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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4382 | 31 de Julho de 2018

TRIGO: Sindicato apresenta cenários e expectativas para safra 2018/2019 no Paraná

 

trigo 31 07 2018O Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo PR) promove, no dia 17 de agosto, no Hotel Deville Business, em Maringá, o evento “Safra de Trigo Paranaense 18/19 – Cenários e Expectativas”. As vagas são limitadas, com inscrições gratuitas até dia 06 de agosto pelo e-mail sindicatodotrigo@gmail.com, Whatsapp (41) 99168-9696 ou fone (41) 3362-7316.

 

Público - O evento é voltado para empresários do setor moageiro, produtores, cooperativas, cerealistas e demais interessados do ramo. A programação, das 09h às 17h, traz entre os palestrantes Ivo Carlos Arnt Filho, da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Flávio Enir Turra, da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) e  Carlos Hugo Winckler Godinho, do Deral ( Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Agricultura do Paraná, abordando  as visões do produtor rural e das cooperativas e as expectativas para a safra. Os temas das demais palestras destacam ainda ações de melhoria da qualidade do trigo, precisão da safra, impactos do mercado mundial no trigo nacional e as novas regras de compensação previstas pela Lei 13.670. 

 

Realização - A realização é do Sinditrigo, com patrocínio da INTL FCStone, Biotrigo e Martinelli Advogados e apoio do Deral Paraná, Abitrigo, Faep Fiep e Sistema Ocepar. A programação completa, os horários das palestras e outras informações podem ser solicitados pelo e-mail sindicatodotrigo@gmail.com e Whatsapp (41) 99168-9696

 

Localização - O Hotel Deville Business, em Maringá, é localizado na Avenida Herval, 26, Zona 01. (Assessoria de Imprensa do Sinditrigo PR)

 

SEMINÁRIO: Cooperativas de MT debatem fontes alternativas de energia

 

seminario 31 07 2018A energia fotovoltaica, mais conhecida como energia solar, é uma alternativa energética que está em ritmo crescente. Esse assunto ganha força também no cooperativismo, que debate sobre um modelo de cooperativa de energia renovável, onde propõe uma relação econômica de consumo com ganho de escala, que acontece quando pessoas deixam de fazer sozinhas e passam a fazer juntas, ganhando força no mercado.

 

Seminário - O Sistema OCB/MT encabeça a discussão sobre essa nova proposta e debate o tema no dia 15 de agosto, em Cuiabá MT, durante o 1º Seminário de Produção de Energia no Cooperativismo: Oportunidades e Desafios. A proposta é discutir sobre oportunidades de produção de energia no cooperativismo e dar conhecimento aos participantes de fontes alternativas de energia, com foco em energia fotovoltaica.

 

Temas - “São temas amplamente possíveis e que demonstram o verdadeiro potencial da geração compartilhada de energia solar de forma cooperativada”, explica o presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cezário de Souza Filho. O superintendente Adair Mazzotti, ressalta que “o Sistema OCB/MT quer, com esse Seminário, estimular a ideia da substituição do ‘eu’ pelo ‘nós’ e assim, provocar um melhor entendimento sobre a importância econômica do cooperativismo, fomentando um modelo de negociação e compensação na adoção da energia sustentável, no caso, a partir da geração distribuída”.

 

Programação - A programação do evento começa às 9h do dia 15 de agosto, com a presença de dirigentes, gerentes e gestores das 154 cooperativas de Mato Grosso, de representantes da unidade nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da cooperativa Certel – a maior e a mais antiga na área de eletrificação do país.

 

Linhas de financiamento - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai apresentar as linhas de financiamento de energia solar para pessoas jurídicas e pessoas físicas, além do Banco do Brasil, como o FCO, o Desenvolve MT, Sicoob Central MT/MS e a cooperativa Sicredi Sudoeste.

 

Debates - Serão debatidos temas como o contexto energético nacional e mato-grossense; produção e demanda de energia no Brasil, e perspectivas futuras; modelos de geração e ambientes de comercialização de energia; políticas de regulamentação e referências nacionais e internacionais; possibilidades de energia no cooperativismo: compensação de energia e comercialização nos mercados livres e regulados; modelo de geração fotovoltaica internacional: cooperativas da Alemanha; Guia de constituição de cooperativas de geração distribuída, e as linhas de financiamento disponíveis no mercado.

 

Casos de sucessos - Serão apresentados também casos de sucesso como o da Certel, da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (COOBER), em Paragominas (PA) e da Unimed Vale do Sepotuba, de Tangará de Serra / MT, está com financiamento da Sicredi Sudoeste.

Local - O seminário ocorrerá no Centro de Eventos do Pantanal - Auditório Flores, em Cuiabá, com entrada gratuita, entretanto é necessário se inscrever, pois as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas por meio dos números de telefone (65) 3648-2424 / 3648-2444 ou do site: http://www.ocbmt.coop.br. (Sistema OCB/MT / Informativo OCB)

 

COCAMAR: ILPF garante o futuro em pequenas áreas em Altônia

Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) não é só para médias e grandes propriedades, como algumas pessoas poderiam pensar. Há, também, pequenos agropecuaristas trabalhando com esse sistema inovador e sustentável, que vem revolucionando o agronegócio brasileiro.

Satisfação - Em Altônia, que fica na região de Umuarama, noroeste do Paraná, donos de pequenos lotes de terras, cooperados da Cocamar, estão aderindo à integração e o número só faz crescer. Um dos que já estão há bastante tempo é o seu Zenildo Ferrari e do filho dele, Claudir. Há dez anos, decididos a buscar uma alternativa à pecuária tradicional, pois os pastos estavam degradados e o retorno era muito pequeno, eles decidiram experimentar a integração, orientados pela cooperativa.

Tudo verde - “A gente só lamenta não ter conhecido a integração antes”, afirma seu Zenildo, de 73 anos, estampando um sorriso por ver o pasto verdejante e viçoso e os seus animais ganhando peso, mesmo após 60 dias de estiagem. A mesma estiagem que arrasou os pastos pela redondeza, deixando muitos pecuaristas em apuros e a boiada sem comida.

