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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4384 | 02 de Agosto de 2018

TRANSPORTE DE CARGAS: Temer recebe lideranças do cooperativismo para debater tabela do frete

No início da noite desta quarta-feira (01/08), o presidente Michel Temer recebeu em seu gabinete, no Palácio do Planalto, para uma audiência, diversas lideranças cooperativistas, entre as quais, os presidentes do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas e do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e representantes das cooperativas paranaenses Coamo, Cocamar e C.Vale. A pauta da conversa foi sobre o impasse causado com a indefinição sobre os fretes para o transporte rodoviários de cargas no país e que vem trazendo prejuízos ao setor produtivo, especialmente no agronegócio. Segundo Ricken, “foi possível explicar ao presidente a gravidade do problema e que de forma urgente se resolva esta instabilidade jurídica causada desde final de maio, quando do encerramento da paralisação dos caminhoneiros”, disse.

Prejuízos – Ricken também disse que, durante a audiência, o  presidente da República havia afirmado que teria uma solução até o dia 27 de agosto, mas as lideranças cooperativistas explicaram que, se não fosse encontrada imediatamente uma solução ao problema dos valores dos fretes, os prejuízos no campo seriam irreversíveis. “Os produtores já estão colhendo a safra de inverno e se planejam para o plantio da próxima, a de verão, e caso os principais insumos não cheguem até as cooperativas e consequentemente aos produtores, teremos enormes perdas na produtividade”, frisou Ricken. Diante da manifestação das lideranças cooperativistas, Temer se comprometeu em solicitar que a Advocacia Geral da União (AGU) antecipe a discussão.

STF – Desde o início deste impasse e sem solução, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, passou a intermediar um acordo entre as partes em busca de um acordo entre caminhoneiros e empresas em torno da tabela com preços mínimos para o frete. No que depender do ministro, só haverá decisão sobre o caso depois da audiência pública com especialistas marcada para 27 de agosto.

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PARANA.COOP+10: Programa de Educação Política tem nova etapa de capacitação

educacao politica 02 08 2018

O Sistema Ocepar promove na semana que vem, entre os dias 6 e 9 de agosto, a segunda capacitação de agentes das cooperativas paranaenses dentro do Programa de Educação Política parana.coop+10, que visa sensibilizar as pessoas para um voto mais consciente e responsável nas próximas eleições. As atividades de formação tiveram início no dia 17 e 18 de julho, em Curitiba. Desta vez, serão realizados quatro encontros, com representantes de cooperativas de todos os ramos por Núcleos Regionais: Ponta Grossa, no dia 6, com participantes do Centro-Sul; Maringá, no dia 7, com profissionais do Norte e Noroeste; em Toledo, no dia 9, com agentes do Oeste; e no dia 10, em Pato Branco, com lideranças do Sudoeste do Estado.

O Programa - O Programa de Educação Política das Cooperativas Brasileiras é uma iniciativa do Sistema OCB e destina-se ao seu público interno, composto por cooperativas de 13 ramos de atividades. A ação é apartidária e voluntária. “As cooperativas, atentas ao atual cenário político-econômico nacional, têm a oportunidade de assumir um papel de destaque na sensibilização de seus cooperados e colaboradores sobre a importância da participação política, visando contribuir com o desenvolvimento econômico e social do País”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Inscrições – As inscrições para a capacitação devem ser feitas com Eliane Goulart (eliane.goulart@sistemaocepar.coop.br / 41-3200 1124). Importante lembrar que as inscrições das cooperativas do Núcleo Centro-Sul devem ser realizadas até esta sexta-feira (03/08), impreterivelmente. 

NÚCLEO CENTRO-SUL

06/agosto | 13h30 | Sicredi Campos Gerais (sede)

Av. Ernesto Vilela, 1001 - Nova Rússia - Ponta Grossa/PR

NÚCLEOS NORTE E NOROESTE

07/agosto | 9h | Cocamar (auditório Cocamar-Sicredi)

Av. Constâncio Pereira Dias, 1000 - Maringá/PR (ao lado da agência Sicredi)

NÚCLEO OESTE

08/agosto | 9h | Primato (associação dos funcionários)

BR 163, Trecho Toledo a Três Bocas - Toledo/PR

NÚCLEO SUDOESTE

09/agosto | 9h | Sicredi Pato Branco (sede)

Rua Itacolomi, 1721 - Pato Branco/PR

 

FORMAÇÃO: Curso de extensão discute gerenciamento de recursos sólidos

Cerca de 30 profissionais de cooperativas paranaenses estão participando, nesta quinta-feira (02/08), do segundo módulo do Curso de Extensão em Gestão Ambiental, que contempla diversos assuntos relacionados à gestão e otimização do uso de recursos ambientais nos negócios das cooperativas. A iniciativa é do Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR e em parceria com o Isae. “Agora, estamos tratando do gerenciamento de resíduos sólidos, abordando as legislações internacionais e a política nacional de resíduos sólidos, logística reversa, reciclagem, entre outros assuntos”, informa o analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Moisés Knaut Tokarski.

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SOMOSCOOP I: Prêmio recebe inscrições até 30 de agosto

 

somoscoop I 02 08 2018Sem medir esforços para melhorar a vida dos cooperados e da comunidade onde estão localizadas, as cooperativas brasileiras têm mostrado como o cooperativismo é capaz de transformar a realidade socioeconômica do país inteiro.

 

Prêmio - É por isso que o Sistema OCB realiza, a cada dois anos, o Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano. A ideia é reconhecer essas iniciativas, estimulando a troca de experiências entre as mais de 6,6 mil cooperativas.

 

Inscrição - Para participar, basta clicar aqui e se inscrever. O prazo vai até o dia 30 de agosto.

 

Sobre o Prêmio - Desde sua primeira edição, em 2004, já foram premiadas ações de mais de 80 cooperativas, elevando, assim, o nível de comprometimento tanto com a sustentabilidade do negócio quanto com as questões sociais.

 

Categorias - O prêmio está dividido em sete categorias: Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Cooperativa Cidadã, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia, Intercooperação e Cooperjovem.

 

Projetos - Os projetos devem conter benefícios comprovados aos cooperados e à comunidade local. A avaliação das iniciativas inscritas será realizada a partir de uma matriz de pontuação, conduzida por uma comissão indicada e nomeada pelo Sistema OCB, entidade composta pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).

 

Mais - Quer saber mais? Clique aqui ou fala com Aurélio Prado (61 3217-1525 ou aurelio.prado@sescoop.coop.br). (Informe OCB)

 

SOMOSCOOP II: Novo episódio da websérie mostra a preocupação do cooperativismo com a sustentabilidade

 

somoscoop II 02 08 2018Está no ar o novo episódio da websérie do movimento #SomosCoop. O sexto capítulo mostra que, no cooperativismo, aliar as necessidades de consumo à uma produção sustentável já é uma realidade! Esse jeito humanizado de fazer negócios, gerar resultados positivos e de transformar realidades é o tom dos depoimentos de quem, todos os dias, coloca em prática a arte da cooperação. Quer ver? Clique aqui.

