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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4406 | 03 de Setembro de 2018

HERBICIDA: TRF 1ª região derruba liminar que suspendia uso de glifosato

herbicida 03 09 2018O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) derrubou a liminar que suspendia o registro de produtos com os princípios ativos glifosato, abamectina e tiram, usados na fabricação de agroquímicos. A decisão, publicada na manhã desta segunda-feira (03/09) pelo TRF 1ª Região, é assinada pelo desembargador federal Kássio Marques, atualmente na função de presidente interino. “Nada justifica a suspensão dos registros dos produtos que contenham como ingredientes ativos abamectina, glifosato e tiram de maneira tão abrupta, sem a análise dos graves impactos que tal medida trará à economia do País e à população em geral, máxime porque os produtos que contêm os princípios ativos ora questionados, para obterem registro e serem comercializados, já foram aprovados por todos os órgãos públicos competentes para tanto, com base em estudos que comprovaram não oferecerem eles riscos para a saúde humana e para o meio ambiente, estando em uso há vários anos, sendo a determinação judicial de reavaliação desses ingredientes ativos, situação relativamente comum em tal segmento de produtos, uma vez que, conforme a ciência avança, é necessária a realização de novos testes e estudos para ampliar o conhecimento humano sobre a matéria”, afirma o desembargador ao final do seu despacho.

Determinação - No início de agosto, a 7ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal havia determinado, por meio de uma liminar, a suspensão, a partir desta segunda-feira (03/09), dos registros de produtos com ativos glifosato, a abamectina e o tiram. A ação foi movida pelo Ministério Público contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A medida estava preocupando agricultores e entidades representativas do setor produtivo, devido aos prejuízos que poderiam causar na implantação das próximas safras de grãos e, ainda, na viabilização de práticas conservacionistas, como o cultivo de plantio direto, já que o glifosato, por exemplo, é um herbicida amplamente utilizado para o controle de plantas daninhas, especialmente nas lavouras de soja. 

Clique aqui para conferir na íntegra a decisão do TRF da 1ª Região

 

FORMAÇÃO: Profissionais das cooperativas são orientados sobre retenções tributárias e EDF-Reinf

Teve início, na manhã desta segunda-feira (03/09), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, o curso sobre retenções tributárias e EDF-Reinf. Promovida pelo Sescoop/PR, a formação visa preparar os profissionais das cooperativas paranaenses sobre a retenção de tributos na fonte, responsabilidades e recolhimentos, envolvendo a contratação de serviços, de acordo com a legislação em vigor. Serão ainda realizadas atividades práticas, para proporcionar aos participantes maior segurança e eficiência no atendimento às exigências legais e obrigações acessórias. O conteúdo está sendo repassado pelo advogado e professor de Direito Empresarial, Diego Bisi Almada. As atividades prosseguem até esta terça-feira (04/09).

Abertura – O curso foi aberto pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Na oportunidade, ele destacou a importância dos investimentos realizados pelo cooperativismo paranaense na capacitação dos profissionais que atuam no setor e do trabalho que cada um realiza em prol do desenvolvimento das cooperativas do Paraná. Também falou sobre o Programa de Educação Política que está sendo executado com o objetivo de incentivar o voto consciente nas eleições e fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional.

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GERÊNCIA TÉCNICA: Informe semanal traz expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

gerencia tecnica destaque 20 08 2018A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira 03/09), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com analistas de mercado sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2018 2019 e 2020.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br  / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

COAMO: Cooperativa recebe troféu A Granja do Ano 2018

A Coamo Agroindustrial Cooperativa recebeu, na noite de 28 de agosto, em Esteio (RS), o troféu “A Granja do Ano 2018” na categoria cooperativismo. O evento foi na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), durante a Expointer. A Coamo foi representada pelo engenheiro agrônomo, diretor-vice-presidente da cooperativa Claudio Francisco Bianchi Rizzatto.

Premiação - A premiação é realizada desde 1986 e é a mais desejada da agropecuária brasileira, ao definir, pelos votos dos leitores da A Granja, quais são as pessoas, empresas, entidades ou instituições mais destacadas nos 30 mais relevantes segmentos ligados direta ou indiretamente à agropecuária brasileira.

Reconhecimento - Foi o 29º prêmio “A Granja do Ano” recebido pela Coamo em 33 edições da premiação da Editora Centaurus. “Este prêmio é um reconhecimento da sociedade empresarial por meio desta conceituada revista gaúcha, cuja publicação tem mais de 70 anos de circulação no jornalismo agropecuário”, considera Rizzatto. (Imprensa Coamo)

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CAPAL: Iniciado curso de gestão para suinocultores

 

capal 03 09 2018A Capal iniciou, na semana passada, o “Programa +1” – Curso de Aceleração de Produtividade para Suinocultores, com 40 participantes. O curso vai apresentar, em teoria e prática, métodos, técnicas e ferramentas de gestão que visam aumentar a produtividade das granjas e atingir melhores resultados.

