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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4386 | 06 de Agosto de 2018

FÓRUM FINANÇAS I: Cooperativas do PR projetam faturamento de R$ 76,2 bilhões em 2018

As 221 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar devem alcançar faturamento de R$ 76,2 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 8,5% em relação a 2017, quando o setor faturou R$ 70,3 bilhões. A estimativa foi apresentada na sexta-feira (03/08), em Curitiba, durante o Fórum dos Profissionais de Finanças, realizado com a presença de cerca de 80 pessoas, entre profissionais que atuam em diversos ramos do cooperativismo paranaense, agentes financeiros de diferentes instituições e representantes de outras entidades parceiras. “Nós temos um cooperativismo organizado que vai retomar o seu crescimento com consistência, cautela, tranquilidade e profissionalismo”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na abertura do evento.

Profissionalização - Ele lembrou ainda que, além da expansão para este ano, o setor continua empenhado em atingir o faturamento de R$ 100 bilhões até 2021, como previsto no PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Ricken frisou que essa meta será alcançada com forte investimento em profissionalização. “Esse ano devemos passar de 8.300 eventos realizados em formação profissional e promoção social, com mais de 130 mil horas de capacitação. Temos em andamento 61 cursos de pós-graduação com as melhores universidades do Brasil e algumas do exterior. Nós acreditamos que, com planejamento, profissionalização, apoio e credibilidade podemos crescer e dar consistência às atividades que nossos cooperados de todos os ramos realizam no Paraná”, acrescentou.

Preocupações - Apesar do bom desempenho do cooperativismo paranaense, o presidente do Sistema Ocepar disse que o momento atual do país traz algumas preocupações. “Uma delas é a questão de logística, que vem apresentando um encarecimento cada vez maior, principalmente em relação ao transporte”. Ricken disse que na quarta-feira (01/08) esteve em audiência com o presidente da República, Michel Temer, juntamente com lideranças da OCB e cooperativas de diversos estados para tratar do tabelamento dos preços mínimos de frete. “A solução que o governo encontrou naquele momento de crise, quando houve a paralisação dos caminhoneiros, em maio, foi a proposta de um tabelamento. Nós achamos que isso não vai resolver o problema por isso, explicamos os impactos dessa medida e solicitamos uma decisão urgente. Essa é uma dificuldade que temos que superar para que tenhamos uma safra cheia, com todos os instrumentos necessários para que seja mais uma vez bem-sucedida”, ressaltou.                                                                                                            

Documento - Ao final de seu pronunciamento, Ricken entregou um documento ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, solicitando que seja retomado o financiamento de assistência técnica com recursos do crédito rural. “O critério para este tipo de financiamento foi alterado mas nós entendemos que isso pode trazer insegurança para nós, como cooperativas, e para o próprio sistema financeiro. Eu sei que essa proposta não saiu do Ministério da Agricultura, mas nós gostaríamos de reforçar a necessidade que os bancos possam financiar a assistência técnica como sempre ocorreu, principalmente nesse momento onde o risco é cada vez maior, inclusive os de ordem jurídica. Se não tivermos uma assistência técnica garantida, talvez até o Ministério Público comece a questionar a forma como estamos usando os defensivos. O profissional da assistência técnica assume essa responsabilidade pois ele assina os projetos e também faz o acompanhamento, por isso nós consideramos importante esse apoio”, finalizou.

Números - Logo após a participação do presidente do Sistema Ocepar, o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, apresentou os indicadores do cooperativismo paranaense, com dados consolidados de 2017. De acordo com ele, o crescimento do cooperativismo paranaense projetado para este ano deve ocorrer se o cenário atual for mantido em relação ao mercado, produtividade da safra de grãos e à questão operacional das cooperativas. “Mudanças políticas e econômicas tendem a impactar em nossas projeções, mas o cenário com relação ao faturamento demonstra que as cooperativas do Paraná, neste ano, retomam o seu crescimento com relação a faturamento”, disse.

Trajetória - Segundo Gogola, nos últimos anos, as cooperativas do Paraná vinham numa trajetória de crescimento de dois dígitos no faturamento. Porém, em 2017, foi registrado um índice de 1,3% em comparação a 2016. Um dos principais fatores que explicam esse resultado foi o fato de que muitos produtores não comercializaram boa parte dos grãos devido aos baixos preços de mercado. “Portanto, um volume significativo de produto, o que equivale a aproximadamente R$ 5 bilhões, ficou estocado e acabou por não ser agregado ao faturamento do ano passado”, sublinhou. Cabe destacar que as nossas cooperativas, mesmo dentro de um cenário de incertezas, sejam políticas ou econômicas, vêm se mantendo ainda em capitalização plena, ou seja, elas vêm aumentando o seu patrimônio líquido, que é o seu capital próprio, que, no último ano, apresentou crescimento acima de 12%. E por que as cooperativas continuam com essa política de capitalização? Justamente para fazer frente ao seus planejamentos estratégicos”, explicou.

Sustentável - “Nós temos um planejamento estratégico cuja meta é chegar a um faturamento de R$ 100 bilhões. Essa cifra é secundária. Queremos alcançar esse valor de forma sustentável e estruturada. Por isso, as cooperativas têm os seus planejamentos estratégicos e precisam investir, sejam nas unidades ou então até mesmo no aprimoramento dos projetos de industrialização. E, para dar suporte a esse planejamento, o plano de capitalização das cooperativas estão sendo mantidos. Cabe ressaltar que a maior parte dessa capitalização tem origem na geração de resultados das cooperativas. As cooperativas de crédito também necessitam dessa política de resultados”, destacou.

Resultados - Com relação aos resultados, entre os anos de 2016 e 2017, as cooperativas do Paraná registraram um crescimento de 2,5%, passando de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,9 bilhões, “O que extraímos desse percentual? Como nós tivemos uma velocidade maior de crescimento de resultado frente ao do faturamento, isso demonstra que as cooperativas se tornaram mais eficientes, sob a ótica operacional, profissional, ou seja, conseguiram gerar mais mesmo com um volume menor de crescimento de faturamento”, frisou.

Mais números - Gogola destacou ainda outros números do cooperativismo paranaense. De acordo com ele, o valor recolhido pelo setor, em impostos, cresceu 2,5%, passando de R$ 1,99 bilhão, em 2016, para R$ 2,04 bilhões, em 2017.Os ativos registraram aumento de 10,1%, saindo de R$ 81 bilhões, em 2016, para R$ 89,1 bilhões, em 2017. Já o número de cooperados cresceu 5,9%: era 1,4 milhão, em 2016, e fechou em 1,5 bilhão no ano passado. O setor também responde pela geração de 93 mil empregos diretos. Ainda de acordo com ele, o ramo agropecuário se destaca por responder por mais de 82,15% da mão-de-obra empregada pelas cooperativas em todo o Paraná e também por 82,4% do faturamento total do setor. Já o ramo crédito detém o maior número de cooperados do cooperativismo paranaense. São 1,3 milhão, o que corresponde a 86,4% do total.

Programação - O Fórum dos Profissionais de Finanças teve ainda a participação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, que falou sobre o Plano Agrícola e Pecuário da safra 2018/19, e do consultor Juan Jensen, que apresentou o cenário econômico e político do país. O evento foi encerrado pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.

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FÓRUM FINANÇAS II: Secretário de Política Agrícola detalha PAP 2018/2019

“O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019 foi construído num momento de dificuldade da economia brasileira, porém, considero que o resultado foi bom. Não é o melhor plano que já tivemos, mas chegamos ao que foi possível, diante da realidade que a economia brasileira nos apresenta”, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, na tarde da última sexta-feira (03/08), no Fórum dos Profissionais de Finanças do Sistema Ocepar. “Em todas as oportunidades em que visitamos as regiões de produção, procuramos esclarecer sobre as políticas públicas implementadas para produtores e cooperativas no ano safra em curso, passando pela parte de crédito, produção, investimentos e as condições dessas linhas, seguro rural, entre outras medidas de apoio à produção. Ou seja, momentos como esse evento são uma oportunidade para conversamos com aqueles que utilizam os mecanismos do PAP, com o intuito de detalhar, esclarecer dúvidas, e, eventualmente ouvir sobre a necessidade de correção de rumo”, afirma.

Detalhes - Anunciado em junho último, o PAP coloca à disposição do setor produtivo R$ 191,1 bilhões para crédito rural. As taxas de juros caíram 1,5 ponto percentual. Do total de recursos liberados, R$ 153,7 bilhões a juros controlados e R$ 37,4 a juros livres. “Ainda está prevista a destinação de R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural, totalizando R$ 194,3 bilhões, mas ainda estamos trabalhando nisso. Provavelmente, esses pontos ficarão para 2019”, disse. Wilson Vaz falou ainda das taxas de juros, lembrando que houve redução das taxas de juros de custeio para 6% ao ano destinada a médios produtores – aqueles com renda bruta anual de até R$ 2 milhões – e para 7% ao ano para os demais. Já as taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% e 7,5% ao ano. Parte dos recursos captados em letras de crédito do agronegócio será destinada ao financiamento complementar de custeio e de comercialização com juros de até 8,5% ao ano.

