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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4397 | 21 de Agosto de 2018

FÓRUM DOS PRESIDENTES: A educação política é a melhor e única saída para a crise, afirma Griebeler

forum destaque 21 08 2018Convidado a apresentar o cenário e as perspectivas para as eleições 2018 no Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, na quarta-feira (22/08), em Curitiba, o cientista político e professor do Ibmec Brasília, Juliano Griebeler, destaca a importância do Programa de Educação Política (parana.coop+10), ação do setor cooperativista voltada ao estímulo do voto consciente. “É uma iniciativa fundamental que deve ser repercutida porque, de fato, a educação política é a melhor e a única saída para a crise política que a gente vive. Vai agregar bastante a todos que estão participando do processo e ajudar na qualidade da democracia, no final das contas”, afirmou em entrevista ao jornalista Alexandre Salvador concedida para o programa de rádio “Informe Paraná Cooperativo”, produzido por meio de parceria entre o Sistema Ocepar a WebcomBrasil. Clique aqui para conferir o áudio disponibilizado no Portal Paraná Cooperativo. 

Palestra - Giebeler vai ministrar palestra logo após a abertura do evento, quando o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, irá falar, às 19h, sobre o paraná.coop+10. Cento e trinta lideranças cooperativistas de várias regiões do Estado são esperadas para Fórum dos Presidentes.  

Fórum de Agricultura - Na quinta e sexta-feira (23 e 24/08), os participantes acompanham a programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado desde 2013 pelo Núcleo de Agronegócio do jornal Gazeta do Povo, com o apoio do Sistema Ocepar. Nesta edição, o evento vai debater o tema “O campo digital e conectado, o grande desafio do século XXI”, com a presença de especialistas brasileiros e de outros países. De acordo com os organizadores, a ideia é tratar sobre as tendências do cenário global, a partir do potencial e perspectivas da América do Sul.  

Painéis - Durante o Fórum serão realizados diversos painéis que vão discutir os seguintes temas: Agricultura 4.0 - A tecnologia que alia produção e sustentabilidade; OMC - Geopolítica de potências mundiais desafia comércio internacional; O campo digital e conectado - O grande desafio do século XXI; Tecnologia e inovação - O modelo de inovação de Israel, uma nação agritech; Carnes - Barreiras comerciais e sanitárias na expansão do mercado de carnes; Grãos - Década de protagonismo e liderança na América do Sul; Mercado - Riscos e oportunidades na concentração da produção, do mercado e da exportação; Logística - Além da rodovia, composição multimodal garante competitividade e segurança no escoamento da produção; Campo e cidade - A experiência da relação urbano-rural, o caso uruguaio sobre a consciência agropecuária; Cooperativismo - Surge uma nova economia, a economia da cooperação; Crédito sustentável - Uma produção que cresce alavancada, mas que precisa e regras para continuar; Agroflorestas - O agronegócio de base florestal como contraponto aos desafios ambientais do século XXI; Meio ambiente - Não basta produzir ou preservar, é preciso ser sustentável na preservação e no abastecimento; e Infraestrutura e telecomunicação - No limite da conexão, o campo hi-tech, como conectar o Brasil continental?. 

 

Inscrições - As inscrições das lideranças cooperativistas serão apoiadas pelo Sistema Ocepar, e deverão ser efetuadas pelo link: FórumPresidentesOutlook2018. Dúvidas poderão ser esclarecidas com Humberto Bridi ou Carolina Teodoro, pelos e-mails carolina.teodoro@sistemaocepar.coop.br e humberto.bridi@sistemaocepar.coop.br, ou pelos telefones: (41) 3200 1121 e 3200 1134. 

 

Clique aqui para mais informações sobre o Fórum dos Presidentes / Fórum de Agricultura da América do Sul

 

 

CIDADANIA: Sistema OCB divulga mais um vídeo da série “Cooperativismo e as Eleições 2018”

 

cidadania 21 08 2018O Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) está disponibilizando mais um vídeo da série “Cooperativismo e as Eleições 2018”, por meio dos seus canais de comunicação: site, Twitter,YouTube e Facebook. Trata-se do terceiro material com orientações sobre esse importante momento para a população brasileira, que no dia 7 de outubro irá às urnas para eleger os candidatos à presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados e governos estaduais. 

 

Clique aqui para conferir na íntegra o vídeo

 

INTERCOOOP: Lideranças paranaenses participam de evento que discute gestão no cooperativismo

Lideranças paranaenses, entre as quais o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o superintendente Robson Mafioletti, presidentes de cooperativas e profissionais do Sescoop/PR, estão participando do Intercoop. O evento, promovido pelo Sistema OCB, iniciou na manhã desta terça-feira (21/08), em Brasília, e está discutindo a gestão do negócio cooperativo com a presença de aproximadamente 500 representantes do movimento cooperativista de todo o país. O ex-presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, participa como palestrante e foi convidado a falar sobre a jornada da autogestão. A programação de hoje contempla a apresentação de uma série de palestras técnicas sobre governança, gestão e desempenho.