 

FRÍSIA: Cooperativa comemora 93 anos com o lançamento de e-commerce

Segunda mais antiga cooperativa agroindustrial do Brasil e mais longeva do Paraná, a Frísia completou 93 anos nesta quarta-feira (01/08) e comemora desenvolvendo ferramentas que inovam o atendimento e o fornecimento de produtos ao produtor rural brasileiro. O lançamento do e-commerce SuperCampo (lojasupercampo.com.br) reforça a cultura da cooperativa de promover um pensamento global mesmo tendo uma atuação local.

Iniciativas - A Frísia já tem em seu portfólio iniciativas como a Digital Agro, feira de tecnologia para o campo, a co-criação da Fundação ABC, referência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para o agronegócio, além da Unium, marca da intercooperação (que envolve também as cooperativas Castrolanda e Capal). O SuperCampo tem mais de 1.000 itens agropecuários a pronta entrega, entre eles rações, medicamentos veterinários, ferramentas, equipamentos de proteção individuais e material para ordenha.

Diferencial - “O maior diferencial dessa ferramenta é que, agora, o produtor pode adquirir artigos de marcas renomadas, com garantia comprovada e ampla variedade sem precisar se deslocar até uma loja física”, comenta Ronald Eikelenboom gerente de Serviços e Logística da Frísia, um dos responsáveis pela criação do SuperCampo.

Opção - Os usuários da loja virtual da Frísia terão a opção de receber seus pedidos em sua propriedade rural ou retirá-los uma das 11 lojas agropecuárias da cooperativa presentes em Carambeí, Imbituva, Irati, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Prudentópolis, Teixeira Soares, Tibagi e nos distritos de Tronco e Terra Nova.

Maior objetivo - O maior objetivo do SuperCampo é oferecer aos produtores uma nova opção para atender às suas necessidades por itens agropecuários de forma rápida, eficiente e com qualidade. “Quando desenvolvemos este projeto, definimos que não bastava apenas criar uma ferramenta que facilitaria as vendas. O SuperCampo é fácil de navegar, além de oferecer segurança e comodidade, para garantir entrega rápida e um pós-venda eficiente”, afirma Berenice Los, gerente de Tecnologia da Informação da Frísia.

Mercado - Com o lançamento do SuperCampo, a Frísia entra em um mercado que faturou R$ 47,7 bilhões em 2017 e que cresceu 12% no mesmo período, segundo dados da Webshoppers, pesquisa realizada pela Ebit em parceria com a Elo. “O SuperCampo é produto do mundo em que vivemos. Um mundo em que o agricultor toma decisões a partir de dados que são entregues para ele na tela do smartphone. Quando se trata de compras, não é diferente, a tendência é a mesma”, avalia Emerson Moura, superintendente da Frísia.

Coerência - Para Moura, a loja agropecuária virtual é mais uma prova de que a cooperativa completa 93 anos mantendo a coerência entre o discurso inovador e a prática. “Nossa política de gestão é, e sempre será, aumentar a rentabilidade do produtor rural em suas atividades, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio. Além disso, precisamos diversificar sempre que possível e o SuperCampo é mais um fruto desta política que nos acompanha há mais de 90 anos, sem ignorar as possibilidades que o mercado nos oferece, tendo sempre o compromisso de melhor acesso a nossos cooperados.”, completa.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

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INSTITUTO SICOOB: Professores de Foz retornam às aulas com espetáculo promovido com apoio da Prefeitura

 

Mais de dois mil profissionais vinculados à Secretaria Municipal de Educação de Foz do Iguaçu foram presenteados com uma recepção em grande estilo, que celebrou o retorno às aulas, após as férias de julho.

 

Promoção - O evento foi promovido pelo Instituto Sicoob e Sicoob Três Fronteiras, com apoio da Prefeitura Municipal e Secretaria de Educação de Foz do Iguaçu, como forma de reconhecimento ao trabalho que os educadores desenvolvem dia a dia com as crianças no município.

 

Espaço Sou Arte - O início do espetáculo ficou por conta do Espaço Sou Arte, de Campo Mourão, cuja essência é encantar pessoas por meio de números circenses e artísticos inovadores, de qualidade, e com responsabilidade social.

 

Palestra - Em seguida, os professores e demais profissionais das escolas puderam assistir a uma palestra intitulada “Professoras poderosas, professores poderosos” ministrada pela psicóloga, pedagoga e escritora Jeanine Rolim, que abordou questões comportamentais e psicológicas relacionadas à autoestima.

 

Comportamento - Durante sua fala, Rolim explicou que de acordo com a psicologia cognitiva, o que pensamos e sentimos está diretamente ligado com nosso comportamento. “A ausência da demarcação do positivo em uma criança é tão danosa quanto crescer a base de xingamentos ou de estímulos negativos”, completou.

 

Parceria - O Sicoob Três Fronteiras e a Secretaria Municipal de Educação fecharam parceria no início de 2014, com a implantação do Programa Cooperjovem no município. O programa criado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) tem como objetivo disseminar a cultura da cooperação, baseada nos princípios e valores do cooperativismo, por meio de atividades educativas. A viabilização sempre acontece a partir de uma cooperativa madrinha, nesse caso o Sicoob.

 

Outras ações - Desde então, a parceria entre Sicoob e Educação Municipal tem sido estreitada com a realização de outras ações como palestras de educação financeira, ambiental e cooperativista, concursos culturais e Programa Cooperativas Mirins.

 

Certificação - Ao longo desses quatro anos foram mais de 200 horas de certificação concedida aos professores, que impactam no plano de carreira dos profissionais, mais de sete mil crianças envolvidas direta ou indiretamente com a cultura da cooperação e mais de 20 eventos de capacitação oferecidas gratuitamente para os cerca de 150 professores envolvidos com o Cooperjovem. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Diretor do Bancoob fala sobre desafios e oportunidades do cooperativismo

 

No dia 28 de julho, colaboradores, conselheiros e diretoria do Sicoob Três Fronteiras estiveram reunidos para comemorar os resultados do primeiro semestre e alinhar as estratégias dos meses restantes de 2018.

 

Palestra - O ponto alto do evento foi a palestra ministrada pelo diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada, que explanou sobre os desafios e oportunidades do cooperativismo financeiro. Em sua fala, Almada também chamou atenção dos colaboradores sobre as novas tecnologias presentes no mercado financeiro e que não podemos resistir a elas.

 

Atendimento - “Hoje nós atendemos 4 milhões de cooperados, mas temos potencial para muito mais. Precisamos aumentar nossa base e fazer crescer os ativos e passivos. Precisamos atender as multidões oferecendo atendimento diferenciado e soluções tecnológicas”, disse Almada. 

 

Desafio - Como um dos desafios que a singular deve enfrentar, Almada mencionou a necessidade de reciclar o negócio, mas sem esquecer que a essência é o cooperativismo. Ainda segundo Almada, isso é possível já que o Sicoob representa 45% no ecossistema do cooperativismo financeiro no país e o modelo de negócios é compatível com os bancos. 

