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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4393 | 15 de Agosto de 2018

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Cientista político apresenta cenário para as eleições 2018

 

forum destaque 14 08 2018O cientista político e professor do Ibmec Brasília, Juliano Griebeller, vai apresentar o cenário e as perspectivas para as eleições 2018, no primeiro dia do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, em 22 de agosto, no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. O evento será aberto às 19h pelo presidente da entidade, José Roberto Ricken, que vai falar sobre o Programa de Educação Política (parana.coop+10), iniciativa do setor cooperativista voltada ao estímulo do voto consciente.

 

Fórum de Agricultura - Nos dias 23 e 24, os participantes acompanham a programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado desde 2013 pelo Núcleo de Agronegócio do jornal Gazeta do Povo, com o apoio do Sistema Ocepar. Nesta edição, o evento vai debater o tema “O campo digital e conectado, o grande desafio do século XXI”, com a presença de especialistas brasileiros e de outros países. De acordo com os organizadores, a ideia é tratar sobre as tendências do cenário global, a partir do potencial e perspectivas da América do Sul.

 

Painéis – Durante o Fórum serão realizados diversos painéis que vão discutir os seguintes temas: Agricultura 4.0 - A tecnologia que alia produção e sustentabilidade; OMC - Geopolítica de potências mundiais desafia comércio internacional; O campo digital e conectado - O grande desafio do século XXI; Tecnologia e inovação - O modelo de inovação de Israel, uma nação agritech; Carnes - Barreiras comerciais e sanitárias na expansão do mercado de carnes; Grãos - Década de protagonismo e liderança na América do Sul; Mercado - Riscos e oportunidades na concentração da produção, do mercado e da exportação; Logística - Além da rodovia, composição multimodal garante competitividade e segurança no escoamento da produção; Campo e cidade - A experiência da relação urbano-rural, o caso uruguaio sobre a consciência agropecuária; Cooperativismo - Surge uma nova economia, a economia da cooperação; Crédito sustentável - Uma produção que cresce alavancada, mas que precisa e regras para continuar; Agroflorestas - O agronegócio de base florestal como contraponto aos desafios ambientais do século XXI; Meio ambiente - Não basta produzir ou preservar, é preciso ser sustentável na preservação e no abastecimento; e Infraestrutura e telecomunicação - No limite da conexão, o campo hi-tech, como conectar o Brasil continental?.

 

Inscrições - As inscrições das lideranças cooperativistas serão apoiadas pelo Sistema Ocepar, e deverão ser efetuadas pelo link: FórumPresidentesOutlook2018. Dúvidas poderão ser esclarecidas com Humberto Bridi ou Carolina Teodoro, pelos e-mails carolina.teodoro@sistemaocepar.coop.br e humberto.bridi@sistemaocepar.coop.br ou pelos telefones: (41) 3200 1121 e 3200 1134.

 

Clique aqui para mais informações sobre o Fórum dos Presidentes / Fórum de Agricultura da América do Sul

 

SEMINÁRIO: Temas relevantes do Direito Cooperativo estiveram em debate na OAB

 

A OAB Paraná sediou, ao longo desta terça-feira (14/08), em Curitiba, o seminário “Temas Relevantes de Direito Cooperativo”, com mais de 100 participantes. O evento foi aberto no começo da tarde pelo presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha, pela coordenadora da Escola Superior de Advocacia (ESA), Graciela Marins, e pelo presidente da Comissão de Direito Cooperativo, Paulo Sergio Nied. Entre os temas em debate estiveram o ato e a atividade cooperativa, o desligamento do cooperado e o adequado tratamento tributário do ato cooperativo. Participaram profissionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), dos Sistemas Ocepar e Ocergs, de cooperativas e professores de instituições de ensino superior.

 

Lançamento - O evento também foi marcado pelo lançamento do livro “Sociedades Cooperativas”, organizado pelo professor Alfredo de Assis Gonçalves Neto, ex-presidente da seccional. A obra retoma o estudo das sociedades cooperativas, enquanto estruturas destinadas à implementação das atividades cooperativistas. “As sociedades cooperativas só começaram a merecer maior atenção dos doutrinadores das mais diversas áreas do direito quando se incorporaram ao Código Civil brasileiro de 2002. Até pouco tempo, matéria nenhuma de Direito Cooperativo figurava nos programas de graduação dos currículos dos cursos de Direito, salvo raríssimas exceções”, diz Gonçalves Neto em trecho do livro.

 

Conceitos - A obra aborda os conceitos de sociedade cooperativa e sua classificação, a constituição da cooperativa singular, os direitos e obrigações dos associados, o ato cooperativo e sua natureza, a estrutura funcional, as causas da dissolução e as questões atinentes à liquidação judicial e extrajudicial, entre outros temas. Os autores também abordam as diferentes espécies de cooperativas e também o tratamento que é dado ao instituto pela União Europeia e nos países que integram o Mercosul.

 

Artigos - A coletânea traz artigos de Alfredo de Assis Gonçalves Neto, Ana Frazão, Carlos Eduardo Hapner, Carlos Joaquim Franco, Dante Cracogna, Edson Isfer, Eduardo Pimenta, Emanuelle Maffioletti, Giovani Alves, Guilherme Follador, Guilherme Kloss Neto, Guilherme Pereira, Gustavo Diniz, Isabel-Gemma Garcia, Luiz Mussi, Mário De Conto, Maurício Timm do Valle, Micheli Iwasaki, Oscar Trombeta, Paoline Lopes, Paulo Stöberl, Paulo Nied, Rodrigo Xavier Leonardo e Thiago Tannous. (Com informações e fotos da Assessoria de Imprensa da OAB-PR)

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ADAPAR: Agrotóxicos de uso agrícola estarão em debate dias 22 e 23 agosto, em Cascavel

 

adapar destaque 15 08 2018A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) promove, nos dias 22 e 23 de agosto, em Cascavel, Oeste do Estado, o Seminário sobre agrotóxico de uso agrícola, com apoio da Prefeitura Municipal, Escola de Gestão, Sistema Ocepar e Anda (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícola e Veterinários). A ideia é promover a atualização dos fiscais da defesa agropecuária, profissionais ligados à produção agropecuária, estudantes e comunidade em geral.

 

Temas - A programação contempla a apresentação de palestras como “Panorama da fiscalização do uso do agrotóxico no Paraná”, “Portaria Adapar – Receituário Digital, Certificação de Propriedades”, “Responsabilidade civil e penal”, “Agrotóxicos na saúde pública”, “Riscos ao trabalhador rural e importância do uso de EPis”, “Procedimentos legais para culturas com suporte fitossanitário insuficiente e o incremento de produtos biológicos”, “A importância do diagnóstico para emissão de receituário agronômico”, “Considerações legais e técnicas sobre mistura em tanque”, entre outros.

 

Inscrições - As inscrições devem ser feitas pelo endereço eletrônico: http://XMT4sH. Mais informações com Suzana Carvalho (suzanacarvalho@adapar.pr.gov.br/ 41 3313-4167).

Clique aqui para conferir na íntegra a programação do Seminário sobre agrotóxicos de uso agrícola

 

SICOOB METROPOLITANO: Pelo sexto ano consecutivo, uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil

 

O Sicoob Metropolitano recebeu, na última segunda-feira (13/08), o prêmio Melhores Empresas para Trabalhar 2018, em uma festa para 1,5 mil pessoas realizada no Espaço das Américas, em São Paulo. Pelo sexto ano consecutivo, a cooperativa de Maringá está entre os destaques do ranking promovido pela Revista Época Negócios e pelo Instituto Great Place to Work (GPTW) e neste ano, conquistou o 11º lugar na categoria Médias Nacionais.

