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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4374 | 19 de Julho de 2018

SICREDI: Ação com liderança feminina é premiada com o Athena Award na Conferência do Woccu

 

sicredi 19 07 2018No 3º dia da Conferência do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, em Singapura, também foram discutidas tendências mundiais em serviços financeiros e futuro do agronegócio

No seu terceiro dia, em 17 de julho, a Conferência do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla em inglês), em Singapura, concedeu ao Sicredi um outro importante reconhecimento internacional: o Athena Award 2018. Inspirada pela deusa da mitologia grega que representa força, coragem e sabedoria, a premiação é conferida às instituições financeiras ou executivos e executivas que contribuíram para o desenvolvimento de lideranças femininas no cooperativismo de crédito. 

 

Reconhecimento - Para Manfred Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho do Woccu, este prêmio é um mais um notável reconhecimento ao trabalho de inclusão feminina realizado pelas cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi, que implementaram a primeira Sister Society brasileira – grupo de mulheres líderes engajadas com a causa feminina e o cooperativismo de crédito. "Queremos as mulheres ainda mais atuantes em nossas 116 cooperativas de crédito, participando ativamente dos comitês e diretorias, fazendo juntos a diferença", destacou Dasenbrock.

 

Fórum do Futuro - Durante a programação do dia, integrantes do Sicredi também participaram do Fórum do Futuro, encontro que tem como objetivo destacar as tendências do cooperativismo de crédito. Os principais tópicos debatidos pelos participantes foram a cibersegurança, Fintechs, Blockchain e InsurTech. Entre os representantes do Sicredi, estiveram: Arnaldo Martim Zalewski, presidente da Cooperativa Sicredi Planalto Gaúcho RS/SC; Luiz Hoflinger, presidente da Cooperativa Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ; Márcio Port, vice-presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste; Sadi Bento Rigotti, presidente da Cooperativa Sicredi Ibiraiaras RS; e Wellington Ferreira, presidente da Cooperativa Sicredi União PR/SP.  

 

Potencial - Ainda na terça-feira (17/07), Marcos Jank, CEO da Asia Brasil Agro Aliance, em jantar promovido pelo Sicredi e a convite da instituição financeira cooperativa, palestrou sobre o potencial do cooperativismo de crédito diante do contínuo crescimento econômico de países asiáticos. “Essa região tem importado muitos produtos da indústria agrícola do Brasil e tem potencial para comprar ainda mais, principalmente açúcar, etanol e carne", apontou.

 

Woccu - O Woccu (World Council of Credit Unions) é a associação comercial e agência de desenvolvimento para as cooperativas de crédito em todo o mundo. A entidade oferece programas para fomentar o cooperativismo de crédito entre os parceiros, como o desenvolvimento de redes integradas de negócios, apoio às comunidades em risco, além de promover a reforma legislativa e o desenvolvimento do sistema regulatório. Além disso, o Woccu também atua para promover o desenvolvimento sustentável das cooperativas de crédito por meio de programas de assistência técnica a fim de fortalecer o seu desempenho financeiro e alcance em âmbito mundial.

 

Apoio - As inscrições da delegação do Sicredi na Conferência Mundial do Woccu contaram com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,8 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

 

SICREDI UNIÃO: Programa A União Faz a Vida comemora 10 anos com palestras sobre educação

 

sicredi uniao 19 07 2018Os 10 anos do Programa “A União Faz a Vida” na área de atuação da instituição financeira cooperativa Sicredi União PR/SP serão comemorados, na região de Londrina, nesta sexta-feira (20/07), com uma programação que inclui palestras de educadores que têm trabalhos reconhecidos internacionalmente.

 

Local - A programação será no Buffet Laguna, a partir das 8 horas, com café da manhã recepcionando os cerca de 600 convidados, todos envolvidos com o desenvolvimento do programa nas escolas da região.  

 

Primeira palestra - A primeira palestra, marcada para 9h20, será do educador Jean Sigel, sobre “Criatividade na Educação: A arte de imaginar e realizar o futuro”. Sigel é co-fundador da Escola de Criatividade, palestrante, professor, colunista e empreendedor, especialista em projetos de criatividade empresarial, comunicação e marketing. Ele atuou por dez anos como coordenador do Fórum Econômico Mundial - Davos/Suiça e do WTTC - World Travel&Tourism Council.

 

Trabalhos da tarde - Os trabalhos da tarde serão abertos com a professora doutora Emília Cipriano, a partir das 13 horas, que falará sobre “Reconstrução do conhecimento do professor como agente transformador do ato de educar”. Emilia Cipriano tem larga experiência na área educacional, atuando, principalmente com educação infantil, formação de educadores, política de educação infantil, creche, políticas públicas e proposta pedagógica.

 

Comunidades de Aprendizagem - A terceira e última palestra será de José Pacheco, agendada para 14h30, sobre “Comunidades de Aprendizagem”. Português, Pacheco tem uma forma bem particular de olhar para o processo educacional. Ele é um crítico do sistema tradicional de ensino, o qual considera uma forma obsoleta de reprodução de conteúdo que deixa a desejar naquilo que, para ele, é o mais importante objetivo educacional: a humanização do indivíduo. Ele defende uma escola sem turmas, sem ciclos, sem testes ou exames, sem reprovações, sem campainhas. É indutor de mais de 100 projetos para uma nova Educação no Brasil e colaborador voluntário no Projeto Âncora, que segue o mesmo método de ensino da "Escola da Ponte, uma escola liceal sem séries, sem prova, sem "aula" e focada na autonomia e protagonismo do aluno que ele próprio tinha sido o mentor, nos anos 70 no Norte de Portugal.

 

Iniciativa social - O Programa “A União faz a Vida” é a principal iniciativa social da Sicredi. De acordo com Gisely Almeida, assessora de Programas Sociais, o programa propõe um novo jeito de ensinar, onde o aluno é protagonista e não um mero receptador de informação. “Ele começa a aprender e a contribuir com a construção do conhecimento, com o planejamento do que ele irá estudar. O educador (professor), por sua vez, passa a ser o orientador e não mais o fazedor. Trata-se de uma metodologia de ensino criada por mestres e doutores da área da educação, ou seja, por pessoas altamente capacitadas, onde tudo foi pensado de forma que criemos cidadãos cooperativos”, explica. 