Pauta- Nesta quarta-feira (22/08), estarão em pauta assuntos como recuperação de créditos tributários e os cenários do leite, de frutas, grãos, insumos e carnes. Também haverá a apresentação de casos de cooperativas que encontraram formas inovadoras em relação à fornecedores, sucessão, necessidades do cliente, compliance e, ainda, modelo de negócio cooperativista.

Outros eventos– Além disso, será realizado o Seminário de Autogestão, com objetivo desenvolver as lideranças para aprimorar a análise do desempenho da cooperativa. No encontro também será ainda promovido o Encontro dos Superintendentes do Sistema OCB, quando será dado início ao processo de planejamento de ações para 2019 e discutidos diversos pontos, como a realização do Congresso Brasileiro do Cooperativismo. (Com informações e fotos da OCB)

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MÍDIA: Reportagem mostra como cooperativismo mudou a vida de agricultores de Corumbataí do Sul

 

O trabalho realizado pela Cooperativa Coaprocor com produtores de Corumbataí do Sul (PR) foi destaque no Programa Caminhos do Campo, exibido pela RPCTV no domingo (19/08). O apresentador Sandro Ivanowski esteve no município para mostrar como os agricultores, que antes cultivavam café, partiram para a diversificação das atividades, começando pelo maracujá, e hoje estão prosperando nos negócios, com apoio do cooperativismo. Além de receber a produção dos cooperados, a cooperativa industrializa parte da matéria-prima, transformando a em polpa de fruta que, em breve, deverá ser comercializada também para o exterior.

 

Clique aqui para conferir a reportagem na íntegra

 

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SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Cooperativa realiza Reuniões de Prestação de Contas

 

Durante os meses de julho e agosto, a diretoria da Cooperativa Sicredi Planalto das Águas PR/SP reuniu mais de 2 mil pessoas, entre associados e convidados. Dos assuntos levados para conhecimento dos presentes, destaque para os indicadores de desempenho, onde o empreendimento cooperativo apresentou crescimento em todos comparando com o mesmo período de 2017 (base de junho/17): em associados crescimento de 13,8%; no crédito comercial crescimento de 25%; crédito rural com acréscimo de 31,7% nas operações. 

 

Crescimento sustentável - “Vemos notícias de crise no Brasil e a cooperativa, através de um atendimento mais próximo e uma série de diferenciais, mostramos que conseguimos crescer de forma sustentável em todos os indicadores”, comenta o diretor executivo, Valmir Dzivielevski. 

 

Resultado - O resultado acumulado pela instituição teve um aumento de mais de 50%, comparado ao primeiro semestre do ano passado. Também foi dado o recado sobre a importância dos produtores rurais estarem enviando os projetos para acessar os recursos do Plano Safra 2018/2019, disponíveis na cooperativa. 

 

Sorteio - Na oportunidade, foram apresentados os sorteados na promoção Eu Poupo sim, onde três associados da cooperativa foram sorteados, dois nos sorteios semanais no valor de R$ 2 mil e um, no sorteio mensal, no valor de R$ 50 mil. Momento de apresentar aos presentes a importância e os benefícios quando os associados utilizam seguros do Sicredi para diminuir o impacto ocasionado com os infortúnios. 

 

Indenizações - No primeiro semestre, foram 143 associados indenizados, que contrataram as diferentes modalidades de seguros e evitaram a perda do capital. Também apresentado aos associados, o portfólio de cartões, com muitas opções para atender os diferentes perfis, seja para pessoas físicas, seja para ajudar as empresas na organização de seus pagamentos: “Vemos o preconceito que existe sobre os cartões de crédito, mas o que devemos afirmar, é que, se o cartão for bem utilizado, pagando a fatura em dia, é uma excelente maneira de organizar os pagamentos, podendo parcelar pelo preço à vista e ainda com até 40 dias para realizar o pagamento”, destaca Eric Martins, diretor de Negócios da Sicredi Planalto das Águas. 

 

Conta digital, eleições e aniversário - Também foi apresentada a conta digital Woop Sicredi, para quem quer movimentar sua vida financeira através do smarphone (para saber mais acesse www.woopsicredi.com). No ano de eleições, os dirigentes da cooperativa apresentaram o Paraná.Coop+10, iniciativa da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) que incentiva a formação de uma rede de comunicação para estimular a educação política, com objetivo de promover o voto válido e consciente. O último assunto apresentado foi a aniversário de 35 anos da cooperativa, comemorado no dia 10 de agosto. Criada com o objetivo de atender as necessidades de agricultores da região, hoje atende a todos os públicos e segue em ritmo de expansão. 

