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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4378 | 25 de Julho de 2018

RAMO INFRAESTRUTURA: Ecoperativa investe R$ 7 milhões em usina de energia a partir de biomassa

ecoperativa 25 07 2018A Ecoperativa está investindo R$ 7 milhões na construção de usina termoelétrica à base de biomassa, com capacidade para produzir 1 Megawatt (MW) de energia elétrica. A instalação industrial, localizada no município de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, deve ser inaugurada em março de 2019. Segundo a cooperativa, o foco é a distribuição para cooperados residenciais e de pequenos e médios estabelecimentos comerciais, oferecendo energia a um preço 30% abaixo da tarifa base da energia elétrica. “O insumo utilizado será o resíduo de madeira, principalmente os restos de podas de árvores em parques de Curitiba e região. A expectativa, após a inauguração da usina, é fornecer eletricidade para mais de 3 mil cooperados”, afirmou o diretor da Ecoperativa, Julio Cesar Giovannetti Netto.   

Visita - Representantes da Ecoperativa visitaram, na manhã desta terça-feira (24/07), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. O grupo foi recebido pelo gerente técnico Flavio Turra, que fez uma explanação sobre o trabalho e a estrutura da organização. A Ecoperativa tem por objetivo promover a formação de cooperativas para atuar na produção de energia por meio de fontes renováveis. A Cooperativa de Energia Paraná 1 (CEPR1) foi a primeira a ser criada a partir de projeto da Ecoperativa. Compuseram o grupo de visitantes, o diretor da Ecoperativa, Julio Cesar Giovannetti Netto, o presidente e o vice-presidente da CEPR1, respectivamente, Paulo Rabelo e Ismenio Castro Braga Junior.

Informação Os representantes da Ecoperativa e da Paraná 1 vieram conhecer mais detalhes sobre o trabalho do Sistema Ocepar, com o objetivo de obter orientação técnica sobre a elaboração de estatutos, apoio em negociações para financiamento via BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e na divulgação dos diferenciais da cooperativa. “O grande público ainda desconhece a possibilidade de produzir energia elétrica não só de forma individual, mas compartilhada, que gera uma economia bastante relevante. Qualquer pessoa pode tornar-se cooperado”, explica Netto. “Temos um software de modelo de otimização, onde é analisada a conta de cada um dos futuros cooperados, indicando qual é a melhor relação custo/benefício e a quantidade de energia necessária para atendê-lo com o maior desconto possível em sua conta”, relata.

Nicho de mercado Segundo Netto, a Ecoperativa se viabilizou graças a recentes mudanças em resoluções da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que permitem que pessoas físicas e jurídicas gerem sua própria energia, desde que provenientes de fontes renováveis (resoluções 482/12 e 687/16). “O desafio é efetivar um processo de cultura na população, tanto residencial quanto no pequeno comércio, para que eles possam ter ciência de que é possível fazer economia de energia, gerando energia de forma limpa, por meio de cooperativas, de forma rápida, rentável e segura. Estamos construindo um novo nicho de mercado”, ressaltou.

 

ZARC: Publicado o zoneamento de risco climático para a cultura da soja no Paraná

 

zarc 25 07 2018No dia 24 de julho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 152, de 20 de julho de 2018, que define o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja no Paraná, referente ao ano-safra 2018/19. No estado, o plantio só é permitido após o fim do vazio sanitário - quando é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja, em qualquer estágio vegetativo. Esse período vai de 10 de junho a 10 de setembro, por determinação da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar).

 

Zoneamento - O zoneamento foi elaborado a partir de estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de minimizar os riscos relacionados a fenômenos climáticos adversos e permite a cada município identificar a melhor época de plantio da cultura nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

 

Recomendações - O produtor deve observar as recomendações do Zarc para se beneficiar do Proagro, Proagro Mais e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). De acordo com normas da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, se ocorrer algum tipo de perda em função de intempéries climáticas, seca ou chuva excessiva, por exemplo, o produtor que contratou uma apólice de seguro rural ou Proagro estará amparado conforme valor enquadrado na operação. 

 

Sem cobertura - Caso ele não siga as recomendações feitas pelo Zarc, a seguradora ou o Proagro não pagará o valor da indenização ao agricultor.

 

Clique aqui para conferir na íntegra ao conteúdo da Portaria 152/2018, do Mapa

 

INTERCÂMBIO: Representantes do Sistema Ocergs realizam visita técnica no Paraná

A equipe de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR recebeu, nesta segunda e terça-feira (23 e 24/07), em Curitiba, um grupo de profissionais do Sistema Ocergs/Sescoop-RS, que esteve no Paraná em visita técnica, com o propósito de conhecer as ações realizadas pela unidade paranaense nas áreas de formação profissional, autogestão, jurídica, administrativa e planejamento e controle. A recepção inicial foi feita pelo superintendente, Leonardo Boesche, e pala gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira Lima. Estiveram em pauta a atuação conjunta das áreas afins, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Cooperativo (PEDC), a operacionalização do Programa Jovem Aprendiz Cooperativo, os procedimentos adotados na realização dos eventos, desde a aprovação do projeto até o pagamento ao instrutor, envolvendo também o fluxo administrativo e financeiro e o papel da auditoria nos processos, além da participação da assessoria jurídica nas questões internas.

Integrantes – Entre os integrantes do grupo estavam o superintendente técnico-operacional do Sistema Ocergs/Sescoop-RS, Gerson José Lauermann, o gerente de Monitoramento, José Máximo Daronco, o gerente de Formação Profissional, Hélio Loureiro de Oliveira, o gerente de Promoção Social, José Zigomar Vieira dos Santos, e a assessora jurídica, Adriana Frainer Machado, e a contadora, Luciana Futuro. As informações sobre o trabalho desenvolvido pelo Sescoop/PR foram repassadas pela gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira, pelos coordenadores de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola, Humberto César Bridi e Leandro Macioski, pelo gerente administrativo, José Ronkoski, pela área de Planejamento e Controle, representados por Marcelo Martins e Tadeu Duda, e pela assessora jurídica, Daniely Andressa da Silva.

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FORMAÇÃO: Profissionais do Centro-Sul participam de curso de atualização contábil tributária

Trinta profissionais de cooperativas paranaenses, a maioria da região Centro-Sul do Estado, estão participando do curso de atualização contábil tributária em ICMS que o Sistema Ocepar está promovendo, nesta quarta e quinta-feira (25 e 26/07), no auditório da entidade, em Curitiba. O analista de Desenvolvimento Técnico, Rogério dos Santos Croscato, fez a abertura do evento.

Conteúdo - A formação tem como instrutora Graziela Cristina da Silva Borges Machado, que é mestre em Direito Empresarial e Cidadania, bacharel em Administração de Empresas e em Direito e pós-graduada em Direito Tributário. A formação tem como objetivo tratar sobre o cumprimento das obrigações principal e acessórias dispostas no Regulamento do ICMS do Estado do Paraná, por meio do Decreto nº 7.871, de 29 de setembro de 2017. Também serão abordadas as recentes alterações ocorridas no Regime de Substituição Tributária do ICMS e orientar sobre a correta escrituração contábil para o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital).

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COAMO I: Receita deve chegar a R$ 15 bi em 2018, com alta da soja e frota própria

coamo II 25 07 2018Uma conjunção de fatores positivos pode elevar o faturamento da Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, em cerca de 35 por cento em 2018, para até 15 bilhões de reais, disse à Reuters seu presidente, um ícone do agronegócio do Brasil.

