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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4395 | 17 de Agosto de 2018

CIDADANIA: Roberto Rodrigues aponta virtudes do Programa de Educação Política da Ocepar

O ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e  ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Roberto Rodrigues, esteve em visita ao presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na tarde desta quinta-feira (16/08), para conhecer detalhes do Programa de Educação Política parana.coop+10 da entidade, que visa à eleição de parlamentares comprometidos com o sistema cooperativista no estado e ao fortalecimento da Frente Parlamentar do Cooperativismo  (Frencoop), no Congresso Nacional. “Esse modelo desenvolvido pela Ocepar é espetacular, porque organiza a eleição no estado de atuais parlamentares e dos que venham a compor a frente que atua em defesa do setor. E é preciso salientar que as próximas eleições são de fundamental importância para o futuro de curto prazo de toda a sociedade, da governança do país”, salientou. Roberto Rodrigues, que também foi ministro da Agricultura, entre 2003 e 2006, retornava de um debate realizado durante a Agroleite, em Castro, evento que contou com as presenças de dois outros ex-ministros, Alysson Paolinelli e Francisco Turra. Participaram da reunião no Sistema Ocepar do secretário da Agricultura do Estado do Paraná, George Hiraiwa, o superintendente, Robson Mafioletti, o coordenador de comunicação, Samuel Milléo Filho, e o analista da Gerência Técnica, Maiko Zanella.

Modelo – Rodrigues, que no ano de 1985 foi um dos organizadores da Freencoop ainda no período da Assembleia Constituinte que elaborou e aprovou a Constituição de 1988, enfatizou que o que a “Ocepar está fazendo é um modelo extraordinário de comprometimento dos candidatos com os desígnios do cooperativismo.” Para isso, ele entende que “é preciso uma inserção maior da sociedade civil para ocupar espaço perante os poderes constituídos para que suas legítimas demandas sejam transformadas em ações concretas. E o que a Ocepar está fazendo no Paraná, com essa educação política, é um chamamento à sociedade para participar da governança que é, hoje uma demanda global”.

Estados – O ex-ministro da Agricultura disse ainda que o movimento que se desenvolve no Paraná, por iniciativa da entidade, “e que já está se esparramando para outros estados, tem o condão de atrair a participação de uma ponderável parcela da sociedade, que vai influir no resultado das eleições. Sem dúvida, isso gera compromisso maior e atuação mais adequada da frente parlamentar em prol dos temas legítimos de todo o setor”. 

História – Rodrigues, que na época da Constituinte era presidente da OCB, lembrou, no encontro com o presidente Ricken, que articulou, com o sistema cooperativista brasileiro, propostas do setor para serem incluídas na Constituição Federal que estava prestes a ser elaborada. De mais de 300 sugestões foram retiradas cinco, das quais quatro foram contempladas na Lei Maior -  autogestão; apoio do Estado ao cooperativismo; tratamento tributário adequado e, o quarto, que estabelece isonomia entre as cooperativas de crédito e o sistema financeiro nacional. A estratégia para a inclusão das propostas na Constituição foi dispor de uma bancada parlamentar forte para influir neste sentido no Congresso Nacional. Constitui-se, pela mobilização das entidades estaduais e suas cooperativas, a primeira mobilização para eleger uma bancada compromissada com o setor. Foram eleitos 41 parlamentares para compor a Frente Parlamentar, que, com trabalho sistemático de lideranças do setor, chegou a contar com 217 deputados federais naquele período.

Clique aqui para ver a mensagem de Roberto Rodrigues sobre o Programa de Educação Política

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ORGANIZAÇÃO RURAL: Emater/PR e Ocepar preparam programa de incentivo à formação de novas cooperativas

Organizar pequenos produtores rurais e fomentar a formação de novas cooperativas agropecuárias. Com esse objetivo, a Emater/PR (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) e a Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná) vão desenvolver um programa técnico de viabilidade e incentivo ao cooperativismo. Na tarde desta quinta-feira (16/08), o presidente da Emater/PR, Richard Golba, acompanhado dos técnicos Diniz Dias Doliveira e Natalino Avance de Souza, esteve na sede da Ocepar, em Curitiba. Em reunião com o presidente José Roberto Ricken, os representantes das duas entidades definiram que equipes técnicas irão estudar e desenvolver um projeto de ação e um cronograma de trabalho.

Resgate -Segundo o presidente da Ocepar, o programa vai resgatar um trabalho de apoio técnico que foi essencial para a expansão do cooperativismo na década de 1970, quando a antiga Acarpa (atual Emater) fomentou a formação de inúmeras cooperativas, das quais muitas se tornaram referência nacional e global de desenvolvimento econômico e social. “Vamos formatar um projeto que aproveite o conhecimento e a experiência das duas entidades. A Emater tem uma estrutura abrangente e presente em todo o Paraná, uma capilaridade que garante o acompanhamento técnico próximo e contínuo dos produtores, com a percepção de sua realidade e das potencialidades de cada região”, explicou Ricken. “Organizados e com o suporte de uma cooperativa, os pequenos agricultores se fortalecem, diversificam suas atividades, ampliam a produtividade, melhoram a renda e a qualidade de vida de suas famílias”, ressaltou.   

Entusiasmo - De acordo com o presidente da Emater/PR, é papel da instituição organizar os produtores e dinamizar as economias locais. Com a contratação de mais profissionais para atuar no campo, torna-se viável implantar novos programas de organização e extensão rural. “Estamos recebendo um time novo, com 314 novos extensionistas, profissionais qualificados e que chegam com entusiasmo e vontade para fazer uma extensão rural vibrante”, afirmou Golba. Segundo o dirigente, no DNA do extensionista está a organização rural, que está diretamente associada ao cooperativismo. “Temos o dever institucional de levar soluções para o nosso público. E dentro dessa perspectiva, a cooperação em sua essência é o caminho. Não tem como o pequeno agricultor se viabilizar isoladamente nesse mundo competitivo que se renova de meia em meia hora, com novas tecnologias e ferramentas. Por isso, celebramos esse entendimento com a Ocepar para o desenvolvimento desse novo programa de fomento ao cooperativismo”, enfatizou.