 

Agradecimento - “Agradecemos aos associados e colaboradores que através da cooperativa, que ao longo dos anos puderam contribuir com o desenvolvimento regional, para nós é motivo de muita alegria chegar a essa importante data”, Adilson Primo Fiorentin, presidente da Sicredi Planalto das Águas PR/SP. (Imprensa Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

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SICOOB COIMPPA: Realizada ação para prospecção de novos cooperados

 

O Sicoob Coimppa realizou uma ação em Belém, no dia 14 de agosto, para divulgar os benefícios oferecidos aos cooperados Pessoa Jurídica. Os gerentes de Relacionamento, Renee de Nazaré Silva Sarmento, Maylton Miranda Silva e Mássimo Roberto Meireles Morais, e a diretora de Negócios, Lucimeire Nunes de Araújo, visitaram diversas empresas e apresentam o portfólio de produtos e serviços.

 

Benefícios mútuos - Para Maylton, a prospecção de novos cooperados traz benefícios mútuos. “Tanto para a singular, que cresce e amplia sua atuação na comunidade local, quanto para o associado, que também é dono da cooperativa e por isso, tem participação nos lucros”, diz.

 

Próximo passo - Segundo Lucimeire, o próximo passo é buscar a manutenção e fidelização dos novos cooperados. “Queremos criar um relacionamento duradouro para tornar o Sicoob a principal instituição financeira das pessoas e empresas que agora fazem parte da cooperativa", explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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UNIMED MARINGÁ: Inscrições para Copa Unimed prosseguem até 31 de agosto

 

unimed maringa 21 08 2018Alunos entre 11 e 16 anos matriculados em escolas públicas e privadas de Maringá e região podem participar da 21ª edição da Copa Unimed. As inscrições, que vão até o dia 31 de agosto, devem ser feitas somente por professores das instituições pelo site www.copaunimed.com.br

 

Modalidades - Ao todo são 13 modalidades: Atletismo, Basquete, Ciclismo, Futsal, Ginástica Rítmica, Handebol, Judô, Taekwondo, Tênis de Mesa, Voleibol, Vôlei de Praia, Natação e Xadrez. Também há três modalidades paralímpicas: Atletismo, Natação e Xadrez. 

 

Abertura - A abertura da competição será em 17 de outubro, às 19h, no Ginásio de Esportes Chico Neto. A entrada é de graça. Os jogos acontecerão entre os dias 18 e 27 de outubro em ginásios e centros esportivos da cidade.

 

Recorde de participação - No ano passado, a Copa Unimed teve recorde de participação, com cerca de 3,7 mil alunos, de 101 instituições. Ao fim da competição os vencedores de cada modalidade recebem medalhas e troféus.  

  

A Copa Unimed - Um dos maiores eventos esportivos escolares do Sul do Brasil, a Copa Unimed é um evento de integração entre os alunos da rede pública de ensino e escolas privadas que tem o objetivo de promover a cidadania e incentivar a prática de esportes. 

 

Cidadania - A Unimed Maringá acredita que o esporte é uma ferramenta de construção de cidadãos e, por meio de projetos como este, tem alcançado excelentes resultados, como a descoberta de talentos que hoje se destacam no cenário esportivo nacional. (Imprensa Unimed Maringá)

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Proposta autoriza cooperativas de crédito a emprestar recursos de fundos constitucionais

 

camara deputados 21 08 2018Os bancos cooperativos e as confederações de cooperativas de crédito poderão emprestar recursos dos fundos regionais de financiamento. A medida consta no Projeto de Lei 9261/17, do deputado Luiz Cláudio (PR-RO), em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

Alteração - A proposta altera a Lei 7.827/89, que regulamenta os fundos constitucionais do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste (FNE, FNO e FCO). O projeto estabelece que os bancos cooperativos e as confederações de cooperativas de crédito deverão receber, no mínimo, 10% dos recursos dos fundos.

 

Administração - Atualmente, os recursos são administrados pelos bancos do Nordeste (FNE), da Amazônia (FNO) e do Brasil (FCO). Pela proposta, eles continuarão exercendo o papel de administradores, mas poderão usar a rede das cooperativas para empresas recursos.

 

Reduzir distância - Segundo Luiz Cláudio, a proposta visa reduzir a distância entre os bancos oficiais, que gerenciam o patrimônio dos fundos, e o setor produtivo destinatário dos recursos. “Na região Norte, por exemplo, o problema é agravado em face das dimensões continentais da Amazônia”, afirma. “As cooperativas primam por uma atuação mais próxima às pessoas, com claros benefícios para o fortalecimento das economias locais.”