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FÓRUM FINANÇAS III: Economia vai oscilar de acordo com incertezas eleitorais, diz Jensen

“Nas próximas semanas, a atividade econômica no país vai depender da corrida eleitoral, oscilando ao sabor das pesquisas de intenção de voto”, afirmou o economista Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria, em palestra na última sexta-feira (03/08), no Fórum dos Profissionais de Finanças do Sistema Ocepar. “A palavra para definir este período eleitoral é volatilidade. Se aumentam as chances de um candidato pró-mercado, os indicadores de câmbio, bolsa e curva de juros tendem a se acomodar. Ao contrário, se aumentam as possibilidades de um candidato mais intervencionista, com agenda mais pesada em termos de uso de banco público e controle de preços, neste caso, os ativos voltam a se desvalorizar”, avaliou. Segundo o economista, dependendo do candidato que ganhar força no cenário eleitoral, o câmbio pode oscilar entre R$ 3,50 e até superar os R$ 4 reais. “Também há um fator de influência externa que pode impactar a atividade da economia, que é o risco de guerra comercial entre Estados Unidos e China”, ressaltou.

EUA - De acordo com Juan Jensen, no mercado internacional é importante olhar para o que está acontecendo nos Estados Unidos, onde o movimento da economia norte-americana vem sofrendo as consequências da política implementada por Donald Trump. “Houve um aumento de juros mais forte do que se esperava. E essa é uma tendência que tende a continuar. Por conta disso, o dólar ficou fortalecido globalmente, com reflexos sobre a balança comercial do Brasil”, disse. “Houve uma recomposição de atividade econômica forte nos Estados Unidos, e o banco central do país está tendo que fazer apertos na política monetária, por conta do contexto de inflação que está um pouco acima da meta de 2%”, completou.

Caminhoneiros – Segundo Jensen, embora a economia brasileira esteja se recuperando gradualmente, a greve dos caminhoneiros teve forte impacto nas estimativas do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018. “Prevíamos na 4E um crescimento de 1,9% neste ano, mas, em consequência da paralisação dos transportes, a estimativa foi revisada para 1,4%”, afirmou. Quanto à inflação, Jensen afirma que os indicadores já retomaram a trajetória de redução e estima que a taxa feche o ano em 4%. “Apesar da pressão do preço internacional do petróleo, que repercute na gasolina e no gás de cozinha, e da falta de chuvas que pressiona o preço da energia elétrica, em linhas gerais, a inflação está acomodada”, avaliou. Sobre a taxa básica de juros (Selic), o economista estima que será mantida em 6,5% até o fim do ano, mas com viés de alta para 2019, caso haja uma retomada no mercado de crédito, podendo chegar a 9% ao ano.

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WITMARSUM I: Queijo da cooperativa presente em evento internacional de IG

 

O 3º Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas será realizado de 9 a 11 de agosto, em Belo Horizonte (MG), com o objetivo de divulgar essas proteções de propriedade industrial e possibilitar a troca de experiências com Indicações Geográficas (IGs) internacionais. O Queijo da Colônia Witmarsum, tipo colonial, produzido pela Cooperativa Agroindustrial Witmarsum, de Palmeira (PR), será um dos seis produtos paranaenses com certificação de IG presentes no evento.

 

Repercussão - O presidente da Cooperativa Witmarsum, Artur Sawatzky, estará em Belo Horizonte participando do evento. Ele comemora a repercussão que o produto deve ganhar a partir da obtenção da IG, afirmando que “reconhece a notoriedade, a tradição e a excelência da nossa produção. Segundo Sawatzky, com a certificação, o consumidor tem a garantia da autenticidade e qualidade do produto”.

 

Centro da rodada - Junto com os demais produtos com registro de IG do Paraná, o Queijo da Colônia Witmarsum estará no centro de uma rodada de negócios, também em Belo Horizonte, a ser realizada na sexta-feira (09/08). Para Sawatzky, a oportunidade de apresentar o produto com IG e outros da Linha de Queijos Finos Witmarsum a potenciais compradores é excelente, possibilitando a abertura de novos mercados. Devem participar desta rodada de negócios representantes de empresas de diversos segmentos do setor de alimentação.

 

Projetos - Enquanto estão em elaboração os novos rótulos, já com o selo da IG, o presidente da cooperativa e a diretoria avaliam projetos. “Temos equipamentos que nos permitem aumentar a produção de queijos. Agora, portanto, precisamos investir na ampliação das câmaras de maturação”, adianta Sawatzky.

 

Laticínio - Dentre as 49 certificações de IG concedidas pelo INPI, a obtida pela Cooperativa Witmarsum é a primeira a um produto de laticínio submetido ao Serviço de Inspeção Federal (SIF). Com isto, pode ser comercializado em qualquer lugar do Brasil e também se habilitar para importação. 

 

Terceiro produto - O Queijo da Colônia Witmarsum é apenas o terceiro produto queijo produzido no Brasil a conseguir a certificação de IG. Antes, apenas dois tipos de queijos artesanais de Minas Gerais obtiveram o registro: Queijo do Serro e Queijo Canastra.

 

Feirinha Aproxima - O evento do INPI em Belo Horizonte também promove a Feirinha Aproxima - Indicações Geográficas do Brasil, com produtos com registro de Indicação Geográfica e Marca Coletiva. Dentro da feira, haverá oficinas de degustação com produtos das Indicações Geográficas, entre eles o Queijo da Colônia Witmarsum e o Café do Norte Pioneiro, além de pratos preparados com IGs por um chef, que faz parte do Slow Food e do projeto coletivo alimentar, utilizando Bala de Banana de Antonina, Goiaba de Carlópolis e Mel do Oeste do Paraná. 

 

Realização - Realizado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o evento também conta com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial da França e o Ministério de Agricultura e Abastecimento (Mapa).

Concessão de IG

 

Registro - O INPI concedeu, no último dia 24 de abril, o registro de Indicação Geográfica (IG), na espécie Indicação de Procedência (IP), para o produto Queijo da Colônia Witmarsum. A região corresponde à delimitação de 7.800 hectares da antiga Fazenda da Cancela, no município de Palmeira. 

 

Mercados - Os queijos produzidos em Witmarsum abastecem mercados em todo o Paraná e em diversos outros estados brasileiros. A IG foi concedida em nome da Cooperativa Agroindustrial Witmarsum para uso nos queijos ‘Colonial’ e ‘Colonial com Pimenta Verde’ e consta da Revista de Propriedade Industrial nº 2468.

 

Solicitação - A solicitação da IG pela cooperativa junto ao INPI foi protocolada há cerca de quatro anos, quando do envio de uma complexa e vasta documentação, incluindo o Regulamento de Uso da Indicação de Procedência Colônia Witmarsum e um modelo prévio do selo. O processo de elaboração da documentação teve participação de técnicos do Sebrae, importante parceiro da cooperativa no processo.

 

Indicação Geográfica O registro de IG permite a delimitação de uma área geográfica, restringindo o uso de seu nome aos produtores e prestadores de serviços da região, em geral, organizados em entidades representativas, como se dá com a Cooperativa Witmarsum, que produz o queijo colonial.

 

Características específicas - A concessão da IG reconhece o nome de um país, cidade ou região cujo produto ou serviço tem certas características específicas graças a seu meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos. É este o caso do queijo colonial Witmarsum, cuja IG aparece como forma de autenticar a produção no local.

 

Atributos específicos - Os produtos garantidos pela IG exploram atributos específicos de seu local de origem, como solo, vegetação, clima e o know how no cultivo e manufatura. A certificação é uma forma de identificar os produtos pela garantia de sua verdadeira procedência, reconhecendo a reputação, qualidade intrínseca e identidade própria que estejam de acordo com as tradições que os fizeram famosos. 

 

Procedência - A IG garante ao consumidor a procedência da compra de um produto genuíno, diferenciado e de excelência. Além disso, o consumidor também passa a conhecer a região, seus produtos, tradições e cultura, assim ampliando seu repertório cultural. (Imprensa Witmarsum)

 

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WITMARSUM II: Simpósio discute produção de leite

O 11º Simpósio Produção de Leite, promovido pela Cooperativa Agroindustrial Witmarsum na última sexta-feira (03/08), recebeu 618 inscrições. Participantes de 60 municípios de cinco estados – Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – lotaram o salão de evento do Hotel Campestre Leão de Judá para assistirem a palestras, acompanharem painéis de debates e receberem informações técnicas sobre a atividade leiteira. A programação teve início pela manhã e terminou no final da tarde.