 

Abrangência - Criado há 23 anos, o programa é realizado em âmbito nacional. Somente na região de abrangência da Sicredi União PR/SP – Norte e Noroeste do Paraná e Centro Leste Paulista - são 180 escolas, 3.200 professores e mais de 28 mil alunos envolvidos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB UNICOOB: Sistema participa do 13º Encontro Regional de RPPS em Guarapuava

 

sicoob unicoob 19 07 2018No último dia 13, a equipe do setor de Inteligência de Mercado da Central Unicoob participou do 13º Encontro Regional de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), promovido pelo Instituto de Previdência Guarapuava Prev, em parceria com a Associação Paranaense das Entidades Previdenciárias do Estado e dos Municípios (Apeprev). O evento, que aconteceu em Guarapuava, contou com a participação de 48 municípios e aproximadamente 200 pessoas.

 

Palestras - Destinado ao aperfeiçoamento do público associado, o encontro teve diversas palestras acerca do tema previdenciário, além de esclarecer possíveis dúvidas sobre as atividades e processos da área. Entre os assuntos abordados nas palestras estavam contabilidade, mercado financeiro voltado à gestão de recursos dos aposentados, assentamentos funcionais e benefícios previdenciários.

 

Patrocinador - Além da participação dos colaboradores da Inteligência de Mercado, o Sicoob Unicoob também marcou presença como um dos patrocinadores do encontro. Segundo a analista de Apoio ao Negócio, Dayane dos Santos, o encontro foi uma oportunidade de estreitar o relacionamento com os institutos de previdência do Paraná vinculados à associação, afim de captar recursos para o Fundo de Investimento gerido pelo Bancoob Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), destinado a esse público.

 

Novos negócios - “Tivemos o propósito de gerar novos negócios para as cooperativas no segmento do Poder Público. Além disso, na vertente de captação, a integração com esse público é de grande importância, pois tivemos a oportunidade de apresentar uma nova opção de investimento, o Fundo Sicoob Previdenciário, e contribuir para a diversificação do portfólio dos institutos”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

INSTITUTO SICOOB I: Fundada a primeira cooperativa mirim da região de Cascavel

Dezessete crianças, entre 07 e 14 anos, fundaram no condomínio Terra Nova I, em Cascavel (PR), a primeira Cooperativa Mirim da região, a Cooten I (Cooperativa Terra Nova I). As tividades para a constituição se iniciaram ainda em fevereiro deste ano onde, por meio de uma sensibilização sobre o programa Cooperativa Mirim, foi demonstrado o interesse em participar e buscar melhores oportunidades de inclusão e transformação local aos pais e filhos por intermédiodo cooperativismo.

Objetivo - Dirigido e coordenado pelos próprios associados mirins, a Cooten I, tem como objeto de aprendizagem a confecção de jogos cooperativos e educativos com materiais recicláveis. “Me sinto muito grata pela oportunidade que o Instituto Sicoob está me proporcionando em poder participar de um programa tão grandioso e tão eficaz na ponta. Ver a transformação dessas crianças em três meses de processo de constituição foi algo incrível porque quando plantamos a semente do cooperativismo e do empreendedorismo nós sabemos que não há limite. Então vai ser um sucesso, já está sendo um sucesso”, descreve a Coordenadora de responsabilidade social do Sicoob Credicapital e Pessoa de Apoio Estratégico do instituto Sicoob, Vanessa Mota.

Valores e princípios- O programa, iniciativa do Instituto Sicoob com o apoio da Cooperativa Sicoob Credicapital tem como objetivo disseminar os valores e princípios do cooperativismo, promover atividades econômicas, sociais e culturais, além de estimular o empreendedorismo e formar novos líderes comunitários. "O programa Cooperativa Mirim tem uma importância muito grande para todos nós porque, além de estar ensinando as crianças, por meio prático os valores e princípios do cooperativismo, está também fazendo com que a criança desenvolva o respeito a si própria, aos companheiros de grupo e, por fim, respeite a comunidade onde ela está inserida", exemplifica o presidente da Cooperativa Sicoob Credicapital, Guido Brisolin Júnior. Atualmente, já são 18 Cooperativas Mirins fundadas entre os estados do Pará e Paraná, com mais de 585 associados mirins. (Imprensa Instituto Sicoob)

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INSTITUTO SICOOB II: Professores de Campo Grande recebem capacitação do Programa Cooperjovem

 

instituto sicoob 19 07 2018No último dia 13, foi realizada em Campo Grande (MS) a primeira capacitação do Programa Cooperjovem para 18 professores da Escola Municipal José de Souza. O programa, criado pelo Sescoop e aplicado pelo Instituto Sicoob, tem apoio da OCB/MS e do Sicoob Horizonte, cooperativa que atua como parceira e participa das atividades educativas desenvolvidas.

 

Disseminação - O objetivo é disseminar o cooperativismo entre os jovens nas escolas, com a inserção de uma proposta educacional baseada nos princípios, valores e práticas que embasam a doutrina cooperativista.

 

Formação e material de suporte - Para isto, os professores recebem formação e material de suporte para trabalhar o tema cooperação no contexto de todas as disciplinas da grade curricular. Com a capacitação, eles se estão aptos a desenvolver projetos voltados à escola e comunidade em que estão inseridos.

 

Proposta interessante - “É uma proposta bastante interessante e que tem certamente muitos bons resultados a serem alcançados. Traz em sua essência um grande desafio, que é a transformação social e a superação de questões da comunidade local”, afirma o professor José Rodrigo Novaes Lira, que participou do curso. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

 

SICOOB METROPOLITANO: Cooperativa recebe visita de dirigentes da Sancor Seguros

 

sicoob metropolitano 19 07 2018No dia 6 de julho, o Sicoob Metropolitano recebeu a visita do presidente da Sancor Seguros do Brasil, Leandro Poretti e o diretor de Negócios Internacionais e Especiais do Grupo Sancor Seguros da Argentina, Edgardo Bovo.

