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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4408 | 05 de Setembro de 2018

CAPACITAÇÃO: Relacionamento cooperativo é tema do 3º módulo do Programa de Formação de Agentes

Efetividade da comunicação e qualidade dos relacionamentos; assertividade e fortalecimento das relações cooperativas. Esses são alguns dos temas que a professora Mara Beckert está abordando no terceiro módulo do Programa de Formação de Agentes 2018 que teve início, na manhã desta quarta-feira (05/09), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Estão participando 17 profissionais de cooperativas da região Centro-Sul do Estado e do Sescoop/PR. A formação prossegue até esta quinta-feira (06/09), tratando também de cultura organizacional e o capital político: identidade e credibilidade e o papel do agente: elo do binômio Sescoop/PR – cooperativa.

Abertura - O módulo sobre relacionamento cooperativo foi aberto pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Humberto César Bridi, e com a presença da analista técnica Ketlyn Zipperer. “Tudo que fazemos é voltado para o desenvolvimento das cooperativas e esse trabalho conduzido pela professora Mara, que é a coordenadora pedagógica deste Programa e tem bastante conhecimento sobre cooperativismo, com certeza vai fazer diferença na relação de vocês com as cooperativas e com o Sescoop/PR, contribuindo em muito para que consigamos fazer os mais de 5 mil eventos planejados para este ano”, afirmou Bridi

Região - As turmas do Programa de Formação de Agentes estão serão capacitadas por região. Os profissionais do Norte e Noroeste participam da formação em Maringá, nos dias 11 e 12 de setembro (agentes de Gestão e Desenvolvimento e Autogestão) e 13 e 14 de setembro (agentes de Desenvolvimento Humano e Cooperativismo). Em Cascavel, os profissionais das regiões Oeste e Sudoeste serão capacitados nos dias 20 e 21 de setembro (agentes de Gestão e de Desenvolvimento e Autogestão) e 24 e 25 setembro (agentes de Desenvolvimento Humano e de Cooperativismo).

Primeiros módulos - A formação é promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Paraná (Sescoop/PR). O primeiro módulo foi realizado em abril, com uma imersão em cooperativismo. Em junho, o segundo módulo tratou de Inteligência e gestão. Neste ano, serão realizados ao todo quatro módulos do Programa, com 113 inscritos em todo o estado.

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FÓRUM: Sescoop/PR e CRCPR promovem evento para profissionais de contabilidade em Curitiba

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) promove, em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR), o II Fórum dos Profissionais de Contabilidade da Área Cooperativista, nos dias 25 e 26 de setembro, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Os presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e do CRCPR, Marcos Rigoni de Mello, farão a abertura do evento. Na sequência, Gilson Marcos Balliana, vai discorrer sobre os acordos de Basileia e as novas exigências de capital, e Alexandre Pellaes ministra palestra sobre o novo significado do trabalho, inovação e disrupção.

Continuidade - No dia seguinte, a programação terá a participação de Antonio Sérgio Gabriel, que irá falar sobre a contabilidade como instrumento de gestão das cooperativas. Já Laudelio Jochen trata de ética, compliance e noclar, desafios e oportunidades.

Inscrições - Os profissionais das cooperativas do Paraná podem se inscrever com Andreia Fernandes (41 3200-1159 / andreia.fernandes@sistemaocepar.coop.br). As vagas são limitadas.

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ELEIÇÕES: Revista da Copagril divulga Programa de Educação Política do cooperativismo

eleicoes destaque 05 09 2018O Programa de Educação Política do cooperativismo brasileiro também está sendo divulgado pela Cooperativa Copagril, com sede em Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, por meio da edição julho/agosto da sua revista. O assunto é abordado no editorial e no texto publicado na página 11. “A participação democrática do associado, um dos diferenciais do cooperativismo em relação aos demais modelos de negócio, não se restringe apenas ao universo de uma cooperativa. Fazer parte do processo de escolha consciente dos responsáveis pela formulação de leis e políticas públicas no país constitui um dever de todos aqueles que já conhecem o valor da cooperação e se preocupam com o coletivo”, diz o trecho que abre a matéria. Na sequência, são repassadas informações sobre a inciativa do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) que conta com a adesão da Ocepar e cooperativas do Paraná, visando sensibilizar para a importância do voto consciente.

Clique aqui para conferir o conteúdo da Revista Copagril

 

PRÊMIO: Inscrições no SomosCoop - Melhores do Ano crescem 25%

premio 05 09 2018As inscrições para participar do Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano terminaram, mas o trabalho da comissão julgadora está prestes a começar. Nesta edição, 265 cooperativas inscreveram um total de 435 projetos, número 25% maior do que o resultado da última edição do prêmio, ocorrida em 2016, quando foram registradas 349 iniciativas. Os finalistas devem ser conhecidos no dia 25/09 e a cerimônia de entrega do troféu ocorre no dia 30 de outubro, em Brasília.

Satisfeitos - “Estamos muito satisfeitos com o engajamento de nossas cooperativas. Isso mostra o quanto elas estão se preparando para enfrentar os desafios do mercado, sempre de olho nas pessoas, nos resultados e na melhoria de seus processos”, avalia Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

Reconhecimento - O Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano está na 11ª edição e objetiva reconhecer e valorizar nacionalmente as iniciativas realizadas pelas cooperativas que melhoram a vida dos brasileiros. Está dividido em sete categorias: Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Cooperativa Cidadã, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia, Intercooperação e, a partir desta edição, a categoria Cooperjovem. Alusiva ao programa nacional homônimo, a nova categoria premia os projetos que buscam disseminar nas escolas e na comunidade a cultura da cooperação, por meio de atividades educativas baseadas nos princípios e valores do cooperativismo.