Abertura - Após fazer a sua saudação aos presentes ao Simpósio, o presidente da Cooperativa Witmarsum, Artur Sawatzky, destacou a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e falou sobre a satisfação pela conquista do registro de Indicação Geográfica (IG) juto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) do Queijo da Colônia Witmarsum. O selo de IG poderá ser utilizado em dois tipos da linha de Queijos Finos Witmarsum: queijo colonial e queijo colonial com pimenta verde.

Marco - Sawatzky receberá a certificação em evento que acontece na próxima quarta-feira (08/08), em Belo Horizonte (MG). Ele destacou que a conquista “é um marco que nos abre a possibilidade de divulgar ainda mais a qualidade do nosso produto e a seriedade do nosso trabalho”.

Palestras - Duas palestras foram realizadas dentro da programação do 11º Simpósio Produção de Leite. Na primeira delas no período da manhã, o médico veterinário Sandro Luís Viechnieski, da Fazenda Starmilk, apresentou indicadores zootécnicos para comparar os sistemas compost barn e free stall, cada qual com suas vantagens e desvantagens a serem avaliadas pelos criadores.

Umidade - Ressaltando as peculiaridades de cada região, Viechnieski observou que quanto maior a umidade das camas maior o número de coliformes e, consequentemente, mais casos de mastite ocorrem. Em síntese, ele afirmou que a viabilidade de cada sistema é medida pela produtividade.

Gestão - Na segunda palestra do evento, no período da tarde, Cristiano Nascif, diretor da empresa Labor Rural, de Minas Gerais, abordou o tema “Gestão de propriedades leiteiras em diversos níveis de gestão”. O zootecnista e mestre em Produção de Ruminantes salientou que o objetivo da gestão é promover resultados, colocando em ênfase três itens da produção leiteira – escala de produção, gasto com concentrados e gasto com volumosos – que representam 75% do sucesso da propriedade. Nascif apresentou resultados de estudo realizado pela empresa com dados de 60 fazendas do Paraná, com o que sintetizou que todos os sistema de produção permitem lucro desde que os recursos da propriedade sejam usados da melhor maneira possível. Ainda, alertou que entre 45% e 50% do plantel deve estar em lactação e que o capital de giro deve corresponder a 50% do capital imobilizado na propriedade.

Painéis Novidade na programação, dois painéis inclusos na programação do 11º Simpósio Produção de Leite deram voz ao produtor. No primeiro deles, no período da manhã, o gerente da Cooperativa Witmarsum, Jefferson Ferst Vieira, mediou a discussão sobre “Associativismo, genética e produtividade”. As perguntas apresentadas pela organização do evento e pelos participantes foram respondidas pelos produtores Egon Kruger, Marcos Epp e Ronei Volpi. Destaques para as evidências que apontaram que a gestão de pessoas, cultura de trabalho e manutenção dos equipamentos de ordenha são itens que conduzem à “felicidade do produtor”, conforme observado pelos painelistas.

Terceirização - O painel “Terceirização de serviços, custos de volumosos e criação terceirizada” aconteceu no período da tarde. Artur Sawatzky mediou a discussão que teve como participantes o prestador de serviços Edson Kasdorf, o médico veterinário Rogério Dyck e o criador Tobias Katsmann. O que ficou enfatizado foi que a terceirização de serviço ou produtos é viável quando não é possível realizá-los na propriedade. Também, que sejam observados sempre de forma criteriosa os custos, as dificuldades e as responsabilidades de lado a lado

Insights Outra novidade incluída na programação do Simpósio foram os três insights apresentados por médicos veterinários do Departamento Técnico da Cooperativa Witmarsum sobre temas práticos para o dia a dia da propriedade leiteira. Hugo Richard Dyck falou sobre o programa Acompanhamento Reprodutivo Witmarsum (ARW), a partir de planilha elaborada por produtor local que oermite ao criador o controle de diversos itens.

Assistência técnica - Gunther Schartner abordou a importância da frequência da assistência técnica na reprodução, apresentando estudos estatísticos que atestam a prática para a obtenção de melhores índices.

Novilhas - André Christiaan Van Nouhuys falou sobre a criação de novilhas, comparando o ideal com o econômico, igualmente apresentado dados de estudo que evidenciam práticas que proporcionam resultados positivos na criação de novilhas.

Premiação - Como parte da programação do 11º Simpósio Produção de Leite, a premiação dos produtores destaque de 2017 reconheceu a dedicação e o trabalho de quatro cooperados.

Nos critérios de pontuação estabelecidos pela Cooperativa Witmarsum dentro do Programa Witmarsum de Qualidade do Leite (PWQL), o criador William Dyck conseguiu a primeira colocação, atingindo 390,18 pontos; Ewald Warkentin foi o segundo colocado, com 347,88 pontos; e Manfred Dyck ficou com o terceiro lugar, obtendo 346,58 pontos.

Criador Supremo - Por sua vez, o criador Luiz Gonzaga Fayzano Neto recebeu premiação pelo título de Criador Supremo de 2017, conferida pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH). O prêmio foi entregue pelo presidente da Cooperativa Witmarsum.

Público - Das 618 inscrições efetivadas, 536 marcaram presença no Simpósio, dos quais 58 associados de alguma cooperativa. O município com mais inscritos foi Palmeira, com 146 participantes, seguido de Ponta Grossa, com 41.

Dados - Dos participantes, 246 eram agropecuaristas, 112 estudantes de cursos superiores e de nível médio relacionados à atividade agropecuária, 79 técnicos e 28 funcionários de propriedades produtoras de leite. Cerca de 30% do público era de mulheres e quanto ao grau de escolaridade dos participantes, 295 tinham ensino superior completo.

PositivoPara o coordenador do Simpósio, o médico veterinário Edílson José Vieira, os inúmeros feedbacks recebidos de participantes, levam a crer que o 11º Simpósio Produção de Leite foi um sucesso. “Para nós que realizamos, a cada ano temos um novo desafio, pois precisamos trazer temas que possa contribuir para com o produtor com temas que ele possa aplicar no seu dia a dia”, observou ele.

Inovações - Quanto às inovações apresentadas nessa edição, Vieira avalia como positivos os insights apresentados pelos técnicos da Cooperativa com o objetivo de alertar o produtor de pontos que são gargalos da atividade. A mesma avaliação faz quanto aos painéis, nos quais ocorreu o envolvimento de vários produtores da região discutindo sobre assuntos do momento: associativismo, genoma, produtividade e terceirização. “As duas palestras foram bem marcantes, mostrando que o que faz a diferença é o próprio produtor e não o sistema de produção. O produtor tem que acompanhar de perto a sua atividade com números e decisões acertadas”, destacou Vieira.

Agradecimento - Em nome da organização do 11º Simpósio Produção de Leite, o médico veterinário faz questão de agradecer a todos os que auxiliaram na realização do evento, incluindo membros da diretoria da Cooperativa, funcionários e patrocinadores. (Imprensa Witmarsum)

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FRÍSIA: Carambeí recebe Corrida Solidária em agosto

 

A cidade de Carambeí (PR) sediará, no dia 11 de agosto, a largada da 1ª Corrida Solidária de Carambeí. O evento contará com três atividades: a Caminhada Rústica, Corrida Kids e as Corridas de Rua de 6,5 e 10 quilômetros. As primeiras largadas serão às 08h30.

 

Renda - O evento, promovido pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, conta com apoio da Prefeitura de Carambeí e terá toda a renda das inscrições revertida para a Instituição Padre Theodorus e a Associação de Assistência Social Evangélica de Carambeí (AASEC). A expectativa é tornar a Corrida Solidária tradicional nos calendários de eventos tanto da cidade de Carambeí, quanto da Cooperativa. “Esperamos que as pessoas se animem e participem desta corrida solidária que, além de ser realizada por uma ótima causa, promoverá a saúde e o bem-estar para a população carambeiense”, analisa Emerson Moura, Superintendente da Frísia.

 

Apoio - A 1ª Corrida Solidária de Carambeí conta ainda com os apoios da Yard Sale, da Associação do Parque Histórico de Carambeí, Supermercado Rickli, Acquaforma, Idiom House e Secretaria de Esportes de Carambeí.

 

Percurso - As corridas e caminhadas partirão do Parque Histórico de Carambeí e irão percorrer a Avenida dos Pioneiros, com retorno ao Parque, passando por pontos tradicionais da cidade, como a sede da Frísia, Praça Cívica e o Portal da Cidade.