 

Resultados visíveis - O presidente da Capal, Erik Bosch, participou da abertura e reforçou que este curso é na verdade um movimento em prol da suinocultura, que terá resultados visíveis nas granjas. “Voltar para a sala de aula não é fácil, mas precisamos encarar o desafio e abrir a cabeça para aquilo que é novo. Sabemos que sempre existe uma possibilidade de melhorar, e neste caso, o curso trará novos métodos para a gestão das propriedades, inclusive com aplicação prática”, afirma Erik.

 

Oportunidade - Na opinião de Aleta Teodora Elgersma Alberts, produtora que também faz parte do Comitê de Suinocultura da cooperativa, o curso é uma grande oportunidade. “Já participei deste curso em Castro e percebi que ele traz resultados muito positivos, por isso insisti que fosse feito aqui na Capal. Um dos pontos fortes deste programa é que ele fornece relatórios bem completos, que permitem a identificação dos pontos fracos na propriedade. Assim o produtor pode direcionar seus esforços e ainda terá impacto positivo na questão financeira”, diz Aleta. (Imprensa Capal)

 

INTEGRADA: Chuvas chegam e ajudam os produtores a se prepararem para a safra verão

integrada clima 03 09 2018As chuvas do último final de semana têm animado os produtores que, em breve, iniciarão a semeadura da safra 2018/19. A região oeste do Paraná registrou os maiores índices de chuva. A regional da Integrada em Mercedes, por exemplo, contabilizou um acumulado de 70 milímetros (mm). Guaíra registrou 53mm e Ubiratã 34mm.

Norte - Na região Norte do Estado, Floresta acumulou 33mm. De acordo com o coordenador técnico da Integrada em Londrina, Aleandro de Carvalho, a chuva veio em boa hora para repor as reservas de água no solo que estavam muito baixas devido à forte estiagem que atingiu todas as regiões de atuação da cooperativa nos últimos meses.

Decomposição da palhada - Além da reposição da água em solo, Aleandro explica que as chuvas ajudarão no processo de decomposição da palhada do milho, o que deixará o solo pronto para a semeadura da soja. O vazio sanitário da soja termina no próximo dia 15 de setembro. A partir desta data, está liberado o cultivo da oleaginosa em todo o Brasil.

Perspectivas - A safra verão deste ano promete ser muito boa, segundo avalia o coordenador técnico da Integrada. Aleandro afirma que as projeções indicam que o clima deve favorecer o cultivo da soja.

Área - De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a área de plantio no Paraná deverá ser a mesma no comparativo com a safra anterior, em torno de 5,45 milhões de hectares. Entretanto, a estimativa de produção deste ano deverá ser 3% superior aos 19,11 milhões de toneladas colhidos no ciclo 2017/18. (Imprensa Integrada)

 

SICREDI: Pacientes do Hospital Pequeno Príncipe aprendem sobre finanças com a Turma da Mônica

 

Criança internadas no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, receberam gibis da Turma da Mônica sobre educação financeira. A entrega foi feita por colaboradores do Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 3,8 milhões de associados, que lançou as revistas em quadrinhos em parceria com a Mauricio de Sousa Produções. As duas primeiras edições da série foram entregues para os pacientes e para os pais que acompanham os filhos durante o tratamento. 

 

Alegria - “Os gibis foram entregues para levar alegria para as crianças e também dar dicas sobre educação financeira de uma maneira leve. Durante a visita, conseguimos ver sorriso dos pacientes e tivemos um ótimo retorno dos pais. Eles comentavam que, com o gibi, vai ser mais fácil falar sobre dinheiro e educação financeira em casa”, destacou o diretor de desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson Félix de Sá, que participou da entrega na instituição que é referência em saúde pediátrica.

 

Auxílio - Auxiliar na conversa sobre dinheiro e orçamento familiar é um dos objetivos dos gibis que trazem várias informações com uma linguagem voltada ao público infantil, fazendo referência ao dia a dia das crianças. Em uma das edições, por exemplo, a Mônica, o Cebolinha e o Cascão aprendem de onde vem o dinheiro, a importância de guardar um pouco da mesada para usar em algo que realmente vale a pena e a necessidade de conversar sobre dinheiro com a família.

 

Próximas edições - Durante a visita, os colaboradores do Sicredi entregaram as duas edições já lançadas esse ano. “Levamos vários gibis que também vão ficar na brinquedoteca do hospital e já combinamos para entregar as próximas edições após o lançamento”, afirmou Felix de Sá, que revelou:  "ainda em 2018 será lançada uma nova edição e outras três estão previstas para 2019".