 

Total - Ao todo foram 2.300 empresas inscritas, 1.100 certificadas e 150 premiadas, divididas entre 80 grandes, 35 médias nacionais e 35 médias multinacionais, todas com alto nível de humanização e esforços para oferecer o melhor ambiente de trabalho aos colaboradores.

 

Representantes Representando o Sicoob Metropolitano, estiveram presentes no evento o diretor-presidente, Luiz Ajita, a superintendente Luciana Pizaia; a supervisora de Planejamento e Desenvolvimento, Kelly Cristina Tiago; o gerente de Recursos Humanos, Hermenegildo Rubim e a supervisora de Recursos Humanos, Bruna Etchebery.

 

Gratificante - Para Hermenegildo, receber mais uma vez o prêmio da GPTW é muito gratificante, porém mais importante que isso, são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento que a pesquisa proporciona à organização. “Durante todo o processo, conseguimos verificar o que está sendo feito corretamente, o que necessita ser reforçado e quais aspectos precisam ser trabalhados para melhorarmos cada vez mais", diz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB COIMPPA I: Cooperativa recebe visita de jovens aprendizes da Unimed Belém

 

sicoob coimppa I 15 08 2018Um grupo composto por 26 jovens aprendizes da Unimed Belém esteve no Sicoob Coimppa no último dia 7 para conhecer a estrutura física e aprender mais sobre o funcionamento de uma cooperativa de crédito. A visita faz parte do programa Jovem Cooperativo, do Sistema Sescoop.

 

Conversa - Para esclarecer as dúvidas dos aprendizes sobre o assunto, a diretora de Negócios, Lucimeire Nunes de Araújo e o gerente de PA, Antônio Castello Branco Rocha Neto, conversaram com o grupo.

 

Inserção - Segundo Lucimeire, é importante que a cooperativa contribua para a inserção dos jovens no mercado de trabalho. “A integração desses menores aprendizes contribui também para a formação de cidadãos conscientes sobre finanças”, explica.

 

Prática - Para Antônio, a ação é importante para que eles conheçam melhor como funciona uma cooperativa de crédito. “Eles se interessaram muito sobre o assunto e já querem colocar o que aprenderam em prática”, conta.

 

Carreira - Pensando em incentivar a iniciativa, o projeto do Sicoob Coimppa quer dar a oportunidade para que jovens aprendizes iniciem carreira profissional na cooperativa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB COIMPPA II: Café de Negócios é realizado com empresários da região de Icoaraci

 

sicoob coimppa II 15 08 2018Para estreitar o relacionamento e apresentar as soluções financeiras disponíveis para atender as necessidades dos cooperados Pessoa Jurídica, o Sicoob Coimppa promoveu o Café de Negócios. O evento, realizado no dia 10 de agosto no distrito de Icoaraci (PA), contou com a presença de representantes de cerca de 20 empresas de diversos ramos.

 

Benefícios - Os participantes puderam conhecer os benefícios de produtos e serviços como conta corrente, cartão empresarial, a maquininha Sipag, seguros, consórcios e previdência, além da aplicação de Recibo de Depósito Cooperativo (RDC).

 

Satisfação - Durante o encontro, a representante da empresa MM Distribuidora, Tatiane Ramos, falou que está satisfeita com os serviços oferecidos e que indicará a cooperativa a outros parceiros comerciais.

 

Aproximação - O gerente da agência de Icoaraci, Mássimo Roberto Meireles Morais, explica que o evento foi uma oportunidade de esclarecer dúvidas e de aproximar ainda mais o Sicoob e os empresários da região. “O objetivo é mostrar os diferenciais do Sicoob, conquistar novos cooperados e fidelizar os atuais”, diz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI INTEGRAÇÃO: Prestação de contas do semestre é finalizada com participação de 15% dos associados

 

sicredi integracao 15 08 2018Entre os dias 23 de julho e 8 de agosto, a Sicredi Integração PR/SC realizou as reuniões de prestação de contas referente ao primeiro semestre de 2018. Além de divulgar o resultado, o evento também trouxe temas como educação financeira, previdência privada e poupança para os associados. Ao todo foram realizadas 14 edições, que abrangeram as cidades que fazem parte da área de atuação da cooperativa. 

 

Mobilização - Neste ano, as reuniões mobilizaram 15% do quadro social da cooperativa, o equivalente a 4.273 mil associados. O número é 112% superior à participação registrada na edição de 2017.

 

Valores - Para o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio, a governança e a transparência são valores que se fortalecem com o tempo e com a participação dos associados. “As reuniões de prestação de contas representam esse momento tão característico da cultura cooperativista”, explica Baggio. 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI UNIÃO I: Duas agências serão abertas nesta semana em Piracicaba (SP)

 

sicredi uniao 15 08 2018Nesta semana, dias 16 e 17, a Sicredi União PR/SP promoverá a inauguração de duas novas agências em Piracicaba/SP. Com isso, o município será o primeiro da região Centro Leste Paulista a contar com três unidades da instituição financeira cooperativa.

 

Locais - Os locais das futuras agências serão o distrito de Santa Teresinha e a Vila Rezende e, com essas duas inaugurações, a Sicredi União PR/SP passará a contar com 80 agências instaladas em sua área de atuação que, além da região de Centro Leste Paulista, abrange ainda o Norte e Noroeste do Paraná.

 

Primeira - A primeira inauguração acontecerá na quinta-feira (16/08), no distrito de Santa Teresinha, com a agência tendo o comando do gerente Ademir Tavares. O prédio, que terá 417 m2 e contará com oito colaboradores, está localizado na Rua Manoel Elias Zina, no 31.

 

Vila Rezende - A agência da Vila Rezende funcionará na Av. Rui Barbosa, no 380, em um prédio de 323 m2, terá estacionamento próprio e contará com 10 colaboradores. A agência, que contará com 15 vagas para automóveis, terá a gerência de Claudete Rodrigues.

 

Bairro São Judas - Já agência que está situada na Av. Independência, no 3.377, no bairro São Judas, passará a contar com a gerência de Ediéverson Alves de Oliveira.

 

Expansão - Essas novas inaugurações fazem parte do processo de expansão da instituição financeira cooperativa na região do Centro Leste Paulista, onde também serão abertas, ainda neste segundo semestre, agências em Americana, Limeira e São João da Boa Vista.

 

Maiores cidades - “Com essas novas operações, quando passaremos a contar 84 agências, estaremos privilegiando as maiores cidades da região Centro Leste Paulista, pois entendemos que esses municípios comportam um número maior de associados”, afirmou Wellington Ferreira, presidente da Sicredi União PR/SP.

 

Sobre o Sicredi União PR/SP - A Sicredi União PR/SP é uma cooperativa com 32 anos de história, com mais de 176 mil associados e 78 agências e 1 Agência Digital. A Cooperativa atua nas regiões Norte e Noroeste do Paraná e Centro Leste Paulista. Seus ativos totais chegam a R$ 3,558 bilhões e com patrimônio líquido de R$ 336 milhões. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI UNIÃO II: Presente na Oficina de acesso ao crédito, em Maringá

 

Nesta quinta-feira (16/08), das 8h às 12 horas, será realizada na Prefeitura de Maringá a ‘Oficina de acesso ao crédito’ para 22 empresas participantes do Programa Desenvolve MEI. Promovida pela Sala do Empreendedor em parceria com o Sebrae/PR, Unicesumar, Programa Bom Negócio Paraná, Sicredi União PR/SP, Sicoob e Banco do Brasil, a ação objetiva apresentar aos empresários os procedimentos para acesso ao crédito, bem como orientá-los sobre como identificar linhas de crédito mais econômicas e a real necessidade de aquisição de empréstimo. 

