segundo Ruster.

Aporte - O fundo conta com um aporte de US$ 700 milhões do Rabobank. Os demais US$ 300 milhões estão sendo negociados com outras instituições financeiras e bancos públicos. Apelos a financiamentos dos governos deverão ocorrer apenas quando os produtores não conseguirem tomar empréstimo a taxas regulares e dentro das linhas normais dos bancos privados.

Longo prazo - Como o fundo está focado no apoio a projetos de sustentabilidade, os prazos de pagamento previstos serão de longo prazo. “Os prazos serão definidos caso a caso. Por exemplo, para projetos de reflorestamento, podem ser necessários mais de dez anos. Para projetos em áreas degradadas, o prazo pode ser menor”, afirmou.

Acordo de Paris - Nesse horizonte, disse, já deverá ser possível colaborar para a redução das emissões de gases de efeito estufa dentro dos prazos estabelecidos pelo Acordo de Paris para a limitação do aumento da temperatura global. Segundo Ruster, há especial atenção a projetos de reflorestamento, dado que metade das emissões do setor agrícola estão relacionadas ao desmatamento.

Integração lavoura-pecuária-floresta - Além do setor sucroalcooleiro no Brasil, também está na lista de prioridades do fundo o apoio a projetos de integração lavoura-pecuária-floresta no país em áreas hoje exclusivamente voltadas à produção de soja no Cerrado. “São projetos que tem inúmeros benefícios para o ambiente, para a conservação do solo e também benefícios econômicos para os produtores”, disse.

Pequeno e médio portes - Projetos de agricultura sustentável de produtores rurais de pequeno e médio porte também poderão ser favorecidos pelo fundo. Nesses casos, os recursos serão repassados pelo Rabobank a cooperativas financeiras rurais, que por sua vez operarão os financiamentos, afirmou Ruster.

Potencial - Além de Brasil e Indonésia, outros países do Sudeste Asiático e regiões da África também têm potencial para incentivo a soluções “inteligentes” na agricultura são outros países o Sudeste Asiático e partes da África e das Américas do Sul e Central.

Cautela - Ao mencionar a África, no entanto, Ruster ressaltou que as ações no continente deverão ser desenvolvidas de forma mais cautelosa, por causa do risco elevado. Os primeiros projetos na África deverão ser financiados por meio de grandes companhias que têm intenção de estabelecer uma relação de longo prazo com os agricultores africanos de pequeno porte e pequenas cooperativas. “Queremos garantir que os primeiros projetos ocorrerão em regiões que são relativamente estáveis”, assegurou. (Valor Econômico)

FOTO: Pixabay

 

MINAS E ENERGIA: Governo discute aumento do percentual de biodiesel no óleo diesel

minas energia 17 09 2018O Ministério de Minas e Energia (MME) vai realizar, na próxima sexta-feira (21/09), uma audiência pública para debater o cronograma relativo à elevação do percentual obrigatório de biodiesel ao óleo diesel, de acordo com portaria publicada sexta-feira (14/09) no Diário Oficial da União. A intenção do governo é discutir se o aumento do percentual de biodiesel se dará de forma mais lenta ou acelerada.

Possibilidades - "A proposta define duas possibilidades para o avanço: mais lenta ou mais acelerada, a depender da sua competitividade em termos de preço e oferta, a partir de critérios transparentes", informou o ministério.

Percentual obrigatório - Desde o início de março, o percentual obrigatório de biodiesel na mistura de diesel é 10%. Inicialmente, a determinação era de que o percentual ficasse em 9%. No entanto, há a possibilidade de a mistura chegar a até 15% (B15) ao longo dos próximos anos, de maneira gradual e progressiva. "A proposta também condiciona à conclusão dos testes em veículos e motores para validação ampla da mistura B15, conforme determina a lei”, informou a assessoria da pasta.

Local - A audiência será realizada na sede do MME, em Brasília, e aberta à participação de quaisquer interessados, mediante inscrição prévia. Ainda de acordo com a pasta as sugestões vão embasar a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Validade - O percentual de 10% de biodiesel no diesel só começaria a valer a partir de março do próximo ano, mas em novembro de 2017 o CNPE decidiu antecipar a elevação. De acordo com o MME, com a antecipação, a expectativa é de que a demanda por biodiesel aumente em 1 bilhão de litros neste ano. A estimativa de consumo é de 5,3 bilhões de litros em 2018.