 

Estrutura - Durante a visita, eles foram recebidos pelo diretor-presidente, Ideval Luis Curioni e pelo diretor de mercado, Vanderlan Pedro da Silva, que apresentaram a estrutura da Unidade Administrativa da singular e a Evoa aceleradora. Em seguida, se reuniram para tratar sobre estratégias de comercialização dos produtos Sancor.

 

Honra - “É uma honra recebê-los em nossa cooperativa. Além de ser uma oportunidade para troca de experiências, podemos mostrar um pouco sobre nossas estratégicas e fortalecer cada vez mais nossa parceria”, afirma Ideval. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

AVESUI: Inscrições on-line encerram dia 22 de julho; visita é gratuita

 

avesui 19 07 2018As inscrições para visitação da AveSui 2018, para o Seminário Técnico Científico de Aves e Suínos e para o III Congresso de Zootecnia de Precisão se encerram no domingo (22/07), e podem ser feitas pelo site www.avesui.com/credenciamento.  Após o período de inscrições on-line os interessados poderão se inscrever pessoalmente no local do evento.

 

Visitação gratuita - A AveSui 2018 tem visitação gratuita e irá reunir em um só lugar empresários, produtores e profissionais do Brasil e do exterior. A abertura do evento é marcada pelo Prêmio Quem é Quem – Maiores e Melhores Cooperativas e deverá contar com a presença dos presidentes, diretores, gerentes e técnicos dessas indústrias.

 

Reservas - Na sexta-feira (20/07) também encerram as reservas nos hotéis oficiais da feira.  As reservas podem ser feitas diretamente pelo site da AveSui no link https://www.avesui.com/hospedagem .

 

Hotéis oficiais - Os visitantes que se hospedarem nos hotéis oficiais da AveSui terão à disposição o conforto de transporte ida e volta, sem perder o foco nos negócios. Localizada a 60 km de Medianeira, Fóz do Iguaçu é a terceira cidade brasileira que mais recebe turistas internacionais e tem suas extremidades conectadas por grandes rodovias, proporcionando conforto, praticidade de locomoção aos expositores e visitantes da AveSui até o Centro de Convenções da Lar.

 

Programação técnico cientifica - O III Congresso de Zootecnia de Precisão acontece no dia 1 de agosto e irá discutir amplamente o uso de tecnologias na produção de aves, bovinos, suínos e peixes. Em sua terceira edição o congresso irá reunir renomados palestrantes nacionais e internacionais, gerando um grande interesse de empresas, entidades do setor e estudantes. Contará também com painéis sobre saúde intestinal e processamento de Carnes.

 

Painéis - Também na área técnica, o Seminário Técnico Científico de Aves e Suínos traz painéis sobre saúde intestinal, processamento de carnes, salmonella, piscicultura, conversão alimentar e atualização e treinamento em bem-estar na produção de ovos.

 

Mais informações - Outras informações sobre a AveSui 2018 entre em contato conosco por meio do telefone (11) 4013-1277 ou e-mail: gessulli@gessulli.com.br. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

SERVIÇO

AveSui 2018

Data: 1, 2 e 3 de agosto de 2018

Local: Lar Centro de Eventos

Av 24 de Outubro, nas margens da  BR 277, km 669

Informações: (11) 4013-1277 

E-mail: avesui@gessulli.com.br

Site: www.avesui.com

 

CARNE DE FRANGO: Embarques no mês já superam junho

carne frango 19 07 2018O Brasil exportou nos primeiros dez dias úteis de julho um montante de US$ 339,7 milhões em carne de frango in natura. Em todo o mês passado, a remessa dessa proteína havia somado US$ 329,6 milhões. O avanço no atual mês é de 116,4% em relação ao mês passado, em termos de média diária de exportação.

Embarques - Até a última sexta-feira (13/07), o País embarcou 226,4 mil toneladas de carne de frango in natura. Isso equivale a 22,6 mil toneladas por dia. O volume também supera junho, quando foram remessados ao exterior 220,2 mil toneladas da proteína.

Comparação - Na comparação com julho do ano passado, as exportações de carne de frango também avançaram. Em média diária, foram os atuais US$ 34 milhões contra US$ 26,3 de julho de 2017. Naquele mês, as exportações da proteína somaram US$ 551,9. O crescimento no atual mês é de 29,2%. (Avicultura Industrial)

 

COMMODITIES AGRÍCOLAS: Onda de calor arruina safra de grãos na Europa

 

commodities agricolas 19 07 2018Enquanto olha para os campos ressequidos ao sul de Berlim, o produtor de leite e grãos Thomas Gaebert torce por chuvas que salvem suas lavouras de um calor escorchante. Gaebert é um dentre muitos agricultores que lutam pela sobrevivência após uma onda de calor e a seca varrerem partes do norte do continente, causando prejuízo às colheitas, do trigo à cevada. Muitos produtores alemães podem ir à falência se tiverem mais uma safra ruim, enquanto, na França, o problema é o excesso de chuva. Tudo combinado, o cenário aponta para a menor colheita de grãos da Europa nos últimos seis anos.

 

Deserto - “Parece um deserto lá fora”, comenta Gaebert sobre sua fazenda em Trebbin. Seus vizinhos, que cultivam a terra há 40 anos, dizem que nunca viram algo assim.

 

Calor e falta de chuva - O calor e a falta de chuva murcharam as plantações e o produtor alemão está prestes a perder um terço do trigo e mais de metade da colheita de colza. Ele não tem seguro agrícola e teme não conseguir grãos suficientes sequer para alimentar as 2500 vacas da propriedade.

 

Alemanha - A situação é tão ruim na Alemanha – com temperaturas acima de 30º pela maior parte de maio e junho – que muitos fazendeiros estão destruindo as plantações em vez de tentar colher alguma coisa, segundo relata Joachim Rukwied, presidente da Cooperativa DBV. A cooperativa alertou para o risco de falência dos produtores, diante da possibilidade de que o segundo maior produtor europeu de grãos enfrente nova frustração de colheita, após uma safra que já tinha sido ruim no ano passado. “Muitos de nossos cooperados precisam urgentemente de ajuda do governo”, afirmou Henning Ehlers, presidente da DRV.

