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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4394 | 16 de Agosto de 2018

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Sistema Ocepar reúne lideranças cooperativistas do PR em Curitiba

 

forum destaque 16 08 2018Cento e trinta lideranças cooperativistas de todo o Estado são esperadas em Curitiba, na semana que vem, para participar do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, cujas atividades iniciam na quarta-feira (22/08), no auditório do Sistema Ocepar. O evento será aberto às 19h pelo presidente da entidade, José Roberto Ricken, que vai falar sobre o Programa de Educação Política (parana.coop+10), iniciativa do setor cooperativista voltada ao estímulo do voto consciente. Na sequência, o cientista político e professor do Ibmec Brasília, Juliano Griebeller, irá apresentar o cenário e as perspectivas para as eleições 2018.

 

Fórum de Agricultura - Na quinta e sexta-feira (23 e 24/08), os participantes acompanham a programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado desde 2013 pelo Núcleo de Agronegócio do jornal Gazeta do Povo, com o apoio do Sistema Ocepar. Nesta edição, o evento vai debater o tema “O campo digital e conectado, o grande desafio do século XXI”, com a presença de especialistas brasileiros e de outros países. De acordo com os organizadores, a ideia é tratar sobre as tendências do cenário global, a partir do potencial e perspectivas da América do Sul.

 

Painéis - Durante o Fórum serão realizados diversos painéis que vão discutir os seguintes temas: Agricultura 4.0 - A tecnologia que alia produção e sustentabilidade; OMC - Geopolítica de potências mundiais desafia comércio internacional; O campo digital e conectado - O grande desafio do século XXI; Tecnologia e inovação - O modelo de inovação de Israel, uma nação agritech; Carnes - Barreiras comerciais e sanitárias na expansão do mercado de carnes; Grãos - Década de protagonismo e liderança na América do Sul; Mercado - Riscos e oportunidades na concentração da produção, do mercado e da exportação; Logística - Além da rodovia, composição multimodal garante competitividade e segurança no escoamento da produção; Campo e cidade - A experiência da relação urbano-rural, o caso uruguaio sobre a consciência agropecuária; Cooperativismo - Surge uma nova economia, a economia da cooperação; Crédito sustentável - Uma produção que cresce alavancada, mas que precisa e regras para continuar; Agroflorestas - O agronegócio de base florestal como contraponto aos desafios ambientais do século XXI; Meio ambiente - Não basta produzir ou preservar, é preciso ser sustentável na preservação e no abastecimento; e Infraestrutura e telecomunicação - No limite da conexão, o campo hi-tech, como conectar o Brasil continental?.

 

Inscrições - As inscrições das lideranças cooperativistas serão apoiadas pelo Sistema Ocepar, e deverão ser efetuadas pelo link: FórumPresidentesOutlook2018. Dúvidas poderão ser esclarecidas com Humberto Bridi ou Carolina Teodoro, pelos e-mails carolina.teodoro@sistemaocepar.coop.br e humberto.bridi@sistemaocepar.coop.br, ou pelos telefones: (41) 3200 1121 e 3200 1134.

 

Clique aqui para mais informações sobre o Fórum dos Presidentes / Fórum de Agricultura da América do Sul

 

JOVEMCOOP: Fórum “O Futuro Começa Cedo” encerra a programação

 

A 27ª edição do Jovemcoop mal tinha acabado e já deixava saudade. Na terça-feira (14/08), o grupo visitou o Agroleite 2018, a mais importante feira da região dos Campos Gerais, em Castro (PR). Além dos animais que estão alojados e aguardam as competições, os jovens puderam verificar diversos maquinários, estandes de empresas conceituadas da agropecuária e aproveitar estes momentos para angariar informações e novidades.

 

Manhã – Após o pronunciamento e apresentação sobre o programa Paraná.coop+10, realizada pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, um grupo de jovens foi conduzido ao palco por Jean Siegel, da Escola de Criatividade, para debaterem tudo o que viram e vivenciaram durante o Jovemcoop. Com riqueza de detalhes e informações, os representantes do diálogo demonstraram com precisão o sentimento de satisfação de todo o grupo. “Estou me identificando com a história de cada um. Estou me transformando no que eu sempre quis ser”, relatou uma das jovens.

 

Bandeira – Debates realizados, Jovemcoop Press entregue, era a hora de ‘passar’ a bandeira do encontro. E a cooperativa que recebeu e sediará o próximo evento será a C.Vale, em Palotina.

 

Fórum Jovemcoop – Com o tema “O futuro começa cedo”, a Castrolanda realizou um painel e convidou a palestrante Flávia Fontes, do movimento #bebamaisleite e o medalhista olímpico e bicampeão mundial, Diego Hypólito. No palco, além dos convidados, cinco jovens representando as cooperativas Bom Jesus, Lar, Integrada, Copacol e Castrolanda participaram da roda de conversa. Flávia deixou seu recado após a apresentação com a frase: “Faça o que não pode ser feito”. Com esta deixa, Hypólito contou toda sua história de dedicação ao esporte, suas lutas, superações e vitórias. “O impossível é só aquilo que não foi alcançado”, disse em um de seus relatos. Além dos participantes do palco, a plateia também pode fazer perguntas e interagir com os convidados.

 

Especial – “Mais uma vez, mais um Jovemcoop, mais um desafio que conseguimos fazer os jovens entrarem de cabeça. Trabalhar com jovem sempre é inspirador. Fazer parte do Jovemcoop é sempre muito especial.”, conclui sobre o evento, Lívia Kohiyama, da Escola de Criatividade.

TRIGO: Embrapa e cooperativas debatem futuro da pós-colheita

 

trigo 16 08 2018Representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e técnicos de 11 cooperativas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que possuem moinhos, estiveram reunidos com pesquisadores da Embrapa, em Londrina (PR), no dia 7 de agosto, para promover a troca de experiências sobre a tomada de decisão da produção à pós-colheita do trigo.