 

Tramitação - O PL 9261/17 será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)

 

SENADO: País pode ganhar novo marco para o setor agropecuário

 

senado 21 08 2018Passados mais de 20 anos do estabelecimento da Política de Garantia de Preços Mínimos, o setor agropecuário pode estar prestes a ganhar um novo incentivo com a aprovação de um projeto de lei que aprimora os mecanismos de subvenção governamental ao seguro rural - o Projeto de Lei do Senado (PLS) 185/2017 da senadora Kátia Abreu (PDT-TO). A discussão da proposta na Comissão Assuntos Econômicos (CAE) foi encerrada no último dia 7 e deve ser votada na próxima reunião do colegiado, ainda a ser agendada.

 

Alteração - O texto, que seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados caso seja aprovado na CAE, altera a Lei 8.427, de 1992 para permitir que o prêmio dos contratos de opções de venda negociados por meio da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F) possa ser subvencionado com recursos oriundos do Orçamento da União.

 

Cobertura maior - O PLS 185/2017 também amplia a cobertura do seguro rural, passando da proteção contra apenas riscos climáticos para garantir também outros tipos de sinistros derivados, por exemplo, de epidemias, comercialização ou variações cambiais. O texto incluiu a equalização do seguro rural — além da equalização de juros em empréstimos rurais e da garantia de preços — entre os itens abrangidos pela Lei 8.427/1992.

 

Lei de Subvenção - O projeto ainda altera a Lei 10.823/2003, conhecida como Lei de Subvenção do Seguro Rural, para transferir o encargo da equalização dos prêmios do seguro rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

 

Modernização - Para Kátia Abreu, após 26 anos de vigência da Lei 8.427/1992 e 15 anos da Lei 10.823/2003, tornou-se necessária a modernização de seus textos para que sejam criadas no Brasil as condições de implementação de uma política efetiva de gestão de riscos no setor agrícola. Ela afirma que o projeto estabelecerá o terceiro marco do setor.

 

Evolução - “O primeiro foi com o presidente Collor quando ele estabeleceu a política de preços mínimos no país, mudando a forma de financiamento da produção. Mas, depois, quero lembrar, em 2003, veio o projeto do Moacir Micheletto que, depois de anos de luta junto com Jonas Pinheiro, eu ainda era deputada, nós fizemos o seguro de clima. Na época, nós queríamos fazer o seguro de preço também, de risco de mercado, mas não foi possível e nós só ficamos com o seguro de clima. Esses foram os dois grandes avanços: em 1992, em 2003, ainda no governo Lula, e agora, em 2018, aprovando esse aqui, teremos o terceiro marco para a agricultura brasileira”, apontou.  (Agência Senado)

 

GRÃOS: Conab prevê alta produção e cotação para próxima safra de soja

 

graos 21 08 2018A demanda chinesa pela soja brasileira, causada pela guerra comercial com os Estados Unidos, deve levar a um aumento na área plantada do grão e a uma produção recorde no mundo na safra 2018/19. Mesmo assim, a rentabilidade deve continuar alta, ainda que possa afetar a expectativa para a produção de outro grão de verão, o milho, que também acabaria com cotações acima da média histórica. A análise é de estudos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e foi divulgada na segunda-feira (20/08), com base em números do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na sigla em inglês). 

 

Previsão - A previsão é de que os EUA colham 124 milhões de t (toneladas) de soja e o Brasil, 120 milhões de t. Assim, a safra mundial chegaria ao recorde de 367 milhões de t. Contudo, as disputas comerciais promovidas pelo governo de Donald Trump levaram os chineses a anunciar uma taxação de 25% sobre o grão norte-americano, o que deve manter em alta a demanda e levar ao pagamento de bons prêmios nos portos pelo produto brasileiro. 

 

Tendência - Com isso, há uma tendência entre analistas de apontar o aumento da área plantada de soja, tanto no Paraná quanto no Brasil. Por consequência, deve impactar na redução da quantidade de terras destinadas ao milho, que vem de quebra nesta colheita que apenas não causou dano maior às atividades dependentes de rações porque os estoques nacionais do produto estavam relativamente altos. Porém, não está claro sobre como ficará a situação ao fim da colheita de primeira safra em 2019. 

 

Liquidez - "Há 15 anos a safra de soja vem aumentando e a de milho primeira safra, diminuindo", diz o professor de economia Eugenio Stefanelo, da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e da FAE. Ele considera que, tanto Paraná quanto Brasil, devem ter ampliação da área plantada de soja de até 4% na próxima safra, que começa a ser plantada em setembro, em relação à anterior. "O produtor tem preferido plantar soja porque há maior liquidez e menor custo de produção, deixando o milho para a segunda safra. Assim, a área para o milho deve cair até 2%", completa. 