Mais - Quer saber mais? Acesse www.premiosomoscoop.coop.br. (Informe OCB)

 

FRÍSIA I: Cooperativa recebe Prêmio Mérito Empresarial

firisa I 05 09 2018Realizado pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), o 14º Prêmio Mérito Empresarial teve a Frísia Cooperativa Agroindustrial como destaque na categoria “Indústria”. O prêmio é um reconhecimento da ACIPG, em parceria com Sindilojas e Sociedade Rural dos Campos Gerais, às empresas e instituições que têm se destacado na região.

Enaltecimento - Renato Greidanus, presidente da Frísia, recebeu as honrarias em nome dos 850 cooperados e dos mais de 1.000 colaboradores. Emocionado, ele enalteceu o cooperativismo como um modelo democrático e que valoriza o trabalho das famílias no campo. “Todo o desenvolvimento na área industrial que obtivemos nos últimos anos é fruto das alianças e sinergias obtidas na intercooperação, com as cooperativas Castrolanda e Capal”, afirma.

Caminho certo - Para o presidente da Frísia, a premiação mostra que a cooperativa está no caminho certo e alinhada aos ideais defendidos pela ACIPG, que trabalha todos os dias para apoiar e contribuir com os interesses da classe empresarial, tornando a região dos Campos Gerais mais competitiva. “A Frísia nasceu no início do século XX e está totalmente integrada à história da comunidade a que pertence. Como indústria promovemos o desenvolvimento do município e região através da geração de empregos e renda”, lembra.

Importância dos Campos Gerais - Greidanus ainda comentou a importância da região dos Campos Gerais no desenvolvimento do Estado, tendo indústrias e empreendedores representativos e que trabalham com profissionalismo, transparência e resultado. “É uma honra receber esse mérito na área industrial. Temos unidades industriais modelos em inovação e produção com qualidade e segurança”, finaliza.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial- Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

FRÍSIA II: Vencedora em prêmio nacional na categoria Leite

frisia II 05 09 2018Realizado anualmente pela revista “A Granja”, o prêmio “Destaques do Ano 2018” teve a Frísia Cooperativa Agroindustrial como vencedora na categoria “Leite”. A entrega do prêmio aconteceu em uma cerimônia realizada na Expointer, uma das principais feiras agropecuárias do Brasil, que aconteceu em Esteio (RS) na última semana de agosto.

Motivação- Janus Katsman, diretor-pecuário da Frísia, ressaltou a importância do feito durante a cerimônia. “Esse prêmio reconhece e enaltece o trabalho de mais de 800 famílias, bem como os mais de mil colaboradores da Frísia. Estar entre estes destaques nos motiva como cooperativa a buscar sempre agregar valor ao trabalho do nosso cooperado. É uma honra, estamos muito orgulhosos”, comemora.

Pesquisa - Essa foi a 33ª edição do prêmio, que é promovido pela revista desde 1986 e já se tornou um dos mais importantes e tradicionais reconhecimentos no setor. Sua importância se deve ao fato de a escolha dos destaques ser feita por uma pesquisa realizada junto aos leitores da revista “A Granja”, que apontaram profissionais, instituições, entidades e empresas mais destacadas em diferentes categorias do agronegócio ou relacionadas diretamente com o setor. Ao todo são 30 categorias.

Diferenciais da Frísia na produção leiteira - A Frísia está entre as melhores cooperativas da mais expressiva bacia leiteira do país, localizada na região dos Campos Gerais (PR). Em 2017 a cooperativa atingiu a produção média de 581 mil de litros de leite por dia.

Beneficiamento - Todo o volume captado é beneficiado pelas indústrias da intercooperação, com participação das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, agora sob a marca Unium. O Negócio Leite da Unium é composto pelas fábricas de Ponta Grossa (PR), Castro (PR) e Itapetininga (SP). Nas plantas industriais há a produção das marcas Colônia Holandesa, Naturalle, Castrolanda e Colaso.

Produtividade - Na pecuária de leite, os associados da Frísia mantêm um plantel de animais com produtividade superior à média brasileira. Alguns cooperados Frísia contam com uma produção média de 42 litros de leite por vaca por dia. No Brasil, a quantidade média diária de leite por vaca não passa de 5 litros por animal.

Assistência técnica - Esses resultados são possíveis graças à assistência técnica prestada aos cooperados, bem como aos avanços e descobertas tecnológicas que também são compartilhadas com os produtores. Um exemplo disso é uma parceria com a Clínica do Leite da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), para a implantação do programa de gestão de propriedades leiteiras, intitulado Master Dairy Administration (MDA), que tem melhorado a forma como produtores e técnicos trabalham.

ExpoFrísia - Outra ação importante da Frísia no setor é a organização da ExpoFrísia, que desde 2005 apresenta novidades, tecnologias e melhorias da genética pecuária, além de movimentar negócios na região dos Campos Gerais.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

SICREDI NOVOS HORIZONTES: Agência é inaugurada em Sengés (PR)

No dia 31 de agosto, a Cooperativa Sicredi Novos Horizontes PR/SP inaugurou em Sengés (PR), a 10ª agência na sua área de atuação. A unidade, que conta com um espaço de 328 metros quadrados, inicia suas atividades no município com 300 associados e promete oferecer o que há de melhor em experiência de atendimento e negócios financeiros para a comunidade.

Importância para a comunidade - O prefeito de Sengés, Nelson Ferreira Ramos, enfatizou a importância da instituição para a comunidade e enalteceu a chegada do Sicredi no município. “Sengés ganha muito com a chegada do Sicredi, que vem crescendo em todo Brasil. Com isso, nos dá segurança, tranquilidade e temos a opção de sermos donos do negócio e não apenas clientes”, conclui o prefeito.