 

Opções - Os participantes inscritos escolheram entre caminhada de 8 km e corrida de 6,5 ou 10 km, nas modalidades feminino e masculino. A idade mínima para participação na Corrida de Rua é de 16 anos, para a Caminhada Rústica a idade é livre. A Corrida Kids será para crianças na faixa etária dos 4 até os 12 anos, com separações por idade.

 

Kit Atleta - Todos os participantes inscritos receberão o Kit Atleta com camiseta do evento, squeeze, numeral de corrida (deverá ser fixado na altura do peito), quatro alfinetes e chip.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

frisia cartaz 06 08 2018

COOPAVEL: Premiada em quatro categorias no Quem é Quem 2018

 

coopavel 06 08 2018A Coopavel foi uma das cooperativas de destaque durante recente anúncio e entrega do Prêmio Quem é Quem 2018, realizado no primeiro dia da AveSui 2018, em Medianeira. O prêmio faz menção às maiores e melhores cooperativas de aves, suínos e peixes do País em categorias específicas.

 

Categorias - A performance da Coopavel foi reconhecida em quatro categorias. A primeira colocação veio na de Melhor gestor cooperado (aves), com Altieres Pegoraro. A cooperativa ficou em terceiro lugar nas categorias Inovação, Gestor Operacional, com Eduardo Villas Boas Leffer, e de Assistência Técnica, com Camila Fachi.

 

Reflexo  O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, informa que o desempenho da cooperativa na premiação é reflexo da determinação, do compromisso e do envolvimento de cooperados, diretores e colaboradores com o cotidiano da empresa. “Estamos muito felizes com o resultado e isso nos motiva a trabalhar ainda com mais entusiasmo em busca da excelência”. 

 

Transformação econômica e social - A diretora da Gessulli Agribusiness (que promove a AveSui), Andrea Gessulli, ressalta o trabalho das cooperativas e destaca a importância e a transformação social e econômica que elas promovem em suas áreas de abrangência. “Elas se tornam instrumentos de desenvolvimento imprescindíveis em suas comunidades”, diz Andrea.

 

Avanços - Nesta edição do Quem é Quem 2018 houve avanços na premiação, que agora passa a contar com dez categorias – anteriormente eram cinco, observa Andrea. São elas: Inovação, Desempenho Econômico-Financeiro, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Social, Desenvolvimento Sustentável, Gerência e Assistência Técnica. (Imprensa Coopavel)

 

COPAGRIL: Um carro e uma moto serão sorteados na semana de aniversário

Como forma de comemorar o aniversário da Copagril, que será na próxima quinta-feira (09/08), será realizado nesta semana o sorteio de um carro e uma moto zero quilômetro, entre associados e clientes dos Supermercados Copagril. O sorteio faz parte da promoção “Copagril e Parati, deixando você feliz” e envolve as cinco lojas. Ele será realizado às 14 horas, do próximo sábado (11/08), em frente ao Supermercado Copagril I, na Avenida Maripá.

Como concorrer - Para concorrer a uma moto Honda Biz e um veículo Volkswagen Gol basta os clientes dos Supermercados Copagril comprarem cinco refrescos Trink e mais um pacote de Biscoito recheado Hot Cracker ou Cartoon para receberem o cupom, que deve ser preenchido e depositado na urna da promoção. Todos os clientes que já preencheram cupons concorrerão aos prêmios deste último sorteio. 

Contemplados - A promoção Copagril e Parati teve início no ano passado e ao todo vai sortear cinco motos e um carro. Quatro motos já foram sorteadas e os ganhadores foram moradores de Guaíra, Quatro Pontes, Nova Santa Rosa e Novo Sarandi (distrito de Toledo). (Imprensa Copagril)

copagril 06 08 2018

UNIMED MARINGÁ: Cooperativa médica recebe Acreditação em qualidade de serviços e segurança do paciente

 

unimed maringa 06 08 2018Depois de receber pela primeira vez a visita de avaliadores da Organização Nacional de Acreditação, ONA, a Unimed Maringá foi acreditada com a certificação nível 1, que é concedida a instituições que atendem aos critérios de segurança do paciente em todas as áreas de atividade, incluindo aspectos estruturais e assistenciais. Para celebrar a conquista o presidente da cooperativa, Daoud Nasser, irá agradecer todos os colaboradores em uma ação promovida na próxima segunda-feira (06/08). O discurso está previsto para as 10h30 e na sequência a cooperativa irá realizar outras ações junto as equipes de trabalho.

 

Referência - De acordo o gerente de Desenvolvimento e Inovação, Filipe Vieira, a Acreditação vem chancelar a cooperativa como referência em serviços de saúde e segurança do paciente. “Essa conquista já fazia parte dos nossos anseios e, sem dúvida, vem demonstrar à comunidade que todos os processos da Unimed Maringá são fundamentados na busca por melhoria contínua”, diz. Vieira afirma ainda que a cooperativa segue motivada a alcançar os próximos níveis da Acreditação.

 

Segurança do paciente - A ONA é uma entidade não-governamental e sem fins lucrativos que coordena um processo de certificação voltado para a qualidade de serviços de saúde, que tem como foco principal a segurança do paciente. A metodologia de Acreditação é reconhecida pela International Society for Quality in Health Care (ISQua), associação parceira da Organização Mundial da Saúde (OMS), que conta com representantes de instituições acadêmicas e organizações de saúde de mais de 100 países.

 

Principal - Fundada em 1999, a ONA se consolidou como a principal Acreditação de saúde do país. Seus manuais são específicos para diversos tipos de estabelecimentos como: hospitais, ambulatórios, laboratórios, serviços de Pronto Atendimento, home care, clínicas odontológicas, clínicas de hemoterapia, serviços de terapia renal substitutiva e serviços de diagnóstico por imagem, radioterapia e medicina nuclear. A ONA também certifica serviços de apoio a instituições de saúde, como lavanderia, dietoterapia, esterilização e manipulação, bem como programas da saúde e prevenção de riscos.

 

Processo voluntário - O processo para receber a Acreditação é voluntário, ou seja, é a instituição que manifesta o interesse em ser avaliada a partir de critérios pré-definidos. Após a certificação, os serviços de saúde continuam sendo avaliados periodicamente durante todo o período de validade do certificado. O objetivo da entidade é promover um processo constante de avaliação e aprimoramento nos serviços de saúde e, dessa forma, melhorar a qualidade da assistência no país. (Imprensa Unimed Maringá)

 

UNIMED LONDRINA: Inscrições para a edição noturna do Corridas Unimed Inspira 2018 estão esgotadas

 

unimed londrina 06 08 2018Faltando quase 20 dias para a realização do evento, as inscrições para o Corridas Unimed Inspira 2018 – Etapa Night estão esgotadas. A organização registrou o número limite de inscritos na última quarta-feira (01/08).

 

Segundo lote - Segundo a gerente de Marketing da Unimed Londrina e uma das organizadoras, Dayane Santana, a procura foi grande a ponto das inscrições não chegarem ao valor do segundo lote. “A corrida noturna da Unimed é tradicional e sempre tivemos alta procura. Encerrar as inscrições com mais de 20 dias de antecedência prova que o evento é muito bem quisto pelos participantes”, comemora Dayane.

 

Percursos - Esta edição noturna conta com dois percursos: corridas de 4 km e 8 km. Além das provas, a Unimed Londrina oferecerá outras atividades para a população em geral. O Espaço Saúde contará com serviços de alongamento, orientações preventivas, aferição de pressão e glicemia, massagem e pilates. Outra novidade é a presença de um DJ e iluminação especial para animar a noite.

 

Data - O Corridas Unimed Inspira 2018 – Etapa Night será realizado no dia 25 de agosto, sábado, a partir das 19h, no Mercadão da Prochet. (Imprensa Unimed Londrina)

 

SICREDI: Orçamento familiar é tema da segunda edição da série especial da Turma da Mônica

O Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, acaba de lançar a segunda edição da série especial de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica com a temática “educação financeira para crianças”. A iniciativa é uma parceria com a Mauricio de Sousa Produções e Banco Central do Brasil e tem a missão de ensinar o público infantil a lidar com o dinheiro.