 

Reconhecimento - Ainda durante o evento, que foi conduzido pela diretoria executiva, houve reconhecimento aos colaboradores que completaram cinco anos ou mais de carreira na cooperativa e aos que se destacaram por desempenho nas metas estabelecidas para o semestre. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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FRIMESA: Campanha publicitária “Três gerações” está entre as que mais engajaram em junho e julho

 

frimesa 02 08 2018O filme publicitário “Três gerações” da Campanha de 2018 da Frimesa está entre os que mais engajaram público no Brasil entre junho e julho, segundo avaliação do Brain Club, clube de assinaturas de insights neurocientíficos sobre comerciais de TV. O estudo realizado pela empresa de pesquisa Forebrain, revelou quais das 35 peças veiculadas ao longo dos dois meses causaram reações positivas no público. O impacto foi avaliado pelas tecnologias EEG, que analisa as ondas cerebrais, e Eye-Tracking, que monitora os movimentos dos olhos.

 

Categorias - O comercial ficou colocado nas categorias: atenção (efetividade da propaganda na concentração do telespectador) e memorização, (campanhas que ficaram na memória do público). A divisão  motivação, que avalia o engajamento, também pertencia à pesquisa.

 

Link - Todos os comerciais colocados estão disponíveis no link http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2018/07/25/os-comerciais-que-mais-engajaram-em-junho-e-julho.html (Imprensa Frimesa)

 

SICREDI: Campanha do Dia dos Pais mostra como cooperação proporciona momentos especiais

 

sicredi 02 08 2018Para comemorar o Dia dos Pais, celebrado este ano em 12 de agosto, o Sicredi – instituição financeira cooperativa que conta com mais de 3,8 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal – lança o terceiro filme da sua campanha Institucional em 2018. Por meio de uma abordagem que valoriza a diversidade e a inclusão nas famílias, “Juntos para transformar gestos em carinho” conta a história de um pai deficiente auditivo, que é surpreendido pela filha e seus colegas de escola na apresentação de Dia dos Pais. 

 

Conceito - “Emocionante e sensível, o filme e os demais materiais publicitários foram desenvolvidos com base no conceito principal do Sicredi, o de ‘Fazer juntos’, salientando que a cooperação tem o poder de transformar uma situação comum em extraordinária. A ideia é mostrar o cooperativismo presente no dia a dia das pessoas e como pequenos gestos podem fazer a diferença”, explica Ana Paula Cossermelli, superintendente de Comunicação, Marketing e Canais do Banco Cooperativo Sicredi.

 

Campanha Institucional A campanha do Sicredi tem o tema “Fazer Juntos”, ressaltando a cooperação entre as pessoas como ponto crucial para a evolução humana, o que inclui a geração de renda e desenvolvimento socioeconômico da comunidade. Composta por quatro vídeos principais que se conectam, formando uma única grande história, ela traz personagens que são moradores de uma mesma vizinhança e interagem uns com os outros dentro de situações do cotidiano que condizem com a data de lançamento de cada vídeo. Nos primeiros vídeos, as homenagens foram ao Dia das Mães e Dia dos Namorados. Agora, é a vez do filme do Dia dos Pais, que pode ser visto no canal do Sicredi no YouTube: https://youtu.be/gZHpN8MbFsA

 

Alcance nacional - Com alcance nacional, a campanha institucional se estende às revistas que circulam nas áreas de atuação do Sicredi e inclui mídia de massa (spots, anúncios e mídia exterior), ativação por meio de canais digitais (Facebook, YouTube e site do Sicredi) e ações trabalhadas para o público interno.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

PUBLICAÇÃO: Romance de aventura explora história secular dos suábios de Entre Rios

 

Escrito em parceria com a Fundação Cultural Suábio-Brasileira, o livro “O Sumiço do Hanomag”, do jornalista Klaus Pettinger, será lançado nesta quinta-feira (02/08), no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR). O romance de aventura infantojuvenil convida leitores de todas as faixas etárias a se divertir e aprender um pouco mais sobre a rica história de superação dos Suábios do Danúbio. O evento tem início às 19h30, no Centro Cultural Mathias Leh.

 

Premissa - A premissa do livro é simples, porém intrigante: o trator Hanomag R45, exposto há quatro décadas na praça da Colônia Samambaia, sumiu na noite de 1o de maio. A única pista é um mapa, repleto de simbologias e palavras em alemão, aparentemente deixado para trás pelos suspeitos.

 

Missão - Dois adolescentes entusiastas da cultura e tradição suábias recebem a missão de decodificar o mapa encontrado na cena do crime. Schwabi Schwabenbrauch e Kathi Strudelhof dependem agora de todo seu conhecimento sobre a história dos Suábios do Danúbio e, especialmente, da experiência de pioneiros para recuperar a relíquia. 

 

Segurança - Uma união de passado e presente que põe em risco não apenas a preservação cultural, mas a própria segurança de todos os envolvidos. “Como ele já escreve para nossa Revista de Entre Rios há mais de dez anos, vimos com bons olhos a proposta do Klaus de escrever um livro que desperte em jovens e adultos o interesse e a curiosidade sobre nossa cultura, tradições e costumes”, destacou a gerente sociocultural Viviane Schüssler.

 

Superação - Ao longo de 280 páginas, o romance explora a história de superação das famílias de Suábios do Danúbio - etnia de origem alemã -, que encontraram no distrito de Entre Rios, no terceiro planalto paranaense, o local ideal para retomar suas vidas, após os conflitos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

 

Enredo - O enredo se passa quase toda no próprio distrito, e tem como fio condutor o inesperado desaparecimento do Hanomag, tido como um dos símbolos de trabalho e de afinco das famílias suábias, formadas principalmente por agricultores. O trator está exposto na Colônia Samambaia desde o final da década de 1970 e sua utilização demonstrou-se decisiva no início da mecanização agrícola dos colonos.

 

Passeio - De forma leve e divertida, leitores de todas as faixas etárias são levados a vivenciar um passeio único pela cultura e tradições seculares dos antepassados de surpreendentes personagens. “O Sumiço do Hanomag” concilia os planos histórico e de aventura, em uma leitura instigante, com boas pitadas de humor suábio-germânico-brasileiro.

 

Lançamento O lançamento contará com apresentações de dois grupos culturais, a entrega simbólica dos primeiros exemplares a instituições de ensino, a leitura de um trecho do livro, a venda pelo preço promocional de R$ 30, com dedicatória do autor, e coquetel de confraternização. (Imprensa Agrária)

 

SERVIÇO

Lançamento de “O Sumiço do Hanomag”, por Klaus Pettinger

Data: 2 de agosto de 2018

Horário: 19h30

Local: Centro Cultural Mathias Leh

(Avenida Michael Moor, 1951 - Colônia Vitória, Entre Rios – Guarapuava - PR)

 

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GLOBO RURAL: Crise do frango derruba projeção de faturamento de cooperativa no PR

 

globo rural 02 08 2018Uma cidade de 17 mil habitantes, no oeste do Paraná, é a sede da cooperativa Copacol, que faturou no ano passado nada menos que R$ 3,5 bilhões. A cooperativa, criada em 1963 com incentivo de um padre, hoje é a 5ª maior do Paraná e a 7ª no Brasil. A expectativa é faturar R$ 3,6 bilhões em 2018. Apesar da alta de 3% em relação ao ano passado, o resultado é 40% menor que o projetado pelo planejamento estratégico, traçado em 2014. 

