Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4403 | 29 de Agosto de 2018

RANKING EXAME: Cooperativas paranaenses se destacam entre as 1000 Maiores Empresas do Brasil

exame 29 08 2018Como já se tornou tradição, na edição especial do ranking “Melhores & Maiores – As 1000 Maiores Empresas do Brasil - 2018”, da revista Exame, em circulação neste mês de agosto, cooperativas paranaenses pontuam em diversos quesitos entre as corporações top do Brasil. Na relação das mil maiores companhias, que faz o confronto de desempenhos em vendas líquidas entre 2016 e 2017, aparecem 18 cooperativas do Paraná e, entre as 400 maiores do agronegócio, despontam 19, com a inclusão da Confepar. Por exemplo, entre as 50 maiores exportadoras do ano passado, estão a Coamo, com US$ 1,26 bilhão, na 23ª posição, e a Lar, com US$ 449,6 milhões (47ª), enquanto a Cocamar figura entre os 200 maiores grupos nacionais, em 119º lugar, e, em 176º, a Integrada. Na relação dos dez maiores lucros do agronegócio, a Coamo está em 6º lugar, com R$ 700,3 milhões de lucro líquido ajustado.

Vendas - No indicador 50 Maiores por Vendas – Comércio, a Coamo pontua em 16º lugar (R$ 10.510,5 bilhões), a C.Vale aparece em 23º (R$ 6.933,7 bilhões) e a Cocamar (R$ 3.477,6 bilhões) está em 49º.

Setoriais -  Ainda segundo o ranking da Exame, a Frimesa, com vendas líquidas de R$ 2,46 bilhões, aparece em 10º lugar no setor Aves e Suínos, enquanto a Castrolanda, com R$ 2,78 bilhões, está na 8ª posição em Leite e Derivados.

Investimentos - Entre as 100 empresas que mais investiram em 2017, a Coamo aparece em 48º lugar, com o montante de R$ 390,5 milhões aplicados na construção de unidades de recebimento de grãos, construção de armazém de insumos, ampliação de capacidade de armazenagem e de beneficiamento em várias unidades no Mato Grosso do Sul, além da aquisição de veículos para a renovação da frota de caminhões, em Campo Mourão (PR). A Lar é outra cooperativa do Paraná que aparece neste indicador, na 57ª posição, com investimentos de R$ 315,7 milhões na construção de oito núcleos de aves matrizes em Santa Helena (PR).

Saúde - No ranking das 1000 Maiores por Vendas Líquidas, a Unimed de Londrina aparece na 865ª posição.  No indicador Melhores Saúde, a Central Nacional Unimed está em 5º, além de figurar em  4° na Liderança de Mercado, em 8º em Rentabilidade e, em Riqueza Criada por Empregado, em 6º.

Crédito - Por sua vez, entre o grupo dos 10 com Maior Lucro, o Sicoob Confederação está em 10º e situa-se em 41º na relação dos 200 Maiores Grupos. O Sicredi também desponta neste indicador, na 48ª posição. Entre os 50 Maiores Bancos por Patrimônio, aparecem em 31º o Bancoob e o Sicredi em 40º. No item Depósito em Poupança, nos Indicadores Setoriais do Mercado Financeiro, o Sicredi está em 6º e o Bancoob, em 8º; no Total de Ativo Ajustado estão o Bancoob (12º) e o Sicredi (13º); em Empréstimos e Financiamentos, o Sicredi está em 17º e também figura no quesito Receita de Intermediação Financeira e Serviços, na 15ª posição. Em Riqueza Criada por Empregado, o Bancoob situa-se em 9º e o Sicredi, em 16º. Em Crédito Imobiliário, o Sicredi está em 12º; no Crédito Pessoa Jurídica Total, despontam o Sicredi (7º) e o Bancoob (13º; Crédito para Grandes Empresas, Sicredi (7º) e Bancoob (12º); Crédito para Médias Empresas: Bancoob (13º); Crédito Pessoal: Sicredi (10º) e Bancoob (15º); Crédito Rural: Bancoob (5º), Sicredi (7º); Correntistas, Sicredi (11º), Bancoob (15º); Emissores de Cartões de Crédito, Bancoob (5º), Sicredi (8º).

exame tabela I 29 08 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

Fonte: Revista Exame

exame tabela II 29 08 2018

G7: Eficiência e competitividade: o que o setor produtivo quer para o Paraná do futuro

g7 29 08 2018O G7 – grupo que reúne sete federações do setor produtivo do Paraná – quer ajudar o próximo governador a fomentar o desenvolvimento do estado. Para isso, elaborou um documento em que dá sugestões para os candidatos ao Executivo estadual para a condução do próximo mandato. As ideias são destinadas às mais diversas áreas – administração, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, por exemplo – e foram debatidas pelo G7 com Cida Borghetti (PP), João Arruda (MDB) e Ratinho Junior (PSD) na manhã da última segunda-feira (27/08).

Bem comum - De acordo com José Roberto Ricken, coordenador do G7 e presidente da Federação das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), o documento é resultado de um esforço das sete federações para chegar a sugestões que contemplem as necessidades do estado. “Não temos nenhuma proposta que seja de interesse particular de alguém. As federações buscaram estabelecer uma visão de futuro que sirva ao bem comum”, afirma.

Entidades - O G7 é formado pela Fecoopar; pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio); pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep); pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep); pela Associação Comercial do Paraná (ACP); pela Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar); e pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap).

Modernização da máquina pública - Entre as sugestões apresentadas pelo grupo, Ricken destaca a necessidade de modernização da máquina pública. “Não podemos abandonar o equilíbrio das contas do estado, mas ele não pode vir somente com o aumento de impostos. É preciso reduzir custos”, diz.

Revisão - Uma das sugestões do G7 é que a estrutura de secretarias estaduais seja revista, com a possibilidade de unir algumas pastas. “Não estamos apontando quais, mas o pensamento do grupo é de que a gestão precisa ser mais efetiva e transparente”, explica Ricken.