Foco - No gibi lançado no final de julho o foco é a importância do orçamento familiar. “Um dos pilares mais importantes para se ter uma vida financeira saudável são as contas de casa. É uma discussão na qual as crianças devem estar inseridas, para que possam se familiarizar com o assunto desde cedo e ajudar a família a superar os desafios financeiros”, ressalta o presidente nacional do Sicredi e da Central PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

Seis edições - O projeto contempla seis edições baseadas no conteúdo do Caderno de Educação Financeira e Gestão de Finanças Pessoais do Banco Central do Brasil: Nossa Relação com o Dinheiro; Orçamento Pessoal ou Familiar; Uso do Crédito e Administração das Dívidas; Consumo Planejado e Consciente; Poupança e Investimento; e Prevenção e Proteção. As primeiras três edições das histórias em quadrinhos circulam em 2018 e as outras três serão publicadas em 2019. A distribuição dos gibis é realizada gratuitamente nas agências do Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI ALIANÇA: Cooperativa entrega R$ 21 mil em prêmios durante a Expo Rondon

 

Na noite de quinta-feira (26/07), a Sicredi Aliança PR/SP, após a cerimônia de abertura da Expo Rondon 2018, em Marechal Cândido Rondon-PR, entregou três prêmios da Campanha “Eu poupo sim” e três prêmios da Campanha “Eu invisto sim”, totalizando R$ 21 mil em premiação.

 

Contemplados - Referente à Campanha “Eu poupo sim” receberam o valor de R$ 2 mil reais cada, os associados Paulo Henrique Osterkamp, da agência Avenida Maripá/Marechal Cândido Rondon-PR; Fábio Augusto Roweder da agência de Quatro Pontes-PR e Hilário Anklam da agência Copagril/ Marechal Cândido Rondon-PR. Da Campanha “Eu invisto sim” foram premiados com o valor de R$5 mil cada, os associados Maria Iolanda Dresch, da agência Dom João VI/Marechal Cândido Rondon-PR; Darcy Heydt, da agência de Entre Rios do Oeste-PR e Olides Kawacki Schneider, da agência Avenida Maripá/Marechal Cândido Rondon.

 

Valorização - O presidente do Conselho de Administração, Adolfo Rudolfo Freitag, enfatiza que a cooperativa busca valorizar os seus associados e que campanhas como estas vem de encontro com o propósito da Sicredi Aliança PR/SP. “O associado que investe e poupa em nossa cooperativa tem a chance de ganhar prêmios. Com iniciativas assim, conseguimos agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Na campanha ‘Eu invisto sim’, que é exclusiva da nossa cooperativa e maior campanha da nossa história, já tivemos oito prêmios entregues até o momento. Na campanha ‘Eu poupo sim’ que é organizada pela Central PR/SP/RJ já entregamos seis premiações e tivemos nesta semana, a feliz notícia de que uma associada da Sicredi Aliança PR/SP foi sorteada e receberá nos próximos dias o valor de R$50 mil. Continuamos torcendo para que cada vez mais associados da Sicredi Aliança PR/SP estejam na lista de premiados e desejamos sorte aos que concorrem aos sorteios semanais de R$5 mil e ao final ao Jeep Compass 0 km”, disse.

 

Como participar: eu poupo sim - A cada R$ 100,00 aplicados na poupança Sicredi, é gerado automaticamente um número da sorte para concorrer aos sorteios que acontecem pela Loteria Federal. Basta acessar o site: www.sicredi.com.br/eupouposim e verificar os números. Ao fazer uma poupança programada, o poupador recebe números em dobro para participar. Quanto mais depositar, mais chances de ganhar. Podem participar pessoas físicas e jurídicas nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, associados ou não. Os sorteios serão realizados todas as segundas-feiras e os ganhadores divulgados em até cinco dias úteis.

 

Como participar: eu invisto sim - Até o fim de setembro serão sorteados mais de R$200 mil em prêmios. São quatro prêmios mensais de R$ 5 mil e no final da campanha os participantes concorrerão a um Jeep Compass zero quilômetro.

 

Associados - A promoção é válida para associados pessoa física e jurídica de todas as cidades de atuação da cooperativa tanto no estado do Paraná quanto no estado de São Paulo e tem como foco a aplicação em depósito a prazo.

 

Números da sorte - Ao investir no Sicredi, o associado ganha números da sorte para concorrer às premiações. Cada R$100,00 aplicados em depósito a prazo dão direito a um número da sorte. Se a aplicação tiver carência de 181 a 360 dias valem dois números da sorte, de 361 a 720 dias representam três números da sorte e se a aplicação permanecer a partir de 721 dias ou mais, o associado receberá quatro números da sorte. A campanha é totalmente digital. Isto é, o participante deverá acessar o site www.sicredi.com.br/promocao/euinvistosim onde poderá conferir todos os números gerados pelas aplicações realizadas.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.  

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICOOB MARECHAL: Nova agência e sede administrativa são inauguradas

sicoob marechal 06 08 2018No dia 27 de julho, foi inaugurada, em Marechal Cândido Rondon (PR), a nova sede administrativa do Sicoob Marechal. Localizado no cruzamento das ruas Dom Pedro e Goiás, o prédio tem amplas instalações e conta com auditório e sala de treinamentos. Além disso, abriga no térreo uma nova agência, para atender os cooperados e a comunidade.

Participação - O evento contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre autoridades e lideranças locais, além dos dirigentes, colaboradores da cooperativa, cooperados e convidados. Prestigiaram a solenidade o presidente do Conselho de Administração, Jefferson Nogaroli; o diretor-presidente, Marino Delgado, além de conselheiros e diretores do Sicoob Unicoob.

Solidez - Para o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Marechal, Luciano Cremonese, a inauguração da quinta agência da cooperativa demonstra a solidez do sistema. “Reflete também a confiança do Sicoob na cidade e interesse da comunidade pelo cooperativismo”, acrescenta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

INVESTIMENTO: BID quer crédito para infraestrutura no país acima de US$ 500 milhões ao ano

 

investimento 06 08 2018O BID Invest, braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o setor privado, planeja ampliar o volume de financiamentos em infraestrutura no Brasil para mais de US$ 500 milhões por ano. O aumento do interesse se deve à estimativa de que o país demandará investimentos em infraestrutura de R$ 145 bilhões por ano e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal fonte de financiamento para o setor, não terá condições de atender em sua maioria.

 

“Gap” - "Estamos falando de uns R$ 145 bilhões de investimentos em infraestrutura por ano que o Brasil tem. O BNDES diminuiu o quanto vai investir em infraestrutura e se estima que esse financiamento vai ficar por volta de R$ 30 bilhões por ano. Tem um 'gap' relevante que queremos cobrir com financiamento diretamente, mas também atraindo investidores internacionais", disse o chefe da divisão de Infraestrutura e Energia do BID Invest, Javier Rodriguez de Colmenares.

 

Quatro frentes - De acordo com o executivo, a ideia é atuar em quatro frentes. A primeira é o fornecimento de garantia para a cobertura de emissões de dêbentures. A segunda é a possibilidade de subscrição de debêntures, incentivadas ou não. A terceira é a concessão de financiamentos diretos, em reais. E, por último é a formação de um fundo para atração de investimentos de terceiros para. Esta iniciativa, explicou Colmenares, deve ser um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

 

Lançamento - Com relação ao fundo, o BID Invest lançou o "B2 Infra", em maio deste ano, em parceria com o BNDES. O fundo, que terá um montante de US$ 1,5 bilhão, deve entrar em operação entre o primeiro e segundo trimestre de 2019 e terá como objetivo o investimento em instrumentos de dívidas nos setores de energia, saneamento, transporte e infraestrutura social (como saúde e educação). Do montante total, o BID colocará 10% e o BNDES, 30%. O restante será captado com o setor privado, especialmente investidores institucionais.

 

Levantamento - Segundo Colmenares, até o momento, considerando BID, BNDES e dois investidores privados confirmados, o fundo já levantou US$ 950 milhões. A ideia do fundo é investir - em reais - o equivalente a US$ 500 milhões, em reais, por ano no Brasil. O fundo terá duração total de dois anos. "O BID Invest está investindo em infraestrutura no Brasil por volta de US$ 500 milhões por ano. Com esse fundo, poderemos mais que dobrar o que vamos financiar no Brasil".

 

Anúncio - Nesta segunda-feira (06/08) o banco anunciará o fornecimento de uma garantia total de crédito (TCG, na sigla em inglês), de R$ 125 milhões, para cobrir integralmente a emissão de debêntures para financiar a implantação do parque eólico Santa Vitória do Palmar, de 207 megawatts (MW) de capacidade, no Rio Grande do Sul, e que pertence à Atlantic Energias Renováveis, controlada pela gestora inglesa Actis.

 

Público - O TCG, contou o executivo, é interessante para quem adquire a debênture, por ter uma relação "risco x retorno" melhor, e interessante para o emissor, porque o custo da garantia somado ao custo da emissão é menor que o da emissão de uma debênture não garantida. Além disso, a garantia possibilita o alongamento do prazo da debênture, que no caso do projeto, passou de 12 anos para 13 anos e meio.