 

Diferenciais - Para o diretor, oportunidades como essa são diferenciais do Sicredi. “É uma grande alegria vivenciar momentos como esse e ver o sorriso das crianças que estão passando por uma situação delicada. É gratificante proporcionar um momento de felicidade e ainda levar um pouco de informação para quem está vivendo a rotina do hospital”, concluiu.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI UNIÃO: Cooperativa oferece condições especiais em seguros agrícola e de automóvel

 

sicredi uniao 03 09 2018Os produtores rurais que realizam o custeio junto à Sicredi União (Pronamp e demais) terão benefício extra ao contratar seguro agrícola para a safra vigente de soja. É que o seguro tem garantia de cobertura de acordo com o histórico de produtividade da propriedade, em vez da média de produtividade que os seguros convencionais apresentam. 

 

Parceria inédita - Isso é possível graças a uma parceria inédita e exclusiva que a Sicredi firmou com uma das seguradoras parceiras. Assim, em caso de frustração de safra, o produtor terá garantida uma indenização que minimizará as perdas. A campanha começou em 20 de agosto e prossegue até que a seguradora parceira encerre a subvenção dos recursos. 

 

Diferencial - Esse diferencial é mais do que bem-vindo, principalmente agora com o início do plantio de soja e com a contratação do Plano Safra. “Este benefício ao produtor é importante. Além disso, apresentamos condições diferenciadas e preço justo aos associados”, garante o assessor de Negócios, Alípio Junior.

 

Seguros de automóveis - Outra boa notícia da Sicredi União na área de seguros de automóveis é a parceria com seguradoras, que permitiu à instituição financeira cooperativa oferecer descontos de 38% a 44%. Ao todo, 12,5 mil associados que fizerem a contratação do seguro de automóvel, na categoria passeio e pick-ups, poderão receber o benefício, que fica disponível até novembro. 

 

Cotação - Para isso, o associado deve procurar uma das agências da Sicredi. “Basta realizar a cotação com as opções que atendam a necessidade, que o desconto é automático”, explica o assessor de seguros, João Aleixo.(Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB UNICOOB: Mais uma cooperativa mirim é fundada em Foz do Iguaçu

 

sicoob unicoob 03 09 2018Desde o dia 27 de agosto, mais uma escola municipal de Foz do Iguaçu passou a contar com o Programa Cooperativa Mirim, uma ferramenta pedagógica que tem a finalidade de desenvolver competências, hábitos e atitudes nas crianças por meio dos princípios e práticas cooperativistas.

 

CooperLike - Os alunos do 4° ano da Escola Najla Barakat, sob a orientação da professora de turma, fundaram a CooperLike. O nome da cooperativa e logo foram sugeridos e escolhidos pelos próprios alunos por meio do princípio da Gestão Democrática.

 

Formação - Para chegar neste processo de fundação, há cerca de três meses, os alunos estão participando de formações sobre cooperativismo, conduzidas pelo Sicoob Três Fronteiras e Instituto Sicoob. A professora orientadora também já participou de treinamentos sobre o tema por meio de uma parceria entre Sicoob e Secretaria de Educação.

 

Trabalhos artesanais - No dia a dia da cooperativa, os alunos poderão produzir trabalhos artesanais como caixas decoradas, pintura em tela, panos de prato pintados à mão, objetos de decoração com recicláveis e doces como brigadeiros, bolos e biscoitos. Além disso, eles farão reuniões para avaliar o livro caixa e decidir como farão a gestão.

 

Oficinas - A produção do objeto de aprendizagem é feita em forma de oficinas no contra turno escolar ou em um dia específico da semana, durante o horário de aula, já que as ações da cooperativa podem ser trabalhadas de forma interdisciplinar na matemática, artes e português, por exemplo. A principal finalidade do programa é a vivência do cooperativismo, valores, responsabilidades sociais, morais e econômicas dentro e fora do ambiente escolar.

 

Mais - As outras cooperativas mirins em funcionamento com apoio do Sicoob Três Fronteiras ficam nas escolas Professora Suzana Moraes Balen e Osvaldo Cruz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB NORTE DO PR: Agência foi inaugurada em Guaraci

 

Cerca de 120 pessoas estiveram presentes na inauguração de mais uma agência do Sicoob Norte do Paraná, no último dia 24. A unidade, que fica localizada em Guaraci, é a 25ª da cooperativa que tem sede em Londrina.

 

Ambiente amplo e confortável - Segundo o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Rafael de Giovani Netto, com o novo espaço será possível oferecer atendimento aos cooperados da cidade e de toda a região, propiciando um ambiente de negócios mais amplo e confortável. “É, sem dúvidas, um projeto que demonstra o fortalecimento da nossa cooperativa e que contribui diretamente para o crescimento do município”, afirma.

