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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4368 | 11 de Julho de 2018

FORBES BRASIL: Onze cooperativas do PR estão entre as 50 melhores empresas de agronegócio do Brasil

forbes brasil 11 07 2018Onze cooperativas paranaenses estão entre as 50 maiores empresas do agronegócio no País, de acordo com a lista publicada, pela primeira vez, pela Forbes Brasil, considerada uma das mais conceituadas revistas de negócios e economia. São elas: Agrária, Capal, Castrolanda, Coamo, Cocamar, Integrada, Copacol, C.Vale, Frimesa, Frísia e Lar. Também fazem parte cooperativas de outros estados, como a Aurora e Cooperalfa, de Santa Catarina, e Coopercitrus e Copersucar, de São Paulo, e a Cooxupé, de Minas Gerais.

Tamanho do setor - Na matéria sobre o ranking, a revista destaca o tamanho do setor agropecuário brasileiro, que movimentou 23,5% do PIB no ano passado, cerca de R$ 375 bilhões. “Se o Brasil saiu da recessão – e se ela não foi ainda mais severa –, deve agradecer ao universo do agronegócio e a todos os ‘astros’ que nele orbitam. Desse universo fazem parte os grandes produtores de insumos, grãos, carne, frutas, energia; os pesquisadores que criam sementes, defensivos e processos cada vez mais eficientes; e as jovens e criativas mentes por trás de startups capazes de mudar o mundo com a ajuda da tecnologia. Fazem parte também os pequenos e valentes produtores familiares, as sólidas cooperativas e todos aqueles ligados aos processos de colheita, armazenamento, transporte e distribuição dos frutos da terra aos consumidores do Brasil e do exterior. Graça a eles, em poucas décadas o Brasil se transformou em uma ‘agropotência’”, afirmam os autores da reportagem.

Clique aqui para ver a matéria completa da Forbes Brasil e a lista em ordem alfabética, com os perfis de cada uma das 50 maiores empresas do agronegócio do BR

 

CONFAZ: Conselho publica Ajuste Sinief nº 11

sinief 11 07 2018

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), publicou o Ajuste Sinief nº 11, de 05/07/2018, no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (10/07), alterando os códigos do Anexo do Convênio s/nº, de 15 de dezembro de 1970, que trata do Código Fiscal de Operações e Prestações - CFOP, com as respectivas Notas Explicativas.

Novos CFOPs - “Foram criados novos CFOPs, envolvendo operações de fornecimento de bens pelas sociedades cooperativas aos seus associados, oportunizando melhores condições fiscais e administrativas para segregar as operações do ato cooperativo. Esses novos códigos substituem os códigos 5.101, 6.101, 5.102, 6.102, 5.401 e 6.401, que tiveram sua descrição alterada pelo Ajuste Sinief nº 18/2017”, esclarece o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, Devair Mem.

Validade - O Ajuste Sinief nº 11/2018 entrou em vigor na data de sua publicação no DOU, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao da sua publicação.

Foto: Pixabay

Clique aqui para conferir na íntegra o Ajuste Sinef nº 11/2018

 

DIA C I: Uniprime Pioneira do PR pratica o bem e fortalece a intercooperação

 

Ações que beneficiaram as comunidades e fortaleceram o espírito cooperativo entre as entidades: essa foi a dinâmica do Dia de Cooperar nas cidades que fazem parte da área de atuação da Uniprime Pioneira do Paraná e onde houve a participação da singular em atividades diversas, juntamente com outras cooperativas parceiras. 

 

Toledo - Em Toledo, pelo terceiro ano consecutivo, nove cooperativas trabalharam em conjunto para desenvolver uma ação de alto impacto. Nessa edição, a APA – Lar dos Idosos de Toledo – foi a instituição escolhida para ser a beneficiada. As cooperativas irão promover, no decorrer deste mês, uma reforma na estrutura do telhado, o que irá proporcionar mais segurança e conforto para os 21 idosos atendidos. Paralelo a isso, aconteceu durante todo o dia 30 de junho, a arrecadação de donativos para a entidade, como fraldas geriátricas, lenços umedecidos, sabão em pó e água sanitária.