Mais infraestrutura e integração Demandas de infraestrutura também têm papel de destaque entre as sugestões apresentadas pelo G7. Duplicações de rodovias, ampliações e instalação de aeroportos – especialmente no interior –, portos e ferrovias estão no documento. “O Paraná precisa dessas melhorias para que possa crescer. Da mesma forma, é preciso pensar em alternativas para aumentar a geração de energia no estado. Precisamos ser competitivos nos mercados nacional e internacional”, afirma o coordenador.

Competitividade - Outro ponto defendido pelo G7 para aumentar a competitividade dos produtos paranaenses pressupõe a interlocução entre o próximo governador e a esfera federal. A ideia é de que o governador do estado trabalhe de forma integrada aos representantes do Paraná na Câmara e no Senado. “É preciso pensar no estado, e não em partidos políticos”, defende Ricken.

Região Sul - A mesma premissa de integração é a sugestão do G7 para as tratativas do Paraná com os demais estados da região Sul. “Também temos problemas sociais e precisamos de mais investimentos. A região precisa ser melhor defendida no âmbito federal”, diz." (Gazeta do Povo)

 

FORMAÇÃO I: Fórum vai discutir inovação em gestão

Estão abertas, até o dia 14 de setembro, as inscrições para o 3º Fórum de Excelência em Gestão que irá ocorrer dia 20 de setembro, no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. O evento, destinado a profissionais que atuam nas cooperativas do Paraná, terá como tema “Inovação em gestão”. As atividades serão realizadas das 8h30 às 17h. A programação contempla a apresentação dos resultados da pesquisa de governança e do Programa de Excelência, que será feita pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche. Na sequência, o ex-presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, ministrará palestra com o tema “O caminho da autogestão à excelência em gestão”.

Cases – Representantes das cooperativas Frísia e Sicoob e da Copel Distribuição irão apresentar cases de sucesso. Haverá ainda a participação de Sandro Magaldi, considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país. Ele vai falar sobre “Gestão do amanhã: inovação, gestão e liderança para vencer na 4ª revolução industrial”.

Inscrições – As inscrições podem ser efetivadas pelo e-mail carlos.nunes@sistemaocepar.coop.br ou pelo fone (41) 3200 1136.

formacao I 29 08 2018

FORMAÇÃO II: Curso sobre retenções tributárias e EDF-Reinf será realizado dias 3 e 4 de setembro

O curso sobre retenções tributárias e EDF-Reinf tem nova data. Agora, será realizado dias 3 e 4 de setembro, após cancelamento na semana passada. A formação é promovida pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). As atividades vão ocorrer no auditório da entidade, em Curitiba. A ideia é preparar os profissionais das cooperativas paranaenses sobre a retenção de tributos na fonte, responsabilidades e recolhimentos, envolvendo a contratação de serviços, de acordo com a legislação em vigor. Serão ainda realizadas atividades práticas, para proporcionar aos participantes maior segurança e eficiência no atendimento às exigências legais e obrigações acessórias.

Instrutor – O conteúdo será repassado pelo advogado e professor de Direito Empresarial, Diego Bisi Almada.

Inscrições e informações - As alterações de nomes, novas inscrições ou cancelamento devem ser enviadas para e-mail andreia.fernandes@sistemaocepar.coop.br até, no máximo, dia 31/08. Mais informações com Devair Mem (devair.mem@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1131).

formacao II 29 08 2018

INTEGRADA: Jovens líderes visitam a sede da Ocepar e recebem informações sobre o cooperativismo

Um grupo de 30 jovens líderes da cooperativa Integrada visitou, na tarde desta terça-feira (28/08), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Os cooperativistas participam de uma imersão em cooperativismo, que começou na segunda-feira (27/08), na Integrada, em Londrina, passou pela capital paranaense e prossegue nesta quarta-feira (29/08), com atividades vivenciais na Reserva Particular do Patrimônio Natural Ninho do Corvo, em Prudentópolis. Na Ocepar, os jovens foram recebidos pelo presidente José Roberto Ricken, além do superintendente da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa, e a analista técnica do Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), Carolina Bianca Teodoro.

Conhecimento - Ricken, Costa e Carolina explicaram em detalhes a atuação do Sistema Ocepar, informaram sobre a estrutura da entidade, os números e indicadores do cooperativismo paranaense, suas conquistas e desafios. Também foram abordadas as ações de comunicação, em especial o Movimento SomosCoop, e o programa de educação política voltado ao público interno do setor. “O trabalho que a Integrada desenvolve com os jovens é fundamental para integrá-los à realidade do cooperativismo. Informando com clareza sobre as características diferenciadas do nosso modelo de negócios, os princípios e valores que nos direcionam, a juventude amplia percepções e o engajamento em sua cooperativa e comunidade”, afirmou Ricken. O presidente lembra que o 5º princípio do cooperativismo, que trata da “Educação, Formação e Informação”, enfatiza que deve existir uma especial atenção aos jovens. “As novas gerações precisam conhecer a natureza e as vantagens do modelo cooperativista. Da mesma forma, é necessário investir na formação de novos líderes, que vão garantir a perenidade de suas cooperativas”, ressaltou.

Visão global - Segundo a coordenadora Socioambiental da Integrada, Ana Lucia de Almeida Maia, que acompanha o grupo, a cooperativa passa por uma fase de reestruturação dos programas voltados aos jovens, trabalho que é considerado prioritário para a formação de novos líderes. “Os participantes desta imersão vêm de todas as regiões da área de ação da Integrada. O objetivo é aproximá-los e informá-los sobre o sistema cooperativista, para que tenham uma visão global do que somos, percebam oportunidades e se envolvam ainda mais com a cooperativa. É um processo de capacitação que está focado não apenas na sucessão nas propriedades, mas também na sucessão corporativa, pois esses jovens um dia irão liderar a cooperativa”, explicou.