 

Palestra e rodada de negócios - O consultor do Sebrae/PR, Ricardo Moliterno Filho, abrirá o evento com palestra sobre crédito, investimento e capital de giro. Em seguida, será realizada a rodada de negócios, em que os empresários receberão atendimento personalizado, junto às instituições financeiras, para sanar dúvidas e conhecer as linhas de crédito que atendam situações pontuais por eles apresentadas. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SERVIÇO

Evento: ‘Oficina de acesso ao crédito’

Horário: 8h às 12h

Local: Sala de reuniões do gabinete da Prefeitura de Maringá – fica no térreo, em frente do auditório Hélio Moreira

 

SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Parceria é firmada com a Agência do Empreendedor

 

sicredi planalto aguas 15 08 2018Acelerar o desenvolvimento das empresas é o objetivo da nova parceria da Agência do Empreendedor com a Cooperativa Sicredi, firmada durante a reunião do Comitê Gestor da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas de Guarapuava, nesta terça-feira (14/08). “Essa parceria significa facilitar o acesso ao crédito para os micro e pequenos empreendedores, que muitas vezes têm dificuldades ou até mesmo receio em fazer empréstimos para investir na empresa. Com a parceria vamos intensificar essa ferramenta de investimento, instruindo e dando acesso”, observou a coordenadora da Agência do Empreendedor, Ana Cláudia Klosouski.

 

Mercado local - Para o gerente de agência do Sicredi, Rafael Araujo, a parceria é vista como uma oportunidade de ajudar efetivamente o mercado local. “Ficamos muito felizes, enquanto instituição cooperativa, em nos colocar à disposição para ajudar na educação financeira e no acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas”.

 

Ações - Na ocasião foram apresentadas também as ações desenvolvidas pela Agência do Empreendedor em 2018. “Já fizemos oficinas sobre controle financeiro, crédito, marketing, planejamento, além das turmas do curso Bom Negócio que abrangem de maneira ampla e objetiva o passo a passo para otimizar a condução de uma empresa”, disse a coordenadora da agência ressaltando ainda alguns dados sobre o cenário empreendedor em Guarapuava.  

 

Novas empresas - “Temos em média, por dia, sete novas empresas em Guarapuava. Isso é a prova de que as pessoas estão enfrentando a crise através do empreendedorismo. Para que esses empreendedores e empresários tenham mais ferramentas e acesso no investimento de suas empresas, desempenhamos um trabalho intenso na desburocratização dos serviços disponíveis através da prefeitura”, explicou.

 

Incentivo - Outro ponto destacado no encontro foi a participação de empresas no processo de compras públicas. “Queremos incentivar que os empresários participem das licitações públicas, sejam elas da prefeitura, do exército ou das universidades de Guarapuava, assim fazemos com que o capital da cidade permaneça e circule aqui, colaborando com a economia e com o comércio guarapuavano”, enfatizou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sandro Abdanur.

 

Presenças - Também estavam presentes representantes de diversas entidades que fazem parte do Comitê Gestor da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas. (Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Guarapuava)

 

COAMO: Obras nas indústrias em Dourados chegam a 20% do cronograma

coamo 15 08 2018Quem passa pela rodovia às margens da BR-163, entre Dourados e Caarapó (MS), já percebe a evolução nas obras das indústrias de processamento de soja e refinaria de óleo de soja da Coamo Agroindustrial Cooperativa.

Cronograma - O cronograma das obras está dentro da normalidade, atinge 20% do total e conta atualmente com 1.200 trabalhadores das diversas empreiteiras contratadas para a execução dos serviços. “Mas este número de mão de obra deverá ser em breve em torno de 2.500 trabalhadores, conforme a evolução do cronograma. A entrada em operação das novas indústrias está prevista para agosto do próximo ano, mas já verificamos que o empreendimento da Coamo já vem impulsionando a economia da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul”, informa o engenheiro Emerson Abrahão Mansano, gerente da Indústria de óleo da Coamo em Dourados.

Fase atual - Segundo Mansano, a fase atual das obras está na execução das obras civis com os trabalhos de terraplanagem, estruturas metálicas, montagem mecânica e dos equipamentos, finalização das estacas, fabricação de pré-moldados na própria área industrial, concretagem nos blocos e lajes, e colocação dos pilares nos prédios principais.

Acompanhamento - A diretoria da Coamo está acompanhando com regularidade a evolução das obras neste grande empreendimento da cooperativa no Mato Grosso do Sul. Esta semana, o vice-presidente Claudio Rizzatto e os superintendentes Industrial, Divaldo Correa, de Logística e Operações, Airton Galinari, estiveram acompanhando o estágio das obras nas novas indústrias da Coamo.

Capacidade - O novo empreendimento da Coamo constará de uma indústria de processamento de soja para 3.000 toneladas de soja/dia, produção de farelo e óleo, e uma refinaria para 720 toneladas/dia de óleo de soja refinado, equivalente a 16 milhões de sacas de soja /ano.

Investimento - A Coamo está investindo R$ 650 milhões nas duas plantas. “O resultado deste investimento será a ampliação da capacidade diária de processamento de soja da cooperativa das atuais 5.000 para 8.000 toneladas/dia, o que equivale a 40 milhões de sacas/ano, e a capacidade de refino das 660 toneladas/dia para 1.380 toneladas de óleo de soja refinado/dia”, informas Divaldo Correa, superintendente Industrial da cooperativa.

Volumes - Para o presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, a construção das novas indústrias e a escolha da região de Dourados vem ao encontro do planejamento estratégico da cooperativa. “O volume de soja recebido pela Coamo no Mato Grosso do Sul comporta perfeitamente a instalação de uma moderna indústria esmagadora de soja e uma refinaria de óleo de soja em Dourados, promovendo redução de custo com o transporte do produto já industrializado.”

Novo mercado - Segundo Gallassini, a implantação da refinaria de óleo de soja permitirá também a comercialização dos Alimentos Coamo diretamente para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do país. “Desta forma, não haverá o passeio do produto para ser industrializado no Paraná e voltando depois para essas regiões.” (Imprensa Coamo)

 

COPAGRIL: Seminário de Produtores de Aves será realizado nesta quinta

Associados da Cooperativa Agroindustrial Copagril que fazem parte do sistema de integração avícola são convidados a participar, nesta quinta-feira (16/08), do Seminário Anual de Produtores de Aves, que será realizado a partir das 13h30, no salão social da AACC - Associação Atlética Cultural Copagril, em Marechal Cândido Rondon (PR).

Abertura - A abertura será realizada pela diretoria executiva, e em seguida haverá palestra enfocando o tema: "Biossegurança, quais são os pontos críticos na propriedade", assunto que será explanado pelo médico veterinário, Paulo Raffi. O palestrante é formado pela Universidade Federal de Pelotas e em Administração pela Unioeste, além de ser pós-graduado em Qualidade e Produtividade. Possui mais de 25 anos de experiência no setor de avicultura e atualmente é professor do curso de Mestrado em Produção de Frangos pela Universidade de Luxemburgo e integra a equipe técnica da empresa Diamond V, a qual pertence ao grupo Cargill.

