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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4379 | 26 de Julho de 2018

CENSO: Pesquisa mostra aumento da área destinada à agricultura no país

censo 26 07 2018O número de estabelecimentos agropecuários no Brasil caiu 2% no ano passado em relação a 2006, passando de 5,17 milhões para 5,07 milhões. Já a área total teve uma expansão de 5%, passando de 333,6 milhões de hectares para 350,2 milhões de hectares. Esse aumento corresponde a uma área de 16,5 milhões de hectares, quase o tamanho do estado do Acre.

Dados preliminares - Os dados são preliminares, e fazem parte do Censo Agropecuário 2017, divulgados nesta quinta-feira (26/07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo Agro 2017, com informações mais detalhadas será divulgado somente em julho de 2019.

Pará e Mato Grosso - O coordenador técnico do censo, Antonio Carlos Florido, ressaltou que a entrada desses 16,5 milhões de hectares de áreas novas no processo produtivo, ou que estavam paralisadas e voltaram a produzir, foi identificada em grande parte no Pará e no Mato Grosso.

Redução - De todas as regiões brasileiras, somente o Nordeste apresentou redução do número e da área dos estabelecimentos agropecuários, com perda de 131.565 estabelecimentos e de 9.901.808 hectares. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul, apesar de ter queda de 151.971 estabelecimentos, viu a área crescer em 1.082.517 hectares.

Pessoal ocupado - O pessoal ocupado também sofreu redução em comparação ao censo anterior, passando de 16,56 milhões em 31 de dezembro de 2006 para 15 milhões, em 30 de setembro de 2017. A queda em 11 anos foi de 1,5 milhão de pessoas.

Tratores - Em contrapartida, cresceu 49,7% a compra de tratores, atingindo 1,22 milhão de unidades em 30 de setembro de 2017, contra 820,7 mil no censo de 2006. Segundo o IBGE, 733,9 mil estabelecimentos usavam tratores no ano passado. “Isso já vem sendo mostrado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Aumenta trator, diminui pessoas”, observou o coordenador.

Média - A média de ocupados por estabelecimento também experimentou retração, passando de 3,2 pessoas para 3 pessoas no novo censo. O total de produtores e trabalhadores com laços de parentesco com eles também se reduziu de 12.801.179 pessoas, em 2006 para 10.958.787, em 2017. A queda percentual no período foi de 77% para 73%.

Utilização da terra A área de pastagens naturais caiu 18,7%, entre 2006 e 2017, enquanto as pastagens plantadas subiram 9,1%. O documento mostra que as pastagens naturais vêm caindo direto desde 1975, disse o coordenador. “A pastagem que tem menos produtividade vem sendo substituída por pastagem plantada, que tem mais produtividade. Você consegue ter mais cabeça de animais por hectare de área de pastagem. Só que uma não substitui a outra no mesmo lugar. O gado, na realidade, está sendo movido para outras áreas”, informou Florido.

Próprias - A pesquisa do IBGE revela aumento de estabelecimentos em terras próprias (de 76,2% para 82,26%), entre 2006 e 2017. Em contrapartida, a participação desses estabelecimentos na área total diminuiu de 90,5% para 85,4%.

Arrendamento - O total de estabelecimentos com terras arrendadas caiu de 6,5%, em 2006, para 6,3%, em 2017. Os estabelecimentos entre 100 e 1 mil hectares tiveram redução na participação na área total de 33,8% para 32%, enquanto os estabelecimentos com 1 mil hectares ou mais ampliaram a participação na área total de 45% para 47,5% no período pesquisado.

Irrigação - Em 2017, 502,4 mil estabelecimentos informaram usar algum tipo de irrigação. A área irrigada total no país foi de 6,9 milhões de hectares. O aumento em ambos os casos foi de 52% entre os dois censos. O documento mostra que 1,68 milhões de produtores utilizaram agrotóxicos no ano passado, um aumento de 21,2% em comparação a 2006.

Pecuária - De acordo com o IBGE, 2,52 milhões de estabelecimentos tinham 171,8 milhões de cabeças de gado bovino no ano passado, com destaque para os estados de Mato Grosso (24,1 milhões), Minas Gerais (19,4 milhões) e Mato Grosso do Sul (18,1 milhões).

Galináceos - A produção de galináceos (galinhas, galos, frangas, frangos e pintos), chegou a 1,453 bilhão de cabeças, com o Paraná à frente, com um total de 347,7 milhões de cabeças.

Suínos - Os suínos totalizaram 39,1 milhões de cabeças, com destaque para Santa Catarina (8,4 milhões de cabeças). O censo também mostrou a existência, em 2017, de 13,7 milhões de cabeças de ovinos, também sob a liderança baiana (2,8 milhões), seguida de perto pelo Rio Grande do Sul, com 2,6 milhões de cabeças.

Caprinos - A liderança na produção de caprinos fica com a Bahia (2,3 milhões de cabeças). O total de caprinos em território brasileiro chega a 8,25 milhões de cabeças. Pará e Amapá lideram a produção de gado bubalino (búfalos), com 320,7 mil e 223,8 mil cabeças, respectivamente, para um total no país de 948,1 mil cabeças.

Evento - A divulgação das informações preliminares do Censo Agropecuário ocorreu durante evento realizado nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, com a presença de representantes de várias lideranças do setor agropecuário, entre as quais, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e o diretor da OCB e presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. (Com informações da Agência Brasil)

Clique aqui para acessar mais informações sobre o Censo Agropecuário 2017

 

IC AGRO: Confiança no agronegócio cai 8,6 pontos no trimestre

icagro 26 07 2018A confiança dos empresários do setor do agronegócio brasileiro caiu 8,6 pontos no segundo trimestre de 2018, na comparação com os primeiros três meses do ano. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25/07) pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) marcou 98,5 pontos no período, contra 107,1 no trimestre anterior. O resultado abaixo dos 100 pontos indica pessimismo moderado.

