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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4414 | 14 de Setembro de 2018

EXCELÊNCIA EM GESTÃO: Fórum vai debater inovação na próxima semana, em Curitiba

O Sistema Ocepar vai reunir profissionais que atuam nas cooperativas do Paraná para debater o tema “Inovação em gestão”, na próxima semana, em Curitiba. Será durante o 3º Fórum de Excelência em Gestão, que irá ocorrer dia 20 de setembro, no auditório da entidade. As atividades serão realizadas das 8h30 às 17h. A palestra de abertura será ministrada pelo ex-presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, que falará sobre “O caminho da autogestão à excelência em gestão”. A programação contempla ainda a apresentação dos resultados da pesquisa de governança e do Programa de Excelência, que será feita pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche.

Cases – Representantes das cooperativas Frísia e Sicoob e da Copel Distribuição irão apresentar cases de sucesso. Haverá também a participação de Sandro Magaldi, considerado um dos maiores experts em gestão estratégica de vendas do país. Ele vai tratar sobre “Gestão do amanhã: inovação, gestão e liderança para vencer na 4ª revolução industrial”.

Inscrições – As inscrições ao evento podem ser efetivadas até esta sexta-feira (14/08) pelo e-mail carlos.nunes@sistemaocepar.coop.br ou pelo fone (41) 3200 1136.

excelencia gestao folder 14 09 2018

CAPACITAÇÃO: Começa a formação de agentes do Programa de Inovação do Cooperativismo do PR

 

Tem início, na segunda-feira (17/09), em Curitiba, mais uma etapa do Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense, que contempla a formação dos profissionais do Sistema Ocepar e de 70 cooperativas que foram escolhidos para atuar como Agentes de Inovação e Agentes de Transformação. Divididos em 14 turmas, com cerca de 30 participantes cada, eles vão começar a fase de aulas presenciais. Ao todo, serão capacitados 470 agentes. Nesta segunda-feira, o primeiro grupo irá se reunir no Isae, na capital paranaense, para discutir Inovação e Competitividade. Serão 16 horas de carga horária, que integram o primeiro de quatro módulos que serão realizados até o mês de dezembro.

 

Outros municípios - A formação das demais turmas serão realizadas em Castro, Guarapuava, Maringá, Londrina, Jacarezinho, Cascavel, Toledo, Medianeira, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão. Em alguns munícipios serão capacitados mais de um grupo.

 

O Programa - Lançado no mês de abril, o Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense é uma inciativa do Sistema Ocepar que conta com a parceria do Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul (Isae) e do Arbache Innovations. O objetivo é propagar e perpetuar a cultura de inovação em todos os públicos do cooperativismo. Ele foi estruturado em quatro fases. A primeira contemplou o diagnóstico, quando foi realizado o mapeamento das competências e habilidades dos participantes, utilizando técnicas de gameficação e Inteligência Artificial. Depois, veio a escolha dos agentes, onde foram identificados os Agentes de Inovação, que terão como objetivo criar e fomentar ideias que irão tornar-se projetos inovadores, e os de Transformação, responsáveis por tornar realidade as ideias criadas pelos Agentes de Inovação.

 

Trilhas do conhecimento – A formação dos agentes faz parte da terceira fase e abrange quatro trilhas de conhecimento, sendo duas de formação comum e uma de formação específica para cada agente. Cada trilha é composta por quatro disciplinas de 16 horas aula presenciais, ministradas em encontros mensais com aulas diurnas. A quarta fase contempla a aplicação da metodologia do Programa e a multiplicação das informações.

MIT – Outra ação realizada pelo Programa foi a ida de um grupo de presidentes, diretores e superintendentes de cooperativas paranaenses ao Massachusetts Institute of Technology – MIT, em Boston, Estados Unidos. Lá, eles realizaram uma imersão em inovação, entre os dias 13 e 17 de agosto.

UFPR: Encontro discute o contexto atual e os desafios da economia do Paraná

A situação atual da economia paranaense e as perspectivas para o futuro foram os temas do Encontro Setorial 2018 – Contexto e Desafios Econômicos do Paraná, que foi realizado na manhã desta quinta-feira (13/09), no auditório do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Cerca de 60 estudantes, professores e pesquisadores, além de profissionais ligados a entidades de representação de setores econômicos, acompanharam as discussões do fórum. “O objetivo das discussões foi promover uma leitura de como está a situação econômica do Paraná. Por isso, chamamos profissionais de diferentes áreas, para tratar de macroeconomia, com análise de setores específicos da economia do estado. A ideia do Encontro Setorial é propiciar uma reflexão sobre o futuro por meio de um debate que considere dados e informações técnicas. Também abrimos espaço para conhecer as propostas que as entidades representativas apresentaram aos candidatos ao governo do Paraná”, explicou o professor Gilson Martins, da UFPR, que fez a abertura do evento.

Debates - No primeiro bloco da programação, tendo como tema “Cenários e Perspectivas Macroeconômicas”, o professor Fábio Scatolin, da UFPR, falou sobre Economia Internacional; o professor Eugênio Stefanelo sobre Economia brasileira; e Daniel Nojima, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), abordou o contexto e desafios da economia do estado. Em seguida, no bloco sobre “Cenários e Perspectivas Setoriais”, Marcelo Garrido, representando a Secretaria de Estado do Abastecimento, falou sobre Agropecuária.  Depois, Rodrigo Rosalem, da Fecomércio, tratou da situação atual do comércio e Roberto Antonio Zurcher, da Fiep, apresentou o contexto da Indústria.

Emprego e finanças - O terceiro e último bloco, teve a participação, com os temas Emprego, de Sandro Silva, economista do Dieese; Crédito, com Maria Juliana Fabris, coordenadora do Departamento Econômico do Banco Central no Sul; Finanças do Estado, com Francisco Inocêncio, assessor de Economia da Secretaria de Estado da Fazenda; Propostas para o Estado do Paraná, com Nelson Costa, superintendente da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná). Ao final, Pedro Loyola, da Faep conduziu as discussões finais do evento.