Evolução genética - Já a segunda palestra será sobre "Evolução genética, o segredo por trás do frango de corte", assunto a ser abordado pela zootecnista Jane Lara Grosso. A palestrante possui doutorado em Genética e Melhoramento dos animais domésticos pela Universidade de São Paulo (USP) e mais de 10 anos de experiência em melhoramento genético de aves pela Ross. Atualmente é coordenadora de novos produtos para a América Latina.

Homenagens - Após as duas palestras, a Copagril irá homenagear os produtores associados que se destacaram na avicultura durante o período 2017/2018. Será realizada entrega de premiação aos dois melhores produtores nas categorias: Índice de Eficiência Produtiva (IEP) e fidelização, de aviários amarelos; de aviários dark house; assim como do Programa 5S (organização da propriedade). Serão ainda homenageados o produtor com melhor núcleo de produção de ovos férteis e aquele com o maior IEP da Copagril no período avaliado. (Imprensa Copagril)

copagril cartaz 15 08 2018

COPACOL: Unidade de Recebimento de Central comemora 31 anos

 

copacol 15 08 2018A terça-feira (14/08) foi de muita alegria e agradecimento para os mais 132 cooperados da Unidade de Recebimento e Armazenagem de Cereais da Copacol de Central Santa Cruz, em Cafelândia, Oeste do Paraná. Há 31 anos, a cooperativa iniciava sua história na região, que representa de maneira grandiosa, muito trabalho, produtividade, oportunidade e crescimento. 

 

Avanço - Foram longos anos dedicados para chegar até aqui. Desde 1987, a Unidade trabalha na região buscando oferecer uma assistência técnica capacitada, um excelente atendimento e produtos de qualidade para garantir a produtividade e a renda a todos os seus cooperados. 

 

Diversificação - Prova deste comprometimento, respeito e confiança que a cooperativa pratica em todos os seus 55 anos, é a oportunidade dos produtores em investir na diversificação dos negócios. Hoje, a região comporta as atividades da avicultura, produção de suínos, peixe, pecuária leiteira e conta ainda com um núcleo de matrizeiro de ovos férteis. 

 

Rica - “Essa região é rica por oferecer o que o cooperado precisa para investir em suas atividades, diversificar a sua propriedade e assim trabalhar com segurança para dar qualidade de vida para toda sua família”, destacou a supervisora da unidade de Central, Adriana Sornberger De Bastiani. 

 

Feliz - O cooperado Inácio Burdelak Cherpinski disse que está feliz por poder ver e participar de todo esse crescimento da Copacol e que acredita que virão muitos outros anos. “Eu fico muito feliz em ver toda essa história. Foi bom ver todas as pessoas trabalhando, os agrônomos e os agricultores juntos, plantando e colhendo nesta terra que é tão boa. A Copacol está de parabéns e todos nós”, disse Inácio. 

 

Agradecimento - Na oportunidade, o presidente da cooperativa, Valter Pitol, fez um agradecimento a todos os cooperados que ajudaram e ainda contribuem com todo esse desenvolvimento da cooperativa na região de Central. Ele destacou o trabalho e a dedicação em todas as atividades. “Somos uma família e precisamos trabalhar juntos, com dedicação, com transparência, segurança e planejamento. Só temos a agradecer os nossos cooperados que confiam em nossa administração e ajudam a construir essa história, todos os dias”, afirma Pitol. 

 

Recebimento - Entre todos esses anos, através do excelente trabalho realizado junto aos seus cooperados que produzem cereais, a unidade recebeu mais de 1 milhão de sacas de milho na safra 2016 e 728 mil de soja em 2017. Hoje, a capacidade de armazenagem da Unidade é de 36 mil toneladas de grãos. 

 

Investimentos - Além de todas as atividades desenvolvidas por seus cooperados, a Copacol ainda investiu na região em uma UPL (Unidade de Produção de Leitões) e na produção de pré-secado para complementar a alimentação das novilhas das UPBNs (Unidade de Produção de Bezerras e Novilhas) da Copacol. 

 

Empregos - Quanto a geração de empregos, a cooperativa conta com 71 colaboradores na unidade e nestas estruturas. (Imprensa Copacol)

 

VBP: Valor da Produção Agropecuária é de R$ 563,5 bilhões

 

vbp 15 08 2018Em 2018, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado até julho alcança R$563,5 bilhões, 2,2% menor que o apurado no ano de 2017 (R$ 575,9 bilhões). As lavouras tiveram redução de 0,6% e a pecuária de 5,3%, em relação ao ano passado. 

 

Desempenho - Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 43,2%, cacau (28,6%), café (8,5%), soja (9,8%), tomate (17,2%) e trigo (62,3%). Esses seis produtos representam 37,6% do VBP. Algodão e soja apresentam destaques recordes de valor na série analisada, desde 1990. Ambos são beneficiados por preços mais elevados do que em 2017, e recordes de produção.

 

Resultados excepcionais - De acordo com José Garcia Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, isso faz com que estados líderes nesses produtos, como Mato Grosso e Bahia, apresentem resultados excepcionais de faturamento neste ano.

 

Desfavorável - Um grupo de produtos apresenta resultados desfavoráveis no comparativo com o ano passado. Entre estes encontram-se arroz, com queda real do valor de 20,8%, cana-de-açúcar (-7,3%), feijão (-29,1%), laranja (-19,6%), mandioca (-15,8%), e milho (-9,4%). Todos esses tiveram redução acentuada de preços e quantidades produzidas.

 

Safra de verão - Como a safra de verão representa quase a totalidade da produção de grãos e já se encontra finalizada segundo a Conab, poucas alterações deverão existir ainda durante este ano, explica o coordenador geral do Mapa.

 

Pecuária - Na pecuária, todos os itens estão com valores inferiores aos de 2017. Os preços reais encontram-se em níveis menores que no ano passado, principalmente em suínos (-19,2%), frango (-6,3%), leite (-5,2%) e ovos (-11,5%). Preços internacionais mais baixos e redução do consumo interno, são apontados por Gasques como principais fatores que estão afetando o comportamento desse segmento. (Mapa)

 

Acesse as tabelas
Valor Bruto da Produção Agropecuária - Resumo
Valor Bruto da Produção Agropecuária - Principais Produtos/Estados

 

ALIMENTAÇÃO ANIMAL: Trigo para pastejo é novidade no Agroleite 2018

 

Uma nova tecnologia de trigo voltada exclusivamente para o pastejo tem proporcionado ganhos interessantes entre produtores que utilizam o sistema integração lavoura-pecuária. A cultivar Lenox, do portfólio da Biotrigo Genética, está entre as novidades apresentadas para alimentação animal no Agroleite 2018. A maior vitrine da tecnologia do leite no Brasil, acontece na Cidade do Leite e Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro/PR, entre 14 e 18 de agosto. O estande da Biotrigo está localizado na 4º Avenida, próximo a Casa do Produtor Castrolanda.

 

Alimentação de inverno - Quem testou o trigo foi o pecuarista Darci Munzlinger, de Palmitos/SC. Além dos bons resultados na lavoura e na produção do leite, ele vê ainda como uma grande vantagem ter uma opção de alimentação no inverno e contribuir na alimentação do seu rebanho nesta época onde há escassez de pastagens naturais. “Esse trigo tem um rebrote bastante rápido, não acama, tem um perfilhamento bom e está com uma qualidade acima das outras pastagens que a gente já trabalhou. As vacas têm pastejado bem, tem dado preferência ao trigo e deixando a aveia para trás. O resultado no resfriador já foi de um aumento de um litro e meio, mas deve aumentar mais pois estamos apenas no segundo rebrote”, relata Darci.