Renovabio - O aumento no uso de biocombustíveis faz parte do Renovabio, programa do Governo Federal que busca melhorar a eficiência energética e a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção.

Compromissos - O programa vai contribuir para que o Brasil cumpra os compromissos firmados no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Entre as metas da convenção está a de reduzir as emissões de carbono verificadas em 2017 em mais de 10% até em 2028. (Agência Brasil)

 

FONTES ALTERNATIVAS: Geração de energia eólica já cresceu 17,8% em 2018

fontes alternativas 17 09 2018Nos sete primeiros meses de 2018, a geração de energia elétrica proveniente de geração eólica cresceu 17,8%, informou na sexta-feira (14/09) a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo boletim da CCEE, as usinas que utilizam os ventos como insumo para a produção de eletricidade somaram 4.470 megawatts (MW) médios entregues entre janeiro e julho, frente aos 3.793,9 MW médios gerados no mesmo período de 2017.

Representatividade - “A representatividade eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7% em 2018. Já a fonte hidráulica foi responsável por 74,5% do total e as usinas térmicas responderam por 18,1%”, diz o boletim.

Em operação - Segundo a Câmara, atualmente 520 usinas eólicas estão em operação comercial no país. Até o final de julho, a capacidade instalada dessas usinas somou 13.240,10 MW, incremento de 17% frente aos 11.313,50 MW de capacidade das 446 unidades geradoras existentes em julho de 2017.

Nordeste - A Região Nordeste domina a produção de energia movida por ventos. Dos dez maiores produtores, oito estão no Nordeste. O Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no Brasil, com 1.244,8 MW médios de energia entregues nos primeiros sete meses de 2018. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.094,8 MW médios produzidos, o Piauí com 576,9 MW médios, o Rio Grande do Sul com 569,9 MW médios, o Ceará, com 553,4 MW médios.

Capacidade instalada - Os dados consolidados da Câmara ainda confirmam o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.592,25 MW, Em seguida aparecem Bahia, com 2.907,64 MW, Ceará com 2.249,06 MW, Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW e Piauí, com 1.443,10 MW de capacidade”, segundo a CCEE. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

IBC-BR: Atividade econômica cresce 0,57% em julho

A atividade econômica registrou o segundo mês seguido de crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou crescimento de 0,57%, em julho, em relação a junho deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17/09) pelo Banco Central (BC). Esse foi o segundo mês seguido de crescimento, de acordo com dados revisados pelo BC.

Comparação - Na comparação com julho de 2017, o crescimento chegou a 2,56% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em julho, o indicador tem retração de 1,46%. No ano, houve crescimento de 1,19%.

Índice - O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Agência Brasil)

FOCUS: Economistas Top 5 preveem dólar a R$ 3,95 no fim de 2018

A mediana das projeções para o dólar no fim de 2018 entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, teve sua terceira alta consecutiva, de R$ 3,80 para R$ 3,95 no fim de 2018 e de R$ 3,51 para R$ 3,57 em 2019. Os dados fazem parte da pesquisa semanal Focus, do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira (17/09).

Revisão - Entre os economistas do mercado em geral, as apostas também foram revisadas para cima - no caso de 2018, a projeção para a moeda americana passou de R$ 3,80 para R$ 3,83; para o encerramento de 2019, a previsão saiu de R$ 3,70 para R$ 3,75. (Valor Econômico)

ECONOMIA: BC definirá nova Selic, que deve ficar em 6,5% ao ano

economia 17 09 2018Esta semana, nos dias 18 e 19, o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, se reúne para deliberar sobre a taxa básica de juro, a Selic, que vem rodando em 6,50% ao ano desde maio.

Desinteresse - O encontro da autoridade monetária está ofuscado pela política, pelo acirramento da corrida presidencial, onde sobram dúvidas e nenhuma certeza. O desinteresse se explica também pela falta de convicção de que haverá alguma alteração na Selic, diante de uma inflação que, salvo por algum choque de preços, acena com bom comportamento nos próximos meses, além da atividade econômica que continua em marcha lenta.