Momento marcante - Para o presidente da Sicredi Novos Horizontes PR/SP, Luciano Dias Carneiro Kluppel, esse é um momento marcante para a cooperativa, que chega a Sengés com um número significativo de associados, atendendo ao anseio da comunidade. “Nosso diferencial, está na valorização das pessoas e nosso comprometimento é fomentar a economia local com os investimentos praticados pelos nossos associados”, ressaltou Kluppel.

Diferencial - O diretor executivo da cooperativa, Neuri Saggin, disse que o diferencial do Sicredi está em oferecer aos associados muito mais do que produtos e serviços, mas sim soluções financeiras indicadas com responsabilidade, que condizem com o momento de vida de cada um. Kelis Cristina Camara, gerente da agência de Sengés, aproveitou para reforçar o convite aos moradores de Sengés, para visitar e conhecer mais sobre o Sicredi.

Atividades - As atividades da agência iniciaram-se no dia 3 de setembro, com horário de atendimento ampliado, das 9h30 às 15h30.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Novos Horizontes PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins

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SICOOB UNICOOB: Palestra sobre educação reúne 250 pessoas em Pitanga

sicoob unicoo 05 09 2018O Instituto Sicoob e o Sicoob Metropolitano estão promovendo um ciclo de palestras para capacitação de professores de escolas públicas que fazem parte do Programa Cooperjovem. O principal objetivo é contribuir com a formação dos professores e promover o aperfeiçoamento da metodologia.

Pitanga - Depois de Ubiratã e Campina da Lagoa, no dia 27 de agosto foi a vez de Pitanga receber o evento. Ministrada pelo professor e escritor Júlio Furtado, a palestra teve como tema “Avaliação Significativa” e reuniu cerca de 250 profissionais da área de educação na Casa de Cultura do munícipio.

Investimento - “Nunca vi uma instituição financeira investir tanto em educação como o Sicoob tem feito através das iniciativas do Instituto Sicoob. São instituições realmente parceiras das escolas”, afirma o secretário de Educação de Pitanga, Alfredo Schavaren.

Próxima cidade - Em setembro, a próxima cidade a receber o ciclo de palestras será Campo Mourão. O Programa Cooperjovem é executado no Paraná pelo Sescoop/PR com apoio das cooperativas do Estado. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

MERCADO: Orgânicos, queijos e mel. Onde estão as oportunidades para novas cooperativas

demanda mercado 05 09 2018A Lei 16.751, de 2010, determina a implantação gradual da merenda orgânica nas escolas públicas do Paraná, até a meta obrigatória de 100%. Quase uma década se passou e a realidade ainda está longe disso. A Fundepar só consegue comprar 800 toneladas de hortifrútis por ano, ou 5% das 20 mil toneladas que precisaria para atender a todos os estudantes. Simplesmente, não há produção organizada para dar conta da demanda.

Potencial - "De olho no potencial do cooperativismo para impulsionar nichos como o de orgânicos, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) decidiram formar um programa técnico de incentivo à criação de novas cooperativas. “É um estímulo à organização de mais produtores e cooperativas que possam fornecer esses alimentos. É uma demanda que está pronta, à espera de novos fornecedores”, diz o diretor-presidente da Emater, Richard Golba. Além do setor de orgânicos, a produção de mel, de lácteos e derivados, entre eles o queijo colonial, são as áreas onde a Emater vê “mais oportunidades”."

Intenção - "A intenção é levar a dezenas de associações e cooperativas informais a estrutura de apoio da Organização das Cooperativas nas áreas de gestão, contabilidade e treinamentos, cabendo aos extensionistas da Emater a transferência de tecnologia e a busca de soluções para os problemas do dia a dia no campo. “Hoje o mercado requer escala, frequência, continuidade de entrega, com segurança e qualidade, e tudo isso passa pela gestão”, aponta Golba.

Setor lácteo - No setor lácteo, a Lei Estadual 19.599, de julho de 2018, abriu oportunidade – e mercado – para formação de cooperativas de produtores de queijo artesanal. A lei prevê que a produção de queijo artesanal, feito com leite fresco e cru, seja restrita a propriedades certificadas e controladas como livres de tuberculose e brucelose – doenças que podem ser transmitidas para o homem pela ingestão do leite não pasteurizado e seus derivados.

Rigor - “Precisamos ter muito rigor para que fiquem no mercado os bons queijos, e que sejam banidos os queijos impróprios. Daí vem mais uma razão para criar as cooperativas. A própria cooperativa de produtores de queijos artesanais, quando for criada, vai fazer todo o esforço para manter um padrão de qualidade, porque seu nome estará em jogo”, sublinha o dirigente da Emater.

Apicultores - A criação de cooperativas de apicultores, por outro lado, ajudaria a dar escala à produção de mel, um produto cada vez mais valorizado, inclusive para exportação.

Exército Brasileiro - Além da merenda escolar, também a alimentação do Exército Brasileiro segue a política governamental para priorizar as compras de fornecedores da agricultura familiar. Golba relata que o comando da 5ª Região Militar procurou a Emater para ajudar no atendimento de uma demanda de R$ 15 a R$ 18 milhões em compras anuais de alimentos produzidos por agricultores familiares. “É mais um mercado que se abre para produtores organizados em cooperativas”, sublinha.

Parceria de longa data - O programa de incentivo à criação de novas cooperativas não começa do zero. A dobradinha extensionismo/cooperativismo já fez história no Paraná. O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, lembra que quase todas as cooperativas agropecuárias que existem hoje foram apoiadas, em seu início, pela Emater. Reflexo disso é que quatro atuais dirigentes de grandes cooperativas são ex-extensionistas: José Aroldo Galassini, da Coamo, Valter Pitol, da Copacol, Irineu da Costa Rodrigues, da Lar Cooperativa, e o próprio José Roberto Ricken, da Ocepar.