 

Preços melhores - Os que tiverem sorte de colher uma safra decente poderão se beneficiar de preços melhores. A cotação do trigo comercializado em Paris subiu 17% neste ano, rumo à primeira elevação real desde 2012, ajudada pelas preocupações com a condição das lavouras na Rússia e na América do Norte. A oferta mundial deve cair pela primeira vez em seis anos, erodindo um excesso de produção que já derrubou em 60% os preços em Chicago desde 2012.

 

Cenário - Veja como as lavouras estão sendo afetadas pela Europa:

 

- Grã-Bretanha e Polônia “assadas” pelo calor: o verão mais quente em quatro décadas no Reino Unido prejudicou acentuadamente as lavouras por que veio logo após um inverno tardio e úmido, que prejudicou o desenvolvimento das raízes, deixando as plantas mais vulneráveis ao tempo seco. Na Polônia, segundo o Ministério da Agricultura, mais de 66 mil propriedades numa área total de 1,2 milhão de hectares foram atingidas pela estiagem. “As perdas nas lavouras serão substanciais”, disse Wojtek Sabaranski, analista de commodities da Sparks Polska, em Varsóvia. Segundo ele, as regiões mais atingidas ficam ao norte do país.

 

- Desastre no Báltico: ao leste da Polônia, os prejuízos na agricultura levaram a Lituânia e a Letônia a declarar situação de desastre nacional ou estado de emergência. Os últimos dias trouxeram alguma chuva para o Báltico e a Polônia. Pancadas de chuva devem cair pelo Norte da Europa nesta semana, mas serão curtas e passageiras, com pouco efeito para aliviar a seca – segundo Kyle Tapley, meteorologista da Radiant Solutions.

 

- França “encharcada”: a surpresa negativa veio com o principal produtor de trigo do continente. No início do ciclo, o clima quente e úmido fez alguns preverem a melhor safra dos últimos anos, mas as condições mudaram rapidamente. Muita chuva e pouco sol resultaram em trigo com fraco enchimento de grãos, o que significa colheitas menores, segundo a empresa Strategie Grains. “A situação não é boa como imaginávamos no começo”, diz Gabriel Omens, analista da empresa francesa. No mês passado, a Strategie Grains cortou em 4,6 milhões de toneladas a estimativa da safra de trigo do País.

 

- Alemanha “empoeirada”: De volta à Alemanha, Gaebert ainda não sabe como irá alimentar o gado. O solo está tão seco que será um desafio fazer a semeadura para o próximo ciclo. Nas últimas semanas, a Alemanha foi obrigada a importar trigo forrageiro de lugares tão distantes como a Romênia, segundo Hendrik Manzke, corretor da Amme & Mueller GmbH. Até aqui, o efeito da seca ainda não chegou aos preços pagos pelos consumidores, segundo Alois Gerig, chefe do comitê de agricultura no parlamento alemão. “Espero que a chuva chegue logo”, diz Gaebert. “Nosso negócio está mesmo sob séria ameaça”. (Gazeta do Povo)

 

SOJA: Frete e descasamento de preços afetam venda da próxima safra

 

soja 19 07 2018A dificuldade em precificar a soja no mercado futuro está reduzindo o ritmo das vendas antecipadas da próxima safra brasileira (2018/19), que começou mais acelerado. Segundo analistas, incertezas em relação aos fretes de transporte e o descasamento entre os preços internacionais e domésticos têm feito as tradings segurarem as compras do grão que começará a ser semeado em meados de setembro no país.

 

Chicago - Na bolsa de Chicago, as cotações estão em queda em decorrência do bom desenvolvimento das lavouras americanas e da perspectiva de recuo nas exportações americanas à China por causa da guerra comercial entre Washington e Pequim, e essa mesma disputa mantém valorizados os prêmios pagos pela soja brasileira nos portos. 

 

Queda - Enquanto em Chicago os contratos com vencimento em agosto caíram de US$ 10,58 por bushel, no início de abril, para US$ 8,40 ontem, em Paranaguá (PR) o prêmio pelo bushel para entrega em agosto subiu de US$ 0,50 para US$ 2,35 na mesma comparação.

 

Impacto - “A guerra comercial fez com que a correlação entre os preços locais e os preços internacionais se perdesse. Assim, as negociações futuras estão sendo impactadas”, afirmou Guilherme Bellotti, analista do Itaú BBA. Ele lembra que nesta época as tradings fecham negócios antecipados com os produtores brasileiros mas fazem hedge na bolsa de Chicago para evitar perdas com grandes oscilações de preços. “Quando você perde a referência, incorpora um elemento de risco muito grande nesse hedge”, afirmou.

 

Principal entrave - Apesar de o descasamento de preços prejudicar a comercialização antecipada, para Enilson Nogueira, analista da consultoria Céleres, a nova tabela de fretes mínimos rodoviários para o transporte de cargas no Brasil continua a ser o principal entrave para os negócios.

 

Confirmação - A avaliação é confirmada por corretoras. De acordo com Vitor Minella, operador da Meneghetti Corretora de Cereais, de Campo Verde (MT), desde a paralisação dos caminhoneiros são poucos os negócios para a safra 2018/19. “Nas últimas semanas, nada da safra futura foi vendido por aqui. Não saiu nenhum negócio”, disse. Segundo ele, as multinacionais não estão pagando o que o produtor quer receber. “Sei que até tem alguns negócios saindo em Primavera do Leste, por outras corretoras, mas coisa pequena e nada para multinacionais”, afirmou.

 

Dados - Os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), atualizados até o dia 6, evidenciam isso. As vendas antecipadas de soja da safra 2018/19 no Estado, que lidera a produção no país, avançaram só 0,18 ponto em relação ao mês anterior, ou 58,2 mil toneladas. Desde abril, as vendas vinham crescendo ao redor de 2 milhões de toneladas mensalmente.

 

Venda - No total, foram vendidas 6,8 milhões de toneladas da safra 2018/19 de Mato Grosso. Mesmo com a desaceleração, o percentual ainda é maior ao observado nesta mesma época do ano passado, quando estava em jogo a venda da safra 2017/18 e a comercialização antecipada estava em 3 milhões de toneladas graças a condições desfavoráveis do mercado.