Pesquisa - A pesquisa foi feita com 645 produtores e industriais do agronegócio, logo depois da greve dos caminhoneiros, no final de maio e início de junho. Segundo o diretor titular do Deagro da Fiesp, Roberto Ignácio Betancourt, o movimento colocou em evidência a perda de fôlego da recuperação econômica e as dúvidas quanto aos projetos que vão surgir após as eleições. “A principal contribuição para a perda de confiança se deve à piora significativa na percepção quanto à situação do país, que caiu bruscamente em todos os elos pesquisados da cadeia", disse.

Segmentos - Todos os segmentos pesquisados tiveram recuo na confiança. A indústria de insumos agropecuários atingiu os 99,2 pontos, o que representa uma queda de 16,9 pontos ante o trimestre anterior, sendo a maior queda registrada desde o início da pesquisa. Betancourt ressaltou que o resultado é reflexo da turbulência gerada pela paralisação. “No caso dos fertilizantes, por exemplo, além da deterioração na avaliação das condições gerais da economia, o setor foi fortemente impactado pela paralisação e posterior indefinição sobre o tabelamento dos fretes mínimos. O mês de maio fechou com entregas de apenas 1,8 milhão de toneladas, cerca de 700 mil toneladas abaixo do volume que seria considerado normal para o mês.”

Alimentos e tradings - No caso da indústria de alimentos e tradings houve queda de 7,9 pontos, resultando na marca de 98,2 para a confiança. Segundo os dados, a pontuação é decorrente da piora dos ânimos quanto às condições atuais e expectativas para o futuro. Mesmo assim, as empresas mostram que confiam mais nas condições de seus próprios negócios e menos nas condições da economia.

Produtor - Para o produtor agropecuário, houve recuo de 6 pontos em relação ao trimestre anterior, passando para 98,5 pontos. Para o produtor agrícola, a retração foi de 4,3 pontos, chegando aos 102,0. "Ainda assim, é importante destacar a interrupção de uma trajetória de três altas consecutivas, iniciada no 3º trimestre do ano passado. A percepção a respeito da economia brasileira pesou sensivelmente para a queda", disse o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Custos - O indicador apontou ainda que os custos alcançaram 49 pontos, sendo o mais baixo desde o primeiro trimestre de 2016. O item foi pressionado principalmente pelas expectativas. Segundo Freitas, muitos agricultores anteveem que terão de pagar mais pelos insumos, diante do esperado aumento nos fretes e repasse da alta do dólar observado nos últimos meses. “O fato de os produtores agrícolas sustentarem uma certa confiança pode ser explicado principalmente pelo momento no mercado de grãos, cujos preços permanecem em bom patamar, apesar de uma relativa desvalorização no fim do segundo trimestre”, disse Freitas.

Pecuaristas - Também houve recuo na confiança dos pecuaristas, que baixou 11 pontos, atingindo 85,3, sendo os pecuaristas de corte, os mais desanimados. “Os preços do boi gordo estão em queda desde janeiro. Os produtores de gado leiteiro, por sua vez, impediram uma perda de confiança ainda maior, tendo em vista a recuperação dos preços do leite nos últimos meses", afirmou.

Custo de produção - Outra variável que pesou para a percepção pessimista do produtor pecuário foi o custo de produção (48,9 pontos), que recuou para níveis similares ao observado em meados de 2015 e início de 2016. (Agência Brasil)

 

AGRICULTURA FAMILIAR: Governo seleciona cooperativas para feira no Peru

 

agricultura familar 26 07 2018Oito empreendimentos da agricultura familiar poderão participar como expositores no estande “Brasil - Family Farming”, na feira Expoalimentaria, que ocorrerá nos dias 26 a 28/09/18 na cidade de Lima, capital do Peru. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, conforme edital, está organizando a seleção dos interessados.

 

Inscrições - As inscrições vão até o próximo dia 5 de agosto. Ficará a cargo dos empreendimentos selecionados o custeio das passagens aéreas e envio das amostras para exposição e degustação para Lima, durante o período de feira.

 

Demais despesas - Todas as demais despesas serão custeadas pelo Governo Federal, dentre elas: hospedagem e alimentação, espaço individual no Estande Sead “Brasil - Family Farming”, contratação de recepcionistas bilíngues, inserção de informações e produtos no catálogo oficial e nos demais meios de divulgação do evento. As cooperativas selecionadas poderão, ainda, participar de uma Rodada de Negócios. (Informe OCB)

 

SICREDI ALIANÇA: Cooperativa patrocina Festa do Peão de Barretos, maior evento do gênero no País

A Festa do Peão de Barretos, considerada a maior do gênero na América Latina, começa no dia 16 de agosto com a expectativa de receber quase 1 milhão de visitantes durante os 11 dias do evento. Tradicional entre os amantes do rodeio e da música sertaneja, a festa também movimenta a economia regional, ajuda a preservar as tradições da cultura caipira e é fonte de recursos para entidades assistenciais de Barretos, como o Hospital de Amor.

Geração de empregos - Para se ter uma ideia da importância do evento para a economia da região, durante a festa são gerados cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. Quase duas mil pessoas trabalham apenas na montagem da estrutura no Parque do Peão. O impacto na economia regional também alcança a rede hoteleira e setores de transporte, comércio e alimentação de Barretos e municípios vizinhos.

Patrocínio - Para organização de toda essa estrutura, a 63ª Festa de Peão de Barretos, realizada pela Associação Os Independentes conta com o patrocínio de instituições como o Sicredi, a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil. O patrocínio é uma iniciativa da Sicredi Aliança PR/SP, cooperativa do Sistema Sicredi que atua na região.