 

Adiamento de investimentos - Valter Pitol, presidente da Copacol, explica que a crise no preço do frango, em 2016, forçou o adiamento de um investimento de R$ 350 milhões na ampliação da Central Unitá, na cidade de Ubiratã. Nesta unidade, operada em conjunto com outra cooperativa, a Coagru, são abatidas por dia 180 mil aves. Com os investimentos, a capacidade no ano que vem será de 380 mil aves. “A crise na avicultura atrasou nossos investimentos. 2016 foi uma pauleira”, lamenta Pitol. “Mas esperamos faturar R$ 4 bilhões em 2019, com a duplicação dessa produção.”

 

Esperado - Não é por acaso que esse investimento é muito esperado. O frango corresponde a 58,8% do faturamento da cooperativa, que exportou no ano passado 171 mil toneladas do produto, para mais de 50 países. Buscando ampliar mercado, especialmente no Oriente Médio, em junho a cooperativa inaugurou um escritório em Dubai, nos Emirados Árabes. Considerando a produção de óleo de soja e farelo de soja, produzidos em indústrias da própria cooperativa, a Copacol obteve no ano passado recursos de R$ 322 milhões com as exportações. “35% das nossas exportações vão para o Oriente Médio. E criamos o escritório em Dubai com funcionários da cooperativa para acompanhar melhor os clientes daquela região”, explica Pitol.

 

Industrializadas - Das 360 mil toneladas de carnes produzidas em 2017, 48 mil são industrializadas e vendidas em cinco supermercados próprios espalhados pela região. Os suínos e o leite produzidos pelos cooperados também vão para a gôndola dos supermercados, beneficiados pela Frimesa, central que une cinco cooperativas. No ano passado, foram abatidos 341 mil cabeças de suínos e produzido 11 milhões de litros de leite. “A produção de leite é a atividade mais desafiadora”, afirma Vitor, referindo-se aos preços baixos obtidos pelo produtor e ao trabalho extenuante na ordenha e alimentação das vacas. A companhia ainda envia seus produtos para São Paulo, por meio de dois distribuidores.

 

Expectativa de produção Produtos de frango da Copacol, salsichas para hot dog e até pão de alho se espalham por refrigeradores no supermercado de Cafelândia. A expectativa é produzir neste ano 59 mil toneladas de alimentos industrializados, uma alta de 23% em relação ao ano passado. Considerando supermercados próprios e as vendas no atacado, a Copacol deve faturar nesses segmentos em 2018 R$ 246 milhões, um aumento de 13,4% em relação ao ano passado.

 

Grupo - A cooperativa faz parte de um grupo de outras sete instaladas na região oeste do Paraná, com importante papel no desenvolvimento do Estado. Todas elas, distribuídas em 54 municípios, respondem por 35% do total abatido de aves do Paraná, maior produtor e exportador do produto no Brasil, 56% da receita geradas pela produção de suínos, 26% da produção de grãos e 48% da produção de pescado em água doce. (Revista Globo Rural)

 

ENCONTRO TÉCNICO: Mercado de soja e milho favorece produtores brasileiros

No mês de julho, em que as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 463,1 mil toneladas (o maior fluxo mensal de embarques já registrado na história do setor, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal - ABPA), a cidade de Maringá foi sede – entre os dias 24 e 26 – do IX Encontro Técnico Avícola, promovido pela Integra e o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). Com 650 participantes, o evento apresentou uma extensa grade de palestras e debates de alto nível e uma feira com exposição de produtos e serviços.

Mercado - Em uma das palestras, no dia 26, o especialista Étore Barone, da INTL FCStone, abordou as tendências do mercado de commodities agrícolas. Ele observou que se o tempo for favorável, o Brasil deve assumir já na safra 2018/19, que será semeada a partir do próximo mês, a dianteira na produção mundial de soja, ultrapassando os Estados Unidos. A previsão da consultoria é que, em condições normais de clima, o Brasil colha 120 milhões de toneladas, contra 117 dos EUA e 57 milhões da Argentina, terceiro maior produtor do grão. Estudos meteorológicos apontam, de acordo com Barone, para um fenômeno climático El Niño de baixa intensidade, o que sinaliza para a ocorrência de chuvas em volumes praticamente normais nas regiões produtoras.

Destino - De toda a soja produzida no Brasil, 55% vão para exportação e 41% ficam no mercado interno para abastecer as indústrias e, desse último montante, metade é para alimentação animal.

De olho no conflito - Barone disse que as divergências comerciais entre os Estados Unidos e a China podem beneficiar os produtores brasileiros. Com a taxação imposta pelo governo Trump à importação dos produtos da China e a retaliação do país asiático na mesma proporção, fica mais em conta para os chineses importarem soja do Brasil. Enquanto uma tonelada de soja americana custa 444 dólares, a brasileira sai por 400 dólares. “O momento é bom para o produtor brasileiro”, frisou o especialista. A expectativa dele é que a exportação vai ser acelerada o ano todo – primeiro por causa da quebra de 20 milhões de toneladas na Argentina e, agora, em razão da guerra comercial entre EUA e China. “O produtor vendeu mais acelerado que no ano passado e deve começar a reduzir a fixação, aguardando preços melhores. Com prêmios e preços altos, pode acelerar a comercialização da safra 2018/19”.

Gigante asiático - A China é, disparado, o maior consumidor de soja do planeta, com previsão de demandar 114 milhões de toneladas no ciclo 2018/19. O gigante asiático é também o maior esmagador (previsão de 96,5 milhões de toneladas) e o Brasil já supera de longe os Estados Unidos como maior exportador – foram 74,7 milhões de toneladas, contra 55,7 milhões dos norte-americanos.

Milho - Em relação ao cereal, Barone comentou que a projeção para 2019 é de uma produção de 26 milhões de toneladas no verão e 65 milhões de toneladas no inverno, com consumo de 57 milhões de toneladas, exportação de 30 milhões de toneladas e um estoque inicial de 14 milhões. Segundo ele, o produtor está capitalizado e passou a segurar a venda quando o preço cai: “ele percebeu que ganha a luta contra a indústria”. Na opinião de Barone, os estoques ficarão longe e em março de 2019 os preços podem voltar a subir se o cultivo de verão não recuperar ao menos um milhão de hectares. Ele disse também que deve faltar milho até a entrada da safrinha de 2019, em razão da quebra de produção brasileira deste ano, fato esse que vai levar os compradores ao mercado. (Flamma Comunicação)

TRIBUTO: Começa dia 13 de agosto o prazo de declaração do ITR

 

tributo 02 08 2018Proprietários de imóveis rurais de todo o Brasil terão entre os dias 13 de agosto e 28 de setembro para apresentar a Declaração do Imposto Territorial Rural (DITR). A Receita Federal publicou, na terça-feira (31/07) as normas para a prestação de contas relativa ao exercício 2018.

 

Obrigatoriedade - “Está obrigada a apresentar a DITR a pessoa física ou jurídica, exceto a imune ou isenta, proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título, inclusive a usufrutuária, um dos condôminos e um dos compossuidores”, lembra a Receita Federal, em nota.

 

Perda ou direito de propriedade - Quem perdeu imóvel ou teve o direito de propriedade transferido a partir 1º de janeiro deste ano também deve declarar o ITR. Ainda conforma a Receita, a declaração deve ser feita por meio de arquivo eletrônico, no programa próprio para o ITR, que será colocado à disposição.