Registro - A Lei 5.764 prevê a necessidade de registro das cooperativas junto à OCB, no ato da constituição, o que ainda não é observado por dezenas de pequenas associações. Quando chega a hora de obter um financiamento ou se habilitar para exportação, no entanto, a falta do registro vira um problema. Os não registrados também acabam perdendo o benefício da capacitação contínua. “Neste ano, vamos ultrapassar 8 mil eventos de capacitação, mais de 130 mil horas, e tudo sem contrapartida da cooperativa. O único custo é com transporte e alimentação do participante”, destaca Ricken.

Radar - A possibilidade de se filiar à Organização das Cooperativas está no radar da Coopertijucas, pequena cooperativa de produtores de cogumelos em Tijucas do Sul, na região metropolitana de Curitiba. Segundo o diretor da associação, Marcelo Sprea, os 55 cooperados precisam de apoio técnico especializado. “A Emater, de um mês para cá, propôs fazer parceria. Quanto à Ocepar, a gente tem vontade de se associar. O cultivo de cogumelo está consolidado em nossa região. Os cooperados não ficam com o produto parado em casa; já quem não está associado, passa por necessidade, com dificuldade de comercialização e problema de assistência técnica”, aponta.

Expressão - O cooperativismo paranaense, iniciado por colonos franceses, alemães e holandeses no início do século passado, é o de maior expressão no Brasil. Em 2017, as cooperativas do Paraná faturaram mais de R$ 70 bilhões, valor 26% maior do que todo o orçamento do Estado em 2017, que foi de R$ 56 bilhões.

Passo a passo - Veja o passo a passo para constituir uma cooperativa:

1- Primeiro, entre em contato com quem representa o setor e tem amparo legal para prestar auxílio e serviços ao cooperados. No Paraná, a Organização das Cooperativas (Ocepar) poderá dar orientações gerais sobre legislação, forma de organização e registro das cooperativas;

2- Reúna os interessados na constituição da cooperativa, para definir os objetivos específicos da sociedade;

3- Eleja uma comissão e um coordenador para tratar das providencias necessárias para constituição da sociedade, dentre elas:

a) criação de proposta de estatuto social;

b) elaboração do estudo de viabilidade do negócio;

c) realização de assembleia de constituição, para validar a proposta de estatuto e o estudo de viabilidade elaborado junto aos cooperados;

d) efetivação dos registros nos órgãos arrecadadores e na Junta Comercial;

e) anotação do registro da cooperativa na Ocepar. (Gazeta do Povo)

 

ANTT: Nova tabela de fretes é publicada no Diário Oficial da União

antt 05 09 2018A tabela com os preços reajustados dos fretes está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (05/09). Os novos valores foram definidos depois de reunião entre integrantes do governo e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no Palácio do Planalto.

Base - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que os reajustes se basearam na variação de 13% no preço do diesel na refinaria, gerando média de aumento de 3%.

Nova tabela - A nova tabelaassinada pelo diretor-geral da ANTT, Mario Rodrigues Júnior, está publicada, na seção 1, página 123. A tabela considera o preço mínimo por quilômetro, eixo e carga transportada, além dos custos.

Anúncio - No sábado (01/09) à noite a ANTT informou que seria divulgada nova tabela, depois que a Petrobras anunciou o reajuste de 13% do preço do litro do óleo diesel nas refinarias.

Negociação - Definida em maio pelo presidente Michel Temer, por meio de medida provisória (MP), a tabela é resultado de uma negociação entre integrantes do governo, transportadoras e caminhoneiros. Porém, os valores são definidos pela ANTT. (Agência Brasil)

 

LEGISLATIVO I: Câmara aprova MP que concede subsídio para reduzir preço do diesel

legislativo I 05 09 2018O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (04/09), a Medida Provisória 838/18, que concede subsídio com recursos da União para reduzir o preço do óleo diesel rodoviário até 31 de dezembro de 2018. A matéria será votada ainda pelo Senado.

Restrita - Conforme o texto aprovado pelos deputados, subvenção ficará restrita ao diesel de uso rodoviário (ônibus, caminhões e máquinas agrícolas).

Reivindicação - A MP foi uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, cuja greve em fins de maio provocou crise de abastecimento de combustíveis e de produtos em todo o País.

Projeto de lei de conversão - Em seu projeto de lei de conversão, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) incorporou o texto da MP 847/18, que corrigiu detalhes da 838/18, como a restrição do subsídio ao óleo diesel de uso rodoviário (ônibus, caminhões e máquinas agrícolas).

Versão original- A versão original da primeira medida permitia a incidência da subvenção econômica também no diesel marítimo e no usado na geração de energia elétrica e no transporte ferroviário.

Total de recursos- O total de recursos direcionado à subvenção será de R$ 9,5 bilhões e ela será limitada a R$ 0,30 por litro do combustível. Caberá à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelecer um preço de referência (vinculado ao preço real na refinaria) e um preço de comercialização para as distribuidoras de forma regionalizada.

Diferença - Assim, os participantes do programa de subsídio (produtores e importadores ou distribuidores quando importarem diretamente) receberão a diferença entre o preço de referência e o preço da comercialização multiplicada pelos litros vendidos até o máximo de R$ 0,30 por litro.

Aumento do diesel- A iniciativa do governo não impede o aumento do preço do óleo diesel em razão das condições de mercado do setor (valor do petróleo, do óleo refinado e alta do dólar) – o texto apenas concede um desconto pago com recursos do Orçamento federal para manter o compromisso de redução de R$ 0,46 nas bombas dos postos.

Sistemática - Com a sistemática, já regulamentada pelos decretos 9.403/18 e 9.454/18, se houver aumento do preço de referência, atualizado diariamente, o preço de comercialização também aumentará para manter fixo o desconto de R$ 0,30.

Acréscimo - A cada mês também serão acrescentados ao preço de referência os valores do PIS/Pasep e da Cofins, incidentes sobre a receita da subvenção econômica, apurados no período mensal anterior.