Oportunidade - Para o Sicredi, estar junto do evento é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento local aliado à preservação da cultura sertaneja tão forte no interior de São Paulo. “Como instituição financeira cooperativa, o Sicredi trabalha para o desenvolvimento econômico e social dos associados e da comunidade onde atua. Para nós é importante gerar ações que promovam a qualidade de vida dos nossos associados e da sociedade. Por isso, vamos investir nossos esforços nessa festa tão tradicional que gera renda e beneficia entidades assistenciais o que vem de encontro com o nosso propósito de agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, comenta o presidente da Sicredi Aliança PR/SP, Adolfo Rudolfo Freitag.

Referência - O Hospital de Amor, antigo Hospital do Câncer de Barretos, referência na pesquisa e tratamento da doença, é uma das entidades beneficiadas com a Festa de Peão de Barretos. A instituição oferece tratamento gratuito aos pacientes e se mantém com doações e parcerias.

Universo sertanejo - Conhecida pelo rodeio e grandes espetáculos a Festa do Peão de Barretos também tem na programação atividades que ajudam a manter viva tradições do universo sertanejo. O concurso Queima do Alho elege a comitiva que preparar o melhor prato inspirado nas comidas feitas por peões que dormiam nas estradas da região. Durante os 11 dias de evento o público também poderá apreciar apresentações de moda de viola, catira - dança do folclore brasileiro -, e ouvir o som do berrante. “É importante valorizar as tradições das comunidades onde atuamos. Buscamos desenvolver ações e apoiar eventos culturais que ajudem a destacar os costumes que fazem parte da nossa vida e da história do nosso associado”, finaliza Freitag.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Aliança PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB SUL: Produtos e serviços são divulgados no 30º Rodeio de Irati

 

sicoob sul 26 07 2018Entre os dias 13 e 15 de julho, o Sicoob Sul esteve presente no 30º Rodeio de Irati, realizado no Centro de Tradições Willy Laars. O evento, que é um dos maiores rodeios crioulos do Paraná, comemora o aniversário do município. Neste ano, Irati completa 111 anos.

 

Divulgação - A equipe do ponto de atendimento do Sicoob Sul na cidade esteve presente no rodeio para divulgar os produtos e serviços da cooperativa. “Tivemos a oportunidade de apresentar os produtos do nosso portfólio, como consórcio, seguros e previdência, porém nosso foco foi o Crédito Consignado para servidor público municipal, já que recentemente firmamos uma parceria com a Prefeitura de Irati”, relata o assistente de PA, Emerson dos Santos.

 

Crédito consignado - Segundo ele, durante o evento servidores públicos de municípios vizinhos também demonstraram interesse em saber mais sobre o crédito consignado do Sicoob. “Sabendo dessa demanda em outros municípios, iniciamos o contato com os devidos prefeitos para apresentar o modelo de negócios do Sicoob e firmar parcerias”, complementa Emerson. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB METROPOLITANO: Integrantes do Programa Empreender da Acim são recebidos na cooperativa

 

Na última sexta-feira (20/07), o Sicoob Metropolitano recebeu a visita de membros do Núcleo Setorial de Consultoria Ambiental, que integra o Programa Empreender da Acim (Associação Comercial e Empresarial de Maringá).

 

Participação - A iniciativa, que existe desde 2000, conta com a participação de diversas empresas e setores, que desenvolvem ações conjuntas de capacitação, desenvolvimento, fortalecimento e geração de negócios.

 

Recepção - O grupo foi recepcionado pelo presidente do Conselho de Administração, Luiz Ajita, que falou sobre a trajetória da cooperativa, os projetos e tratou também do tema inovação. Em seguida, conduziu uma visita à Evoa, onde os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer alguns projetos que estão em andamento na aceleradora.

 

Funcionamento - Ajita ressaltou que é sempre importante receber esses visitantes para mostrar como funciona a cooperativa. “Muitos não conhecem sobre cooperativismo, por isso é um prazer apresentar nosso modelo de negócio e gestão, que busca contribuir com o desenvolvimento de toda a comunidade”, diz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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PUBLICAÇÃO: Trator Hanomag “some” da Colônia Samambaia; mapa é única pista

 

No próximo dia 2 de agosto, o jornalista Klaus Pettinger lança, em parceria com a Fundação Cultural Suábio-Brasileira, o seu primeiro livro – intitulado “O Sumiço do Hanomag”. O romance de aventura infanto-juvenil convida leitores de todas as faixas etárias a se divertir e aprender um pouco mais sobre a rica e única história de superação dos Suábios do Danúbio. O evento tem início às 19h30, no Centro Cultural Mathias Leh, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR).

 

Enredo - A premissa é simples, porém intrigante: o trator Hanomag R45, exposto há quatro décadas na praça da Colônia Samambaia, sumiu na noite de 1º de maio. A única pista é um mapa, repleto de simbologias e palavras em alemão, aparentemente deixado para trás pelos suspeitos.

 

Missão - Dois adolescentes entusiastas da cultura e tradição suábias recebem a missão de decodificar o mapa encontrado na cena do crime. Schwabi Schwabenbrauch e Kathi Strudelhof dependem agora de todo seu conhecimento sobre a história dos Suábios do Danúbio e, especialmente, da experiência de pioneiros para recuperar a relíquia. 

 

Passado e presente - Uma união de passado e presente que põe em risco não apenas a preservação cultural, mas a própria segurança de todos os envolvidos.