 

Documentos - Serão aceitos apenas os documentos enviados até as 23h59 do dia 28 de setembro. Caso identifique algum erro depois do envio, pode ser feita uma declaração retificadora, que substituirá a original.

 

Declaração retificadora - “A declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente. Essa declaração deve conter todas as informações anteriormente declaradas com as alterações e exclusões necessárias, bem como as informações adicionadas, se for o caso”, orienta a Receita.

 

Multa - O proprietário rural que declarar o ITR fora do prazo pagará multa de 1% ao mês, calculada sobre o imposto devido e considerando uma parcela mínima de R$ 50. O pagamento será feito em até quatro parcelas, mas, se o valor devido for menor que R$ 100, a quitação é por cota única.

 

Antecipação - Caso o contribuinte resolva antecipar a quitação ou o pagamento de alguma cota, isso pode ser feito sem a necessidade de uma declaração retificadora com a nova opção. Mas se quiser aumentar o número de parcelas, é necessária uma nova declaração. (Revista Globo)

 

IG: Selo único poderá identificar Indicações Geográficas brasileiras

 

Especialistas se reúnem nesta quinta (02/08) e sexta-feira (03/08), na sede do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), no Rio de Janeiro, para discutir a possibilidade de utilizar um selo único para Indicações Geográficas (IGs) no Brasil. O evento está sendo organizado pela Coordenação de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), INPI e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Estudo - De acordo com a coordenadora de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Mapa, Patrícia MetzlerSaraiva, o encontro visa apresentar estudo realizado pela consultora portuguesa Ana Soeiro e discutir os impactos da implementação de um selo único para as IGs brasileiras, resultando em uma melhor comunicação com os consumidores de produtos com indicação geográfica (IG). 

 

Produtos e serviços - O registro de IG, de responsabilidade do INPI, é concedido a produtos ou serviços cujos nomes geográficos tenham se tornado conhecidos por sua história, reputação ou qualidades conferidas exclusiva ou essencialmente pelo meio geográfico.

 

Diálogos setoriais - O seminário, que reúne técnicos de diferentes órgãos e instituições, além de representantes de IGs registradas está sendo realizado no âmbito dos Diálogos Setoriais, instrumento de cooperação entre União Europeia (UE) e o Brasil para a troca de conhecimentos, experiências e melhores práticas de natureza técnica e política em temas de interesse comum. (Mapa)

BNDES: Banco oferecerá linha de R$ 5 bi para renegociação de crédito rural

 

bndes 02 08 2018O Ministério da Fazenda autorizou hoje a criação de uma linha de crédito rural de R$ 5 bilhões, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para que produtores de todo país repactuem suas dívidas agrícolas, afirmou uma fonte do governo.

 

Proposta - A nova linha — cujos recursos serão repassados pelo BNDES a bancos públicos — partiu de uma proposta da comissão externa sobre endividamento agrícola da Câmara dos Deputados, encerrada em julho. Durante quatro meses, a comissão debateu soluções para resolver parte dos problemas de inadimplência no setor agropecuário.

 

Condições - Como resultado da comissão, ficou decidido e acordado com o BNDES — e com o aval do governo —, que a nova linha terá juros de 4,6% + TLP (11,5% ao ano), prazo de 9 anos para pagamento e três anos de carência. O limite será de R$ 20 milhões por tomador.

 

Dezembro de 2017 - Pelas negociações entre governo, produtores e parlamentares da bancada ruralista, também ficou acertado que a linha só poderá ser tomada por produtores que tiverem contraído dívidas até 27 de dezembro de 2017.

 

Circular interna - Restará agora ao banco de fomento apenas publicar uma circular interna implementando as condições para o novo financiamento, uma vez que a Fazenda já definiu que a linha não depende de aprovação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) como chegou a ser cogitado anteriormente. A expectativa no setor agrícola é que essa regulamentação saia ainda nesta semana.

 

Sem subsídios - Voltada para agricultores quitarem dívidas bancárias e também com fornecedores como revendas de insumos, tradings e cooperativas agrícolas, a nova linha não contará com recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional.

 

Publicação - “Conversei hoje com o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, e ele me garantiu que fará nesta quinta mesmo uma reunião de diretoria e que a circular do banco deve ser publicada no mesmo dia, criando a linha”, afirmou ao Valor o deputado ruralista Jerônimo Goergen (PP-RS), que coordenou os trabalhos da comissão sobre endividamento. “O endividamento do produtor brasileiro é muito maior do que o governo pensa. Vivemos um momento de produção agrícola muito grande no país, mas com custos muito altos”.

 

Mais propostas - Entre as demais propostas sugeridas pela comissão ao governo estão a prorrogação de dívidas com crédito rural por suinocultores e produtores de arroz e leite, e que seja prorrogado a adesão ao Refis do Funrural para dezembro de 2018. No entanto, ainda não houve uma decisão do governo federal sobre a aplicação dessas sugestões.

 

BNDES - Procurado, o BNDES não encontrou porta-voz para comentar. (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Importações fazem superávit comercial cair 19,6% de janeiro a julho

 

comercio exterior 02 08 2018O crescimento das importações em ritmo maior que o das exportações fez o saldo da balança comercial cair nos sete primeiros meses do ano. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o país exportou US$ 34,160 bilhões a mais do que importou no período de janeiro a julho. O superávit é 19,6% inferior ao do mesmo período do ano passado (US$ 42,496 bilhões).

 

Superávit - Apesar do recuo, o superávit foi o segundo melhor da história para o período. Em julho, o Brasil exportou US$ 4,227 bilhões a mais do que comprou do exterior. Apesar da queda de 28,2% em relação ao superávit registrado em julho do ano passado, o valor é o terceiro melhor para o mês, perdendo para julho de 2017 (US$ 5,885 bilhões) e de 2016 (US$ 4,575 bilhões).

 

Recuperação da economia - Depois de fechar 2017 com superávit recorde de US$ 67 bilhões, o saldo da balança comercial tem registrado recuo no primeiro semestre, provocado principalmente pelo desempenho das importações, que cresceram 21,1% pela média diária, somando US$ 102,423 bilhões nos sete primeiros meses do ano. A alta, de acordo com o ministério, decorre da recuperação da economia, que impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital (máquinas e equipamentos usados para a produção), cujas importações subiram 83,7% de janeiro a julho.

 

Exportações - As exportações também aumentaram, mas em ritmo menor. Nos sete primeiros meses de 2018, o país vendeu ao exterior US$ 136,582 bilhões, valor 7,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a pasta, as vendas de produtos primários, como commodities (bens primários com cotação internacional) subiram 10,6% de janeiro a julho.

 

Produtos manufaturados - As vendas de produtos manufaturados aumentaram 6,6% em 2018, mas as exportações de bens semimanufaturados acumulam queda de 1,4% no ano, influenciadas principalmente pela queda no preço internacional do açúcar bruto.

 

Estimativa para 2018 - Oficialmente, o ministério estima superávit em torno de US$ 50 bilhões neste ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 58,06 bilhões para este ano. (Agência Brasil)

 

GESTÃO PÚBLICA: Mercado pede mais autonomia para as agências reguladoras

 

gestao publica02 08 2018A autonomia das agências reguladoras precisa ser retomada, na opinião de atores relevantes da iniciativa privada. Para pôr fim ao clima de desconfiança dos investidores e tornar o país atraente para o capital privado, as agências precisam ter corpo técnico capacitado, agilidade e tomar decisões sem viés político. 

