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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4400 | 24 de Agosto de 2018

FÓRUM DE AGRICULTURA I: Modelo de intercooperação da Frísia, Castrolanda e Capal é tema de painel

A programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, teve início, na manhã desta sexta-feira (24/08), com o painel “Cooperativismo – surge uma nova economia: a economia da cooperação”, com a participação dos presidentes da Castrolanda, Frans Borg, da Capal, Erik Bosch, do superintendente da Frísia, Emerson Moura, tendo como mediador o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. Os dirigentes cooperativistas relataram os desafios e conquistas do modelo de intercooperação implantado pelas três cooperativas na região dos Campos Gerais do Paraná.

Modelo exemplar - Em 2017, em nova fase do processo de intercooperação, as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal lançaram a Unium, marca institucional para os projetos em que atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são Alegra (Carnes), três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000. Juntas, as três cooperativas que uniram forças na marca Unium, congregam 5 mil famílias de cooperados, com um faturamento anual superior a R$ 7 bilhões. “O modelo desenvolvido pela Frísia, Castrolanda e Capal é um exemplo para as cooperativas brasileiras. São boas práticas que nos inspiram e imaginamos os desafios internos que foram superados por dirigentes e cooperados, o trabalho de convencimento, engajamento e também de desapego para que a união de propósitos se concretizasse”, destacou o superintendente da OCB, Renato Nobili.

Longo prazo - Segundo Frans Borg, a intercooperação está nos princípios do cooperativismo e há várias formas de implantá-la. “Quando começamos a investir em industrialização, buscando agregar valor à produção dos cooperados, percebemos que seria loucura cada cooperativa construir sua própria cadeia industrial, pois iríamos ser concorrentes no mercado”, relatou. “Os produtores são a razão de ser do cooperativismo e a necessidade deles é igual nas três cooperativas, por que então não construir algo em conjunto”, questionou. “O segredo é pensar em longo e médio prazo. Se pensar em curto prazo, a intercooperação não acontece”, ressaltou.

Sustentabilidade - Na opinião de Erik Bosch, embora a sinergia entre as cooperativas tenha ocorrido no passado, quando as três atuaram juntas numa central cooperativa, o que explica o sucesso do projeto de intercooperação da Unium é a sustentabilidade dos negócios. “Percebemos que precisávamos voltar a atuar em conjunto, mas por meio de um modelo em que os produtores são os donos do negócio e têm um sentimento de pertencimento do projeto do qual participam. Nesse modelo, a palavra-chave é confiança, transparência e comunicação entre os parceiros”, analisou. Quanto aos resultados, o dirigente cita um relato de uma cooperada que o procurou para falar sobre a Unium. “Ela disse que agradecia a Deus pelo momento em que a cooperativa chegou a sua região, trazendo preços justos para a compra e a venda. São depoimentos que nos motivam a continuar e a aperfeiçoar nosso modelo de trabalho em conjunto”, disse.

Quebra de paradigmas - Para Emerson Moura, para começar a pensar num projeto de intercooperação, é preciso quebrar paradigmas e preconceitos. “São os muitos os desafios para implantar uma ação em parceria entre cooperativas. Não se pode ficar dizendo que o processo é difícil e inviável. É necessário avançar de forma transparente nas discussões do modelo próprio para cada realidade. Outro aspecto é a disposição em discutir sobre as decisões de forma transparente e acatá-las quando determinadas e aprovadas”, afirmou. “Quando se superam os desafios de comunicação, são abertas portas para outros processos operacionais e negócios, envolvendo todas as áreas das cooperativas. No nosso caso, um exemplo são os negócios de compra de matérias-primas para as fábricas de ração”, ressaltou.

A Unium em números

- 5 mil famílias de cooperados

- Mais de R$ 7 bilhões em faturamento anual

- Mais de R$ 800 milhões em investimentos

- 3 milhões de litros de leite processados diariamente

- 115 mil toneladas de grãos moídos por ano

- 3,2 mil suínos por dia e 1,8 mil toneladas de carne industrializadas por mês

- Exportação para 25 países

- 5 unidades industriais em Ponta Grossa e Castro (PR e Itapetininga (SP)

- As marcas da Unium: Alegra (carne suína), Colônia Holandesa (leite e derivados), Naturalle (leite), Colaso (leite e derivados), e Herança Holandesa (farinha de trigo)

 

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FÓRUM DE AGRICULTURA II: SomosCoop quer gerar reconhecimento e engajar brasileiros em torno do cooperativismo

Durante o 6º Fórum de Agricultura, ao final do painel sobre cooperativismo, a analista de Comunicação Social do Sistema OCB, Gabriela Prado, apresentou o Movimento SomosCoop. Segundo ela, a iniciativa de comunicação tem por objetivo conectar cooperativas, cooperados e integrantes do Sistema OCB em torno de uma única causa para tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade. O movimento quer despertar a consciência das pessoas para a importância do cooperativismo, gerando orgulho naqueles que abraçam a causa.

Ampliar percepções -“Apesar da relevância do cooperativismo, muita gente ainda desconhece os diferenciais desse modelo de negócios que no Brasil já tem 13,2 milhões de cooperados e gera 376 mil empregos diretos. Muitos consumidores acabam adquirindo produtos de cooperativas, mas não sabem a origem daquele produto. Um dos objetivos do movimento é ampliar a percepção das pessoas sobre o cooperativismo e os diferenciais de seu modelo de negócios”, afirmou.