 

Superação - Ao longo de 280 páginas, o romance explora a história de superação das famílias de Suábios do Danúbio - etnia de origem alemã -, que encontraram no distrito de Entre Rios, no terceiro planalto paranaense, o local ideal para retomar suas vidas, após os conflitos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

 

Distrito - O enredo se passa quase toda no próprio distrito, e tem como pano de fundo o inesperado rapto do Hanomag, tido como um dos símbolos de trabalho e de afinco das famílias suábias, formadas principalmente por agricultores. O trator está exposto na Colônia Samambaia desde o final da década de 1970 e sua utilização demonstrou-se decisiva no início da mecanização agrícola dos colonos.

 

Passeio único - De forma leve e divertida, leitores de todas as faixas etárias são levados a vivenciar um passeio único pela cultura e tradições seculares dos antepassados de surpreendentes personagens.“O Sumiço do Hanomag” concilia os planos histórico e de aventura, em uma leitura instigante, com boas pitadas de humor suábio-germânico-brasileiro. (Assessoria de Imprensa)

 

SERVIÇO

Lançamento de “O Sumiço do Hanomag”, por Klaus Pettinger

Data: 2 de agosto de 2018

Horário: 19h30

Local: Centro Cultural Mathias Leh

(Avenida Michael Moor, 1951 - Colônia Vitória, Entre Rios – Guarapuava - PR)

 

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ENCONTRO TÉCNICO: Carne de frango deve ser a mais consumida no mundo até 2020

 

encontro tecnico 26 07 2018Em 17 anos, de 2000 a 2017, o segmento avícola brasileiro ampliou em 190,8% a produção de rações – indicativo de forte crescimento da atividade –, percentual que deve continuar evoluindo, podendo até mesmo dobrar nas próximas duas décadas.

 

Apresentação - Os números foram apresentados em Maringá (PR), no início da tarde desta quarta-feira (25/07), pelo especialista Antonio Apércio Klein, da Agropec Consultoria, em sua palestra no 9º Encontro Técnico Avícola. Com 650 participantes, o evento acontece no espaço Vivaro e a realização é da Integra e do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). 

 

Otimismo - Klein, que discorreu sobre a importância da fábrica de ração no resultado zootécnico, disse que “não se pode deixar o otimismo de lado”, apostando na capacidade brasileira de superar os desafios. 

 

Na ponta - O palestrante apresentou números que indicam, também, o crescimento da produção mundial de carnes no período compreendido entre 1960 e 2014. Naquele primeiro ano, a liderança ainda era da carne bovina, que foi ultrapassada na segunda metade dos anos 1970 pela suína.  Ao longo das décadas, a produção de carne bovina praticamente estagnou, enquanto as outras duas começaram uma disputa pelo primeiro lugar. A previsão, segundo Klein,que se baseia em números da FAO, é que a carne de frango seja a mais produzida e consumida no mundo até 2020.  

 

Avaliação - Embora o Encontro só termine na quinta-feira (26/07), já na quarta participantes que estão no evento na primeira vez, fizeram uma avaliação da 9ª edição. O técnico José Carlos da Silva conta que viajou de Florianópolis (SC), onde trabalha na Frangos Morgan, atraído pela “qualidade das palestras, a oportunidade de convivência com outros profissionais do setor e a troca de informações”. A estudante do curso de medicina veterinária da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Camila Monteiro, diz que se inscreveu depois de conhecer a agenda de palestras que, de acordo com ela, “são de alto nível”. 

 

Tema mais interessante - O tema mais interessante até o segundo dia, segundo Deyson Silva, da Globo Aves, de Cascavel (PR), foi justamente o primeiro a ser apresentado, na terça-feira (24/07), sobre salmonela, proferida por Alberto Back. Ele elogiou a estrutura do evento, “com amplo espaço e comodidade”. Por fim, mesmo sem estar vinculado a nenhuma empresa, Leônidas Honorato relata ter se deslocado de Louveira (SP) especialmente para acompanhar as palestras e manter contatos com o setor. (Flamma Comunicação)

 

INCENTIVO: Paraná sanciona lei que isenta ICMS de energia gerada por produtores

incentivo 26 07 2018A governadora do Paraná, Cida Borghetti, sancionou a Lei 19.595, de 2018, que torna isenta de ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços) a eletricidade gerada em micro e minigeração (até 1 megawatt – MW) no Paraná. A medida abrange todas as formas de geração de energia, inclusive no campo, já que produtores têm planejado investimentos, cada vez mais, em biodigestores para transformar dejetos de animais em energia limpa, ou seja, em ativos o que seria um passivo ambiental. O texto foi publicado no Diário Oficial do Poder Executivo do Paraná no dia 12 de julho, sendo que a regulamentação da Lei deve ocorrer em 60 dias.

Texto - O texto prevê que é isento o ICMS incidente sobre a energia elétrica fornecida pela distribuidora à unidade consumidora por um prazo de 48 meses (quatro anos). A norma é destinada apenas à compensação de energia elétrica. Assim, a lei prevê que essa isenção deve ocorrer na quantidade correspondente à soma da energia elétrica injetada na rede de distribuição, ou seja, até o limite dos créditos de energia ativa originados na própria unidade consumidora ou em outra com o mesmo titular (CPF ou CNPJ iguais). Isso tudo nos termos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Avanço - Para o Werner Hermann Meyer Junior, engenheiro agrônomo do Sistema Faep/Senar-PR, a lei é um avanço para os produtores que já têm ou que pretendem investir em micro minigeração de energia elétrica. “É preciso esclarecer que o empreendedor que investir nesse ramo precisa ficar atento ao fato de a isenção ter um prazo. Em pequenos projetos a isenção do ICMS (25%) pode representar a viabilidade ou não do projeto. Ou seja, é necessário estar ciente de que o benefício da isenção tem prazo. E, posteriormente, garantir viabilidade mesmo se houver a exigência de se recolher o ICMS”, aconselha.