 

Definição - Para Nogueira, da Céleres, o produtor conseguiria vender antecipadamente boa parte da safra de soja a ser semeada se houvesse uma definição melhor do custo com o frete. “Isso com boa rentabilidade”, disse. Estimativa de junho da consultoria apontou para margem de 33,8% para o produtor de soja em Rondonópolis (MT) em 2018/19, acima dos 31,6% do ciclo passado.

 

Tradings - “As tradings não estão conseguindo saber qual vai ser a precificação do frete lá na frente, ou se essa tabela realmente será aplicada”, disse. A soja entregue agora está sendo retirada pelas tradings por um frete maior que o orçado quando foram efetivadas as compras. Nesse cenário, as margens das grandes tradings de grãos devem cair.

 

Soma - Segundo dados da Safras & Mercado atualizados até 6 de julho, as vendas da próxima safra brasileira de soja somam 18,03 milhões de toneladas, ou 15,1% de uma produção estimada em 119,787 milhões de toneladas. Mesmo com a perda de fôlego, trata-se de um ritmo ainda bem maior que no mesmo período do ano passado, quando o percentual estava em 5,1%, e acima da média dos últimos cinco anos (11%). “Mas já vimos um ritmo mais lento de compra pelas tradings na primeira quinzena de julho. Elas estão com pé atrás”, afirmou Luiz Fernando Roque, analista da Safras & Mercado. (Valor Econômico)

 

IPEA: Tabelamento do frete pode elevar inflação de alimentos

ipea 19 07 2018O tabelamento do frete, principal medida negociada pelo governo para encerrar a paralisação dos caminhoneiros, pode aumentar a pressão sobre a inflação ao consumidor este ano. O impacto será especialmente sentido no setor alimentício. A avaliação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou nesta quarta-feira (18/07), uma nova edição da Carta de Conjuntura.

IPCA - Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 1,26%, a maior taxa para o mês desde 1995. Os preços do grupo Alimentação e bebidas aumentaram 2,03%, o que resultou numa contribuição de 0,50 ponto porcentual para a inflação do mês.

Expectativa - O Ipea espera que os alimentos encerrem o ano 3,93% mais caros, o equivalente a uma contribuição de 0,62 ponto porcentual para o IPCA do ano de 2018, estimado pelo instituto em 4,20%.

Revisão - É possível que essa previsão seja revista para cima, dependendo do impacto que o tabelamento do frete terá sobre os custos dos produtores. O encarecimento do transporte pode causar uma pressão maior sobre os preços dos alimentos e, consequentemente, sobre a inflação do ano, avaliou José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea. "Mas ainda não é possível prever a dimensão desse efeito", disse Souza Júnior.

Medida provisória - A medida provisória que permite o estabelecimento de preços mínimos para os fretes rodoviários foi aprovada por deputados e senadores na última quarta-feira (11/07). Os valores serão divulgados com base em regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), levando em consideração custos com o óleo diesel e pedágios. Depois de editada, a medida provisória foi questionada na Justiça, principalmente pelo agronegócio e pela indústria, que criticaram o aumento dos custos do deslocamento.

Repique - Segundo o Ipea, o repique inflacionário de junho teve influência de três efeitos da greve de caminhoneiros sobre os preços dos alimentos no País: o entrave logístico durante a paralisação; a falta de estoques do varejo e de matérias-primas na indústria; e o aumento nos custos do transporte derivado do tabelamento dos fretes.

Julho - "Para julho, a expectativa é a de que as pressões sobre os preços derivadas dos dois primeiros elementos se diluam, restando os efeitos decorrentes do tabelamento de fretes. O início da nova safra agrícola, com a consequente necessidade de insumos, adubos e fertilizantes nas regiões produtoras, tende a intensificar esse repasse de preços no curto e médio prazo, à medida que a atual safra seja escoada pagando fretes mais altos; e no longo prazo, via menor oferta de alimentos, caso a safra 2018/2019 continue com seu plantio comprometido", ressaltou o estudo do Ipea. (O Estado de S.Paulo)

 

BNDES: Banco vai ter operação digital com crédito direto pré-aprovado

 

bndes 19 07 2018O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está migrando da estratégia de financiar projetos para financiar clientes, disse ao Valor o diretor de transformação estratégica e digital do banco de fomento, Ricardo Ramos.

 

Operação digital - Segundo o executivo, a instituição caminha para ter uma operação amplamente digital nos próximos anos, processo que deu um passo importante com a aprovação na terça-feira (17/07) pela diretoria do banco de um programa-piloto de financiamento direto (sem outros bancos como intermediários) de máquinas e equipamentos para médias e grandes empresas por meio da internet. O programa começa com 20 empresas que já são clientes do banco e abrirá para as demais a partir do fim de agosto.

 

Limites individualizados - A intenção do banco é trabalhar com limites de crédito individualizados para as empresas, que escolherão as linhas que mais se adequarem às suas necessidades. É como já trabalham os grandes bancos de varejo, que colocam à disposição de seus clientes linhas pré-aprovadas de crédito para imóveis, veículos e outros produtos, a partir de uma análise global de crédito do cliente.

 

Mudança de olhar - “É uma mudança de olhar do projeto para o cliente. A relação dependerá do cliente e não mais da apresentação do projeto”, disse Ramos, comentando que isso deve acelerar bastante a liberação de recursos da instituição para seus clientes. Ele pondera que grandes projetos, como o financiamento de uma hidrelétrica, ainda terão seus trâmites longos ocorrendo, pela própria natureza do empreendimento.

 

Porta - O diretor afirmou que o BNDES caminha para transformar seu portal na internet em um “hub de serviços”, no qual as empresas terão uma “interface única” para se relacionar com o banco e também com parceiros ligados à instituição. Esse processo, inspirado no modelo do KfW (o BNDES alemão), já está em curso com iniciativas já implantadas com micro e pequenas empresas e um processo de interação crescente com as chamadas fintechs (empresas de inovação voltadas para o setor financeiro).