 

BNDES e BRDE - Além das debêntures, o parque conta com financiamento de R$ 680 milhões do BNDES e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

 

Outra - Outra operação de TCG está "no forno", prevista para setembro, no valor de R$ 350 milhões e também voltada para o segmento de energias renováveis.

 

Central Elétrica - Outra operação recentemente fechada pelo BID Invest foi o financiamento de US$ 288 milhões, em reais, para a Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), responsável pela construção e operação de uma termelétrica a gás natural, de 1,5 mil MW de capacidade, em Sergipe.

 

Transmissão - Na área de energia, outro ponto de atenção do BID Invest é o segmento de transmissão. Segundo Colmenares, os empreendimentos negociados nos últimos leilões do setor demandarão investimentos de R$ 30 bilhões, dos quais a maior parte ainda não fechou o financiamento. (Valor Econômico)

 

FOCUS: Mercado financeiro mantêm estimativa de inflação em 4,11%

focus 06 08 2018A estimativa de instituições financeiras para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, este ano permanece em 4,11%. A informação consta do boletim Focus, publicado semanalmente pelo Banco Central (BC), com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

2019 - Para as instituições financeiras, o IPCA em 2019 será 4,10%, mesma estimativa há sete semanas; 4% em 2020; e 3,93 em 2021.

Abaixo da meta - Essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

Taxa - De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano, e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Demanda - Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

Alterações suficientes - A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – permaneceu em 1,5%. A previsão de crescimento do PIB para 2019 se mantém há cinco semanas em 2,5%. As instituições financeiras também projetam crescimento de 2,5% do PIB em 2020 e 2021.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em 3,7 no fim deste ano e no fim de 2019. Para 2020, a estimativa cai para R$ 3,69. No final de 2021, a previsão sobe para R$ 3,75. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: A partir de 2019, cumprimento do teto de gastos pode parar o governo

 

economia 06 08 2018A partir de 2019, o cumprimento da regra que impôs um teto à despesa pública federal vai exigir uma queda dos gastos discricionários abaixo do valor considerado mínimo para o funcionamento da máquina pública. Esses gastos vão de investimentos a pagamento de contas como água e luz das repartições federais.

 

Estudo - Estudo realizado pela pesquisadora Vilma Pinto, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IbreFGV), indica que o cumprimento do teto exigirá que as despesas discricionárias – não obrigatórias – sejam cortadas de R$ 129 bilhões neste ano para algo em torno de R$ 100 bilhões em 2019. O valor mínimo para o funcionamento da máquina é de cerca de R$ 120 bilhões, avalia Manoel Pires, também pesquisador do Ibre e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

 

Efeitos - Alguns efeitos já começam a aparecer. Na quinta-feira (01/08), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que pode suspender todas as bolsas de mestrado, doutorado e de aperfeiçoamento para professores, num total de quase 440 mil, se o corte a ser promovido pelo Ministério da Educação no orçamento da entidade se realizar.

 

2017 - Em 2017, quando o gasto discricionário foi cortado a R$ 102 bilhões houve risco de paralisação de atividades do governo. A emissão de passaportes, por exemplo, chegou a ser interrompida. Depois, o governo mudou a meta fiscal e a rubrica subiu para R$ 114 bilhões. “Para que o teto seja cumprido em 2019, o gasto discricionário terá que oscilar entre R$ 98 bilhões e R$ 105 bilhões”, afirma a pesquisadora. As despesas discricionárias são as despesas sobre as quais o governo têm maior controle, nos quais têm se concentrado os cortes para que o teto seja cumprido.

 

Regra - A regra do teto, prevista na Emenda Constitucional 95, em vigor desde o ano passado, foi criada para evitar que a despesa pública federal cresça mais que a inflação. Até então, os gastos subiam, em média, 6% ao ano em termos reais. O novo regime fiscal tem duração de 20 anos, com revisão a partir do 10º ano. Estourado o teto fica automaticamente proibida a elevação de despesas obrigatórias, como reajustes e mudanças de carreira para servidores; ganho real para o salário mínimo, abertura de concurso público, criação ou expansão de programas e a concessão incentivos fiscais.

 

Projeções - De acordo com as projeções de Vilma, para cumprir o teto, as despesas discricionárias teriam que ser comprimidas para R$ 70 bilhões em 2020; R$ 37 bilhões em 2021 e chegariam a uma cifra negativa de R$ 2 bilhões em 2022, último ano do próximo mandato presidencial. É um cenário em que o salário mínimo passa a ser corrigido apenas pela inflação a partir de 2020 e sem reformas, como a da Previdência. Se a regra atual do mínimo for mantida, o cumprimento do teto obrigaria a zerar os gastos discricionários em 2021 e, em 2022, eles seriam negativos em R$ 56 bilhões.

 

Premissa - A premissa do estudo considera as despesas com pessoal contidas no atual patamar em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) – cerca de 4,3% - e gastos gerais corrigidos pela inflação. As premissas econômicas são de IPCA de 4,5% em 2019 e 4% nos demais anos e crescimento de 2% do PIB em 2019 e 2020 e 1,8% em 2021 e 2022.

 

Previsão plurianual - A previsão plurianual mais recente do governo, que está na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, de abril deste ano, é um pouco mais otimista, mas a compressão das discricionárias obrigaria essa despesa a cair a R$ 52 bilhões em 2021. “E o que está colocado nessa previsão é uma redução num cenário extremamente otimista, com crescimento de 2,5%, sem reajuste de servidor e com despesas estáveis de saúde e educação”, afirma Pires.

 

Conjunto de questões - Ele afirma que a regra do teto “promete muito mais do que as regras fiscais em geral conseguem entregar”. “Há um conjunto de questões que envolvem o cumprimento do teto, como a reforma da Previdência. Quando se olha esse universo, é natural que se tenha dúvidas sobre essa solução”.

 

Missão quase impossível - Para Luiz Schymura, diretor do Ibre-FGV, mesmo na hipótese de eleição de um candidato “extremamente fiscalista”, respeitar o teto até 2022 será “uma missão quase impossível”. Para Vilma, ele será rompido em questão de dois ou três anos. Ela, Schymura, Manoel Pires e Bráulio Borges participaram de debate sobre o assunto no Valor, em São Paulo, na quarta-feira (01/08). Ultrapassado o teto, seria necessário aplicar as sanções previstas na EC 95, como a proibição de aumento de salários para servidores.

 

Insuficiente - Mas mesmo a aplicação de todas as medidas previstas não seria suficiente para cumprir a regra. É interessante observar que o não cumprimento do teto não configura crime de responsabilidade, mas o descumprimento das sanções, sim.

 

Prestação de serviços - A ameaça de paralisação da prestação de serviços é apenas um dos problemas que o próximo presidente terá de enfrentar na corrida para cumprir o teto. Para os pesquisadores do Ibre, cumprir essa regra é impossível e, assim, a Emenda Constitucional 95 terá que ser repensada. Parte dos pré-candidatos à Presidência já deu indicações de que pretende fazer algum tipo de mudança.

 

Política trivial - Não será tarefa política trivial. “A briga é para eleger perdedores. E por conta disso os grupos de interesse estão mobilizadíssimos. Ninguém quer pagar a conta. É um contexto muito difícil”, observa Schymura. Ele ainda aponta para o risco de judicialização do orçamento e cita um exemplo: uma nova lei que preserve o ganho real para o mínimo a partir de 2020 obrigaria um repasse desse ganho ao piso da Previdência. Com o teto rompido, esse piso não poderia ter ganho real, contrariando a Constituição. O caso poderia parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Nova norma - Vilma Pinto observa que se a regra for alterada será necessária uma nova norma eficiente que limite a despesa pública, sob o risco de a dívida ficar insustentável nos próximos anos. Segundo seus cálculos, a vigência simultânea de todas as sanções previstas na EC 95 colocaria a despesa em 18,7% do PIB em 2020, mas, para cumprir o teto, seria necessário que ela caísse a 18,1%. Em 2025, os gastos seriam de 17,3% do PIB, mas o cumprimento do teto exigiria uma queda para 15,9%.

 

Dívida bruta - Nas projeções, sem a regra do teto, a dívida bruta chegaria a cerca de 115% do PIB em 2026, de cerca de 78% atuais. Acionando todos os dispositivos da EC 95, a dívida seria de cerca de 96% do PIB. Com o teto, chegaria naquele ano a 90%. “Sem âncora fiscal, a dívida bruta não se estabiliza. Cumprindo a emenda [com o acionamento das sanções], a dívida se estabiliza, mas em nível elevado. Preservando o teto de gastos, ela se estabiliza entre 2024 e 2025”, afirma Vilma.