 

Presenças - Também estiveram presentes na inauguração o vice-presidente do Conselho de Administração do Sicoob Norte do Paraná, Roberto Cremonez; o vice-presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Unicoob e membro do Conselho de Administração do Sicoob Norte do Paraná, Wilson Geraldo Cavina; o prefeito e vice-prefeito de Guaraci, José Carlos Toloi e Eduardo Chocó; o presidente da câmara de vereadores, Adão Silvério, além de empresários e comerciantes locais.

 

Novo endereço - O endereço do novo ponto de atendimento do Sicoob em Guaraci é Av. Morillo Cremasco, 276. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB SUL: Colaboradores participam de treinamento sobre o PDGC

 

sicoob sul 03 09 2018No dia 24 de agosto, colaboradores de diferentes áreas do Sicoob Sul participaram de um workshop de orientação para aplicação do PDGC (Programa de Desenvolvimento da Gestão de Cooperativas).

 

Diferentes áreas - Na ocasião, reuniram-se 11 pessoas de diferentes áreas da cooperativa para a formação de um comitê, que tem como objetivo apresentar e sensibilizar os demais colaboradores sobre os benefícios da adoção do Modelo de Gestão de Excelência de Governança e Gestão para cooperativas, além de orientar sobre como interpretar os critérios de referência e utilizar o instrumento de autoavaliação do programa.

 

Ciclos - Promovido pelo Sescoop, o PDGC é realizado em ciclos anuais e promove a adoção de boas práticas de gestão e governança, visando a melhoria contínua das cooperativas.  A metodologia do programa está pautada no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que é um referencial utilizado para promover a melhoria da qualidade da gestão e o aumento da competitividade das organizações.

 

Debate - Para gerente de PA e uma das integrantes do comitê, Rayane Pereira de Souza, a formação do grupo vai proporcionar o debate de assuntos que são de interesse de todos. “Temos o objetivo claro de promover a padronização de processos e também a melhoria na comunicação interna da nossa cooperativa. Tudo isso se reflete na satisfação de nossos cooperados, dos próprios colaboradores e contribui para o atingimento de metas com foco no resultado”, comenta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

ANTT: Agência vai ajustar tabela de fretes após alta do diesel

 

antt 03 09 2018A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que irá ajustar a tabela de fretes por causa da variação do preço do óleo diesel. A agência deu a informação em nota divulgada na noite de sábado (01/09). 

 

Oscilação - De acordo com a ANTT, a Lei 13.703, de 2018, prevê que uma nova tabela com frete mínimo deve ser publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional. A lei instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

 

Alta - Desde a última sexta-feira (31/08), o preço médio do diesel nas refinarias da Petrobras subiu em 13,03%. Com o aumento, o preço passou de R$ 2,0316 para R$ 2,2964. É o primeiro rejauste desde junho, quando, em acordo com os caminhoneiros em greve, o governo congelou o preço do produto nas refinarias em R$ 2,0316 por litro.

 

Falta de recursos - O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix, disse que o governo não deve atuar para conter a alta do preço do diesel, por falta de recursos para uma nova tentativa de estabilização dos valores.

 

STF - Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou audiência pública sobre a tabela de frete, que foi contestada na Corte. Foram ouvidos representantes do setor produtivo e dos caminhoneiros, que apresentaram argumentos contra e a favor da tabela mínima do frete, criada em maio pelo governo via medida provisória e convertida em lei pelo Congresso, neste mês. Após a audiência pública, o ministro Luiz Fux afirmou que levará as três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) sobre o assunto para análise diretamente no plenário da Corte.

 

Alerta - No último dia 29, a ANTT também alertou que o descumprimento da cobrança do preço mínimo do frete pode implicar em multa. Na nota, a ANTT lembra que está em vigor resolução que trata do frete mínimo “até que se encerrem todos os trâmites administrativos necessários para a publicação de nova norma que trata dos pisos mínimos de frete”. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Aneel vê risco elevado de atraso em novas usinas

 

infraestrutura 03 09 2018Um problema antigo do setor elétrico tem passado despercebido por causa da queda demanda nos últimos anos e pela discussão em curso sobre o risco hidrológico (GSF): o atraso na construção de empreendimentos de geração de energia elétrica. 

 

Sinalização “amarela” - De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), dos 25 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de novas usinas contratadas para entrar em operação de 2018 a 2023, 27% (6,8 mil MW) estão com sinalização "amarela", ou seja com possibilidade de atraso, e 20% (5 mil MW) estão com sinal "vermelho", ou seja, graves restrições para a entrada em operação.