 

Oportunidade - A participação de técnicos que atuam em moinhos é uma oportunidade para o intercâmbio informações e principalmente para o entendimento de como o segmento vem trabalhando questões relacionadas à qualidade, segregação e pós colheita. Levantamento da Embrapa Trigo indica que cooperativas participantes de capacitações em convênio com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) respondem por 60% da produção de trigo do Brasil e congregam 85% dos produtores do cereal.

 

Networking - “Nosso objetivo é promover o networking e dar condições para que os diferentes participantes apresentem como está estruturada a produção de trigo, a partir da atuação dos moinhos”, destaca Adão da Silva Acosta, analista da Embrapa Trigo. “A ideia é compartilhar os principais aspectos relacionados à tomada de decisão, seja na relação com os associados e as equipes técnicas, seja no entendimento dos mecanismos de fomento para promover a cultura no âmbito de cada cooperativa”, destaca Acosta. Acosta destacou a dinâmica de flutuação de área semeada com a cultura e cenários para a produção de trigo e depois foi feito painel onde colocaram suas experiências e suas demandas para a pesquisa. “Debatemos os vários aspectos que impactam no setor como a escolha de cultivares, as dinâmicas de recebimentos de grãos, os testes para avaliação da qualidade dos grãos, enfim aspectos técnicos que apoiam as tomadas de decisão”, disse.

 

Originalização - Edenilson Carlos de Oliveira, gerente de produtos agrícolas da Cooperativa Agrícola de Campo Mourão (Coamo) apresentou como realiza o processo de originação de trigo, desde a orientação na seleção de cultivares ao recebimento do grão. A projeção da Coamo para 2018 é de receber 540 mil toneladas de trigo, o que representa aproximadamente 11% da produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil irá produzir 4 milhões e 900 mil toneladas na safra atual.  Na avaliação de Oliveira, o mercado vem mudando na direção de exigir melhor qualidade da matéria-prima e dos produtos. Já no campo o produtor vem percebendo que a escolha de uma cultivar precisa ter mais do que boas características agronômicas. “Esta percepção é mais recente entre os produtores, mas eles entendem ser necessário conciliar características como produtividade, sanidade e mais recentemente qualidade industrial”, diz o representante da Coamo.

 

Qualidade - Na cooperativa, a qualidade do trigo é avaliada no recebimento e depois no beneficiamento, etapa em que são realizados diversos testes que analisam desde força de glúten à proteína. “Fazemos testes no momento da recepção do trigo para segregarmos um trigo bom daquele que apresente qualidade inferior. Estamos sempre em busca de qualidade para destinar a matéria-prima que melhor vai atender a produção de pão e massa, produtos elaborados no moinho da Coamo”, destaca. Também participou do evento o gerente da Área de Agroindústria da Cooperativa Tritícola Sarandi (Cotrisal), Vilmar Bonfante. Segundo ele, o moinho da cooperativa é pequeno e foi criado junto com a cooperativa há 61 anos para atender às demandas dos produtores por troca de farinha por trigo. “Nosso objetivo não era entrar no mercado de farinhas, mas sim atender os produtores que produzem trigo”, diz.

 

Recebimento - Em 2017, a Cotrisal recebeu aproximadamente de 1,5 milhão de sacas de trigo e, deste total, apenas 40 mil sacas foram destinadas internamente à produção de farinha. O restante foi repassado a grandes moinhos. Bonfante diz estar avaliando a possibilidade de ampliar a atuação do moinho e transformá-lo em um negócio. “Até agora a produção de trigo estava focada em produtividade, para que nosso produtor pudesse ter maior rentabilidade”, diz. “Não temos um trabalho de avaliar a qualidade e segregar o trigo para destiná-lo à produção e biscoito ou massa, por exemplo. Mas vejo que isso é viável”, diz Bonfante. 

 

Estudo - Na avaliação de Bonfante, o primeiro passo nesta direção será promover um estudo sobre as variedades de trigo com potencial e qualidade para atender as exigências dos moinhos e assim agregar valor na venda. “Acho importante fazermos parceria com os moinhos para entendermos este mercado de farinhas, no sentido de produzirmos para os diferentes nichos. O importante é que o produtor, ao agregar valor ao produto, possa ser bonificado pela matéria-prima de qualidade que irá entregar para a indústria”, avalia. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja /Agrolink)

 

COOPERATIVISMO: Intercoop vem aí

 

cooperativismo 16 08 2018Disseminar boas práticas de gestão nos negócios e estimular a entrada de cooperativas em novos mercados. Este é um dos objetivos do Intercoop, evento realizado pelo Sistema OCB, com foco nos ramos agro, crédito, saúde, transporte e que ocorrerá em Brasília, na semana que vem. O evento que discutirá a gestão do negócio cooperativo deve receber 500 representantes do movimento cooperativista de todas as regiões do país.

 

Eventos - Segundo o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, o Intercoop é uma iniciativa que reúne, em si, três importantes eventos: Seminário de Autogestão, Espaço Cooperação e Encontro de Superintendentes. Confira a entrevista.

 

Qual o objetivo do Intercoop?

Nossa intenção é apresentar o cenário econômico-financeiro nacional, além de casos específicos que envolvam a atuação de cooperativas agropecuárias, de crédito, de saúde e de transporte. Pretendemos, ainda, disseminar boas práticas de gestão nos negócios, estimulando o movimento cooperativista a ampliar sua participação nos mercados já conquistados e, até, uma atuação em nichos ainda não explorados. Vale destacar que o Intercoop é uma iniciativa do Sistema OCB que congregará, em uma mesma oportunidade, três eventos: Seminário de Autogestão, Espaço Cooperação e Encontro de Superintendentes.

 

Como o evento está montado?