Exigência - O engenheiro agrônomo lembra que o fato de a isenção ter um prazo pré-determinado é uma exigência do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com o intuito de não gerar competição desleal entre os Estados brasileiros. Outras unidades da federação inclusive adotaram estratégias diferentes nesse aspecto, como por exemplo a isenção total no primeiro ano e depois isenção parcial caindo gradativamente anualmente até chegar a zero. “Não é o caso do Paraná, que adotou a isenção integral. Nada impede que essa Lei volte a ser discutida no futuro e, talvez, haja prorrogação e/ou mesmo isenção permanente, mas os produtores precisam se planejar para não ficarem dependentes disso”, completa Meyer.

Tendência - O consultor do Sistema Faep/Senar-PR Nilson Hanke Camargo avalia que a geração de energia em micro e minigeração é uma tendência irrefreável com o avanço das tecnologias envolvidas no setor e a crescente demanda por energia. “Sem dúvida, qualquer isenção de ICMS é muito importante para garantir a competitividade e viabilidades dos investimentos. O futuro da nossa sociedade caminha para que cada um produza, pelo menos, parte da sua energia. E no meio rural isso é ainda mais evidente”, aponta. (Boletim Biomassa & Bionergia)

 

COMÉRCIO EXTERNO I: Temer pede à China fim de sobretaxas a frango e açúcar e abertura a processados de soja

 

comercio externo I 26 07 2018O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira (26/07), que pediu ao líder da China, Xi Jinping, que retire a sobretaxa sobre exportações brasileiras de carne de frango e açúcar no país. Temer também apelou ao chinês para que abra o mercado a produtos derivados de soja processados, como óleo e farelo. Segundo ele, houve receptividade à proposta.

 

Aumento da cota - “Voltamos a tratar do aumento da cota de açúcar e do frango. Pedimos a ele (Xi Jinping) que deixe um pouco de lado, digamos, a sobretaxa que houve em relação ao frango e ao açúcar, para que possamos aumentar nossas exportações”, disse Temer, após deixar a reunião bilateral com o líder chinês na África do Sul, pouco antes da abertura da 10.ª Cúpula dos Brics.

 

Exportação - “Exportamos muita soja para a China, mas soja em grão. O que nós queremos, e ressaltei isso ao presidente Xi Jinping, é mandar os elementos processados, ou seja, óleo de soja e farelo de soja, o que naturalmente permite a industrialização no nosso País. E ele recebeu muito bem essas ideias. Concordou e vai mandar os técnicos examinarem. Essa é uma questão técnica. Não senti resistência.”

 

Quinto encontro - Temer destacou que a reunião bilateral desta quinta foi o quinto encontro de negociação entre os líderes do Brasil e da China, no qual tratam principalmente das exportações de produtos agrícolas.

 

Xi Jinping - O presidente contou ter mencionado na reunião bilateral os programas de privatização e concessões públicas e pedido aumento de investimentos privados chineses, principalmente nos leilões previstos de distribuidoras de energia elétrica da Eletrobrás.

 

Concessões e privatizações - “Mencionei também a questão das concessões e privatizações que estamos fazendo, os investimentos chineses já existentes e outros, que ele disse que vai colaborar muito para investir bastante lá (no Brasil). Ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e agora distribuidoras de energia”, afirmou Temer.

 

Escritório - Conforme o Itamaraty, no encontro também foi abordada a instalação do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (NBD), cujo acordo será assinado ainda nesta quinta-feira na cúpula. A sede será em São Paulo e haverá um escritório de representação em Brasília. (O Estado de S.Paulo)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Comércio do Brasil com Brics avança, mas agenda mudou em dez anos

 

comercio externo II 27 07 2018A 10º reunião de Cúpula do Brics, com chefes de Estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em Joanesburgo, na África do Sul, evidencia a mudança de agenda do bloco. A agremiação dos países foi diplomaticamente criada, no esteio da crise financeira internacional de 2008, com o objetivo de aumentar atuação e o poder de voto dos países emergentes em organismos multilaterais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Reformar instituições - “A associação tinha objetivo principal de reformar as instituições de governança financeira globais”, lembra Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas.

 

Defesa do comércio multilateral - Segundo o especialista, em vez daquela agenda, os países adotaram a defesa do comércio multilateral e avançaram na criação do Novo Banco do Desenvolvimento, chamado “Banco do Brics”, que poderá ter escritório regional em São Paulo após decisão na reunião de cúpula.

 

Limitação - Para Casarões, o Brics “não é um bloco a reboque da China”, mas a desigualdade das economias limita o potencial de comercialização entre os parceiros. A pauta de exportação do Brasil, por exemplo, se destaca pelo predomínio de produtos de menor valor agregado como carne, soja e minério de ferro.

 

Momento político - Na avaliação de Casarões, o momento político do Brasil, com eleições marcadas para 7 de outubro, retira “margem de manobra” dos atuais negociadores. “A incerteza eleitoral torna muito difícil que o Brasil assuma posições definitivas como a disputa entre a China e os Estados Unidos”, assinala.

 

Curiosidade - O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, admite que o destino político do Brasil “causa curiosidade”, mas aos interlocutores que indagam sobre a perenidade das políticas comerciais lembra que “a burocracia é sólida, formada por carreiras públicas como corpo diplomático e de comércio exterior, que continuará trabalhando com a visão de Estado. A orientação é continuar avançado”.