Importância - Ligia Mara Jung, 30 anos, é uma demonstração da importância do investimento constante na formação da juventude cooperativista. Filha de cooperados, começou a participar dos núcleos de jovens da Integrada aos 14 anos, no qual permaneceu até entrar na faculdade. Depois de formar-se em engenharia agronômica, trabalhar na cidade por algum tempo, ela decidiu, em 2015, voltar à propriedade da família. Hoje, é cooperada da Integrada e sócia dos pais na produção de soja, milho e morango. Não demorou e logo Ligia se engajou também no dia a dia da cooperativa, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do Núcleo de Coordenadores de Cooperados da Integrada. “Somos responsáveis por levar à Diretoria os problemas e demandas da regional Maringá e replicamos aos demais cooperados da base as estratégias e informações dos gestores da cooperativa”, explicou. Segundo ela, ter participado dos núcleos de jovens foi uma experiência decisiva. “O conhecimento que foi repassado deu-me forças para continuar no campo e ajudou a definir os rumos de minha trajetória pessoal e profissional”, concluiu. 

{vsig}2018/noticias/08/29/integrada/{/vsig}

PRÊMIO SOMOSCOOP: Inscrições terminam dia 30

 

premio somoscoop 29 08 2018As cooperativas que ainda não se inscreveram para participar do Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano devem se apressar, pois o prazo termina nesta quinta-feira (30/08). A premiação é realizada pelo Sistema OCB, a cada dois anos, como forma de reconhecimento público às boas práticas das cooperativas, com benefícios comprovados aos seus cooperados e às comunidades onde estão inseridas.

 

Multiplicação - A ideia é que os casos premiados sejam replicados por outras cooperativas, ampliando, dessa forma, o alcance dos benefícios da prática diária da cooperação. Desde sua primeira edição, em 2004, já foram premiadas ações de mais de 80 cooperativas, elevando, assim, o nível de comprometimento tanto com a sustentabilidade do negócio quanto com as questões sociais.

 

Categorias - O prêmio está dividido em sete categorias: Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Cooperativa Cidadã, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia, Intercooperação e, a partir desta edição, Cooperjovem.

 

Inscrição - Qualquer cooperativa, independentemente do ramo ou do porte, pode inscrever um projeto por categoria. As inscrições são gratuitas. Para garantir a inscrição, é preciso estar registrado e regular com o Sistema OCB, inclusive com o pagamento da Contribuição Cooperativista sobre o exercício 2017. E, para fortalecer o sistema como um todo, a cooperativa deve participar de um dos programas do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). São eles:

Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC)

Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC)

Programa de Desenvolvimento Econômico-Financeiro (GDA)

Dia de Cooperar (Dia C)

 

Clique aqui para se inscrever. (Informe OCB)

 

SICOOB UNICOOB: Conselheiro do Sicoob Vale do Iguaçu participa de Programa Internacional para Presidentes nos EUA

 

sicoob unicoo 29 08 2018O conselheiro do Sicoob Vale do Iguaçu, Jakson Roberto Cogo foi um dos representantes das cooperativas do estado do Paraná que participaram de uma semana de imersão em inovação no Massachusetts Institute of Technology – MIT, em Boston, nos Estados Unidos, entre os dias 11 e 19 de agosto.

 

Aprendizagem - O programa Internacional Liderando Times de Inovadores, oferecido pelo Sescoop/PR, foi realizado em parceria com o Isae, Arbache Inovações e MIT Professional Education. O objetivo foi promover experiências de aprendizagem intensivas e colaborativas, com workshops e visitas técnicas a laboratórios de pesquisa para sensibilizar os participantes sobre a importância da liderança em times inovadores e apoiá-los a estimular a cultura de inovação nas cooperativas.

 

Próximo - Segundo Jackson, a visita o fez perceber que a inovação está mais presente do que imaginava e o futuro, cada vez mais próximo. Para ele, o grande desafio é o que esperar deste futuro. “Não podemos saber o que virá, mas podemos estar preparados. O que aprendemos com essa experiência é que com líderes capacitados para a inovação, devemos ter equipes também habilitadas”, explica.

 

Participantes - Participaram também da visita ao MIT dirigentes do Sicoob Central Unicoob e demais cooperativas do sistema. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB MÉDIO OESTE: Palestra é apresentada para mulheres em Jesuítas

 

O papel das mulheres na sociedade e as multitarefas exercidas por elas no âmbito pessoal e profissional foram assuntos abordados na palestra “As Gavetas da Vida”, ministrada por Mariana Bitencourt e promovida pelo Sicoob Médio Oeste.

 

Princípio - O evento ocorreu no dia 18 de agosto e foi oferecido para mulheres da cidade de Jesuítas e região, colocando em prática o sétimo princípio do cooperativismo: Interesse pela comunidade.

 

Engajamento - Segundo a diretora superintendente do Sicoob Médio Oeste, Nadir Lulu, proporcionar uma palestra motivacional à população de Jesuítas foi uma forma de gerar engajamento entre a comunidade. “Foi muito gratificante receber essas mulheres e compartilhar ideias, um momento de confraternização”, disse ela. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

{vsig}2018/noticias/08/29/sicoob_medio_oeste/{/vsig}

UNIMED LONDRINA: Escola da zona rural recebe orientações de higiene bucal

 

A saúde bucal em dia pode evitar problemas de mastigação, falta de sociabilidade, perda de autoestima, depressão e até doença cardíaca. Pensando nisso, há dois anos a equipe de Sustentabilidade da Unimed Londrina desenvolve o projeto Saúde Bucal. A ação, realizada com a ajuda de um dentista, leva orientações de higiene para crianças de instituições públicas de ensino. Nesta quinta-feira (30/08), a Escola Municipal Jadyr Dutra de Souza recebe pela segunda vez o projeto. A instituição foi escolhida pela Secretaria Municipal de Educação para participar da iniciativa neste ano.

 

Visitas - A gerente de Sustentabilidade da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti, explica que o projeto é composto por três visitas. “A cada três meses, vamos à escola acompanhado de um dentista do Unimed Odonto e de funcionários voluntários. O profissional orienta sobre os cuidados com a higiene bucal, e os voluntários e organizadores entregam um kit de escovação para os estudantes”, afirma Fabianne. O kit, composto por fio dental, escova e pasta de dente foram doados pela Dentalclean. 