 

Avaliação - Essa é a avaliação dos especialistas presentes ao evento "E agora, Brasil?", promovido pelos jornais "O Globo" e Valor. "Além de conhecimento, é necessário ter vontade de trabalhar, e também é preciso uma mudança de hábitos. Esse é, para mim, o maior desafio. A gestão pública precisa ter meritocracia, pessoas tecnicamente capacitadas, organogramas bem definidos, e funcionários com senso de 'dono'", resumiu David Díaz, diretor presidente da Arteris, uma das maiores companhias do setor de concessão de rodovias do Brasil em quilômetros administrados, com mais de 3.250 km em operação.

 

Entendimento - Para Díaz, é preciso que órgãos como Ibama, Funai, ICMBio e as agências reguladoras se entendam. Na visão dos especialistas, indicações políticas para cargos nas agências criam dificuldades para regulação dos setores e, consequentemente, para o andamento de obras importantes. Isso ocorre por causa de decisões sem embasamento técnico.

 

Reflexos diretos - O reflexo direto dessa dinâmica é sentido no ambiente de negócios que torna-se hostil e afugenta investimentos. A editora executiva de "O Globo", Flávia Barbosa, citou reportagem publicada pelo jornal em 22 de julho, que revelou que, em oito das 11 agências reguladoras federais, considerando 40 cargos executivos, 32 são ocupados por nomes indicados por políticos, e outros três estão prestes a ser preenchidos pelo mesmo critério. Ou seja, 35 vagas são destinadas a pessoas ligadas a políticos.

 

Contaminado - "Estamos com o DNA completamente contaminado", respondeu Paulo Resende, coordenador de Logística da Fundação Dom Cabral. "As agências reguladoras têm de ser tecnicamente fortes para que haja um ambiente favorável ao desenvolvimento. Caso contrário, vamos continuar vendendo o paraíso, sendo que o que mais temos na infraestrutura brasileira é a divina comédia do purgatório", afirmou.

 

Corpo técnico - Para Resende, o Brasil tem um excelente corpo técnico de gestão pública, mas, nas agências reguladoras, ele acaba refém de questões políticas. Isso, diz, acaba provocando rupturas. "A Ferrovia Norte-Sul, por exemplo, começou a ser construída na década de 1980 e ainda não chegou à metade", disse Resende, referindo-se ao projeto que liga os principais portos e regiões produtoras do país.

 

Lei - Díaz, da Arteris, disse que há anos as concessionárias esperam a Lei das Agências Reguladoras. Essa regulamentação está na Câmara desde 2016, após longa tramitação no Senado, iniciada em 2013. O relator, deputado Danilo Forte (PSDB-CE), recomendou a "aprovação parcial" da emenda no início do mês passado, mas a votação do parecer e das emendas propostas ainda não ocorreu. "As agências têm de ser fortalecidas e, por isso, esperamos pela Lei das Agências. Os diretores devem ser eleitos pela sua capacidade técnica. E desejamos que haja diálogo e celeridade nas decisões", afirmou Díaz. "Existe dinheiro para bons projetos e com fluxos de caixa que sejam previsíveis."

 

Exigências - Diferentemente das empresas estatais, que, depois da aprovação da Lei das Estatais, em junho de 2016, tiveram de ampliar as exigências para ocupar cargos, os únicos critérios para ser indicado à direção de uma agência reguladora são formação superior e conduta ilibada. "Temos de dotar essas agências de capacidade intelectual de ler as necessidades do mercado e atuar com padrão técnico", pontuou o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Cléber Cordeiro Lucas.

 

Reforma estrutural - Para o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovia (ABCR), César Borges, com as mudanças nos contratos de concessão - e o risco recaindo sempre no setor privado - o país perde a atratividade. Ele defende uma reforma estrutural nos órgãos reguladores, e até nos ministérios, para pôr fim à desconfiança dos investidores: "É preciso uma mudança de postura nas agências reguladoras, nos ministérios. A logística é essencial para a Nação, mas há corporativismo nesses órgãos. Enquanto não houver uma mudança estrutural, nada vai se modificar". (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA I: Renovação pode render R$ 25 bilhões a ferrovias

 

infraestrutura I 02 08 2018O Brasil já teve 32 mil quilômetros de ferrovias, mas hoje apenas 14 mil quilômetros são operacionais. Um maior uso das ferrovias para o transporte de cargas poderia reduzir significativamente os custos, a emissão de gás carbônico e os acidentes no trânsito, que causam a morte de 37 mil pessoas por ano. O assunto foi tema do debate do evento "E agora, Brasil?", promovido pelos jornais "O Globo" e Valor, em 26 de julho.

 

Experiência - "É preciso aproveitar a experiência passada, aprimorá-la e investir. Mas a ferrovia foi sendo deixada de lado", frisou o ex-ministro dos Transportes e presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), César Borges.

 

Ativos - De acordo com Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, em 2002, o valor dos ativos de infraestrutura brasileira, incluindo as ferrovias, equivalia a 22% do PIB. Hoje está em 12%. Em termos de comparação, no Japão essa proporção é de 65%, e nos Estados Unidos, de 50%. E o governo Donald Trump já considera um grande gargalo a recuperação da infraestrutura americana, disse Resende. "Ou seja, em 15 anos, mesmo com investimentos da iniciativa privada e dos programas do governo federal, nós tivemos uma desvalorização jamais vista entre as principais economias do mundo", afirmou Resende.

 

Espanha - O diretor presidente da Arteris, David Díaz, lembrou que na Espanha a maior parte das vias ferroviárias é deficitária em resultado operacional, mas a atividade cria muitos empregos. Na visão de Díaz, não dá para olhar a infraestrutura de forma isolada, "porque os projetos trazem muitos empregos e, a longo prazo, há um efeito multiplicador".

 

Pauta - Na pauta do país para as ferrovias, o governo federal espera concluir ainda este ano a renovação antecipada de concessões, em troca de novos investimentos. Isso porque, sem a participação da iniciativa privada, a União não tem como investir nesse setor.

 

TCU - A expectativa é concluir os projetos, que dependem do aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Mesmo com a mudança de presidente, não seria possível reverter o processo. Em contrapartida, as empresas se comprometem a investir R$ 25 bilhões no setor ao longo dos contratos.

 

Renovação - Serão renovados antecipadamente, por mais 30 anos, cinco concessões: Malha Paulista (Rumo), as ferrovias da Vale (Vitória-Minas e Estrada de Ferro Carajás), MRS (Malha Regional Sudeste) e Ferrovia Centro Atlântica (FCA). "O Programa de Parcerias de Investimento (PPI) tem condições de aprimorar as concessões de infraestrutura do passado" - disse Adalberto Vasconcelos, secretário do PPI. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Cabotagem tem crescimento anual de 10%

 

infraestrutura II 02 08 2018No país das rodovias, a navegação de cabotagem é tratada como um tema da contracultura. É assim que Cléber Cordeiro Lucas, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), classifica a discussão sobre o transporte marítimo no país. Ele lembra que quatro programas de navegação de cabotagem foram elaborados, mas "não passaram da fase de diagnóstico". Ainda assim, ela vem crescendo a taxas de dois dígitos. "Com a greve dos caminhoneiros, ficou evidente a importância do desenvolvimento desse modal", afirmou Cordeiro Lucas, durante o evento "E agora, Brasil?", realizado pelos jornais "O Globo" e Valor, em São Paulo.