 

Capacidade de rebrota - Éderson Luis Henz, zootecnista da Biotrigo Genética, explica que capacidade de rebrota da cultivar de trigo Lenox proporciona novos pastejos em poucos dias, com intervalo entre 20 a 25 dias. “O Lenox, com bom manejo pós-pastejo é capaz de superar 4 cortes com alta carga animal em sistemas de pastejo rotacionado ou contínuo”, comenta. Com o seu crescimento prostrado, o trigo tem potencial de chegar a uma taxa de acúmulo diário de até 100 kg de matéria seca por hectare.

 

Pré-secado - Uma outra cultivar de trigo é indicada para silagem e pré-secado. Ao contrário do trigo para pastagem, o TBIO Energia I é uma planta de um corte só, ou seja, não é um trigo duplo-propósito e não rebrota. O grande diferencial da planta é que não possui aristas, o que facilita a digestão do alimento. De acordo com o zootecnista, a cultivar também é uma boa alternativa para os pecuaristas. “O produtor produz o pré-secado entre 80 e 90 dias e a silagem entre 110 a 120 dias pós semeado no período do inverno, liberando áreas mais cedo para as culturas de verão.

 

Planejamento - Ou seja, é uma cultivar que favorece o planejamento de disponibilidade de alimento durante o ano”, ressalta Henz. A silagem do TBIO Energia I pode substituir até 100% do volumoso para gado de corte, confinado, novilhas e vacas em pré-parto. Para vacas leiteiras de alta produção, até 60% do volumoso. Para o pré-secado, é uma excelente opção de alimento para vacas lactantes de alta produtividade e gado de corte, contribuindo como ótima fonte de proteína e energia, associado a alta digestibilidade, sendo convertido em leite e ou carne.

 

Benefícios - Fernando Stédille, pecuarista de Coxilha/RS, já produziu a silagem e atestou seus benefícios. Ele retirou da dieta a palha de trigo, diminuiu a silagem de pré-secado de azevém e adicionou a silagem de trigo. Para as novilhas foi fornecido 50% de silagem de milho e 50% de silagem de trigo. Segundo o produtor, os animais se adaptaram muito bem a silagem de trigo e aumentou a produção de leite em mais 1 litro ao dia. “A silagem de trigo tem muitas vantagens, mas eu acho que a maior foi facilitar e muito a mão-de-obra, além de termos reduzido em torno de 5% no custo na confecção da silagem”, disse. (Assessoria de Imprensa da Biotrigo Genética)

 

SERVIÇO:

Biotrigo no Agroleite 2018

Quando: de 14 a 18 de agosto

Horário de funcionamento: das 8h30 às 18h00

Onde: 4º Avenida, próximo a Casa do Produtor Castrolanda, na Cidade do Leite, Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro/PR

Mais informações: www.agroleitecastrolanda.com.br

Mais informações sobre as cultivares de trigo: www.biotrigo.com.br/cultivares/alimentacao-animal/tbio_energia_i/45

 

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HERBICIDA: Setor produtivo diz que sem glifosato não tem safra no Brasil

Às vésperas do plantio da safra 2018/19 de soja e milho, o setor produtivo diz ser inviável iniciar os trabalhos sem o uso do glifosato, herbicida agrícola que, nos últimos dias, voltou a ser cercado de polêmica. A Justiça Federal no Distrito Federal suspendeu o registro de produtos à base de glifosato a partir de 3 de setembro até que a Anvisa conclua reavaliação toxicológica. Nos Estados Unidos, um júri da Califórnia condenou a Monsanto a pagar indenização de US$ 289,2 milhões a um jardineiro diagnosticado com linfoma não-Hodgkin, considerando que os herbicidas Ranger Pro e Roundup, comercializados pela multinacional, representam "perigo substancial" aos consumidores, e que a companhia sabia dos possíveis riscos envolvidos para os profissionais que manipulam os produtos.

Sem safra - "Sem glifosato não tem safra no Brasil", disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antonio Galvan. Ele lembra que o Brasil adota o sistema de plantio direto, que é a semeadura da nova safra diretamente após a colheita da anterior. A partir da retirada do milho safrinha do campo, o que deve ser finalizado ainda este mês, o glifosato é jogado para eliminar a cobertura vegetal ou as plantas daninhas que ficam no solo, como preparação para o plantio da soja, que no Brasil começa em setembro. Das duas formas, o produtor evita ter de arrancar essa cobertura e revirar o solo, aproveitando a matéria orgânica remanescente como adubo natural. "Hoje produtor não sabe mais plantar de outra forma a não ser esta", diz Galvan.

Faixa verde - O superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná, Robson Mafioletti, reforça a avaliação: "Se for proibido, a agricultura brasileira moderna, com plantio direto e sustentabilidade, já era", disse. "Temos plena certeza de que essa decisão vai ser revertida." Mafioletti lembra que o glifosato hoje está na chamada faixa verde dos defensivos agrícolas, para produtos considerados menos tóxicos em caso de aplicação errada. "Sem o glifosato, o Brasil teria dificuldade de fazer o cultivo de 35 milhões de hectares na safra 2018/19."

Controle das plantas daninhas - Como boa parte da soja plantada no Brasil é transgênica com resistência ao glifosato, não é possível usar outros herbicidas para controlar daninhas, porque elas poderiam matar a soja também. "Não vai ter interesse de plantar soja RR (Roundup Ready) e Intacta, mas hoje quase não há sementes sem ser essas. Essa decisão, se permanecer, inviabiliza o cultivo de transgênico RR e Intacta no Brasil", assinalou. "Temos conversado com o ministério para demonstrar a preocupação das cooperativas."

Distribuição - Segundo Galvan, a decisão judicial está atrapalhando a distribuição do produto em Mato Grosso. "As empresas não estão faturando produto e entregando nas revendas, e as revendas não entregam aos produtores porque entendem que estariam suspensas as vendas e que poderiam sofrer punições", ressaltou. "A partir de 16 de setembro está liberado o plantio de soja em Mato Grosso. Se não tiver glifosato na fazenda, que é um dos primeiros produtos que vai usar, pode haver atraso no plantio e comprometer a safra."

Antecipação - O Sindiveg disse, por meio de nota, que a decisão da Justiça Federal em Brasília "antecipa os resultados de reavaliação do órgão competente" e "cerceia o direito das empresas que comercializam produtos à base desses ativos ao processo legal". "Estamos avaliando os impactos para a agricultura brasileira, setor que reúne algumas das atividades econômicas mais importantes do País e que, em 2017, colheu safra recorde de grãos com crescimento de 13%, influenciando no incremento de 1% do PIB brasileiro", disse o sindicato.

Finalização - O Grupo de Informação e Pesquisas sobre Glifosato (Gipeg) disse ser "necessário que a Anvisa finalize a reavaliação do glifosato", porém "a decisão de solicitar à União que suspenda os novos e os registros já concedidos de produtos à base de glifosato não considerou o histórico seguro do produto, bem como centenas de estudos e decisões regulatórias internacionais que também confirmaram sua segurança". "Além disso, esta decisão também desconsiderou o enorme impacto na agricultura e meio ambiente do Brasil, que não possui solução alternativa sustentável para produção agrícola sem o uso de glifosato." (Agência Estado)

LEGISLATIVO I: Aprovado relatório de MP que anula renegociação de dívidas rurais

 

legislativo I 15 08 2018A comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MPV) 842/2018 — que anula a renegociação de dívidas rurais oriundas de financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) — aprovou nesta terça-feira (14/08) relatório, de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). A matéria segue para análise dos plenários da Câmara e do Senado.

