Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4383 | 01 de Agosto de 2018

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Evento será realizado dias 23 e 24 de agosto, junto com o 6º Fórum de Agricultura da América do Sul

forum presidentes 01 08 2018O Fórum dos Presidentes das Cooperativas do Paraná será realizado dias 23 e 24 de agosto, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Como vem ocorrendo nos últimos três anos, os participantes vão acompanhar a programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado desde 2013 pelo Núcleo de Agronegócio do jornal Gazeta do Povo, com o apoio do Sistema Ocepar. Nesta edição, o evento vai debater o tema “O campo digital e conectado, o grande desafio do século XXI”, com a presença de especialistas brasileiros e de outros países. De acordo com os organizadores, a ideia é promover um debate sobre as tendências do cenário global, a partir do potencial e perspectivas da América do Sul.

Painéis – O Fórum terá ao todo 14 painéis que vão discutir os seguintes temas: Agricultura 4.0 - A tecnologia que alia produção e sustentabilidade; OMC - Geopolítica de potências mundiais desafia comércio internacional; O campo digital e conectado - O grande desafio do século XXI; Tecnologia e inovação - O modelo de inovação de Israel, uma nação agritech; Carnes - Barreiras comerciais e sanitárias na expansão do mercado de carnes; Grãos - Década de protagonismo e liderança na América do Sul; Mercado - Riscos e oportunidades na concentração da produção, do mercado e da exportação; Logística - Além da rodovia, composição multimodal garante competitividade e segurança no escoamento da produção; Campo e cidade - A experiência da relação urbano-rural, o caso uruguaio sobre a consciência agropecuária; Cooperativismo - Surge uma nova economia, a economia da cooperação; Crédito sustentável - Uma produção que cresce alavancada, mas que precisa e regras para continuar; Agroflorestas - O agronegócio de base florestal como contraponto aos desafios ambientais do século XXI; Meio ambiente - Não basta produzir ou preservar, é preciso ser sustentável na preservação e no abastecimento; e Infraestrutura e telecomunicação - No limite da conexão, o campo hi-tech, como conectar o Brasil continental?.

Clique aqui para mais informações sobre o Fórum dos Presidentes / Fórum de Agricultura da América do Sul

 

COOPERATIVISMO: Lançada Diretriz de Atuação do Sescoop

 

Cooperativas fortes, com resultados sociais e econômicos cada vez maiores e fazendo sua parte para transformar a realidade das cidades brasileiras. Esse é o cenário positivo pelo qual o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) tem trabalhado desde que surgiu, há 20 anos.

 

Diretriz - E, para marcar essas duas décadas de trabalho e, ainda, visando contribuir com o desenvolvimento sustentável do movimento cooperativista brasileiro, foi lançada a Diretriz de Atuação do Sescoop, durante evento realizado nesta terça-feira (31/07), em Brasília, e que contou com a participação de representantes das organizações estaduais do Sistema OCB, composto pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e, claro, pelo Sescoop.

 

Soluções - Durante a abertura do evento, o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, fez questão de destacar que o Sescoop foi criado há duas décadas para acompanhar de perto as cooperativas brasileiras e, com isso, oferecer soluções para a sustentabilidade do negócio. “Isso faz parte da missão do Sescoop: promover a cultura cooperativista e o aperfeiçoamento da gestão para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras”, reforça Nobile.

 

Marco - Além disso, segundo ele, a Diretriz de Atuação representa um marco na história do movimento cooperativista brasileiro. “O cooperativismo é feito por pessoas e para pessoas, por isso, a padronização dos processos é importante na busca de respostas adequadas diante da diversidade de todo o país”, avalia.

 

Como vai funcionar O documento lançado nesta terça-feira, pretende oferecer uma linha orientadora para a atuação de todas as unidades estaduais do Sescoop, considerando o contexto atual e a visão de futuro do cooperativismo brasileiro, de modo a potencializar os resultados em benefício dos cooperados e seus familiares e empregados.

 

Consolidação - “Nossa intenção é consolidar e evidenciar as ações realizadas pelo Sescoop, focadas nas cooperativas, de modo consistente e coerente com uma política nacional, de acordo com os pressupostos legais, regimentais e doutrinários. Para isso, foi necessário construir uma linha-mestra que norteie a atuação das unidades estaduais, respeitando as particularidades regionais”, explica a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira.

 

Modelo - Segundo ela, o modelo de atuação preconizado pela diretriz considera o desenvolvimento das pessoas, por meio da redução das lacunas de competências necessárias ao desenvolvimento das cooperativas, conforme necessidades identificadas por meio dos diagnósticos. “Assim, nosso trabalho é um ciclo virtuoso que gera mais e mais valor. Esse processo trará soluções que fazem sentido para cada cooperativa e, assim, gerará impactos positivos nos resultados”, frisa Karla.

 

Quatro eixos - Ela explicou, ainda, que a Diretriz de Atuação do Sescoop trabalha com base em quatro eixos de atuação:

Identidade:ajuda as cooperativas a se adequarem à legislação cooperativista, a se manterem fieis ao estatuto e a garantirem a integridade dos valores cooperativistas no dia-a-dia do negócio.

Governança: oferece um modelo de governança e liderança estratégicas baseado nos princípios cooperativistas de tomada de decisão coletiva.

Gestão: possibilita a implementação e o aperfeiçoamento de processos de gestão, com base em modelo de excelência.