Parceria - Seu Zenildo gosta de lidar com bois, enquanto Claudir, de 50 anos, tem afinidade com lavoura. A parceria acaba de incluir também o neto Diogo, 21, filho de Claudir, que está se formando agrônomo.

Engorda - Eles têm oito alqueires (19,3 hectares) de pastagem com braquiária piatã, mas as 21 cabeças de rebanho nelore não precisam mais do que a metade dessa área para engordar. Os animais entram logo após o desmame, com 9 a 12 arrobas, e já estão prontos aos 30 meses de idade, pesando por volta de 40 arrobas. “A gente só dá sal e suplementação, o resto é tudo por conta da braquiária”, diz o animado pecuarista.

Rapado - Eles têm motivos para sorrir. Pela realidade regional, de pastos degradados, a média anual de produtividade é de apenas 1 carcaça animal por hectare, o que dá de 3 a 4 arrobas de carne. “O pasto fica rapado, pura terra”, observa o técnico Eleandro Zanoli, da Cocamar, que presta assistência aos Ferrari e aos demais produtores que já praticam ILPF ou estão entrando no sistema.

Soja - A integração é um bom negócio não só por causa da braquiária no inverno, que garante alimento com fartura numa época de carestia de pastos. A receita da pecuária se completa com a renda da soja, plantada em quatro alqueires (9,6 hectares) no verão. Na última safra, os Ferrari colheram a média de 147 sacas/alqueire (60,7/hectare). “A soja melhora o solo e ainda dá lucro”, comenta Claudir, que está se preparando para semear a safra 2018/19, a partir de setembro.

Profissionalismo - “Todo ano, pelo menos cinco pequenos produtores ingressam na integração aqui na região de Altônia”, afirma Zanole, explicando que a expansão gradativa da ILPF vem dando início a um novo ciclo econômico regional, com o surgimento de agropecuaristas mais profissionais, ao mesmo tempo em que vai sumindo a figura dos “garçons de boi” – aqueles criadores que, no inverno, precisam correr atrás de comida para tratar os seus animais e evitar que passem fome.

Série - O programa RIC Rural, da RIC TV (Record), apresentado aos domingos a partir das 9h, está exibindo uma série de reportagens sobre ILPF na região da Cocamar. (Imprensa Cocamar)

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INTEGRADA: Agricultores abastecidos

 

integrada 31 07 2018Em operação há pouco mais de um mês, a Integrada Combustíveis já alcançou a marca de mais de meio milhão de litros de óleo diesel comercializados junto aos associados da região norte do Paraná. Para a cooperativa, isso marca mais uma vez a confiança e o comprometimento dos cooperados junto à Integrada.

 

Expectativas superadas - O sucesso da comercialização de combustível tem superado as expectativas dos dirigentes da cooperativa, tanto é que a Integrada já adquiriu um novo caminhão, com capacidade de 15 mil litros, para a frota composta hoje por três caminhões que possuem capacidade de 10 mil litros cada um.

 

Qualidade e rapidez - Edson Oliveira, gerente da área de fertilizantes da cooperativa e um dos responsáveis pela Integrada Combustíveis, explica que o objetivo do novo investimento é abranger com mais qualidade e rapidez a demanda dos cooperados da região. Segundo ele, há também estudos para ampliar a área de atuação da Integrada Combustíveis.

 

Investimento - Ao todo, a Integrada investiu R$ 4 milhões na Integrada Combustíveis e oferta óleo diesel S500 e S10 para agricultores do Norte do Paraná, indo de Maringá até Cambará. A criação da Integrada Combustíveis sempre foi uma reivindicação dos associados, avalia Jorge Hashimoto, diretor presidente da Integrada.

 

Sede - Com sede em Ibiporã (PR), a Integrada Combustíveis tem a capacidade de armazenamento de 90 mil litros de óleo diesel. Hashimoto observa que os diferenciais da Integrada é a alta qualidade do combustível, o pagamento com produção e a pontualidade na entrega. Serão oferecidos óleo diesel convencional e o S10. “Isso marca mais um passo para o avanço no atendimento aos cooperados”, completa Hashimoto. (Imprensa Integrada)

 

SICOOB CREDICAPITAL: Cooperativa inaugura escritório de negócios em Catanduvas

 

sicoob credicapital 31 07 2018Na última quarta-feira (25/07), o Sicoob Credicapital inaugurou na cidade de Catanduvas um escritório de negócios da cooperativa. Diferentes dos pontos de atendimento convencionais, que contam com estrutura de caixas para transações financeiras, a nova unidade é destinada exclusivamente ao relacionamento com os cooperados e com a comunidade.

 

Espaço - No espaço, além de receber orientações e esclarecer dúvidas, é possível adquirir os produtos e serviços oferecidos pela cooperativa, como cartões de crédito, poupança, previdência, consórcios, seguros, investimentos e financiamentos para pessoas físicas e jurídicas.

 

Cooperativismo - “O Sicoob chegou a Catanduvas com a proposta de mostrar como o cooperativismo pode colaborar para o desenvolvimento da comunidade. A partir de agora, o município conta com um braço forte para apoiar projetos rurais e empresariais", afirma o gerente regional Gizélio Linhares.

 

Localização - O escritório de negócios em Catanduvas fica localizado na Avenida Pioneiro, 540, Centro.

 

Presenças - Além de Gizélio, estiveram presentes na inauguração o diretor-presidente, Valdir Pacini, o presidente do Conselho de Administração, Guido Bresolin Júnior, diretor Administrativo, Leandro Kuhl, diretor Comercial, Waldemar Paetzold, o prefeito de Catanduvas, Moises Aparecido De Souza, o presidente da Câmara Municipal, Alcidino Pedro Soares, o presidente da Associação Comercial, Osvaldo Madruga, o gerente do Escritório de Negócios, Jads Ribeiro da Rosa, além de outros conselheiros e diretores do Sicoob Credicapital. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Parceira em concurso de fotografias

 

No último dia 19, o Instituto de Saúde São Lucas (Issal), o Sicredi e o Rotary Club Pato Branco lançaram o projeto Colecionando o Saber, em cerimônia realizada no auditório da sede administrativa da Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP, localizado na rua Itacolomi, em Pato Branco (PR).