Segmentos - Segundo Golba, o Paraná tornou-se pujante na agropecuária e as cooperativas paranaenses são exemplos globais. “Apesar disso, temos muitos pequenos produtores e também pequenas cooperativas que ainda são carentes e não encontraram espaço para se viabilizar dentro do jogo competitivo do mercado”. Representantes da Emater e Ocepar concordam que existem inúmeros segmentos nos quais os produtores podem receber assistência técnica e informações que os incentivem a formar cooperativas. “Entretanto, o setor de hortifrutigranjeiros orgânicos, lácteos e derivados, entre eles o queijo colonial, além do mel, certamente são os que apresentam mais oportunidades”, avaliou.

Demanda pronta - Conforme o presidente da Emater/PR, somente para a merenda escolar do Paraná, há uma demanda anual de 20 mil toneladas. “Por lei, 100% dos produtos da merenda escolar deveriam ser de origem orgânica, com certificação, o que garante preços melhores ao agricultor. No entanto, apenas 800 toneladas adquiridas cumprem essas exigências, pois não há produção para atender a demanda”, lembrou. “É um estímulo à organização de mais produtores e cooperativas que possam fornecer esses alimentos. É uma demanda que está pronta, à espera de novos fornecedores”, completou.

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VISITA: Representantes da Sicredi Centro-Sul conhecem a Casa do Cooperativismo do Paraná

Conhecer a entidade de representação do cooperativismo no Paraná. Foi com esse propósito que cerca de 30 representantes da Sicredi Centro-Sul PR/SC/RJ realizaram uma visita à sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, na manhã desta sexta-feira (17/08). No grupo, liderado pelo presidente da cooperativa, Santo Capellari, havia gerentes administrativos que atuam nas agências, assessores que trabalham na sede regional e diretores. Eles foram recebidos pelo presidente da entidade, José Roberto Ricken. Na sequência, as informações sobre o trabalho realizado pelo Sistema Ocepar foram repassadas pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, Humberto César Bridi, e pela analista Eliane Lourenço Goulart Festa. “É um momento que nós oportunizamos para que as pessoas que trabalham em vários municípios da nossa regional possam adquirir novos conhecimentos e, acima de tudo, ter contato com as entidades que de fato nos representam e defendem o cooperativismo, como é o caso da Ocepar”, afirmou Capellari. Após a passagem pela Casa do Cooperativismo Paranaense, o grupo se dirigiu ao Banco Central e à Central Sicredi PR/SP/RJ.

A cooperativa– Com sede em Prudentópolis, na região Sudeste do Paraná, a Sicredi Centro-Sul PR/SC/RJ possui 270 colaboradores e cerca de R$ 800 milhões em ativos e R$ 612 milhões em recursos administrados. Está presente em 41 municípios: 21 no Paraná, cinco em Santa Catarina e 15 no Rio de Janeiro. “Dois meses atrás inauguramos duas agências na região norte-fluminense, uma no município de Campos dos Goytacazes e em Itaperuna. Temos 19 agências nesses 41 municípios que fazem parte da nossa área de atuação, sendo que a 20ª será aberta daqui a alguns dias, a segunda no município de Irati”, ressaltou Capellari. Ainda de acordo com ele, a cooperativa atingiu recentemente a marca de 32 mil associados. “Também trabalhamos com outro público, os poupadores. São 17 mil. Eles não são associados, não têm conta corrente e utilizam a cooperativa somente para guardar dinheiro. Assim, são em torno de 50 mil pessoas físicas e jurídicas que atendemos na nossa regional, entre associados e poupadores”.

Potencial – Na avaliação de Capellari, o cooperativismo de crédito avançou muito no país e tem potencial para crescer mais ainda. “Há cerca de 10, 15 anos, nós achávamos que era quase impossível brigarmos com as grandes instituições financeiras existentes no Brasil. E hoje muito mais, já que são quatro ou cinco grandes redes atuando nacionalmente. Brigar com gigantes não é fácil. Mas as cooperativas de crédito vêm buscando o seu espaço e conquistando isso de uma forma bastante positiva, com seriedade, unicidade, com um trabalho muito forte por parte dos nossos funcionários. E hoje, a Sicredi e outras cooperativas de crédito também possuem muita tecnologia para oferecer aos cooperados. Mas o trabalho principal é manter um quadro de colaboradores eficiente, ativo, pessoas que procuram dar o melhor atendimento possível. Acredito que isso está agregando bastante ao que já ofertamos em relação aos bons produtos e à tecnologia. Acima de tudo, não estamos reduzindo o número de funcionários, muito pelo contrário. Estamos fazendo o caminho inverso dos bancos, que estão diminuindo o seu quadro funcional. Nós estamos aumentando.”

Opção – “Isso tudo está fazendo com que as pessoas possam escolher. Querem tecnologia? Nós temos. O cooperado pode fazer o autoatendimento em casa sem problema. Quer ir para a agência? Temos pessoas, colaboradores para atender da melhor maneira possível. Eu acho que a soma de atendimento, produtos e serviços bem competitivos e tecnologia tem feito com que nós pudéssemos crescer muito nesses últimos anos e vamos continuar crescendo, com certeza, com credibilidade”, completou Capellari.

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EMBRAPA TERRITORIAL: Percentual de área preservada pelos agricultores no país equivale a mais de R$ 3 trilhões

R$ 3,1 trilhões. Essa cifra equivale ao valor de toda a área destinada pelos agricultores brasileiros à preservação ambiental, de acordo com o pesquisador da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti A. Castro, que apresentou o dado ao superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, na tarde desta quinta-feira (16/08), em Curitiba. O encontro também foi acompanhado pelo analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Moisés Knaut.