Desempenho:monitora o resultado da cooperativa para que seja possível adotar medidas para a melhoria do desempenho global do negócio.

 

Participação -“Temos uma grande expectativa com relação aos desdobramentos dessa Diretriz de Atuação, por isso, pedimos que todos se envolvam, afinal, o trabalho depende do empenho de todos, como Sistema. Por isso, a dedicação de cada um de nós será essencial na hora de colocar tudo isso em prática. As pessoas são o início, o meio e o fim de todo o nosso processo. Venha com a gente, e nos ajude a desenvolver as cooperativas e o cooperativismo no Brasil”, conclui Renato Nobile.

 

Efetividade - “A diretriz dá um Norte, ao mesmo tempo que mantém a individualidade cada região, de cada estado, aquilo que cada um já construiu, baseado nas suas realidades e necessidades. O fato de termos um pensamento sistêmico melhora a coleta de dados e nos permite mais segurança na hora de nos expormos aos órgãos consultores e fiscalizadores.” Élvio Silveira, coordenador de Formação Profissional e do Monitoramento do Sescoop/SC (Informe OCB)

 

{vsig}2018/noticias/08/01/cooperativismo/{/vsig}

VAREJO: Festval inaugura mais uma loja em Curitiba

A rede de supermercados Festval inaugurou na segunda-feira (31/07) a sua oitava loja em Curitiba, desta vez no bairro São Lourenço, com a presença dos cinco irmãos da família Beal, lideradas pelo executivo Carlos Beal, que deu boas-vindas a todos os presentes. Segundo Carlos, além desta nova loja a meta é inaugurar mais três outras unidades em Curitiba e Região Metropolitana até o início de 2019. Prestigiaram o evento, o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, o presidente licenciado da Fecomércio, Darci Piana, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e demais convidados. Segundo Beal, neste ano há previsão de inaugura ainda mais

Estrutura - Com aproximadamente 2.500 m², a nova loja do São Lourenço possui 140 vagas de estacionamento, 18 caixas de atendimento e cerca de 13 mil itens em exposição. Com um layout interno diferenciado e um Espaço Gourment/restaurante para clientes. Um dos detalhes que chama atenção é o fato de todas as gondolas de produtos ficarem mais baixas, proporcionando uma visão de todo a área da loja. Vários produtos de origem na agroindústria cooperativa estão presentes na nova loja, em especial nas áreas de lácteos e carnes.

{vsig}2018/noticias/08/01/varejo/{/vsig}

CAPAL: Expoleite 2018 teve público recorde e resultado inédito dos julgamentos

 

A 46ª edição da Expoleite, realizada em Arapoti (PR) pela Capal Cooperativa Agroindustrial, chegou ao fim no sábado (28/07) e reuniu um público recorde de 20 mil pessoas, o dobro da edição anterior. Outra grande novidade da exposição foi o resultado do Julgamento de Gado Holandês, com cerca de 300 animais inscritos e que premiou um mesmo criador com três animais no grande campeonato.

 

Circuito Nacional - Pela primeira vez o Julgamento de Raça Holandesa da Expoleite integrou o Circuito Nacional da Raça Holandesa, com a etapa credenciada junto à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH). O juiz canadense Richard Landryn elogiou a qualidade dos animais e o trabalho desenvolvido pelos criadores da região. Ele destacou ainda o ineditismo do resultado da competição. "Não é em todas as exposições que podemos ver três grandes vacas no grande campeonato do mesmo criador. Essa é a primeira vez que eu julguei dessa forma, avaliando para o circuito nacional, e isso é um fato muito importante."

 

Grande Campeonato - No Grande Campeonato, categoria de Gado Holandês Preto e Branco, o vencedor unânime foi o criador Pedro Elgersma, que saiu da Expoleite com premiação de Melhor Criador e Expositor de Gado Holandês Preto e Branco e com destaque para três dos 15 animais que levou para a exposição. São eles: Halley Sigilosa Windbrook 322 TE, Halley Ruivinha Doorman 538 TE e Halley Verdade Windbrook 274 TE. “Para a nossa família essa conquista representa o resultado de um trabalho em equipe, com muita confiança, respeito e dedicação de cada um”, conta Ronald Elgersma.

 

Gado Holandês Vermelho e Branco - No Grande Campeonato, categoria de Gado Holandês Vermelho e Branco, os vencedores foram os criadores Korstiaan Bronkhorst, com o animal Bronkhorst Royal 261 Anahiem Red; Ubel Borg, com o animal Borg Red Rose Cinz Destry 1714; e Hirochi Uehara, com o animal Naha Sky Debonair 318 – TE. E o título de Melhor Criador e Expositor de Gado Holandês Vermelho e Branco foi para Adriaan Frederik Kok.

 

Foco no produtor - O evento, já consagrado como polo difusor de conhecimento e troca de experiências dentro do setor de pecuária leiteira, exibiu, ao longo de quatros dias, palestras técnicas, 60 estandes de empresas ligadas ao segmento, apresentação das crianças e adolescentes do Clube de Bezerras, Encontro de Suinocultores e Exposição de Flores.

 

Sensação pós-feira - Para o presidente executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga, a sensação pós-feira é de satisfação e dever cumprido. “Em mais um ano cumprimos nosso objetivo com a Expoleite, que é contemplar os produtores, levando a eles conhecimento e mostrando novidades do setor que podem ser aplicadas à realidade de cada um. Estamos extremamente orgulhosos com os resultados e principalmente com a presença em massa de produtores e com o feedback que nos passaram sobre a qualidade, organização e evolução desta edição da Expoleite.”