 

Impacto - A esse respeito Schymura aponta o impacto da âncora fiscal na percepção dos agentes econômicos. “Se ficar claro que o risco de insolvência ficou pra trás, provavelmente se criará uma dinâmica de investimento. Pode haver uma onda de crescimento e, talvez, se possa rever a regra do teto. Do contrário, o Brasil não sai da crise, não tem investimento privado. E fica todo mundo esperando o que vem pela frente”. (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Brasil e Paraguai ganham sistema de pagamentos em moeda local

 

comercio exterior I 06 08 2018O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) entre Bancos Centrais do Brasil e do Paraguai entra em funcionamento nesta semana. Com ele será possível a brasileiros e paraguaios realizarem pagamentos e recebimentos entre os dois países em suas respectivas moedas, dispensando o contrato de câmbio.

 

Circular - O Banco Central (BC) informou na sexta-feira (03/08), em Brasília, que aprovou a Circular 3.907 estabelecendo normas de funcionamento do SML, firmado com o Banco Central do Paraguai. O documento contém os detalhes técnico-operacionais do sistema e entrará em vigor nesta segunda-feira (06/08), quando devem ser iniciadas as operações.

 

Transações - Segundo o BC, poderão cursar no sistema transferências para o pagamento de importações e exportações de bens e serviços associados como fretes e seguros, serviços diversos não relacionados ao comércio de bens e transferências unilaterais correntes, tais como aposentadorias e pensões.

 

Como será - “O Sistema de Pagamentos em Moeda Local caracteriza-se por interligar os sistemas de pagamentos locais, tornando as transferências internacionais mais eficientes e com custos reduzidos. Essas vantagens deverão aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes ao comércio de bens e serviços entre os dois países e aprofundar a utilização das respectivas moedas nacionais (Real e Guarani)”, diz o BC, em nota.

 

Regulamento Operacional - A circular internacionaliza as regras estabelecidas no Regulamento Operacional do SML, firmado entre os dois Bancos Centrais em 30 de julho. O BC já possui outros dois SMLs em operação, um com o Banco Central da República Argentina, desde 2008, e outro com o Banco Central do Uruguai, desde 2014. (Agência Brasil)

 

Foto: Site da Embaixada do Brasil em Assunção

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: CNI identifica 20 barreiras à exportação brasileira

 

comercio exterior II 06 08 2018Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou que estão em vigor ao menos 20 barreiras comerciais contra produtos brasileiros no exterior. Dessas, 17 dificultam a entrada ou fecham as portas para as exportações a países do G-20 - o "clube" dos países mais ricos do mundo. O leque de produtos atingidos engloba de eletrônicos, barrados no México; têxteis, que esbarram no licenciamento não automático na Bolívia e em exigências técnicas na Argentina; ao bagaço de cana-de-açúcar, afetado por subsídio indireto no Japão.

 

Perda anual - Cálculo feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) estima que o Brasil perde anualmente 14% das exportações somente por conta de barreiras técnicas e fitossanitárias - valor próximo de US$ 30 bilhões.

 

Produção agrícola e de alimentos - Entre os 20 entraves já identificados e registrados no Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras (SEM Barreiras) do governo federal, vários atingem setores em que o Brasil é competitivo, como a produção agrícola e de alimentos.

 

Identificação - No primeiro semestre deste ano, a CNI, em parceria com associações e federações de indústrias, já havia identificado 13 dessas barreiras - sanitárias, fitossanitárias, técnicas e tributárias - e o número atual deve subir. De acordo com a gerente de Política Comercial da confederação, Constanza Biasutti, outros 20 obstáculos estão em análise e podem ser incluídos até o fim do ano no SEM Barreiras. 

 

Esforço - A identificação de bloqueios comerciais é parte de um esforço que a CNI vem fazendo nos últimos anos e que deve ser formalizado nesta segunda-feira (06/08), com o lançamento da Coalizão Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras (CFB). "A ideia é que o setor privado forneça ao governo subsídios para monitorar e enfrentar mais ativamente as barreiras. seja no âmbito bilateral, direto com os países, ou nos comitês da Organização Mundial do Comércio (OMC), quando for preciso", afirma Constanza.

 

Carne bovina - Um dos setores fortemente afetados pelos embargos, segundo a CNI, é a carne bovina, que não entra na Nigéria, devido a uma medida para favorecer produtores locais. No Japão, a carne termoprocessada foi embargada em 2012, como reação a um caso de Doença da Vaca Louca. 

 

Requisitos adicionais - A reabertura foi anunciada em 2015, mas o país passou a exigir requisitos adicionais às normas internacionais. A União Europeia barra a entrada de carne suína brasileira, por não reconhecer a eficiência do controle nacional da febre aftosa. "O que nós percebemos é que a criatividade dos países tem crescido, e as barreiras têm se sofisticado e diversificado", diz Constanza.

 

Além - Mas os impedimentos vão além dos produtos em que o Brasil é um grande "player" internacional. Alguns bloqueios são mais cirúrgicos e têm vistas a proteger mercados sensíveis dos importadores, como o caso do embargo ao pão de queijo. O tradicional quitute mineiro não entra em parte da União Europeia por esbarrar nas restrições a produtos lácteos. "Mesmo obtendo certificação BRC (British Retail Consortium - espécie de ISO 9000 da segurança alimentar), que é amplamente aceito na Europa, não conseguimos inserir nossos produtos", explica a gerente de Comércio Exterior da Forno de Minas, Gabriela Cioba.

 

Vendas - A empresa, segundo a executiva, exporta 5% de sua produção para 16 países como Estados Unidos, Canadá, Portugal e Inglaterra e projeta encerrar o ano com faturamento de R$ 25 milhões provenientes das vendas ao exterior. Em partes da Europa, no entanto, Gabriela relata que há resistência ao produto brasileiro. "Percebemos que é uma questão mais econômica do que sanitária e mais relacionada ao Brasil [do que ao produto]", afirma.

 

Problemas internos - Além do monitoramento às barreiras externas, a coalização que reúne 80 representantes da indústria nacional pretende atacar problemas internos de competitividade. "A CNI quer ser o primeiro interlocutor do governo nesses dois eixos, para alavancar a agenda de ações", afirma Constanza. Segundo ela, na área de facilitação do comércio, o principal foco é diminuir o tempo do trâmite para exportar e importar, "porque isso significa diminuir os custos do exportador".

 

Ação prioritária - A gerente explica que, nesse ponto, a ação prioritária é a implementação "com qualidade" do acordo de facilitação do comércio da OMC. Também estão entre as propostas da coalizão a implementação do Portal Único de Comércio Exterior e o fortalecimento do programa Operador Econômico Autorizado (OEA), que diminui o tempo de desembaraço de importações. (Valor Econômico)

 

ELEIÇÕES 2018: Veja quem são os candidatos à Presidência da República

eleicoes 06 08 2018Ao final do prazo para realização das convenções partidárias, 13 legendas confirmaram seus nomes na corrida pela Presidência da República nas eleições 2018. Caso os indicados sejam confirmados pela Justiça Eleitoral e o cenário não se altere, este será o maior número de candidatos ao Palácio do Planalto desde 1989.

Primeiro passo - As convenções partidárias são o primeiro passo para oficialização das candidaturas. De acordo com o calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elas deveriam ser realizadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Depois disso, as siglas têm até o dia 15 de agosto para registrarem os pedidos de candidatura no TSE. O Tribunal deve julgar todas as solicitações até o dia 17 de setembro.

Candidatos - Confira abaixo, por ordem alfabética, quais são os candidatos à Presidência confirmados pelos partidos em suas convenções nacionais:

Alvaro Dias - O Podemos oficializou Alvaro Dias como candidato a presidente da República em convenção realizada em Curitiba. Senador eleito com 77% dos votos do Paraná na última eleição, ele enfatizou o combate à corrupção durante discurso no evento. O jurista Miguel Reale Junior, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma, estava presente na cerimônia.

Vice - O vice na chapa será Paulo Rabello de Castro (PSC). O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já havia oficializado seu nome também como candidato a presidente, abriu mão da cabeça de chapa para formar a coligação com o Podemos.

Apoio - Além do PSC, Dias contará com o apoio do PRP e do PTC. Ex-PSDB e Partido Verde, o senador disse que ainda procura outros partidos para sua coligação.

Cabo Daciolo - O Patriota, antigo Partido Ecológico Nacional, oficializou no sábado (04/08), o nome do deputado federal Cabo Daciolo como candidato a presidente da República. A pedagoga Suelene Balduino Nascimento, também filiada ao partido, é a vice da chapa.

Câmara - Daciolo foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo PSOL, mas acabou expulso do partido em 2015, sob acusação de descumprir ordens da liderança da sigla. Em 2011, ele ganhou notoriedade ao liderar uma greve de bombeiros no Rio de Janeiro.