 

Incremento - O ministério divulgou dados que registram o incremento do comércio com os parceiros dos Brics. “De janeiro a junho deste ano, o Brasil exportou US$ 33,1 bilhões para Rússia, Índia, China e África do Sul. Houve um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a venda para esses países somou US$ 31,4 bilhões. As importações somaram, neste ano, US$ 18,3 bilhões, o que resulta em um superávit comercial de US$ 14,8 bilhões”. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: EUA e UE concordam em trabalhar para reduzir tarifas

 

internacional 26 07 2018O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ele e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, concordaram nesta quarta-feira (25/07) em trabalhar por "tarifas zero" e "subsídios zero para produtos industriais não automotivos".

 

Entrevista coletiva - Em entrevista coletiva não programada após uma reunião na Casa Branca, Trump declarou uma "nova fase" no relacionamento comercial entre os EUA e a União Europeia (UE), com maior prosperidade e um comércio mais recíproco. "Ambos vamos ganhar", afirmou.

 

Adiamento - Trump e Juncker concordaram em adiar as tarifas propostas para automóveis e trabalhar juntos para resolver a disputa envolvendo as tarifas sobre o alumínio e o aço europeus, além de promover o comércio bilateral.

 

Terminais de exportação - Segundo ele, os EUA construirão mais terminais de exportação de gás natural liquefeito (GNL) para o mercado europeu, que também passará a comprar mais soja americana "quase imediatamente". "Eu tinha a intenção de fazer um acordo hoje", disse Juncker. "E nós fizemos um acordo hoje." O presidente da Comissão Europeia ainda destacou que eles concordaram em não aplicar novas tarifas enquanto as negociações estiverem em andamento.

 

Grupo de trabalho - Trump também disse que os EUA e a UE trabalharão "estreitamente" para reformar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e lançarão um "grupo de trabalho executivo" para implementar sua agenda conjunta. "Este foi um dia muito grande para o comércio livre e justo", afirmou o presidente americano.

 

Produtos agrícolas - O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirmou que as negociações comerciais do país com a UE incluirão todos os produtos agrícolas. "É mais do que soja", disse em entrevista ao Fox News Channel. (Valor Econômico, com agências internacionais)

 

ECONOMIA: Exportadores querem que decisão sobre frete possa ser tomada em instâncias inferiores

 

economia 26 07 2018Numa tentativa de “destravar” decisões da Justiça nas ações que questionam o tabelamento do frete, os exportadores de grãos protocolaram nesta quarta-feira (25/07), no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de liminar para permitir que instâncias inferiores da Justiça possam tomar decisões sobre a medida.

 

Iniciativa - A iniciativa foi tomada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Especificamente, elas querem que seja julgada uma ação protocolada por elas na 22ª Vara Federal de Brasília.

 

Suspensas - Atualmente, todas as discussões na Justiça contra o tabelamento estão suspensas por determinação do ministro do STF Luiz Fux, relator de três ações de inconstitucionalidade sobre o tema. Enquanto as analisa, ele bloqueou qualquer outra decisão judicial a respeito do tabelamento.

 

Recesso - Porém, o caso está parado por causa do recesso parlamentar e só será retomado a partir do dia 27 de agosto, quando Fux pretende realizar uma audiência pública com entidades e especialistas e só então tomar sua decisão. O tempo é considerado longo demais pelas empresas, que alegam operar em um cenário de aumento de custo e total insegurança.

 

Defesa - “Hoje, estamos numa situação em que não podemos nos defender pela via judicial”, disse o presidente executivo da Abiove, André Nassar. “Não podemos tentar uma liminar contra a tabela mas, desde o dia 19 de julho, uma empresa que não a cumpra pode ser acionada juridicamente.”

 

Lei - A lei que instituiu o tabelamento do frete prevê que, caso uma carga seja transportada a um preço inferior ao fixado pelo governo, o caminhoneiro tem direito a uma indenização igual ao dobro da diferença entre a tabela e o valor efetivamente pago. Temendo essa punição, as empresas têm procurado seguir a tabela.

 

Cálculos - Pelos cálculos da Abiove, o prejuízo acumulado até o momento com o transporte de grãos é da ordem de US$ 3 bilhões. “É a diferença entre quanto eu estimei de frete e quanto paguei de verdade”, explicou Nassar.

 

Reversão - A reversão do tabelamento do frete pela via judicial passou a ser a principal aposta do setor, depois que o Executivo editou a Medida Provisória 832, instituindo a medida, e o Legislativo a aprovou na véspera do início do recesso parlamentar. As empresas acreditam ter bons argumentos jurídicos a seu favor.

Constitucional - Do ponto de vista constitucional, elas alegam que a fixação de preço viola princípios como o da livre iniciativa e o da livre concorrência. Mas há pontos questionáveis também na legislação infraconstitucional.

 

Interpretação - Alguns advogados interpretam que a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que traz a tabela propriamente dita foi, na verdade, revogada. Isso teria ocorrido quando o governo, pressionado pelas empresas, editou uma segunda versão da tabela e horas depois, pressionado pelos caminhoneiros, a revogou. No vai e vem, a primeira versão da tabela teria sido revogada e nunca restabelecida. Essa não é a visão do governo.

 

Argumento - Outro argumento contra a tabela é que ela foi oficializada antes de ser submetida a audiência pública. A resolução da ANTT com a tabela saiu no dia seguinte ao fechamento do acordo com os líderes dos caminhoneiros, no final de maio. Ela não seguiu o rito.