Causa cooperativista -Segundo Gabriela, o movimento SomosCoop tem um propósito que resume todas as questões que abrangem o cooperativismo, desde a qualidade dos produtos e serviços ofertados, passando pela capacitação de seus profissionais e incluindo também o alcance do setor na promoção de desenvolvimento econômico e social. “Buscamos um mundo mais justo, feliz e equilibrado, com melhores oportunidades para todo mundo, esse é o nosso objetivo, que vai além de um modelo de negócios e de uma marca: temos uma causa”, ressaltou.

Inspiração-Conforme a analista de comunicação, ao criar o movimento, o Sistema OCB partiu do pressuposto de que as pessoas não querem apenas comprar um produto com bom preço e qualidade. “Os movimentos vão além de uma marca. Elas buscam uma experiência que traga um propósito maior, uma experiência que toque o coração das pessoas, tenha conexão emocional e inspire as pessoas. Esse é o nosso propósito com o movimento SomosCoop. Fazemos um convite aos cooperativistas e não cooperativistas a participarem com a gente, fazendo parte dessa rede”, concluiu Gabriela.

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INOVAÇÃO: Presidentes de cooperativas têm semana de imersão no MIT

Os presidentes, diretores e superintendentes das cooperativas paranaenses foram convidados pelo Isae Escola de Negócios para uma semana de imersão em inovação no Massachusetts Institute of Technology – MIT, em Boston, Estados Unidos. A ideia surgiu após o lançamento do Programa de Inovação construído pelo Isae e Arbache Innovations, apoiado pelo Sescoop/PR.

Programa - O Programa Leading Innovative Teams aconteceu nos dias 13 a 17 de agosto e teve como objetivo sensibilizar os participantes sobre a importância da liderança em times inovadores. Os participantes puderam desenvolver competências para criação de metodologias que selecionam e organizam diferentes tipos de equipes para a promoção prática da inovação nas cooperativas. Com os aprendizados dessa semana, eles poderão fomentar a cultura, promover discussões criativas e começar a implementar ações que desenvolverão os métodos de trabalho.

Entusiasmo - “Percebemos o entusiasmo dos participantes e que novas ideias surgiram para potencializar os desempenhos nas cooperativas. Com certeza terão desdobramentos e vamos continuar acompanhando”, informou Danielle Hernandes, coordenadora de soluções corporativas do Isae Escola de Negócios.

Condutores - Os professores David Nino, do Programa de Liderança do MIT e Fernando Arbache foram os condutores dessa turma. Entre os assuntos discutidos estavam o uso de metodologias ativas na educação, inteligência artificial, mobile learning e gamificação, além experiências práticas, estudos de casos, simulações de role-play e exercícios em grupos monitorados pela coordenação e staff do Isae. Temas como “Desenvolvendo uma visão pessoal sobre liderar suas necessidades de inovação”, “Praticar feedback positivo e negativo relacionado à performance”, “Criando um ambiente motivador que inspira liderança dos outros” foram trabalhados nos encontros.

Novas possibilidades - “A inovação também começa a partir de ideias criativas e cresce à medida que mais pessoas se envolvem no desenvolvimento de novas possibilidades. Por isso essa viagem foi tão importante e contribuirá muito para o sucesso de todo o Programa que criamos.”, acredita Thiago Martins, um dos idealizadores do Programa de Inovação. (Assessoria de Imprensa do Isae)

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ODS: Contribuição das cooperativas será discutida semana que vem

ods 24 08 2018Discutir a criação de uma rede internacional de líderes de cooperativas para encontrar soluções viáveis de alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos na agenda 2030, da ONU. Esse é um dos objetivos do workshop internacional Cooperativas para o Desenvolvimento Sustentável, inclusão social e ODS, que ocorrerá em Brasília entre os dias 27 e 29 deste mês.

Realização - O evento é uma realização do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Papel econômico- Além da rede internacional de líderes cooperativistas, ao longo do workshop também serão discutidas formas de promover o papel econômico das cooperativas como agentes de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Também serão apresentados alguns casos de sucesso e que podem ser replicados com o objetivo de reduzir a pobreza extrema no mundo até 2030.

Participações confirmadas- Já confirmaram participação, as seguintes lideranças: Niky Fabiancic, coordenador residente das Nações Unidas no Brasil; José Rodrigues Pinheiro Dória, secretário nacional de Promoção Social, Fazendas e Cooperativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Onofre Filho, diretor da OCB e membro do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional; e Sérgio Kelner Silveira, Diretor do Departamento de Educação para Cidadania e Inovação Social da Presidência da República.

Presenças - Além deles, o evento também contará com a presença de representantes de governos e também do movimento cooperativista dos seguintes países: Angola, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Guiné-Bissau, Moçambique, Paraguai, Portugal e Uruguai. (Informe OCB)

 

INTEGRADA I: Maior empresa de Londrina e uma das maiores do Brasil, segundo ranking da Exame

integrada 24 08 2018A Cooperativa Integrada é a maior empresa de Londrina, segundo o ranking da revista Exame, uma das publicações direcionadas ao mundo dos negócios mais respeitadas do Brasil. Entre as mil empresas que compõem o ranking da revista, a Integrada ocupa a 256° posição. Entre as cooperativas agropecuárias do Paraná, a Integrada é a 11°.

Valor Econômico - No ranking divulgado pelo jornal Valor Econômico, a Integrada também é destaque ocupando a 230° posição entre as 1.000 maiores empresas brasileiras. Entre as maiores cooperativas do Brasil, a Integrada é a 11° maior.