 

Preocupante - O período 2020-2021, quando a capacidade instalada apenas de projetos com sinalização "amarela" pode alcançar mais de metade do total previsto para entrar em operação, é o mais preocupante. No grupo vermelho, o principal empreendimento sem perspectivas de entrada em operação é o da usina nuclear de Angra 3, de 1.405 MW e que sozinha responde por quase um terço da capacidade instalada de projetos em situação mais grave.

 

Lista - Completam a lista 1,4 mil MW de outras térmicas, 1,4 mil MW de hidrelétricas de pequeno (PCH) e médio portes, 613 MW de parques eólicos e 54 MW de usinas solares.

 

2018 - Para 2018, a situação é bem mais confortável. Nos primeiros sete meses do ano, entraram em operação 3.087 MW de usinas. E, até o fim do ano, a expectativa da Aneel é que todos os 2.475 MW de potência instalada previstos estejam conectados ao Sistema Interligado Nacional.

 

Operação - De acordo com dados da consultoria PSR, no ano passado, entraram em operação 90% da oferta prevista. Em 2016, houve atraso médio de 11% em relação à previsão original. Segundo os técnicos da PSR, o nível de atraso diminuiu em relação ao passado. Para eles, a redução do tempo de atraso de implantação de usinas deve-se a um aumento do rigor da fiscalização da agência elétrica.

 

Aquém - Em 2013, por exemplo, o Plano Mensal de Operação (PMO) de janeiro, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), previu a entrada em operação de 6.500 MW médios de garantia física. Mas, de acordo com a Aneel, entraram em operação 3 mil MW médios durante o ano.

 

Primeiro semestre - De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia (MME), no primeiro semestre de 2018, entraram em operação 2.948.9 MW de capacidade instalada de geração e 2.758 km de linhas de transmissão no país.

 

Risco - Segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, o risco de qualquer déficit de energia em 2018 é igual a 0,3% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal, e zero para o subsistema Nordeste. (Valor Econômico)

 

SANIDADE: Mais de 98% do rebanho foi imunizado contra aftosa na primeira etapa de vacinação

 

sanidade 03 09 2018A primeira etapa da campanha de vacinação deste ano contra a febre aftosa, realizada em maio, imunizou 197,87 milhões de animais no país, atingindo cobertura vacinal de 98,33% do rebanho de bovinos e bubalinos. Nesta fase, o número de animais envolvidos era de 201,2 milhões. Os números foram publicados na sexta-feira (31/08), pela Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares (Difa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Busca - Desde o encerramento da etapa de maio que o Mapa e os serviços veterinários oficiais intensificaram a busca pelos produtores inadimplentes que ainda não vacinaram seus rebanhos, para aumentar a cobertura vacinal.

 

Segunda etapa - A previsão é que na segunda etapa da campanha de vacinação que na maioria dos Estados começará em 1º de novembro, a imunização envolva 100 milhões de animais da faixa etária de até 24 meses.

 

OIE- Em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarou oficialmente o Brasil como País Livre da Febre aftosa com vacinação. O estado de Santa Catarina tem o status de livre da doença sem vacinação.

 

Próximo passo - Depois do reconhecimento do país pela OIE, o próximo passo é ampliar a zona livre de febre aftosa sem vacinação, até maio de 2023, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). (Mapa)

 

Acesse o link com o resultado da vacinação

 

CAMEX: Conselho aprova consulta à OMC a respeito de sobretaxa aplicada pela China ao açúcar

 

camex 03 09 2018O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), aprovou, em caráter de urgência, pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de abertura de consultas, no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), para questionar salvaguardas chinesas aplicadas à importação de açúcar do Brasil e o Sistema de Licenciamento Automático de Importação praticado pela China para o açúcar. 

 

Salvaguarda - O governo chinês, desde maio do ano passado, vem aplicando medida de salvaguarda às importações de açúcar. Trata-se de adoção de tarifa adicional de 45% ao imposto de importação praticado pelo país asiático ao produto. A medida resulta na aplicação de tarifa final de importação de 90% (2018), que prejudica significativamente as exportações brasileiras, tanto de açúcar bruto quanto refinado.

 

Principal afetado - Apesar de a sobretaxa não ser voltada especificamente contra o Brasil, o país foi o principal afetado. As exportações brasileiras de açúcar ao mercado chinês apresentaram queda de 90%, após a implementação das medidas de salvaguarda. O Brasil era o principal fornecedor do produto ao mercado chinês e respondia por cerca de 62% do açúcar importado pela China nos últimos anos.