 

Alteração - Houve alterações no texto lido na última reunião, quando foi concedido pedido de vista. A principal mudança foi a limitação dos benefícios para os agricultores familiares de fora das Regiões Norte e Nordeste, onde desconto previsto está entre 40% e 80% na liquidação das operações contratadas.

 

Impacto - O governo federal firmou posição de não expandir a renegociação do Pronaf para as outras Regiões. Segundo dados do Ministério da Fazenda, a extensão do programa para Sul, Sudeste e Centro-Oeste implicaria impacto fiscal de R$ 15 bilhões. O novo relatório propõe uma saída: o rebate (desconto) para a liquidação das dívidas desses agricultores em percentuais menores do que na Região Nordeste: de 60% nas operações até 2006 e de 30% nas operações até 2011.

 

Novo artigo - Nesse sentido, e para reduzir o impacto fiscal, o texto incluiu um novo artigo que permita a expansão da renegociação com o mesmo corte que foi dado ao programa no Nordeste, para as operações de crédito vencidas até 2011 e não até 2015 como foi deliberado anteriormente pelo Congresso.

 

Acordo - O acordo feito entre os parlamentares na Comissão não conta com o compromisso do Governo de não apresentar vetos.

 

Banco do Nordeste - Fernando Bezerra destacou que, entre os anos de 2017 e 2018, o Banco do Nordeste conseguiu regularizar dívidas de mais de R$ 8 bilhões, mas o programa foi interrompido pelo governo na metade, com a suspensão do repasse de recursos aos bancos. Ele lembra que há diversos pequenos agricultores sem condições de liquidar as contas nem mesmo com rebate de 95%.

 

Justiça - “É uma questão de justiça. Os agricultores familiares do Nordeste enfrentam realidades muito mais adversas. Adversidades climáticas, educacionais, de saúde pública, de infraestrutura são claramente muito diferentes de uma Região para outra e eu não poderia concordar que o rebate para um programa de liquidação no Nordeste pudesse ser estendido nas mesmas condições para agricultores de outras regiões”, disse.

 

Funrural - Também gerou muito debate a proposta de ampliação do prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural, conhecido como Refis do Funrural, previsto na Lei 13.606, de 2018. O governo é contrário ao adiamento da data, já definida para 30 de outubro deste ano, mas se comprometeu a não vetar a decisão da comissão. Houve acordo e a proposta é prorrogar o prazo de adesão para 30 de dezembro de 2018.

 

Embrapa- Foi incluída no relatório emenda que autoriza a Embrapa a prorrogar até dezembro de 2022 a renegociação de dívidas com os empreendimentos da agricultura familiar que se enquadram na Lei 11.326, de 2006, de operações que foram contratadas até 31 de dezembro de 2015 referente aos pagamentos do licenciamento para multiplicação e exploração comercial de sementes.

 

Saldo devedor - Sobre o saldo devedor apurado será aplicado rebate de 95% e o pagamento deverá ser realizado em seis parcelas anuais com dois anos de carência. Vale para as operações não enquadradas nas áreas de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). (Agência Senado)

 

LEGISLATIVO II: ANTT vai propor rito para revisão quinquenal dos contratos de concessão de rodovias

 

legislativo II 15 08 2018O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues Junior, informou nesta terça-feira (14/08), em audiência pública da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, que a ANTT apresentará em 15 dias uma proposta de rito para a revisão quinquenal dos contratos de concessões de rodovias no Brasil.

 

Segurança jurídica - Segundo ele, o objetivo é garantir a segurança jurídica desse processo, de forma articulada com o Congresso Nacional e os órgãos de controle, para viabilizar novos investimentos nas rodovias e corrigir os atuais problemas do setor, como a falta de sinalização e os acidentes fatais nas estradas.

 

Contratos mais recentes - Rodrigues argumentou que os contratos mais recentes do programa de concessões foram firmados quando o País tinha uma situação econômica favorável, em 2013, mas acabaram sendo afetados pela crise fiscal, que provocou a falta de recursos para investimentos em infraestrutura. Por isso, segundo ele, agora há um risco de caos no setor rodoviário.

 

Solução imediata - “A única solução imediata para salvar não as concessionárias, mas o programa de concessões, é a revisão quinquenal; é preciso que se dê condições legais para reequilibrar os contratos, retomar os investimentos e garantir a manutenção. Rodovia é desenvolvimento”, ressaltou o diretor da ANTT.

 

Problemas - A caducidade ou a “relicitação” dos contratos das concessionárias que estão em dificuldades financeiras provocariam, segundo ele, deficiências de manutenção e falta de investimentos pelos próximos anos. Já a revisão quinquenal, conforme lembrou Rodrigues, está prevista na legislação das concessões e representará uma atualização dos contratos.

 

Fatores - O rito da revisão, segundo Mario Rodrigues, levará em conta fatores como o volume de tráfico em cada rodovia, as obras necessárias e os ajustes financeiros a serem feitos.

 

Repactuação - O debate foi realizado por iniciativa do presidente da CVT, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que defendeu uma repactuação “justa e equilibrada” para evitar a caducidade dos atuais contratos de concessões. Segundo ele, o impasse jurídico em torno das concessões vem provocando acidentes fatais nas estradas. “Não dá mais para aceitar que o cidadão pague um pedágio alto e conviva com rodovias que não são duplicadas, com perda de vidas diariamente. A morte anunciada é a realidade em rodovias de todo o Brasil”, afirmou Sávio.

 

Ministério Público - Para garantir a segurança jurídica, ele pediu a participação do Ministério Público já na fase embrionária da revisão quinquenal das concessões.

 

Grupo de trabalho - O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) sugeriu a formação de um grupo de trabalho interinstitucional, com prazos bem definidos, para gerar uma lei que pacifique os entendimentos do Executivo, do Legislativo e dos órgãos de controle sobre as concessões de rodovias. “Trata-se de uma discussão capital, estratégica para o Brasil, que envolve a defesa da vida e o desenvolvimento econômico. As instituições precisam parar de brigar e dialogar para a construção de soluções”, pediu.

 

Favorável - O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) também se manifestou favoravelmente às revisões dos contratos. “A revisão quinquenal é um direito dos concessionários. Se não salvarmos as concessões, vai ser um caos. Se houver a caducidade [dos contratos], quem vai administrar [as rodovias]? É o DNIT, que teve redução de 1/4 no seu orçamento? É o Tribunal de Contas da União [TCU]?”, questionou Bacelar.

 

Órgãos de controle - O procurador da República Frederick Lustosa de Melo assegurou que o Ministério Público Federal não será um entrave à busca de soluções para a situação das rodovias. “Realmente, a relicitação e a caducidade, pelo que tudo indica, não se tornam o caminho mais adequado. Queremos contribuir para o debate”, declarou.

 

Prazo - Lustosa advertiu, porém, que a solução a ser adotada não poderá deixar de incluir a fixação de um prazo para garantir a redução de tarifas.

 

Auditoria - O secretário de Fiscalização de Infraestrutura Rodoviária do TCU, Luiz Fernando Ururahy de Souza, informou que o TCU está fazendo uma auditoria para possibilitar um diagnóstico técnico do programa de concessões.

 

Transparência - Ele disse que o tribunal não vai se opor a participar da discussão sobre a eventual revisão dos contratos, mas ressaltou que será fundamental garantir a transparência do processo. “É necessário que as contas sejam feitas e a parte técnica seja observada, para não haver prejuízo a nenhuma das partes”, salientou.