 

Crescimento - O crescimento da cabotagem - a navegação que acontece na costa brasileira e liga portos nacionais - tem sido de 10% ao ano, na última década. Somente no primeiro semestre de 2018, essa expansão foi de 13%. Na renovação da frota, é investido, por ano, cerca de US$ 1 bilhão. Entre os pontos positivos desse modal, Cordeiro Lucas destaca o fato de a taxa de emissão de CO2 representar um décimo da das rodovias e um terço da das ferrovias. Além disso, em termos de energia, o modal é cinco vezes mais eficiente do que as rodovias e três vezes mais do que as ferrovias.

 

Momento propício - "Este momento é propício para esse tipo de reflexão. O Estado perdeu a capacidade de gerir seus negócios. Então, esta é uma oportunidade para ver onde é melhor alocar o capital", ressaltou o vice-presidente do Syndarma.

 

Arroz - Atualmente, afirmou Cordeiro Lucas, todo o arroz que é produzido na região Sul do país chega às regiões Norte e Nordeste via navegação de cabotagem. A participação da cabotagem no transporte desse produto, segundo ele, chega a 80%. Para o vice-presidente do Syndarma, é preciso dotar as agências reguladoras "com capacidade intelectual e empreendedora" para entender as necessidades do mercado e adotar um padrão técnico de atuação.

 

Situação sui generis - "Hoje há uma situação sui generis, em que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tem competência para julgar e decidir de uma maneira, mas vem uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que pede para rever aquela decisão. É uma instabilidade tremenda, e perdemos completamente as referências que se tem no mercado", afirmou Cordeiro Lucas.

 

Política pública - Ele defende que o Brasil precisa de uma política pública para a cabotagem e o transporte marítimo: "A meu ver, este é o primeiro passo para começar a investir naquilo que pode dar um retorno positivo ao país". (Valor Econômico)

 

SELIC: BC mantém juros básicos em 6,5% ao ano pela terceira vez seguida

 

selic 02 08 2018Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve nesta quarta-feira (01/08) a taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

 

Indicadores - Em comunicado, o Copom informou que indicadores recentes mostram que a economia está se recuperando após a greve dos caminhoneiros, mas em ritmo mais lento que o esperado antes da paralisação. Em relação à economia internacional, o Copom ressaltou que, mesmo com certa acomodação recente do mercado, os riscos de elevação dos juros em países avançados e incertezas sobre o comércio global continuam.

 

Menor nível - Com a decisão desta quarta, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

 

Sequência de quedas - Em maio, o BC interrompeu uma sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

 

Principal instrumento - A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 4,39% nos 12 meses terminados em junho, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. O índice, no entanto, foi o maior para meses de junho desde 1995 por causa da greve dos caminhoneiros, que provocou escassez de produtos e alta de preços. O IPCA de julho só será divulgado nos próximos dias.

 

Impacto temporário - Segundo a nota do Copom, os dados recentes indicam que o impacto da inflação de junho foi temporário e que o efeito da paralisação dos caminhoneiros sobre os preços deve se diluir nos próximos meses. De acordo com o texto, ao retirar os fatores relacionados à greve, a inflação continua baixa. “As medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária”, destacou o comunicado.

 

Margem de tolerância - Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

 

Inflação - No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano num nível parecido: 4,11%.

 

Queda - Do fim de 2016 ao final de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado.

 

Crédito mais barato - A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, divulgado em junho, o BC projetava expansão da economia em 1,6% para este ano, estimativa revista para baixo depois da greve dos caminhoneiros. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018.

 

Negociações - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (Agência Brasil)

 

EUA: FED mantém juros e destaca forte crescimento da economia do país

 

eua 02 08 2018O Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (01/08) manter as taxas de juros do país entre 1,75% e 2%, como esperava o mercado, mas ressaltou a intenção de dar sequência ao ajuste monetário, ao destacar o ritmo forte de crescimento da economia americana.

 

Atividade econômica - "O mercado de trabalho continuou se reforçando e a atividade econômica cresceu em uma taxa forte", ressaltou, em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do FED após reunião.

 

Aumento - Na nota, o banco central dos EUA, que aprovou a medida de maneira unânime, com oito votos a favor, acrescentou que a despesa das famílias e o investimento empresarial também aumentaram "com força".

 

Novo aumento - Desse modo, o FED indica que, em seu próximo encontro, em 25 e 26 de setembro, realizará um novo aumento do preço do dinheiro. O banco central americano, presidido por Jerome Powell, já elevou as taxas de juros em duas ocasiões neste ano, e antecipou duas altas adicionais antes do fim de 2018 para acompanhar o bom momento da economia dos EUA.

 

Críticas - Esta reunião foi a primeira após as incomuns críticas do presidente americano, Donald Trump, ao ajuste monetário do FED de duas semanas atrás, nas quais disse "não estar entusiasmado" com a política monetária no país. (EFE / Agência Brasil)

 

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: Agência Fitch reafirma rating do Brasil

 

A Fitch reafirmou o rating de classificação de risco do Brasil em 'BB-' (nível especulativo), com perspectiva estável. Segundo a agência, a nota soberana é limitada por fraquezas estruturais nas finanças públicas e o elevado endividamento do governo, além das baixas projeções de crescimento, um ambiente político desafiador e questões ligadas à corrupção, que pesam sobre a adoção de políticas econômicas eficazes e prejudicam o progresso de reformas estruturais.

 

Pontos positivos - Por outro lado, entre os pontos positivos do Brasil estão a diversidade econômica e sólidas instituições civis, o PIB per capita acima da média de países com rating na categoria BB e a capacidade de absorver choques externos, que é baseada no regime de câmbio flutuante, baixos desequilíbrios nas contas externas, reservas internacionais robustas e a posição líquida de credor externo. A Fitch também cita o grande e desenvolvido mercado doméstico de dívida e a baixa participação de moedas estrangeiras na dívida pública.

 

Recuperação moderada - A Fitch aponta que o Brasil está vivenciando uma moderada recuperação econômica, com projeção de crescer 1,5% este ano, mas existem alguns ventos contrários. "A disruptiva greve dos caminhoneiros em maio, condições de financiamento externo mais apertadas e a contínua incerteza política e econômica relacionada com o ciclo eleitoral estão limitando a recuperação", diz a agência.

 

Demanda externa - A classificadora de risco espera que a boa demanda externa e alguma suavização das incertezas políticas e econômicas ajudem a garantir uma recuperação gradual em 2019 e 2020, com um crescimento médio de 2,5% ao ano. Os riscos de baixa para essas projeções incluem uma nova piora nas condições de financiamento externo e um eventual resultado eleitoral que seja menos propício ao avanço das reformas ou leve a uma deterioração geral do ambiente de políticas econômicas.