Atualização - Castro explicou que essa nova informação é decorrente de uma atualização realizada no levantamento feito pela Embrapa Territorial a pedido da Ocepar, em 2017, cujo propósito foi quantificar as áreas destinadas pelos agricultores à preservação ambiental. O estudo mostrou que a área territorial brasileira soma mais de 810 milhões de hectares, dos quais 21% estão preservados, o que corresponde a 170 milhões de hectares. O mesmo levantamento apontou que os agricultores paranaenses destinam acerca de 28% das áreas de suas propriedades para a preservação ambiental.

Evolução - “Agora, nós evoluímos nossas metodologias para mostrar também o quanto isso vale, ou seja, nosso objetivo foi colocar um valor monetário e mostrar quanto do patrimônio fundiário os agricultores imobilizam em prol da preservação ambiental. Também, o quanto isso representaria em custo de oportunidade, seja na geração de renda para o produtor, na produção de alimentos para o Brasil e para o mundo, seja na produção de empregos para a sociedade, na geração de impostos para os municípios e para o estado, enfim, o que foi aberto mão em prol da preservação das áreas dentro das propriedades”, explicou. “Fizemos um primeiro recorte para o Brasil como um todo e hoje nós sabemos que o agricultor destina, das suas terras, mais de R$ 3 trilhões para o meio ambiente”, acrescentou.

Reconhecimento - Para Castro, esse resultado é uma forma de reconhecimento ao trabalho que o agricultor realiza no campo. “Não tem nenhuma categoria profissional no Brasil, no mundo, que destine mais tempo, mais recursos para a preservação do meio ambiente que o agricultor. É preciso valorizar isso, pois ele é o mais impactado em toda essa cadeia e está destinando parte do seu patrimônio e dinheiro para manter aquela floresta intacta na propriedade rural dele”, ressalta.

Manutenção - Ainda de acordo com o pesquisador da Embrapa Territorial, o estudo também indicou o custo de manutenção das áreas preservadas. “Porque se pegar fogo na propriedade ou alguém tirar madeira ou matar um bicho lá, o agricultor será responsabilizado. Então, ele precisa investir em cercas e em vigilância para manter a segurança dessas áreas. Nós calculamos esses custos também, que ultrapassam os R$ 22 bilhões anuais para o Brasil inteiro”, afirmou Castro.

Acertos - Ele destacou ainda o alto índice de acertos que a Embrapa vem atingindo em seus levantamentos, comprovados por meio de outros órgãos, inclusive em âmbito internacional. “Quando liberamos dados mostrando que apenas 7,8% do território do Brasil era destinado para a agricultura, fomos muito criticados por diversas entidades. Mas, um mês depois, o serviço geológico dos Estados Unidos validou esses dados, utilizando as imagens de satélite da Nasa, mostrando que somente 7,6% do Brasil é destinado para a agricultura”, disse.

IBGE - Castro lembrou também dos resultados preliminares do Censo Agropecuário divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). “Ainda faltam alguns dados para que o levantamento seja liberado totalmente, o que irá ocorrer no ano que vem, mas as informações iniciais mostram uma convergência muito grande quanto à área total de agricultura levantada pelo Censo em 2017, mostrando que, do total, apenas 7,8% do território nacional é destinado à agricultura. Esse dado valida os trabalhos que a Embrapa Territorial vem fazendo com o objetivo de mostrar que o Brasil, dentro de uma área tão grande, utiliza somente uma pequena parcela para cultivar alimentos, principalmente culturas temporárias e permanentes, conseguindo alimentar não só os 220 milhões de habitantes do nosso país, mas também ter excesso para conseguir fazer exportações. Isso é fantástico. Estamos alimentando o Brasil e o mundo, cultivando só 7,8% do nosso território com culturas temporárias e anuais”, complementou.

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INTERCÂMBIO: Ocepar recebe cônsul de Israel

O Sistema Ocepar recebeu, na tarde desta quinta-feira (17/08), a visita do cônsul econômico de Israel, Itzhak Reich, que veio conhecer mais sobre o cooperativismo paranaense. Ele disse que o país tem interesse em estabelecer intercâmbio com diversos segmentos do setor agropecuário brasileiro, visando resultados comerciais para ambas as partes. Reich foi recebido pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Também acompanharam o encontro o secretário de Estado da Agricultura, George Hiraiwa, o jornalista e coordenador do curso de Pós-graduação em Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio da Universidade Positivo (UP), Giovani Ferreira, o pesquisador da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti A.Castro, os analistas de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Alexandre Amorim e Maiko Zanella, e o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Leandro Macioski.

Nação Agritech – Nesta sexta-feira (17/08), o cônsul de Israel participou do Fórum da Agricultura, realizado dentro do Agroleite 2018, evento promovido pela Cooperativa Castrolanda, em Castro (PR). Ele falou sobre o tema “Tecnologia e inovação – o modelo de inovação de Israel, uma nação Agritech”. Na semana que vem, Reich ministrará a mesma palestra no 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, em Curitiba.

Pós-graduação – No início deste ano, um grupo de cooperados e colaboradores de cooperativas da região dos Campos Gerais realizou uma imersão a Israel, dentro de um módulo internacional da pós-graduação de Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio, oferecido pela UP em parceria com o Sescoop/PR. Também participaram pós-graduandos da especialização em Marketing para Cooperativas, oferecida pelo Núcleo de Estudos e Laboratório de Agronegócio da UP.

Inovação e Tecnologia – A programação explorou o ambiente inovador e de tecnologia do país. O roteiro incluiu visitas a universidades, centros de pesquisa e visitas técnicas. Com mais de 60% de seu território deserto e com a apenas quatro meses de chuvas (média de 500 mm de novembro a fevereiro), Israel aposta na tecnologia, aliada à ciência básica, para explorar e potencializar os poucos recursos naturais disponíveis. É do uso racional do solo e da água que o país de 8,7 milhões de habitantes consegue ser autossuficiente em várias cadeias produtivas, em especial de leite, frutas, verduras, legumes, flores e cereais. Frutas, flores e legumes também se destacam na pauta de exportação.