 

Análise de risco - Ramos aponta que uma dessas novas ferramentas ajudará a instituição na análise do risco de crédito das empresas, contribuindo para uma melhor avaliação em especial das companhias de menor porte.

 

Reposicionamento - O superintendente de planejamento estratégico do BNDES, Maurício Neves, explica que a instituição está fazendo um movimento de reposicionamento a partir de 12 projetos, que inclui a digitalização como um de seus vetores.

 

Esforço concentrado - “Tem um esforço concentrado de transformação muito grande agora em curso em 2018”, disse Neves, apontando que nessa agenda há temas também como busca de novas fontes de financiamento e o fomento ao mercado de capitais. “O banco está em movimento”, disse.

 

Desempenho - Ramos acredita que o desempenho do banco deve ser cada vez menos avaliado pelo volume de desembolsos, em queda nos últimos anos, para a efetividade de sua atuação, que pode se dar também sem aporte direto de recursos, com ações como oferecimento de garantia a projetos importantes e o suporte ao desenvolvimento do mercado de capitais.

 

Papel importante - O diretor lembra que a instituição ainda terá papel importante no financiamento direto, por exemplo, para a infraestrutura. Ele lembra que, em qualquer lugar do mundo, o papel do governo nesse segmento é importante e as fontes alternativas, como mercado de capitais, sozinhas não são suficientes. (Valor Econômico)

 

LIVRE COMÉRCIO: Macri diz que negociação de acordo entre UE e Mercosul está travada

 

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que a negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) está "meio travada", mas ressaltou que espera "novidades nos próximos dias". "Estamos pondo muita energia na negociação com a UE, que está meio travada. E também com o Japão, com o Canadá", disse Macri em entrevista coletiva, na residência presidencial de Olivos, nesta quarta-feira (18/07).

 

Impulso político - As declarações de Macri ocorreram após os dois blocos terem decidido dar um impulso político à negociação com uma reunião de nível ministerial em Bruxelas (Bélgica). O objetivo é aproximar posições que ainda estão muito distantes em temas sensíveis.

 

Crescimento menor - Depois de reconhecer que a economia do país crescerá menos do que o inicialmente previsto devido à recente crise cambial que levou o governo a obter um empréstimo de US$ 50 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Macri disse que a Argentina "aposta mais do que nunca" em uma aliança com o Brasil.

 

Progresso - "É um caminho para o progresso. É importante fortalecer o perfil exportador do Mercosul e da Argentina, algo que perdemos durante muito tempo", disse o presidente na entrevista. "Por sorte, as exportações estão crescendo. Há uma mudança extraordinária de perfil", completou Macri, citando os resultados da indústria da carne, que registrou uma alta de 60% nos embarques.

 

Guerra comercial - Macri também falou sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Como atual presidente do G20, o líder argentino afirmou que é preciso gerar um ambiente de diálogo para que os dois países e a UE encontrem uma solução para que todos sigam crescendo.

 

Recolocação - Segundo Macri, os países que mais se integraram ao mundo nos últimos anos são os que mais cresceram. Por esse motivo, ele tomou a decisão de recolocar a Argentina no cenário internacional "depois de muitos anos de isolamento". (Agência EFE / Agência Brasil)

INTERNACIONAL: Empresários do G-20 divulgam manifesto contra adoção de barreiras comerciais

 

internacional 19 07 2018Em resposta à guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos e ao aumento do protecionismo no mundo, representantes de entidades empresariais de países do G-20 divulgarão nesta quinta-feira (19/07), um manifesto em que pedem que os líderes do grupo se comprometam a manter mercados abertos e a não impor novas barreiras protecionistas, reforcem o funcionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tomem medidas contra a concorrência desleal e os subsídios industriais, entre outros pontos.

 

Apelo - "Apelamos aos líderes do G-20 no sentido de que assumam a sua responsabilidade e garantam as bases necessárias para a cooperação multilateral", afirma o documento, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso.

 

Buenos Aires - A manifestação ocorrerá em Buenos Aires, na Argentina, após reunião da Coligação Mundial de Empresas (GBC), na sigla em inglês, que reúne representantes de 14 países do G-20. O encontro precede a reunião de ministros da economia do G-20 marcada para sexta-feira, também em Buenos Aires. O Brasil é representado no grupo pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Assinam o documento, ainda, entidades dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e União Europeia.

 

Preocupante - O diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes, disse que o agravamento da guerra comercial é a questão mais preocupante no momento para o setor empresarial e que o tema será discutido também no encontro dos ministros do G20. "A manifestação mostra que o comércio é importante e o multilateralismo está sob ameaça. O protecionismo tem aumentado e os países estão submetidos a ações unilaterais", afirmou.

 

Essencial - As entidades abrem o texto reforçando que o comércio e os investimentos entre os países é essencial para o crescimento sustentável e a criação de empregos, mas, apesar disso, o "consenso a favor da cooperação multilateral está perdendo força no G20". Segundo o documento, os membros do G-20 adotaram mais de 600 medidas restritivas ao comércio no período de outubro de 2008 a outubro de 2017, antes mesmo das tarifas que vem sendo impostas pelos EUA e por outros países neste ano.

 

Alta - Os membros da coligação lembram que o protecionismo está em alta ao mesmo tempo em que há uma perda de confiança crescentes em instituições internacionais. "A GBC está muito preocupada com as crescentes tensões comerciais observadas entre países individuais do G-20", continua. As entidades pedem que os líderes do G-20 renovem o compromisso em manter a abertura dos mercados e de não impor barreiras ao comércio, às compras governamentais e aos investimentos.

 

Minado - O grupo afirma ainda que o mecanismo de solução de controvérsias da OMC está sendo minado, já que os Estados Unidos estão bloqueando indicações para vagas abertas na organização e há unidades sem o mínimo para votações. As entidades pedem que o G-20 inicie urgentemente negociações para desbloquear a indicação de membros do órgão de apelação da OMC e promova reformas para fortalecer a solução de controvérsias pelo organismo.

 

Distorções comerciais - Em uma referência à China, o texto diz ainda que a OMC não está adequadamente preparada para lidar com distorções comerciais geradas por economias "não de mercado", como a concessão de subsídios, a transferência forçada de tecnologia e o roubo de propriedade intelectual.