Bom, teremos dois dias de muita atividade. Na terça, dia 21, a programação inclui uma série de palestras técnicas a respeito de governança, gestão e desempenho. Além desses momentos, João Paulo Koslovski, uma das referências do movimento cooperativista nacional, falará sobre a jornada da autogestão, enquanto Juan Jensen, abordará a conjuntura político-econômica e as perspectivas para o período de 2018-2022.

 

No dia seguinte, assuntos como recuperação de créditos tributários e os cenários do leite, de frutas, grãos, insumos e carnes também serão debatidos pelos representantes das cooperativas. Também contaremos com a apresentação de casos de algumas cooperativas que encontraram formas inovadoras no que se refere à fornecedores, sucessão, necessidades do cliente, compliance e, ainda, modelo de negócio cooperativista. Vale a pena conferir.   

 

Poderia nos falar um pouco sobre o Seminário de Autogestão?

Esse seminário tem por objetivo desenvolver as lideranças para aprimorar a análise do desempenho da cooperativa, pois é de responsabilidade, além da análise de sua cooperativa, avaliar a competitividade da organização com base em referenciais comparativos do setor e do mercado.

É importante destacar que o Sescoop apoia as cooperativas a aprimorarem a governança, a gestão dos processos e a gestão econômico-financeira de seus negócios, por meio de ferramentas disponibilizadas pela instituição. O resultado esperado, após a utilização dessas ferramentas, objetiva o aprimoramento da gestão e a mensuração da riqueza gerada pela cooperativa.

 

E o que se pretende com o Espaço Cooperação?

O Espaço Cooperação é uma área de exposição, que deverá fomentar a intercooperação. Serão cinco estandes com a participação das confederações de cooperativas dos ramos Crédito e Saúde, apresentando seus portfólios de produtos e serviços às demais cooperativas.

 

Além disso, haverá oito ilhas de degustação e apresentação de produtos de cooperativas agropecuárias e de trabalho. Os participantes poderão conhecer embutidos e congelados, sucos, frutas, derivados de leite, café, bolsas e afins, além de itens de papelaria e biojoias.

 

Esse espaço vai abrigar, ainda, um local exclusivo para o movimento SomosCoop, com um estande personalizado, no qual esperamos poder gerar mais engajamento e adesão das cooperativas.

 

E qual é a pauta do Encontro dos Superintendentes do Sistema OCB?

No encontro da semana que vem, daremos início ao processo de planejamento de nossas ações para 2019. Nossa intenção é discutir alguns pontos, como por exemplo, a realização do Congresso Brasileiro do Cooperativismo e, também, colher as necessidades de nossa base para fazermos um trabalho integrado com todos os estados. (Informe OCB)

 

SOMOSCOOP: Prêmio recebe inscrições até 30 de agosto

 

somoscoop 16 08 2018Sem medir esforços para melhorar a vida dos cooperados e da comunidade onde estão localizadas, as cooperativas brasileiras têm mostrado como o cooperativismo é capaz de transformar a realidade socioeconômica do país inteiro. É por isso que o Sistema OCB realiza, a cada dois anos, o Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano. A ideia é reconhecer essas iniciativas, estimulando a troca de experiências entre as mais de 6,6 mil cooperativas.

 

Inscrição - Para participar, basta clicar aqui e se inscrever. O prazo vai até o dia 30 de agosto.

 

Sobre o prêmio - Desde sua primeira edição, em 2004, já foram premiadas ações de mais de 80 cooperativas, elevando, assim, o nível de comprometimento tanto com a sustentabilidade do negócio quanto com as questões sociais.

 

Categorias - O prêmio está dividido em sete categorias: Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Cooperativa Cidadã, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia, Intercooperação e Cooperjovem.

 

Benefícios comprovados - Os projetos devem conter benefícios comprovados aos cooperados e à comunidade local. A avaliação das iniciativas inscritas será realizada a partir de uma matriz de pontuação, conduzida por uma comissão indicada e nomeada pelo Sistema OCB, entidade composta pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).

 

Mais - Quer sabre mais? Clique aqui ou fale com Aurélio Prado (61 3217-1525 ou aurelio.prado@sescoop.coop.br). (Informe OCB)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Cooperativas querem estreitar relação com a China

 

comercio exterior I 16 08 2018A China tem registrado, nos últimos anos, um crescimento de encher os olhos. Para se ter uma ideia, em 2017, o PIB chinês cresceu 6,9% e esse resultado colocou o país na segunda posição no ranking das economias mais fortes do mundo, atrás apenas, dos Estados Unidos. E o Brasil está atento a esse desempenho. Tanto que, no ano passado, a China foi o principal destino dos produtos brasileiros. As cooperativas agropecuárias, por exemplo, tiveram um resultado de mais de US$ 500 milhões, com exportações diretas.

 

Missão - Com base nesse contexto, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) realizará em novembro uma missão de prospecção de negócios à China. A missão cooperativista será liderada pela diretoria da OCB e buscará promover os produtos agropecuários exportados pelas cooperativas ao mercado chinês. Outro objetivo é a identificação de cooperativas chinesas para possíveis parcerias comerciais com o Brasil.

 

Convite - A iniciativa é o resultado de um convite feito às cooperativas brasileiras pela All China Federation, entidade que, assim como a OCB no Brasil, é responsável pela defesa dos interesses do movimento cooperativista chinês.

 

InscriçãoVinte vagas serão disponibilizadas pela OCB, que custeará as despesas de tradução simultânea e transporte terrestre em Pequim e em Xangai. Já o custo de deslocamentos aéreos até a China e dentro do país, bem como acomodação e outras despesas de viagem correrão por conta dos representantes das cooperativas selecionadas. Para participar da seleção, as cooperativas interessadas deverão procurar a unidade da OCB no seu estado de origem até o dia 31/08. Em caso de dúvidas, encaminhar um e-mail para relacoesinstitucionais@ocb.coop.br ou ligar para (61) 3217-2142.