 

Captação de recursos - O objetivo do Colecionando o Saber é captar recursos através do Programa Nota Paraná para fomentar os projetos sociais realizados pelo Issal. Também, oferecer à comunidade conhecimento, socialização e valores de cidadania e consciência social. 

 

Sonegação de impostos - Outra contribuição do projeto é a ação contra a sonegação de impostos no Paraná, uma vez que vai estimular a população a pedir nota fiscal na hora das compras. 

 

Saúde - Na área da saúde, o projeto beneficiará em especial o Issal de Pato Branco, que é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que atua no atendimento hospitalar das famílias do Sudoeste, prestando uma atenção mais humanizada, assegurando conforto aos pacientes e familiares.

 

Cupons fiscais - O projeto visa captar recursos por meio do Programa Nota Paraná, gerando renda através das doações de cupons fiscais na recuperação do ICMS para a entidade. Os cupons serão trocados por álbuns e figurinhas, e depois serão lançados no sistema do Nota Paraná do Issal para serem transformados em valores em prol da melhoria da entidade.

 

Cunho social - Clemente Renosto, presidente do Sicredi Parque das Araucárias, disse que pelo fato de o Sicredi ser uma entidade financeira da comunidade não poderia ficar de fora desse projeto de cunho social, com resultado para a comunidade.

 

Viabilização do projeto - “Como a área de ação do Instituto de Saúde São Lucas é a mesma do Sicredi, ou seja, a comunidade, que é formada pelos seus associados, o Sicredi não poderia deixar de participar dessa iniciativa, não apenas apoiando, mas tornando viável o projeto”, enfatizou Clemente Renosto, lembrando que o projeto também será uma forma de despertar em crianças e jovens a formação do caráter, ao saberem que é importante pedir nota fiscal na hora das compras.

 

Ações sociais - Mauro Mattia, diretor clínico do Issal, destacou que um dos projetos sociais do Instituto que será beneficiado com os recursos do Nota Paraná será o Banco de Leite, que será implantado ainda neste ano.

 

Reforma - Sérgio Wolker, administrador do São Lucas Hospital, contou que a reforma na sala onde será instalado o Banco de Leite já iniciou. Ele funcionará no segundo andar do edifício Dr. Silvio Vidal e a expectativa é que seja inaugurado em novembro. Os equipamentos já foram adquiridos e devem chegar em breve. “A arrecadação com os cupons no Nota Paraná vai ajudar muito nesse processo”, enfatizou.

 

Casa de apoio - Mattia ressaltou que os benefícios também serão destinados à Casa de Apoio do hospital, que conta hoje com cinco leitos, dentro do próprio hospital, e será ampliada para 20 leitos, em uma área externa que foi alugada.

 

Acolhimento - A Casa de Apoio acolhe mães cujos bebês estão internados, possibilitando que elas fiquem mais próximas aos filhos. “Faz parte do processo de humanização e consolida as ações do hospital, que é referência na gestação de alto risco na região. A iniciativa não é obrigatória, mas necessária, pela extensão territorial do Sudoeste”, observou Mattia.

 

O Fantástico Mundo de Patópolis - O álbum proposto pelo projeto Colecionando o Saber será chamado de “O Fantástico Mundo de Patópolis”, terá figurinhas com imagens de Pato Branco e será lançado provavelmente no mês de setembro. Das 150 figurinhas que comporão o álbum, 70 serão produzidas pela população, que participará através de um concurso de fotografias.

 

Escolha - Serão escolhidas as melhores fotografias que mostrem Pato Branco e a sua população em diversos setores da sociedade, através de paisagens, pontos turísticos, empresas ou momentos marcantes do município. Serão premiados os vencedores dos três primeiros lugares, sendo R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente.

 

Mais informações - Mais informações sobre o projeto Colecionando o Saber, o concurso de fotografias e o álbum de figurinhas podem ser no site do Issal.

 

Regulamento - Regulamento do concurso de fotografia:

- O Concurso de Fotografia “Colecionando Saber” é aberto a toda população de Pato Branco. 

- Só poderão concorrer fotografias de paisagens que estejam localizadas no Município de Pato Branco, sejam urbana ou rural e deverão ter como objeto elementos que elucidam os temas propostos.

- A seleção das fotos levará em consideração critérios técnicos e estéticos da imagem e a mensagem transmitida pelo fotógrafo em relação aos temas com a cidade.

- Cada pessoa poderá participar com, no máximo, três fotos distintas, em preto e branco ou em cores. Cada participante será premiado uma única vez.

- As fotografias deverão focar alguns desses temas: Cultura, Patrimônio Histórico, Meio Ambiente, Agricultura, Sustentabilidade, Gastronomia, Esporte e Cotidiano.

- As inscrições deverão ser feitas junto com a entrega das imagens, exclusivamente através do site http://www.saolucas.org.br/colecionando-o-saber, no período de 19 de julho a 12 de agosto de 2018.

- O resultado final do concurso “Colecionando Saber” será divulgado no site do Instituto São Lucas e do Sicredi, no dia 20 de agosto de 2018. A premiação dos vencedores (primeiro, segundo e terceiro lugar) ocorrerá no decorrer do mês de setembro de 2018.

- Além das três fotos vencedoras, outras 67 fotos serão selecionadas pelo júri para compor, junto com as vencedoras, um álbum que será publicado pelo Issal. Mais informações no edital, que está disponível no site http://www.saolucas.org.br/colecionando-o-saber.

(Jornal Diário do Sudoeste)

 

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SICREDI FRONTEIRAS: Cooperativa surpreende com novidades para a 20ª Feira do Melado

sicredi fronteiras 31 07 2018Tão tradicional quanto a Feira do Melado é a participação do Sicredi no evento. A cada edição, o estande da cooperativa leva novidades e é sucesso entre os associados e os visitantes que passam por Capanema, no Sudoeste do Paraná.