Propostas - Nelson Costa, da Fecoopar, apresentou as propostas que o G7, grupo que reúne as principais entidades de representação de setores econômicos do Paraná, entregou aos candidatos ao governo do estado. O documento “Políticas estratégicas em apoio ao desenvolvimento do Paraná” congrega as propostas dos membros do G7 e indica como diretrizes basilares a responsabilidade fiscal, a modernização da administração pública, cuidados com a previdência estadual, planejamento estratégico, apoio à municipalização e incentivo à cooperação e ao cooperativismo. “É um amplo estudo que compreende os vários aspectos importantes para o desenvolvimento do estado, tais como educação e saúde, trabalho, ciência e tecnologia, crescimento regional, meio ambiente, segurança, energia, gestão pública, infraestrutura, entre outros”, afirmou Costa. Fazem parte do G7: Fecoopar/Ocepar, Fecomercio, Faep, Fiep, Faciap, Fetranspar e ACP.

Conteúdo - Na opinião de Daniel Nojima, diretor de Pesquisa do Ipardes, o evento teve o mérito de promover um debate com temas relevantes, com conteúdo técnico que apresentou os estudos de diferentes áreas da economia paranaense. “Num momento como o que o país está atravessando, de crise e estagnação econômica, de decisões que o país e os estados brasileiros precisam fazer, principalmente com relação ao seu futuro, é fundamental unir profissionais das várias áreas, ouvir o que cada um tem e buscar uma discussão e uma convergência para direções importantes da sociedade brasileiro. O evento foi efetivo no sentido de colocar na mesa questões que a sociedade brasileira tem que enfrentar”, ressaltou.  

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SISTEMA OCB: Ramo Infraestrutura tem novo coordenador

sistema ocb 14 09 2018Jânio Stefanello, presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop) é o novo coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Infra, da OCB. A eleição ocorreu na quarta-feira (12/09), em Brasília, durante reunião ordinária do colegiado. O mandato tem dois anos e já entrou em vigor.

Modernização - Para o cooperativista, um dos grandes desafios para o Ramo Infraestrutura é a modernização do setor, sobretudo em aspectos como redes inteligentes e telecomunicação, que trazem mais conforto à vida dos cooperados e eficiência no uso de energia elétrica. “Além disso, temos desafios na implementação da geração distribuída no país e, também, devemos lutar por linhas de crédito mais adequadas às nossas atividades”, argumenta.

O Ramo - Atualmente, o Ramo Infraestrutura é composto por: 135 cooperativas, mais de 1 milhão de cooperados e gera cerca de seis mil empregos diretos.

Perfil - Jânio Vital Stefanello é natural de Ibirubá/RS. É formado em administração pela Universidade de Passo Fundo/RS – UPF e em Direito pela Universidade de Cruz Alta/RS (Unicruz). Tem Especialização em Marketing e Propaganda pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo/SP.

Presidência - Atualmente preside as seguintes entidades: Coprel Cooperativa de Energia; Infracoop - Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura; FECOERGS - Federação das Cooperativas de Energia do Estado do Rio Grande do Sul e a usina geradora Boca do Monte Energia Rincão do Ivaí. (Informe OCB)

 

CAPAL: Cooperativa investe R$ 38 milhões no aumento da capacidade de armazenamento

 

Duas unidades operacionais da Capal Cooperativa Agropecuária se transformaram em um grande canteiro de obras: Itararé e Wenceslau Braz recebem investimentos de R$ 38 milhões que aumentarão suas estruturas de armazenagem, além de outras melhorias.

 

Expansão - Na unidade de Wenceslau Braz são cinco silos pulmão de concreto, com capacidade total de 3 mil toneladas, um novo secador de grãos, seis silos de concreto para armazenagem de grãos com capacidade para 2,4 mil toneladas cada um e uma balança para expedição. Além disso, o armazém para fertilizantes está sendo ampliado e ainda está sendo construída a sala de apoio ao motorista. Nesta filial, o aumento da capacidade de armazenagem de grãos será de 68%.

 

Mais obras - Na filial de Itararé, já com 37 % da obra concluída, estão sendo investidos R$ 15 milhões na ampliação na área de grãos, coma a construção de mais um tombador para carretas bitrem, quatros silos pulmão com capacidade para 2.400 toneladas cada um e uma balança de fluxo para expedição de cereais. Já na área de insumos agropecuários, são mais dois armazéns em construção. Também está sendo implantada uma sala de apoio ao motorista.  

  

Meio Ambiente - A atenção com a conservação ambiental está presente desde a concepção de cada projeto, para que as unidades operacionais tenham práticas sustentáveis e impactos ambientais reduzidos. Por isso, as  obras incluem a ampliação dos sistemas de limpeza do ar proveniente do processo de secagem de grãos para, com isso, devolver ar limpo ao meio ambiente.

 

Sobre a Capal - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com quase 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. (Imprensa Capal)

 

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COCAMAR: Fórum Regional reforça foco no incremento da produtividade da soja

 

Com a participação de cooperados e técnicos da Cocamar e representantes de empresas apoiadoras, o Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) promoveu na manhã desta quinta-feira (13/09) na Associação Cocamar, em Maringá, no noroeste do Paraná, o Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja. 

 

Eficiência - “Quem vai ganhar dinheiro com soja é o produtor que conseguir elevar sua média de produtividade”, afirmou o vice-presidente da cooperativa, José Cícero Aderaldo. Ele falou da importância do evento para motivar os cooperados a investir na busca por novos patamares e lembrou que o concurso de produtividade da Cocamar foi inspirado na competição realizada pelo Cesb. 