Ampliação dos ganhos - José Aroldo Gallassini, um dos fundadores da cooperativa com sede em Campo Mourão (PR) nos anos 70, disse que a Coamo ampliará seus ganhos neste ano contando com melhores preços da soja no Brasil, que está sendo beneficiado pela disputa entre EUA e China.

Frutos - Além disso, a cooperativa que atua no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul colhe agora os frutos de uma retenção de vendas da produção de grãos do ano passado --em 2018, a safra está sendo comercializada a melhores valores que em 2017, com a ajuda também do câmbio favorável.

Ilesa - Não bastasse a conjuntura de mercado positiva, a Coamo praticamente passou ilesa à confusão gerada pela implementação pelo governo brasileiro de uma tabela de frete rodoviário, uma vez que possui uma grande frota própria, evitando custos adicionais com o transporte que estão ameaçando multinacionais do agronegócio como a Cargill.

Comercialização - "O cooperado não vendeu a produção total do ano passado, deixou um pouco para este ano. Assim, devemos ter faturamento bem maior em 2018. Vai para 14 a 15 bilhões... agora está vendendo bem, e está vendendo volume", afirmou Gallassini, em entrevista por telefone.

Crescimento - O crescimento na receita da Coamo, que fechou 2017 com 11,07 bilhões de reais, queda de 3,3 por cento ante 2016, ocorrerá apesar de uma redução de 30 a 35 por cento na safra de milho afetada pela seca, que deverá levar a cooperativa a reduzir seu recebimento total de grãos para um patamar inferior às históricas 7,66 milhões de toneladas de 2017.

China - "Agora tem esse aspecto da China, a briga com o americano favoreceu os preços. Será um ano bom apesar do tumulto", disse ele, referindo-se às condições do mercado de soja em Chicago, que atingiu mínimas de cerca de dez anos neste mês, diante de tarifas de 25 por cento impostas pela China à soja dos EUA a partir de julho.

Prêmios - A situação vem sendo compensada por prêmios maiores pela soja do Brasil, que deverá elevar o plantio da oleaginosa a partir de setembro, de olho em um maior mercado chinês com as restrições aos norte-americanos pelo principal comprador global.

Maior parte - Do total que a cooperativa recebe, a soja representa a maior parte, ou quase cerca de 5 milhões de toneladas. E o produto está sendo negociado pela Coamo a valores muito maiores do que no ano passado. "A soja chegou a até 80 reais (a saca), conforme a região... Ano passado teve uma parte vendida a 60, outra a 70 reais", comentou ele, ressaltando que as cotações do milho também estão muito mais altas do que em 2017, pela quebra da segunda safra em função da seca, que tem ameaçado agora o trigo.

Custo - "Em relação ao custo de produção, esse valor está muito bom, o cooperado está vendendo... Orientamos para vender, para fazer a média da sua produção. Se jogar, pode ganhar muito, mas também pode perder muito...", ponderou ele, ressaltando que o produtor precisa se precaver, até porque de uma hora para outra os norte-americanos podem se acertar com os chineses.

Investimento - Com boa rentabilidade, a expectativa é de que os produtores da região da Coamo no Paraná e Santa Catarina invistam na próxima safra de soja, mas não em aumento de plantio, até porque essas áreas já têm limites de uma agricultura consolidada e o milho é deixado para a chamada "safrinha".

MS - Em Mato Grosso do Sul, sim, haveria possibilidade de algum incremento de plantio.

Venda antecipada - "O cooperado já vendeu 15 por cento da safra (de soja) que ele vai plantar, por causa dos bons preços", disse Gallassini, comentando que situação de tamanha venda antecipada na Coamo é incomum para o plantio que começa em setembro.

Frete - A Coamo, assim como todo o Brasil, sofreu os impactos da paralisação dos caminhoneiros em maio, mas tem lidado bem com consequências do protesto. A cooperativa tem conseguido driblar os efeitos dos maiores custos gerados pela instituição de uma tabela de frete mínimo. Isso porque conta com grande frota própria.

Frota - "Temos 780 caminhões, compramos mais 151 caminhões... está para chegar, um pouco é aumento de frota e outro é para renovar a frota mesmo", revelou Gallassini, lembrando ainda que a cooperativa conta também com 400-450 veículos da chamada "frota dedicada", que são veículos contratados por todo o ano previamente.A cooperativa ainda usa a chamada "frota spot" ou eventual, em momentos de maior volume.

Mudança - "Tem que mudar essa tabela, não estão fluindo os fretes (do setor)... No caso da Coamo, não vamos ter esse problema... É uma pena que chegou neste impasse", disse o presidente da Coamo, que espera uma solução da parte do governo ou da Justiça. A compra dos 151 caminhões pela Coamo foi planejada antes da paralisação dos caminhoneiros, notou o executivo, lembrando que a renovação e o crescimento da frota da cooperativa visam garantir a expansão dos negócios. (Reuters / Notícias Agrícolas)

 

COAMO II: Em entrevista à Revista Amanhã, Gallassini fala sobre a vocação da cooperativa para crescer

coamo I 25 07 2018O presidente da Coamo é o entrevistado na Revista Amanhã, de Porto Alegre (RS), edição de julho 2018, com circulação em vários estados brasileiros. Só mesmo o destino, acredita José Aroldo Gallassini para explicar o que o levou de Brusque a Campo Mourão, no final da década de 1960. De início, o jovem catarinense que descobria sua paixão por agricultura encarou a mudança como algo protocolar na vida de um extensionista rural em início de carreira. “Nunca tinha ouvido falar em Campo Mourão, mas topei a parada”, lembra. Não sairia mais de Campo Mourão. E descobriria, na pequena cidade paranaense, um senso de iniciativa que o colocaria no rol das grandes lideranças históricas do cooperativismo brasileiro, e a Coamo, no topo das cooperativas agrícolas da América Latina.

Sucesso - Na entrevista, a Amanhã, o comandante da Coamo explica o que leva algumas cooperativas ao sucesso e não se esquiva em avaliar o cenário político e projetar o futuro do Brasil: “A grande interrogação é o novo governo”. Confira alguns trechos abordados por Gallassini sobre diversos temas na entrevista.

Recuperação da economia - " O processo de recuperação é de longo prazo. Demorou muito tempo para estragar, e agora, para recuperar, é muito complicado. Um dos pontos mais graves é o desemprego. São mais de 12 milhões de desempregados, e isso não se resolve em dois, quatro, cinco anos. Mas há setores que vão resolver, aos poucos, esse problema: indústria, agricultura, serviços. "

Entraves - " É preciso atacar os pontos importantes. Naturalmente, a reforma tributária, ou seja, modernizar o Brasil. Nós temos uma burocracia muito elevada, um custo muito elevado para as empresas. Do jeito que estamos hoje, as empresas têm um grande percentual de funcionários que estão ali para atender aos controles do governo, o que só aumenta custo. É preciso uma estrutura de modernização para as empresas terem um custo menor do que têm hoje, sofrendo impostos de toda ordem."

Reformas - " É importante a reforma tributária, a reforma fiscal, enfim reformas de toda ordem. Temos urgência que o governo tome uma providência. Ficou muito complexo. Nossa formação é de país latino-americano, e por isso não vemos muita facilidade para fazer as mudanças que são necessárias. Se tivéssemos uma modernização, poderíamos ter carga tributária menor, uma desburocratização – já teve até ministério para isso, mas não vimos avanço rápido. Algumas coisas já mudaram para melhor, mas é preciso transformar muito mais. O país ficou travado nesse aspecto fiscal e tributário.