Simulador - Entre as atrações preparadas pelo Sicredi para 2018, algumas de antemão, chamam a atenção. Além de todas as oportunidades de negócios que vão ser oferecidas durante os dias da Feira, quem passar pelo estande Sicredi vai poder se divertir com um simulador de realidade virtual preparado para crianças e adultos. Além disso, os visitantes ainda vão concorrer a passeios de balão que vão ser oferecidos durante todos os dias da festa.

20ª edição - Neste ano a Feira do Melado chega a sua 20ª edição e tem no Sicredi um dos seus principais patrocinadores. A festa, que é uma das maiores da região, vai ser entre os dias 15 e 19 de agosto. Nesses cinco dias, milhares de pessoas vindas de diversos lugares devem visitar os estandes e também participar dos shows.

Oportunidades de negócios - Os visitantes terão grandes oportunidades de negócios com a Cooperativa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP. Para os produtores rurais, por exemplo, haverá cerca de 50 milhões de reais em crédito disponível. Isso vai ajudar os agricultores na compra de máquinas e equipamentos agrícolas, além de possibilitar o investimento em tecnologias para suas propriedades. Assim, todos os que quiserem aproveitar as novidades e possibilidades de investimento presentes na Feira do Melado, vão ter no Sicredi um parceiro fundamental.

Carro novo - Outra oportunidade está na compra do carro novo. Isso porque, o Sicredi vai atuar em parceria com os expositores de carros, com limites de créditos que podem ser aprovados durante a própria Feira. Tudo isso para ajudar a realização do sonho de adquirir veículo novo.

Surpresas - O estande do Sicredi vai ficar aberto para visitação durante toda a Feira do Melado, onde os visitantes, além de aproveitar um dos sete tipos de café, vão poder aproveitar outras diversas novidades e surpresas que já estão sendo preparadas.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SUSTENTABILIDADE: Áreas preservadas por agricultores são mais de 25% do território brasileiro

 

sustentabilidade 31 07 2018As novas inserções de imóveis no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), uma exigência do Código Florestal, revelam que os agricultores brasileiros são responsáveis pela preservação da vegetação nativa de mais de 218 milhões de hectares, o equivalente a um quarto do território nacional (25,6%).

 

Coleta - Os números de 2017 foram coletados pela Embrapa Territorial (SP), a partir das informações mantidas no SiCAR pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Em média, é como se cada produtor rural utilizasse apenas metade de suas terras. A outra metade é ocupada com áreas de preservação permanente (às margens de corpos d’água e topos de morros), reserva legal e vegetação excedente. Segundo a Embrapa, o valor do patrimônio fundiário imobilizado em preservação ambiental chega à cifra de R$ 3,1 trilhões.

 

Área total - Mapeada detalhadamente pela Embrapa Territorial, a área total destinada à preservação, manutenção e proteção da vegetação nativa no Brasil ocupa 66,3% do território. Nesse número, estão os espaços preservados pelo segmento rural, as unidades de conservação integral, as terras indígenas, as terras devolutas e as ainda não cadastradas no SiCAR. Elas somam 631 milhões de hectares, área equivalente a 48 países da Europa somados.

 

CAR - O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é uma exigência do Código Florestal Brasileiro de 2012 para todas as propriedades e posses rurais no Brasil. No CAR, cada produtor delimitou, além do perímetro do imóvel, suas áreas de preservação permanente, reserva legal e de vegetação excedente. Essa base de dados geocodificados foi construída sobre imagens de satélite com cinco metros de resolução espacial. No caso do estado de São Paulo, a resolução é melhor, de um metro. “Os dados são muito precisos”, afirma Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial.

 

Cálculo - Para calcular o território dedicado à vegetação nativa, a equipe da Embrapa Territorial baixou e integrou ao seu Sistema de Inteligência Territorial Estratégica 180 gigabytes de dados de cada um dos 5.570 municípios brasileiros. Os materiais e os métodos utilizados, bem como os resultados, estão disponíveis na página da Embrapa sobre o CAR.

 

Cadastrados - Até 31 de janeiro deste ano, estavam cadastrados no SiCAR pouco mais de 4,8 milhões de imóveis e 436,8 milhões de hectares de terras. Essa área já supera em 30% a que foi identificada no Censo Agropecuário de 2006. Por isso, Miranda avalia que a análise da dimensão territorial da participação do segmento rural na preservação da vegetação nativa no Brasil está mensurada, pois os números do novo censo devem ter pouca variação.

 

Despesas - Atualmente, a Embrapa Territorial faz um estudo sobre as despesas que os agricultores têm com a manutenção das áreas de preservação determinada por lei. A instituição trabalhará ainda no custo de oportunidade e nas avaliações de impacto sobre empregos, impostos, estoques de carbono, indicadores de biodiversidade e serviços ambientais.

 

Recortes regionais - No Pará, em média, 57,6% dos imóveis rurais não são utilizados para atividades econômicas, mas destinados a áreas de preservação permanente, reserva legal, vegetação excedente e hidrografia. Essas terras correspondem a 23% do território paraense. O estado ainda é caracterizado por extensas unidades de conservação e terras indígenas que, somadas e descontadas as sobreposições, ocupam mais de 45% do território paraense, cerca de 85,7 milhões de hectares.

 

Amazônia Legal - O Pará está na chamada Amazônia Legal, onde o Código Florestal exige que 80% da propriedade seja reservada para vegetação nativa nas regiões com floresta. Mas o estado também tem áreas de cerrado e de campos gerais, em que a reserva legal pode ser de 35% e 20%, respectivamente.

 

Oeste da Bahia - No Oeste da Bahia, a parcela dos imóveis rurais dedicada à preservação da vegetação nativa supera os 50%, em média, e atinge 52,1%, enquanto a exigência legal é de 20%. Isso equivale a 30,2% da área total da região preservada nos imóveis rurais. O Oeste baiano está no bioma Cerrado e compõe a região do Matopiba, acrônimo da área de expansão da agricultura no Brasil formada por partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

 

Mancha verde - A mancha verde dos espaços reservados à preservação do Cerrado dentro das propriedades privadas recobre mais de quatro milhões de hectares, nos 32 municípios, cujos dados do CAR foram avaliados pela Embrapa Territorial. Nessa região, o valor médio do patrimônio fundiário imobilizado com vegetação nativa foi estimado, pelo centro de pesquisa, em aproximadamente R$ 11 bilhões.