 

Potencial - “Enquanto o campeão nacional do Cesb obtém 130 sacas de soja por hectare, aqui na região ainda é comum a média de 130 sacas por alqueire (um alqueire corresponde a 2,42 hectares)”, frisou o vice-presidente No entanto, segundo ele, desde que, há cinco anos, a cooperativa decidiu desafiar seus cooperados a produzirem 250 sacas de soja por alqueire, muitos deles enxergaram o potencial a ser explorado e elevaram suas médias. No concurso da Cocamar, acrescentou, a produtividade vem aumentando ano após ano. 

 

Desafio global - Em sua apresentação, o diretor-executivo do Cesb, Luiz Antonio da Silva, apresentou um vídeo mostrando o papel do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de soja. “A cada segundo, duas crianças nascem no mundo e a população global está mais longeva. Isto impõe um grande desafio aos países produtores de alimentos”, lembrou. Em paralelo ao aumento da população do planeta, que saltou de 2,5 bilhões em 1950 para 7 bilhões em 2011 e poderá chegar a 9,7 bilhões em 2050, há baixa disponibilidade de água e a área cultivável é limitada. “A única alternativa é a maior produtividade com sustentabilidade”, enfatizou, ao acentuar que, para cada R$ 1,00 investido em uma moderna lavoura de soja, o retorno é de R$ 2,50. 

 

Em Maringá - Silva anunciou que, em 2019, o Fórum Nacional de Máxima Produtividade será novamente realizado em Maringá. Na edição deste ano, o campeão de sequeiro e o de irrigado foram do Rio Grande do Sul: Gabriel Bonato,de Sarandi, obteve a média de 127,01 sacas/hectare na área do concurso, e Vítor Cecilin, de Pinhal Grande, colheu 113,04 sacas/hectare, respectivamente.

 

Bem valioso - Na palestra sobre “Nutrição de Plantas – Como ela pode limitar a Produtividade?, Silvano Abreu, PhD em Ciência do Solo pela Oklahoma State University, dos Estados Unidos, começou dizendo que a erosão é um câncer da lavoura, que vai destruindo o solo aos poucos. “Depois da família, a terra é o bem mais valioso do produtor”, disse, ao destacar que, diante da grande competitividade da atualidade, “ou o produtor aumenta suas habilidades para lidar com o negócio ou diminui os seus sonhos”.

 

Produtivo - O conceito de solo produtivo, conforme explicou Abreu, se baseia em aspectos físicos (controle da erosão, compactação e adensamento, infiltração e armazenamento de água), químicos (correção da acidez e alumínio, incremento do teor de nutrientes, equilíbrio químico e perfil do solo) e biológicos (rotação de culturas, matéria orgânica, micro e macrobiota e cobertura do solo). (Imprensa Cocamar)

 

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INTEGRADA: Garantia de qualidade no fornecimento de insumos

integrada 1 14 09 2018A busca por produtos de qualidade é uma constante na Integrada, principalmente no fornecimento de insumos. No caso das sementes de soja, por exemplo, a cooperativa possui, em Londrina, um canteiro onde todas as sementes de soja são testadas antes de serem ofertadas aos seus cooperados.

Tecnologia - A ação visa garantir que o cooperado adquira sementes cuja tecnologia foi aprovada pela equipe técnica da Integrada. Romildo Birelo, gerente da área de sementes da cooperativa, afirma que o objetivo é garantir que a semente tenha um grande potencial de emergência nas lavouras dos cooperados. Ele explica que esses testes são importantes para tomada de decisões. Segundo ele, todo o trabalho realizado no canteiro é devidamente monitorado.

Germinação - Neste primeiro ano de testes com sementes de soja, mais de 50 variedades de soja foram avaliadas em relação ao seu desempenho de germinação. (Imprensa Integrada)

 

 

SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Encontro teve objetivo de aproximar jovens da cooperativa

 

No dia 4 de setembro, a cooperativa promoveu o 1º Encontro de Lideranças Jovens, em Guarapuava, na região centro-sul do estado. O ponto alto do evento, que teve a participação de mais de 50 convidados de toda a região de atuação da instituição, com idade entre 16 e 25 anos, foi a criação do Comitê Jovem da Cooperativa Sicredi Planalto das Águas PR/SP. 

 

Necessidades - “Nosso principal objetivo com a constituição do Comitê Jovem é a aproximação das novas gerações para entender quais são as suas principais necessidades e demandas e, assim, criar mecanismos para garantir a perenidade do empreendimento coletivo”, destacou o presidente da Sicredi Planalto das Águas PR/SP, Adilson Primo Fiorentin. 

 

Digital - Pensando na praticidade que o público jovem busca, foi apresentada a conta digital, batizada de Woop Sicredi (www.woopsicredi.com), com facilidades de abertura e movimentação exclusivamente através do smartphone. 

 

Plus - “Os jovens estão cada vez mais conectados, e a conta digital proporciona o acesso a soluções financeiras, através de uma experiência intuitiva e simplificada. Nós não deixamos de lado o atendimento físico, que proporciona um relacionamento mais próximo, mas também disponibilizamos essa novidade para aquelas pessoas que não têm mais tempo ou hábito de frequentar uma agência”, comentou o diretor executivo da cooperativa, Valmir Dzivielevski.

   

Palestra - Na sequência, o palestrante Arthur Igreja (arthurigreja.com) trouxe uma mensagem especial sobre inovação e tecnologia. “Apresentamos informações relevantes sobre como o mundo está diferente, essa velocidade exige que estejamos cada vez preparados e adaptados para as mudanças. Precisamos ter capacidades únicas, senão não teremos oportunidades num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e, para isso, não podemos ficar esperando, temos que ter atitude e saber usar as tecnologias para o nosso crescimento e não para atrapalhar. Parabéns ao Sicredi pelo esforço em aproximar os jovens, que são o futuro”, acrescentou.