 

Comportamento - A diretora da escola Célia Marcia Rossi de Faria já percebeu algumas mudanças no comportamento dos estudantes depois que a instituição participou da primeira visita realizada em março deste ano. Segundo ela, os alunos trazem todos os dias a nécessaire, com o kit escovação, para utilizar após as refeições na escola. “Percebi um maior cuidado deles com os dentes”, destaca. 

 

Orientações - Célia conta que muitas crianças não conheciam um fio dental e que a unidade básica de saúde mais próxima não tem um dentista para ensiná-las. “Elas não recebem orientações sobre como cuidar dos dentes e o projeto vem sendo bastante importante para suprir essa demanda”, comenta.

 

Dicas - “A gente vê que as crianças sabem pouco do hábito da escovação e quando realizamos o projeto com elas, vemos que os pequenos gravam com facilidade as dicas do dentista”, destaca Fabianne.

 

Horários - A segunda visita do projeto Saúde Bucal será em dois horários: às 08h30 e às 13h30. O endereço da escola é Rua Reinaldo Benis, 34, Distrito Selva. (Imprensa Unimed Londrina)

ZARC: Mapa publica portarias de zoneamento de feijão e algodão

 

zarc 29 08 2018Fooram publicadas, no Diário Oficial da União de segunda-feira (27/08), as portarias de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) de feijão 1ª safra para os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Sergipe, Acre, Pará, Tocantins, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Maranhão, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Distrito federal.

 

Três safras - Em determinados estados o cultivo do feijão acontece em três safras: a das águas, a da seca e com irrigação. A safra cultivada no segundo semestre do ano é responsável por quase metade do total produzido no país, sendo a produtividade baseada nas condições climáticas. 

 

Área total - De acordo com o último Levantamento de Safra da Conab, divulgado no início deste mês, a área total de feijão das três safras, será de 3,18 milhões de hectares. Já a produção, deve alcançar 3,18 milhões de toneladas.

 

Algodão - Também foi publicado no Diário Oficial da União o Zoneamento Agroclimático para a cultura do algodão. Além do Distrito Federal, foram contemplados os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Aumento da produção - Levantamento da Conab indica aumento de 29,2% na produção de algodão nesta safra, por conta do aumento de área cultivada, que passou para 1,17 milhão de hectares. A produção está estimada em 50 milhões de toneladas. O levantamento estima que as condições climáticas devem proporcionar produtividade 3,2% maior este ano.

 

Minimização de perdas - O zoneamento objetiva minimizar perdas nas lavouras causadas por eventos climáticos adversos. Para tanto, indica a melhor época de plantio por município, tipo de solo e ciclos das cultivares.

 

Obrigatório - A observância dos indicativos do ZARC é obrigatória para todos os agricultores que conduzem seus empreendimentos ao amparo das políticas públicas, como Proagro, Proagro Mais, Garantia Safra, e Seguro Rural subvencionado pelo governo (PSR). (Mapa)

 

COMÉRCIO INTERNACIONAL I: México amplia importação de carne de frango e visita novos frigoríficos

 

comercio internacional I 29 08 2018O Brasil deverá ampliar a exportação de carne de frango e seus subprodutos para o México. Está no país uma missão de nove veterinários daquele país, para auditoria em 25 plantas frigoríficas com inspeção federal, segundo informações do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Inspeções - Os auditores iniciaram as inspeções na segunda-feira (27/08) e estenderão esse trabalho até 7 de setembro. Os veterinários percorrerão sete estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Nesta quarta-feira (29/08), se reúnem com integrantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em São Paulo.

 

Habilitação - O objetivo do grupo é habilitar novos frigoríficos para exportarem ao mercado mexicano. O comércio com aquele mercado vem crescendo. Segundo dados do sistema Agrostat do Mapa, em 2016 os importadores mexicanos compraram o equivalente a US$ 101 milhões de carne de frango. No ano, passado o volume subiu para US$ 185 milhões e, neste ano, até julho, o comércio somou US$ 106 milhões.

 

Parceiro importante - O secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, disse que “o México é um parceiro importante, cujo potencial de comércio ainda é muito grande. A missão mexicana é parte dos esforços bilaterais para ampliar a integração econômica entre os dois países”. (Mapa)

 

COMÉRCIO INTERNACIONAL II: Governo defende ir à OMC contra 'ataque' chinês a frango brasileiro

 

comercio internacional II 29 08 2018Sem êxito nas conversas com a China para suspender barreiras comerciais ao frango e ao açúcar do Brasil, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu o "enfrentamento" na Organização Mundial de Comércio (OMC) aos "ataques" protecionistas dos chineses. 

 

Outros instrumentos - "Fomos na linha de tentar entender, negociar e não tivemos sucesso. Quando você tenta a negociação e não há qualquer tipo de reação do outro lado, tem que usar de outros instrumentos", disse a jornalistas após evento na capital paulista.  

 

Suspensão - Em áudio divulgado por sua assessoria, Maggi afirma que o governo federal tentará suspender as taxas aplicadas pela China.

 

Rússia - Ainda com relação aos entraves no comércio, Maggi contou que não há nenhuma novidade em relação à esperada abertura do mercado russo para as carnes do Brasil e que continua aguardando um retorno.

 

Requisitos - "Fizemos tudo que podíamos fazer e atendemos a todos os requisitos que eles pediram. Quando encontrei representantes do governo russo na África do Sul cheguei a perguntar se havia alguma indisposição política que estivesse impedindo o fim do embargo, mas me responderam que não era o caso", disse ele sobre conversas realizadas durante a 10ª Cúpula do Brics, que reuniu lideranças do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em Johanesburgo, em julho. 

 

Indisposição política - Caso se tratasse de alguma indisposição política entre os países, o ministro disse que informaria os produtores brasileiros para que se adequassem às condições do mercado e direcionassem suas carnes para outros compradores. "Os russos me disseram que este risco não existe", enfatizou.

 

Herbicida glifosato - Com relação ao herbicida glifosato, cujo registro está suspenso no Brasil, Maggi afirmou que aguarda um posicionamento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) ainda nesta terça-feira. "O desembargador responsável pelo caso não estava em Brasília e deve nos dar alguma posição hoje (nesta terça-feira, 28/08)", disse. 