 

Roteiro - A agenda da delegação incluirá encontros em Pequim e Xangai. Na capital chinesa, a comitiva se encontrará com cooperativas locais atuantes no comércio internacional, com representantes da Embaixada do Brasil e do escritório da Apex. Na embaixada, a comitiva se encontrará com importadores locais de diversos setores e terá a oportunidade de participar, ainda, de um almoço com produtos de cooperativas. Já em Xangai, o grupo se encontrará com as principais tradings com atuação no Brasil, além de participar do Pavilhão do Brasil na feira internacional China International Import Expo.

 

Economia - A China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo. A média de crescimento econômico deste país, nos últimos anos é de quase 7,5%. Uma taxa superior à das maiores economias mundiais, inclusive a do Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) da China atingiu, em valores correntes, US$ 12 trilhões ou 82,7 trilhões de iuanes, em 2017 (com crescimento de 6,9%). Esses números apontam que a China representa atualmente cerca de 15% da economia mundial.

 

Cooperativismo - Com aproximadamente 20 mil cooperativas presentes em todos os setores econômicos, o cooperativismo chinês conta com 100 milhões de cooperados e gera 3,4 milhões de empregos diretos. As cooperativas chinesas são estimuladas a participarem do comercio internacional e detêm grande atuação nesse setor. (Informe OCB)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Mapa e OCB organizam missão comercial à Angola

 

comercio exterior II 16 08 2018Cooperativas brasileiras poderão ampliar sua relação comercial com o mercado consumidor da Angola, na África. É que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com apoio da OCB, está organizando, para o final de setembro (22 a 29), uma missão técnica com o objetivo de apresentar os produtos daqui a representantes da Câmara de Comércio Angola-Brasil e a compradores angolanos.

 

Parceria - A OCB trabalha em parceria com entidades públicas e privadas para apoiar as cooperativas em sua inserção nos mais diversos mercados e o Governo Brasileiro tem sido um grande incentivador nesse processo, viabilizando a participação de cooperativas tanto em feiras quanto em missões como essa.

 

África Austral - Em junho, por exemplo, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura organizou uma missão técnica para dirigentes cooperativistas na África Austral. A viagem teve resultados positivos e, por isso, o governo resolveu retornar ao país e ampliar a possibilidade de novos acordos comerciais, envolvendo exclusivamente cooperativas.

 

Itinerário - A delegação visitará as cidades angolanas de Luanda, Lubango e Gambos e terá a oportunidade de se encontrar com autoridades locais, empresários, representantes comercias e com membros da Câmara de Comércio Angola-Brasil. A economia angolana vive atualmente um momento de crescimento, que é refletido no comércio exterior sendo que a participação do Brasil nas importações de alimentos e bebidas de Angola chega a 20%.

 

Oportunidades - Serão exploradas oportunidades para os setores de grãos, lácteos, carnes, frutas, sucos e bebidas. Com base no perfil das cooperativas participantes, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura organizará encontros de negócios, matchmakings, com parceiros comerciais angolanos.

 

Inscrição - As cooperativas agropecuárias interessadas deverão se inscrever no processo de escolha de quem vai representar o Brasil na missão comercial. As inscrições estão abertas até o próximo dia 24/8. Basta clicar aqui.

 

Sobre a Angola - Desde 2008, as exportações brasileiras com destino à Angola têm tido excelentes resultados. Dentre os principais produtos verde-amarelos que vão parar na mesa dos angolanos estão: açúcar refinado, carnes e miudezas (de aves, suína e bovina), farinha de milho, além de grãos, óleo e produtos industrializados. O resultado total das exportações, relativo a 2017, foi de US$ 670 milhões, ou seja, 24% maior do que o registrado em 2016. (Informe OCB)

 

SICOOB NORTE DO PR: Reconhecido pelo terceiro ano consecutivo como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil

 

sicoob norte pr 16 08 2018O Sicoob Norte do Paraná, de Londrina, foi eleito pelo terceiro ano consecutivo como uma das 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil na premiação promovida pelo Instituto Great Place to Work (GPTW) em parceria com a Revista Época. O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (13/08), durante evento realizado no Espaço das Américas, em São Paulo.

 

Presenças - Estiveram presentes no evento 40 representantes da cooperativa, entre eles, o presidente e o vice-presidente do Conselho de Administração, Rafael de Giovani Netto e Roberto Cremonez, além de conselheiros, diretores e colaboradores representando os pontos de atendimento da singular.

 

Valorização das pessoas - Segundo Rafael, estar entre as melhores empresas do Brasil demonstra que a singular tem alcançado bons resultados em seus negócios e operações, mas também na valorização das pessoas. “Saber que nossos números refletem o empenho de colaboradores felizes e engajados é motivo de orgulho e motivação para construirmos um ambiente de trabalho cada vez melhor para todos", afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI RIO PARANÁ: Jovens de Querência do Norte participam de oficina digital

 

Como uma das atividades do segundo semestre letivo, os alunos do Ensino Médio do Colégio Humberto de Campos, de Querência do Norte (PR), participaram de uma vivência digital. A ação foi promovida pela Sicredi Rio Paraná PR/SP.  O objetivo foi fazer um bate-papo sobre fake news, cyberbullying e ferramentas de pagamento digital.  

 

Acesso - A ação visa promover o acesso aos meios digitais na cidade que passa por uma crise de violência.  A atividade foi conduzida pela assessora de Comunicação e Marketing do Sicredi, Carolina Mussolini, acompanhada do gerente do Sicredi de Querência do Norte, Osvair Júnior e o gestor de carteira, Alexandre Reis. 

 

Inclusão digital - Este projeto tem como foco a inclusão digital, com o objetivo de incentivar as pessoas ao acesso às tecnologias de informação e comunicação, estando relacionado à acessibilidade. O uso da tecnologia auxilia a população não só na comunicação, mas também na facilidade que proporciona ao dia a dia. 