Necessidade - Quer dizer, não haveria necessidade de calibrar o juro para cima para frear o consumo, desaquecer a economia e segurar um suposto aquecimento da inflação. Assim, o entendimento é que, se depender da decisão sobre o rumo da Selic, tudo deve permanecer como está, principalmente para quem se preocupa com o bolso, tanto os que têm dívidas quanto aplicações financeiras.

Grupos de interesse - A rigor, o nível da taxa básica de juros afeta, nesse grupo de interesses, apenas as aplicações remuneradas por taxas de juro. Pela insistência da Selic em permanecer marcando passo em 6,50% ao ano, a rentabilidade de 0,37% ao mês ou 4,55% ao ano (70% do juro básico) da caderneta passou a ser visto como piso e teto de ganho das aplicações de renda fixa.

Investidores - Investidores que aplicam em CDB, fundos de renda fixa e fundos DI, além de caderneta, precisam conformar-se com um rendimento líquido mensal em torno de 0,40% durante bom tempo. E torcer ainda para que a inflação siga em trajetória de baixa, apesar de alguns fatores de risco.

Ameaça - A ameaça vem dos persistentes reajustes nos preços dos combustíveis e de energia elétrica, que têm forte influência no comportamento da inflação. Sem falar da escalada do dólar, que costuma encarecer os preços de produtos importados (combustíveis inclusive) e de outros fabricados domesticamente com insumos e matérias-primas importadas.

No vermelho - Caso a inflação retome o fôlego, pressionada por esses fatores, e os juros permaneçam nos atuais níveis, o aplicador em renda fixa corre o risco de ficar com o rendimento no vermelho, sem ganho real. Até porque o rendimento nominal continua muito baixo.

Preferência - Especialistas orientam, ainda assim, que o investidor dê preferência à segurança e proteção ao capital, em vez de rentabilidade mais atraente, neste momento de incertezas e turbulências no mercado financeiro.

Descompasso da SelicA taxa Selic, na prática, exerce duas funções. Define a remuneração dos títulos públicos, em operações de financiamento da dívida pública no mercado financeiro. É quanto rende o dinheiro para o investidor que compra títulos do Tesouro Nacional para financiar a dívida pública. E também baliza o custo de captação de recursos pelos bancos que abastecem, na outra ponta, as diversas linhas de crédito.

Outras aplicações - Outras aplicações, mais sofisticadas e de maior risco, têm como referência de rentabilidade os juros futuros, que andam descoladas cada vez mais da taxa Selic. São os juros que realmente contam para a remuneração de aplicações e para o custo de investimentos produtivos porque dão ideia do nível de juros que estarão rolando no futuro.

Taxas - São taxas de juro que, impregnadas pelas dúvidas e temor com o processo eleitoral, estão correndo bem à frente da Selic. O juro para 2021 embutido nos contratos futuros de acordo com as projeções dos investidores superou a marca de 10% ao ano na sexta-feira.

No crédito - A expectativa de que os juros estejam mais elevados no futuro – apesar da manutenção da Selic em 6,50% – é determinante também para a definição de juros no segmento de crédito. Os analistas não se mostram otimistas com a perspectiva de novas reduções das taxas cobradas nos financiamentos. Aliás, algumas estimativas apontam até para o ajuste para cima no custo de determinadas linhas de crédito.

Cheque especial - No cheque especial estão os juros mais altos entre as diferentes modalidades de financiamento. Na última semana de agosto, nos cinco maiores bancos do País, elas estavam em 11,4% ao mês ou 263% ao ano no Itaú; em 11,7% ao mês e 277% ao ano no Bradesco; em 11,9% ao mês ou 287% ao ano no Banco do Brasil, em 12,4% ao mês e 308% ao ano na Caixa; e 14,7% ao mês ou 419% ao ano no Santander. Níveis muito superiores aos da Selic, de 0,53% ao mês ou 6,5% ao ano.