 

Exemplo - Os jovens puderam acompanhar a trajetória profissional de Diego Breancini, que, após passagem por diversos cargos e agências, chegou ao posto de diretor da instituição financeira cooperativa. “É motivo de alegria compartilhar essa história com os jovens, pois é uma instituição que me deu tantas oportunidades. Coube mostrar para eles que não foi fácil, mas que o reconhecimento dos esforços, da dedicação, é questão de tempo e sempre vem” destacou. (Imprensa Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

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SICOOB UNICOOB: Unicoob Consórcios conquista R$ 1 bilhão em cartas de crédito

 

sicoob unicoob 14 09 2018A Unicoob Consórcios, empresa controlada pelo Sicoob Unicoob, encerrou o mês de agosto comemorando R$ 1 bilhão em cartas de crédito ativas. Para o diretor Nilmar Squisati, a conquista reflete a confiabilidade e a segurança dos cooperados. “Alcançar esse resultado só foi possível porque, em nossas cooperativas, temos equipes verdadeiramente engajadas em oferecer o melhor atendimento a quem procura nossos produtos. Destacamos, também, o engajamento dos colaboradores da Unicoob Consórcios, que realizam o suporte operacional e de apoio às singulares e consorciados”.

 

Fundação - Para o diretor de Mercado do Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas, mais importante do que comemorar a marca de R$ 1 bilhão, é celebrar o sucesso de oito anos de fundação da controlada, que foi construída para o cooperado. “Estamos comemorando o sucesso do associado, muito mais do que o da administradora de consórcios. O que importa é levar um produto confiável e com preço justo. Assim, democratizamos o acesso, atendemos as necessidades do cooperado e todos ganham”, relata.

 

Necessidade - O diretor presidente do Sicoob Unicoob, Marino Delgado, conta que a Unicoob Consórcios surgiu da necessidade de oferecer aos cooperados um produto com taxas mais baixas que as do mercado. “Para nós é motivo de orgulho ter uma empresa criada aqui, genuinamente nossa. Temos que comemorar e agradecer muito o envolvimento e empenho da equipe da controlada, das cooperativas e da diretoria para que nós pudéssemos atingir esse resultado”, finaliza Marino.

 

Trajetória - Em outubro de 2010, a Unicoob Consórcios inaugurava os quatro primeiros grupos de consórcios, com uma carteira de 480 cotas ativas e um valor comercializado de R$ 7 milhões. Hoje, atua fortemente nos segmentos de automóveis, motocicletas, imóveis e serviços. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB SUL: Colaboradores participam de treinamento sobre análise de crédito para Pessoa Jurídica

 

sicoob sul 14 09 2018Colaboradores da área de crédito da Unidade Administrativa e dos pontos de atendimento do Sicoob Sul participaram de um treinamento para o aperfeiçoamento das práticas que envolvem o setor, com foco nos cooperados Pessoa Jurídica. A capacitação foi realizada entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, na sede da cooperativa, em Curitiba.

 

Temas - Ministrado pelo sócio da empresa de consultoria Balliana & Vasconcelos, Gilson Marcos Balliana, associado e ex-Bacen, o curso abordou desde conceitos de crédito até análise de indicadores econômicos e financeiros. Para fixar ainda mais o conteúdo, foram realizadas discussões em grupos a partir de propostas de crédito reais, finalizadas por meio da elaboração de relatórios de análise de crédito.

 

Amadurecimento - Para o gestor de Crédito, Antonio Carlos de Barros, o treinamento contribuiu para o amadurecimento das atividades, evidenciando aspectos que anteriormente não eram considerados. “Acredito que após esse trabalho os analistas estão mais capacitados para a elaboração do parecer de crédito, englobando aspectos relevantes que auxiliam a tomada de decisão. Além disso, com os exercícios propostos, foi instigado o desenvolvimento de uma visão crítica para concessão de crédito, levando a uma análise mais aprofundada do tomador e das condições das operações”, explica.

 

Novas experiências - O estagiário André Sester Retorta afirma que com o curso foi possível absorver novas experiências e conhecimentos referentes a área. “Aprendi novas metodologias e conceitos que podem ser aplicados tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Além de novas informações, o treinamento nos trouxe a oportunidade de integração e interação com outros membros da cooperativa. Assim, foi possível entender e compreender as dificuldades e desafios que outros grupos enfrentam, além de compartilhar estratégias e soluções”, relata.

 

Fundamental - “Participar desse encontro foi fundamental para aprimorar os conhecimentos, entender melhor a importância de todas as etapas da análise de crédito e observar como a agência pode aperfeiçoar as operações e consequentemente melhorar todos os processos”, afirma a gerente de relacionamento Amanda Suellen Lima Farias. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

IBGE: País tem safra recorde de frutas, cereais, leguminosas e oleaginosas

 

ibge 14 09 2018Em 2017, o país teve safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, chegando a 238,4 milhões de toneladas. Os dados estão na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) – 2017, divulgada nesta quinta-feira (13/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Aumento - O aumento foi de 28,2% na comparação com 2016, com crescimento da área colhida em 5,9%. Segundo o IBGE, a produtividade foi impulsionada pelas condições climáticas favoráveis, depois de um ano influenciado pelo fenômeno El Niño.

 

Soja - A soja responde por 48,1% da produção do grupo, seguida do milho, com 41%. Um dos destaques, segundo o gerente de agricultura do IBGE, Alfredo Guedes, é o avanço da soja sobre a Região Norte - com produção de 5 milhões de toneladas e atrás apenas do açaí. “A soja não entra direto sobre as áreas de floresta. Geralmente, essas áreas já deixaram de ser floresta há alguns anos, eram pastagens, e os produtores tiram a pastagem e colocam a soja”.

 

Milho - A área plantada do milho cresceu 10,4%, o que elevou a produção em 52,3%, alcançado safra recorde de 97,7 milhões de toneladas. Porém, o crescimento não se refletiu no valor da produção, que somou R$ 32,9 bilhões, ante os R$ 37,7 bilhões de 2016. A explicação é a quebra de safra naquele ano, que elevou o valor da saca para R$ 29,15 em média. Com a volta das chuvas e da normalidade em 2017, o produtor recebeu R$ 13,89 por saca.