Rankings - A cooperativa, com sede em Londrina, aparece nos rankings das revistas especializadas em negócios há anos. O critério escolhido é de acordo com o faturamento das empresas. No ano passado a Integrada faturou mais de R$ 2,7 bilhões e a meta para este ano é superar a marca dos R$ 3 bilhões em faturamento.

Empenho e dedicação - Jorge Hashimoto, diretor-presidente da Integrada, observa que “essa conquista se deve ao empenho e dedicação dos mais de 9 mil associados e mais de 1.700 colaboradores que fazem parte da Integrada.”

Busca contínua - A busca pelo crescimento da Integrada é contínua. Por isso, a cooperativa não para de investir no melhor atendimento e nos melhores serviços para os seus associados. Além disso, a Integrada continua a ampliar a suas áreas de negócio. O mais recente foi o investimento no segmento de comercialização de óleo diesel para produtores rurais, a Integrada Combustíveis.

Investimentos - Os investimentos em todas as áreas de negócios da cooperativa fazem parte do planejamento estratégico da Integrada. Um dos objetivos desse planejamento é chegar em 2020 com R$ 4 bilhões em faturamento com 4% de resultado. (Imprensa Integrada)

 

INTEGRADA II: Cadeiras de roda são doadas por meio do projeto Eu ajudo na lata

integrada II 24 08 2018

 

Há cinco anos o Projeto Eu Ajudo na Lata da Integrada, uma parceria com a Unimed, arrecada lacres de latas de alumínio com o intuito de angariar recursos para aquisição de cadeiras de rodas que são doadas para abrigos de idosos em regiões onde a cooperativa atua. No último período de arrecadação, que foi de julho de 2017 a agosto de 2018, foram 330 garrafas pet de 2 litros de lacres de alumínio.

Doação - O montante foi o suficiente para adquirir duas cadeiras de rodas que serão destinadas para abrigos de idosos de Maringá e Cornélio Procópio. Kamila Savioli, analista socioambiental da Integrada, afirma que a regional Cornélio foi a que mais arrecadou nesta edição. Ao todo, foram 80 garrafas. Nos últimos cinco anos a cooperativa já doou 15 cadeiras de rodas para diferentes lares espalhados no Paraná. (Imprensa Integrada)

 

COCAMAR I: Pagar apartamento com grãos é oportunidade para cooperados

Um grupo de incorporadoras de Maringá uniu-se em uma iniciativa que tem como objetivo oferecer aos cooperados da Cocamar a oportunidade de comprarem apartamentos em edifícios recém-concluídos ou em fase final de construção, em condições facilitadas.

Empreendimentos - Na segunda e terça-feira (dias 27 e 28/08), em horário comercial, as empresas estarão promovendo na unidade da cooperativa, em Maringá, o evento denominado Oportunidades de Negócios, em que os interessados poderão efetuar suas aquisições, pagando em grãos (soja e milho). Nesses dois dias, as incorporadoras vão apresentar seus empreendimentos em uma pequena feira de imóveis no Auditório Cocamar/Sicredi, que fica bem ao lado da unidade.

Investir - O evento foi formatado para atender produtores que têm interesse em investir na cidade, adquirindo um apartamento para sua moradia, para filhos que cursam a universidade ou simplesmente como forma de aplicação segura.

Sobrepreço - Em uma negociação, será concedido um valor adicional de 10% sobre o preço de lousa da soja e do milho, no caso de pagamento em produto. O cooperado pode quitar com soja ou milho que já tem em estoque ou, se necessário, utilizar uma parte da safra de soja 2018/19, travando o pagamento restante para maio de 2019. Vão ser oferecidos apartamentos novos, modernos, com área de lazer e a preços a partir de R$ 180 mil.

Atraente - Outra vantagem oferecida, segundo as empresas, é que como vários dos edifícios já estão prontos, os preços dos imóveis se tornam mais competitivos, uma vez que não incluem os recentes aumentos das matérias-primas ocasionadas pela forte elevação do dólar. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Festival Chefs do Campo passeia pela história do agro regional

Ao resgatar pratos tradicionais de famílias de produtores rurais, pelas regiões noroeste e norte do Paraná, o Festival de Sabores Chefs do Campo Cocamar 2018 reaviva lembranças, em suas visitas a propriedades rurais, que ajudam a contar a história da própria atividade.

Migrantes - Um detalhe marcante é que nas quatro visitas realizadas até quinta-feira (23/08), em Japurá, Jussara, Floresta e Sabáudia, todas as famílias relataram a aventura de ter deixado suas terras de origem, em outros Estados, para se fixar no Paraná.

Convivência - As histórias se confundem: todas vieram para derrubar o mato, plantar café e sobreviver, por alguns anos, até a primeira colheita, de culturas de subsistência e também das pequenas criações. Dona Umbelina Leandro Barlati, esposa do cooperado Nélson Barlati, de Floresta, lembra que sua família chegou em 1969 ao município, oriunda do interior de São Paulo e, até 15 anos atrás, ainda vivia no sítio. Ela diz sentir saudades da convivência entre os vizinhos, que estavam sempre reunidos para trabalhar juntos, preparar festas e se ajudar. “A solidariedade naquela época era muito grande e as gentilezas também”, conta. Se um vizinho fazia pães, presenteava quem morava ao lado. E este, por sua vez, se abatia um animal, retribuía a cortesia.