 

Acesso - A educação digital também permite que mais pessoas tenho acesso a novidades do mundo, além de locais que talvez não poderão conhecer como museus, ler jornais e revistas online, além de poder cursar faculdades online. 

 

Cidadania - Esta também é uma inclusão cidadã, em que as pessoas podem ter acesso a informações como serviços públicos. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

 

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Prêmios são entregues a associados sorteados

 

A Campanha “Eu Poupo Sim”, que tem por finalidade incentivar a poupança e reforçar o conceito de educação financeira, por meio de reservas que garantam segurança e tranquilidade para o futuro, já contemplou diversos associados da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

 

Nove prêmios - Até o momento, a cooperativa entregou nove prêmios de R$ 2 mil para associados sorteados das agências de Umuarama, Altônia, Iporã, Moreira Sales, Janiópolis, Campina da Lagoa e Assis Chateaubriand, todos no Estado do Paraná.

 

Encerramento - A campanha encerra-se em dezembro deste ano e, até lá, serão distribuídos R$1,5 milhão em prêmios, sendo dez sorteios semanais de R$ 2 mil, um sorteio mensal de R$ 50 mil e o sorteio final de que premiará um Associado Sicredi com R$ 500 mil.

 

Como participar - A cada R$ 100 aplicados na Poupança Sicredi, um número da sorte é gerado automaticamente para concorrer aos sorteios que acontecem pela Loteria Federal. Basta acessar o site www.sicredi.com.br/eupouposim e verificar os números. Ao fazer uma poupança programada, o poupador recebe números em dobro para os sorteios. Podem participar pessoas físicas e jurídicas dos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

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COCAMAR: Loja será inaugurada em outubro em Naviraí

 

cocamar 16 08 2018Ampliando presença no Mato Grosso do Sul, onde opera nas cidades de Nova Andradina e Ivinhema, a Cocamar prepara a inauguração em outubro de uma loja para a fornecimento de insumos agropecuários em Naviraí.

 

Expectativa - As obras para adaptar o imóvel situado em área estratégica do município avança para a reta final, mas a chegada da cooperativa já ressoa há meses na região. Quando, em meados do primeiro semestre, foi publicado um anúncio para a contratação da equipe local de colaboradores, a Cocamar recebeu centenas de interessados. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa por parte dos produtores, pois além do amplo portfólio de produtos agropecuários a ser oferecido na loja, a cooperativa já trabalha com a possibilidade de atuar também no recebimento de grãos. 

 

Safra - Viabilizar o recebimento ainda depende de negociações, mas o objetivo é que a operação comece já na safra de soja 2018/19, cuja semeadura inicia no próximo mês.

 

Receptividade - O sucesso da Cocamar no Mato Grosso do Sul pode ser resumido pela grande receptividade encontrada junto aos produtores em Nova Andradina, a 150km de Naviraí, onde a cooperativa instalou com uma loja de insumos em 2014 e, nos anos seguintes, passou a receber e a armazenar grãos, a abriu ainda uma outra loja em Ivinhema, a 40km. Atualmente, Nova Andradina não apenas lidera o recebimento de grãos entre todas as unidades operacionais da cooperativa, como está entre as primeiras em fornecimento de insumos. (Imprensa Cocamar)

 

COPACOL: Lançados os Kits Natalinos

 

A inovação e a diversidade do portfólio de produtos fazem parte do DNA da Copacol e para oferecer mais opções aos clientes e consumidores, a cooperativa lança os Kits Natalinos. São três opções práticas para compartilhar as conquistas do ano com os colegas de trabalho, clientes, amigos e a família. Além da qualidade e sabor diferenciado dos produtos Copacol, os kits também contam com uma exclusiva bolsa térmica, com design moderno, que pode ser usada para as diversas atividades do dia a dia.

 

Opções - Com os kits Natalinos da Copacol as melhores receitas ficam ainda mais praticas, confira as opções:

 

Kit 1 - Kit Natal Clássico

Frango Especial Navidad

Bolsa Térmica Tamanho P

 

Kit 2 - Kit Natal Especial

Frango Especial Navidad

Linguiça de Frango Congelada

Petisco de Frango Temperado Congelado

Frango Desossado Temperado Congelado

Bolsa Térmica Tamanho M

 

Kit 3 - Kit Natal Premium

Frango Especial Navidad

Linguiça de Frango Congelada

Petisco de Frango Temperado Congelado

Frango Desossado Temperado Congelado

Filé de Peito de Frango Temp. Coz. Desfiado

Filé de Tilápia Congelado

Iscas de Filé de Tilápia Empanadas

Bolsa Térmica Tamanho G

 

Pedidos - Os interessados em fazer pedidos devem entrar em contato com a responsável pelo televendas, Joseane Costa dos Santos, por meio do telefone (45) 3241-8603 ou, no e-mail televendas1@copacol.com.br.

 

Informações - Mais informações também podem ser acessadas no site: http://kitsdenatalcopacol.com.br/ (Imprensa Copacol)

 

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ESTUDO: Alta de custo com frete para exportador pode chegar a R$ 25 bilhões

 

estudo 16 08 2018A tabela de preços mínimos para o frete estabelecida pelo governo após a paralisação dos caminhoneiros no fim de maio pode ser mais salgada do que se esperava para os exportadores de produtos agrícolas do país. 

 

Estudo - Estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log/USP) mostra que o aumento mínimo de custos esperado para o transporte dos produtos até os portos este ano, com a imposição da tabela, é de 70%, mas a alta pode chegar a 154% se o contratante também pagar o frete de retorno.

 

Análise - “Analisamos como foi o ano passado em termos de volumes exportados e como seria o custo com a tabela de fretes”, explica Thiago Péra, coordenador técnico do grupo. O estudo considera os embarques de soja, milho, farelo de soja e açúcar em 2017.