 

Mato Grosso - Se Mato Grosso fosse um país, com seus 20,1% de áreas protegidas, o estado só perderia para o Brasil em termos de percentagem territorial dedicada à proteção da vegetação nativa e biodiversidade. “O contrassenso ambiental do Brasil não está no fato de o país proteger um percentual três vezes maior de seu território, se comparado à média dos demais países do mundo. Sem sombra de dúvida, o Brasil é o campeão planetário da proteção territorial, em termos relativos e absolutos. O paradoxo reside no fato de o país ser criticado internacionalmente por não ampliar a área de proteção a florestas e ecossistemas por nações que protegem áreas ínfimas de seus desmatados e densamente ocupados territórios”, avalia Evaristo de Miranda no livro “Tons de Verde, a sustentabilidade da Agricultura no Brasil”. (Gazeta do Povo)

 

CANA-DE-AÇÚCAR: Estiagem amplia a quebra da safra de cana no Centro-Sul

 

cana de acucar 31 07 2018A estiagem que atinge o Centro-Sul do país desde abril está acentuando a já esperada quebra da atual safra de cana, a 2018/19, e pode prejudicar a próxima temporada (2019/20). A situação é agravada por incêndios decorrentes da seca e pela falta de renovação das lavouras. Ainda não há projeções para a próxima safra, mas as estimativas para o ciclo atual têm sido reduzidas nas últimas semanas.

 

Estados - Até a quarta-feira passada (25/07), praticamente todo o Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de áreas do Triângulo Mineiro e do norte do Paraná, estavam sem chuvas por um período de 30 a 60 dias, de acordo com mapas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). 

 

Situação mais grave - A situação é mais grave no extremo norte paulista, em boa parte de Goiás e na porção oeste de Mato Grosso, onde a falta de chuvas supera dois meses.

 

Mais afetadas - As áreas de cana de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo, estão entre as áreas mais afetadas, segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). "Essa seca está mais forte que o esperado", avalia Luiz Eduardo Junqueira Figueiredo, diretor financeiro do grupo Lincoln Junqueira, que tem três usinas no Paraná e duas em São Paulo.

 

Insuficientes - Mesmo as últimas chuvas registradas foram insuficientes. O déficit de precipitação gira em torno de 50 milímetros a 99 milímetros por mês sobretudo em São Paulo e no Paraná desde abril, também de acordo com os mapas do CPTEC/INPE.

 

Consequências - As consequências sobre a safra atual devem começar a aparecer com mais intensidade a partir de julho, já que as áreas colhidas até junho ainda não haviam sido impactadas. Em relatório na quarta-feira passada, a Unica informou que dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com 81 empresas do Centro-Sul indicam queda de 4,3% na produtividade da cana colhida nos primeiros quinze dias de julho, para 81,9 toneladas por hectare.

 

Compensação - Embora o tempo seco costume beneficiar a concentração de sacarose na cana (ATR), Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica, avalia que esse aumento compensará apenas 50% da quebra da colheita de cana.

 

Área menor - Na safra atual, a área de cana já deverá ser menor do que na última, avalia. Para esta temporada, 14% da extensão cultivada com cana no Centro-Sul foi renovada, abaixo do patamar ideal de 18% para ao menos evitar o envelhecimento dos canaviais, afirma.

 

Próximo ciclo - Padua receia que as consequências da estiagem atual se estendam pelo próximo ciclo. "Grande parte da cana que foi plantada neste ano está morrendo por falta de chuva", afirma. Segundo o diretor da Unica, a seca está matando parte das lavouras de cana com ciclo de produção de um ano e meio, que foram plantadas entre janeiro e março deste ano e que seriam colhidas em meados de 2019.

 

Desistência - Além disso, produtores que planejavam plantar em abril e maio desistiram por causa da continuidade do clima adverso. "Muitos que não plantaram no início do ano a cana [que tem um ciclo de crescimento] de um ano e meio iam plantar agora, mas não vão mais por falta de chuva", observa.

 

Precipitado - Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro, avalia que é precipitado afirmar que a próxima safra será menor. Ele lembra que há previsões de possível formação de El Niño a partir de setembro ou outubro, o que costuma estar associado a aumento de chuvas ao sul país. "Se chover acima da média, pode recuperar o atraso do desenvolvimento das soqueiras", disse durante intervalo do Global Agribusiness Fórum (GAF), na terça-feira passada (24/07).

 

Moagem - A Datagro já reduziu sua estimativa para a moagem de cana na safra atual em 5 milhões de toneladas, para 557 milhões de toneladas. E, mesmo que espere aumento do teor de sacarose, Nastari prevê agora uma redução de 5,3% da quantidade total de açúcares totais recuperáveis (ATR) ante a safra passada.

 

Focos - A seca também tem aumentado o número de focos de incêndio em canaviais, segundo Padua. Na região de atuação da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canaoeste), por exemplo, desde o início do ano até terça-feira foram registrados 2.682 focos de incêndio.

 

Maior parte - A maior parte dos casos ocorre nos canaviais margeados por rodovias, afirma Fábio Soldera, agrônomo da Canaoeste. "Pode ser [causado] por bituca de cigarro, caco de vidro que reflete na palha, espelho, ou até incêndio criminoso", diz. E o pior ainda está por vir, acrescenta, já que o período tradicionalmente mais crítico para incêndios é em agosto. (Valor Econômico)

 

COMBUSTÍVEL: Governo deve renovar o congelamento do diesel

 

combustivel 31 07 2018O governo federal deve publicar entre esta terça e quarta-feira (31/07 e 01/08) um decreto que estabelecerá o novo preço do diesel a ser praticado no país e que deve ser mantido no mesmo nível dos últimos dois meses pelos próximos 30 dias. O Valor apurou que o decreto, sobre o qual a equipe do governo trabalhava nos detalhes finais até esta segunda-feira (30/07) à noite, valerá até o fim do ano, mas o preço que servirá de base para o cálculo da subvenção do produto, de até R$ 0,30 por litro, terá atualização mensal.