 

Expectativa - A expectativa do ministério é de que o herbicida seja liberado para o plantio da safra 2018/19, visto que não há outro princípio ativo disponível no mercado que possa substituir o glifosato em tempo hábil. "Espero que a justiça leve em consideração todas as dificuldades (do produtor). Se houver a comprovação de que faz mal à saúde não vamos usar, mas devemos ter um prazo para que a indústria química tenha algo para substituir, mesmo que em preços altos", argumentou.

 

Tabela de frete rodoviário - Por fim, sobre os fretes rodoviários, Maggi disse que, se a tabela de preços mínimos for de fato mantida, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) precisa "ter condição de fazer uma tabela que represente o preço mínimo e não a garantia de remuneração da atividade". (O Estado de S.Paulo)

 

INFRAESTRUTURA: Ministério Público de Contas quer rejeição integral de concessão da Norte-Sul

 

infraestrutura 29 08 2018O governo está prestes a encarar a sua derrota mais acachapante na área de concessões de infraestrutura. Depois de eleger 2018 como “o ano das concessões das ferrovias”, o Palácio do Planalto praticamente não tem mais chances de leiloar o único trecho novo que tinha nas mãos: a Ferrovia Norte-Sul.

 

Parecer - O Estado teve acesso ao parecer do Ministério Público de Contas, órgão que atua dentro do Tribunal de Contas da União (TCU) e que analisou a minuta do edital de concessão encaminhada pelo governo. O Palácio precisa do aval do TCU para que possa licitar o empreendimento. 

 

Rejeição - Em sua conclusão, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira pede que a corte de contas rejeite a proposta do governo, por causa de dois problemas centrais. Segundo Júlio Marcelo, faltam “estudos comparativos, quantitativos e qualitativos, que fundamentem o modelo de exploração da ferrovia, confrontando as alternativas de adotar o modelo Open Access (modelo aberto de concorrência entre várias empresas) para essa ferrovia, com ou sem subconcessão da infraestrutura ferroviária, ou de adotar o modelo vertical (que é o proposto pelo governo), com ou sem reserva de capacidade para operadores ferroviários independentes”.

 

Estudos - Júlio Marcelo afirma que a minuta de edital não trouxe “estudos que justifiquem a escolha de não prever, obrigar, incentivar e estabelecer metas para o transporte de passageiros na presente subconcessão”, ou seja, trata exclusivamente do transporte de carga.

 

Análise - O posicionamento do MP de Contas ainda precisa ser analisado pelo ministro relator do processo no TCU Bruno Dantas. Depois disso, Dantas leva seu voto conclusivo – que acata ou não as orientações do MP – e o submete à votação do plenário da corte. Bruno Dantas não comenta o assunto. É muito comum, porém, que os ministros da corte acatem as orientações do MP, principalmente quando estas estão completamente alinhadas com apontamentos já levantados pela unidade técnica do tribunal, o que é exatamente o caso da Norte-Sul.

 

Correções - Caso a sugestão de rejeitar a minuta de edital não seja acatada pelo plenário, Júlio Marcelo pede que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faça dezenas de correções nos estudos, entre elas a troca de britas utilizadas em lotes do trecho, pedras frágeis e fora da especificação técnica, conforme revelou o Estado. 

 

Prazo - Fora isso, só depois de fazer todas as mudanças, seria exigido ainda um prazo de até 180 dias para que o leilão fosse realizado, ou seja, em meados do meio do ano que vem.

 

Operação - Júlio Marcelo chama a atenção para o fato de que, atualmente, o transporte ferroviário é feito numa parte já operacional e concedida da Norte-Sul pela empresa VLI, da Vale, por meio de um contrato com a Valec de venda de direito de passagem no trecho da Ferrovia Norte Sul, compreendido entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO), “em plenas condições operacionais e com licenças de operação concedidas pela ANTT e Ibama, o que revela a existência, no momento atual, de relevante assimetria de informação, fazendo com que a VLI conheça melhor do que os demais interessados os passivos ambientais e as obras já concluídas”.

 

Competitividade - Segundo o MP de Contas, “para se garantir a competitividade do certame em igualdade de condições, do prazo mínimo proposto de 180 dias para que outros interessados possam percorrer a ferrovia e adquirir o mesmo acervo de informações de que já dispõe a VLI acerca dos passivos ambientais e estado da ferrovia.”

 

Trecho - O trecho que o governo pretendia conceder ainda em novembro deste ano tem 1.537 km de extensão e vai de Porto Nacional (TO) até Estrela D’Oeste. Hoje, a ferrovia tem um único trecho de 720 km em operação, entre Açailândia e Palmas (TO), concedido à mineradora Vale em 2007. Iniciada em 1987 no governo de José Sarney com a meta de cruzar o País, a obra ficou parada por décadas e foi retomada no governo Lula.

 

Parcerias - Em dezembro do ano passado, o então ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, hoje no Ministério de Minas e Energia, disse que o governo federal se dedicará em 2018 mais intensamente à criação de parcerias com o setor privado para destravar a malha ferroviária do país. O objetivo era fazer uma “entrega robusta” de projetos de ferrovias. “Nós precisamos, no ano que vem, nos dedicar obcecadamente para a questão ferroviária. O Brasil não pode mais continuar com o sistema ferroviário que tem. O custo que isso provoca, o dano que isto causa à nossa principal sustentação econômica que é o agrobusiness, é brutal. Se nós não tivéssemos uma produtividade altíssima, pelas perdas que o setor tem no transporte dos seus produtos, que chega a cifras astronômicas, se não fosse a produtividade brutal, nós não seriamos competitivos como somos”, declarou, na ocasião. (O Estado de S.Paulo)

 

COMBUSTÍVEL: Setor privado critica modelo de subsídio para o diesel

 

combustivel 29 08 2018A nova metodologia para o cálculo do preço de referência do diesel que servirá como parâmetro para pagamento do subsídio de R$ 0,30 por litro desse combustível a partir do dia 31 de agosto desagradou os agentes privados.