Crédito - Se ao final do ano, houver crédito para a União em razão da sistemática de cálculo, os beneficiários terão 15 dias úteis para recolher os valores ao governo.

Antes de 31 de dezembro - O texto prevê ainda que, se o dinheiro para a subvenção acabar antes de 31 de dezembro, o programa de subsídios também se encerrará.

Estoques - Jardim colocou no texto a obrigação de a ANP monitorar os estoques de óleo diesel nas distribuidoras antes e depois da subvenção, assim como os preços de compra e venda do produto. Esse acompanhamento, segundo o deputado, é importante para eventual compensação às distribuidoras por comercializar o diesel com desconto de R$ 0,46, a pedido do governo, a fim de encerrar a greve dos caminhoneiros.

Comprovação - As distribuidoras deverão comprovar os estoques existentes antes do início da subvenção (em 31 de maio) e a prática do desconto a partir de 1º de junho.

Compensação - Essa compensação, de qualquer forma, virá dentro do total de R$ 9,5 bilhões. A MP 838 determinou subvenção econômica de R$ 0,07 por litro de óleo diesel de 30 de maio até o dia 7 de junho, e de R$ 0,30 o litro entre 8 de junho e 31 de dezembro de 2018.

Relatório periódico - Pelo texto, a agência vai divulgar relatório periódico sobre a política de formação de preços de comercialização de combustíveis às distribuidoras praticada pelos agentes de mercado a partir de informações que ela poderá solicitar, como componentes do preço e graus de participação no mercado, inclusive com segmentação por ponto de comercialização e produto.

Habilitação - Para se habilitar ao recebimento da subvenção econômica, o beneficiário deverá autorizar a ANP a obter as suas informações fiscais relativas à comercialização e à importação de óleo diesel rodoviário junto à Receita. Esses dados serão apenas aqueles necessários à apuração do valor devido pela União.

Declaração - Já o pagamento do subsídio será condicionado à apresentação de declaração pela empresa na qual ela se responsabiliza pela exatidão das informações prestadas.

Penalidades - Se descumprir, estará sujeita às penalidades previstas na Lei 9.847/99, sobre fiscalização das atividades de abastecimento de combustíveis, sem prejuízo das responsabilidades civil e criminal. (Agência Câmara)

 

LEGISLATIVO II: MP que amplia renegociação de dívidas rurais é aprovada pelo plenário

legislativo II 05 09 2018O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (04/09) a Medida Provisória 842/18, que trata da renegociação de dívidas rurais. O texto é o projeto de lei de conversão aprovado na comissão mista e retoma itens vetados pelo governo quando da sanção da Lei 13.606/18, sobre o Programa de Regularização Rural (PRR). A matéria precisa ser votada ainda pelo Senado.

Descontos - A MP original pretendia liberar a concessão de descontos apenas para a liquidação de dívidas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com dois percentuais (70% ou 35%, conforme a data do contrato), revogando cinco artigos promulgados após a derrubada dos vetos presidenciais.

Pequenos ajustes - Já o projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) retoma esses artigos com pequenos ajustes, a maior parte deles quanto à data de adesão e à diminuição de descontos.

Renúncias fiscais - Ambos os textos, entretanto, condicionam a concessão dos benefícios à inclusão das renúncias fiscais no Orçamento.

Valor - Segundo o governo, a proposta da Câmara dos Deputados significa renúncia fiscal da ordem de R$ 17 bilhões, enquanto a MP original traria despesas de R$ 1,5 bilhão.

Veto - De acordo com o deputado Afonso Florence (PT-BA), que participou das negociações pela aprovação do texto, o governo não pretende vetar a MP. “Aprovar esse texto, reduzindo os rebates [descontos], foi a melhor solução. Porque esperar a MP caducar apenas em novembro daria pouco tempo para aderir à renegociação até dezembro de 2018, e o projeto de conversão concede prazo até dezembro de 2019”, argumentou.

Pronaf - O texto original da medida provisória permitia a concessão de descontos para quitação das dívidas somente no âmbito do Pronaf, se realizada até 27 de dezembro de 2018. Entretanto, como o Orçamento é aprovado no fim do ano legislativo, sobrariam poucos dias para realizar os cálculos e a quitação.

Comissão mista- Já o texto da comissão mista, aprovado em Plenário, diminui os descontos, tanto em relação ao dispositivo vetado quanto em relação ao proposto pelo governo.

Operações contratadas- Em operações contratadas até 31 de dezembro de 2006, o desconto vetado de 80% passou para 70% na versão do Executivo e para 60% na versão do relator.

Desconto - Para aquelas entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2011, o desconto vetado de 50% passou para 45% na versão do governo e para 30% na versão do relator, que permite ainda a opção por essa modalidade aos agricultores nas áreas da Sudene e da Sudam, antes proibido pelo trecho vetado.

Dispositivo - Bezerra Coelho manteve dispositivo do texto original da MP e deixou de fora os contratos de janeiro de 2012 a dezembro de 2015. Esses contratos apareciam no texto anteriormente vetado da Lei 13.606/18, mas cujo veto foi derrubado. Após a derrubada do veto, a MP novamente revogou esse trecho.

Rebates menores - Por outro lado, a redação aprovada pelo Plenário retoma todo o texto vetado e rejeitado pelo governo, no qual rebates (descontos) maiores são concedidos a dívidas originais menores, variando de 95% a 10%.

Data - A data de concessão de rebate para liquidação passa de 27 de dezembro de 2018 (texto original da MP) para 30 de dezembro de 2019.

Dez pontos percentuais - Quanto aos descontos, Bezerra Coelho diminui em dez pontos percentuais aqueles a serem concedidos a empreendimentos localizados fora das áreas da Sudene e da Sudam no semiárido (veja tabela). Ele prevê ainda que os débitos não devem ser inscritos na dívida ativa até 31 de outubro de 2018.