Costumes - Carne de porco guardada na banha, em latas, para servir no almoço ou no jantar, ainda é uma recordação viva para essas famílias. “Não havia geladeira e a gente tinha o costume de conservar os alimentos”, comenta dona Creuza Fontoura, de Sabáudia, que aprendeu com a mãe, também, a fazer carne de sol. Ela e o marido residem na propriedade rural, onde há criações, horta, pomar e uma relativa tranquilidade. “Muita gente já foi embora para a cidade, com medo da violência. Mas vamos ficar aqui enquanto for possível”, completa.

Patrocínio - O Festival tem o patrocínio das empresas Estratégia Ambiental e Ford. (Imprensa Cocamar)

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SICREDI: Lideranças compartilham oportunidades e visão de futuro no Fórum Nacional, em Natal

sicredi 24 08 2018O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,8 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal – está promovendo o Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos, na capital potiguar, entre os dias 22 a 24 de agosto. Tendo como mote a “Sabedoria Grega”, o evento reúne cerca de 250 representantes, entre eles os presidentes e diretores executivos das 116 cooperativas de crédito e das cinco centrais que integram o Sistema, para realizar alinhamentos e compartilhar visões sobre planejamento estratégico, transformação, inovação e tendências de mercado financeiro e do segmento de cooperativismo de crédito.

Planejamento estratégico- Tendo o planejamento estratégico como grande pilar, o fórum tem como temas a proposta de valor por segmento, a transformação digital, a cidadania financeira e o desenvolvimento local, todos eles trabalhados de maneira que envolvam os participantes de forma inspiracional, sempre com analogia às lideranças vinculadas aos mitos gregos, seus deuses e heróis.

Engajamento - “Com esta edição do Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos, queremos cada vez mais engajar e instigar os líderes a projetar um olhar conjunto sobre oportunidades e desafios, incentivando-os a seguir construindo de forma colaborativa, no dia a dia, o futuro do Sicredi”, afirma Manfred Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla em inglês).

Relevantes - Para João Tavares, diretor presidente do Banco Cooperativo Sicredi, as visões e experiências compartilhadas pelos presidentes e diretores executivos durante o evento serão extremamente relevantes para enriquecer as discussões e para possibilitar que o Sicredi alinhe e execute as prioridades estratégicas definidas pelas cooperativas em seu planejamento.

Início - O Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos teve início na quarta-feira (22/08). Na abertura, Manfred Dasenbrock, João Tavares e Wilson Ribeiro Moraes Filho, presidente da Central Sicredi Norte/Nordeste e anfitrião do evento, fizeram uma homenagem às cooperativas de crédito que têm apoiado a expansão do Sicredi em Minas Gerais e nas regiões Norte e Nordeste do País. O dia de abertura do evento também contou com a palestra de Allan Costa, brasileiro que aos 40 anos largou um emprego de R$ 900 mil anual para empreender e tornar-se empresário, abordando o tema “Inovação e liderança”.

Dinâmicas - No segundo dia de evento (23/08), na quinta-feira, os líderes das cinco centrais regionais e das 116 cooperativas de crédito filiadas ao Sistema participam de dinâmicas para discussão do planejamento estratégico do Sicredi. No mesmo dia, Paulo Al Assal, fundador e CEO da BRCulture, consultoria de inovação e tendências, aborda o “Branding na era da disrupção”. Em sua palestra, o expert em tendências de comportamento humano e mercado também trata de assuntos como varejo, consumo e alimentação, e Luiz Serafim, head de Marketing da 3M do Brasil, fala sobre inovação. As centrais regionais ainda apresentam, no mesmo dia, cases de cidadania financeira e desenvolvimento socioeconômico local que têm contribuído para gerar impacto positivo nas suas regiões.

Cultura digital - Na sexta-feira (24/08), último dia de fórum, a inovação permanece no foco da programação, mas com um olhar para a cultura digital. Para tanto, o Sicredi convidou Gustavo Caetano, fundador da SambaTech, considerado uma das mentes mais inovadoras do País e um dos brasileiros mais influentes na Internet, que aborda em sua palestra, justamente, a “Inovação e cultura digital”.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI RIO PARANÁ I: Realizada a primeira reunião com Comitê Mulher

sicredi rio parana I 24 08 2018Com o objetivo de fomentar a participação feminina e ampliar os trabalhos voltados a esse público junto ao quadro social, a Sicredi União PR/SP realizou a primeira reunião do Comitê Mulher, uma com as representantes do estado do Paraná e outra com as mulheres participantes do Estado de São Paulo. Na ocasião, em cada encontro foram eleitas coordenadores locais e secretárias do grupo.

Ações - No encontro elas conferiram tudo que já foi realizado pela cooperativa voltado ao público feminino, participaram de uma dinâmica e puderam falar sobre a participação da mulher na sociedade. O Comitê conta com associadas das 23 agências da área de atuação da cooperativa. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

 

SICREDI RIO PARANÁ II: Movimento de cidadania jovem é lançado

Intitulado de Moove (Movimento de Cidadania e Cooperação para Jovens) promovido pela Sicredi Rio Paraná PR/SP vida integrar o jovem no cooperativismo. Desta forma, a cooperativa lança o Comitê Jovem, em que pretende despertar o interesse dos mais jovens no cooperativismo financeiro e consolidar um grupo de líderes influenciadores em suas comunidades locais.

Inquietação - “Queremos despertar nos Jovens participantes um olhar que promova inquietação com relação aos problemas ou necessidades das comunidades ondem vivem”, afirma o presidente da cooperativa, Jorge Bezerra Guedes.