 

Melhor alternativa - O secretário de Fomento e Parcerias do Ministério dos Transportes, Dino Antunes Dias Batista, se posicionou favoravelmente a um pacto entre os órgãos de controle e o Congresso Nacional com o objetivo de encontrar a melhor alternativa possível para os problemas do setor rodoviário. “O foco da discussão não pode ser a concessionária ou a concessão, mas o usuário”, destacou.

 

Números - O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), César Borges, disse que existem, no Brasil, 19 concessionárias federais e 36 estaduais. “Esse setor, de 1997 para cá, já investiu R$ 81 bilhões em despesas operacionais na manutenção de rodovias e R$ 97 bilhões em melhorias. Temos serviços aos usuários com grande padrão de qualidade”, informou.

 

Investimento - Borges afirmou que a “mudança brusca de cenário econômico” após a assinatura dos contratos da terceira fase das concessões impediu as empresas de continuarem investindo. “A concessão que está com problema tem possibilidade de voltar ao poder público, mas nunca achamos que isso seria uma solução, porque demandaria muito tempo, e o prejuízo seria do usuário. E provavelmente, ao relicitar, depois de dois ou três anos, poderíamos ter tarifas mais altas, investimentos menores e prazo maior para executar os investimentos”, enumerou o presidente da ABCR. (Agência Câmara)

 

ENERGIA ELÉTRICA: 'Nova' Aneel tenta conter subvenção a fonte 'limpa'

 

energia eletrica 15 08 2018O novo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, aponta um desafio para o mandato de quatro anos que assume hoje à frente do órgão regulador: conter a escalada de subsídios jogados nas costas dos consumidores e responsável, em boa parte, pelo aumento de tarifas nos últimos anos.

 

Subvenções - E o principal alvo na mira de Pepitone já foi escolhido: as subvenções dadas para geradores e consumidores de fontes incentivadas de energia (basicamente eólica e solar). Esses incentivos já representam praticamente metade de todas as despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o "superfundo" que banca subsídios do setor, cujo orçamento para este ano foi revisado na semana passada e chega a estratosféricos R$ 19,7 bilhões.

 

Salto - Os recursos da CDE para dar mais competitividade à energia eólica e solar deram um salto em pouco tempo. Eram R$ 4 bilhões em 2013 e vão atingir R$ 8,7 bilhões neste ano. Sem nenhuma perspectiva de controle e com tudo indo parar nas contas de luz.

 

Aumento - Grosso modo, cada bilhão adicional de despesa da CDE se reflete em aumento perto de um ponto percentual para os consumidores finais, numa dinâmica perversa que fez as tarifas subirem.

 

Advertência - O novo chefe da Aneel, que toma posse nesta terça-feira 15/08) à tarde em cerimônia no Ministério de Minas e Energia (MME), adverte: a lei não estabelece prazo final para a concessão dos incentivos e o valor deve aumentar ainda mais com a tendência de ampliação do mercado livre. "Se não fizermos nada, [os subsídios] vão continuar crescendo", disse Pepitone ao Valor.

 

Maior desafio - Engenheiro civil de 44 anos, formado pela Universidade de Brasília (UnB), funcionário de carreira da Aneel e diretor por dois mandatos consecutivos, ele agora substitui Romeu Rufino no comando da agência e se torna o rosto mais visível de um novo grupo de reguladores. "O maior desafio para a nova composição da diretoria colegiada são as tarifas cobradas dos consumidores."

 

Posse - Dois diretores assumiram no fim de maio. Outros dois, incluindo Pepitone, iniciam seus mandatos nesta terça. Fica faltando uma troca na cúpula da agência - o que deve ocorrer neste ano. Para ele, a questão dos subsídios é fundamental. "Estamos em um momento de fazer essa reflexão com a sociedade. O desconto [para fontes incentivadas] é uma política pública assegurada em lei. Será que não é o momento de discutir com o Congresso Nacional se esse subsídio ainda se faz necessário?", questionou, na véspera de sua posse.

 

Justeza - "Temos que pensar na justeza do subsídio. Em um momento inicial, ele pode se mostrar realmente necessário, mas será o caso para fontes que já estão consagradas na matriz?", acrescenta o novo diretor-geral. Em sua análise, propostas de solução como repassar a conta para o Tesouro Nacional são falsas, porque no fim "sai tudo do mesmo bolso".

 

MP 579 - Parece redundância, mas trata-se de uma alusão à MP 579, a polêmica medida provisória assinada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 11 de setembro de 2012 - dia que é chamado ironicamente de "11 de setembro do setor elétrico" pelos investidores devido à extensão dos desajustes causados. O ônus de pagar os subsídios saiu das tarifas e foi direto para o colo dos contribuintes. Outro ponto que ele diz não aceitar é rever os incentivos pactuados para contratos do passado. "Um pilar básico para a gente é a estabilidade regulatória e a segurança jurídica."

 

Urgente - Pepitone acha urgente, no entanto, uma discussão em torno do futuro dos subsídios. Até porque o mercado livre – aquele no qual grandes consumidores, como indústrias e shopping centers, podem buscar fornecimento em qualquer gerador e não ficam atados à distribuidora local de energia - tem crescido fortemente. O novo marco regulatório do setor elétrico, desenhado pelo MME e atualmente em tramitação como substitutivo na Câmara dos Deputados, prevê a ampliação gradual do mercado e sua abertura completa até 2026.

 

Percentual - As subvenções para fontes incentivadas já alcançam valor 64% acima dos gastos de R$ 5,3 bilhões em 2018 com a compra de combustíveis para os sistemas isolados, na rubrica conhecida como CCC pelo setor elétrico, que vinham ocupando até agora o posto de vilão na conta dos subsídios.

 

Olhar - Apesar da preocupação com as tarifas, Pepitone sugere um olhar mais prolongado. Segundo ele, de 2001 a 2017, as contas de luz tiveram alta de 190%. O IGP-M, a inflação do aluguel, subiu 215%.

 

Pressão - Nos últimos anos, além da explosão no orçamento da CDE, o diretor menciona a hidrologia desfavorável e a desvalorização do real como fatores que pressionam as tarifas. A energia da usina binacional de Itaipu é cotada em dólar e tem reflexo no "mix" de energia comprada pelas distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já a escassez de chuvas e a queda no volume dos reservatórios fizeram o acionamento das térmicas, mais caras, ficar acima do normal. "Há uma conjunção de questões desfavoráveis."

 

Poder público - Pepitone não isenta, porém, a responsabilidade do poder público. A transferência do risco hidrológico para os consumidores, no caso das usinas que tiveram suas concessões renovadas em 2012 e hoje operam pelo regime de cotas, encareceu as tarifas em uma frente. Em outra, o atraso na venda de distribuidoras administradas pela Eletrobras onerou os consumidores em mais R$ 670 milhões apenas com o adiamento da privatização do primeiro para o segundo semestre do ano.

 

Defesa - Ele defende o leilão. "Historicamente as empresas estatais têm demonstrado dificuldade em entregar o dinamismo exigido pelo segmento de distribuição", opina, com a convicção de que o controle das empresas pela iniciativa privada permitiria melhorar índices de qualidade do serviço e até queda nas tarifas.