 

Frete de retorno - Um dos pontos da tabela que mais tira o sono dos exportadores é que o contratante do transporte terá de pagar o frete de retorno do caminhão vazio após o desembarque nos portos.

 

Aumento do custo - Conforme os cálculos do grupo da Esalq-Log, num cenário em que todos os caminhões voltem vazios dos portos, o aumento de custos chegaria a R$ 25,1 bilhões, o que representa alta de 154% sobre os valores de 2017. Sem esse frete de retorno, o aumento dos custos fica ao redor de 70%, ou R$ 11 bilhões.

 

Soja - Dentre os quatro produtos analisados, a soja, carro-chefe das exportações brasileiras, teria um aumento dos gastos com transporte da ordem de R$ 13,8 bilhões, ou alta de 156% sobre os valores de 2017. O custo pode ser ainda maior para a oleaginosa, uma vez que a estimativa é que as exportações este ano sejam 8,6% maiores que em 2017.

 

Milho - O milho, por sua vez, teria aumento de R$ 7,3 bilhões (alta de 166,3%) considerando o mesmo volume exportado em 2017. Para este ano, no entanto, a própria Conab já reduziu a projeção para os embarques em 3 milhões, para 27 milhões de toneladas, justamente por causa da alta do frete.

 

Açúcar - No caso do açúcar, segundo o estudo do grupo, o impacto seria de R$ 2,1 bilhões (alta de 106,9%), e do farelo, de R$ 1,9 bilhão (aumento de 167,6%). 

 

Valores mínimos - Para fazer a análise, a Esalq-Log considerou os valores mínimos da Tabela de Frete da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), incluindo tarifas de pedágios, impostos e margens, e aplicou-os aos volumes embarcados dos quatro produtos em 2017. A variação do custo com o diesel, combustível dos caminhões, também foi corrigida.

 

Estados - Na análise por culturas, o Estado mais impactado nos custos de transporte da soja aos portos é Mato Grosso — principal produtor da oleaginosa —, com elevação estimada em R$ 6,9 bilhões, seguido por Goiás, com R$ 1,4 bilhão, e pelo Paraná, com R$ 1,3 bilhão.

 

Em dólar - Nesta quarta-feira (15/08), Aurélio Pavinato, presidente da SCL Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do país, afirmou que o aumento de custos em dólares não chega a ser tão significativo. “Os cálculos da SLC apontavam para aumento de 30% do frete em reais, mas, como exportadores, nos interessa o custo em dólares e não houve tanta mudança assim”, afirmou em teleconferência com analistas.

 

Desvalorização do real - Na comparação com o mesmo período do ano passado, o real se desvalorizou cerca de 20% ante o dólar, para US$ 3,9045.

 

Mais afetado - Também no caso do milho, Mato Grosso é o mais afetado pelo aumento dos custos de transporte. O Estado é o maior produtor do cereal e deve registrar uma alta nos custos com frete de R$ 5,3 bilhões, conforme os cálculos.

 

Adubos - O estudo elaborado pela Esalq-Log também avaliou os custos com transporte rodoviário para a cadeia de adubos. O aumento com o transporte, em todo o país, do fertilizante intermediário — matéria-prima para a indústria — recebido nos portos até as misturadoras deve chegar a R$ 2,3 bilhões, uma alta de 83,8% em relação a 2017.

 

Decisão - A decisão sobre a tabela de fretes mínimos rodoviários ainda pode ser revertida. No dia 27 deste mês haverá uma audiência pública sobre o tema. Depois disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir sobre a constitucionalidade da tabela. (Valor Econômico)

 

Foto: Agência Brasil

 

ECONOMIA I: Banco Central entende que não houve queda do PIB

 

economia I 16 08 2018O Banco Central divulgou, nesta quarta-feira (15/08), uma pouco usual nota para comentar os dados de seu índice de atividade econômica, conhecido pela sigla IBC-Br. Ao contrário do que dizem os números frios, que apontam queda de 0,99% no segundo trimestre, ante o primeiro, o Produto Interno Bruto (PIB) estaria "relativamente estável" no período.

 

Novidade - O BC não costuma fazer considerações sobre o que chama de dados de alta frequência. No passado, já teve o hábito de comentar dados anuais do PIB, mas raramente dados trimestrais. A nota sobre um indicador mensal é uma novidade, pelo menos na gestão Ilan Goldfajn. Por isso, é uma mensagem que deve ser entendida dentro da estratégia mais geral de comunicação do Banco Central.

 

Atualização - Certamente, a autoridade monetária não está dando nenhum recado novo sobre a direção a política monetária. A equipe de Ilan tem sido disciplinada em atualizar o cenário econômico e tomar as decisões apenas nas reuniões do seu Comitê de Política Monetária (Copom) e comunicá-las pelos canais tradicionais, como comunicados, atas, relatórios de inflação e discursos.

 

Mudança de rumo - Na gestão Tombini, o BC chegou a mudar totalmente o rumo da política monetária comentando dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a atividade econômica brasileira.

 

Leitura dos dados - Mais do que a direção da política monetária, aparentemente, a nota abre como a instituição pretende ler os dados do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) nas próximas reuniões do Copom.

 

Política monetária - Naturalmente, o recado não deixa de ter implicações para a política monetária. É muito importante saber como o Copom vai ler os dados do IBC-Br. A atividade econômica, é bom lembrar, é um dos componentes que o BC vem dizendo que vão determinar seus próximos passos de política monetária, ao lado de outros fatores, como projeções de inflação, expectativas e balanço de riscos.

 

Cenário básico - Hoje, o BC trabalha com um cenário básico de "continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual do que aquele esperado antes da paralisação" dos caminhoneiros. Também vem citando, no seu balanço de riscos, a possibilidade de o alto grau de ociosidade da economia levar a uma inflação menor do que a projetada, prejudicando a convergência dos índices de preços para as metas.