Certificado - O lançamento ocorreu em um sábado mega divertido em uma chácara em Nova Londrina, Paraná, e reuniu mais de 150 participantes. Eles ainda receberam um certificado de participação e fizeram um desafio online que permitia concorrer a um celular. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

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SICOOB INTEGRADO: União da Vitória ganha agência

No último dia 20, o Sicoob Integrado inaugurou mais uma agência. Localizada em União da Vitória, a nova unidade conta com um espaço de 220 m² e modernas instalações para oferecer atendimento aos cooperados e à comunidade.

Conquista - Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Integrado, Alcir Luiz Freisleben, a agência é uma conquista para a cooperativa e também para o munícipio. “Além de fortalecer a economia local, chegamos à União da Vitória com o objetivo de levar benefícios e um atendimento diferenciado, que tem como propósito humanizar as relações financeiras”, explica.

Presenças - Além de Alcir, participaram do evento de inauguração os diretores do Sicoob Integrado Marcinei Coterli e Marcos A. Francescon, o gerente regional Marcos Cesar Piovezani, além de cooperados, convidados e imprensa local.

Autoridades - Entre as autoridades, estiveram presentes o prefeito de União da Vitória, Santin Roveda; Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Centro Sul do Paraná (Cacesul) e do Território do Iguaçu, Maria Salette Rodrigues de Melo e o secretário de Desenvolvimento do município, Valter Cano. (Imprensa Sicoob Integrado)

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UNIMED LONDRINA: Mais de 1,8 mil pessoas participam da corrida noturna neste sábado

Os mais de 1,8 mil participantes estão em contagem regressiva para o Corridas Unimed Inspira - Etapa Night. O tradicional evento da cidade registrou número recorde de inscritos e, nesta edição, conta mais uma vez com a presença ilustre das pessoas com deficiência da Afel (Associação das Famílias Especiais de Londrina) em uma das provas.

Percursos - Na corrida noturna, serão realizadas provas com percursos de 4 km e 8 km. A largada será no Mercadão da Prochet, em dois horários: às 18h45 para os participantes da Afel e às 19h30 para os demais competidores.

Premiação - A organização vai premiar os três melhores colocados em cada prova. Haverá também premiação para os melhores competidores por faixa etária e sexo.

Espaço Saúde - Além das provas, a corrida vai oferecer o Espaço Saúde para o público em geral. Nele, serão realizados serviços como alongamento, orientações preventivas, aferição de pressão e glicemia, massagem e pilates.

Data, horário e local - O Corridas Unimed Inspira - Etapa Night será neste sábado (25/08), a partir das 18h30, no Mercadão da Prochet (Av. Harry Prochet, 305). (Imprensa Unimed Londrina)

UNIMED MARINGÁ: Médico da cooperativa dá dicas para parar de fumar

unimed maringa 24 08 2018O tabagismo continua sendo a maior ameaça à saúde pública que o mundo já enfrentou, além de gerar grandes gastos para as nações, tanto pelos custos elevados de atenção à saúde, como pela perda de produtividade no trabalho. O alerta é da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os produtos de tabaco matam dois em cada três consumidores e afetam também a saúde de quem não fuma, mas inala a fumaça, são os fumantes passivos.

Dependência química - De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência química que mata cerca de seis milhões de pessoas por ano. Esse número pode chegar a oito milhões a partir de 2030. Segundo a OMS, só 600 mil fumantes passivos morrem todos os anos no mundo, dos quais 165 mil são crianças menores de cinco anos. Para conscientizar a população sobre esta realidade, o dia 29 de agosto foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Método - Segundo o médico da família da Unimed Maringá, Fábio Lopes, qualquer método para parar de fumar é válido, mas a forma para alcançar o sucesso pode variar para cada paciente, conforme a personalidade e confiança. “Para um indivíduo que está extremamente motivado e confiante em parar, é preferível tentar a parada imediata do fumo. Já os pacientes ansiosos e/ou pouco confiantes no sucesso devem tentar uma redução gradual”, explica.

Formas - Para quem quer parar de fumar sozinho, existem duas formas:

Parada imediata: deve ser sempre a primeira opção. Escolhe a data e, nesse dia, deixa de fumar;

Parada gradual: (pode-se utilizar esse método de duas formas):

- Redução do número. Para isso, é só contar o número de cigarros fumados por dia e passar a fumar um número menor;

- Adiando a hora em que começa a fumar o primeiro cigarro do dia. Vai adiando o primeiro cigarro por um número de horas predeterminado a cada dia, até chegar o momento em que não fumará nenhum cigarro.    

Duas semanas - Porém, é importante lembrar que quem escolhe a parada gradual, não deve gastar mais que duas semanas no processo e se mesmo depois de ter seguido as orientações não tiver conseguido parar de fumar sozinho, o ideal é procurar um profissional de saúde. (Imprensa Unimed Maringá)

 

IAP: Propriedades rurais poderão receber pagamento por serviços ambientais

iap 24 08 2018O Governo do Paraná publicou quarta-feira (22/08) edital para seleção de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) para o pagamento pelos serviços ambientais pelo período de um ano. O objetivo é promover a conservação e restauração de ecossistemas em áreas privadas e reconhecidas por meio de incentivos econômicos.