Futuro do agronegócio - "O agronegócio está em um momento bom. Nós temos uma participação de cerca de 23% do PIB brasileiro. Ainda não se vê crescimento na indústria, nos serviços. São setores que ainda precisam voltar a crescer para se juntar ao agronegócio e começarmos a resolver a questão do desemprego. Temos de resolver. O campo pode contribuir muito com isso, mas ele também tem seus limites. Até porque o agronegócio está muito modernizado. As atividades ligadas ao agronegócio têm condições de se expandir no Brasil, e exportar para o mundo, atendendo à necessidade global por alimentos e por produtos da nossa agroindústria, que também tem muito a contribuir para geração de novos empregos."

Expectativa para 2019 com novo governo -" A grande interrogação é o novo governo. É uma coisa muito complexa. Temos 10, 12 candidatos. Uns até estão ali mais por estar. Precisamos de candidatos que tenham uma boa formação. O Estado brasileiro está com um nível de endividamento interno quase comparável a uma empresa em concordata, em recuperação judicial. Acima de 70% de endividamento, o país fica numa situação impraticável, e já estamos por aí. É preciso que o novo governo entenda os desafios da administração pública e tenha força política para tomar as medidas necessárias. Diante do tamanho da crise, é preciso muita capacidade de negociação, porque em princípio ninguém abre mão dos benefícios que tem. E se ninguém abrir mão de benefícios, não se vai a lugar nenhum, não se consegue reduzir o Custo Brasil, nem remodelar o país.

Corrupção & Seriedade - " Dentro da democracia precisamos construir um país mais sério. Não se tinha noção do nível a que chegou a corrupção, e de como ela deteriorou todo o país. Como pode? Precisamos reagir. A corrupção vem lá de cima, na política, e acaba envolvendo todos os setores da vida do país. E com a corrupção vem a violência. São os dois grandes problemas que o país tem de resolver. Mas não se resolve assim... passando a mão na cabeça. É preciso punição exemplar para quem sair da crise. A situação, hoje, é muito preocupante por causa de governos populistas. O que é um governo populista? É o pior tipo de governo que nós podemos ter hoje no mundo. Porque usa recursos do governo para atender à classe mais pobre ou, a grosso modo, para comprar votos e ficar com a população em suas mãos. Isso me preocupa muito. É preciso pôr um basta nesse tipo de governo, precisamos de um governo que valorize a pessoa humana e mostre que o trabalho é o que valoriza o homem. É aquela história do pescador. É preciso ensinar a pescar, e não dar o peixe."

Meio século na Coamo -"Estou completando 50 anos de Campo Mourão. Comecei o trabalho em 1968, depois, em 1969, seguiu-se um trabalho grande de cooperativismo através da extensão rural. Antes da criação da Coamo, teve todo um trabalho prévio com lideranças entre 1968 e 1969. Em novembro de 1970, fundamos a Coamo. Fui convidado para ser gerente, depois, a partir de janeiro de 1975, assumi como presidente. São 43 anos de presidência. Cada tijolo que tem aqui ajudamos a montar. E enquanto tiver saúde, não posso virar as costas para a cooperativa. Estou à disposição, mas com a grande preocupação de preparar gente para o futuro. Isso já estamos fazendo, para poder dar continuidade à Coamo. Não fizemos a Coamo para uma ou duas gerações, já estamos na quarta. Fizemos para toda a vida.. E nós estamos preparando a cooperativa para profissionalizar a gestão... A Coamo é uma grande empresa, cada vez mais precisa ser administrada com gente competente. Para ter continuidade.

Cooperativismo de resultados - "O que sempre pensamos quando fundamos a Coamo é em praticar um cooperativismo de resultado. Eliminar certos problemas de administração, principalmente o paternalismo, que beneficia poucos. Nós temos a preocupação de trabalhar visando a resultados, para mantermos a cooperativa bem capitalizada – o que não é simples. Procuramos estar sempre capitalizando, dando bom resultado aos associados e devolvendo as sobras ao cooperado na proporção com que ele operou conosco. Ele sabe disso, acompanha bem de perto, e viu que a situação é esta: nós precisamos estar bem capitalizados para poder atender às necessidades de todo o quadro social. Essa questão da capitalização, junto com uma boa administração, sem paternalismo, com muita seriedade, nos trouxe sucesso nesses 48 anos de Coamo."

Governança - ' Creio que, na Coamo, estamos no caminho certo. A nossa missão é dar a maior rentabilidade para o nosso quadro social, modernizando, buscando resultado através da industrialização, da assistência técnica, do aumento de produtividade. Também trabalhamos no sentido de estimular a diversificação de renda da propriedade e promover a industrialização dos produtos dos nossos cooperados.'

Crescimento da Coamo - "Estamos voltados para o quadro social. Então não há muito interesse em botar filial nos Estados Unidos, na Europa. Não é o nosso negócio. Nós queremos produzir e exportar para todos os países do mundo, como estamos fazendo, e ter toda essa estrutura de indústria, portos. Temos uma estrutura no Porto de Paranaguá, que estamos modernizando, adquirimos mais um terreno em um porto de Itapoá, em Santa Catarina. É importante ter um porto próprio no futuro, já que esse de Paranaguá é concessão do governo, de modo a irmos evoluindo cada vez mais na questão da exportação e até da importação. A Coamo é uma cooperativa que age num modo singular, e estamos avançando cada vez mais nessa linha: crescer, capitalizar e dar cada vez mais vantagem financeira para o associado."

Então, os negociantes da Coamo têm de tirar o máximo. É como se fosse uma toalha molhada: você vai torcendo, torcendo, até a última gota. Nós queremos a última gota. Nesse sentido, falamos para negociar bem. Se o cooperado vendeu soja a 100, nós perguntamos primeiro: você paga 100? Então se vende a 100, tá bom, não há resultado nenhum. Mas se o cooperado fixou 100, nós vamos vender a alguém que paga o máximo possível, a última gota, 105, 107. Não é simplesmente ter pra vender porque o cooperado fixou, nós queremos vender bem. É isso que a gente fala: quero ter a última gotinha.

Comunicação com a sociedade - “Nós chegamos a um nível de conhecimento da comunidade em que não sentimos mais esse problema. Mas não vou dizer que nunca houve. Em cidade pequena, há uma ciumeira: por que optamos por ter uma cooperativa, em vez de ter uma empresa? Então, tem essa concorrência. Mas hoje não vejo mais tantos problemas assim, porque a cooperativa assumiu sua função e está prestando um grande serviço ao quadro social e também à comunidade. Até houve épocas em que alguém pensava: ‘Puxa vida, o cara está enxergando uma coisa que nós não vimos, poderia ser nós, mas esse cara está aí’. Mas eu não vejo mais esse problema. A concorrência sempre existe. Convivemos com a concorrência, hoje sem muitos problemas. Fazemos questão, inclusive, de ter uma participação muito grande na comunidade, envolvendo desde os nossos gerentes até os superintendentes, para trazer empresas para cá. Já fomos responsáveis por empresas que queriam vir. Oferecemos apoio para se instalarem aqui. Temos um bom relacionamento. E esse relacionamento se dá através de associação comercial, sindicatos. Claro que, se alguém está no ramo, ele não fica satisfeito porque o outro está crescendo, e ele ficando para trás. Mas não vejo grandes problemas hoje.”