 

Estabilidade - E como, tecnicamente, o BC está lendo o IBC-Br? Basicamente, a nota diz que os dados sugerem uma estabilidade, e não queda da economia, entre o primeiro e o segundo trimestres.

 

Volatilidade - Isso porque, na visão da autoridade monetária, o IBC-Br costuma ser muito volátil nos dados trimestrais. Esse é um indicador mais confiável de tendência em prazos mais longos, de cerca de um ano.

 

Comparação - Na comparação entre o segundo trimestre de 2017 e o segundo trimestre de 2018, o indicador avançou 0,84%. Já na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, houve queda de 0,99%.

 

Conclusão - Desses dados, o BC conclui que houve estabilidade. Nas palavras exatas da sua nota, o BC diz que "essa variação interanual seria consistente com a evolução relativamente estável do PIB na margem, isto é, considerado o PIB do 2º trimestre em relação ao PIB do 1º trimestre, ajustado sazonalmente".

 

Sem inovação - A rigor, não houve nenhuma inovação na maneira de o BC ler os números do IBC-Br. Em box do relatório de inflação de março, o BC já havia reafirmado a sua posição de que os dados trimestrais do IBC-Br são muito voláteis e podem dar uma indicação equivocada de tendência, enquanto que os dados interanuais são um indicador mais seguro.

 

Conclusão - Se o Copom fosse se reunir hoje, portanto, iria concluir que a economia ficou relativamente estável no segundo trimestre. Qual seria o significado dessa economia estável para a política monetária mais imediata? Isso ainda não está totalmente claro. O BC não divulga projeções trimestrais para o PIB, por isso não é possível saber se a autoridade monetária já contava com essa estabilidade ou foi surpreendida. Mais importante, não se sabe ainda se os dados mudam a sua leitura sobre a recuperação da economia. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA II: Supermercados desperdiçam R$ 3,9 bi em alimentos por ano, diz Abras

 

economia II 16 08 2018Os supermercados brasileiros desperdiçaram, no ano passado, o equivalente a R$ 3,9 bilhões em frutas, legumes e verduras e produtos das seções de padaria, peixaria e açougue. Na comparação com 2016, houve queda de R$ 54.2 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15/08) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na capital paulista.

 

Levantamento - O levantamento, feito em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), considerou números de 2.335 supermercados do país. Apenas em frutas, verduras e legumes, o desperdício atingiu R$ 1,8 bilhão no ano passado, aproximadamente R$ 600 mil a mais do que em 2014.

 

Sensibilização - O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que sensibilizar o setor supermercadista para o desperdício é mais importante do que considerar as perdas financeiras. “Temos que discutir com todo o setor produtivo. Juntos somos capazes de resolver isso”, afirmou Milan.

 

Ceagesp - Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), empresa estatal de abastecimento que recebe produtos de 1,5 mil municípios brasileiros e de 14 países e comercializa de 10 a 12 mil toneladas diariamente, as perdas diárias são estimadas em 1,3%.

 

Qualidade - Segundo a chefe do Centro da Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da Ceagesp, Anita Gutierrez, para evitar o desperdício, é importante que o alimento tenha qualidade no momento da colheita. “O tratamento pós-colheita – passar cera – ajuda, mas não resolve. Para que se tenha um bom produto na gôndola, ele tem que ser produzido de maneira correta”, afirmou Anita.

 

Podridão - Anita identifica, entra os principais problemas que levam os alimentos à podridão, danos mecânicos na colheita e na pós-colheita – no momento da embalagem e no manuseio. A perda de água e os machucados nos alimentos, além disso, levam à redução considerável de valor.

 

Diferença - Outro ponto levantado pela especialista é a diferença de temperatura a que o produto é submetido no período que abrange da colheita à embalagem e transporte até o destino final. Certos alimentos são transportados sob refrigeração e, quando chegam ao destino, levam choque de temperatura, o que acelera seu metabolismo e leva à perda de qualidade.

 

Logística - O diretor da Associação Brasileira de Agronegócio, Luiz Cornacchioni, também destacou que metade das perdas do setor ocorre durante a logística (processo que envolve armazenagem, circulação e distribuição de produtos). A comercialização com menos intermediários da roça aos supermercados, permitindo melhores ganhos tanto para o produtor, e preços mais baixos para o consumidor, é uma das metas.

 

Agricultura familiar - Em junho deste ano, a Abras firmou protocolo de intenções para aumentar o relacionamento dos supermercados com a agricultura familiar. O consultor Vitor Correa, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, informou que técnicos já estão sendo capacitados para esse acompanhamento. Segundo Correa, atualmente, 3,5 milhões de famílias trabalham no setor, sendo 600 mil em cooperativas.

 

Identificação - Um dos objetivos é criar uma identificação nos produtos oriundos da agricultura familiar. Os alimentos ficarão em gôndolas específicas dentro dos supermercados, destacando o diferencial da agricultura familiar, como o respeito ao meio ambiente, à sustentabilidade e a preocupação social. (Agência Brasil)

 

TRABALHO: Mercado tem 27,6 milhões de pessoas subutilizadas

 

trabalho 16 08 2018O país tinha 27,6 milhões de trabalhadores subutilizados no segundo trimestre deste ano, contingente praticamente estável em relação ao primeiro trimestre, de acordo com dados complementares da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta quinta-feira (16/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Grupos - Subutilizado é um conceito que abrange três grupos de trabalhadores: os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas (pessoas empregadas que gostariam de trabalhar mais) e a chamada força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

 

Parcela da força de trabalho - Segundo o IBGE, esse contingente de 27,6 milhões de trabalhadores subutilizados correspondia a 24,6% da força de trabalho ampliada (que soma a força de trabalho e a força de trabalho potencial). Essa proporção é a chamada taxa de subutilização, que estava em 24,7% nos primeiros três meses deste ano e em 23,8% no mesmo período do ano passado. O resultado é considerado estatisticamente estável pelo IBGE.