 

Arroz e feijão - A produção de arroz teve aumento de 17,4% e a de feijão 15,9%, o que resultou em queda no valor ao consumidor final, após o aumento de preço em 2016. O país produziu, em 2017, 12,5 milhões de toneladas de arroz e 3 milhões de toneladas de feijão. A redução no valor da produção de feijão foi de 56,9%, com R$ 6,9 bilhões no total. No arroz, o valor ficou em R$ 9,8 bilhões, aumento de 12,6% em relação ao ano anterior.

 

Participação - Somados, os 14 produtos do grupo cereais, leguminosas e oleaginosas respondem por 77,4% da área colhida no país e 54,6% do valor de produção.

 

Fruticultura - Os 23 produtos frutíferos pesquisados pelo IBGE somaram R$ 38,9 bilhões em 2017, um aumento de 4,6% em relação a 2016 e um novo recorde. O destaque é a laranja, com R$ 8,6 bilhões, 2% a mais do que no ano anterior. A área colhida de laranja foi de 631,7 mil hectares, sendo que 77,8% estão nos estados de São Paulo, Bahia e Minas Gerais.

 

Açaí - Guedes explica que o açaí foi incluído na pesquisa a partir da safra de 2016 e apresenta dados surpreendentes, alcançando o posto de terceiro lugar na produção de frutas. Na pesquisa, é levado em conta o açaí plantado, excluída a produção extrativista.

 

Monitoramento - “A gente já vinha monitorando, mas só incorporou ele em 2016, retroagindo os dados a 2015. A gente já vinha acompanhando o consumo do açaí pela população, que vinha aumentando bastante, e 2017 veio a confirmar que continua o crescimento do consumo e produção do açaí, que se encontra principalmente na Região Norte”.

 

Extração vegetal - O açaí foi o produto da extração vegetal não madeireira brasileira com maior valor de produção no ano passado

 

Valor total - A produção de açaí em 2017 foi de 1,3 milhão de toneladas, com valor total da produção de R$ 5,5 bilhões. Isso elevou o Pará ao posto de segundo estado produtor de frutas, com crescimento de 25,1% no valor de produção no ano, chegando a R$ 6,8 bilhões. O Pará também se destacou com o aumento de 49,9% na colheita de laranja, de 107,9% no limão e de 2.462,4% de tangerina.

 

Estados - São Paulo é o principal produtor de frutas, com destaque para a laranja; e o Rio Grande do Sul vem em terceiro, tendo como principal produto a uva. Em 2017, o país produziu 17,5 milhões de toneladas de laranja, 6,7 milhões de toneladas de banana, 1,9 milhão de toneladas de uva e 1,5 milhão de toneladas de abacaxi. (Agência Brasil)

 

MERCADO: China se destaca por agregar valor nas cadeias agrícolas

 

A China emergiu como “key player” nas cadeias globais de valor na agricultura, com um avanço nessa frente que de longe superou o do Brasil e de outros grandes países exportadores, segundo estudo ao qual o Valor teve acesso elaborado por cinco importantes referências internacionais: Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a agência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Banco Mundial e Centro Internacional de Comércio (ITC).

 

Exame - Esse documento será examinado nesta sexta-feira (14/09) pelos ministros de Comércio das principais economias desenvolvidas e emergentes, em reunião do G20 em Mar del Plata (Argentina). Nas Cadeias Globais de Valor (CGV), a análise envolve a evolução da produção em estágios que agregam valor. Em cada estágio, o produtor, para realizar seu trabalho, compra insumos e emprega fatores de produção (capital, terra e trabalho).

 

Natureza da produção - As CGVs alteraram a natureza de produção e especialização ao redor do mundo. O movimento é mais óbvio nas manufaturas, mas mudanças similares estão em curso nos setores agrícola e de alimentos, constata o estudo. E, por sua vez, mudanças no comércio internacional agro-alimentar estão tendo impacto nesses setores — na produtividade, no crescimento da produção e na melhora dos meios de subsistência.

 

Concentração - Conforme o trabalho, as CGVs no setor agroalimentar estão cada vez mais concentradas em “hubs” específicos, em torno da China, Estados Unidos e Alemanha. Esses países têm as maiores ofertas e demandas por valor agregado nas cadeias globais no setor agrícola. A China, sobretudo, registrou o maior crescimento no uso de produtos agrícolas com valor agregado para

exportação e também no suprimento de produtos para essas cadeias.

 

Valor agregado - A participação da China no crescimento do comércio agrícola com valor agregado para uso nas CGVs estava próximo a 27% na estimativa mais recente, superando a soma dos três maiores países que aparecem em seguida na lista: Brasil (8%), Estados Unidos (8%) e Índia (6%). Vários países europeus foram responsáveis por ganhos importantes no crescimento do comércio agrícola com valor agregado entre os anos de 2004 e 2014.

 

Suprimento - Além do suprimento para exportações, a concentração também é forte do lado dos compradores de produtos agrícolas com valor agregado incluídos na cadeia global. Para essa forma de comércio de CGV, os Estados Unidos são o comprador mais central, mas outros países são proeminentes, como é o caso de China, Alemanha, Japão e vários europeus.

 

Diferença - O estudo das organizações internacionais aponta diferença considerável nos setores agroalimentares na extensão e na maneira como participam das Cadeias Globais de Valor. Alguns produtos, especialmente perecíveis, têm pouca participação direta, casos do arroz com casca, do leite, da cana-de-açúcar e da beterraba. A participação desses segmentos acontece por meio de conexões com outros setores de processamento domésticos.

 

Influência - As políticas de comércio e investimento têm influência fundamental na participação das CGVs — As tarifas de importação e taxas cobradas nas exportações reduzem a participação de um setor nas cadeias. Medidas não tarifárias (como sanitárias e fitossanitárias (SPS) e barreiras técnicas ao comércio (TBT) também reduzem a participação, por motivarem aumento de custos.