Líder que serviu de inspiração - " Numa altura da vida, eu achei que, entre não ter nada ou estudar, o negócio era estudar. Percebi isso e botei na cabeça que tinha de estudar. Fui fazer o ginásio noturno na época. Botei na cabeça que queria ser agrônomo, fui para Curitiba, servi o Exército, e fiz o Científico num colégio estadual. Passei em Agronomia, entrei no sistema de extensão rural. Gostei disso, era o meu negócio. Gostava de agricultura. Tive alguns líderes, por exemplo, o pai de Roberto Rodrigues (Antonio José Rodrigues Filho), que foi o primeiro presidente da OCB, Então, não houve uma única pessoa líder, espelho mesmo. Fui bebendo de várias fontes e querendo fazer o melhor. E deu certo." (Revista Amanhã / Imprensa Coamo)

Para ler na íntegra, acesse http://www.amanha.com.br/posts/view/5895/vocacao-para-crescer

 

UNIUM: Intercooperação é uma das atrações da Expoleite

 

unium destaque 25 07 2018Com expectativa de receber em torno de 12 mil pessoas, a 46ª Expoleite irá apresentar, entre os dias 25 e 28 de julho, novidades do setor, incluindo avanços genéticos e tecnológicos. A feira acontece no espaço da Capal Cooperativa Agroindustrial, na cidade de Arapoti, e também irá mostrar a qualidade do rebanho local. O evento contará com palestras sobre sanidade, novas tecnologias, mulheres no cooperativismo e temas relacionados ao setor. Estandes de empresas que atuam no ramo poderão ser visitados e contarão com produtos e demonstração de técnicas de manejo para produtores. 

 

Um dos expositores será a Unium - marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal - que irá oferecer, além de degustação dos produtos da Alegra, exposição das farinhas Herança Holandesa e dos lácteos Colônia Holandesa e Naturalle.

 

Oportunidade - Para o gerente de marketing, Cracios Consul, essa é mais uma oportunidade de fortalecer a marca e seu pioneirismo no mercado. “Estamos apresentando o projeto de intercooperação para o setor. Somos os primeiros a criar uma marca para isso e essas oportunidades possibilitam que tenhamos um feedback do mercado”, afirma Consul. 

 

Feira de flores - Feira de flores e plantas ornamentais também serão atrações da Expoleite, além de uma praça de alimentação para que entidades beneficentes locais vendam seus produtos. Outra ação que está programada para às 16h30 do dia 25, é o Encontro de suinocultores, momento em que o superintendente da Alegra, Ivonei Durigon, fará uma apresentação sobre o Mercado de Suínos - Uma visão da Alegra. 

 

Abertura - Na quarta-feira (25/07), às 19h, será realizada a solenidade de abertura oficial da 46ª Expoleite, no Parque de Exposições da Capal. O ato contará com a presença dos diretores das cooperativas, convidados e participantes da Feira. Após a abertura, a Alegra também fará a entrega de um cheque simbólico com o valor arrecadado durante o Circuito Food Truck Alegra - realizado em maio- para o Lar Recanto dos Idosos de Arapoti.

 

Sobre a Unium - A Unium é a marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal e representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são reconhecidas pela qualidade e excelência, e entre elas está a Alegra. A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência. (Imprensa Unium)

 

SERVIÇO:

46ª Expoleite

Data: 25 a 28 de julho de 2018

Horário: 8h30 às 22h

Local: Parque de Exposições da Capal - Arapoti

Entrada gratuita

 

SICREDI: Sistema cooperativo lança programa para parceria com startups

 

sicredi 25 07 2018Com foco em parcerias e alternativas inovadoras, o Sicredi lança o Inovar Juntos, programa que reunirá startups para apresentar soluções para dez desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o Sicredi do ecossistema de startups, aportando mais inovação nos negócios e gerando mais valor aos associados da instituição financeira cooperativa. 

 

Aderência - O Sicredi, que conta com mais de 3,8 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal, abre o Inovar Juntos para startups de todo o País, que tenham aderência aos desafios traçados pela instituição financeira cooperativa e que já estejam em estágio de MVP (Produto Mínimo Viável) desenvolvido e validado ou mesmo que já tenham seu produto ou serviço disponível no mercado. 

 

Desafios - Entre os desafios, estão questões ligadas a otimizar a triagem de currículos; conectar associados pessoa jurídica e pessoa física (market place); gestão de gastos de viagens e reembolsos; segurança; coleta de dados para perfil de investidor; digitalização de documentos; gestão de benefícios; capacitação com gamification (gamificação); e processos internos de controles.

 

Primeira experiência - “Por ser a primeira experiência do Sicredi com este modelo de parceria, a escolha foi por processos internos e de menor complexidade, mas que trarão importantes benefícios para otimizar a nossa operação”, afirma Dagoberto Trento, gerente de PMO Corporativo do Banco Cooperativo Sicredi. “O Inovar Juntos integra um movimento para abrir ainda mais espaço para a inovação no Sicredi, acompanhando à nossa transformação digital que já vem sendo realizada. Além disso, esse é mais um passo para uma mudança de cultura que está acontecendo gradualmente em nossa instituição”, completa.

 

Seleção - Após a fase de inscrições, o Sicredi selecionará até 20 startups para um Pitch Day, no mês de setembro, em que as empresas pré-selecionadas apresentarão suas propostas ao Sicredi. As escolhidas passarão para as fases seguintes, na qual poderão testar a solução no ambiente do Sicredi. Por fim, haverá uma avaliação dos resultados para possível parceria comercial. 

 

Inscrições - As inscrições para participar do Inovar Juntos estão abertas no endereço https://lp.startse.com.br/programa/sicredi-startse.  

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. 

 

SICREDI UNIÃO: Encontro de Educação será realizado em Maringá, na sexta-feira

 

sicredi uniao 25 07 2018Na sexta-feira (27/07), das 7 às 17h30, em Maringá, será realizado o 2º Encontro de Educação da Sicredi União PR/SP. A iniciativa reunirá cerca de mil educadores da região noroeste do Paraná, que atuam na rede municipal de ensino e são participantes do Programa A União Faz a Vida (PUFV) da instituição financeira de crédito. O evento será no Fashion Hall, que fica na avenida Marcelo Messias Busiquia, 1133, no Parque Industrial.

 

Palestras - A programação inclui três palestras que serão conduzidas por profissionais renomados e reconhecidos internacionalmente na área da educação, como Zeca de Mello, José Pacheco e Emilia Ciapriano. Respectivamente, eles abordarão os temas: “Reaprender a aprender: desafio para pessoas e organizações”, “Comunidades de Aprendizagem” e “Reconstrução do conhecimento do professor como agente transformador do ato de educar”. 

 

Atualização de conhecimentos - O objetivo é aperfeiçoar e atualizar o conhecimento dos educadores envolvidos com o PUFV. As palestras também foram ministradas em Londrina, no último dia 20, e em Piracicaba nesta terça-feira (24/07), a fim de alcançar todas as regionais da Sicredi União.

 

Estímulo - Criado há mais de 20 anos pelo Sistema Sicredi, o PUFV é realizado em âmbito nacional e propõe metodologia de ensino que estimula os alunos a serem protagonistas no processo de aprendizagem. Dessa forma, a instituição financeira cooperativa busca contribuir com a sociedade por meio da melhoria da qualidade de ensino, já que considera a educação como um importante agente transformador do ser humano. Somente na área de abrangência da Sicredi União são 180 escolas, 3.200 professores e mais de 28 mil alunos atendidos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB NORTE DO PR: Coral da cooperativa se apresenta na Universidade Positivo em Londrina

 

O coral formado por colaboradores do Sicoob Norte do Paraná fez uma participação especial no encerramento da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da Universidade Positivo. A apresentação aconteceu no último dia 18, em Londrina.