 

Segunda geração - O criador de gado holandês Charles Salomons faz parte da segunda geração da família que participa da Expoleite expondo seus melhores animais. Nesta edição foram 15 animais inscritos. “A exposição é uma grande oportunidade para trocarmos experiências com outros criadores, além de ser um momento de reconhecimento e validação do trabalho que realizamos ao longo do ano”, ressalta.

 

Novos conhecimentos - A pequena produtora Danielle Ferraz dos Santos esteve na Expoleite pela primeira vez e conta que adquiriu novos conhecimentos para aplicar em sua propriedade. “As palestras foram muito produtivas, aprendi sobre a importância da aplicação consciente das medicações para o controle da mastite bovina e conheci muita tecnologia para melhorar desde o processo de ordenha até o bem-estar do gado”, relata.

 

A cooperativa - A região atendida pela Capal, formada por 80 municípios, está localizada em uma das principais bacias leiteira do País. A cooperativa, que faz 58 anos em 2018, reúne quase 3 mil produtores cooperados, dos quais 1,1 mil se dedicam à atividade leiteira em propriedades pequenas, médias e grandes. (Imprensa Capal)

 

{vsig}2018/noticias/07/01/capal/{/vsig}

WITMARSUM: 11º Simpósio Produção de Leite tem mais de 400 inscritos

witmarsum 01 08 2018Confirmando a sua importância para o setor leiteiro regional, o Simpósio Produção de Leite, promoção da Cooperativa Agroindustrial Witmarsum, já tem confirmados mais de 400 inscritos para participar das atividades que acontecem na sexta-feira (03/08). Com o tema “O produtor com a palavra”, a décima primeira edição do evento será realizada no Centro de Eventos Leão de Judá, com programação entre as 8 e as 16 horas, incluindo palestras técnicas, painéis e insights sobre a atividade leiteira.

Rapidez - O médico veterinário Edílson José Vieira, chefe do Departamento Técnico da Cooperativa, e coordenador do Simpósio, afirma que o número de inscrições está dentro das expectativas, mas demonstra surpresa pela rapidez com que elas foram efetivadas. Em pouco mais de 20 dias de divulgação, as inscrições já chegavam próximas a 400, número este que foi ultrapassado há uma semana e continua aumentando dia a dia.

Abertura - A abertura do 11ºSimpósio Produção de Leite acontece às 8h30, feita pelo presidente da Cooperativa Witmarsum, Artur Sawatzky. Na sequência da programação, o médico veterinário Hugo Richard Dyck, do Departamento Técnico da Cooperativa, apresentará o primeiro insight, mostrando e comentando dados do Acompanhamento Reprodutivo Witmarsum. Ele vai lembrar que “a vaca só dá leite se parir” e, por isso, o controle reprodutivo é uma ação imprescindível para o sucesso de qualquer propriedade leiteira.

Primeiro dia - No primeiro dos dois painéis programados, às 8h55 três produtores locais – Egon Kruger, Marcos Epp e Ronei Volpi – serão questionados sobre os temas: associativismo entre produtores, melhoramento genético através da técnica do genoma e a produtividade por área índice que pode definir a viabilidade da pecuária de leite frente a outras áreas da agropecuária. O mediador deste painel será Jefferson Ferst Vieira, diretor-gerente da Cooperativa Witmarsum.

Premiação - Um dos momentos mais aguardados pelos cooperados, a premiação dos produtores destaque em 2017 será realizada dentro da programação do Simpósio, seguida de Milk Break, para que os participantes possam saborear a qualidade do leite produzido em Witmarsum com café.

Segundo insight - O segundo insight será apresentado pelo médico veterinário Gunther Schartner, do Departamento Técnico da Cooperativa Witmarsum, abordando a frequência da assistência técnica na reprodução com informações sobre a rotina de visitas mais frequentes às propriedades, o que pode determinar uma redução do intervalo entre os partos.

Última atividade - Como última atividade do Simpósio no período da manhã, às 11 horas, o médico veterinário Sandro Viechnieski profere palestra com o tema “Indicadores Zootécnicos entre Free Stall x Compost Barn”. O tema abordado pretende mostrar os diferentes resultados entre as duas técnicas de criação, auxiliando o produtor a tirar conclusões da melhor opção no momento da construção ou corrigir possíveis falhas na sua criação.

Terceiro insight - Após o almoço, que será servido no local do evento, a programação será retomada com a apresentação do terceiro insight. Nele, o médico veterinário André Christiaan Van Nouhuys, do Departamento Técnico da Cooperativa Witmarsum, aborda Criação de Novilhas Ideal x Econômico, focando que o retorno do investimento no gado jovem deve ser o mais breve possível.

Segundo painel - O segundo painel do Simpósio acontece às 13h40, quando o tema Terceirização será discutido entre técnicos de diferentes áreas da pecuária leiteira. A discussão envolverá a confecção de volumosos de qualidade, aquisição de lavouras de milho grão para a produção de silagem para o gado leiteiro e a criação de gado jovem fora da propriedade para que o produtor fique com o foco somente na produção. O mediador do painel será Artur Sawatzky e os participantes serão os produtores Edson Kasdorf, Rogério Dyck e Tobias Katsmann.