Ciro Gomes - O PDT oficializou Ciro Gomes como candidato a presidente da República na tarde de 20 de julho. Em um discurso para uma plateia de militantes que não contou com a presença de líderes de outros partidos, ele rebateu críticas recebidas do mercado financeiro, falou sobre seus planos para segurança pública e afirmou que estará ao lado dos mais pobres e da classe média. “Povo e classe média já pagaram demais. A classe média paga dobrado para viver no País e o Estado não devolve serviços de qualidade. Quem tem de pagar agora é o governo e o mundo mais rico”, afirmou.

Vice - A vice na chapa será a senadora Katia Abreu, também do PDT. A escolha pelo nome da parlamentar aconteceu após Ciro não conseguir fechar uma aliança com o PSB, partido que deverá se manter neutro na corrida ao Planalto após acordo com o PT.

Terceira vez - Candidato a presidente em 1998 e 2002, esta será a terceira vez que Ciro Gomes tentará chegar ao Palácio do Planalto. Ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional, ele já foi governador do Ceará, prefeito de Fortaleza, deputado federal e deputado estadual (CE). Atualmente, Ciro está em seu sétimo partido.

Geraldo Alckmin - O PSDB oficializou Geraldo Alckmin como candidato à Presidência da República em convenção realizada em Brasília. O ex-governador recebeu 288 votos dos 290 delegados do partido que participaram da votação. Na cerimônia, também foram aprovadas a coligação - com PP, DEM, PR, Solidariedade, PRB, PSD, PTB e PPS - e o nome da senadora gaúcha Ana Amélia (PP) como candidata a vice.

Alianças - As alianças com outras legendas são um diferencial da candidatura tucana em relação aos seus concorrentes. A coligação deverá garantir a Alckmin a maior fatia de tempo entre todos os presidenciáveis durante o horário eleitoral de rádio e TV, que começa no dia 31 de agosto.

Necessidade - "Não basta um homem e uma mulher, um governo de qualidade requer alianças", defendeu Alckmin durante a convenção tucana. "Aqueles que dizem que aprovarão reformas, sem o apoio da maioria dos partidos, mentem". Em seu discurso, o candidato disparou críticas contra o PT e Jair Bolsonaro. O candidato do PSL deverá ser um dos principais alvos da campanha tucana.

Segunda vez - Esta é a segunda vez que o ex-governador de São Paulo concorre ao Palácio do Planalto. Candidato pelo PSDB em 2006, Alckmin foi derrotado no segundo turno daquela eleição pelo ex-presidente Lula.

Guilherme Boulos - Na tarde de sábado (04/08, o PSOL oficializou Guilherme Boulos como candidato a presidente da República. Durante a convenção partidária, realizada no centro de São Paulo, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) disse estar preocupado com a participação de militares na política brasileira, prometeu revogar atos do governo Temer, como a reforma trabalhista e o teto de gastos públicos, e criticou o Judiciário. “O que estamos vendo, como parte dos golpes contra a democracia neste País, é um Judiciário que toma lado, um Judiciário que quer decidir no tapetão o jogo do processo eleitoral”, afirmou.

Vice - Além de Guilherme Boulos, a convenção do PSOL também oficializou a líder indígena Sônia Guajajara como vice da chapa que fará coligação com o PCB.

Henrique Meirelles - Em convenção realizada no dia 2 de agosto, o MDB oficializou a candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República. O nome do ex-ministro da Fazenda foi aprovado com 419 votos dos delegados do partido.

Temer - O presidente da República Michel Temer esteve na cerimônia e afirmou que Meirelles dará continuidade “às reformas de que o País ainda precisa”.

Vice - O vice na chapa será Germano Rigotto, também do MDB. Segundo Meirelles, o ex-governador do Rio Grande do Sul foi uma "escolha pessoal". O partido fechou aliança apenas com o PHS para as eleições deste ano.

Jair Bolsonaro - No dia 21/07, o PSL definiu por aclamação Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República. Ovacionado durante a convenção realizada no Rio de Janeiro, o deputado federal disse que pretende fundir os ministérios da Fazenda e do Planejamento; e da Agriculta e do Meio Ambiente. O presidenciável também falou sobre possíveis privatizações de estatais. “Eu sou a favor de privatizar, mas não gostaria que fosse essa a tônica (do programa de governo). Senão é atestado de incompetência”, afirmou.

Vice - O vice na chapa será o general Hamilton Martins Mourão, do PRTB. O nome do militar foi confirmado após as recusas do senador Magno Malta (PR) e da advogada Janaina Paschoal.

Sétimo mandato - No sétimo mandato consecutivo como deputado federal e filiado ao nono partido de sua carreira, está é a primeira vez que o militar da reserva do Exército disputará a Presidência da República. Nos cenários sem o ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto.

Denúncia - Em abril, Bolsonaro foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República. A acusação é de que o deputado federal teria praticado o crime de racismo ao usar expressões discriminatórias durante uma palestra realizada em abril de 2017 no Clube Hebraica do Rio de Janeiro.

João Amoêdo - O empresário João Amoêdo foi oficializado pelo Partido Novo como candidato à Presidência em convenção realizada neste sábado, 4. A cerimônia, realizada em São Paulo, contou com a prensença do técnico de vôlei Bernardinho, que é filiado à sigla e chegou a ser cotado como candidato a governador do Rio de Janeiro.

Privatização - Com passagens por Unibanco e Itaú-BBA, Amoêdo defende a privatização das empresas estatais brasileiras, mas rejeita o rótulo de “candidato do mercado financeiro”. Durante a convenção do Novo, ele declarou que deseja ser um "servidor" da população.

Vice - O candidato a vice na chapa será o professor universitário Christian Lohbauer.

João Goulart Filho - Último partido a oficializar seu candidato à Presidência, o PPL aprovou neste domingo (05/08), o nome de João Goulart Filho como um dos concorrentes ao Planalto. Filho do ex-presidente João Goulart, deposto pela ditadura militar em 1964, está é a primeira vez que ele concorre ao cargo. O candidato a vice na chapa será Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília.

José Maria Eymael- O partido Democracia Cristã (DC) oficializou, em convenção realizada no dia 28 de julho, a candidatura de José Maria Eymael para a Presidência. Conhecido pelo jingle “ei, ei, Eymael, um democrata cristão”, está é a quinta vez que o ex-deputado federal concorre ao Palácio do Planalto. O vice na chapa este ano será o pastor Helvio Costa.

Lula - Em convenção realizada no centro de São Paulo no sábado (04/07), o PT oficializou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Lava Jato, como o candidato do partido pela sexta vez à Presidência da República nas eleições 2018. No evento, o nome de Lula foi aclamado por unanimidade e uma carta do ex-presidente foi lida para a militância.

Condenação - Condenado em segunda instância pela Justiça Federal a 12 anos e um mês de prisão, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. O vice na chapa será o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, decidido em acordo também orientado pelo ex-presidente. Antes disso, foi ventilado o nome da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila, que era pré-candidata à Presidência pelo PCdoB, mas o partido fechou uma coligação com o PT, que também inclui o PROS e o PCO.

Marina Silva - Marina Silva foi oficializada no sábado (04/08), como candidata a presidente da República pela Rede. Fundadora do partido, ela foi aprovada por aclamação para concorrer pela terceira vez ao Palácio do Planalto. "O povo brasileiro não vai ser substituído por 'Centrões' de direita e esquerda. No centro está o povo brasileiro", disse a candidata durante a convenção. No discurso de quase 50 minutos, ela fez referência direta a Geraldo Alckmin e criticou o acordo do ex-governador com o chamado Centrão.

Terceiro lugar - Nas eleições de 2014 e 2010, quando foi candidata por PSB e PV, Marina ficou em terceiro lugar nas corridas presidenciais ao receber cerca de 20 milhões de votos em cada pleito. Para tentar superar essa marca duarnte a campanha, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente precisará superar o desafio de contar com apenas 15 segundos em cada bloco do horário eleitoral na televisão.

Vice - O vice na chapa será Eduardo Jorge, do PV. Ex-deputado federal, ele também foi candidato à Presidência em 2014.

Vera Lúcia - Na noite de 20 de julho, o PSTU oficializou a candidatura da operária sapateira Vera Lúcia para a Presidência da República. A convenção, realizada na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, também definiu o professor e ativista Hertz Dias como vice da chapa. O partido também decidiu que não fará nenhuma coligação.

Formação - Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe, Vera Lúcia foi candidata à Prefeitura de Aracaju em 2012. Nas eleições 2018, a sapateira quebra a hegemonia do dirigente Zé Maria – candidato a presidente nas últimas quatro eleições - como postulante do PSTU na corrida ao Planalto. (O Estado de S.Paulo)

 


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