 

Contrapartida - Em contrapartida, infraestrutura de transporte, educação e aportes em pesquisa e desenvolvimento agrícola são positivamente relacionados à criação de valor agregado interno e tem reflexos positivos na participação das CGV. Outros fatores, como a capacidade de atender aos padrões privados (representados pelo número de produtores credenciados), também são importantes em diversos países.

 

Mix de ações - Para que um país maximize a participação nas CGVs, o estudo sugere que os governos façam um mix de ações políticas domésticas e globais. Como as CGVs no setor agroalimentar se tornam mais complexas e requerem maior nível de investimento, uma das propostas é a promoção de “princípios responsáveis” de investimentos, por exemplo.

 

G20 - Mas no G20 os problemas começam quando uma das propostas é corrigir distorções no comércio, em particular nas tarifas e barreiras não tarifárias. EUA e vários países europeus nem querem ouvir falar de desmontar seus subsídios. Mas, com esse novo estudo, o G20 pelo menos terá colocado foco em uma nova tendência no comércio agrícola internacional. (Valor Econômico)

 

mercado quadro 14 09 2018

ENERGIA ELÉTRICA: Bandeira tarifária deve ficar vermelha até o fim do ano

 

energia eletrica 14 09 2018O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, avaliou que a bandeira tarifária poderá continuar vermelha até o final do ano, apesar de reconhecer que a definição não é atribuição do órgão.

 

Térmicas - Isso deve ocorrer, segundo ele, porque, mesmo com o início do período chuvoso, as térmicas deverão continuar ligadas devido à escassez hídrica. Luiz Eduardo Barata participou do seminário O Futuro do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios e Oportunidades, promovido nesta quinta-feira (13/09), no Rio de Janeiro, pela Associação Brasileira de Companhia de Energia Elétrica (ABCE).

 

Junho - A bandeira tarifária está vermelha desde junho. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. As cores verde, amarela ou vermelha indicam se a energia custa mais ou menos por causa das condições de geração. A Aneel acredita que, com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente. (Agência Brasil)

 

 

ECONOMIA: Estudo aponta que melhora da atividade afeta mais o ICMS

 

economia 14 09 2018Texto para discussão inédito publicado no site do Tesouro Nacional aponta que o desempenho da arrecadação do ICMS é mais sensível à atividade econômica do que a alterações de alíquotas do tributo. Nesse sentido, o trabalho feito pelos economistas Jailison Silveira e Sérgio Ricardo Gadelha aponta que a melhora nessa receita passa por medidas que estimulem o nível de atividade econômica.

 

Reversão do quadro - "Em termos de implicações de políticas, o gestor público e o formulador de políticas devem levar em consideração que a reversão do atual quadro de queda da arrecadação deverá necessariamente passar por medidas que estimulem o nível de atividade econômica. Sendo que a recuperação será tão mais rápida quanto mais intenso for a retomada do crescimento econômico, uma vez que o processo inercial da arrecadação atenuará parte do crescimento gerado pela retomada da atividade", diz o texto, que considerou a base de dados do tributo em 2013.

 

Crise fiscal - O ICMS é a principal fonte de arrecadação dos Estados, que têm nos últimos anos enfrentado grave crise fiscal. Alguns desses entes federativos, como o Rio de Janeiro, chegaram ao ponto de interromper pagamentos a servidores e também a prestação de serviços, sendo obrigados a assinar um programa de rígido ajuste fiscal e privatização para ter direito a não pagar dívidas garantidas pela União e também a devida ao Tesouro.

 

Desafios - "Os grandes desafios econômicos enfrentados atualmente no país, marcados pela desaceleração da atividade econômica, crise fiscal dos governos subnacionais e trajetória crescente de endividamento, exigem a necessidade de ajustes e de reorientação do processo de planejamento fiscal. Visando o enfrentamento dessa crise, uma das medidas de austeridade

fiscal em análise é a elevação da carga tributária por meio de alterações nas alíquotas associadas ao ICMS", diz o texto. 

 

Questionamento - "Por outro lado, é necessário que se questione se a elevação da carga tributária via aumentos da alíquota do ICMS é um caminho viável para um ajuste fiscal equilibrado sem prejuízo ao bem-estar da sociedade."

 

Cálculos - Ao Valor Silveira explicou que os cálculos apontaram que o ICMS é de fato bem mais afetado pela atividade econômica, com uma elasticidade no mínimo igual a 1 (ou seja, para cada 1% de crescimento do PIB, a arrecadação cresce também 1%), do que por movimentos de elevação de alíquota, cuja expansão seria bem inferior a 1%. "A arrecadação de curto prazo é muito mais sensível à atividade", disse.

 

Alíquota média - Ele também ressalta que o estudo mostra que a alíquota média efetiva do ICMS já estaria muito próxima (três pontos percentuais) do ponto a partir do qual aumentos levariam a queda na arrecadação. A alíquota média calculada é de 22,6%, e o ponto a partir do qual há perda de receitas seria 25,6%.

 

Espaço restrito - Silveira reconhece que o espaço de medidas de estímulo à economia em nível estadual é muito restrito, sobretudo em momento de restrição fiscal. Nesse sentido, ele apontou a possibilidade de ações microeconômicas, para dar mais eficiência às empresas e melhorar a produtividade do trabalho.

 

Preocupações - Sobre a alternativa de redução de alíquotas do ICMS como medida de estímulo, o economista afirma que há preocupações com a possibilidade de o movimento de um Estado acabar gerando competição por parte de outros (reavivando a chamada guerra fiscal), além de dúvidas sobre a própria efetividade dessa iniciativa para animar a economia. (Valor Econômico)

 

TRABALHO: País gera 392 mil empregos no primeiro semestre de 2018

 

trabalho 14 09 2018O saldo de empregos com carteira assinada gerados no primeiro semestre deste ano foi de 392 mil em todo o país, um valor 452,37% superior ao mesmo período de 2017, quando foram criados 71 mil novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (13/09) pelo Ministério do Trabalho. Com esse resultado, na comparação entre os primeiros seis meses de cada ano, em 2018 foram criadas 321 mil vagas a mais do que no ano anterior.