 

Crítica - Leonardo Gadotti, presidente da Plural, que reúne as maiores distribuidoras do país, criticou a nova metodologia. Na avaliação do executivo, a fórmula divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), publicada nesta terça-feira (28/08) no "Diário Oficial da União", tirou o incentivo para a importação de combustíveis.

 

Custos reais - "Embora eu reconheça que a nova fórmula traz alguns pontos que não estavam na antiga, como as referências de preço regionais, ela ainda não reflete os custos reais e não considera a margem de lucro", disse Gadotti ao Valor.

 

Valores piores - A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) também não aprovou a metodologia. Dizendo que a princípio achou a resolução "muito boa", Sergio Araujo, presidente da entidade, afirmou que as simulações para cálculo dos preços de referência no Sudeste trouxeram valores piores do que os atuais, inviabilizando novas importações de diesel por empresas independentes.

 

Inviável - "Se a importação já estava inviável em junho, julho e agosto, agora em setembro ficou pior ainda. Agora de fato os importadores independentes estão fora do negócio, não vai ter importação", disse.

 

Sudeste - Segundo Araujo, o valor estabelecido pela resolução para o preço do frete na região Sudeste é mais baixo do que o efetivamente pago pelas empresas. Pelas contas da Abicom, o frete rodoviário do porto de Santos até uma base em Paulínia tem uma diferença de R$ 0,03 em relação à resolução.

 

Armazenagem e movimentação - O mesmo acontece com o custo estipulado para armazenagem e movimentação, que segundo ele também têm preços menores na resolução do que o valor praticado atualmente no mercado. "Tínhamos expectativa de que a resolução viesse para retomar as importações, ainda mais em um momento em que a Petrobras está em dificuldades por causa do acidente na Replan [Refinaria do Planalto, em Paulínia, na qual houve um incêndio há uma semana] e precisa trazer produto. Mas infelizmente isso não vai acontecer", disse.

 

Correta - Gadotti, do Plural, considera correta a adoção dos preços coletados pela Argus em diversos portos do país, mas criticou os valores estipulados pela agência reguladora para os fretes de transferência do combustível até as regiões onde o produto vai ser comercializado e, ainda, os custos de logística previstos na fórmula. Ele também vê os preços da fórmula abaixo dos praticados pelo mercado.

 

Efeito perverso - "Esse é mais um efeito perverso da intervenção em um mercado tão complexo como o de distribuição. O que vai acontecer é que de alguma maneira vai ficar tudo com a Petrobras, ela será a única a atuar de alguma maneira, a não ser que a ANP considere custos normais de operação", continuou Gadotti.

 

Na prática - Para ele, se o objetivo da ANP é incentivar a competição para atrair mais atores para o mercado, com a nova fórmula o efeito será o inverso, já que na prática a competição esperada "deixa de existir".

 

Sem comentários - Décio Oddone, diretor-geral da ANP, evitou falar em aumento do diesel ao consumidor final ao comentar a nova fórmula nesta terça pela manhã, ao participar do seminário "Os Caminhos do Futuro do Óleo e Gás", promovido pelo jornal "O Globo".

 

Preços flutuando - "O mercado não foi revogado. Os preços continuam flutuando e o que foi aplicado [pelo governo] foi uma subvenção de R$ 0,30". Sobre a nova fórmula, Oddone lembrou que ela reflete a variação do câmbio, os preços internacionais e os custos de internação. "O que está acontecendo hoje é a aplicação de um subsídio", disse, comentar previsões de aumento do preço no próximo mês, considerando a valorização do dólar.

 

Acordo - Oddone lembrou que no acordo do governo com os caminhoneiros o combinado foi a redução de R$ 0,30 graças a uma subvenção de R$ 9,5 bilhões. E observou ainda que o subsídio acabará dia 31 de dezembro ou quando terminar o dinheiro, o que vier antes. (Valor Econômico)

 

TRIBUTOS: TCU vai calcular quanto cabe a cada Estado pela Lei Kandir

 

tributos 29 08 2018O ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), discutiu nesta terça-feira (28/08) com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a compensação que a União terá que fazer aos Estados por perdas de receita com a Lei Kandir. Essa lei isentou as exportações de produtos primários e semielaborados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

Aprovação no Congresso - Em 26 deste mês, venceu o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Congresso aprovasse lei complementar regulamentando a compensação. O Supremo atribuiu ao TCU o encargo de definir o valor, fixar regras de repasse e calcular as cotas que caberá a cada Estado, caso a lei complementar não fosse aprovada.

 

Solução - Inicialmente, uma portaria do presidente do TCU, Raimundo Carrero, definiu que o prazo para que a área técnica do tribunal apresentasse uma solução era o dia 25 de novembro deste ano. Em maio passado, no entanto, um acórdão do TCU prorrogou o prazo para o dia 23 de fevereiro de 2019. Se, até lá, o Congresso não aprovar a lei complementar, o tribunal definirá a questão. A área técnica do TCU estuda o assunto, e o ministro Cedraz é o relator do processo.

 

Compensação - Uma comissão mista do Congresso elaborou proposta que prevê a compensação da União aos Estados no valor de R$ 39 bilhões, por ano, corrigido pelo IPCA. E definiu que as perdas de receitas, acumuladas desde 1996, teriam que ser pagas em até 30 anos.

 

Contra - O governo federal se opôs fortemente à proposta, que, depois de ser aprovada pela comissão mista, está parada. O entendimento da área econômica também é que o STF já definiu que não há perdas anteriores a serem compensadas.

 

Atenções - As atenções dos Estados e do próprio governo estão agora voltadas para o TCU, pois não está claro quais serão os parâmetros que serão utilizados pelos auditores do tribunal para definir o montante a ser compensado e os Estados que terão direito aos repasses. O TCU está mantendo entendimentos com a Receita Federal para obter informações, provenientes da base de dados da Nota Fiscal Eletrônica, que permitam avaliar quais os Estados que teriam direito à compensação.