 

Em florescimento - Stefanelo afirma que os EUA estão com a soja já em florescimento e sem ter enfrentado problema climático relevante, o que deve confirmar os números da Usda. No entanto, diz que não é nesse cenário que o agricultor está de olho, mas na variação do câmbio no País e na demanda chinesa nos portos nacionais. 

 

Fatores - Os dois fatores levaram a saca a um preço em torno de R$ 92, no Porto de Paranaguá, e a prêmios de US$ 2 por bushel - a saca de 60 kg corresponde a 2,2 bushels, medida usada para exportações. "Os produtores estão animados porque os contratos de venda antecipados giram em torno de R$ 85 por saca, o que induz a escolha pela soja, apesar de o milho também estar com cotação alta, de até R$ 42, em Paranaguá", conta Stefanelo. 

 

Capacidade - Para o analista de desenvolvimento técnico de mercado da Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), Maiko Zanella, apenas o Brasil tem capacidade de absorver a demanda chinesa. "Da soja exportada no mundo, 48% vêm do Brasil e 36% vêm dos EUA, o que dá 84% do total", diz. 

 

Pressão - No entanto, Zanella considera que há pressão em relação ao milho. "Também vai valer a pena plantar milho, porque a safra 2017/18 deve ficar em 12 milhões de t, quebra de 33% em relação aos 18,2 milhões de 2016/17." 

 

Deral - De acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento), a estimativa para a próxima safra no Paraná sairá somente após o próximo dia 28. Questões como a greve dos caminhoneiros e o aumento dos custos de produção fizeram com que nem todos os agricultores tivessem em mãos os insumos, o que fez com que o trabalho de levantamento de dados em campo precisasse ser mais detalhado. (Folha de Londrina)

 

MERCADOS: Futuro dos alimentos em debate na Europa

 

mercados 21 08 2018Cresce na Europa o debate sobre o tipo de agricultura e alimentação mais saudáveis para a população, o que tende a aumentar a pressão sobre o modo de produção em países exportadores como Brasil e Estados Unidos.

 

Suíça - Na Suíça, que importa metade dos alimentos que consome, o governo federal programou para o dia 23 de setembro a votação de duas iniciativas populares que propões o endurecimento de exigências ambientais e sociais na produção e na venda de alimentos. E a primeira pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira no país sinalizou que o apoio a ambas é de entre 75% e 78%.

 

Assinatura - No país, que atualmente tem pouco mais de 8 milhões de habitantes, uma iniciativa popular, para ser submetida ao voto, precisa ter recolhido pelo menos 100 mil assinaturas de eleitores.

 

Alimentos saudáveis - Apresentada pelo Partido Verde, a iniciativa “Por alimentos saudáveis e produzidos em condições justas e ecológicas” pede que o governo reforce a oferta de produtos de boa qualidade, ambientalmente sustentáveis e corretos do ponto de vista de trabalho e do bem-estar animal.

 

Controles específicos - Isso significa, por exemplo, introduzir controles específicos para garantir que alimentos importados também sejam produzidos de acordo com os padrões helvéticos. Esse controle viria com aumento de tarifas de importação.

 

Origem - A origem, o modo de produção e os ingredientes dos alimentos deverão ser claramente indicados nas embalagens. A iniciativa também prevê estímulos à redução do impacto do transporte de alimentos sobre o ambiente e à promoção de produtos locais e sazonais.

 

Soberania alimentar - A segunda iniciativa popular, “Pela soberania alimentar”, apresentada pelo sindicato agrícola Uniterre, reivindica do governo suíço uma nova política agrícola que reflita os custos de produção, proíba os transgênicos e contemple medidas que incentivem a diversificação da oferta local, inclusive por meio de barreiras contra alimentos importados.

 

Prática - Na prática, os padrões helvéticos poderiam barrar, por exemplo, a entrada no país de tomate espanhol, suspeito de ser produzido a partir de condições trabalhistas precárias; do “fois gras” francês, sempre criticado pelo sofrimento dos gansos; e também da carne bovina americana que contenha hormônio.

 

Governo - O governo suíço diz apoiar de maneira geral as ideias colocadas em votação, mas recomendou que a população rejeite as duas iniciativas. Para tal, alegou que o país já tem padrões estritos e elevados o suficiente para garantir a boa qualidade dos alimentos consumidos.

 

Consequência - Além disso, as iniciativas teriam como consequência um fechamento maior do mercado suíço, e o país tem que respeitar os acordos comerciais que assinou, de forma que não pode ampliar barreiras protecionistas como desejam os autores das iniciativas.