Estados - O texto aprovado também reformula artigo sobre a concessão de benefícios em operações contratadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) junto a agências estaduais de desenvolvimento ou fomento. Esse artigo havia sido revogado pelo texto original da MP.

Aplicação obrigatório- Enquanto o dispositivo revogado da lei previa a aplicação obrigatória dos benefícios a essas operações, o novo artigo deixa a critério exclusivo de cada agência estadual usar ou não as regras, e o ônus ficará apenas com elas ou com os bancos.

Dívida ativa - Para a quitação de dívidas já inscritas na Dívida Ativa da União, o relator aumenta o universo de devedores que podem ser beneficiados. A inscrição em dívida ativa ocorre quando se esgotam as iniciativas da Receita para cobrança administrativa. A cobrança desse tipo de dívida é de responsabilidade da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Inscrição - Em vez de serem beneficiadas apenas aquelas enviadas para inscrição até 31 de julho de 2018, poderão ser quitadas com desconto as dívidas encaminhadas até 31 de outubro de 2018, contanto que a inadimplência (falta de pagamento) tenha ocorrido até 31 de julho de 2018 (na lei atual, é 31 de dezembro de 2017).

Variação - Os descontos envolvidos variam de 95% (valores originais até R$ 15 mil) a 60% (acima de R$ 1 milhão), aos quais são acrescidos descontos fixos após a aplicação do percentual, que variam de R$ 750 (dívidas de R$ 15 mil a R$ 35 mil) a R$ 142,5 mil (dívidas acima de R$ 1 milhão).

Novidade - Outra novidade no relatório do senador Bezerra Coelho é que, para dívidas de empreendimentos na área de atuação da Sudene, os descontos serão maiores para dívidas maiores (75% para acima de R$ 1 milhão, por exemplo).

Saldo remanescente - Caso o mutuário pague até 30% do valor devido depois de aplicados os descontos, o saldo remanescente poderá ser quitado integralmente até 30 de dezembro de 2019.

Novas datas - A data final de 30 de dezembro de 2019 é estabelecida também para a liquidação ou repactuação de dívidas com os bancos do Nordeste (BnB) ou da Amazônia (Basa) em operações com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) ou do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). A data anterior, ainda vigente, é 27 de dezembro de 2018.

Agroindústrias - Além dessa mudança, são incluídas como beneficiárias das regras de quitação as agroindústrias que tiverem operações vinculadas à atividade rural contratadas até 31 de dezembro de 2011 e lançadas como prejuízo total ou parcial no balanço desses fundos até 31 de dezembro de 2017. Esse lançamento é feito quando se considera que não há meios de reaver a dívida.

Prejuízo - Para a repactuação, as agroindústrias com operação de valor original de até R$ 500 mil poderão contar com os benefícios também se a dívida não tiver sido lançada como prejuízo.

Regularidade fiscal - Para realizar a renegociação, os devedores do BNDES em operações de crédito rural e de bens de capital (tratores e colheitadeiras, por exemplo) por meio da Lei 12.096/09 poderão deixar de apresentar regularidade fiscal perante a União até 30 de dezembro de 2019. A data atual é 27 de dezembro de 2018. 

Imprescindíveis – “As medidas aprovadas são imprescindíveis para manter a viabilidade econômica de milhares de estabelecimentos rurais que são estratégicos para a geração de trabalho e renda aos pequenos agricultores brasileiros”, afirma o deputado federal Edgar Bueno. (Com informações da Agência Câmara e da assessoria do deputado federal Edgar Bueno)

TRF-1: Sérgio Souza comemora a derrubada da liminar que suspendia a comercialização do glifosato

trf 1 05 09 2018O deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) comenta que a determinação do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), de segunda-feira (03/09), foi sensata e que não esperava outra decisão da justiça.

Danos - “Esta proibição iria causar sérios danos a agricultura brasileira. Sem a utilização de tais produtos o produtor rural teria que voltar a realizar práticas de gradagem que destroem e compactam o solo e causam erosão. Isso seria um retrocesso”, afirma Sérgio Souza.

Substâncias - Sérgio Souza lembra que as substâncias colocadas em xeque já passaram por diversos testes de vários órgãos competentes. “Os produtos têm a sua comercialização aprovada já por todos os órgãos competentes e já comprovaram que não oferecem riscos à saúde e nem ao meio ambiente. Pode-se dizer que estão sendo reavaliados os riscos, mas que isso não pode ser empecilho para a comercialização, até que cientificamente se prove o contrário. Lembrando que, até o momento não foi observado fator de risco”, esclarece o parlamentar

Liminar - A liminar concedida no dia 3 de agosto, pela Justiça Federal de Brasília, determinava a suspensão de registros de produtos à base de glifosato e outros dois agroquímicos, abamectina e tiram no prazo de 30 dias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliasse a toxicologia de tais produtos. (O Novo Oeste)

 

CNA: Entidade pede apoio à FPA para que assistência técnica volte a ser financiada pelo crédito rural

cna 05 09 2018O presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Pedro Loyola, pediu apoio à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (04/09), para que a assistência técnica volte a ser financiada com recursos controlados do crédito rural.

Retirada - Em julho, o Governo retirou do plano agrícola e Pecuário 2018/2019 a possibilidade de financiamento da assistência técnica com recursos controlados do crédito rural.

Reverter a situação - A CNA já vem trabalhando para reverter a questão. Em agosto, a entidade reuniu o Núcleo de Execução sobre Assistência Técnica, que tratou das ações que serão feitas a curto, médio e longo prazo.