 

Experiência mágica - A agente de relacionamento, Josiane de Souza Fernandes, participa do coral e conta que a experiência é mágica. “Cada apresentação é uma experiência diferente e motivadora, e acredito que este sentimento não é só causado em mim, mas em todos os integrantes do grupo, porque é unanime a paixão pela música e surreal a alegria que brilha na alma”, relata.

 

Contribuição - Além disso, Josiane conta que o coral teve uma importante contribuição em sua vida pessoal. “Quando recebi o convite para participar da Cantata de Natal em 2016, estava em um tratamento de depressão pós-parto e este movimento foi um caminho que favoreceu a cura”, explica.

 

Sobre o coral - O coral do Sicoob Norte do Paraná nasceu em 2012 e vai além de um projeto corporativo, pois extrapola os muros da cooperativa para alcançar a comunidade e também a vida pessoal dos oito colaboradores participantes. Além de contribuir para o fortalecimento emocional e para a autoestima, garante que eles que exerçam suas funções profissionais com alegria e engajamento.

 

Inscrições - O projeto está com inscrições abertas para novos integrantes. Para participar do coral, é preciso trabalhar na Unidade Administrativa do Sicoob Norte do Paraná ou em um dos seus pontos de atendimento de Londrina. Os interessados devem procurar pelo maestro Davi Luiz de Souza, que compõe a equipe jurídica da singular. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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PESQUISA: Simpósio divulga o uso de métodos rápidos para avaliar a qualidade dos grãos

 

pesquisa 25 07 2018As análises para determinar a contaminação e a qualidade tecnológica dos grãos sempre foram fatores limitantes à segregação pós-colheita, devido aos custos que dependiam de laboratórios especializados, demandando longos procedimentos e reagentes caros, inviabilizando a análise de grande volume de amostras. Apresentar novas técnicas em análises rápidas, mais acessíveis à cadeia produtiva, é a proposta do “Simpósio métodos rápidos para avaliar qualidade tecnológica e contaminantes em grãos”, que acontece de 7 a 9 de agosto, em Londrina, PR.

 

Integração - A técnica de análise rápida consiste na integração da espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS) e quimiometria (estatística associada a dados químicos) que trata os dados obtidos gerando modelos de calibração e de validação. Os métodos baseados em NIRS têm recebido atenção, especialmente devido à preparação mínima da amostra, rapidez, otimização de mão de obra e baixo custo. O tempo de análise requer dois minutos e o custo limita-se à obtenção dos modelos de calibração e manutenção periódica do equipamento. Com dispositivos NIRS portáteis, pesquisadores têm conseguido detectar com precisão e economia contaminantes presentes nesses alimentos, além disso, estes equipamentos permitem realizar análises fora do laboratório, de forma mais rápida e com menor custo.

 

Popularização - De acordo com a pesquisadora da Embrapa Trigo Casiane Tibola, os métodos baseados em espectroscopia têm sido popularizados, especialmente por possibilitarem a análise simultânea de vários parâmetros, por constituírem-se em uma técnica não destrutiva (permitindo a reutilização da amostra), por possuírem rapidez de processamento das informações e de fornecimento de resultados quantitativos, por não consumirem reagentes químicos nocivos ao meio ambiente e por serem menos laboriosos e de custo relativamente baixo, quando comparados aos métodos tradicionais.

 

Divulgação - O Simpósio tem o objetivo de divulgar as aplicações de espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS) e NIRS associado a imagens hiperspectrais, na avaliação de indicadores de qualidade e contaminantes em grãos. A programação vai contar com profissionais da Unicamp, UFSM, Cocamar, Cooperalfa, Vilma Alimentos, J. Macedo, CBO Análises, Up Science e Embrapa (unidades Milho e Sorgo, Soja, Trigo, Instrumentação e Informática  Agropecuária).

 

Inscrições - O investimento é de R$ 100,00, com vagas limitadas. As inscrições serão realizadas até dia 31 de julho de 2018, somente pelo site https://eventos.abrapos.org.br/metodosrapidos2018. A promoção é da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em parceria com a Abrapós (Associação Brasileira de Pós Colheita) e a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil). (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

SEMENTES E MUDAS: Reunião Técnica da CSM Paraná será realizada em Londrina

 

sementes mudas 25 07 2018A Comissão de Sementes e Mudas do Estado do Paraná (CSM) irá realizar encontro técnico nos dias nos dias 7 e 8 de agosto em Londrina, Norte do Paraná. A reunião contará com a presença de responsáveis técnicos e profissionais de empresas que atuam no segmento de sementes, além de auditores fiscais federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de renomados cientistas. A programação contempla palestras técnicas, discussões, intercâmbio de ideias, debates sobre a legislação, entre outras atividades.

 

Apoio - A Apasem – Associação Paranaense de Sementes e Mudas -  é uma das apoiadoras do evento e convida os profissionais ligados ao setor de sementes do Paraná a disponibilizarem suas agendas para este momento. “Além da troca de experiências técnicas, o encontro propicia o debate com os Auditores Fiscais Federais sobre a legislação, e ao mesmo tempo orienta sob aspectos legais ligadas as atividades relacionadas às sementes”, explica o diretor executivo da Apasem, Clenio Debastiani. 

 

Fiscalização - No primeiro dia do encontro, representantes do Mapa vão discorrer sobre o tema ‘fiscalização’ focando nas orientações técnicas e Sistema Integrado de Gestão da Fiscalização (Sigef). Já no segundo dia outros temas relevantes serão abordados como: “Produção de sementes de alta qualidade no Brasil”, “Situação de OC nas sementes de soja após mudança do padrão”, “Aspectos legais na produção de sementes”, “Avanços do melhoramento genético da soja” e “Perspectivas climáticas para a produção de sementes no inverno e verão”. Neste dia também está previsto uma visita às instalações de pesquisa da Embrapa Soja. (Assessoria de imprensa do evento)

 

SERVIÇO 

Reunião Técnica da CSM Paraná 2018 

Data: 07 e 08 de agosto de 2018 na cidade de Londrina/PR.

Público: responsáveis técnicos por produção de sementes, equipes comerciais de empresas e auditores fiscais federais.

Investimento: R$ 140,00

Inscrições e informações: www.csmparana.com.br

Inscreva-se acessando: csmparana.com.br

 

AVICULTURA: O primeiro dia do Encontro Técnico Avícola em Maringá

 

Com 650 participantes, começou na manhã de terça-feira (24/07) em Maringá (PR) a 9ª edição do Encontro Técnico Avícola, uma das mais importantes realizações do segmento de avicultura industrial no país, que segue até quinta-feira (26) no Centro de Eventos Vivaro. A iniciativa é da Companhia Internacional de Logística S/A (Integra) e do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). 

 

Fortalecimento - Ao participar da abertura, no início da noite, o presidente da Integra, Paulo César Massaro Thibes Cordeiro, destacou a importância do encontro para o fortalecimento da cadeia avícola, sendo “a oportunidade para ampliar conhecimentos e estabelecer parcerias”. Por sua vez, o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, lembrou que o Paraná lidera em produção, sanidade, exportação e biossegurança: “da porteira para dentro, somos referência”. Ele disse também que os produtos paranaenses e brasileiros seguem para cerca de 200 destinos pelo mundo, o que atesta sua qualidade, e que o evento contribui para “aprimorar ainda mais os profissionais do setor”. 