 

Pedido - A Divisão de Contenciosos Comerciais (DCCOM) do Ministério das Relações Exteriores encaminhará o pedido à Genebra, a partir de quando se inicia prazo de 60 dias para que os países envolvidos encontrem uma solução. Passada essa etapa, o Brasil poderá solicitar a formalização de abertura de painel. (Mapa)

 

GRÃOS: Paraná deve manter área de soja e aumentar em 6% a de milho, diz Deral

 

graos 03 09 2018O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, disse na sexta-feira (31/08), que a área plantada com soja no Estado em 2018/2019 deve crescer apenas 0,17% e somar 5,449 milhões de hectares. Já a de milho verão (primeira safra) deve avançar 6%, para 352.167 hectares. Essa é a primeira projeção do Deral para o ciclo 2018/2019. Ainda não há previsões para a safra de inverno.

 

Produção - Com relação à soja, a projeção é de que o Paraná colherá 19,596 milhões de toneladas, aumento de 3% ante o volume estimado para o ciclo anterior, de 19,112 milhões de toneladas. O aumento deve refletir principalmente o crescimento de 2% na produtividade, para 3.596 quilos por hectare.

 

Milho verão - Quanto ao milho verão, o Deral prevê produção 11% maior, de 3,210 milhões de toneladas. Além do aumento de área, o rendimento deve crescer 5%, para 9.116 quilos por hectare. (Estadão Conteúdo)

 

CONGRESSO BRASILEIRO: Boas práticas agrícolas auxiliam no controle de plantas daninhas

 

congresso brasileiro 03 09 2018Diversos estados do Brasil sofrem com o problema de infestação e resistência das plantas daninhas, como é o caso da região Sul com a Buva e o Azevém, por exemplo. Esse desafio impacta diretamente no comportamento do agricultor, do mercado, e também da produtividade da lavoura. Durante o XXXI Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, entre os dias 27 e 31 de agosto, no Rio de Janeiro, foram apresentadas soluções e exemplos de manejo inteligente e como isso pode ajudar a reduzir a população de plantas daninhas e proteger a plantação.

 

Infestações mistas - Segundo o gerente de boas práticas agrícolas da plataforma INTACTA 2 XTEND® para o Brasil, Ramiro Ovejero, há hoje no país locais com infestações mistas de plantas daninhas, ou seja, plantas de folhas largas e estreitas, resistentes a mais de um herbicida, causando problemas ao agricultor em uma mesma área. "Isso é um desafio não só para o agricultor, mas também para os pesquisadores que estudam estes casos e para a indústria que busca novas ferramentas para auxiliar o produtor a ter um bom resultado no controle de pragas", afirma.

 

Necessidade - Cada vez mais novas tecnologias e boas práticas agrícolas são necessárias para que se possa fazer um controle correto das plantas daninhas. O princípio do manejo inteligente, segundo o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/ USP), Pedro Christoffoleti, é, talvez, uma das estratégias mais promissoras para se fazer frente às perdas de produtividade e aumentos de custos de produção, provocados pelos quadros de resistência de plantas daninhas. "Estima-se que as plantas daninhas reduzem a produção em 34%", explica o professor.

 

Exemplo a seguir - Os produtores estão investindo cada vez mais em um manejo integrado das lavouras para alcançar bons resultados. Há quase 100 anos, a família de Rogério Pacheco, do município de Carazinho, no Rio de Grande do Sul, trabalha no campo. Ele é a terceira geração de produtor rural e produz soja desde a década de 60. Pacheco foi um dos convidados do painel tecnológico sobre "O futuro da biotecnologia diante do desafio no controle de plantas daninhas no sistema agrícola", durante o Congresso.

 

Rotação - O agricultor destaca a necessidade de rotacionar herbicidas e culturas para se ter um controle mais eficiente de pragas e o quanto o plantio direto o ajudou a manejar plantas daninhas. "O plantio direto nos ensinou que o sistema depende de muita palha. Essa palha é um herbicida natural, pois ela controla fisicamente a erva. Não podemos deixar toda a responsabilidade para o químico. Temos que também ter um manejo bem feito para reduzir o aparecimento das plantas daninhas", diz.

 

Vida no solo - Com o manejo integrado feito da melhor forma, o uso correto dos químicos e o plantio direto, o solo é envelopado, conservando a umidade e os nutrientes. "Hoje, cerca de 90% da nossa área plantada tem minhoca no solo. Sabe o que isso significa? Que tem vida no solo. A consequência disso tudo é a produtividade", relata o produtor gaúcho. (Assessoria de Imprensa)

 

FOCUS: Mercado prevê inflação mais baixa e expansão menor do PIB em 2018

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2018 saiu de 4,17% para 4,16%, conforme a pesquisa semanal Focus, do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira (03/09).

IPCA - Para 2019, a expectativa para o avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também teve um leve corte, de 4,12% para 4,11%. Para os próximos 12 meses, a estimativa passou de 3,70% para 3,75% de alta.

Top 5- Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação também caiu, de 4,17% para 4,14% em 2018 e 4,20% para 4,17% em 2019.