 

Regional - Uma abertura regional da pesquisa mostra que os piores indicadores estão nos Estados das regiões Norte e Nordeste. É o caso de Piauí (40,6%), Maranhão (39,7%) e Bahia (39,7%). Os menores índices ficam no Sul, como Santa Catarina (10,9%) e Rio Grande do Sul (15,2%). No Estado de São Paulo, a taxa de subutilização é de 21,7%, acima do registrado em igual período do ano anterior (20,5%). (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO: Vetos à LDO cairão no Congresso, diz relator

 

legislativo 16 08 2018Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Congresso Nacional, o senador Dalírio Beber (PSDB-SC) prevê que os parlamentares não aceitarão os vetos feitos pelo presidente Michel Temer a autorizações para aumento de recursos para a saúde e assistência social.

 

Mobilização - Para o relator, é muito provável que deputados e senadores se mobilizem nos próximos dias e articulem a derrubada da decisão do presidente nesses pontos. "Os vetos da área social e saúde vão merecer por parte dos parlamentares um esforço no sentido de derrubá-los. Ouso dizer que, por toda movimentação que vimos na Comissão de Orçamento [CMO], tem grandes chances de derrubá-los", apontou.

 

Crédito adicional - Já a retirada do texto de um prazo para o Executivo pedir ao Congresso um crédito adicional para cumprir a regra de ouro (que seria até o fim de março), avalia Beber, deve ser aceita pelos congressistas. "Talvez os parlamentares entendam que, de fato, deve ficar na responsabilidade do próximo governo, assim como definir quem deve ou não ter reajuste salarial."

 

Reajuste - O relator já tinha excluído a possibilidade de reajuste para os servidores no próximo ano, mas Temer e a equipe econômica foram ainda mais longe. Foi vetado o artigo que permitia as reposições de servidores, nos mesmos cargos, decorrentes das vacâncias nessas áreas. "O próximo governo, quando escolhido, pode a partir de novembro já interagir com a atual administração para definir quem deve ou não ter reajuste no próximo ano e encaminhar alteração", disse Beber.

 

Linha oposta - Em linha oposta às reivindicações de servidores públicos federais, a frente parlamentar que defende os interesses da categoria no Congresso não vai se opor à decisão do governo, exposta nos vetos à LDO, que não prevê reajuste salarial e, mais ainda, não permite a reposição de pessoas em cargos em que haja vacância.

 

Mais longe - Coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Servidores do Poder Judiciário da União e do Ministério Público da União (Frejusmpu), o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) foi mais longe.

 

STF - Ao Valor Sávio disse que, na retomada dos trabalhos legislativos, vai mobilizar o grupo (composto por 238 deputados e 12 senadores) para barrar o reajuste do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê um aumento de 16,38% para os ministros da Corte. A remuneração dos ministros do STF é o teto do salário do servidor público e a correção promove um efeito cascata sobre uma série de outras carreiras.

 

Impacto - "É absurda a decisão do Supremo de propor esse aumento, que impacta toda estrutura do Judiciário e até do Legislativo. O efeito cascata é bilionário. Na volta do Congresso, caso o governo encaminhe qualquer aumento, vamos defender a derrubada. Mais que isso, devemos aprovar uma medida para que só haja aumento do teto do funcionalismo quando voltarmos a ter superávit primário no país", disse Sávio.

 

Retomada - Com as eleições em curso, o Congresso só deve retomar os trabalhos normalmente após o primeiro turno, em 7 de outubro.

 

Possibilidade - Uma possibilidade, defendeu o deputado, é que só seja concedido algum tipo de reajuste a servidores cujo salário não ultrapasse o valor do teto da Previdência, de R$ 5.645. "Quem gasta mais do que arrecada não pode conceder aumento para os que mais ganham. Usemos como parâmetro o teto da Previdência. Quem ganha menos que isso, seja servidor, seja aposentado, você precisa garantir alguma recomposição em relação à inflação. Agora, para quem ganha mais, é preciso que deem sua cota de sacrifício. (Valor Econômico)

 

ELEIÇÕES 2018: TSE registra mais de 23 mil candidatos às eleições de outubro

 

eleicoes 2018 16 08 2018Mais de 23 mil candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital vão disputar os votos de 147,3 milhões de eleitores brasileiros, segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Encerrado o prazo para registrar as candidaturas, 13 nomes se apresentaram para disputar o Palácio do Planalto em outubro.

 

Governador - Para governador, segundo a última atualização do Sistema de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas, 171 candidatos pediram registro. Desses, 17 disputam a reeleição. O PSOL foi o partido que lançou o maior número de candidatos a governador, seguido do PSTU e do PT.

 

Parlamento - O TSE contabiliza até agora 6.982 candidatos para disputar as 513 vagas de deputado federal. Para deputado estadual e distrital, são 15.605 concorrentes a 1.059 vagas nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Mais 295 concorrem a 54 cadeiras no Senado.

 

Maior número de candidatos - Considerando o total de 23.812 candidatos a todos os cargos em disputa nas eleições de outubro, o PSL foi o partido que apresentou o maior número de concorrentes (1.259), seguido do PSOL (1.201), do PT (1.075) e do MDB (1.009). Desse contingente, 30,6% são mulheres, cumprindo a meta prevista na legislação.

 

Características - Quase a metade dos candidatos têm ensino superior e 55% são casados. A maioria tem entre 35 e 59 anos de idade, mas há 50 candidatos na faixa de 80 a 84 anos.

 

Total - O total de candidatos em 2018 é menor que o registrado em 2014 (26.162). Os dados podem sofrer ajustes conforme a Justiça Eleitoral vá julgando os pedidos de registro. (Agência Brasil)

 

 


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