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COAMO I: 5ª Turma no Programa de Desenvolvimento de Talentos Administrativos conclui formação

 

Um total de 19 funcionários da Coamo Agroindustrial Cooperativa participou, no dia 14 de agosto, da solenidade de formatura da 5ª Turma do Programa de Desenvolvimento de Talentos Administrativos. O curso,uma iniciativa da Coamo em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), teve início em 22 de março de 2016 com uma carga de 275 horas.

 

Conteúdo - No conteúdo programático foram abordados, entre outros temas, cursos comportamentais de liderança básica, comunicação para líderes, administração do tempo e condução de reuniões. E também assuntos relacionados às gerências Administrativa, Financeira, Jurídica, Logística, Recursos Humanos, Assistência Técnica, Fornecimento de Insumos Agrícolas, Fornecimento de Bens de Lojas, Credicoamo, Arcam, Fups e Via Sollus.

 

Projetos de melhorias - Antes da conclusão do curso, os formandos fizeram a apresentação de vários projetos de melhorias para a diretoria e gerentes angulares, abordando entre os temas - Atendimento personalizado em máquinas e implementos agrícolas, modernização em sistema de controle de estoque, loja de peças e farmácia veterinária, implantação de grau de risco de limite de crédito ao cooperado.

 

Orgulho - “É um orgulho muito grande constatar este grandioso trabalho realizado pela Coamo na área de treinamento e capacitação junto aos seus funcionários. Esta formatura da 5ª turma do Programa de Desenvolvimento de Talentos Administrativos é um exemplo da qualidade deste trabalho.” A afirmação é do analista técnico do Sescoop - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, Fernando José Mendes, que representou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, dia 14 de agosto, na solenidade de formatura de 19 funcionários.

 

Apresentação - No evento, que contou com a participação da diretoria, superintendentes, gerentes angulares e assessores, Mendes assistiu à apresentação dos formandos com diversos projetos de melhorias. “Esta é uma gente de talento, os trabalhos têm conteúdo e podem ser implantados na cooperativa.”

 

Capacitação e desenvolvimento -  Em seu pronunciamento, o analista técnico lembrou da atuação relevante do Sescoop no trabalho de capacitação e desenvolvimento dos funcionários do cooperativismo paranaense. “Na Coamo temos acontecendo 10 eventos por dia com apoio do Sescoop. Investimos R$ 50 milhões na capacitação de milhares de cooperativistas do Paraná por meio de 8 mil eventos. É um grande trabalho, e a nossa alegria é constatar que o banner do Sescoop não está somente na parede mas na capacitação no desenvolvimento de cada pessoa, e isso é maravilhoso”, considera o analista técnico. (Imprensa Coamo)

 

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COAMO II: A Coamo é uma grande empresa que investe na preparação de pessoas, diz Gallassini

 

coamo II 17 08 2018Na solenidade de formatura de 19 funcionários da 5ª turma do Programa de Desenvolvimento de Talentos Administrativos, nesta semana, em Campo Mourão (PR), o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, destacou a preocupação da cooperativa com o presente e o futuro. “Parabéns a todos os formandos, a qualidade dos trabalhos é elogiável e possível de serem implantados e viabilizados. A Coamo é uma empresa grande, que valoriza seus funcionários e prepara hoje profissionais para o futuro. Não fizemos a Coamo para hoje, mas para a vida toda”, explica Gallassini.

 

Visão - Segundo ele, a cooperativa tem esta visão e preocupação no investimento dos funcionários para a melhoria dos processos visando o melhor atendimento as necessidades dos associados. “Ficamos felizes a cada nova formatura em ver a satisfação dos funcionários formandos. Após vários meses de curso, os resultados são positivos. Eles aprendem mais, se atualizam e crescem pessoal e profissionalmente.” (Imprensa Coamo)

 

SICREDI NOVOS HORIZONTES: Cofre gigante vira atração na Expoleite em Arapoti

 

A Sicredi Novos Horizontes PR/SP marcou presença mais uma vez na 46ª Feira de Gado Holandês “Expoleite”, evento promovido pela Capal Cooperativa Agroindustrial, em Arapoti (PR), no final de julho. Milhares de pessoas visitaram a feira para conhecer o potencial genético do gado leiteiro da região e as novas tecnologias para o setor. 

 

Estande - O estande da Sicredi despertou a atenção das pessoas com uma estratégia de marketing inovadora e muito criativa. Foi desenvolvido pela cooperativa, um cofre gigante com a frente transparente e depositadas muitas moedas (com vários valores). Os visitantes davam seus palpites, para concorrer ao valor contido no cofre.

 

Regulamento - Um regulamento foi criado, para garantir o máximo de transparência na promoção. Uma carta/oficio foi escrita pela diretoria, contendo data, horário e o valor do depósito, em seguida assinada, lacrada e posta no cofre junto com as moedas. 

 

Palpites - Milhares de palpites foram registrados no decorrer da feira, todos registrados em um livro ata pelo próprio participante. No último dia da promoção, que ganhou o nome de Palpitão Poupedi, foi revelado o valor do depositado. 

 

Mais próximo - O valor era de R$ 442,50, ninguém acertou o número exato, porém o prêmio foi para o palpite que mais se aproximou. Wagner Henrique Ribeiro foi o contemplado e recebeu o prêmio durante a Reunião Prestação de Contas da Cooperativa, em Arapoti. A ideia ganhou repercussão em toda a mídia regional e inspirou outras cooperativas a executarem a prática em outros eventos.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Novos Horizontes PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI FRONTEIRAS: Cooperativa promove ações de educação financeira durante a Feira do Melado

 

sicredi fronteiras 17 08 2018A Sicredi Fronteiras PR/SC/SP está participando da 20ª Feira do Melado em Capanema. Além do estande com diversas atrações e oportunidades de negócios, a cooperativa de crédito também preparou ações de educação financeira para crianças e adultos. 