 

Ambientalistas - Para parlamentares de diversos partidos, grupos ambientalistas querem, de maneira dissimulada, estabelecer um “diktat” (exigência imposta pela força) com sua visão de alimentação saudável e limitar as opções do consumidor”.

 

Elevação dos preços - Segundo essa visão, uma das consequências seria a elevação dos preços dos produtos, o que estimularia o “turismo de compras”. Hoje, um entre três suíços já faz compras na França, na Alemanha ou na Itália, que são países vizinhos.

 

Importação - Os defensores das iniciativas insistem que, apesar dos padrões mais duros impostos pelo governo da Suíça no ano passado, o país continua a importar carnes e ovos originários de produção “escandalosa e [marcada pela] exploração dos trabalhadores, sem que os consumidores sejam corretamente informados”. Para eles, a situação poderá piorar se sair o acordo comercial que a Suíça quer assinar com o Mercosul.

 

Debate - A votação das iniciativas na Suíça reflete um debate que aumenta na Europa. Nesta semana, o jornal “Le Monde”, de Paris, publicou em manchete de primeira página como os hábitos alimentares estão mudando, colocando em segundo plano temas como guerra comercial e crise na Turquia.

 

Proteínas vegetais - A reportagem realça que o mercado mundial de proteínas vegetais registra crescimento de 5,5% ao ano, em média, e que os franceses estão reduzindo o consumo de carne. Diz, ainda, que a saúde está no topo das preocupações quando cada um prepara sua refeição.

 

Vínculos - Escândalos sanitários, canais de televisão revelando bastidores da indústria agroalimentar e estudos médicos mostrando vínculos entre o que se come e doenças como obesidade, diabete ou câncer têm servido como um eletrochoque na população.

 

Escândalo - Conforme o “Le Monde”, o escândalo envolvendo fórmula infantil láctea da Lactalis contaminada com salmonela ilustrou os limites do autocontrole das empresas. A presença de nitratos em salsichas ou a produção intensiva de salmão na Noruega tampouco ajudam.

 

Mudanças de hábitos - A caça ao glúten, à lactose, ao óleo de palma, a produtos muito açucarados, a pesticidas como o glifosato e a outros aditivos ilustra a mudança de hábitos alimentares entre os “millennials”, os jovens entre 18 e 35 anos. E os novos modos de consumo vão continuar a elevar a pressão sobre grandes produtores e exportadores agroalimentar, concordam analistas. (Valor Econômico)

 

HUB LABORATORIAL: Sistema vai integrar até fim do ano a rede de laboratórios oficiais e credenciados

 

hub laboratorial 21 08 2018O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai instalar até o fim do ano o sistema Hub Laboratorial para centralizar todas as informações de amostras dos seis Lanagros (Laboratório Nacional Agropecuário) e da rede de 450 laboratórios credenciados no país. A cada ano, são feitas cerca de 33 milhões de análises laboratoriais pela rede do Mapa e credenciados. O secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, avalia que o Hub irá proporcionar maior grau de transparência, como está sendo reivindicado por importadores. 

 

Rastreamento - O Hub Laboratorial vai rastrear as amostras desde a coleta na propriedade até o resultado final da análise. As informações serão acessadas em tempo real, com acompanhamento da custódia da amostra (guarda), manutenção do material, insumos aplicados, análises realizadas, permitindo o controle e a auditoria de todas as ações envolvidas. Os laboratórios, por sua vez, poderão planejar melhor seu trabalho. A decisão foi tomada em reunião na quinta-feira (16/08) entre o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, o coordenador-geral de laboratórios agropecuários, Rodrigo Nazareno e outros integrantes do Mapa. 

 

Combate de fraudes - O sistema é voltado para o combate de fraudes ou quaisquer desvios de finalidade em análises laboratoriais. O foco inicial do sistema são as análises de Salmonella e Listeria em carcaças de frango, em resposta a problemas apontados na “Operação Trapaça”, deflagrada pela Polícia Federal com apoio do Mapa, no início de março. “A defesa agropecuária compreende ações que visam evitar danos à saúde dos consumidores, aos rebanhos e lavouras e que eliminem o risco econômico para o Brasil”, observou o coordenador-geral.

 

Resultados - “Não são necessários grandes investimentos, apenas a integração total dos sistemas existentes no Mapa e a implantação de alguns que serão instalados”, explica Rodrigo Nazareno. “O Hub pode ser executado e vai trazer resultados que permitirão melhorar o planejamento da fiscalização sanitária no país”, acrescenta Nazareno.