Recursos - Ao todo, estão disponibilizados mais de R$ 1,190 milhão oriundos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA). Os proprietários selecionados e que realizarem as ações de melhoria do serviço ambiental previstas receberão entre R$ 10 mil e R$ 50 mil por ano, de acordo com as características das RPPNs.

Limite - O prazo para inscrição das propriedades vai até 22 de setembro e somente será permitida a inscrição de até duas RPPNs por CNPJ ou CPF. “Esse é um importante e inovador instrumento de incentivo econômico, que visa compensar os proprietários de RPPN pelos serviços que são prestados a toda sociedade”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente, Antonio Carlos Bonetti.

Inscrição - Podem se inscrever qualquer RPPN, reconhecida por órgãos ambientais federal, estadual ou municipais, que tenha seu plano de manejo aprovado. As propriedades inscritas serão avaliadas por uma comissão formada por técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Elas serão vistoriadas e avaliadas quanto à sua importância ambiental e o trabalho que é realizado para sua manutenção e recuperação.

Ranking estadual - Depois serão classificadas em um ranking estadual para o recebimento de recursos. Todo o processo de seleção de locais a serem vistoriados, e a classificação das propriedades, será divulgado no site do IAP e no Diário Oficial.

Termo de compromisso - O proprietário das RPPNs selecionadas deve se comprometer, por meio de Termo de Compromisso, a promover ações de manejo na área natural e seu entorno para manter ou melhorar a qualidade do serviço ambiental prestado.

Fiscalização - Ao longo do período em que receberem o recurso, as propriedades poderão ser fiscalizadas a qualquer momento. “Nossa equipe fará o acompanhamento na aplicação do recurso para melhoria ambiental nas propriedades e em caso de descumprimento, parcial ou total, das ações propostas, o proprietário deixa de receber os valores previstos e o Termo de Compromisso será cancelado”, afirmou o presidente do IAP, Paulino Mexia.

Fila de espera - As RPPNS que por ventura tenham sido eleitas, mas não puderem ser contempladas por conta da sua posição na classificação após avaliação dos critérios de elegibilidade e priorização, entrarão em fila de espera e poderão ser contratadas, caso haja alguma desistência ou aditivo de recurso ao projeto.

RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma unidade de conservação privada, gravada com perpetuidade, cuja finalidade é conservar a diversidade biológica, sendo admitidas no seu interior tão-somente a pesquisa científica e a visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais.

Características - Para receber essa classificação, a área deve apresentar características que provem a relevância ambiental do local como, por exemplo, aspectos paisagísticos, abrigo para espécies da fauna ou flora nativas ou, ainda, justificar a recuperação ambiental devido sua grande importância para o ecossistema ou região.

Áreas urbanas ou rurais - As reservas podem ser criadas em áreas urbanas ou rurais, por pessoa física ou jurídica, sendo possível incluir em seu perímetro as áreas de reserva legal e de preservação permanente. Ela pode abranger a área total ou parte do imóvel, sem restrição quanto ao seu tamanho, desde que apresente importância ambiental.

Manifestação - Para transformar essas áreas em RPPN o proprietário deve expressar sua livre vontade de conservar a área, firmando um compromisso com o órgão ambiental e de seu critério.

Reconhecimento - Esses órgãos têm o papel de reconhecer as áreas propostas para criação de RPPN como sendo de interesse público para a preservação da biodiversidade, além de providenciar toda a documentação para possibilitar a averbação. (Assessoria de Imprensa do IAP)

 

ENERGIA RENOVÁVEL: CIBiogás lança publicação sobre estimativa de potencial de biogás

energia renovavel 24 08 2018Após a realização de levantamentos, estudos e análises, foi lançada a publicação sobre as estimativas de potencial de produção de Biogás a partir de dejetos animais no Brasil. O estudo, um dos pioneiros do setor no cenário nacional, é resultado de pesquisas com os sistemas produtivos mais expressivos do país, a suinocultura e a bovinocultura.

Produção e exportação - A suinocultura brasileira é a quarta maior do ranking de produção e exportação mundial. Já na bovinocultura, o Brasil conta com o segundo maior rebanho mundial e há mais de uma década é o maior exportador do mundo.

Consequências - Entretanto, esta alta produtividade, além do desenvolvimento econômico e social, traz também consequências ambientais, com os níveis de produção de resíduos altamente poluentes. Por isso surgiu a necessidade de ser realizado um trabalho sobre as questões ambientais destas atividades.

Informações relevantes - De acordo com uma das responsáveis pela publicação, a Engenheira Ambiental, analista do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), Jessica Mito, o objetivo do estudo foi gerar informações relevantes para o incentivo de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento das atividades agropecuárias do biogás no país.

Alternativas viáveis - “Este estudo visou o desenvolvimento de alternativas viáveis para o tratamento, a reciclagem e consequente geração de energia destes resíduos, garantindo assim uma pecuária mais eficiente e sustentável, impulsionando os índices de produtividade”, explicou a engenheira.

Link - O documento está disponível no link: https://materiais.cibiogas.org/projeto-biogasfert 

Sobre o CIBiogás - Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás é uma instituição especializada em consultoria, compartilhamento de conhecimento e análises laboratoriais em energias renováveis, com ênfase no Biogás. A instituição também promove o desenvolvimento de projetos e políticas públicas ligadas ao tema, com o objetivo de incentivar a geração de energia elétrica, térmica e biocombustível – por meio do Biogás – de uma maneira sustentável e renovável. (Assessoria de Imprensa)

 

COMBUSTÍVEL: Dólar em alta elimina efeito de subsídio, e preço do diesel deve subir em setembro

combustivel 24 08 2018Com a alta recente do dólar, o subsídio de R$ 0,30 no preço do óleo diesel dado pelo governo para conter a greve dos caminhoneiros já não é suficiente para conter o aumento de preços desse combustível para os consumidores - que vão sentir o impacto no bolso a partir do mês que vem, quando o preço de comercialização da fórmula for atualizado.