Produção de ruminantes - Às 14h50, acontece a palestra do zootecnista, mestre em Produção de Ruminantes e empresário do setor pecuário Christiano Nascif, que vai abordar “Gestão de propriedades leiteiras em diferentes níveis de produção”. Com o tem, o palestrante pretende oferecer aos participantes noções de como propriedade deve ser administrada de acordo com o seu nível produtivo e tecnológico. No encerramento da programação do 11º Simpósio Produção de Leite acontece mais um Milk Break, permitindo aos participantes a confraternização e, novamente, apreciar o sabor e qualidade do leite com café.

Inscrições -Inscrições para o 11º Simpósio Produção de Leite ainda podem ser feitas, bastante acesso o site www.witmarsum.coop.br e clicar sobre o cartaz do evento. Todas as informações sobre o evento aparecerão e o interessado encontrará o campo para inscrições, bastando preencher com seus dados e enviar.

Informações - Informações sobre o Simpósio também podem ser obtidas pelos telefones (42) 3254-4047, com Uziara e (42) 3254-404,6 com Edílson. (Imprensa Witmarsum)

 

INTEGRADA: Colheita do milho frustra produtores

integrada 01 08 2018A frustação com a safra do milho está se confirmando neste início de colheita. Com mais de 30% de uma área estimada em 2,1 milhões de hectares já colhida no Paraná até a semana passada, 25% se encontram em condições ruins e 51% em médias condições de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Boas condições - Ao todo, apenas 24% da área já colhida se encontram em boas condições. Nas áreas dos cooperados da Integrada, a realidade não é tão diferente. Devido à forte estiagem que atingiu as principais regiões produtoras do sul do Brasil, o cooperado Odair Trevizan, produtor no município de Rolândia (PR), estima colher em uma área de 80 alqueires em torno de 170 sacas por alqueires nas áreas mais produtivas, ante 300 sc/alqueire colhidas na safra anterior.

Cálculo - Nas áreas mais afetadas pela estiagem, o cálculo do produtor é de 50 sc/alqueire. Por não ter seguro, ele espera pelo menos garantir o mínimo de produção para pagar os custos. “Esse ano temos um bom preço e pouco produto, diferentemente do ano passado que tivemos uma alta produção, mas com preços baixos”.

Estimativa - Sem a mínima estimativa de quanto irá colher nesta safra, o cooperado Sérgio Chináglia, produtor no município de Londrina (PR), já estima uma perda de 50% da produção em uma área de 80 alqueires com milho. Chináglia já acionou o seguro e desabafa que já esperava uma quebra, mas que o resultado apresentado está sendo uma surpresa.

Relatório- O último relatório divulgado pelo Deral aponta uma produção total do Paraná de 9,3 milhões de toneladas de milho, contra 13,3 milhões de toneladas referente à safra anterior. (Imprensa Integrada)

 

SICREDI ALIANÇA: Dia da Conciliação será realizado no dia 4 de agosto

 

sicredi alianca 01 08 2018No dia 04 de agosto, a Sicredi Aliança PR/SP irá promover mais um Dia da Conciliação para receber os associados interessados em resolver suas pendências com a cooperativa. A ação vai acontecer na agência Copagril, das 9h às 17h, em Marechal Cândido Rondon-PR, voltada aos associados de todas as agências rondonenses e da agência de Quatro Pontes. 

 

Condições diferenciadas - Segundo o gerente da agência em que será realizada a ação, Airton de Souza, serão propostas condições diferenciadas para a regularização dos débitos dos associados. “Vamos conversar e buscar juntos resolver da melhor forma possível cada situação. No Dia da Conciliação, buscamos ajudar o associado a resolver sua inadimplência, adequando os pagamentos de acordo com as condições financeiras do associado”, disse.

 

Agregar renda - Segundo o diretor de operações da Sicredi Aliança PR/SP, Roberto Bernardi, ao ajudar o associado a resolver as suas pendências com a cooperativa, cumpre-se com o propósito, que é agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Somos uma cooperativa que valoriza as pessoas. Se o associado está com alguma dificuldade, significa que não estamos atingindo este propósito. Ao fazer o reenquadramento das condições de pagamento das dívidas, o associado pode organizar o seu orçamento familiar sem prejudicar o andamento das demais atividades. O nosso nome é o nosso maior patrimônio. Com o nome limpo, é possível usufruir da renda e viver de maneira mais tranquila. Este é o segundo Dia da Conciliação que realizamos neste ano. O atendimento será feito com comodidade e o máximo de privacidade, pensando na satisfação do associado”, ressaltou.

 

Agendamentos - Os agendamentos podem ser feitos diretamente com as agências.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Aliança PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB METROPOLITANO: Cooperativa participa de evento sobre e-commerce em Maringá

 

O Sicoob Metropolitano participou no dia 18 de julho do E-commerce Now, em Maringá. Em sua segunda edição, o evento abordou temas como lucratividade on-line, logística, performance e inovação. O objetivo das palestras foi elevar o nível de conhecimento dos participantes, para que eles se mantenham competitivos e por dentro das novidades do mercado.

Expositores - O E-commerce Now também contou com um espaço para expositores, onde o Sicoob Metropolitano teve a oportunidade de apresentar o portfólio de produtos e serviços oferecidos pela cooperativa.

 

Sipag - O supervisor de Inovação, Rogério Pereira da Silva, conta que além do fortalecimento de marca e da disseminação do cooperativismo, a participação da cooperativa no evento destacou a Sipag como uma solução para atender a área. Ele afirma ainda que o evento foi importante para firmar parcerias e ampliar a rede de contatos com profissionais da área.