 

Gibi - Um exemplo disso é a distribuição dos gibis da Turma da Mônica que falam sobre a temática de uma forma lúdica para o público infantil. No total são seis edições das revistas em quadrinhos que vão circular entre este ano e o ano que vem. Elas são exclusivas do sistema Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, também há a distribuição de balões além de outras atividades para as crianças.

 

Preocupação constante - A preocupação da Sicredi com a educação financeira é constante. Durante o ano foram diversas atividades com foco em ações educativas, como oficinas e palestras. As mais marcantes foram realizadas durante o mês de maio na Semana Nacional de Educação Financeira. Na ocasião, mais de 60 ações foram feitas na área de atuação da cooperativa em escolas, faculdades e com a comunidade. 

 

O evento - A 20ª Feira do Melado é entre os dias 15 e 19 de agosto em Capanema. Além das atrações para o agronegócio e comércio, há também as atrações culturais, como os shows com Maiara e Maraisa no dia 15; Pedro Paulo e Alex no dia 16; Fernando e Sorocaba no dia 17 e Bruno e Barreto no dia 18. 

 

Estande - O estande do Sicredi fica aberto para visitação nos cinco dias da Feira no Parque de Exposições. Quem visitar o local vai poder bater um papo sobre educação financeira, beber um café, além de aproveitar as diversas oportunidades de negócios preparados especialmente para essa semana. 

 

Novidades - Outras novidades são as atrações de entretenimento, como o simulador de realidade virtual, além do sorteio de voos cativos de balão. Quem quiser concorrer pode ir até o estande do Sicredi e preencher cupons ou participar da promoção na página da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP no Facebook. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SP/RJ)

 

UNIMED MARINGÁ: Projeto ‘Parto Adequado’ incentiva mães à realização do parto normal

 

unimed maringa 17 08 2018O Brasil é o segundo país com maior percentual de partos realizados por cesárea do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais da metade dos brasileiros (55,6%) nasce em partos cirúrgicos. O índice só é inferior ao da República Dominicana, onde a taxa chega a 56,4%. A OMS recomenda taxa média mundial de cesáreas de 15% dos partos. Em 1990, esse índice era de apenas 6%.

 

Cenário mais alarmante - O cenário é mais alarmante quando se observa a proporção de partos cesáreos no setor suplementar de saúde brasileiro. No ano de 2015, o índice de cesarianas chegou a 84,4%. Em 2017, a taxa média na Unimed Maringá foi de 92%.

 

Problemas sistêmicos - “No campo da atenção ao parto e nascimento, o Brasil apresenta um panorama com problemas sistêmicos e crônicos, constituindo uma realidade única no mundo. O país é um dos campeões mundiais de cesarianas, título do qual não devemos nos orgulhar, já que está na contramão das evidências científicas e das melhores práticas internacionais, sem qualquer relação com fatores clínicos”, destaca o ginecologista e obstetra cooperado da Unimed Maringá, Felipe Sá Ferreira. 

 

Prejuízos - Dado o alto índice de cesáreas, e os prejuízos para a saúde da mãe e do bebê, diversas iniciativas têm surgido na tentativa de incentivar a realização de partos normais. Uma delas é o Projeto Parto Adequado (PPA), desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde. 

 

Qualidade na assistência - O principal objetivo do PPA – implantado na Unimed Maringá - é melhorar a qualidade na assistência ao nascimento no Brasil. “Grupos multiprofissionais e de vários lugares do país têm se reunido para discutir, propor, testar e implementar ações para garantir a melhor e mais eficiente assistência às gestantes, aos conceptos e às famílias. Centros médicos de excelência têm disponibilizado treinamentos e capacitações na assistência ao pré-natal, parto e pós-parto para os profissionais envolvidos no projeto. A consequência direta é a diminuição do número de cesáreas desnecessárias”, ressalta Ferreira, acrescentando que ao longo de 18 meses esse novo modelo de assistênc ia materno-infantil evitou cerca de 10 mil cesarianas desnecessárias. 

 

Benefícios - Os benefícios, no entanto, não param por aí. O ginecologista e obstetra cita ainda o aumento da satisfação das gestantes, a diminuição dos internamentos de recém-nascidos em UTI neonatal, melhorias em infraestrutura das maternidades, aprimoramento de protocolos de assistência ao pré-natal, parto e pós-parto, capacitação de profissionais que atuam na atenção à gestação e ao parto, e estímulo ao trabalho em equipe multiprofissional. 

 

Fase 2 - O Projeto Parto Adequado está na fase 2, que será desenvolvida até maio de 2019, por meio de ações voltadas à atenção integral, adequada e de qualidade às mães e bebê por meio de cursos e incentivo ao parto vaginal. Nesta etapa, participam hospitais e operadoras de todo o país, que manifestaram interesse em atuar como apoiadoras do projeto, entre elas a Unimed Maringá, que iniciou a participação no primeiro trimestre de 2017. Na fase 1, também denominada ‘piloto’, o projeto contou com a adesão de 35 hospitais. (Imprensa Unimed Maringá)

 

TRIGO: Cultura é destaque em seminário, em Londrina

 

trigo 17 08 2018A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o apoio do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e da Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa, promove o I Seminário - Cultura do Trigo no Paraná, no dia 22 de agosto, das 8h às 17h, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

 

Programação - De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Luis Cesar Tavares, a programação do seminário foi formatada para que os diversos aspectos da produção sejam amplamente debatidos. O pesquisador da Embrapa Soja, Manoel Bassoi, vai apresentar os fatores que devem ser considerados no desenvolvimento e na recomendação de cultivares de trigo. Também faz parte da programação o debate sobre o uso prático do zoneamento agrícola de risco climático do trigo, palestra que será ministrada pelo pesquisador da Embrapa Trigo, Sergio Ricardo. 