 

Emenda constitucional - A emenda constitucional 42, de dezembro de 2003, determinou que lei complementar fixaria critérios, prazos e condições para a compensação pelas perdas com a Lei Kandir. Como a lei não foi aprovada, o governo do Distrito Federal ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO), que foi acolhida pelo STF em novembro de 2016. (Valor Econômico)

 

ELEIÇÕES 2018: Agronegócio cobra compromisso de candidatos à Presidência

 

eleicoes presidentes 29 08 2019O combate à criminalidade no campo, reformas tributária e previdenciária, priorização do seguro rural e revogação de tabelamento de frete rodoviário são algumas das demandas do agronegócio para o próximo presidente da República. Elas serão apresentadas nesta quarta-feira (28/08), aos candidatos nas eleições 2018 no documento O Futuro é Agro – 2018 a 2030, em uma rodada de sabatinas na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

 

Participação - Participam do encontro os candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do MDB, Henrique Meirelles, do Podemos, Alvaro Dias, e da Rede, Marina Silva. Dois presidenciáveis não devem comparecer – Ciro Gomes (PDT), que tem como sua vice a ex-presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), e Jair Bolsonaro (PSL), que deve participar de feira agropecuária no Rio Grande do Sul. 

 

Texto - O texto foi elaborado pelas 15 entidades que integram o Conselho do Agro. “Com todas essas entidades representativas fica muito mais fácil para cobrarmos o próximo presidente destas propostas”, diz o presidente da CNA, João Martins. Na avaliação do diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornachioni, o encontro com os presidenciáveis evidencia o protagonismo do agronegócio. “Se olharmos a eleição de 1990, o agronegócio não era 30% do que é hoje. Em poucos anos, o setor ganhou os holofotes”, afirma Cornachioni. 

 

Protagonismo - Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz, está cada vez mais claro que o setor assumiu protagonismo na agenda política nacional. “O setor tem muita força e precisamos ser ouvidos.” Luiz Roberto Barcelos, presidente da principal associação de exportadores de frutas do País, a Abrafrutas, também entende que o agronegócio tem ganhado mais representatividade política. "Conforme o agronegócio vai crescendo, vai se organizando e se mobilizando. Muitas pessoas que nem eram ligadas ao setor começaram a defender os interesses do campo", diz.

 

Demandas - O setor pede que o próximo governo promova a reforma da Previdência para atenuar o déficit nas contas públicas, além da modernizar o sistema tributário, com simplificação, unificação e redução do número de tributos. Uma das propostas é unificar a alíquota interestadual do ICMS e realizar sua cobrança no destino. O setor quer também ampliar e diversificar suas fontes de financiamento, inclusive com recursos externos, viabilizando a emissão de títulos do agronegócio em moeda estrangeira.

 

Mercado externo - Em relação ao mercado externo, com a China, por exemplo, a proposta é estabelecer o Acordo de Facilitação de Comércio para eliminar entraves burocráticos entre os dois países. Sobre a Aliança do Pacífico, a proposta é promover maior integração dos mercados de capitais, infraestrutura e logística e a harmonização dos processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. As entidades pedem ainda a aplicação efetiva do Novo Código Florestal (Lei 12.651/12) e a aplicação de leis para coibir as invasões às propriedades privadas, além da criação de um marco regulatório das reintegrações de posse. “Precisamos ser competitivos e para isso temos de ter condições para isso”, disse Martins.

 

Criminalidade no campo - Para as entidades, a segurança no campo é uma das principais preocupações. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Algodão (Abrapa), Arlindo Moura, afirma que já teve prejuízos de R$ 8 milhões em três invasões em suas propriedades nos últimos anos e diz que casos similares são comuns entre seus associados. “Antes não era assim. Hoje, a insegurança e a criminalidade estão entre as maiores preocupações de muitos agricultores”, diz Moura.

 

Avaliação semelhante - Avaliação semelhante tem o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Arnaldo Borges, a principal entidade da pecuária nacional. Borges relata que alguns criadores têm pensado em deixar a atividade diante da criminalidade. "Nossos campos e nossa produção não podem continuar desprotegidos, reféns de quadrilhas especializadas e violentas", diz. Ele pede mais policiamento no campo, em especial nas áreas de fronteira, por onde os produtos roubados são desviados.

 

OCB - O coordenador da área agropecuária da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Paulo Nascimento, afirma que a segurança se tornou prioritário de Norte a Sul do País. "A sensação de insegurança nas áreas produtoras é nítida em todos os Estados em que atuamos", diz. (O Estado de S.Paulo)

 

INTERNACIONAL I: Congresso dos EUA ameaça barrar acordo sem Canadá

 

internacional I 29 08 2018O acordo comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, com o México pode ter dificuldades em conseguir aprovação do Congresso, a não ser que o Canadá participe, disseram congressistas de ambos os partidos nesta terça-feira (28/08), acrescentando que será necessário o apoio dos democratas para aprovar um acordo bilateral.

 

Divulgação - Trump divulgou o acordo com o México na segunda-feira (27/08) e ameaçou adotar tarifas sobre automóveis de fabricação canadense se o Canadá não aderir à reformulação do trilateral Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), há muito criticado por Trump.

 

Batalha - Caso Trump tente aprovar no Senado um acordo bilateral em substituição ao Nafta, enfrentará uma dura batalha para conquistar esse aval, disseram congressistas. Alguns disseram que só um pacto trilateral pode ser considerado para aprovação "fast-track" (rápida) no Senado por 51 votos. Por esse regime não é necessário submeter os acordos comerciais a discussão pelo Congresso, que apenas os aprova ou veta, mas não os modifica. 

 

Acordo bilateral - Já um acordo bilateral precisaria de 60 votos, o que exigiria algum apoio dos democratas, que provavelmente relutarão em ajudar Trump, disseram eles. Os republicanos têm 50 dos 100 assentos do Senado.

 

Canadá - Para obter ratificação de "fast-track" do Senado, "o governo também precisa chegar a um acordo com o Canadá", disse o senador republicano Pat Toomey. "O Nafta foi um acordo tripartite que só se tornou operante com legislação sancionada pelo Congresso", disse Toomey, membro da comissão que supervisiona a política comercial.

 

Legislação adicional - "Qualquer mudança, como o rompimento do Nafta, exige uma legislação adicional do Congresso. A conversão em um acordo bilateral não está apta a passar por... trâmites de 'fast track' e exigiria, portanto, 60 votos no Senado."