 

Necessidades - “O evento nos ajudou a descobrir quais são necessidade desse segmento, que tem projeção de crescimento para os próximos anos. Pudemos entender qual a melhor forma de atendê-los, formatando e ajustando nossos produtos e serviços”, afirmou.

 

Participação - Além do supervisor, participaram os colaboradores do PA Avenida Center, os assistentes Tiago Trento e Ângela Kondo e as gerentes Amanda Lang e Cristiane Tragueta, além da gerente de Produtos e Serviços da Unidade Administrativa, Maristela Carvalho Pereira de Oliveira. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

{vsig}2018/noticias/08/01/sicoob_metropolitano/{/vsig}

ECOPERATIVA: Com investimento de R$ 7 milhões, região de Curitiba ganha usina de energia limpa

 

ecoperativa 01 08 2018A partir de 2019, restos de podas de árvores e de jardinagem dos bosques, praças e outros locais públicos da região de Curitiba terão outro destino que não somente os aterros sanitários. Em março do ano que vem, esses resíduos serão usados em uma usina termoelétrica movida a biomassa, que terá capacidade para gerar até 1 MW de energia elétrica.

 

Investimento - Localizada em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana, a instalação industrial consumirá um investimento de R$ 7 milhões. O objetivo é oferecer energia limpa a cerca de 3 mil pessoas a um preço 30% mais baixo do que a tarifa base da energia elétrica.

 

Estudos - Responsável pela implantação da usina, a Ecoperativa, empresa que fomenta outras micro e mini cooperativas de geração de energia, fez estudos ao longo de dois anos para preparar o processo de instalação da termoelétrica. “Chegamos à conclusão de que o Paraná tem muito potencial para produzir biomassa lenhosa, que acaba sendo mais barata do que a fotovoltaica e a eólica. O ‘payback’ é mais vantajoso e também se trata de uma fonte de energia intermitente”, explica o administrador de empresas Luiz Gonzaga Bettega Sperandio, um dos idealizadores da Ecoperativa.

 

Sistema de compensação - Ele explica que o projeto funcionará dentro de um sistema de compensação. Ou seja, ao aderir às cotas da cooperativa – cada cota é de 50 KW –, o cooperado recebe um crédito em quilowatts na sua conta, abatendo no consumo total. “Não precisa mexer na instalação elétrica da residência nem em nada. Outra vantagem é que as cotas são um bem de capital ativo. Se o cooperado se mudar para outro estado, por exemplo, pode vender essas cotas de volta para a cooperativa”, diz Sperandio.

 

Pessoa física - Qualquer pessoa física com uma unidade consumidora da Copel pode se tornar cooperado e beneficiar-se do sistema, inclusive em áreas rurais distantes da planta industrial. O projeto da usina, denominado Cooperativa de Energia Paraná 1, tem cada cota (de 50 KW) sendo comercializada por R$ 1,2 mil – só para pessoas físicas. Para 2020 está programada uma segunda planta no mesmo local: a Cooperativa de Energia Paraná 2, também com capacidade para gerar 1 MW, só que destinada exclusivamente a pessoas jurídicas, com cota a ser vendida por R$ 400.

 

Pouco explorada - De acordo com Sperandio, a produção de energia a partir de biomassa ainda é pouco explorada no cenário nacional. Além de ser uma fonte renovável de energia – substituindo os combustíveis fósseis –, pode aproveitar resíduos de produção agrícola diversos, como casca de arroz, bagaço de cana, palha de milho e cavaco de pinus, entre outros, o que vira uma alternativa de renda extra para os produtores rurais.

 

Transferência - Outra vantagem do sistema é que se o cooperado tiver um excedente de energia, pode transferir para outra propriedade em área rural ou na cidade, desde que tenha a mesma titularidade na Copel.

 

Funcionamento - As duas termoelétricas movidas a biomassa vão funcionar com uma planta industrial semelhante, o que inclui um processador Byocom, que transforma galhos e folhagem em cavaco, e um queimador, que funciona junto a uma caldeira. Esta, por sua vez, movimenta a turbina, gerando energia. Dependendo do tipo de biomassa a ser usada, troca-se apenas o tipo de grelha do queimador. (Gazeta do Povo)

 

TRIGO: Cultura é tema de Dia de Campo no Iapar, em Londrina, nesta quinta

A cultivar de trigo pão IPR Potyporã é o destaque do dia de campo de trigo que será realizado quinta-feira (02/08), a partir das 8h, na sede do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina. O evento é dirigido a técnicos, produtores e estudantes de ciências agrárias.

Práticas - O programa contempla ainda práticas para o manejo das principais doenças que afetam a cultura e a apresentação das cultivares de trigo e triticale do Iapar e da Embrapa disponíveis no mercado.

Características - Interessados também poderão conhecer as características das cultivares de aveia branca granífera desenvolvidas pelo Iapar.

IPR Potyporã - IPR Potyporã (“planta bonita” em tupi-guarani) conjuga alto desempenho no campo com excelente qualidade industrial. A cultivar foi lançada no final do mês de junho, como parte das comemorações do 46º aniversário do instituto, e agora é oficialmente apresentada ao setor produtivo. Sementes da nova cultivar estarão à disposição dos produtores já para a safra de 2019.