 

Manejo fitossanitário - Outro tema que terá destaque no Seminário é o manejo fitossanitário do trigo, a partir de palestra do pesquisador do Iapar, Adriano Custódio. E para debater o sistema de produção trigo/soja foi convidado o pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi.

 

Trigo - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil irá produzir 4,901 milhões toneladas do grão, na safra 2018, em 2 milhões de hectares. O Paraná deverá produzir aproximadamente 58% da produção nacional, o equivalente a 2,839 milhões de toneladas.  

 

Gratuito - O seminário é gratuito e a inscrição pode ser feita aqui pelo site do evento. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

Programação

8h: Recepção e entrega de material

8h15: Fatores que devem ser considerados no desenvolvimento e na recomendação de Cultivares de Trigo / Manoel Bassoi - Pesquisador da Embrapa Soja

9h40: Intervalo

10h: Uso Prático do Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Trigo / Sergio Ricardo - Pesquisador da Embrapa Trigo

11h: Manejo Fitotécnico do Trigo / José Salvador Foloni - Pesquisador da Embrapa Soja

13h45: Manejo Fitossanitário do Trigo / Adriano Custódio - Pesquisador do Iapar

15h: Intervalo

15h15: Sistema de Produção Trigo/Soja / Henrique Debiasi - Pesquisador da Embrapa Soja

17h: Encerramento

 

SERVIÇO

I Seminário - Cultura do Trigo no Paraná

Data: 22 de agosto

Horário: 8h às 17

Local: Embrapa Soja – Rod. Carlos João Strass/ Acesso Orlando Amaral. Distrito de Warta, Londrina (PR)

 

ECONOMIA: Fontes renováveis responderam por quase 88% da energia gerada em junho

 

economia 17 08 2018As fontes de geração de energia elétrica renováveis representaram, em junho, 81,9% da capacidade instalada de geração de energia e 87,8% da produção total verificada no país. Os dados constam do Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico, divulgado nesta quinta-feira (16/08) pelo Ministério de Minas e Energia. 

 

Capacidade instalada - A capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 160.381 megawatts (MW) em junho, considerando também as informações referentes à geração distribuída, quando a fonte de energia elétrica é conectada diretamente à rede de distribuição ou situada no próprio consumidor.

 

Matriz hidráulica - A matriz hidráulica permanece como a maior fonte geradora de energia, respondendo por 63,7% de toda a energia produzida em junho.

 

Biomassa - Em seguida, com 9,1%, vem a energia produzida por usinas de biomassa, que utilizam como combustível material orgânico como bagaço de cana, casca de arroz, resíduos de madeira, entre outros para produzir eletricidade. A fonte segue em constante crescimento e hoje já conta com 561 usinas. Diferentes combustíveis da classe biomassa são utilizados no Brasil para geração de energia elétrica: carvão vegetal, resíduos de madeira, bagaço de cana-de-açúcar, casca de arroz, licor negro, biogás, capim elefante e óleo de palmiste.

 

Eólicas - Já as usinas eólicas responderam por 8,1% da energia produzida em junho e as usinas solares por 1%.

 

Crescimento - De acordo com o MME, na comparação com o mesmo mês do ano anterior houve um crescimento de 7.401 MW e em termos de capacidade instalada. Desse total, 3.450 MW correspondem a geração hidráulica, 2.219 MW são de fontes de energia eólica, 1.365 MW de fonte solar, 524 MW de biomassa, e com redução das fontes térmicas a combustíveis fósseis.

 

Evolução - “No período de um ano, a geração hidráulica registrou aumento de 3,5% na capacidade instalada, atingindo 102.228 MW. A fonte eólica cresceu 20,7% e corresponde por 12.931 MW. A biomassa teve elevação de 3,7% e soma 14.657 MW.  A solar, apesar do volume total menor, cresceu 577% e alcançou 1.602 MW”, informou o MME.

 

Diminuição - O boletim aponta ainda que houve uma diminuição de 1,8% da capacidade instalada do total das usinas que utilizam petróleo e 0,4% da capacidade total das usinas movidas a carvão. Já a geração distribuída fechou o mês de junho de 2018 com 378 MW instalados em 31.332 unidades, representando 0,2% da matriz de geração de energia elétrica. (Agência Brasil) 

 

INFRAESTRUTURA: MPF questiona prorrogação de contratos de concessão de cinco ferrovias

 

infraestrutura 17 08 2018O Ministério Público Federal (MPF) ingressou nesta semana com uma ação de inconstitucionalidade contra a prorrogação dos contratos de concessão de cinco malhas de ferrovias já em operação. A ação questiona medida provisória que foi convertida em lei no ano passado, reduzindo exigências e abrindo caminho para a prorrogação. O governo diz que vai manter os preparativos para assinatura dos contratos, apesar do pedido do MPF de suspensão imediata.

 

Pedido - “Há um pedido do Ministério Público, mas não tem nada decidido”, disse ao Estado o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues. “A agência vai continuar a fazer o seu papel e vamos aprovar a Rumo.”

 

Rumo Malha Paulista - A prorrogação do contrato da Rumo Malha Paulista, com 1.989 km de linhas no interior de São Paulo, é a primeira de uma fila de cinco concessionárias que ganharão mais tempo à frente dos negócios, em troca de investimentos. As outras são: Estrada de Ferro Carajás, Estrada de Ferro Vitória a Minas, Ferrovia Centro-Atlântica e a MRS Logística. Juntas, elas prometem investir mais pelo menos R$ 32 bilhões.

 

Pagamento - Além disso, a Rumo aceitou pagar ao governo R$ 1,3 bilhão pela renovação do contrato. O dinheiro já tem destino: a construção de uma nova ferrovia em Mato Grosso, ligando Água Boa até uma conexão com a Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO). Com essa obra, os grãos produzidos no Centro-Oeste conseguem chegar de trem até o Porto de Itaqui (MA), barateando o custo do transporte.