Levantamento - Levantamento feito por Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), mostra que o preço do diesel já supera o do subsídio em todas as regiões do país. Segundo Pires, seria necessário R$ 0,43 para equilibrar os preços já que o subsídio é de R$ 0,30 por litro.

Taxa de referência - O estudo considera a Ptax (taxa de referência para o câmbio calculada pelo Banco Central) em R$ 4 - ela estava nesta quinta-feira (23/08) em R$ 4,0727. "A conclusão é que com o câmbio a R$ 4 o subsídio que o governo se predispôs a dar não será suficiente para cobrir aumentos de preço. Com isso, o preço do diesel para o consumidor vai aumentar. Hoje existe R$ 0,13 não cobertos [pelo subsídio]. O valor que passar dos R$ 0,30 de subsídio terá que ser pago pelo consumidor", diz Pires.

Cálculo mensal - Isso acontece porque o Preço de Comercialização (PC) estabelecido na fórmula será calculado mensalmente até 31 de dezembro, enquanto o Preço de Referência (PR), que tem como base o mercado internacional, varia diariamente. Contudo a revisão é mensal com base nos valores do mês anterior. Assim, a diferença entre o PC e o PR que será calculada no mês que vem vai levar em consideração as diferenças de agosto e por isso o preço deve aumentar.

Prazo maior - Teoricamente a Petrobras e o importador demoram 30 dias para receber o subsídio, mas na prática o prazo é bem maior devido a dificuldades admitidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) de verificar a veracidade das notas fiscais apresentadas pelas empresas.

Insuficiente - Com o câmbio superando os R$ 4, o subsídio que o governo se predispôs a dar não será suficiente para cobrir aumentos de preço do diesel e com isso o consumidor vai ter que pagar o aumento até o próximo mês, quando o governo vai corrigir o preço. Se o PR for maior que o preço ao consumidor, o governo vai fazer o ressarcimento.

Diferença - Como o subsídio é de R$ 0,30, a diferença será paga pelo consumidor até que o preço da fórmula seja corrigido. Contudo, é preciso lembrar que o teto da subvenção já reservado pelo Tesouro é de R$ 9,5 bilhões. O que ultrapassar esse valor será pago pelo consumidor até a revisão.

Necessidade - O CBIE calcula que, se o dólar continuar a escalada, chegando a R$ 4,50 por exemplo, seria necessário R$ 0,6162 de subsídio para cada litro comercializado. No início de agosto, a diferença foi positiva para o Tesouro, que economizou com a subvenção por causa da queda do preço do diesel no mercado internacional em junho e julho devido ao verão no hemisfério Norte, que faz aumentar o preço da gasolina e reduz o do diesel que é mais usado para aquecimento. " (Valor Econômico)

Foto: Pixabay

 

INFRAESTRUTURA: Especialistas discutem necessidade de expansão da malha ferroviária

infraestrutura 24 08 2018A importância da expansão da malha ferroviária brasileira, especialmente após a greve dos caminhoneiros, que expôs a dependência do transporte rodoviário, foi discutida na tarde desta quinta-feira (23/08) durante o Seminário Infraestrutura de Transporte Ferroviário, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), dentro da 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, na capital paulista.

Apagão logístico - O presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), Pedro Machado, destacou a importância do tema afirmando que a greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, mostrou dependência que o país tem do transporte rodoviário. "Vivemos o apagão logístico com a recente greve dos caminhoneiros e sabemos que precisamos reverter a matriz de transporte do Brasil. Não podemos ficar com uma participação de 65% de caminhão na matriz, é inviável”, afirmou.

Oportunidades - O gerente setorial de Transportes e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dalmo Marchetti, disse que o país tem muitas oportunidades no setor ferroviário e que o desenvolvimento da área dará mais competitividade ao Brasil. “A visão de que o Brasil precisa reduzir custos logísticos está muito em paralelo com o desenvolvimento do setor ferroviário. Vamos atingir essa redução na medida em que a ferrovia brasileira se insira na carga geral. Porque a grande parte do TKU [toneladas por quilômetro útil] brasileiro está na carga geral.”

Redução de custo - Segundo Marchetti, por mais que se construam corredores de exportação, a redução de custo logístico estará fundamentada na capacidade da ferrovia de competir com o modal rodoviário. Ele ressaltou que a indústria nacional é capaz de fornecer praticamente 90% do que é necessário para transporte ferroviário de carga e de passageiros.

Potencial - “O Brasil tem tudo para ter transporte de passageiros de longo percurso, com excelente qualidade técnica, transporte de cargas diversificadas e mobilidade por meio ferroviário nas cidades”, acrescentou Marchetti, que destacou a possibilidade de parcerias público-privadas (PPPs). “Podemos pensar em PPPs – não acho nenhum palavrão falarmos de investimento público no setor ferroviário, desde que ele esteja justificado do ponto de vista econômico.” Para ele, a justificativa econômica incluiria menor custo de manutenção de veículos, menos acidentes e menos emissões de poluentes.