Ampla adaptação - De ampla adaptação, IPR Potyporã pode ser cultivada nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Seu potencial produtivo é elevado, tendo alcançado perto de 6.400 kg/ha em condições experimentais, aponta o melhorista Carlos Roberto Riede.

Ciclo médio- A nova cultivar tem ciclo médio e chega à colheita em cerca de 123 dias. Apresenta bom comportamento frente às manchas foliares, tolerância ao alumínio tóxico do solo e resistência ao acamamento e à germinação pré-colheita.

Aproveitamento industrial - Mas é no aproveitamento industrial que a nova cultivar se destaca. IPR Potyporã tem grãos semiduros e força média de glúten W = 248, que a posiciona como “trigo pão” – ideal para a elaboração de pão francês e de forma.

Estrutura - Encontrado principalmente no trigo e no triticale, o glúten é uma estrutura – formada por diferentes proteínas que se organizam em uma espécie de “rede” quando a farinha é trabalhada com água e fermento – capaz de prender os gases formados durante a fermentação e crescimento da massa, com efeitos na sua elasticidade e tenacidade.

Força - Conforme Riede, é a força de glúten (valor W) que define se a farinha é apropriada para panificação (denominado “trigo pão”, com W entre 240 e 300). Se o valor médio for superior a 300, passa-se à categoria “trigo melhorador”, que é utilizado em misturas para incrementar farinhas mais fracas.

Outros tipos de massas- Trigos de classificação inferior a 240 são destinados a outros tipos de massas, como bolachas e biscoitos.

Realização – O dia de campo de trigo é uma parceria entre o Iapar, Fundação Meridional e Embrapa Soja. Mais informações pelo telefone (43) 3376-2159 ou no endereço eventos@iapar.br. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

SERVIÇO

DIA DE CAMPO DE TRIGO

Quando: 2 de agosto, quinta-feira

Horário: início às 8 horas

Local: sede do Iapar, em Londrina, na rodovia Celso Garcia Cid, km 375 – saída para Curitiba

Programa:

8h – Recepção

8h30 – Lançamento da cultivar IPR Potyporã

9h-12h – Estações temáticas:

•     Cultivares de trigo e triticale do Iapar

•     Cultivares de trigo e triticale da Embrapa

•     Manejo de brusone e de manchas foliares na cultura do trigo

•     Cultivares de aveia branca do Iapar

LEGISLATIVO: Projeto amplia prazo de proteção de cultivares, que pode chegar a 25 anos

 

legislativo 01 08 2018O prazo de duração da proteção de uma cultivar, a partir da concessão do Certificado Provisório de Proteção, poderá passar dos atuais 15 anos para 20 anos, podendo chegar a 25 anos no caso de cana-de-açúcar, videiras e árvores frutíferas, florestais e ornamentais.

 

Projeto de Lei - A medida consta no Projeto de Lei 8926/17, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera a Lei de Proteção de Cultivares (Lei 9.456/97).

 

Certificadas - O texto do projeto determina ainda que, no caso de árvores florestais e da cana-de-açúcar, o prazo de 25 anos de proteção se aplicará às cultivares já certificadas.

 

Variedade agrícola - Cultivar é uma variedade agrícola (por exemplo, soja ou milho) desenvolvida por meio de pesquisa que apresenta características específicas que podem torná-la de interesse comercial, como resistência a pragas e frio. Decorrido o prazo de vigência do direito de proteção, a cultivar cai em domínio público.

 

Adequação - O objetivo do projeto, segundo Heinze, é adequar a legislação nacional às diretrizes internacionais de proteção de cultivares. Ele destaca a importância de aumentar o tempo dos direitos de propriedade intelectual sobre as cultivares, geralmente baseadas em pesquisas de longo prazo. Ele cita como exemplo a cana-de açúcar, cujo desenvolvimento de uma nova variedade pode levar 12 anos e consumir R$ 200 milhões em pesquisa.

 

Multiplicação - “O sistema de propagação de mudas se dá por meio de lenta multiplicação. Uma variedade ‘campeã’ leva cerca de 20 anos para atingir uma área significativa de plantio e, aproximadamente, 25 a 35 anos após o início de seu desenvolvimento”, diz Heinze.

 

Tramitação - O PL 8926/17 será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)

 

ECONOMIA I: Copom iniciou reunião nesta terça; juros devem permanecer em 6,5% ao ano

 

economia I 01 08 2018O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou nesta terça-feira (31/07) a quinta reunião deste ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. A segunda parte do encontro será esta quarta-feira (01/08) quando será anunciada a decisão no fim do dia.

 

Manutenção - Para instituições financeiras consultadas pelo BC, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, pela terceira vez seguida. Nas duas últimas reuniões, o Copom optou por manter a Selic, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico.

 

Referência - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

 

Tendência - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

 

Meta de inflação - Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

 

Indicação - A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

 

Finalidade - Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Limite - Ao definir a taxa Selic, o BC considera a meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%

 

IPCA - Para o mercado financeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai fechar o ano abaixo do centro da meta em 4,11%. Para 2019, a estimativa é 4,10%. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: Mesmo com queda em junho, supermercados crescem 2% no semestre

 

economia II 01 07 2018O setor de supermercados registrou crescimento de 2% no primeiro semestre de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No mês junho, o setor teve queda de 0,70% ante o mês anterior. Na comparação com junho de 2017 o resultado foi 3,37% maior.

 

Valores nominais - Em valores nominais, as vendas cresceram 5,37% no primeiro semestre. Em junho, apresentaram alta de 0,55% em relação ao mês de maio e, quando comparadas a junho do ano anterior, registraram crescimento de 7,89%, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (31/07).