 

Estabilidade - "Estamos profundamente preocupados com a estabilidade do sistema de comércio global baseado em regras. Para gerar prosperidade, as empresas precisam de normas internacionais modernas e confiáveis, bem como de previsibilidade, estabilidade e árbitros fortes e imparciais", complementa.

 

UE - A União Europeia anunciou medidas de salvaguarda provisórias sobre suas importações de produtos de aço. As medidas, segundo a Comissão Europeia, têm como objetivo evitar que aço de outros países siga para o mercado do bloco, como resultado das tarifas recentemente impostas pelos Estados Unidos. "As importações tradicionais de produtos de aço não serão afetadas", afirma a UE.

 

Salvaguardas - As salvaguardas entram em vigor nesta quinta. Em comunicado, a comissária para Comércio da UE, Cecilia Malmström, diz que as tarifas americanas têm provocado mudanças nas rotas comerciais, que podem resultar em "sério dano" para siderúrgicas e trabalhadores do setor na Europa.

 

Sem alternativa - Com isso, ela sustenta que o bloco "não teve alternativa" a não ser introduzir as medidas provisórias para defender a indústria doméstica de um salto nas importações. Ainda assim, a autoridade argumenta que as medidas garantem que o mercado da UE siga aberto e que os fluxos comerciais tradicionais serão mantidos.

 

Categorias - O comunicado diz que as medidas provisórias correspondem a 23 categorias de produtos com aço. "Para cada uma das 23 categorias, tarifas de 25% serão impostas apenas assim que as importações excederem a média de importações nos últimos três anos", explica a nota.

 

Exportações limitadas - A Comissão Europeia afirma que a medida se aplica a todos os países, com a exceção de alguns em desenvolvimento com "exportações limitadas" para a UE. Além disso, por causa de "vínculos econômicos próximos", Noruega, Islândia e Liechtenstein também foram isentos, o que a UE argumenta ser compatível com suas obrigações com a Organização Mundial de Comércio (OMC).

 

Em vigor - A UE diz que as medidas de salvaguarda provisórias podem seguir em vigor por no máximo 200 dias e que a Comissão Europeia levará manifestações das partes interessadas em conta para chegar a uma decisão final, no máximo no início de 2019. "Se todas as condições forem cumpridas, medidas de salvaguarda definitivas podem ser impostas como resultado", adianta o bloco, que diz ter recebido "apoio amplo" dos países-membros para a tomada da decisão. (O Estado de S.Paulo)

 

OPINIÃO: O caminho está aberto para o Brasil se tornar a quinta maior economia do mundo

opiniao 19 07 2018*Tatiana Palermo

Uma análise da consultoria PWC, publicada no ano passado, prevê que o Brasil poderia se tornar a quinta maior economia mundial em 2050, em termos de paridade de poder de compra (PPP). As quatro primeiras seriam a China, a Índia, os Estados Unidos e a Indonésia.

Hoje, considerando o PIB PPP, o Brasil ocupa a oitava posição, tendo à sua frente a China, os Estados Unidos, a Índia, o Japão, a Alemanha, a Rússia e a Indonésia. Assim, para alcançar a quinta posição, o Brasil precisará ultrapassar poderoso trio Japão, Alemanha e Rússia.

A PWC avalia que o Brasil, que hoje gera um PIB PPP de US$ 3,4 trilhões, poderia chegar a US$ 7,5 trilhões em 2050. Para conseguir esse bom desempenho, o Brasil cresceria em média 1,5% ao ano no período de 2016 a 2020, 3% ao ano entre 2021 e 2040, e 2,5% ao ano de 2041 a 2050.

Considerando território e população, o Brasil é o quinto maior país do mundo. O que é preciso fazer na esfera econômica, institucional e política para o país se tornar a quinta maior economia mundial?

Agenda de reformas

Primeiramente, é preciso continuar com as reformas. E esse será o maior desafio no atual cenário político e com as eleições presidenciais em outubro. E imprescindível manter o equilíbrio fiscal, respeitar o teto do gasto público e controlar a dívida pública e a inflação.

Para isso, é de extrema importância conseguir aprovar a reforma da previdência, aprofundar a reforma trabalhista e promover a simplificação tributária, reduzindo o número de impostos e desonerando o comércio exterior e os investimentos.

É preciso focar na redução da participação do Estado na economia, com a ampliação da iniciativa privada. Dar continuidade ao programa de desestatização, concessões e privatizações nos setores econômicos onde a iniciativa privada é mais competente, otimizando a gestão de ativos e proporcionando a melhora na prestação de serviços públicos.

O crescimento depende, ainda, de dois fatores importantes: da ampliação do investimento público e privado e do crescimento da produtividade.

Em 2017, com exceção do Distrito Federal, de Goiás e de Sergipe, todos os outros estados brasileiros gastaram mais da metade de sua arrecadação líquida com servidores públicos ativos e inativos. E essas despesas não param de crescer. Conforme dados do Tesouro Nacional, os investimentos foram responsáveis por uma parcela de 2% a 12% do total das receitas dos estados brasileiros no período.

Esses montantes de investimento por parte dos estados são muito pequenos para resolver os gargalos que o Brasil tem na área de infraestrutura e logística. A solução passa pela redução de gastos com pessoal e por uma maior abertura dos setores para a iniciativa privada.

Crescimento da produtividade e modernização

O tema da produtividade é complexo. Produtividade indica a efetividade da interação entre os estoques de capital físico e de capital humano existentes. A intensidade dessa interação é o principal motor do crescimento econômico de longo prazo.

No meu artigo nesta coluna de 21 de dezembro de 2017, intitulado “Agronegócio brasileiro: o modelo que deu certo”, relatei que nas duas últimas décadas a produtividade no setor de serviços, que responde por 73,2% do PIB brasileiro, cresceu apenas 0,3% ao ano. A indústria brasileira, que representa 21,2% do PIB, teve resultado ainda pior, sendo responsável por uma queda de produtividade de 0,8% ao ano. O único setor que se destacou em relação à produtividade foi a agropecuária, que representa 5,5% do PIB: cresceu incríveis 5,4% ao ano.