 

Amortização - Como fator de pressão positivo nas contas de luz, a partir do próximo ano, Pepitone lembra que finalmente estará amortizado um empréstimo de R$ 14 bilhões (em valores corrigidos) tomado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para resolver os problemas financeiros das distribuidoras em 2013. Os consumidores pagavam R$ 3,7 bilhões por ano nas suas tarifas para quitar a dívida. Sem isso, os reajustes de cada empresa poderão ser atenuados. (Valor Econômico)

 

BNDES: Investimento em infraestrutura deve crescer 13% nos próximos três anos

 

bndes 15 08 2018Estimativa feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta para um crescimento médio de 13%, nos próximos três anos, dos investimentos em infraestrutura no país. O dado foi divulgado nesta terça-feira (14/08) pelo presidente do banco, Dyogo Oliveira, ao participar do 6º Fórum Lide de Infraestrutura, Logística e Mobilidade, na capital paulista.

 

Retomada - “Temos uma retomada dos investimentos com crescimento considerável”, avaliou Dyogo. O BNDES atua como principal financiador de infraestrutura no Brasil, oferecendo linhas de longo prazo, que são as mais adequadas para esse tipo de projeto.

 

Confiança - O presidente do BNDES disse confiar na soma de recursos com o setor privado para atrair investidores. “Há mais de 30 anos temos atraído [investidores] para a gestão da infraestrutura. Agora precisamos para o financiamento da infraestrutura.”

 

Estruturação de projetos - Para isso, o BNDES criou uma área de estruturação de projetos, preocupação que surgiu após a saída de empresas e construtoras, em razão de impedimentos judiciais, responsáveis pelas grandes obras. Oliveira elenca a necessidade de marco regulatório, da melhora do ambiente de negócios e de segurança jurídica.

 

Deficiência - “A deficiência [regulatória] principal é no setor de saneamento. Não dá para ter competência municipal, empresas estaduais e funding [obtenção de recursos] federal, não dá mais. Se for preciso, uma emenda constitucional”.

 

Deploráveis - O presidente do BNDES relaciona os “deploráveis índices de cobertura de rede de saneamento no Brasil” à dificuldade regulatória no país. (Agência Brasil)

 

IBC-BR: Atividade econômica recua 0,99% no segundo trimestre

ibc br 15 08 2018A economia caiu no segundo trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou queda de 0,99% no segundo trimestre, comparado com o período de janeiro a março deste ano. A contração ocorreu no período da greve dos caminhoneiros, iniciada no fim de maio e encerrada no início de junho.

Impacto - A greve impactou a economia, gerando uma crise de desabastecimento no país. Em junho, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que impacto da paralisação na economia seria de R$ 15 bilhões, equivalentes a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país).  

Primeiro trimestre - No primeiro trimestre, de acordo com dados atualizados pelo BC, houve crescimento de 0,2%, na comparação com o período de outubro a dezembro de 2017.

Crescimento - De janeiro a junho deste ano, houve crescimento de 0,89% (sem ajustes), na comparação com o primeiro semestre de 2017. Em 12 meses, a expansão chegou a 1,3%.

Junho/maio - Em junho, o IBC-Br registrou crescimento de 3,29% na comparação com maio (dado dessazonalizado). Na comparação com o mesmo mês de 2017, o crescimento ficou em 1,82%.

Evolução - O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

PIB - No entanto, o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Agência Brasil)

 

ORÇAMENTO: Governo veta, mas recua e retira piso da Educação do corte de gastos da LDO

orcamento 15 08 2018Instantes depois de o Ministério do Planejamento anunciar que havia vetado um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que estabelecia um montante orçamentário para a Educação, o governo recuou da medida. Com isso, o Palácio do Planalto deve sancionar o texto com 17 alterações.

Montante - O trecho que havia sido vetado estabelecia que o montante a ser destinado à Educação seria igual ao aprovado no Orçamento de 2018, corrigido pela inflação. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, chegou a detalhar em entrevista na noite desta terça-feira (14/08) as justificativas para a medida. Segundo ele, o trecho foi vetado para não se criar mais uma obrigação orçamentária que tenderia a se perpetuar nas LDOs dos anos seguintes.

Tendência - Apesar disso, ele afirmou que o governo estava trabalhando "para apresentar um volume de recursos maior do que o que seria trazido pela proposta" em 2019. "A tendência é que toda LDO [nos anos seguintes] teria o dispositivo de correção pela inflação. Por isso, vetamos. Mas vamos garantir mais recursos do que o que estava sendo proposto", afirmou.

Destaque - O veto ao trecho da Educação também estava destacado nos documentos divulgados tanto pelo Ministério do Planejamento quanto pelo Planalto.

Desistência - Instantes após o anúncio de Colnago o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ao Valor nesta terça à noite que o governo havia desistido da decisão.

Vetos - Apesar disso, Temer acabou vetando a maioria os artigos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 que aumentavam as despesas da União. Segundo Colnago, a remoção dos artigos foi norteada pela justificativa de se dar liberdade aos atos do próximo presidente da República. "O próximo governo tem que ter um pouco de liberdade na alocação de seus recursos", contou.

Mudanças - As mudanças tinham sido introduzidas pelo relator do projeto, senador Dalírio Beber (PSDB-SC), e aprovadas pelo Congresso.

Retiradas do texto - Foram retiradas do texto as autorizações para aumento de recursos para a saúde e assistência social, para a construção e conservação de estradas vicinais, para a construção e conservação de aeroportos na região amazônica e, até mesmo, a destinação de verba para a realização da Conferência Mundial das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas.

Mais - Dentre os vetos, também está a retirada da obrigação de contratar de agentes comunitários e a possibilidade de municípios inadimplentes assinarem contratos com recursos públicos.

Ajuda financeira - Temer vetou ainda o artigo que determinava que a ajuda financeira aos Estados e municípios exportadores seria em 2019 em montante, no mínimo, igual ao de 2018.

Concurso público - Outra remoção é a que determinava a realização de concursos públicos no próximo ano apenas para as áreas de Educação, Saúde, Segurança, Educação, Defesa e Diplomacia. O relator Dalírio Beber já tinha excluído a possibilidade de reajuste salarial para os servidores no próximo ano, mas Temer foi ainda mais longe. Vetou o artigo que permitia as reposições de servidores, nos mesmos cargos, decorrentes das vacâncias nessas áreas.

Nomeação - Foi suprimido ainda o dispositivo da LDO que permitia nomear servidores para os cargos e funções já criados por lei nas instituições federais de ensino nos últimos cinco anos e as admissões necessárias para o seu funcionamento.

Hospitais privados - Também foi derrubado a artigo que permitia a destinação de recursos públicos para hospitais privados sem fins lucrativos e ainda o que estabelecia a criação de um painel de acompanhamento de obras públicas, o que já existe no serviço público.

Crédito adicional - Outra alteração importante na sanção foi a retirada do texto de um prazo para o Executivo pedir ao Congresso um crédito adicional para cumprir a regra de ouro (que seria até o fim de março). A obrigação do pedido não existe mais.

Prazo - Também foi excluído o prazo para o próximo governo encaminhar um plano de redução anual de subsídios pelo governo.

Fim do ano - Agora, esse plano pode ser encaminhado até o fim do ano. Pela LDO aprovada, o governo deve mostrar ao Congresso proposta para reduzir, já em 2019, 10% dos benefícios tributários, creditícios e financeiros.

Reajuste de servidores - Com a sanção do texto, a LDO não permite - mas também não proíbe - reajuste de servidores. Na visão do Ministério do Planejamento, novos reajustes têm que estar previstos na peça e, para uma inclusão, deve haver envio pelo Executivo de um novo projeto de lei. "O poder Judiciário tem autonomia para propor orçamento dele, e o Executivo não pode alterar", afirmou o ministro, que diz que, agora, a discussão deve ser feita no Congresso. (Valor Econômico)

 


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