 

Desafios - Impactos diretos na atividade, como a greve dos caminhoneiros, a redução dos volumes de exportação e a maior oferta de carne no mercado interno, foram lembrados pelo coordenador do comitê técnico do encontro, Jeferson Vidor, que também falou na abertura. Segundo ele, são desafios a serem superados: “Nosso negócio é a avicultura e vamos fazer a nossa parte”. 

 

Agilizar - Representando a governadora Cida Borghetti, o chefe do Núcleo da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Maringá, Lindalvo José Teixeira, anunciou que o governo pretende acelerar o licenciamento ambiental para a instalação de granjas avícolas e reduzir a burocracia.  Ao finalizar a cerimônia, o prefeito em exercício, Edson Scabora, cumprimentou os participantes e parabenizou os realizadores pelo evento. Em seguida, o convidado especial, Arnaldo Jabor, fez palestra sobre o Contexto Econômico e Político Brasileiro. 

 

Mais rigor - As primeiras duas palestras técnicas do evento aconteceram no período da tarde. Na primeira, o médico-veterinário e diretor da Mercolab, Alberto Back, destacou a necessidade de haver mais rigor nos ambientes de produção, para o efetivo controle da salmonela. “As soluções não virão da Europa ou dos Estados Unidos, mas do desenvolvimento dos nossos próprios conhecimentos”, citando que todos os setores envolvidos na cadeia estão empenhados em promover melhorias. 

 

Evoluir - A busca contínua por melhor eficiência foi o tema abordado pelo especialista em processos de qualidade, Eder Barbo, fazendo referência às condenações em frigorífico e a campo, que implicam no rendimento. “Temos clima, matéria-prima e todas as condições favoráveis que nos permitem evoluir mais”, completou. (Flamma Comunicação)

TRANSPORTE: Agroindústrias investem em caminhões

 

transporte 25 07 2018Alvo de duras críticas de produtores, agroindústrias e tradings, a tabela de preços mínimos de fretes rodoviários que aguarda sanção do presidente Michel Temer, estimula um número cada vez maior de projetos que preveem a criação ou o reforço de frotas próprias de caminhões para o escoamento das safras. Para cargas a granel como soja e milho, os valores de fretes para longas distâncias até agora propostos representam, em média, altas de cerca de 30% a 50% em relação aos que vinham sendo praticados, de acordo com estimativas.

 

Contra - Maior exportadora de soja brasileira, a americana Cargill, que desde a primeira versão da tabela de fretes, usada por Brasília para encerrar definitivamente a recente greve dos caminhoneiros, posicionou-se veementemente contra o tabelamento, voltou a sinalizar que poderá investir em uma frota própria para entrar em operação já nesta safra 2018/19.

 

Repensar - "Com o tabelamento, indústrias e exportadores terão que repensar a forma como irão operar no Brasil", disse, em comunicado, Paulo Sousa, diretor de grãos e processamento da companhia para a América Latina.

 

Ruptura - Segundo ele, a intervenção do governo no mercado de fretes cria "uma ruptura no funcionamento natural da cadeia de suprimentos e desequilibra os contratos, a ponto de comprometer a confiança na expansão sustentável do agronegócio", além de abrir caminho "para oportunistas trabalharem na informalidade". Nesse contexto, a Cargill reforçou que analisa para a safra 2018/19 adquirir frota própria de caminhões e contratar motoristas.

 

Coamo - A paranaense Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina e outra grande exportadora de grãos, tem sobre a mesa um projeto até mais avançado. O grupo, com sede no município de Campo Mourão, acaba de fechar a aquisição de 152 novos caminhões, que já havia sido aprovada para renovar sua frota própria de 280 veículos. Mas a Coamo só decidirá se de fato seguirá o roteiro previsto e venderá um número semelhante ao total adquirido, que estará à disposição até janeiro, depois que uma tabela definitiva de fretes entrar em vigor.

 

“Frota dedicada” - Além dos caminhões próprios, a Coamo opera uma "frota dedicada" de cerca de 600 veículos que pertencem a transportadoras. A cooperativa, que movimenta mais de 10 milhões de toneladas de cargas a granel anualmente, também contrata junto a transportadoras serviços para agilizar o escoamento em picos de colheita e, eventualmente, recorre a fretes no mercado spot. A frota própria, composta basicamente por bitrens de sete eixos, responde por 15% da movimentação total de cargas a granel do grupo.

 

Aumentos - Segundo Airton Galinari, superintendente de logística e operações da Coamo, os últimos valores apresentados pelo governo para os fretes chegam a representar aumentos de 80% a 100% em relação aos custos da frota própria - que normalmente opera em curtas distâncias, nas rotas que chegam às cerca de 60 lojas de insumos, peças e maquinários da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul - e de 50% na comparação com os custos da "frota dedicada" de 600 caminhões.

 

Aquisição - Maior empresa de proteínas animais do país, a JBS também está se mexendo por causa do encarecimento dos fretes rodoviários. A companhia acaba de fechar a aquisição de 360 caminhões e estuda ampliar essas compras caso os fretes não sejam revistos, disse uma fonte próxima à empresa de carnes. A frota própria da JBS - que, procurada, preferiu não comentar o assunto - representa mais ou menos um terço do número total de caminhões utilizados em suas operações.

 

Avaliação - Fontes do setor de agronegócios consultadas pela reportagem nos últimos dias afirmaram que é difícil encontrar produtores ou empresas que não estejam avaliando contar com transporte próprio para amenizar a alta dos fretes.

 

Laticínios - Exemplo desse movimento são os laticínios, que reclamam do grande peso dos custos com transporte em suas contas. "O setor do leite trabalha exclusivamente com transporte rodoviário e não tem alternativa. Dessa forma, o impacto será mais expressivo no produto", afirmou Alexandre Guerra, presidente do Sindilat, que representa os laticínios gaúchos e defende a livre negociação dos fretes. "Não existe espaço para a adoção de tabelas de valores mínimos. Esse custo quem vai pagar é o consumidor", acrescentou ele em comunicado.

 

Absorção - O Sindilat confirmou que, para driblar a alta nos custos, algumas empresas do segmento estudam absorver a atividade de transporte ou pelo menos parte dela - alguns laticínios já são responsáveis pela captação do leite nas fazendas produtoras.

 

Risco - Para o dirigente, o risco é que o encarecimento do frete leve à revisão de rotas de coleta de leite, o que poderia até acarretar abandono de áreas de pouco volume de produção da matéria-prima. Outra que se debruça sobre a equação dos custos de transporte é a Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do país. 

 

Chance - "Achamos que a chance do tabelamento dar certo é nenhuma. Mas, no limite, faríamos frotas próprias", afirmou Paulo Roberto de Souza, presidente da companhia, ao Valor. Segundo ele, a Copersucar é menos atingida pela medida porque 60% de sua movimentação já se dá por meio de ferrovias. Mas o restante é movimentado em rodovias e justificaria uma frota própria. (Valor Econômico)

 

MILHO: Brasileiro assume a presidência da Maizall, união entre Estados Unidos, Brasil e Argentina

 

milho 25 07 2018Na manhã desta terça-feira (24/07) do Global Agribusiness Forum (GAF) foi passada a presidência da Maizall para o produtor brasileiro, Cesário Ramalho. A aliança internacional reúne as entidades representativas do Brasil, Estados Unidos e Argentina, o que representa aproximadamente 50% da produção global de milho, e detêm cerca de 70% do comércio mundial do cereal. 

 

Formação - A Maizall é formada pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Conselho de Grãos dos Estados Unidos (US Grains Council), Associação dos Produtores de Milho dos Estados Unidos (National Corn Growers Association) e Associação Argentina dos Produtores de Milho e Sorgo (Maizar).