 

Programa - O programa de subvenção do diesel foi criado em maio, após a greve dos caminhoneiros e, amanhã, termina o primeiro período de 60 dias de congelamento de preços. Desde o fim de maio, quando se iniciou o programa, a petroleira vende diesel nas refinarias ao preço de R$ 2,0316 o litro.

 

Subsídio - Até agora, as grandes empresas não receberam pelo subsídio aplicado nas vendas de diesel realizadas nos períodos de 30 de maio a 7 de junho e entre 8 de junho e 7 de julho. Apenas duas empresas de menor porte tiveram suas notas checadas e foram contempladas. Os valores devidos não foram informados pela Fazenda, que em resposta por e-mail apontou que o cronograma de repasses dos valores devidos é de responsabilidade da ANP.

 

Números - O Valor apurou que o Tesouro aguarda os números a serem apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para realizar o pagamento do subsídio. Por outro lado, o levantamento não é algo simples, já que a autarquia precisa checar as notas fiscais de cada dia apresentadas pelas empresas. E a cada dia, o valor da subvenção varia, limitando-se ao teto de R$ 0,30. Por exemplo, se o preço de mercado no dia foi de R$ 2,23 a subvenção foi de R$ 0,20.

 

Valor da dívida em atraso - Com isso, o valor da dívida em atraso ainda não seria conhecido, embora o programa tenha custo limitado a R$ 9,5 bilhões no ano. Questionado nesta segunda sobre o decreto, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse não saber o que seria decidido e que o assunto não estava vinculado a sua pasta. "O Ministério de Minas e Energia não cuida exatamente desse processo.

 

Condução - Esse processo foi conduzido pelo Ministério da Fazenda, pelo Ministério da Casa Civil e pelo Ministério dos Transportes, que são as três áreas do governo que estão diretamente vinculadas a essa questão. Eu creio que, coordenado pela Casa Civil, esses problemas já estão sendo enfrentados e vai ser ter uma solução que seja adequada e negociada", afirmou ele após participar de evento no Rio. Procurada sobre o assunto, a Petrobras não se manifestou.

 

Preço médio - Encerrado o período de 60 dias da primeira intervenção do governo nos preços do óleo diesel, o preço médio do litro desse combustível na bomba caiu 12%, considerando-se o preço médio de R$ 3,828, em 30 de maio, e os R$ 3,378 coletados dia 28 de julho, último dado disponível no site da ANP.

 

Resolução - A autarquia vai publicar nesta quarta uma resolução com a nova metodologia para o cálculo dos preços de referência do diesel, que vai mudar a cada 30 dias até 31 de dezembro. Serão publicados novos preços para quatro regiões do país.

 

Valor máximo - O decreto do governo estabelecendo o novo preço de comercialização do diesel vai informar o preço máximo de venda do combustível que será fixo até o dia 30 de agosto. A empresa que quiser receber subvenção de até R$ 0,30 por litro terá que mostrar em nota fiscal que praticou preços subsidiados.

 

Referência - O preço de referência da ANP considerando quatro regiões, e não os pontos praticados em cada ponto de venda, foi criticado pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Sergio Araújo, presidente da entidade, afirmou que os preços atuais não consideram a paridade de importação e por isso as empresas deixaram de importar em julho.

 

Paridade de importação - "Espero que o preço de referência seja ajustado para a paridade de importação, porque hoje ele está abaixo", disse ele.Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), acredita que, se o novo preço de referência mantiver a mesma metodologia da resolução anterior, a Petrobras será a única empresa do país que estará importando diesel, situação que já trouxe prejuízos para a estatal no passado.

 

Comercialização - Pelo cálculo do CBIE, em 30 de maio, o preço de comercialização do diesel foi R$ 2,03 por litro, e naquela época o preço sem subvenção era de R$ 2,10. Passados 30 dias, utilizando-se o movimento que aconteceu no mercado internacional, com queda do preço, o diesel estaria custando R$ 1,997 sem interferência do governo, ou 1,7% abaixo do preço que vigora hoje e está congelado.

 

Mais barato - "Se fosse mantida a política da Petrobras, o diesel estaria mais barato em 1,7%", diz Pires. "Outra distorção é que o preço de comercialização de R$ 2,03 está 5% abaixo do mercado internacional, o que explica os problemas enfrentados pelos importadores. Também nesse caso, se tivesse sido mantida a política da Petrobras, os preços estariam abaixo da atual paridade de importação", explicou Pires.

 

Expectativa - Leonardo Gadotti, presidente da Plural, associação que reúne as distribuidoras com atuação nacional, espera que os novos preços de comercialização não sejam muito diferentes da média atual, já que houve uma queda dos preços do diesel no mercado internacional, acompanhando o petróleo.

 

Dificuldade - "A dificuldade vai ser quando esse programa acabar. E já estamos alertando o governo agora para dar tempo de encontrar uma saída, pois essa bomba não pode ficar armada", diz Gadotti. "Mas, se no final do ano, esse preço na bomba tiver acréscimo por causa da subvenção, o governo vai baixar mais impostos?", questiona o executivo.

 

Situação oposta-  O executivo observa ainda que pode acontecer uma situação oposta, com preços internacionais em queda, desobrigando o governo de pagar mais porque o preço internacional reduziu, economizando assim parte dos R$ 9,5 bilhões reservados para o subsídio. Mas lembra que normalmente no inverno os preços sobem no hemisfério Norte.

 

Vendas - A Plural informou que as vendas de diesel aumentaram 1% em junho, depois de uma queda de 0,6% registrada em maio devida à paralisação dos caminhoneiros. (Valor Econômico)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Consumo teve queda de 0,4% em junho

 

energia eletrica 31 07 2018O consumo de energia elétrica demandada aos Sistema Interligado Nacional (SIN) totalizou em junho 37.791 gigawatts/hora (Gwh), volume 0,4% inferior ao do mesmo mês de 2017. Os dados constam da Resenha Mensal do Consumo de Energia Elétrica divulgada nesta segunda-feira (30/07) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que atribuiu a queda ao impacto negativo provocado pela greve dos caminhoneiros.