 

Setores - Dos oito setores da economia, sete tiveram saldo positivo nos primeiros seis meses deste ano. O melhor desempenho foi no segmento de serviços, que chegou ao final do primeiro semestre com 279.130 postos de trabalho criados, seguido pela indústria de transformação, que gerou 75.726 vagas, e a agropecuária, que gerou 70.334 empregos novos. Já o comércio fechou 94.839 postos de trabalho com carteira assinada.

 

Desemprego - A taxa de desemprego, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrange 12,3% da população economicamente ativida, volume 0,6% menor do que o apurado em março. O número representa um contigente de 12,9 milhões de pessoas sem trabalho no país.

 

Jovens empregados - Em uma análise por faixa etária, o levantamento mostra que a maior parte dos empregos gerados no primeiro semestre desse ano (104 mil) inclui jovens entre 18 e 24 anos. Houve também uma reversão no fechamento de vagas nas faixas etárias entre 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos. Enquanto na primeira metade do ano passado esses dois grupos perderam 66 mil vagas de emprego, neste ano já foram abertas, nessas duas faixas, 46,3 mil novos postos de trabalho.

 

Fechamento de vagas - Por outro lado, continuaram sendo fechadas vagas para trabalhadores nas faixas de 40 a 49 anos (-16,2 mil), 50 a 64 anos (-122,1 mil) e acima de 64 (-29,6 mil), mas em ritmo menor do que no primeiro semestre de 2017, quando essas três faixas etárias viram o fechamento de 266,4 mil postos de trabalho com carteira assinada em todo o país.

 

Escolaridade - Dos 394 mil empregos gerados na primeira metade deste ano, 266 mil foram para trabalhadores com ensino médio completo, seguido de 166 mil para quem tem ensino superior completo, 26,4 mil para quem tem ensino superior incompleto e 6,6 mil vagas para quem tem ensino médio incompleto. Não houve abertura de novas vagas para trabalhadores com escolaridade inferior a essas.

 

Absorção - Entre os empregos para quem tem ensino médio completo e incompleto, os que absorveram a maior parte das vagas foram alimentador de linha de produção (49 mil), faxineiro (32,3 mil) e auxiliar de escritório (24,2 mil). Para quem tem ensino superior completo ou incompleto, a maior parte das vagas foram como auxiliar de escritório (17 mil) e assistente administrativo (14,5 mil). (Agência Brasil)

 

VAREJO: Vendas frustradas em julho e incertezas podem minar 3º trimestre

varejo 14 09 2018Passados os efeitos da greve dos caminhoneiros, as vendas do varejo brasileiro continuaram pressionadas em julho pela incerteza dos consumidores com a economia e a política. E devem seguir assim nos próximos meses, com a lenta recuperação do mercado de trabalho e a indefinição eleitoral, segundo analistas.

Restrito - Conforme divulgado nesta quinta-feira (13/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo restrito - que exclui comércio de automóveis e material de construção - recuaram 0,5% em julho, na comparação com junho, pior do que o esperado pela média do mercado, de alta de 0,2%. Foi o terceiro mês seguido de baixa, período em que acumulou queda de 3,2%.

Resultados negativos - De junho para julho, os destaques negativos do varejo foram as vendas de móveis e eletrodomésticos (-4,8%) e produtos de uso pessoal e doméstico (-2,5%). São atividades que cresceram em junho, embaladas pela venda de televisores para a Copa do Mundo e que, portanto, teriam sofrido com o fim do evento. Mas não foi só.

Crédito - Segundo Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), as atividades que mais dependem de crédito foram exatamente as mais afetadas de julho. Ele citou também a queda de 2,7% de material para escritório, informática e comunicação na passagem de junho para julho pela pesquisa do IBGE.

Aversão - "Outros segmentos que dependem do crédito também micaram, capturando a maior aversão do consumidor ao momento. Dólar sobe, taxa de desemprego recua lentamente. Os juros ao consumidor até recuaram, mas o cenário eleitoral complica o segundo semestre. Todo ano eleitoral é assim", disse o economista.

Hiper e supermercados - As vendas de hiper e supermercados até cresceram 1,7% em julho, recuperando parte das perdas do mês anterior (-3,6%), quando foram afetadas pela greve dos caminhoneiros. O resultado compensou, no entanto, apenas uma parte das quedas das outras atividades ao longo do mês.

Perda de ritmo - Segundo Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, o varejo perdeu ritmo de recuperação por qualquer base de comparação. Frente a julho do ano passado, o varejo restrito recuou 1%, a primeira queda em 15 meses. A média móvel trimestral intensificou a queda de junho (-0,2%) para julho (-0,8%).

Percepção - "Essa perda de ritmo é evidente quando se entende que os estoques foram normalizados [após a o fim da greve], mas a percepção de consumidores vem se deteriorando, com índices baixos de confiança. É uma percepção de recuperação lenta. Consumidores estão cautelosos nos seus gastos", reforçou a técnica.

Indicadores coincidentes - Segundo parte dos analistas consultados, indicadores coincidentes disponíveis - como sondagens do comércio e do consumidor, índice do varejo do Serasa, consultas ao SCPC - apontam a quarta queda seguida das vendas para agosto. A MCM Consultores prevê recuo de 0,8% do varejo restrito; o Itaú estima baixa de 0,1%.

Sinais mais claros - Para a MCM, a reversão dessa perda de fôlego do varejo depende de sinais mais claros de retomada do emprego e do arrefecimento da incerteza política. "Dois meses após a greve, as vendas sinalizam um ritmo de recuperação errático e lento, muito aquém daquele que prevalecia no início do segundo trimestre", avaliou Sarah Bretones, analista da MCM.

Geração de empregos - Para o banco MUFG, a melhora do ritmo depende da geração de empregos com carteira assinada, o que estaria ligado ao resultado das eleições.