Esforços - De acordo com o Loyola, os parlamentares afirmaram que não vão medir esforços para negociar com o Ministério da Fazenda o retorno da possibilidade de financiamento da assistência técnica. (CNA)

 

IMPACTO: Taxa argentina trava mercado de trigo

impacto 05 09 2018A retomada da estratégia argentina de taxar as exportações de produtos primários deixou a comercialização de grãos do país sem referência e travou as exportações. A paralisia ainda não provocou tremores nos mercados internacionais de soja e milho, por questões sazonais e pela relativa perda de relevância da Argentina no abastecimento global dessas commodities depois de anos de “retenciones” praticadas pelos governos de Néstor e Cristina Kirchner. No caso do trigo, contudo, tornou-se motivo de preocupação para o Brasil, que traz do vizinho mais de 80% de suas importações, que cobrem 60% do consumo doméstico.

Sem preço - “Desde segunda-feira (03/09) não tem preço do trigo argentino. Não sei se ficou mais caro ou mais barato”, afirmou Christian Saigh, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo). Acusado de “traidor” pelos agricultores argentinos que o apoiaram justamente pela promessa de retirada das tarifas de exportação, o presidente Mauricio Macri anunciou que os embarques de produtos primários do país passarão a pagar 4 pesos por dólar obtido, ao passo que os derivados desse produto (farelo, por exemplo) serão onerados em 3 pesos por dólar.

Indústrias - As incertezas tumultuaram a vida inclusive das indústrias brasileiras que já haviam fechado contratos de importação de trigo argentino e estão apenas esperando pelo embarque. O governo Macri ainda não especificou se o imposto sobre as exportações valerá apenas para os carregamentos ainda não liberados ou se envolverá todos os embarques ainda não efetivados. Cargas de trigo argentino costumam chegar aos portos brasileiros o tempo todo, mas os picos de desembarques costumam acontecer no início de cada ano, depois de comercializada a produção local.

Nessa situação - “Tem muita gente nessa situação. É o meu caso, por exemplo. Estou com trigo comprado para 60 a 90 dias”, disse Saigh, que também preside o Moinho Santa Clara. Antes de realizar o embarque, o exportador argentino precisa informar aos órgãos do governo dados como volume, preço e país de destino. A partir da liberação, o exportador tem 90 dias para efetivar o embarque.

Nada - “O setor exportador da Argentina em geral não está fazendo nada. Licenças novas estão suspensas temporariamente até que se defina a nova metodologia”, afirmou Roberto Sandoli, analista da consultoria INTL FCStone.

Abastecimento - Além de ser um país produtor importante, a Argentina prevalece como fonte de abastecimento de trigo do Brasil por não pagar Tarifa Externa Comum (TEC). No ano passado, as importações brasileiras de trigo argentino somaram quase US$ 1 bilhão. Para Saigh, independentemente das políticas adotadas pela Casa Rosada os moinhos brasileiros tendem a continuar dependendo do cereal da Argentina, já que a oferta dos demais parceiros do Mercosul (Paraguai e Uruguai) não é suficiente para atender a demanda brasileira e o produto de outras origens, como EUA, encara tarifas de importação.

Falta de referência - A falta de referência no mercado argentino também dificulta a formação dos preços do trigo brasileiro, afirma o presidente do Sindustrigo. Como a colheita brasileira atende apenas uma parte da demanda dos moinhos, as cotações domésticas estão atreladas aos preços internacionais e às oscilações do dólar. Nesse contexto, o segmento ainda não sabe avaliar se seu custo de produção, que já vem em alta galopante por causa do câmbio, vai subir ainda mais.

Repasse - De qualquer forma, a indústria continuará tentando repassar seu aumento de custos às empresas de alimentos e ao consumidor final, afirmou Daniel Kümmel, presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo do Paraná (Sinditrigo).

Limite - Para os argentinos, a transferência da alta de custos provocada pela taxação de Macri tem limite. A “barreira” é a cotação do cereal na Rússia, outro grande país produtor que, volta e meia, tenta ampliar as vendas ao Brasil. Segundo Kümmel, o trigo russo é o maior concorrente do argentino atualmente no exterior. Conforme Sandoli, da FCStone, o preço do cereal estava em US$ 230 a tonelada até a semana passada na Argentina, e um repasse integral do imposto elevaria o valor a US$ 242. “Esse é o preço pelo qual a Rússia está vendendo o trigo dela. A Argentina já não conseguiria competir no Hemisfério Norte”, afirmou ele.

Consumo - Das 20 milhões de tonelada de trigo que a Argentina deve colher nesta safra, 6 milhões devem ser consumidas no mercado doméstico, 6 milhões tendem a ser destinadas ao Brasil e sobrarão mais 8 milhões de toneladas para serem exportadas a outros destinos, calculou Sandoli. (Valor Econômico)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Conta de luz terá de arcar com mais R$ 2 bi

energia eletrica 05 09 2018A possibilidade de interrupção no fornecimento de energia em Roraima pela Venezuela resultou numa elevação de R$ 503 milhões nos subsídios pagos por todos os consumidores para compra de combustível para geração nos lugares mais remotos da região Norte, não conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Aumento - Nesta terça-feira (04/09), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o aumento do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em R$ 1,94 bilhão, para R$ 20,05 bilhões. A elevação foi maior que a prevista anteriormente pelo regulador, de R$ 1,44 bilhão. O principal motivo para isso foi o aumento dos subsídios para geração de energia em Roraima.

Encargo setorial - A CDE é um encargo setorial pago por todos os consumidores, usado para financiar questões como universalização do acesso à energia, tarifa de baixa renda e o custo da geração de energia nos sistemas isolados, subsidiado por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC, um componente da CDE).

Revisão orçamentária- O orçamento da CCC teve aumento de 9% na revisão extraordinária aprovada ontem, passando de R$ 5,3 bilhões para R$ 5,85 bilhões. Em nota técnica, a superintendência de geração e transmissão da Aneel explicou que o cálculo considera que o total da energia que seria suprida pela Venezuela entre setembro e dezembro deste ano seja substituído por geração termelétrica local, já instalada.