Orçamento - Na sexta-feira passada (31/08), os ministérios da Fazenda e do Planejamento publicaram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do governo federal para 2019 mantendo como premissa um IPCA de 4,25% no ano que vem.

Atividade - A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2018 voltou a mostrar recuo, agora de 1,47% para 1,44%. No caso de 2019, a expectativa seguiu em 2,50% de avanço pela 10ª semana seguida.

PIB - Na sexta-feira passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que mostrou um crescimento de 0,2% da economia brasileira no período em comparação aos três primeiros meses do ano, feitos os ajustes sazonais. O resultado ficou acima da média apurada pelo Valor Data junto a 22 consultorias e instituições financeiras, que apontava para alta de 0,1% do PIB no período.

Revisão do desempenho - O dado que chamou mais atenção, no entanto, foi a revisão do desempenho do primeiro trimestre, de um crescimento de 0,4% para um modesto 0,1%.

Projeção atual - A projeção atual do governo federal para a expansão da economia brasileira em 2018 é de 1,6%, após o corte publicado no relatório de receitas e despesas referente ao terceiro bimestre, divulgado em 20 de julho. Antes disso, a previsão era de um crescimento de 2,5%.

Crescimento - Ainda na sexta-feira, os ministérios da Fazenda e do Planejamento publicaram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do governo federal para 2019 mantendo como premissa o crescimento de 2,50% no ano que vem.

Selic - As medianas das estimativas para a taxa básica de juros não sofreram alterações entre os economistas em geral: ficaram em 6,50% no fim deste ano, pela 15ª semana consecutiva, e 8% no próximo calendário, patamar em que já está há 34 semanas agora.

Leve ajuste - Entre os Top 5 de médio prazo, o ponto-médio para a Selic manteve-se em 6,50% no encerramento de 2018, pela 15ª semana seguida, e em 7,75% para 2019, mantendo o leve ajuste para cima da semana anterior. (Valor Econômico)

ECONOMIA: Governo aumenta para R$ 1.006 previsão para salário mínimo em 2019

 

economia 03 09 2018O aumento das estimativas de inflação fez o governo revisar para cima o valor do salário mínimo para o próximo ano. A proposta do Orçamento Geral da União para 2019, enviada na sexta-feira (31/08) ao Congresso Nacional, fixou em R$ 1.006 o salário mínimo para o primeiro ano do próximo governo.

 

Última vez - Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

 

Estimativa de inflação - De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%. O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos.

 

LDO - A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa parâmetros para o Orçamento do ano seguinte, estabeleceu o salário mínimo em R$ 99. A previsão considerou o crescimento de 1% do PIB de 2017 mais estimativa de inflação pelo INPC de 3,3%. Inicialmente, o governo tinha proposto salário mínimo de R$ 1.002. (Agência Brasil)

 

 

OPINIÃO: O que as eleições, a Copa do Mundo e a crise hídrica brasileira tem a ver com energia eólica?

 

opiniao 03 09 2018*Gustavo Higino

 

Em 2014 o Brasil viveu o caos. Na esfera política, na esfera desportiva, mas também na esfera energético-econômica.

 

Nesse ano o escândalo de corrupção descoberto e investigado pela Operação Lava-Jato mostrou muita sujeira. Sujeira que espirrou em muita gente. Foram mais de 840 mandados e busca e apreensão, R$2.4 bi em bens bloqueados e apreendidos e mais de R$12 tri analisados em possíveis fraudes. Isso dá mais que duas vezes o PIB brasileiro daquele ano. Em ano eleitoral, é o tipo de escândalo que treme (e tremeu) a base eleitoral e inflama (como inflamou) eleitores a embates pesados. Muitas vezes, levando para o lado pessoal.

 

Em paralelo, uma forte crise econômica teve início em meados deste ano. Movida por fatores como instabilidade política aliada à má gestão do governo, queda acentuada de investimentos (motivada em grande parte pela crise de confiabilidade do país para investidores) e fatores mercadológicos externos, como a diminuição do consumo de commodities por parte da China tendo em vista a desaceleração da economia, a crise foi pesada. Commodities estes não só, mas também, brasileiros. Quando o país que é o maior consumidor mundial de minério de ferro e o segundo maior consumidor mundial de petróleo desacelera, o impacto econômico é brutal para os fornecedores. De fato, o Brasil veria seu PIB retrair por dois anos seguidos: 3.8% em 2015 e 3.6% em 2016, entrando em recessão dupla que não se via desde 1930.