 

Resposta - A Casa Branca não respondeu a uma solicitação por seus comentários sobre um tratamento "fast track" para o acordo com o México.

 

Retomada das negociações - A principal negociadora comercial do Canadá, a ministra das Relações Exteriores, Chrystia Freeland, chegou nesta terça a Washington para retomar as negociações com seus colegas mexicanos e americanos, na tentativa de manter o país como parte do acordo comercial.

 

Animada - Após se reunir com o representante comercial americano (USTR), Robert Lighthizer, Freeland se disse "animada" pelos avanços obtidos pelos EUA e o México sobre novo Nafta, em especial nos temas "automóveis e mão de obra".

 

Empenho - O ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, disse que trabalhará para um acordo entre os três países. "Vamos agora dedicar longas horas à negociação com o Canadá", afirmou. Videgaray disse, no entanto, que se EUA e Canadá não chegarem a acordo sobre o Nafta, pelo menos já existe um acordo entre EUA e México.

 

Tarifas - Citando fontes, a Reuters informou que o acordo anunciado por Trump permitirá aos EUA impor tarifas de até 25% sobre as importações de automóveis, SUVs e autopeças fabricados no México que superarem uma cota anual. No caso de carros e SUVs, volumes acima de 2,4 milhões de unidades estariam sujeitas à sobretaxa. Em 2017, as exportações mexicanas de automóveis e SUVs somaram quase 1,8 milhão de unidades. O USTR e o governo mexicano não responderam aos pedidos de comentário.

 

Preocupações jurídicas - O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que um acordo bilateral enfrentará "sérias preocupações jurídicas", e questionou também a ausência de detalhes sobre as cláusulas do pacto com o México. "Estou um pouco preocupado de que esse seja como o da Coreia do Norte. Eles são bem anunciados, mas não vemos os detalhes", disse Schumer.

 

Poucos detalhes - O senador democrata Ron Wyden disse: "Sabemos poucos detalhes. Há interrogações sobre se isso chega até a ter seu cumprimento fiscalizável... Estamos longe de ter chegado ao fim, e o fato é que não se pode avançar significativamente nisso sem os canadenses". (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL II: Impacto para o Brasil divide os especialistas

 

O acordo entre os Estados Unidos e o México divide analistas em relação aos impactos sobre as exportações do Brasil. Para alguns o aumento do conteúdo local para automóveis exigido no acordo entre os dois países pode afetar exportações brasileiras de partes e peças. Mas para outros o impacto deve ser pequeno.

 

Avaliação preliminar - A avaliação preliminar de Thomas Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp é de que o impacto será restrito no curto prazo. Ele ressalta que ainda não dispõe de todos os detalhes sobre o que foi negociado. Zanotto lembra também que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem autorização do Congresso apenas para renegociar o Nafta, bloco que reúne EUA, Canadá e México. Uma eventual retirada dos EUA do acordo ou a assinatura de novo entendimento dependem do aval do Congresso.

 

Setor automotivo - Com relação ao setor automotivo, o representante da Fiesp nota que haverá novas regras de origem, que exigirão uma maior agregação de valor local, bem como regras de remuneração mínima aos trabalhadores do setor. "Neste cenário, as empresas que permanecerem produzindo na América do Norte poderão ter que arcar com custos mais elevados, e provavelmente haverá aumento de preços aos consumidores locais", diz.

 

Impactos - No entanto, para Zanotto, é difícil prever os impactos dessas novas medidas para Brasil, se e quando o acordo entrar em vigor. "Já possuímos um acordo de livre-comércio no setor automotivo com o México, o ACE-55, e um eventual aumento das nossas exportações dependeria mais de questões competitivas da própria indústria brasileira do que do desfecho do

acordo entre México e EUA".

 

Restrito - Welber Barral, sócio do Barral M Jorge e ex-secretário de comércio exterior, diz que o aumento do conteúdo regional mínimo de 62,5% para 75% para a venda de automóveis sem tarifas no acordo Estados Unidos-México deve trazer impactos restritos ao Brasil. "A exigência de conteúdo regional já era alta", diz ele. "Se exportações brasileiras forem afetadas, será em produtos específicos."

 

Interesse menor - Para Barral, o acordo anunciado entre Estados Unidos e México pode reduzir o interesse para as negociações de um novo acordo comercial entre Brasil e México. "Havia um incentivo para o México negociar conosco com o risco de suspensão do Nafta", diz ele. "Agora, com o acordo anunciado por Trump, provavelmente diminui muito o estímulo do México para a negociação com o Brasil."

 

Negativo - José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), tem opinião diferente. Para ele, o acordo entre americanos e mexicanos pode afetar negativamente as exportações brasileiras para o México. De janeiro a julho, destaca ele, os embarques brasileiros aos mexicanos caíram 3,5% contra igual período do ano passado. A venda de motores para automóveis e suas partes, porém, cresceu 116%. 

 

Acumulado - Esse item se tornou, no acumulado até julho deste ano, o principal bem da pauta de exportação do Brasil aos mexicanos, somando US$ 311,9 milhões em embarques. Em igual período do ano passado foram os automóveis acabados que lideraram a pauta, com US$ 310,9 milhões. A venda desses veículos este ano caiu 68%, para US$ 99 milhões.

 

Participação - A participação do México nas exportações totais do Brasil, diz Castro, é relativamente baixa. De janeiro a julho, os embarques aos mexicanos somaram US$ 2,5 bilhões, enquanto o total das vendas brasileiras ao exterior chegou a US$ 136,5 bilhões.

 

Cena comercial - Na cena comercial, em Genebra, certos negociadores notam que a política agressiva de Donald Trump parece funcionar "e esse é o perigo". Com ameaças e brandindo medidas unilaterais, o ocupante da Casa Branca arranca mais concessões em negociações bilaterais. A avaliação de certos negociadores internacionais é de que Trump pode fechar acordos com México, Canadá e União Europeia (UE), para concentrar a pressão sobre a China, que vê como "inimigo econômico". (Valor Econômico)


Versão para impressão


RODAPE