Rotativo - No rotativo do cartão de crédito, nessas mesmas instituições, os juros variaram de 8,44% ao mês ou 164% ao ano no Banco do Brasil a 13,74% ao mês ou 369% ao ano no Bradesco. No crédito pessoal, em que o custo do dinheiro é bem mais baixo, os juros oscilaram de 4,1% ao mês no Banco do Brasil a 5,23% ao mês no Bradesco. E no crédito consignado, que oferece os juros mais baixos do mercado, as taxas estavam entre 1,6% ao mês no Santander a 3,06% ao mês no Itaú. (O Estado de S.Paulo)

 

OCDE: Brasil tem menor crescimento entre economias do G20

ocde 17 09 2018O Brasil teve o menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre entre as maiores economias desenvolvidas e emergentes que formam o G-20, comparado ao trimestre anterior, aponta a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Expansão real - Em levantamento divulgado nesta segunda-feira (17/09) em Paris, a entidade mostra que a expansão real da economia brasileira entre abril e junho, de 0,2%, contra 0,1% no trimestre anterior, corresponde à da França, de 0,2%, ante 0,2% no trimestre anterior. A taxa brasileira é a menor positiva - na sequência, aparecem México (-0,2% contra 1,0%) e África do Sul (-0,2% ante -0,7%), que sequer tiveram expansão.

Melhora - No G-20 como um todo, o crescimento do PIB melhorou ligeiramente no segundo trimestre, para 1%, comparado a 0,9% nos três meses precedentes. A maior expansão ocorreu no Japão, com 0,7%, após contração de 0,2%. E acelerou fortemente nos EUA, para 1%, contra 0,5% no trimestre anterior.

Maior desaceleração - A maior desaceleração ocorreu na Turquia, país em crise, com crescimento de 0,9%, contra 1,5% nos três meses anteriores. A OCDE não publica os últimos dados da economia da Argentina. Em termos anuais, até o segundo semestre a economia brasileira fica também na lanterna, com crescimento de 1%, à frente apenas da África do Sul com 0,5%.

Maior crescimento - Por sua vez, a Índia registra o maior crescimento anual até o segundo trimestre, com 8%. A China vem em segundo, com expansão real de 6,7%, seguida da Turquia, com 5,5% de avanço, e da Indonésia, com 5,2% de aumento.

EUA - A economia dos Estados Unidos cresceu 2,9% em um ano até o segundo trimestre e a União Europeia avançou 2,1%. O PIB é a medida padrão do valor de bens e serviços produtos por um país durante um determinado período. (Valor Econômico)

 

IDH: Brasil fica estagnado no ranking e ocupa 79ª colocação entre 189 países

idh 17 09 2018O Brasil ficou estagnado pelo terceiro ano consecutivo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e permanece, desde 2015, na 79ª colocação entre 189 países analisados. O desempenho brasileiro atualmente é bem diferente do apresentado entre 2012 e 2014, período em que o país avançou seis colocações na classificação.

Nota - Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD), divulgado na sexta-feira (14/09), aponta que o Brasil alcançou a nota 0,759 --isso é apenas 0,001 a mais do que o obtido no ano anterior. A escala vai de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano.

Dimensões - O IDH avalia o progresso dos países com base em três dimensões: saúde, educação e renda. Os indicadores brasileiros usados para fazer o trabalho são de 2017.

Comentário - Ao comentar os dados, a coordenadora da unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD, Samantha Dotto Salve, foi diplomática. "Estamos recebendo os dados agora", disse. Ela ponderou ainda que o número de países que participam da avaliação foi alterado. No ano passado, o ranking era composto por 188 países e territórios. Na versão atual, há um a mais: 189.

Desigualdade - Além de revelar a estagnação, o trabalho mostra que o Brasil continua sendo um país extremamente desigual. Se as diferenças fossem levadas em consideração, o País cairia 17 posições na classificação.

Noruega lidera - O primeiro colocado no ranking preparado pelo PNUD foi a Noruega, que apresentou indicador 0,953. Em seguida, vem a Suíça, com 0,944 e Austrália, com 0,939. Níger, o último colocado, apresenta IDH de 0,354. Com a pontuação obtida, o Brasil continua no grupo classificado como de Alto Desenvolvimento Humano.

Mesma posição - Além do Brasil, outros 60 países mantiveram sua colocação no ranking. Na América do Sul, Argentina, Chile e Suriname. De todo o grupo, 34 países subiram no ranking e 94 tiveram queda na colocação. Na América do Sul, apenas o Uruguai melhorou sua posição do ranking, passando de 56º para 55º.