 

Paralisação - Para o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Marcio Milan, a paralisação dos caminhoneiros foi o que impactou no resultado de junho. “Já esperávamos uma queda nas vendas em relação ao mês anterior. Algumas pessoas estocaram produtos no final de maio com a preocupação de que a paralisação se estendesse por mais tempo. O setor também sofreu com o desabastecimento de alguns itens, e isso também refletiu no resultado negativo de junho”, explicou Milan.

 

Revisão - Milan ressaltou ainda que apesar de o setor ter crescido no primeiro semestre, a entidade preferiu fazer uma revisão das projeções para 2018, por conta da situação econômica do país. “A nossa projeção inicial era de 3,00%. Mas, com a queda na previsão do PIB para o ano e alta da inflação dos últimos 12 meses (4,39%) próxima da meta do governo, reflexo da paralisação dos caminhoneiros, aliados à alta do dólar e a queda na produção industrial, estamos projetando 2,53% para o encerramento de 2018, um resultado ainda bem positivo, na comparação com o fechamento das vendas de 2017, que registrou 1,25%”

 

Cesta de produtos O preço da cesta de produtos Abrasmercado, com 35 produtos de grande uso pelo consumidor apresentou alta de 2,70% junho com relação a maio ao passar de R$ 445,25 para R$ 457,27. As principais altas registradas foram nos itens leite longa vida (20,87%), batata (8,30%), frango congelado (8,13%) e queijo muçarela. No sentido contrário aparecem a cebola (-11,59%), creme dental (-2,62%), farinha de mandioca (-2,54%) e tomate (-1,61%).

 

Queda - A única região que registrou queda nos preços da cesta foi a Norte, com -1,59%. a maior variação apareceu na região Sudeste (6,70%). Na região Centro-Oeste o aumento foi de 3,65%, Sul (3,05%) e no Nordeste (2,48%). (Agência Brasil)

 

COMBUSTÍVEL: ANP publica decreto sobre cálculo de subvenção do diesel

 

O "Diário Oficial da União" (DOU) desta quarta-feira (01/08) traz a Medida Provisória (MP) que define como será a subvenção ao preço do diesel a partir desta quarta-feira (01/08) até o fim do ano. Além disso, uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) regulamenta a metodologia de cálculo da subvenção.

Conta gráfica - "Será estabelecida, por meio de conta gráfica, sistemática de apuração da subvenção econômica que possibilite a compensação das diferenças positivas ou negativas entre o preço de comercialização e o preço de referência para a comercialização de óleo diesel rodoviário", diz a MP.

Agosto - A subvenção em agosto considerará o preço de referência (PR) estabelecido pelo governo e bases regionalizadas fixadas em maio deste ano, logo antes da greve dos caminhoneiros. "A partir de 31 de agosto de 2018, os PR serão fixados pela ANP em reais por litro considerando, entre outros critérios, o preço de paridade de importação (PPI)", continua a resolução da agência reguladora.

Limite - O texto ainda deixa claro que a subvenção não poderá ser maior de R$ 0,30 por litro do combustível. (Valor Econômico)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Seca mais intensa já pressiona tarifa de 2019

 

energia eletrica 01 08 2018A estiagem deste ano está sendo muito pior do que o previsto inicialmente pelo governo, e os recursos arrecadados pela bandeira tarifária vermelha não são suficientes para fazer frente aos custos. Cálculos da consultoria TR Soluções obtidos pelo Valor apontam que os efeitos da seca vão ser responsáveis por grande parte dos aumentos da tarifa no próximo ano, com acréscimo de até 7 pontos percentuais sobre os reajustes tarifários. 

 

Efeito projetado - O efeito médio projetado para o país é de um acréscimo de 4,54 pontos percentuais. Esse cenário já considera que a bandeira tarifária vermelha continuará em vigor até o fim deste ano, com acréscimo de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (KWh). 

 

Destino - Os recursos arrecadados têm como destino a conta centralizadora das bandeiras tarifárias e são usados para pagar, principalmente, as despesas das distribuidoras com o despacho de termelétricas mais caras, que garantem o abastecimento no país em tempos de seca, e a exposição das distribuidoras ao déficit de geração das hidrelétricas (GSF, sigla em inglês para a diferença entre o que foi vendido pelas usinas e a energia efetivamente gerada).

 

Ativo regulatório - Quando as distribuidoras de energia não recebem recursos suficientes para pagar a energia comprada, isso se transforma em um ativo regulatório, considerado no próximo reajuste tarifário da concessionária, com ajuste pela Selic.

 

Reajuste tarifário - Por exemplo, se uma distribuidora pleitear um reajuste tarifário de 10%, esse percentual deve ser acrescido de 4,54 pontos percentuais, levando a correção final a 14,54%. A previsão é uma média porque cada distribuidora tem uma composição própria de contratos de compra de energia, algumas mais expostas que outras ao risco hidrológico.

 

Eletropaulo - No caso da Eletropaulo, distribuidora que tem a concessão de São Paulo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste médio de 15,84% no início de julho. Segundo o gerente Comercial e de Novos Negócios da TR, Helder Sousa, o déficit acumulado pela distribuidora desde a última revisão com a conta de bandeiras tarifárias representou um acréscimo de cerca de 6 pontos percentuais. Ou seja, se não fosse isso, a companhia teria um reajuste de 9% neste ano.