 

Economia e eficiência - A racionalização das análises, de ponta a ponta, vai gerar economia e ganho de eficiência. Atualmente o auditor fiscal federal agropecuário faz a coleta da amostra no campo, preenchendo, formulário, por vezes, manualmente, e, quando a amostra chega no laboratório, as informações do formulário devem ser transcritas. Com o Hub as informações da coleta serão enviadas diretamente ao laboratório e o resultado diretamente à pessoa que solicitou a análise, com ganho de tempo. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit de US$1,6 bi na terceira semana do mês

 

comercio exterior 21 08 2018A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,682 bilhão na terceira semana de agosto, resultado de exportações no valor de US$ 5,389 bilhões e importações de US$ 3,707 bilhões.

 

Média diária - Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (2/08) pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, a média diária das exportações chegou a US$ 1,078 bilhão, 26% acima da média de US$ 855,6 milhões obtida na semana anterior, em razão do crescimento nas exportações manufaturados como aviões, aquecedores, secadores, veículos de carga, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores para veículos e tubos flexíveis de ferro e aço. Esse grupo registrou 33,4% de aumento nas vendas.

 

Produtos básicos - Em seguida, aparecem os produtos básicos, puxados principalmente pelo petróleo bruto, soja em grãos, café em grãos, minérios de cobre, cinzas e resíduos de metais preciosos, que avançaram em 25,8% nas exportações. Os produtos semimanufaturados mantiveram as vendas estáveis na semana, aumento de 1%, com destaque para celulose, ferro-ligas, couros e peles, madeiras, estanho bruto e catodos de cobre.  

 

Importações - Do lado das importações (US$ 741,4 milhões), houve aumento de 2,7%, em relação à média até a segunda semana (US$ 721,7 milhões), explicada, principalmente, pelo crescimento nos gastos com aeronaves e peças, combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, cereais e produtos da indústria da moagem e químicos orgânicos e inorgânicos.

 

Aumento - Já em relação às importações, a terceira semana de agosto também registrou aumento na comparação com a segunda semana, em 2,7%. Contribuíram para a alta as compras de aeronaves e peças, combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, cereais e produtos da indústria da moagem e químicos orgânicos e inorgânicos.

 

Acumulado do mês - No acumulado do mês, as exportações somam US$ 12,234 bilhões e as importações, US$ 9,481 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,753 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 148,694 bilhões e as importações, US$ 111,905 bilhões, com saldo positivo de US$ 36,789 bilhões até agora. (Agência Brasil)

 

TRIBUTÁRIA: Guardia não vê possibilidade de aprovar reforma este ano

 

tributaria 21 08 2018O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta segunda-feira (20/08) à noite, em São Paulo, que não vê a “menor possibilidade” de que uma reforma tributária ampla seja votada e aprovada ainda em 2018. De acordo com o ministro, há uma série de problemas fiscais que precisam ser resolvidos antes de se levar adiante a reforma. 

 

Direção - “Reforma tributária ampla eu não vejo a menor possibilidade de ser aprovada este ano. O que nós temos é que avançar na direção correta: a gente tem que corrigir o PIS, a Cofins, tem que corrigir as distorções do ICMS. Corrigindo as distorções desses impostos, a gente pode pensar em um IVA nacional”, disse em evento promovido pelo jornal Valor Econômico.

 

Unificação - O Imposto de Valor Agregado (IVA), citado pelo ministro, unificaria em uma só taxa diversos tributos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto Sobre Serviços (ISS), e o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). “Mas não dá para esperar dez anos para chegar ao IVA nacional sem corrigir os problemas que a gente tem hoje”, ressaltou.

 

Nova legislação - A Comissão Especial da Câmara dos Deputados deverá ter, após as eleições, a nova legislação tributária pronta para votação. A Proposta de Emenda Constitucional nº 293/04, no entanto, só poderia ser aprovada após o fim da vigência da intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro (Decreto nº 9.288/18), prevista para 31 de dezembro de 2018.

 

FACIAP: Número de dívidas no Paraná cai 4,61% em julho

 

faciap 21 08 2018O Paraná registrou redução no número de dívidas em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. A queda foi de 4,61%. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (20/08) pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), por meio da Base Centralizadora Faciap de Proteção ao Crédito (BCF), conveniada ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

 

Bancos - Do total de dívidas no Paraná, 45,10% são devidas a bancos, o que é preocupante. “Os empréstimos bancários são os que possuem juros mais altos. As dívidas para este setor podem se tornar uma bola de neve”, afirma Claudenir Machado, vice-presidente para a Rede de Benefícios da Faciap. Água e luz correspondem a 1,93%; comércio, 23,10%; e comunicação, 19,20%.

 

Devedores - A quantidade de paranaenses com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores aumentou 0,90% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. O aumento na taxa vem sendo registrado desde abril. 