 

Demanda - Com o resultado de junho, a demanda à rede fechou o primeiro semestre do ano com crescimento acumulado de 1,5%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 1,4%.

 

Principal contribuição - A principal contribuição para a retração da demanda de energia em junho veio do desempenho negativo da classe industrial, cuja queda chegou a 3,2% comparativamente ao mesmo mês do ano passado, impactada pela greve dos caminhoneiros nas duas últimas semanas do mês anterior – esta foi a primeira taxa negativa desde maio do ano passado.

 

Classes - Em junho, o consumo da classe comercial cresceu 0,4%, enquanto o da classe residencial avançou 1,5% no mês.

 

Mercado cativo - As informações da EPE indicam, ainda, que a demanda junto ao mercado cativo das distribuidoras apresentou retração de 2,4% em junho e recuo de 2,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Já o consumo livre aumentou 4,1% no mês e 12,1% em 12 meses

 

Maio - Em maio, o consumo de energia elétrica na rede havia sido de 39.143 Gwh, neste caso, um volume 2,9% superior ao do mesmo mês do ano passado. Puxaram este resultado as regiões Sudeste, com crescimento de 3,8% na demanda e Sul (+8,8%). (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Congresso analisará MP que cria Fundo Nacional de Desenvolvimento Ferroviário

 

infraestrutura 31 07 2018O Congresso Nacional começa a analisar, após o recesso, a Medida Provisória (MP) 845/18, que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Ferroviário (FNDF). O fundo funcionará por cinco anos, contados a partir de 20 julho deste ano – data de publicação da MP – e terá como objetivo ampliar a capacidade logística do Sistema Ferroviário Nacional. 

 

Composição - O FNDF será composto por recursos do Orçamento da União, por doações e por outras fontes, tais como o montante arrecadado com a outorga da subconcessão da Estrada de Ferro (EF) 151 – conhecida como Ferrovia Norte-Sul –, no trecho entre Porto Nacional, em Tocantins, e Estrela D’Oeste, em São Paulo, e o respectivo ágio. O edital da subconcessão está previsto para o final agosto.

 

Direcionamento - A ideia, segundo o governo federal, é direcionar os recursos arrecadados com a concessão do trecho para investimentos que retroalimentem o setor, evitando que os recursos advindos da licitação se destinem ao Tesouro Nacional e sejam usados em outros setores.

 

Uso prioritário - De acordo com a MP, o fundo deverá ser utilizado prioritariamente na ligação do Complexo Portuário de Vila do Conde, no Pará, à Ferrovia Norte-Sul – a espinha dorsal do transporte ferroviário brasileiro. Pelo texto, os investimentos deverão ter início no município de Barbacena, no Pará.

 

Justificativa - Na justificativa enviada ao Congresso, o Palácio do Planalto argumenta que o fundo viabilizará novas alternativas para o escoamento da safra agrícola brasileira, por meio de portos de grande capacidade localizados no Norte do País.

 

Aumento da participação - Além disso, segundo o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, ao qual o FNDF está vinculado, os recursos serão usados para aumentar a participação do modal ferroviário na matriz de transportes nacional, contribuindo para custos mais baixos, menor emissão de poluentes e menos acidentes nas rodovias brasileiras.

 

Tramitação - A MP 845/18 será inicialmente analisada por uma comissão mista de deputados e senadores. Em seguida, o texto aprovado será discutido e votado nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. (Agência Câmara)

 

IBGE: Taxa de desemprego recua para 12,4% no 2º trimestre

ibge 31 07 2018A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,4% no segundo trimestre, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta terça-feira (31/07), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mediana - O resultado ficou perto do piso da mediana (12,60%) das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 12,30% e 12,80%.

Igual período - Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 13,0%. No primeiro trimestre, o resultado ficou em 13,1%. No trimestre encerrado em maio, a taxa era de 12,7%.

Renda média - A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.198 no segundo trimestre. O resultado representa alta de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Massa - A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 195,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 2,3% ante igual período do ano anterior. (O Estado de S.Paulo)

 

INDÚSTRIA: Brasil perde espaço na produção global

industria 31 07 2018Dois anos de recessão econômica, seguidos por uma recuperação pouco consistente, fizeram a participação da indústria brasileira na produção global de produtos manufaturados cair para menos de 2% pela primeira vez em quase três décadas.

Estudo - Segundo estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em estatísticas e estimativas da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, as fábricas brasileiras responderam por apenas 1,98% do total de manufaturados produzidos no mundo em 2017, o menor porcentual numa série histórica iniciada em 1990.

Perda de espaço - A indústria brasileira perde espaço no cenário internacional desde meados da década de 1990, quando chegou a representar 3,43% de toda a produção de manufaturados do mundo. Mesmo no fim da década de 1990, sob os estragos provocados por duas grandes crises financeiras internacionais, a participação brasileira ainda se mantinha ao redor de 3%.

Intensificação - O encolhimento do Brasil entre os grandes fabricantes do mundo se acentuou, contudo, a partir de 2014, quando o setor entrou em sua crise particular, um ano antes de a recessão atingir toda a economia. Desde então, sua parcela na produção industrial mundial já caiu em 0,56 ponto porcentual – quase metade da perda em duas décadas –, o que fez o Brasil ser superado pela França, responsável por 2,27% da produção global, entre as maiores indústrias do mundo. Hoje, o Brasil ocupa a nona posição no ranking, com a Indonésia (1,84%) na sequência.

Indústria americana - Nos últimos dois anos, o Brasil só perdeu menos espaço do que os Estados Unidos se levada em conta apenas a atividade fabril dos onze principais parceiros comerciais das empresas brasileiras. Responsáveis por 15,32% da produção mundial, o que lhes dá o posto de segundo maior fabricante industrial, atrás apenas da China, os EUA perderam 0,58 ponto porcentual em participação na indústria global. No Brasil, a queda acumulada em 2016 e 2017 foi de 0,34 ponto porcentual.