 

Descasamento - Segundo cálculos da EDP Energias do Brasil, esse déficit, que nada mais é um descasamento de caixa das distribuidoras, deve chegar a R$ 7 bilhões em agosto. Isso já aconteceu ano passado, quando foi necessário alterar a metodologia das bandeiras. Até então, o cálculo que resulta na bandeira não considerava o déficit de geração das hidrelétricas.

 

Risco hidrológico - Mesmo com a incorporação do risco hidrológico na metodologia das bandeiras, o valor da cobrança adicional não está sendo suficiente para pagar as despesas das distribuidoras, uma vez o GSF projetado nas contas era muito menor do que o que está se concretizando. Na segunda-feira, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) elevou a projeção de custo do risco hidrológico no ano de R$ 29 bilhões para R$ 39 bilhões. Desse total, cerca de R$ 27 bilhões serão cobertos pelo consumidor do mercado cativo - das distribuidoras.

 

Situação insustentável - "A situação do risco hidrológico está ficando insustentável. Se não forem tomadas medidas, essa previsão de impacto de R$ 39 bilhões para o ano de 2018 vai nos levar a uma crise de inadimplência sem precedentes no Brasil", disse Nelson Leite, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

 

Agosto - Apenas em agosto, o déficit da conta das bandeiras - e que futuramente será repassado aos consumidores - deve ser de R$ 3 bilhões, calcula Sousa, considerando o GSF projetado para o mês e o preço de energia no mercado à vista no teto de R$ 505,18/MWh.

 

Gestão passiva - Diferentemente das geradoras, que têm instrumentos de proteção, as distribuidoras de energia têm uma gestão passiva do GSF, repassando o montante integralmente aos consumidores. Isso significa que a maior parte dos consumidores de energia do país, principalmente os residenciais, não têm alternativa para minimizar esses custos, que vão sendo incorporados às tarifas com correção.

 

Mercado cativo - Embora o risco hidrológico seja considerado "risco do gerador" na maior parte dos casos, hoje, cerca de dois terços do mercado cativo está sujeito ao GSF, o que explica a dimensão do problema. É repassado integralmente ao consumidor o risco hidrológico da energia de Itaipu, das usinas enquadradas no regime de cotas, e também daquelas que aderiram à repactuação proposta em 2015 às hidrelétricas para acabar com a guerra de liminares, proporcionalmente aos "seguros" comprados.

 

Total enquadrado - Segundo a TR Soluções, há hoje 10,6 gigawatts (GW) enquadrados no regime de cotas, criado em 2012 pela ex-presidente Dilma Rousseff para baixar as tarifas, e que tirou dos geradores o risco hidrológico. Outros 15 GW se referem à energia dos geradores que aderiram à repactuação, por meio da compra de um "seguro" em troca da proteção total ou parcial à exposição ao déficit de geração. Esse prêmio de risco deveria ser aportado na conta de bandeiras tarifárias. 

 

Prazo de carência - No entanto, vários geradores negociaram para obter um prazo de carência, e hoje há apenas cinco usinas pequenas pagando mensalmente o seguro contratado. Os outros 6,8 GW sujeitos ao GSF são das cotas da usina binacional de Itaipu.

 

Custos - Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que faz a gestão da conta das bandeiras tarifárias, nos últimos 12 meses, as distribuidoras assumiram R$ 21,4 bilhões em custos com compra de energia no mercado à vista, sendo R$ 7 bilhões do GSF das cotas, R$ 3,9 bilhões de Itaipu, e R$ 5,9 bilhões de repasse do risco hidrológico das empresas repactuadas. A arrecadação com prêmio de risco destas usinas, porém, somou R$ 207,8 milhões. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Trump cogita novo aumento de tarifas a produtos importados da China

 

internacional 01 08 2018O presidente dos EUA, Donald Trump, analisa a possibilidade de adotar tarifas de 25% sobre importações chinesas no valor de US$ 200 bilhões, apesar de já ter ameaçado impor uma taxa de 10% anteriormente, no âmbito de uma disputa comercial com Pequim, informou o jornal The Washington Post nesta terça-feira (31/07).

 

Nova lista - Após a adoção de tarifas à importação de máquinas de lavar, painéis solares, aço e alumínio, que corresponde a US$ 34 bilhões em produtos chineses, Washington anunciou no dia 10 de julho uma nova lista de bens que seriam tributados, em um valor total de US$ 200 bilhões.

 

Anúncio - Trump ameaçou com uma taxa de 10%, mas agora planeja uma tarifa de 25%, informou o Post, citando uma fonte anônima.

 

Mercados - Os mercados permaneceram tranquilos nesta terça-feira, com a esperança da retomada das negociações comerciais entre EUA e China.

 

Conversas - De acordo com a agência Bloomberg, representantes do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, iniciaram conversas para retomar as negociações.

 

Déficit - Em 2017, o governo dos EUA registrou um déficit comercial de US$ 376 bilhões com a China, o qual a atual administração está decidida a reduzir.

 

Propriedade intelectual - Além disso, Washington acusa Pequim de roubo de propriedade intelectual quando empresas de tecnologia americanas se associam a companhias chinesas para fazer negócios neste mercado.

 

Ameaça - O presidente republicano ameaçou recentemente adotar tarifas para todas as importações da China, que representaram mais de US$ 500 bilhões em 2017. (AFP / O Estado de S.Paulo) 


Versão para impressão


RODAPE