Saúde - Um dos indicadores responsáveis pela manutenção do posto do Brasil no ranking foi a saúde. A esperança de vida ao nascer do brasileiro é de 75,7 anos, um indicador que ano a ano vem apresentando melhoras. Em 2015, por exemplo, era de 75,3. A área de conhecimento, por sua vez, apresenta poucas alterações.

Escolaridade - Desde 2015, anos esperados de escolaridade permanecem inalterados na marca de 15,4. A média de anos de estudo teve uma leve ampliação, de 7,6 para 7,8 no período 2015-2017. A renda, por outro lado, apresenta uma queda importante quando comparada com 2015. Naquele ano, a renda nacional per capita era de 14,350 ppp, caiu para 13,730 em 2016 e agora teve uma leve recuperação: 13,755 ppp.

Conversão - O IDH não usa a conversão real do dólar, mas o quanto se pode comprar com ele, chamado de paridade do poder de compra (PPP, em inglês).

Desemprego - Dados do PNUD mostram que o desemprego no Brasil entre população jovem é o maior da América do Sul: 30,5%. Dos jovens com idade entre 15 e 24 anos, 24,8% não trabalham e não estudam. No Uruguai, a marca é de 18,7% e na Argentina, 19,7%.

Desigualdade - O Brasil perde 17 posições na classificação do relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento quando a desigualdade é levada em consideração. A queda é a mesma que a apresentada pela África do Sul e menor apenas que a sofrida pelo arquipélago Comores, de 18 colocações. Se for considerado o coeficiente de Gini, que mede a concentração de renda, o Brasil é o 9º mais desigual.

Renda e gênero - As diferenças são constatadas na renda e também no gênero. O IDH dos homens brasileiros é de 0,761 enquanto o das mulheres é de 0,755. Embora mulheres tenham maior expectativa de vida e indicadores melhores na área de conhecimento, elas ganham 42,7% menos do que homens. O trabalho mostra que mulheres no Brasil recebem 10.073 ppp, enquanto homens, 17.566.

Demais países - A disparidade de renda está presente em vários países. No Uruguai, por exemplo, a renda média das mulheres é de 15.282 ppp, enquanto homens é de 24.905. Mas, no caso desse país, a diferença dos demais indicadores é tamanha em favor da mulher que o IDH geral é superior para o grupo feminino: 0,087 ante 0.796 para o grupo masculino. (Estadão Conteúdo/UOL)

 

INTERNACIONAL: Negociação entre EUA e China tem novo impasse

internacional 17 09 2018Em meio às ameaças americanas de anunciar nos próximos dias novas tarifas a importações chinesas, Pequim está considerando rejeitar a oferta do governo do presidente americano, Donald Trump, de retomar as negociações comerciais, segundo fontes informaram à Dow Jones Newswires. Um conselheiro do governo chinês em questões de política externa teria dito que “a China não vai negociar com uma arma apontada para sua cabeça”.

Incerteza - “Há muita incerteza agora”, disse uma das fontes. “Se mais tarifas saírem, o lado chinês poderia muito bem optar por não ir (às negociações).” Nenhuma decisão final foi tomada ainda em relação às viagens para retomar as tratativas, que aconteceriam no fim deste mês.

Novas tarifas - No sábado (15/09), fontes informaram que Trump planeja anunciar novas tarifas sobre cerca de US$ 200 bilhões em importações chinesas nos próximos dias, talvez até mesmo nessa segunda-feira.

Restrições - Além disso, a China pode adotar “restrições à exportação” como forma de reagir aos EUA, não apenas tarifas retaliatórias, afirmou o ex-ministro da Fazenda Lou Jiwei em um evento ontem. Algumas autoridades chinesas envolvidas no assessoramento da liderança estão propondo a intensificação da luta comercial para restringir as vendas de materiais, equipamentos e outras peças importantes da China aos EUA. Tais restrições podem até se aplicar aos iPhones da Apple, que são montados no país asiático, disseram as autoridades, sem dar detalhes. A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Convite - O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, enviou no início da semana passada um convite ao vice-primeiro-ministro Liu He para uma nova rodada de negociações. (Agências / Dow Jones Newswires / O Estado de S.Paulo)

 


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