 

Concessionárias não fizeram investimentos prometidos nos anos 90 - O problema é que, até agora, as concessionárias não fizeram os investimentos prometidos nos contratos de concessão assinados nos anos 90, segundo petição assinada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela cita relatório da ANTT sobre a Rumo Malha Paulista, que aponta a falta de quase R$ 1 bilhão em obras e serviços. A agência reguladora já abriu 147 processos administrativos contra a concessionária.

 

Atuais contratos - A prorrogação é prevista nos atuais contratos. Mas sob uma condição: que os serviços tenham sido prestados de maneira adequada durante todo o prazo. O MPF alega que os contratos têm “vasto histórico de descumprimento de cláusulas contratuais, de dilapidação de patrimônio público e de flagrante desrespeito ao interesse público.”

 

Análise - A Lei 13.448/17, que reduziu as exigências para a prorrogação, determina que a análise sobre a prestação do “serviço adequado” ficou restrita ao cumprimento das metas de produção e segurança, em pelo menos três dos últimos cinco anos de execução contratual.

 

Notificação - A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que ainda não foi notificada da ação. Enquanto isso, os trabalhos para as prorrogações seguem seu curso. O próximo passo previsto é a ANTT entregar, no TCU, os estudos econômicos referentes à prorrogação do contrato da Rumo. Essa medida vem sendo construída desde 2015. “Para mim, como técnico, como gestor, é uma decepção”, disse Rodrigues. “Porque nós temos contratos que ainda têm mais sete a dez anos de duração, mas são totalmente ineficientes.” Com a renovação, acrescentou, os investimentos seriam retomados. (O Estado de S.Paulo)

 

COMBUSTÍVEL: Regra abre equação de preços da Petrobras

 

combustivel 17 08 2018Com as novas regras anunciadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para aumentar a transparência dos preços dos combustíveis, a Petrobras terá de divulgar ao mercado, pela primeira vez, a sua fórmula de precificação. A medida é considerada um marco importante na transição rumo a um mercado mais aberto, embora não garanta, sozinha, a quebra do monopólio da estatal no refino, segundo especialistas consultados pelo Valor.

 

Consulta pública - A medida não entra em vigor de imediato. A ANP ainda colocará suas propostas em consulta pública e pretende publicar a versão definitiva da resolução em setembro. As novas regras não valem apenas para a Petrobras, já que a agência quer obrigar todos os produtores e importadores que detêm uma participação de mercado maior que 20% em uma macrorregião a abrir suas respectivas fórmulas de precificação, bem como os preços praticados para cada um dos produtos à venda, em cada ponto de entrega.

 

Novos mecanismos - Para Edmar Almeida, professor do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a medida cria novos mecanismos de identificação de eventuais abusos de poder. E dá previsibilidade para que investidores façam seus planos para entrar no refino brasileiro.

 

Redução dos riscos - "As empresas não vão poder mais mudar de uma hora para outra os seus critérios de precificação para impedir a entrada de concorrentes, sem que isso fique evidente. A medida reduz riscos associados à competição", disse.

 

Importadoras - A expectativa é que, com a abertura das planilhas da Petrobras, a estatal tenha mais dificuldades de segurar as importadoras - pelo menos num cenário em que os subsídios do diesel já tenham se encerrado. Almeida destacou que a região do Atlântico (que contempla a comercialização entre os mercados do litoral das Américas, da Europa e da África) possui hoje excedente de capacidade de refino e que o consumidor brasileiro pode se beneficiar com a entrada de novos agentes. "[Esse excedente] Pode ter um impacto sobre as margens praticadas no Brasil", disse.

 

Fim do monopólio - O ex-diretor da ANP e consultor David Zylbersztajn destaca que as novas regras da ANP fazem todo o sentido, dentro de uma proposta de abertura do mercado, ao criar "dificuldades naturais para manipulação de preços". Ele acredita, porém, que o fim do monopólio só se efetivará quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) intervier mais diretamente. Atualmente, a iniciativa de abertura do mercado está nas mãos da própria Petrobras, que colocou à venda

dois polos de refino - um no Sul e um no Nordeste.

 

Eliminação - "As novas regras têm valor, ao eliminar eventuais abusos concorrenciais, e cabem num momento de transição para uma economia aberta. Mas essas regras precisam ter um prazo para se encerrar num momento em que o monopólio seja quebrado, se não pode engessar investidores", ressalvou.

 

Preço médio - Hoje a Petrobras divulga apenas seu preço médio nacional para diesel, gasolina e gás liquefeito do petróleo. A estatal também sinalizava ao mercado que seus reajustes seguiam a variação do câmbio e da cotação dos preços internacionais do petróleo e derivados, mas agora terá de detalhar os preços de referência e os custos logísticos envolvidos no cálculo.

 

Postos - A ANP também obrigará os postos - incluindo vendedores de botijão de gás - a divulgar em tempo real os preços praticados em seus pontos de revenda a partir de 1º de novembro. Os preços serão disponibilizados ao consumidor por meio de um aplicativo. Segundo Almeida, essa medida, já adotada em outros países, como a Alemanha, ajudará a criar novos mecanismos de fiscalização. "Dá mais mecanismos de identificação de cartelização", afirmou.

 

Mercado de gás - Outra novidade foi a adoção de medidas de transparência para o mercado de gás natural, que estava fora do escopo das discussões. A ANP se propôs a elaborar contratos padronizados de compra e venda e divulgará mensalmente os preços praticados nos mercados organizados. "A ANP está criando as bases para um balcão de negociação de gás no país", disse. "Hoje os contratos entre a companhia e a distribuidoras de gás canalizado não são públicos e não há transparência em muitos Estados sobre os reajustes nas tarifas." (Valor Econômico)

 

GOVERNO FEDERAL: Realocação tira R$ 500 milhões de 4 ministérios

 

governo federal 17 08 2018O governo começou a discutir um remanejamento de recursos orçamentários entre os ministérios em 2018 a pouco mais de quatro meses do fim do ano. Na proposta apresentada pela equipe econômica ao Palácio do Planalto, será cancelado um montante acima de R$ 500 milhões em dotações orçamentárias de áreas como Educação, Saúde, Agricultura e Cidades.