 

Carreira - Cesário, por sua vez, já foi presidente da Sociedade Rural Brasileira, Agrishow, Câmara Setorial do Milho e Sorgo do Ministério da Agricultura, Federação das Associações Rurais do Mercosul (FARM), bem como diretor de diversas entidades, como, por exemplo, a própria Abramilho, ACSP, Fiesp, entre outros. Atualmente, é presidente do Conselho do Global Agribusiness Forum (GAF) e vice-presidente da Abramilho.

 

Sobre a Maizall - Criada em 2013, a Maizall tem como objetivo estimular a produção global de milho, como política fundamental para garantir a segurança alimentar do planeta. O grão é o principal insumo utilizado na cadeia produtiva das carnes (bovina, suína e aves). “É nosso papel assegurarmos a oferta mundial de proteína animal, que cresce de maneira exponencial, especialmente na Ásia” comenta Cesário.

 

Bandeiras - Entre as principais bandeiras da Maizall destacam-se, ainda, trabalhar pela expansão da biotecnologia no campo como tecnologia indispensável para obtenção de ganhos de produtividade, bem como pelo melhor entendimento do consumidor acerca dos benefícios dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) para produção sustentável de alimentos.

Entre outras causas, a Maizall defende o estímulo à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, bem como a adoção de políticas governamentais de equivalência regulatória de OGMs entre os países produtores e consumidores, que facilitem o comércio internacional de alimentos e produtos agrícolas.

 

Outro patamar - “A produção de milho assumiu outro patamar no Brasil nos últimos anos, a partir da introdução de novas tecnologias, que fizeram, por exemplo, com que a segunda safra do grão ultrapassasse a de primeiro ciclo. Com este avanço, o País também abriu uma nova janela de oportunidades, com as exportações ganhando destaque. Ademais, o advento do etanol de milho no Brasil é outro fator crucial para o desenvolvimento desta cadeia produtiva”, afirma Cesário Ramalho. 

 

Sucessão - Ramalho sucederá a norte-americana Pamela Johnson. Produtora do Estado de Iowa, e grande defensora das questões agrícolas e de desenvolvimento econômico rural em nível internacional. Pamela foi, ainda, presidente da Associação dos Produtores de Milho dos EUA, e trabalhou em questões de política agrícola, incluindo a aprovação da lei agrícola norte-americana de 2014.

 

Satisfação - “Para mim é uma grande satisfação estar no Brasil e poder passar a presidência para um produtor que, assim como eu, é engajado em construir uma agricultura sustentável e principalmente preocupado em alicerçar o nosso setor em bases fortes’, finaliza a ex-presidente. (Assessoria de Imprensa)

 

USDA: Estados Unidos anunciam ajuda de US$ 12 bilhões a setor agrícola

 

usda 23 07 2018O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (24/07) um pacote de ajuda de US$ 12 bilhões para agricultores do país. A medida tem como objetivo proteger os produtores rurais americanos das retaliações comerciais que os EUA têm sofrido depois que impuseram a vários países tarifas de 25% à importação de aço e 10% ao alumínio, além de outras sobretaxas sobre US$ 34 bilhões em produtos da China que já estão em vigor.

 

Declaração - “As ações de hoje são uma declaração firme de que outras nações não podem intimidar nossos produtores agrícolas e forçar os EUA a cederem”, disse o secretário de agricultura americano, Sonny Perdue, durante entrevista por telefone, para revelar o programa. “Este governo não vai ficar parado enquanto os nossos produtores agrícolas, que trabalham duro, suportam o peso de tarifas não-amigáveis e ilegais”, acrescentou.

 

Mecanismos - Para entrar em vigência a partir do Dia do Trabalho, que nos EUA será celebrado no dia 3 de setembro, o governo Trump utilizará três diferentes mecanismos do Departamento de Agricultura de assistência direta aos fazendeiros: compra e distribuição de alimentos e promoção comercial. Esse suporte será concedido por meio do Commodity Credit Corporativon (CCC), uma divisão do Departamento de Agricultura que foi criada em 1933 para dar assistência financeira aos fazendeiros.

 

Programa existente - De acordo com o jornal "The Washington Post", a CCC foi criada durante a Grande Depressão, nos anos 1930. Por se tratar de um programa já existente, Trump não precisará buscar o apoio do Congresso. O CCC pode tomar até US$ 30 bilhões de financiamento do Tesouro americano para "estabilizar, dar suporte e proteção à renda dos agricultores e aos preços agrícolas".

 

Motivação eleitoreira O pacote, que será direcionado a agricultores de regiões onde Trump obteve maioria nos votos da eleição presidencial de 2016, visa ajudar produtores de soja, leite e porco, entre outros, antes das eleições legislativas de novembro, nas quais o Partido Republicano teme perder as maiorias que atualmente possui na Câmara dos Deputados e no Senado.

 

Expectativa - O presidente Donald Trump e funcionários da Casa Branca esperam que o plano acalme temporariamente o desconforto de grupos agrícolas, mas pode também incentivar debates sobre resgates financiados pelos contribuintes e o grau em que a estratégia comercial de Trump está levando a custos imprevistos.

 

Críticas - Após os primeiros relatos sobre a possibilidade do anúncio do pacote na terça-feira, surgiram críticas de membros tanto do Partido Republicano como do Partido Democrata com argumentos de que a medida pode causar distorções no mercado por pagar aos agricultores pelos produtos que podem acabar não produzindo e que o plano equivalerá a uma espécie de programa de bem-estar aos agricultores americanos. (Valor Econômico, com agências internacionais)

 

Foto: Pixabay

 

BNDES: Banco tem desembolso mais fraco em quase 20 anos

 

bndes 25 07 2018O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve este ano o pior volume de desembolsos entre janeiro e junho para um primeiro semestre neste século. O desempenho da instituição reflete a dificuldade de recuperação da economia brasileira e os problemas encontrados no início do ano na mudança da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para a Taxa de Longo Prazo (TLP). Entre janeiro e junho, o banco de fomento emprestou R$ 27,8 bilhões, acima apenas dos R$ 20,9 bilhões dos seis primeiros meses de 2000.

 

Abaixo - O montante ainda fica 17% abaixo dos R$ 33,5 bilhões desembolsados no primeiro semestre do ano passado. Um alento veio das consultas, que subiram 3,5% na comparação com os seis primeiros meses de 2017, para R$ 49,7 bilhões. Já os enquadramentos somaram R$ 47,5 bilhões, aumento de 9,19% ante primeiro semestre de 2017 e as aprovações atingiram R$ 30,3 bilhões, 10,08% abaixo de igual período no ano passado.

 

Arrefecimento - Para o chefe do Departamento de Pesquisa Econômica da Área de Planejamento Estratégico da instituição, Fábio Giambiagi, o ritmo de queda dos desembolsos já arrefeceu no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano. Ele ressalta que esse recuo no primeiro trimestre ante o primeiro trimestre de 2017 foi de 26%, enquanto no segundo trimestre - na comparação com igual período do ano anterior - foi de 10%.

 

Mudança - "Tivemos uma mudança importante na TLP, o que num primeiro momento envolveu certa contenção dos desembolsos porque houve uma necessidade de adaptação", diz Giambiagi, ressaltando que as operações já voltaram à normalidade. "Mas o baque vai ficar nas estatísticas

do banco até o fim do ano", acrescenta.

 

Elementos - Giambiagi diz ainda que três elementos atrapalharam a recuperação da economia do país, refletindo diretamente na disposição dos empresários para tomar empréstimos no banco de fomento: o estresse eleitoral, a alta das taxas de juros no exterior e a greve dos caminhoneiros. Para ele, a economia em junho "começou a recuperar, com indicadores bons".