 

Faixa etária - A estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados no Paraná. Em julho, 25,66% tinham o nome inscrito em alguma lista de devedores. Também merece destaque o fato de porcentagem significativa da população com idade entre 40 e 49 anos (20,77%) estar negativada. 

 

Mais jovens - Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção é de 6,75%. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 8,06%. (Assessoria de Imprensa da Faciap)

 

SAÚDE: Vacinação contra pólio e sarampo atinge 51% da meta

 

saude 21 08 2018O Ministério da Saúde informou que 51% das crianças de 1 ano a menores de 5 anos foram vacinadas contra poliomielite e sarampo após o Dia D de Imunização, realizado no sábado (18/08).

 

Total - No total, mais de 11,4 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo (cerca de 5,7 milhões de cada) foram aplicadas até esta segunda-feira (20/08). A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças independentemente da situação vacinal delas.

 

Campanha - A vacinação vai até o dia 31 de agosto. 

 

Poliomielite - Segundo o ministério, para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina vão ser imunizadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite - VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente se estão com as vacinas em dia. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias, que não necessitam de uma nova dose.

 

Surtos - Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Até o dia 14 de agosto, foram confirmados 910 casos de sarampo no Amazonas e 5.630 continuam em investigação. Já em Roraima, foram 296 casos confirmados e 101 em investigação. 

 

Importação - Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Até o momento, foram identificadas seis mortes por sarampo: sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e duas no Amazonas (brasileiros). (Agência Brasil)

 

OPINIÃO: Estão chegando as eleições!

 

opiniao 21 08 2018*Ivan Ramos

 

Mais uma vez estamos nos aproximando do pleito eleitoral. No Brasil a cada dois anos os políticos se mobilizam em busca do voto para os cargos que ambicionam. Neste ano será vez das eleições para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Sempre nessa época os nervos se afloram, principalmente entre os mais fanáticos. Aqueles candidatos que fizeram da política uma profissão se preocupam com a reeleição para não perder o que conquistaram de benesses na política.

 

O eleitorado que gosta de política faz a festa, antes, para quem gosta da disputa e depois, aqueles que tiveram seus candidatos eleitos. Mas o que tem mudado de uma eleição para a outra? Praticamente nada. As leis têm sido atualizadas em partes, tornando mais rígidas para o processo ser mais transparente a conduta dos políticos, mas tem mudado muito pouco. Aliás, tem mudado pouco até mesmo os candidatos. São quase sempre os mesmos.

 

Há quem diga que essa eleição vai ser diferente. As falcatruas apuradas na Lava Jato e outras denúncias estão deixando muitos políticos mais criteriosos, e o eleitor mais atento. Mas será que na hora de votar isso vai ser considerado? Será que os interesses particulares, quer dos políticos, quer dos eleitores não vão prevalecer mais uma vez? Será que os escândalos divulgados vão contribuir para que haja uma escolha melhor nessas eleições? Dizem os analistas que para mudar a conduta de determinados políticos, é não os reelegendo. E isso quem faz é o eleitor. Não haverá mudanças de comportamento dos políticos, se o eleitor também não mudar sua forma de votar, pensar maior e não nos interesses particulares ou estritamente partidário.

 

As cooperativas estão sendo estimuladas pela OCB para se engajar nesse processo. Está recomendando aos líderes cooperativistas para que conscientizem os associados, funcionários e familiares a escolher melhor os candidatos. O sistema cooperativista brasileiro reúne mais de 12 milhões de associados e um grande contingente da população envolvida e pode contribuir. Mas para isso é necessário que todos participem da eleição pensando no coletivo, no estado e no país e não somente no seu umbigo.  Não se trata de opção partidária, mas sim de pessoas com passado limpo, com prova de interesse pelo país; e tenha afinidade com os princípios que defendemos.

 

O cooperativismo e o agronegócio precisam de representantes políticos a sua altura. Para isso todos os formadores de opinião precisam participar. Não é ilegal, nem imoral, nem engorda, participar do processo político. Temos que sair de cima do muro e partir para a defesa dos princípios que acreditamos, daqueles que pensam na nossa atividade e agem o período todo em defesa dos interesses coletivos. Precisamos deixar de fora aqueles que só fazem promessas, só aparecem em épocas de eleições, ou que estão envolvidos em denúncias ou falcatruas. Se não agirmos assim não vamos consertar a nossa política. Portanto, as mudanças que os estados e o país precisam estão em nossas mãos. Tem dúvida em quem votar? Peça orientação ao seu líder cooperativista. Vamos utilizar nossa força, que é o voto. Pense isso.

 

*Ivan Ramos é diretor-executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro)

 


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