Energia adicional - A energia adicional será gerada pelas termelétricas Distrito, Monte Cristo, Novo Paraíso e Floresta, que totalizam 216,5 megawatts (MW). Com exceção da Novo Paraíso, que tem 12 MW de capacidade instalada, as outras três usinas pertencem à Oliveira Energia, que arrematou a concessão da distribuidora de Roraima, a Boa Vista Energia, no leilão de privatização realizado na semana passada pela Eletrobras.

Contratação - As usinas foram contratadas pela Boa Vista Energia no início de 2014, para melhorar o fornecimento de energia no Estado, único do país não conectado ao Sistema Interligado Nacional. A intenção não era garantir a independência da Venezuela, mas sim melhorar a qualidade da energia, uma vez que são registrados muitos problemas no chamado linhão do Guri, que conecta Roraima à estatal venezuelana Corpoelec.

Disponibilidade - As quatro termelétricas já estão contratadas por disponibilidade, disponíveis para operação em situações de contingenciamento da Venezuela. As despesas adicionais se referem à compra de óleo diesel para que funcionem, ao custo de R$ 4,46 por litro.

Sanções - A Eletronorte tem os recursos para pagar a Venezuela, mas não consegue transferi-los ao país devido a restrições causadas pelas sanções internacionais contra o governo de Nicolás Maduro. A Venezuela havia estabelecido 2 de setembro como prazo final para receber o dinheiro, mas ainda não houve definição. Se o país continuar fornecendo energia e não for necessário acionar as termelétricas, os recursos vão se transformar em créditos na CDE de 2019.

Atraso na privatização - O atraso na privatização das distribuidoras da Eletrobras também foi responsável pelo aumento no orçamento do encargo setorial. A operação das concessionárias é subsidiária pela Reserva Global de Reversão, outro encargo setorial, a prorrogação do benefício até o fim deste ano elevou a previsão de recursos da conta de R$ 907,8 milhões para R$ 1,485 bilhão.

Previsão - A previsão de despesa com descontos tarifários subiu de R$ 6,9 bilhões para R$ 8,3 bilhões no novo orçamento aprovado ontem. Segundo a Aneel, parte desse aumento se deve aos índices de reajuste e revisão tarifários neste ano, que estão acima do esperado. Até o momento, os processos tarifários deliberados pela agência resultaram em alta média de 15% aos consumidores. (Valor Econômico)

 

ABRAS: Vendas dos supermercados crescem 1,91% em sete meses

abras 05 09 2018As vendas do setor supermercadista cresceram 1,91% de janeiro a julho em grande parte do país, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta quarta-feira (04/09), em São Paulo.

Julho - Em julho, as vendas registraram crescimento de 1,12% em relação a junho e alta de 0,30% na comparação com o mesmo mês de 2017.

Valores nominais - Segundo os dados apurados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 1,45% na comparação com junho e, quando comparadas a julho do ano anterior, crescimento de 4,78%.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,34%.

Desaceleração - “O resultado real acumulado mostra uma desaceleração no ritmo das vendas do setor. A recuperação da economia ainda é lenta, embora a taxa de desemprego esteja em queda, ainda atinge cerca de 13 milhões de brasileiros economicamente ativos, o que impacta diretamente no poder de compra das pessoas. Mas, nossas expectativas para os próximos meses são boas, com o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e a liberação do PIS/Pasep, acreditamos que a economia ganhará um impulso a mais no segundo semestre”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Cesta - Os dados mostram ainda que o preço da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,55% em julho, ao passar de R$ 457,27 para R$ 464,36.

Quedas - Os produtos com as quedas mais significativas nos preços foram cebola (-34,74%), tomate (-22,36%), batata (-21,97%) e ovo (-4,24%). As maiores altas ficaram por conta da massa sêmola espaguete (14,58%), farinha de mandioca (11,59%), leite longa vida (8,55%) e sabão em pó (5,74%).

Maior variação - A apuração demonstrou também que a região Norte foi a que apresentou maior variação nos preços da cesta de julho (6,65%), chegando a R$ 522,45. A Região Sul registrou a maior queda (-0,14%). (Agência Brasil)

 

IBGE: Dois terços dos desalentados estão sem trabalhar há mais de 1 ano

O desemprego de longa duração pode ter sido o principal responsável pelo crescimento do número de pessoas em desalento no país — como é chamada a situação de trabalhadores que nem sequer procuram vaga por achar que não vão conseguir ser contratados.

Cálculos - Cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizados a pedido do Valor na base de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mostram que dois terços dos trabalhadores em situação de desalento não trabalham há mais de um ano.

Total - De acordo com a pesquisa, o país tinha 4,8 milhões de trabalhadores desalentados no segundo trimestre deste ano, dos quais 3,3 milhões (69% do total) não trabalharam nos 365 dias anteriores à data de referência da pesquisa.

Segundo trimestre - No segundo trimestre de 2017, o país tinha 3,99 milhões de trabalhadores em situação de desalento, dos quais 2,9 milhões estavam sem trabalhar no período de 365 dias anteriores à pesquisa, o que representava 73% do total.

Desemprego de longa duração - O desemprego de longa duração — caracterizado pelas pessoas que procuram emprego há um ano ou mais, sem conseguir — é considerado um dos legados preocupantes da crise. Quanto mais tempo desempregado, maior a dificuldade de conseguir emprego.

Nessa condição - No segundo trimestre deste ano, 5,02 milhões de pessoas estavam nessa condição de desemprego de longa duração, 127% a mais do que no mesmo período de 2014, antes de a crise econômica atingir o mercado de trabalho. (Valor Econômico)


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