 

Avanço - Giambiagi diz que a economia está "relativamente arrumada", pronta para avançar quando houver maior demanda por investimentos no país. "Os empresários estão em modo de espera. Eu diria que o 'boom' de desembolsos virá em 2020. Agora tem altos e baixos", ressalta.

 

MPMEs - Giambiagi também chama a atenção para o aumento da participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) na composição dos empréstimos do banco. No primeiro semestre foram R$ 13,5 bilhões liberados para o segmento, 48,6% do total emprestado no período. Entre janeiro e junho de 2017, as MPMEs haviam recebido R$ 13,3 bilhões, 39,7% do total. "Queremos brigar contra essa marca associada ao banco como o banco das grandes empresas. Nos últimos tempos viramos o banco das MPMEs", diz Giambiagi.

 

Infraestrutura - Outro ponto de destaque no primeiro semestre foram os R$ 11 bilhões destinados à infraestrutura, ou 39,7% do total emprestado. Já a indústria recebeu R$ 5,109 bilhões, 18,4% do total, embora as consultas ao setor tenham subido 65%, para R$ 16,9 bilhões devido a uma consulta específica em abril no setor de material de transporte. "Esperamos que, entre 2015 e 2025, os carros-chefe do banco sejam a infraestrutura e as MPMEs", afirma o chefe do Departamento de Pesquisas Econômicas.

 

Desembolsos - Os dados exclusivos de junho também mostram queda nos desembolsos. Os R$ 5,529 bilhões do mês passado ficaram 22% abaixo dos R$ 7,091 bilhões de maio e 8,62% aquém dos R$ 6,051 bilhões de junho do ano passado. O desempenho em junho também foi o menor para o mês desde 2000.

 

Desempenho negativo - Neste caso, a infraestrutura foi um dos segmentos que mais contribuíram para o desempenho negativo de liberações. No mês, os desembolsos para o setor somaram R$ 1,909 bilhão, 46,4% abaixo de maio de 2018 (R$ 3,562 bilhões); e 2,84% inferiores ao de junho de 2017 (R$ 1,965 bilhão).

 

Consultas - Em termos de consultas, foram R$ 7,738 bilhões no mês passado, 39,3% abaixo dos R$ 12,756 bilhões de maio e 27,4% a menos que os R$ 10,672 bilhões de junho do ano passado. Para as consultadas, foi o pior mês de junho desde 1997.

 

Comparações - Em 12 meses, os desembolsos também mostram queda nas principais comparações. Entre julho do ano passado e junho deste ano, foram liberados R$ 66,6 bilhões pelo banco, queda de 0,77% ante os R$ 67,2 bilhões dos 12 meses encerrados em maio. Na comparação com o período de 12 meses encerrado em junho do ano passado, a que é mais expressiva, com um recuo de 22,6% ante os R$ 86,2 bi dos 12 meses terminado naquele mês.

 

Queda - Em relação à infraestrutura, os R$ 26,3 bilhões desembolsados nos 12 meses encerrados em junho significaram queda de 0,21% ante os 12 meses encerrados em maio. Já na indústria foram liberados R$ 13,5 bilhões nos 12 meses encerrados no mês passado, uma alta de 2,06% ante os R$ 13,2 bilhões emprestados pelo banco entre julho de 2016 e junho do ano passado. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Mercosul e Aliança do Pacífico alinhavam acordo

 

internacional 25 07 2018Reunidos pela primeira vez, os presidentes dos países do Mercosul e da Aliança do Pacífico assinaram nesta terça-feira (24/07) uma declaração conjunta visando a integração dos dois blocos e fizeram uma defesa enfática do multilateralismo em meio a um cenário global de guerras comerciais e de crescimento do protecionismo.

 

Compromisso - O primeiro ponto do documento traz um compromisso com a preservação e o fortalecimento do sistema multilateral de comércio, "baseado em regras, aberto, não discriminatório e equitativo, no marco na Organização Mundial do Comércio".

 

Demonstração política - A declaração é vista como demonstração política de que a América Latina caminha em direção oposta às rupturas em gestação ao redor do mundo, como o Brexit, a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a possível revisão do Nafta, acordo comercial entre os países da América do Norte.

 

Aproximação - A aproximação entre os quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os quatro da Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Chile e Peru) começou em 2014 e visa uma futura integração entre os dois blocos, que juntos representam 90% do produto interno bruto e 80% da população da América Latina.

 

Anexos - Os anexos da declaração conjunta trazem um plano de ação para avanço da integração em 12 áreas, com destaque para barreiras não-tarifárias, cadeias regionais de valor, facilitação de comércio, serviços e investimentos.

 

Barreiras não-tarifárias - No caso das barreiras não-tarifárias, a orientação dos presidentes é de que não sejam aplicadas de forma desnecessária entre os países membros dos dois blocos. As equipes técnicas vão trabalhar junto com o setor privado para levantar as principais barreiras que poderiam ser removidas.

 

Facilitação - No capítulo de facilitação do comércio, foi definida a realização, ainda este ano, de uma oficina com especialistas de todos os países para trocar experiências sobre o funcionamento das certificações digitais e fitossanitárias, bem como uma nova reunião para tratar de temas aduaneiros.

 

Tentativa - Também está prevista uma tentativa de ampliar a cooperação regulatória entre os países membros. Alguns setores econômicos prioritários e de interesse comum serão escolhidos para que seja avaliada a possibilidade de coordenação das principais regras.

 

Outros acordos - Os países do Mercosul já têm acordos de livre comércio, individuais e em bloco, com três países da Aliança do Pacífico (Peru, Colômbia e Chile), restando apenas um aprofundamento dos negócios com o México. Ainda não há, contudo, nenhuma expectativa concreta de avanço nas relações com os mexicanos, que hoje estão mais concentrados na revisão do Nafta, acordo de livre comércio que eles mantêm com os Estados Unidos e o Canadá.

 

Revisão - Ícone da ruptura do multilateralismo, o presidente americano, Donald Trump, quer uma profunda revisão do Nafta. Os mexicanos, que concentram 80% do seu comércio com os Estados Unidos, estão totalmente focados em resolver essa negociação antes de pensarem em novos acordos.

 

Agosto - O presidente do México, Enrique Peña Nieto, tem dito que espera resolver a questão até o fim de agosto, mas não há nenhuma indicação de que isso vá mesmo ocorrer. Esta semana, representantes do governo mexicano vão receber a visita da equipe econômica canadense para debater o assunto.

 

Oportunidade - Para o Brasil, um eventual afrouxamento do Nafta pode representar uma grande oportunidade em vários produtos. O presidente Michel Temer ouviu de Peña Nieto que há interesse em comprar mais do Brasil, mas qualquer movimento depende do desfecho do Nafta.

 

Soma - No ano passado, o comércio bilateral com o México ficou em US$ 8,5 bilhões, abaixo do recorde histórico, atingido em 2012, quando alcançou os US$ 10 bilhões. As trocas estão concentradas em automóveis, autopeças, produtos químicos e carne de frango.

 

Cota - Temer pediu ao colega mexicano que a cota para compra de frango brasileiro sem tarifas, hoje em 300 mil toneladas, fosse aumentada. Em um eventual colapso do Nafta, o Brasil seria o principal candidato a abastecer o México com essa proteína, hoje majoritariamente fornecida pelos Estados Unidos. Peña Nieto, no entanto, pediu paciência. (Valor Econômico)

 


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