 

Incertezas políticas - A agência apontou que o país vai realizar eleições presidenciais em outubro e que o cenário político continua desafiador, em meio a uma disputa fragmentada e imprevisível. "Na visão da Fitch, existe incerteza sobre o ritmo, abrangência e qualidade dos ajustes nas políticas econômicas após as eleições. Os principais candidatos estão propondo várias opções para o ajuste fiscal."

 

Congresso - Segundo a Fitch, outra incerteza está relacionada com a base de apoio do novo presidente no Congresso, que será importante para garantir uma boa governabilidade e apoiar o progresso de reformas estruturais importantes. Essas reformas são essenciais para melhorar as projeções para as finanças públicas e o crescimento econômico.

 

Déficit fiscal - "O déficit fiscal do Brasil continua grande e deve recuar apenas gradualmente, o que aumenta sua vulnerabilidade a choques", diz a Fitch. A agência reconhece, no entanto, que uma recuperação mais forte das receitas tem colaborado para o governo atingir a meta de déficit para este ano, mesmo com a não aprovação de várias medidas fiscais que ajudariam a melhorar as contas públicas.

 

Déficit orçamentário - Ainda assim, a projeção é que o déficit orçamentário fique em 8% do PIB, bem acima da média para países com rating na categoria BB, que é de 3%. A dívida pública deve atingir 77,5% do PIB, ante 49% dos pares. A Fitch aponta que a devolução de R$ 130 bilhões pelo BNDES vai reduzir o ritmo de crescimento da dívida este ano, mas ela deve continuar aumentando em 2019, 2020 e além se não houver ajustes.

 

Trajetória - "A trajetória de consolidação fiscal do Brasil no médio prazo vai depender de quão bem-sucedido o próximo governo será em lidar com os desafios fiscais, incluindo o crescimento déficit da Previdência, a elevada rigidez nas despesas e a limitada flexibilidade para cortar gastos discricionários", diz a Fitch. Segundo a agência, a reforma da Previdência e outras medidas serão importantes para garantir que o teto de gastos - "uma importante âncora fiscal" - seja viável e credível no médio prazo.

Dificuldade - Da mesma forma, sem ajustes fiscais ou consideráveis receitas extraordinárias, o governo terá dificuldade em cumprir a regra de ouro a partir de 2019.

 

Inflação - A classificadora de risco aponta que o ambiente macroeconômico no Brasil tem se beneficiado da inflação moderada e do baixo déficit em conta corrente. A Fitch lembra que o IPCA saltou para 4,4% em maio, com a greve dos caminhoneiros, mas as expectativas para este ano e o próximo continuam bem ancoradas.

 

Conta corrente - Já o déficit em conta corrente provavelmente ficará abaixo de 1% do PIB este ano, bem melhor que a média dos países com rating na faixa BB, de 2,4%, e deve continuar sendo inteiramente financiado pelo investimento estrangeiro direto.

 

BC - "Embora a depreciação do real e a volatilidade dos últimos meses devido ao ambiente externo desafiador e certos fatores domésticos tenham levado o Banco Central a intervir nos mercados de câmbio, ao oferecer swaps cambiais, a autoridade não realizou vendas no mercado à vista". (Valor Econômico)

POLÍTICA: Brasil tem 147,3 milhões de eleitores; aumento de 3,14% desde 2014

 

politica 02 08 2018O eleitorado brasileiro aumentou 3,14% nos últimos quatro anos, saltando de 142.822.046 votantes, em 2014, para 147.302.354 eleitores, divulgou nesta quarta-feira (01/08) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os eleitores estão distribuídos pelos 5.550 municípios e em 171 localidades de 110 países.

 

Direitos políticos suspensos - Há ainda 1.409.774 eleitores que não poderão votar nem se candidatar este ano, por estarem com os direitos políticos suspensos, segundo o tribunal.

 

Gênero - De acordo com o TSE, a maioria do eleitorado brasileiro é formada por mulheres, com 77.337.918 (52,5%), enquanto os homens somam 69.901.035 (47,5%). Em 2014, as mulheres eram 74.459.424 (52,13%) e os homens, 68.247.598 (47,79%).

 

Exterior - Houve crescimento expressivo dos eleitores no exterior nos últimos quatro anos, passando de 354.184 para 500.727 eleitores, aumento de 41,37%.

 

Esforço conjunto - Para o presidente do tribunal, Luiz Fux, esse aumento é resultado de um esforço conjunto entre a Justiça Eleitoral e o Ministério das Relações Exteriores para facilitar o cadastro de eleitores residentes em outros países.

 

Lançamento - Os dados foram divulgados durante lançamento do Centro de Divulgação das Eleições do TSE.

 

Transexuais e travestis Pela primeira vez, eleitores transexuais e travestis terão seu nome social impresso no título de eleitor e no caderno de votação das Eleições 2018. Ao todo, 6.280 pessoas fizeram essa escolha ao se registrar ou atualizar seus dados na Justiça Eleitoral.

 

Faixa etária De acordo com o levantamento da Justiça Eleitoral, a faixa etária entre 45 e 59 anos concentra mais eleitores, com 35.742.439 brasileiros, o que corresponde a 24,26% do eleitorado. Em seguida, estão os eleitores de 25 a 34 anos, que reúnem 31.149.869 pessoas – 21,15% do total de eleitores.

 

Voto facultativo Os jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é opcional, representam 0,95% do eleitorado este ano, num total de 1.400.617 pessoas. Segundo o TSE, os dados apontam redução de 14,53% no número de eleitores jovens. Em 2014, foram registrados 1.638.751 eleitores nessa faixa etária.

 

Biometria - Em 2018, os eleitores que serão identificados por biometria aumentaram 239,92% em relação a 2014. Este ano, eles somam 73.688.208 votantes (50,3%) do total. Em 2014, eram 21.677.955 pessoas, o que correspondia a 15,18% do eleitorado.

 

Avanços - Fux avaliou o crescimento da identificação digital dos eleitores e a possibilidade de registro com o nome social de travestis e transexuais como avanços das eleições deste ano. Ele passará o comando do TSE no próximo dia 14 para a ministra Rosa Weber.

 

Grau de instrução - A maior parte do eleitorado tem ensino fundamental incompleto: são 38.063.892 eleitores, o que corresponde a 25,84% do eleitorado. Outros 33.676.853 (22,86%) afirmaram ter concluído o ensino médio. Os eleitores com ensino superior somam 13.576.117 cidadãos (16,88%).

 

Relatividade - Segundo o TSE, essas estatísticas devem ser vistas com relatividade, pois a informação reflete a escolaridade declarada pelo eleitor no momento do registro eleitoral ou da atualização de seus dados cadastrais.

 

Colégio eleitoral - O estado de São Paulo continua a ser o maior colégio eleitoral do país, com 33.040.411 votantes. Em seguida, vem Minas Gerais, com 15.700.966, e Rio de Janeiro, com 12.406.394.

 

Menos eleitores - Com 941 eleitores, a cidade de Serra da Saudade (MG) é o município com menos eleitores de acordo com TSE. Já São Paulo, com 9.052.724 eleitores, é o que tem mais pessoas aptas a votar.

 

Pessoas com deficiência - Ao todo, 940.613 eleitores declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. O prazo para solicitar transferência para uma seção com acesso facilitado termina em 23 de agosto. (Agência Brasil)

 


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