 

Ubiratã - Já em Ubiratã, as crianças foram o foco da ação do Dia C. A entidade filantrópica SOS Cícero Nuto Figueiredo foi a beneficiada. Desde junho, as cooperativas envolvidas vêm comercializando brindes, os chamados Presentes Solidários (quadro-cofre, caixinha de chá e kit churrasco). O valor arrecadado será utilizado na ampliação da estrutura da entidade. Além disso, e para celebrar a data, as crianças da instituição foram convidadas a participar de uma tarde divertida, com muitas brincadeiras e diversão.

 

Palotina - A intercooperação também esteve presente em Palotina. Sete cooperativas se uniram e somaram forças com duas universidades para trabalharem de forma conjunta e voluntária na arrecadação de alimentos, roupas, fraldas geriátricas, cobertores, calçados e brinquedos. Todos os donativos – cerca de 1,2 toneladas de alimentos e 1 tonelada de roupas e agasalhos – serão doados para duas entidades do município: Lar da Fraternidade e Auxílio Fraterno. A mobilização foi celebrada na Praça Amadeo Piovesan, com brinquedos para crianças, pintura facial, apresentações artísticas, oficinas de sabão, aulas de danças e muitas outras atividades que fortaleceram o cooperativismo.

 

Goioerê - A parceria público-privada aconteceu em Goioerê, onde duas atividades marcaram o Dia C: uma no Batalhão de Polícia Militar, onde foram confeccionadas 10 mil fraldas geriátricas que serão doadas a entidades do município; e outra, na praça da Biblioteca Municipal. As entidades se uniram e promoveram o Saúde em Cooperação, com atividades de zumba, distribuição de mudas de chá, orientações médicas, aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar e orientações diversas.

 

Marechal Cândido Rondon - Já em Marechal Cândido Rondon sete entidades assistenciais serão beneficiadas com os mais de 12 mil donativos arrecadados a partir da Campanha do Dia C – Dia de Cooperar, realizada por 11 cooperativas durante o mês de junho e tendo como ponto alto o evento realizado no sábado (30/06). Ao todo, foram arrecadadas mais de 10 mil peças de roupas, 1.000 produtos de limpeza, 620 pares de calçados e 519 litros de leite. Também foram efetuados 117 novos cadastros de doadores de sangue. O evento oficial do Dia C, realizado na Praça Willy Barth, reuniu centenas de pessoas entre voluntários, doadores e beneficiados pelas ações de saúde, esporte, cultura e lazer. 

 

Presença - A abertura da programação contou com a presença de representantes das cooperativas e de todos os parceiros na iniciativa: Copagril, Sicredi, Sicoob, Cercar, Unimed, Uniprime, Cresol, Cooperlindeiros, Frimesa, Cooperagir, Coofamel, Acimacar, Cojem, Sesc, Saae, prefeitura e Associação Sangue Bom. Além de instalar um ponto de arrecadação de donativos na praça, foram realizadas atividades, como apresentações culturais, promovidas pela Secretaria de Cultura do município e pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG), roda de chimarrão, atividades recreativas promovidas pelo Sesc e pela Secretaria de Esportes, além de ações voltadas à saúde, como aferição de pressão, testes de glicemia e cálculo do índice de massa corporal. Durante o dia, voluntários também fizeram distribuição de folders em vários pontos da cidade, visando difundir o Dia C, o cooperativismo e também a importância de ser doador de sangue. (Imprensa Uniprime Pioneira do Paraná)

 

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DIA C II: Sicredi Paranapanema PR/SP apoia Dia C com ações que colaboram com a comunidade

 

Por mais um ano, o Sicredi apoiou o Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C. A data considera ações de responsabilidade social dos 13 ramos de cooperativismo atuantes no Brasil, incluindo o crédito, que transformam a realidade das comunidades por meio da prestação de serviços. Em 2018, as celebrações do Dia C completam cinco anos de atuação nacional e fazem parte da agenda estratégica do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras).

 

30 de junho - Este ano, o Dia de Cooperar (Dia C) foi realizado em 30 de junho, e os voluntários contaram com o apoio do Sistema OCB para desenvolver, em âmbito nacional, ações em saúde, lazer, educação e cuidado com o meio ambiente. 

 

ODS - As iniciativas do movimento Dia C estão alinhadas aos “17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)” propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Só no ano passado, mais de 2 milhões de pessoas foram beneficiadas pelas iniciativas de quase 1,6 mil cooperativas, realizadas em todas as regiões do País, por mais de 120 mil voluntários. 