 

Debate - As contas de 2018 foram debatidas nesta quinta-feira (16/08) em reunião da Junta de Execução Orçamentária, que reúne equipes da Casa Civil, do Planejamento e da Fazenda. Se a proposta for aceita, serão cancelados R$ 111 milhões da dotação orçamentária da Educação e R$ 60 milhões da Saúde. Na verba da Presidência, o cancelamento proposto é de R$ 16 milhões. Na Agricultura, de R$ 5 milhões. Também seriam atingidas as pastas de Integração Nacional e Cidades.

 

Impacto - Segundo uma fonte da equipe econômica, os recursos cancelados não geram impacto no resultado fiscal do ano porque serão remanejados para outras áreas. No caso da Educação, os valores a serem removidos estariam sem uso porque praticamente todo o orçamento em questão estava vinculado à arrecadação a ser obtida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que, segundo a fonte, não tem tido o resultado originalmente projetado.

 

Direcionamento dos recursos - A equipe econômica planeja que os recursos cancelados da Educação sejam direcionados ao Ministério do Desenvolvimento Social. A alegação é que agências do Instituto Nacional de Seguridade Social estão em situação emergencial, sob risco de parar de funcionar devido à necessidade de recursos.

 

Defesa - Apesar da possível repercussão negativa a respeito do cancelamento orçamentário para a Educação, a equipe econômica defende a tese que a demanda por recursos é grande enquanto há valores no Orçamento sem uso. E que os dessa área estariam sendo redirecionados para a área social.

 

Desistência - Nesta semana, justamente por temer uma repercussão negativa, o governo desistiu de vetar um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que estabelece para a Educação em 2019 o mesmo montante orçado em 2018 mais a inflação. A justificativa para o veto era que o trecho limitava o poder do governo para alocar recursos.

 

Perpetuação - O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, defendeu naquele dia que o trecho tende, ainda, a se perpetuar nas LDOs dos anos seguintes. Além disso, afirmou que o governo estava planejando reservar um montante maior do que o proposto pelo texto. Instantes depois das explicações à imprensa, no entanto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou que o governo manteria o artigo.

 

Decisão final - Ainda não foi tomada uma decisão final sobre os valores nem sobre o montante a ser recebido pelas áreas contempladas no remanejamento orçamentário. Um dos que demandam recursos é o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann - que, mesmo com as mudanças, pode não ter os valores esperados. Do R$ 1,8 bilhão solicitado, segundo fontes, é possível que sua pasta fique com apenas R$ 400 milhões.

 

Mês que vem - De qualquer forma, uma decisão sobre o remanejamento de recursos deve ser tomada apenas no mês que vem, quando o governo terá uma visão mais clara sobre a execução orçamentária do ano por causa dos números a serem mostrados pelo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. O documento deve ser divulgado até o dia 22 de setembro. (Valor Econômico)

 

SENADO: Piso salarial para médicos e dentistas está pronto para ser votado em comissão

 

senado 17 08 2018A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já tem condições de analisar o Projeto de Lei do Senado (PLS) 316/2014, que fixa em R$10.991,19 o valor do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas. O relator, senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), entregou ao colegiado seu voto favorável à iniciativa. Os quase R$ 11 mil superam o piso previsto na Lei 3.999, de 1961, que é de três vezes o valor do salário mínimo (R$ 937 atualmente).

 

Reajuste anual - A proposta também estabelece o reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e fixa a jornada desses profissionais em quatro horas diárias ou 20 horas semanais.

 

Proposta - "Entendemos que o novo valor está em consonância com a proposta da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que recomenda um salário mínimo de R$ 11.675 para 20 horas semanais de trabalho. O estabelecimento de valor muito acima do proposto por aquela entidade poderia levar a problemas, como relações informais na contratação de alguns profissionais. A fixação do piso servirá para conferir segurança a essas categorias, além de reduzir a alta rotatividade", explicou o relator.

 

CorreçãoO autor do projeto, o ex-senador Paulo Davim, afirma que a proposta vai sanar uma irregularidade, visto que a Constituição proíbe a vinculação ao salário mínimo para quaisquer fins. "É, portanto, inconstitucional a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de piso salarial, conforme já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, em sua Súmula Vinculante 4. Assim, estamos propondo os ajustes necessários para que cessem as discussões acerca da lei", explicou Davim na justificação do projeto. (Agência Senado)

 

SAÚDE: Dia D de vacinação contra pólio e sarampo será neste sábado

 

saude 17 08 2018Postos de saúde em todo o país abrem as portas neste sábado (18/08) para o chamado Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite. Todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. A campanha segue até 31 de agosto.

 

Meta - A meta do governo federal é imunizar 11,2 milhões de crianças e atingir o marco de 95% de cobertura vacinal nessa faixa etária, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Até a última terça-feira (14/08), no entanto, 84% das crianças que integram o público-alvo ainda não haviam recebido as doses.

 

Forma indiscriminada - Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

 

Injetável - No caso da pólio, as que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. 

 

Tríplice Viral - Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da Tríplice Viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

 

Casos de sarampoAtualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo - em Roraima e no Amazonas. Até a última terça-feira (14/08), foram confirmados 910 casos no Amazonas, onde 5.630 outros casos permanecem em investigação. Já em Roraima, são 296 casos confirmados e 101 em investigação. 

 

Casos isolados - Há ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2). 

 

Confirmados - Até o momento, foram confirmadas no Brasil seis mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e dois no Amazonas (brasileiros). (Agência Brasil)

 


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