 

Não bastasse, em 2014 o Brasil experimentou uma preocupante crise hídrica. Após sete décadas, o estado de São Paulo viu em 2014 o verão mais quente e mais seco de sua história chegar. E chegou logo reduzindo (no auge da crise) a 8.2% da capacidade máxima de abastecimento o maior conjunto de reservatórios da região metropolitana da capital, o famoso Sistema Cantareira. A pior crise hídrica do estado tem viés ambiental, mas escancara também a lentidão do governo e da própria Sabesp em agir (e reagir). Escancara também o quão dependentes somos e o quão frágil é o sistema responsável pela disponibilidade hídrica de 9 milhões de brasileiros, na região metropolitana mais populosa do país. E não para por aí.

 

Com matriz energética 60% hidroelétrica, é natural que a crise hídrica de 2014 seja energética também, apesar de ter deflagrado com força apenas no ano seguinte. 2015 foi o ano da pior crise energética da história, segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. Desde o início das medições de chuvas pelo governo em 1931, o ano de 2014 foi o pior para algumas das principais bacias hidrográficas do Brasil, tomando como exemplo Rio Grande e São Francisco. Mesmo em crise e com todas as medidas para redução do consumo de energia elétrica, o Brasil consumiu 2% a mais do que o ano anterior (2013). E aí mora o sinal vermelho. É fato que o fornecimento hídrico de São Paulo só se sustenta com (no mínimo) outros dois Sistemas Cantareira operando em no máximo 16 anos. Operando. A obra disso é para agora. E essa dimensão da necessidade de expansão da capacidade hídrica no Brasil reflete diretamente o problema de confiar 60% da energia produzida aqui em hidrelétricas. A população cresceu, a indústria cresceu, o consumo energético cresceu.

 

O quinto maior país do mundo em extensão territorial não pode depender de um planejamento energético que aposta as todas as fichas em chover ou não chover. Mas dar all-inem apenas um representante de um conjunto maior é algo mais comum pro brasileiro do que pensamos. É o que o Brasil (dentro e fora de campo) fez com Neymar na Copa de 2014. É o que se repetiu em menor proporção com Coutinho em 2018. O 7x1 virou 2x1, é melhor, mas não é o ideal. O planejamento energético para infraestrutura da Copa do Mundo do Brasil em 2014 refletiu de maneira geral um interesse não só energético mas também sustentável desse consumo. Seis estádios brasileiros conquistaram certificado Leed (Leadership in Energy & Environmental Design), selo sustentável de maior importância internacional quando o assunto é a respeito de construções ambientalmente corretas. Castelão baixou 13% do seu consumo de energia. 35% da energia elétrica da Arena Fonte Nova veio de solar e eólica. Em um país que parou de enxergar a energia eólica como coisa de maluco apenas na virada de 2009 para 2010, quando ocorreu o primeiro leilão eólico para injeção de energia na matriz brasileira, isso é significativo e reflete a evolução do mindset de planejamento. Esse é o primeiro passo para mudar o planejamento em si visando a autonomia energética que tínhamos a ilusão de já possuir (até faltar).

 

Hoje o Brasil conta com 13GW operacionais e mais 5GW em construção para energia eólica. Em pouquíssimo tempo, esta fonte virou a terceira maior do nosso país, que é atualmente o oitavo maior produtor mundial de energia eólica, sendo que a mesma representa até então apenas 8% da nossa matriz energética. A previsão é que ultrapasse no máximo em 2020 a produção de energia via biomassa, sagrando-se dessa forma como a segunda maior fonte da matriz brasileira. Apesar do alto crescimento, ainda existem empecilhos para competir com os veteranos da eólica. Não em quantidade, mas em qualidade, confiança de investimentos e desburocratização. Aí entra o último ponto da conversa.

 

Estamos a 35 dias das eleições presidenciais de 2018. Naturalmente, o clima político do país é tenso e polarizado (como sempre, e como tem que ser). E tem muita coisa em jogo para o cenário energético nacional, dentre elas a privatização da Eletrobrás e as estratégias governamentais à prevenção de uma nova crise como a de 2014. Para tanto, é extremamente necessário que, seja lá quem esteja à frente das diferentes esferas de governo após essas eleições, sejam governantes que tenham agendas claras e objetivas em relação ao planejamento energético do Estado em seus vários níveis. No clima de incertezas que precede a decisão dos próximos governantes, uma coisa é certa: independente do posicionamento político do eleitor, ele depende de energia elétrica para qualquer coisa. E dentre todas as discussões online e offline que entram e saem de pauta em relação aos candidatos ao governo, o estabelecimento pleno da autonomia energética nacional (com planos de curto, médio e longo prazo) ainda não teve a devida relevância para grande parte da população.

 

Ainda há tempo para pensar em quem escolher. Para nos prepararmos para a crise que bate na porta.

 

*Gustavo Higino é engenheiro mecânico na empresa Windwerk Serviços Eólicos Ltda, Florianópolis (SC)

 


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