 

Risco- Apesar de todos esses argumentos, o risco de o tabelamento ser mantido pela Justiça não está descartado. Assim, o setor já começa a trabalhar num “plano B”. Conforme mostrou o Estado em sua edição desta terça-feira, 25, algumas empresas já partiram para estruturar frotas próprias de caminhões e escapar do aumento do custo de transporte. (O Estado de S.Paulo)

 

SAÚDE SUPLEMENTAR: A forma como o reajuste do plano de saúde é calculado vai mudar

 

saude suplementar 26 07 2018A forma de calcular o reajuste dos planos de saúde individuais e familiares, usados por 9,1 milhões de brasileiros ou 20% do total de usuários no país, vai mudar. Entre terça e quarta-feira (24 e 25/07), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou uma audiência pública para discutir o assunto – não por livre espontânea vontade, mas porque vem sendo cobrada a esclarecer a questão pelo Ministério da Fazenda e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Documentos - Entre os documentos disponíveis para orientar a discussão, a agência propôs – em linguagem técnica demais, diga-se de passagem – uma nova conta, que exclui totalmente os planos coletivos e inclui outras três variáveis. O cálculo que será realmente aplicado, portanto, ainda é um mistério, já que, até por pressão política, a ANS terá de absorver sugestões da sociedade civil sobre o tema.

 

TCU - No último mês de abril, o TCU determinou, em acórdão, que a agência reavalie a metodologia usada para o reajuste e envie à Corte, uma proposta que permita “a efetiva aferição da fidedignidade e a análise crítica das informações econômico-financeiras comunicadas à autarquia pelas operadoras de planos de saúde”. A agência tem 180 dias para cumprir o pedido.

 

Erros conceituais - Logo depois, em junho, o Ministério da Fazenda, responsável todos os anos por dar o aval ao índice proposto pela ANS, disse, em nota técnica, haver erros conceituais no cálculo da agência. O órgão também disse que a conta da ANS acaba por permitir que o ônus de eventuais falhas de eficiência das operadoras seja repassado ao cliente final, já que o cálculo não leva em consideração nenhum dado de qualidade do serviço prestado.

 

Teto - Mesmo com essas ressalvas, o órgão autorizou o teto de reajuste de 10% proposto pela ANS para este ano. Na esfera judicial, ainda no mês de junho, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) chegou a conseguir uma liminar para limitar o reajuste em 5,72%, variação mais próxima à inflação de 2,76% medida pelo IPCA entre maio de 2017 a abril de 2018. Dez dias depois, porém, uma nova decisão do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, atendendo a um recurso da ANS, suspendeu a liminar dada pela primeira instância da justiça federal.

 

Média ponderada - No recurso, a agência relatou que o cálculo do reajuste é feito com base na média ponderada dos aumentos aplicados aos planos coletivos – aqueles empresariais ou por adesão e que não tem limite determinado pela ANS. Desde 2015, inclusive, são considerados apenas os planos coletivos com mais de 30 beneficiários para esse cálculo.

 

Entendimento - Ainda que o teto proposto seja, geralmente, menor que os reajustes aplicados pelos planos coletivos (a média deste ano foi de 19%), hoje é impossível para alguém de fora da agência, sem acesso aos dados da ANS, entender e aplicar o cálculo dos planos individuais e familiares de forma clara. Isso ocorre, principalmente, porque os contratos coletivos estão cada vez mais pulverizados e seus reajustes não são públicos – ainda que um parecer de uma comissão da própria agência já tenha recomendado que isso seja modificado.

 

Os novos fatores de reajuste propostos pela ANS - No lugar da média ponderada dos reajustes dos planos coletivos, a agência propôs uma nova fórmula que leva em conta, principalmente, três fatores:

- os custos médico-hospitalares dos planos individuais, VCMHind (índice medido a partir das despesas per capita que as operadoras têm com consultas, exames, terapias e internações e também a partir da frequência de utilização de todos esses itens);

- a faixa etária dos beneficiários, com especial atenção para aqueles que mudaram de faixa e terão, em tese, um peso maior no plano em razão do avanço da idade;

- e um índice de produtividade do setor em comparação à produtividade da economia em geral, vinculado também a uma indicador de qualidade das operadoras.

 

Custo - O custo médico-hospitalar costuma subir em ritmo bem maior que a inflação. Enquanto nos estudos para a audiência, o VCMH dos planos individuais em 2017 foi de pouco mais de 10%, o IPCA no mesmo ano ficou em 2,94%. Segundo especialistas ligados à área da economia da saúde, porém, é natural que as despesas da saúde suplementar subam bem acima da inflação, principalmente devido a fatores como a introdução de novas tecnologias e o envelhecimento da população.

 

Faixa etária - Em relação ao fator faixa etária, ele se mostrou relevante para uma nova forma de calcular o reajuste dos planos individuais, segundo a ANS, porque esses planos têm mais idosos e mulheres em idade fértil do que o universo geral de planos. São dois tipos de públicos que tem a usar mais serviços ou serviços mais dispendiosos que o público em geral.

 

Produtividade - Já o índice de produtividade surge como um indicativo de qualidade do serviço prestado, algo até então deixado de fora da conta do reajuste do plano de saúde.

 

Falta de transparência - Especialistas que participaram da audiência e com quem a reportagem conversou disseram que “apenas especialistas em cálculos atuariais devem ter entendido a fórmula proposta” pela ANS no evento. Entre os cerca de 180 participantes da audiência pública, havia consultores atuariais, membros de operadoras e entidades que as representam em seus diversos tipos de atuação, especialistas e representantes de organizações de defesa do consumidor, entre outros.

 

Anvisa - “Só como exemplo, a agência ‘irmã’ da ANS, a Anvisa, acaba de dar andamento à consulta pública sobre rotulagem nutricional que soube explorar os diferentes atores do processo, com perguntas específicas, por exemplo, para fabricantes e designers de embalagem. A ANS precisa traduzir e trazer a discussão a termos simples para que funcione”, observou a pesquisadora e representante do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete.

 

Validação - Em texto enviado pela assessoria de imprensa, a ANS se refere ao que foi apresentado na audiência como uma reunião de “estudos”, mas pela forma como o assunto foi apresentado ficou parecendo que a agência buscava apenas uma validação da proposta, observou outra fonte especializada em direito do consumidor que participou das discussões.