Crescimento - Menos pessimista, a consultoria Tendências, o varejo restrito deve ter pequeno crescimento em agosto, apoiado na liberação de recursos do PIS/Pasep, iniciada no dia 4 do mês, e por menor base de comparação, após três meses consecutivos de queda do setor, período em que acumulou baixa de 2,3%.

Gradual - "O ritmo seguirá bem gradual, nada animador. Assim, o varejo deve fechar o ano com um crescimento de 2,5% tanto pelo conceito restrito quanto pelo conceito ampliado, que inclui as vendas de automóveis e materiais", disse Isabela Tavares, analista da Tendências Consultoria, que ainda não chegou a um número para agosto.

Ampliado - Pelo varejo ampliado, que inclui o comércio de automóveis e material de construção - atividades também influenciadas pelo desempenho do atacado -, as vendas recuaram 0,4% em julho, frente ao mês anterior. Para esse recorte do comércio, porém, as previsões são positivas: o Itaú prevê alta de 1,6% em agosto, e a MCM, de 4,4%.

Veículos - Neste caso, o cenário está baseado no desempenho das vendas de veículos. De acordo com o balanço da Fenabrave, 248.638 veículos foram vendidos em agosto (incluindo na conta automóveis, ônibus e caminhões), 14,3% acima do verificado no mês anterior (217.486). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 14,8%. (Valor Econômico)

 

COMPETITIVIDADE: Desempenho de 11 Estados cai em 2018

competitividade 14 09 2018A deterioração da qualidade da segurança pública, da infraestrutura e da gestão fiscal derrubou a competitividade de 11 Estados brasileiros. A 7.ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit, mostra que o baixo desempenho da economia tem dificultado a recuperação dos Estados, muitos deles em situação crítica.

Pilares - O ranking é resultado da análise de dez pilares: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social. “Esses pilares têm pesos diferenciados e aqueles com maior carência acabam pesando mais no resultado como a segurança pública e a falta de infraestrutura”, afirma o economista da Tendências, Adriano Pitoli.

Olhares diferenciados - Segundo ele, o ranking de competitividade dos Estados tem dois olhares diferenciados. Um é mais voltado ao ambiente de negócios e o outro no bem-estar social. “Avaliamos a competitividade dos Estados em prover os serviços básicos para a população.” Por isso, o problema crítico da segurança pública pesou bastante nos resultados deste ano, afirmou o economista.

Pior desempenho - O pior desempenho foi verificado no Acre, que caiu oito posições e agora ocupa a última colocação. Segundo o trabalho, o Estado teve queda em cinco dos dez pilares avaliados. O índice de segurança foi o mais alarmante. O Acre ficou na 20.º posição – uma queda de 17 posições em relação ao ranking de 2017. A reportagem não conseguiu contato com o Estado.

Perda de posições - Outro que não conseguiu reagir neste ano foi o Rio de Janeiro, que perdeu quatro posições no ranking geral e agora ocupa o 13.º lugar. Em 2014 era o 5.º colocado e no ano passado já havia caído para o 9.º lugar. O desempenho é reflexo da grave crise fiscal que afeta o Rio nos últimos anos. Exemplo disso, é que no pilar solidez fiscal o Estado ficou na última posição do ranking de competitividade.

Segurança pública - “O desempenho do Rio também foi afetado pelos problemas na segurança pública – evidentes no dia a dia da população –, na sustentabilidade ambiental e na eficiência da máquina pública”, afirmou a diretora executiva do CLP, Luana Tavares. Segundo ela, com os problemas fiscais, o Estado tem deixado de investir em áreas importantes para a sociedade.

Situação financeira - Em nota, a secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro ponderou que, um ano após a assinatura da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, a situação financeira no Estado já começa a ser superada. “A situação atual e as perspectivas são bastante diferentes, já que o Plano de Recuperação Fiscal resultou na geração de receitas extraordinárias de R$ 23,4 bilhões, valor equivalente a sete meses de salários dos servidores.”

Regularização - Segundo a nota, com o reforço no caixa estadual, foi possível regularizar o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas, retomar o pagamento de um custeio mínimo para os órgãos do Estado e retomar investimentos, que estavam estagnados desde o início da crise fiscal, em 2015.

Melhora no ranking - Na outra ponta, alguns Estados fizeram a lição de casa e conseguiram melhorar suas posições no ranking. Um dos pontos que ajudou no desempenho foi a reestruturação da dívida com a União, reduzindo o pagamento de juros. No ranking geral, o melhor resultado veio do Nordeste: Alagoas subiu oito posições neste ano, para o 16.º lugar. Para se ter ideia, em 2015, o Estado estava na última colocação.

Medidas - Entre as principais medidas adotadas pelo governo, que iniciou a reorganização das contas em 2015, estão o corte de 30% dos cargos comissionados e cinco secretarias, além de renegociação dos contratos, com economia média de 14% por contrato. Do lado da receita, houve aumento da arrecadação, com a diminuição de benesses fiscais. “Mudamos a equação financeira e fiscal do Estado. Em 2015, a maior fonte de receita eram transferências federais. Hoje, é o ICMS”, afirma George Santoro, secretário da Fazenda do Estado.

Solidez fiscal - A liderança na categoria de solidez fiscal também foi calcada na reestruturação da sua dívida com o governo federal. O Estado é um dos poucos do País que apresenta resultado primário positivo. “Essas medidas fizeram com que a gente pudesse investir pela primeira vez com dinheiro próprio, sem ser via convênio ou empréstimo”, diz o secretário. “Com recursos do Fundo de Combate à Pobreza, por exemplo, foram construídos cinco hospitais – o que não acontecia há 40 anos”, afirma.

Primeiros lugares - Os dois primeiros lugares no ranking geral continuaram com São Paulo e Santa Catarina. Ambos também lideram o ranking de segurança pública. (O Estado de S.Paulo)

 


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