Necessidade - O diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Luís Felipe Valerim, enfatizou a necessidade de diversificação da matriz de transporte do país com finalidade de aumentar a competitividade e reduzir os custos logísticos. Ele defendeu a prorrogação das concessões de ferrovias como um fator de viabilização do desenvolvimento do setor ferroviário brasileiro.

Processo - “Em alguns momentos, nos últimos 10 dias, tive a impressão de que o processo [de prorrogação de concessões] tem caminhado para trás, sobretudo, na visão que tem sido desenvolvida por órgãos de controle e nas discussões de constitucionalidade da lei que dá lastro a essa política pública de antecipação de investimentos, que eram questões que já tinham sido pacificadas”, disse.

Ação - No início da semana passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei 13.334/2016, que estabelece diretrizes gerais para a prorrogação antecipada de contratos de concessão ferroviária. De acordo com Raquel Dodge, a lei tem dispositivos que contrariam os princípios constitucionais da eficiência, da impessoalidade, da moralidade e da razoabilidade, além de violar a regra da licitação e comprometer a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade.

Fruto - A lei é fruto de conversão da Medida Provisória 752/2016, que previa a possibilidade de prorrogação antecipada dos contratos, mediante investimentos não previstos nos contratos originais e o atendimento de determinadas condições. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: Aporte no 'banco dos Brics' deve ser adiado para 2019

interncional 24 08 2018O governo planeja postergar para o ano que vem o aporte de US$ 300 milhões que seria feito em 2018 no Novo Banco de Desenvolvimento, o "banco dos Brics". O adiamento foi proposto para destinar recursos a áreas do Executivo com demanda de verbas - como a Casa da Moeda.

Repercussão internacional - Auxiliares do governo admitiram que essa proposta pode ter repercussão internacional, ainda mais no cenário de incertezas eleitorais que envolvem a sucessão do presidente Michel Temer. Procurado, o Itamaraty informou que não tem conhecimento de nenhum estudo da área econômica nesse sentido e não emitiria, portanto, comentário a respeito do tema.

Ministério da Fazenda - Já o Ministério da Fazenda avalia que o adiamento não traz problemas para a participação brasileira na instituição, porque o prazo para o pagamento é o dia 3 de janeiro do ano que vem.

Cancelamento - Pela ideia sendo discutida, será cancelada a dotação orçamentária prevista neste ano para o "banco dos Brics" e o pagamento será incluído no Orçamento de 2019, a ser enviado ao Congresso Nacional até o fim deste mês. Dessa forma, a avaliação dos técnicos é que o compromisso do país estaria assegurado.

Investimentos - O banco foi criado em conjunto pelos integrantes do grupo dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – para investimentos em projetos de infraestrutura e projetos de desenvolvimento sustentável. O capital inicial a ser subscrito é de US$ 50 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões serão divididos igualmente pelos cinco países, ou seja, US$ 2 bilhões para cada um deles, em até sete parcelas.

Pagamento - As demonstrações financeiras do banco confirmam que o Brasil já pagou três parcelas ao banco, que somam US$ 700 milhões. Essa mesma quantia também foi pagar por Índia, China e África do Sul. Apenas a Rússia adiantou mais uma parcela até o fim de 2017 - chegando a US$ 1 bilhão em aportes. Segundo os documentos, todos os países fizeram seus pagamentos até hoje de acordo com as regras acordadas.

Parcelas - De acordo com o Ministério da Fazenda, o Brasil ainda tem que pagar R$ 1,3 bilhão ao banco, em quatro parcelas. Duas de US$ 300 milhões cada a terão de ser depositadas em 3 de janeiro de 2019 e 3 de janeiro de 2020, e outras duas de US$ 350 milhões precisam ser pagas em 3 de janeiro de 2021 e 3 de janeiro de 2022.

Remanejamento - Segundo auxiliares do Executivo, é preciso remanejar recursos que iriam ao banco dos Brics para áreas como a Casa da Moeda porque a estatal presta serviços que poderiam prejudicar diretamente a população, como a emissão de passaportes.

Educação - O pagamento ao banco dos Brics não é o único corte que está sendo discutido em 2018. Um dos que estão sendo discutido envolve R$ 111 milhões em recursos da Educação.

Geração de receitas - A justificativa é que a maior parte dessa rubrica dependia da geração de receitas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que está sendo frustrada.

Saúde - O governo planeja ainda cortar recursos orçamentários de R$ 60 milhões da Saúde. Em Cidades, o valor proposto é de R$ 35 milhões. Na Integração Nacional, R$ 16,5 milhões. Na verba da Presidência, R$ 16 milhões. Na Agricultura, R$ 5 milhões. Ao todo, os cancelamentos superam R$ 500 milhões.

Prioridade - Até agora, a redistribuição orçamentária que está sendo discutida entre equipe econômica e Palácio do Planalto indica que oito áreas têm prioridades. O que mais receberia recursos é o Ministério das Relações Exteriores, com R$ 292 milhões a serem recebidos para exercer atividades fora do país. Em seguida, está o Ministério da Fazenda (com R$ 286 milhões), responsável pela Casa da Moeda.

Desenvolvimento Social - Já o Ministério do Desenvolvimento Social receberia R$ 155 milhões, com recursos sendo direcionados principalmente às agências do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Segundo membros da equipe econômica, os escritórios correm risco de funcionamento devido à falta de verbas. Também receberiam recursos pastas como Advocacia-Geral da União (AGU), Cultura, Justiça, Planejamento e Trabalho. (Valor Econômico)

 


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