Ainda assim, vale lembrar, a agência vem discutindo formalmente o reajuste, em comitês, desde 2010 e essas discussões é que basearam a ideia de cálculo apresentada na audiência.

 

Consolidação das contribuições - A agência disse que todas as contribuições recebidas na audiência serão consolidadas e disponibilizadas no site da ANS. A autarquia também frisou que “pretende apresentar com celeridade não somente o resultado da audiência pública realizada, como também a continuidade da discussão com a sociedade sobre toda a política de preços e reajustes que envolve os planos de saúde.” (Gazeta do Povo)

 

IBGE: População brasileira deve chegar a 233,2 milhões em 2047

 

ibge 26 07 2018A população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047. A partir deste ano, entrará em declínio gradual chegando a 228,3 milhões em 2060. A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faz parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

 

Estados - Antes de 2048, 12 estados (Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraná e Rio Grande do Norte) deverão ter redução na sua população. Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo. No limite da projeção em 2060, oito estados (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre) não terão queda nas suas populações. O IBGE explicou que eles apresentam saltos migratórios positivos e/ou têm taxas de fecundidade total mais elevadas.

 

Fecundidade - O órgão acrescentou que o crescimento populacional é determinado pela combinação do perfil migratório, incluindo áreas de expulsão ou atração de pessoas; com taxas de fecundidade de uma unidade da federação. Os estados do Piauí e da Bahia apresentam quedas importantes de fecundidade nos últimos anos e, segundo o instituto, perdem população para outros estados do país. Apesar de não registrar altas quedas de fecundidade, atualmente, a situação já foi diferente para o Rio Grande do Sul, que é também um estado “emissor”. Na definição do IBGE, as três unidades da federação devem ser os primeiros a apresentar redução de população.

 

Total - A taxa de fecundidade total para 2018 é 1,77 filho por mulher. Quando chegar a 2060, o número médio de filhos por mulher poderá cair para 1,66. Os estados de Roraima com 1,95; o Pará,  Amapá,  Maranhão, Mato Grosso e  Mato Grosso do Sul, com 1,80, são os que deverão ter as maiores taxas de fecundidade. As menores poderão ser no Distrito Federal com 1,50; e em Goiás, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, esses com 1,55. A idade média de 27,2 anos em que as mulheres têm filhos em 2018, aumentará para 28,8 anos, em 2060.

 

Idade - A média de idade da população brasileira é 32,6 anos em 2018. Os estados da Região Norte, Alagoas e Maranhão têm a média em 30 anos. A explicação é que têm taxas de fecundidade total mais elevadas e se situam mais tardiamente na transição da fecundidade. O Acre tem a menor média (24,9 anos). Ao contrário, os estados das Regiões Sul e Sudeste registram média acima da projetada para o Brasil. O mais envelhecido é o Rio Grande do Sul com 35,9 anos. Para o IBGE, o avanço na idade populacional pode ser medido também com a comparação das pessoas com 65 anos ou mais e os menores de 15 anos, por meio do índice de envelhecimento da população.

 

2060 - Conforme o estudo, em 2060, um quarto da população (25,5%) terá mais de 65 anos. No total, para cada 100 pessoas com idade de trabalhar, que é a faixa compreendida entre 15 e 64 anos, o país teria 67,2 indivíduos acima desta idade ou abaixo de 15 anos. No nível do Brasil, o índice em 2018, indica que o país tem 43,2 crianças de até 14 anos para cada 100 idosos com 65 anos ou mais. Em 2039, a projeção aponta que o indicador vai passar de 100, o que representará mais pessoas idosas que crianças. O estudo mostra que, em 2029, o Rio Grande do Sul deverá ser o primeiro a ter uma proporção maior de idosos do que de crianças de até 14 anos. Mas em 2033, o Rio de Janeiro e Minas Gerais deverão ter relação semelhante. Com comportamento diferente, o Amazonas e a Roraima vão continuar com mais crianças e idosos até o limite da projeção em 2060.

 

Expectativa de vida Com 79,7 anos, Santa Catarina, que, atualmente, tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão, com a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018, vai perder a posição para o Piauí que em 2060, terá a taxa de 77 anos.

 

Dependência O IBGE estimou também que a razão de dependência da população brasileira em 2018 é 44%. Isso significa que 44 pessoas com idades menores de 15 anos e maiores de 64 dependiam de cada 100 indivíduos em idade de trabalhar. A proporção deve subir para 67, 2% em 2060.

 

Menor patamar - O instituto chamou atenção que em 2010, a razão de dependência era 47,1% e atingiu o menor patamar em 2017, quando registrou 44%. Até 2028 a expectativa é crescer alcançando 47,4%, o mesmo do que foi anotado em 2010.

 

Eleitores - O IBGE informou que, em 2018, o Brasil tem 160,9 milhões potenciais eleitores, ou seja, pessoas com 16 anos ou mais. Em comparação com 2016 houve uma elevação de 2,5%, quando havia 156,9 milhões nesta faixa de idade.

 

Imigração - A Projeção de População avaliou os movimentos de migração internacional. A estimativa é que, entre 2015 e 2022, o número de venezuelanos imigrantes no Brasil chegue a 79 mil.

 

Estudo - A projeção detalha a dinâmica de crescimento da população brasileira, acompanhando suas principais variáveis: fecundidade, mortalidade e migrações. Além de projetar o número de habitantes do Brasil e das 27 unidades da federação no período entre 2010 e 2060. O estudo é uma parceria do IBGE com órgãos de planejamento de quase todos os estados brasileiros e segue as recomendações da Divisão de População das Nações Unidas. (Agência Brasil)

 


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