O desafio de aumentar a produtividade, sobretudo no setor industrial, não é somente do Brasil. Desde 2007, a produtividade mundial está estagnada. O Brasil tem uma condição muito privilegiada tanto na questão de recursos naturais quanto de talentos humanos.

E aí que vem a força que poderia estimular a produtividade e, com isso, a competitividade dos setores econômicos do Brasil: a maior abertura da economia brasileira. Abertura com desburocratização e simplificação de procedimentos em todas as áreas empresariais, com a melhoria da governança pública e privada.

E aqui, na área econômica e empresarial, precisamos de uma grande transformação – de uma modernização, que mudaria a cultura de desconfiança. Onde é possível, é preciso estabelecer a prática de registros declaratórios – no lugar de demorados processos de autorização prévia com a apresentação de inúmeros documentos. Ao invés de dificultar a vida de quem quer produzir, o Estado precisa confiar na declaração de seus cidadãos, punindo abusos.

É importante reduzir a burocracia, estabelecendo um equilíbrio entre a boa gestão e a responsabilidade. Nos países desenvolvidos, é muito comum, por exemplo, ter processos de contratações públicas com menos burocracia, mas ao mesmo tempo, com severas punições no caso de fraudes. É comum, também, terceirizar a auditoria para o setor privado e ter a maioria de registros feitos com base na declaração do administrado.

Confiar mais nos gestores e nos empresários. E aplicar penalidades para valer no caso da quebra da confiança e violações de normas.

Abertura comercial

Mais uma transformação deveria ocorrer com a abertura comercial do Brasil, que é, por sua vez, essencial para ampliar investimentos no país. Conforme dados do Banco Mundial, em 2016, o comércio exterior foi responsável somente por 25% do PIB brasileiro, enquanto a média mundial foi de 56%.

No quesito de investimentos, também ficamos bem abaixo da média mundial. O índice de formação bruta de capital fixo, que mede os investimentos em ativos fixos, como plantas industriais, máquinas, equipamentos etc., fechou em 23% do PIB mundial em 2016, enquanto no Brasil totalizou somente 16% do PIB.

Vimos no caso da China, por exemplo, como o foco do país na ampliação da capacidade produtiva futura por meio de investimentos correntes em ativos fixos aumentou significativamente a produtividade e acelerou crescimento.

Se queremos sair de uma participação pífia de 1% do comércio internacional, aumentar o investimento e garantir bases sólidas para o crescimento da nossa economia, devemos adotar uma política de comércio exterior que busque uma maior abertura comercial do país, com mais acordos comerciais e uma importante desoneração das importações de insumos e de bens de capital.

Precisamos agir rápido, no contra-ataque à guerra comercial iniciada pelo Presidente Trump. Os países que sofrem com as medidas estadunidenses estão hoje muito mais dispostos a negociar acordos comerciais com outros países para amenizar as perdas. O Canadá quer agilizar a entrada em vigor da Parceria Transpacífica com outros 10 países e, ao mesmo tempo, assinar logo o acordo de livre comércio com o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, no âmbito do Mercosul.

Podemos observar o mesmo movimento da União Europeia em querer concluir o mais rápido possível o acordo com o Mercosul.

E o Brasil e seus parceiros do Mercosul deveriam aproveitar este momento oportuno para concluir esses acordos e iniciar novas tratativas para abrir novos mercados. Como as negociações demoram, seria interessante o Brasil definir rapidamente uma estratégia de aproximação com os países que representam grandes mercados.

Além dos acordos com a UE e o Canadá, seria interessante aprofundar os acordos existentes com os países da Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Chile e Peru), transformando-os em livre comércio e, talvez, ampliar essa negociação para algo mais ambicioso, abrangendo um maior número de países das Américas, a exemplo da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas, proposta pelos Estados Unidos em 1994). Seria interessante o Brasil assumir um maior protagonismo no processo de abertura comercial na região.

Que tal avaliarmos a possibilidade de entrar no acordo reformulado da Parceria Transpacífica, muito benéfico para o setor agropecuário, negociar acordos com a Coréia do Sul, com a Rússia e outros países da União Euroasiática, e até com a China?

É um momento oportuno para repensar as nossas estratégias e dar espaço para os setores mais competitivos da nossa economia, como o agronegócio, que já responde por quase a metade das exportações.

As ações do Presidente Trump geram, por parte dos países afetados, retaliações justamente em relação aos produtos agropecuários. O México acaba de anunciar tarifas, que prejudicarão as exportações estadunidenses de maçãs que totalizaram quase US$ 240 milhões em 2017, conforme dados do International Trade Center (ITC).

As exportações de “Tennessee whiskey” também serão objeto de retaliações. Em 2017, segundo o ITC, a UE importou US$ 700 milhões dessa bebida, o Canadá, US$ 48 milhões e o México, US$ 11 milhões.

Mais um exemplo de fortes restrições retaliatórias é a carne suína. Conforme divulgado pelo jornal Financial Times, a nova tarifa de 20% imposta pelo México (ao invés de 0%) e de 37% da China (no lugar da tarifa normal de 12%), devem prejudicar substancialmente as exportações do produto estadunidense. Antes do início da guerra comercial, os EUA planejavam exportar 3 milhões de toneladas este ano, dos quais mais de 40% iriam para esses dois mercados, o México e a China.

Com as retaliações, podem aparecer várias oportunidades para os produtos agropecuários brasileiros: frutas, bebidas e carnes, entre outros. Precisamos ser ágeis para não perder esse momento oportuno.

Finalizando, é extremamente importante lembrar da segurança jurídica e da previsibilidade. Somente a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias, foi capaz de parar o país, questionar as postulações de livre mercado, aumentar a inflação e reduzir as previsões do resultado econômico anual do Brasil em mais de 1%.

O mundo está olhando para o Brasil e vendo um grande potencial. Tem tudo para dar certo. A bola agora está conosco.

*Tatiana Palermo é Mestre em Direito Empresarial Internacional e expert em gestão estratégica com bem-sucedida carreira de mais de 20 anos na área de comércio. Foi secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2015-2016). Artigo publicado no portal do jornal Gazeta do Povo

 


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