Recessão - Na avaliação da CNI, a recessão acelerou um processo de perda de importância do Brasil na indústria global que já estava em curso por conta de gargalos estruturais históricos – entre eles, déficits em infraestrutura; insegurança jurídica; excesso de burocracia e complexidade do sistema tributário. Entenda: Grandes e pequenos empresários apontam dificuldades para empreender no Brasil

Inserção - Ainda assim, a necessidade de buscar mercados internacionais para aliviar os efeitos da crise doméstica, combinada a uma maior competitividade permitida pelo câmbio, levou as fábricas brasileiras, mais recentemente, a uma inserção ligeiramente maior no comércio internacional.

Participação - De 2015 para 2016, a participação do Brasil nas exportações mundiais de produtos manufaturados subiu de 0,59% para 0,61%, porcentual que, nas estimativas da CNI, foi mantido em 2017. O indicador interrompeu a trajetória de queda observada desde 2012, mas ainda está muito abaixo da marca do início da década de 1980, quando o Brasil participava de mais de 1% do comércio internacional de produtos manufaturados. Com exceção da Argentina, a fatia das exportações brasileiras está abaixo dos principais parceiros comerciais. A inserção do México, por exemplo, é de 2,61%.

Competitividade - “Para recuperar sua importância no mundo, o País precisa melhorar a competitividade. Essa melhora envolve a superação de gargalos antigos, como a baixa qualidade da infraestrutura e o complexo sistema tributário e, ao mesmo tempo, o enfrentamento de desafios novos, como a inserção na Indústria 4.0”, diz Renato da Fonseca, gerente-executivo do departamento de pesquisas e competitividade da CNI. (O Estado de S.Paulo)

 

ANS: Agência reabre discussão sobre proposta de regulação da coparticipação

 

ans 31 07 2018Em função das manifestações de apreensão da sociedade, a partir da publicação da Resolução Normativa – RN nº 433, de 27 de junho de 2018, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que, na 490ª Reunião Ordinária de Diretoria Colegiada, realizada nesta data, decidiu, por unanimidade, reabrir as discussões acerca da proposta de regulamentação dos mecanismos financeiros de regulação coparticipação e franquia.

 

Preocupações - Esta decisão foi tomada em respeito e atenção às preocupações demonstradas pela sociedade desde a publicação da citada norma. Dessa forma, a diretoria revogou a decisão que aprovou a norma e deliberou pela realização de audiência pública.

 

Audiência Pública - A ANS informa que será realizada nova Audiência Pública, com amplo acesso de todas as partes interessadas no assunto, como primeiro passo para que sejam retomados os debates e sejam colhidas novas contribuições que permitam o aprimoramento da proposta em discussão. Em breve, será divulgada a data da nova audiência.

 

Sugestões - A ANS informa, ainda, que se reunirá com as principais instituições públicas que se manifestaram sobre a matéria, com o objetivo de ouvir suas sugestões para a construção de um entendimento uniforme sobre o assunto.

 

Compromisso - A Agência reafirma seu compromisso de estrita observância do interesse público, especialmente no que concerne à defesa dos consumidores de planos de saúde e que a ampla participação social é uma marca de todos os seus processos decisórios. (ANS)

 

OPINIÃO: O agronegócio cresce e as famílias prosperam, mas têm desafios

 

opiniao 31 07 2018*Adriano Machado

 

As famílias brasileiras são um dos grandes pilares do agronegócio no país. São elas que respondem por grande parte da produção agrícola e pecuária do Brasil. A força econômica da região Sul está diretamente ligada às empresas familiares do setor, que lutam diariamente para superar os desafios de cada ciclo e contribuem para o Brasil ser o grande produtor e exportador de diversas culturas.

 

Apesar da ausência de dados voltados especificamente para a realidade das empresas familiares no agronegócio brasileiro, as evidências e a nossa experiência sugerem que elas, independentemente da área de atuação, têm preocupações e desejos similares.

 

A 8ª edição da Pesquisa sobre Empresas Familiares da PwC analisou 2.800 negócios familiares em 50 países (o Brasil representa 5% do universo pesquisado) e revelou aspectos importantes para o crescimento deles no agro brasileiro.   

 

O processo de sucessão é um deles. Apenas 19% das empesas (15% no mundo) têm um plano para essa etapa. A boa notícia é que esse percentual quase dobrou em relação a 2014, quando era de 11%. De todo modo, os números ainda são baixos. Talvez esse fato justifique por que apenas 12% das companhias familiares chegam até a quarta geração e somente 3% vão além, segundo a National Bureau of Economic Research Family Business Alliance.

 

É comum que a sucessão seja discutida somente após o falecimento do patriarca ou da matriarca. A história da família se mistura à da fazenda, ao amor pela terra e pelo negócio. A abordagem em um momento como esse é muito mais complexa do que se fosse feita antecipadamente.

 

Um plano de sucessão deve ser encarado como continuidade dos negócios e tem duas grandes dimensões: a propriedade e a gestão. Apenas um terço das empresas familiares brasileiras planeja passar o controle de ambos para a próxima geração, enquanto 40% pretendem transferir a propriedade, mas não a gestão, para próxima geração.

 

Nesse caso, será necessário contratar gestores externos qualificados e estabelecer regras de governança claras. Existem também, em menor porcentagem, empresas familiares que consideram como uma grande oportunidade a transferência da propriedade da família para terceiros. No agronegócio brasileiro, tem sido muito comum o interesse de multinacionais e fundos de investimentos em adquirir participações acionários de negócios familiares.

 

Independentemente da pretensão da família no plano de sucessão, é importante contar com os instrumentos de governança, pensar em como lidar com as diferentes gerações, como fazer a distribuição do patrimônio e não esquecer do planejamento tributário ao longo do processo. Somente desta forma, a história, a identidade e a cultura do negócio familiar serão mantidos ao longo do tempo e passados de geração em geração.

 

*Adriano Machado é sócio da PwC Brasil e especialista em agronegócio

 


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