 

Adesão - Mais uma vez, todas as agências da Sicredi Paranapanema PR/SP aderiram a iniciativa. Na região da cooperativa foram realizadas oficinas de educação financeira, arrecadação de alimentos, materiais de limpeza e fraldas geriátricas para instituições beneficentes, plantio de árvores, rua de lazer com brincadeiras, medidor de pressão e glicose, e diversas outras atividades para os participantes. Além disso, outras ações ainda ocorrerão ao longo do mês. 

 

Origem - O Dia C nasceu em 2009, em Minas Gerais, e logo ganhou a adesão de cooperativas de todo o território nacional. Mais informações estão disponíveis pelo site diac.somoscooperativismo.coop.br. (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

 

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PESQUISA: Revista de gestão publica artigos do EBPC

 

pesquisa 11 07 2018O Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) acaba de publicar a nona edição da Revista de Gestão e Organizações Cooperativas (RGC), onde é possível conferir 10 trabalhos científicos apresentados durante o IV Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), uma realização do Sistema OCB e ocorrido em novembro passado, em Brasília.

 

Divulgação - A revista foi criada em 2014 e tem por objetivo divulgar a pesquisa empírica que testa, amplia ou constrói estudos voltados às organizações coletivas, contribuindo, assim, com a disseminação das mais modernas práticas de gestão. Para acessar o material, clique aqui.

 

Escolha - Segundo o editor adjunto da RGC, Gabriel Murad Velloso Ferreira, os trabalhos apresentados no EBPC passaram, inicialmente, por duas avaliações de professores/pesquisadores. A primeira delas possibilitou selecionar os papers para o evento, em si, e, a partir dos resultados da primeira avaliação, a Comissão Científica do encontro encaminhou à revista os 30 trabalhos com as melhores notas.

 

Duas avaliações - No âmbito editorial do periódico, os materiais encaminhados passaram por outras duas avaliações que levaram em consideração critérios como, por exemplo, a consistência científica e a atualidade dos temas. Dessa forma, chegou-se aos 10 trabalhos que atendem às normas editoriais da revista.

 

Interesse - Para o editor, que também é professor da Universidade Federal de Santa Maria, o cooperativismo é um assunto que tem despertado o interesse da comunidade acadêmica. “Ainda existe muito desconhecimento sobre esse modelo econômico e temos de ajudar a comunidade científica a compreender o importante espaço que o cooperativismo reserva. A pesquisa que contribui com as cooperativas fomenta o desenvolvimento local e regional”, analisa o professor Gabriel Ferreira.

 

IV EBPC - A quarta edição do EBPC teve como tema “Desenvolvendo negócios inclusivos e responsáveis: cooperativas na teoria, política e prática”. O EBPC visa evidenciar o cooperativismo como um modelo de negócios diferenciado e que precisa ser estimulado local e regionalmente e, ainda, promover uma aproximação entre a área acadêmica e a realidade das cooperativas brasileiras.

 

Esforço - “A realização do EBPC e a publicação da revista refletem nossos esforços para incentivar a produção de conhecimento científico acerca do cooperativismo. Nossa intenção é promover, cada vez mais, um intercâmbio entre pesquisadores e, consequentemente, a difusão de novas perspectivas”, comenta a gerente de Desenvolvimento Social de Cooperativas do Sistema OCB, Geâne Ferreira. (Informe OCB)

 

RAMO CRÉDITO I: Cooperativa é como banco, mais barata e pode render dinheiro; veja cuidados

 

ramo credito I 11 07 2018Você já imaginou ter acesso a produtos e serviços de um banco (inclusive investimentos como poupança, fundos e previdência privada), pagar juros menores e ainda receber uma espécie de distribuição de lucros anualmente? As cooperativas de crédito oferecem essa possibilidade. O problema é que, se houver prejuízo, ele também é dividido entre os associados. Há garantia de um fundo para seus investimentos, como nos bancos, mas especialistas recomendam avaliar o desempenho das cooperativas antes de se associar a elas.

 

Cooperados são donos e ficam com as "sobras" de dinheiro - Nessas instituições, dependendo de seu porte e perfil, pessoas físicas podem abrir conta, ter cartões de crédito nacional e internacional, tomar empréstimos, entrar em consórcios, fazer operações de câmbio e investir em opções como previdência privada, renda fixa e até as chamadas Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Empresas também podem ter acesso aos investimentos, levar sua folha de pagamentos para as cooperativas, ter as populares maquininhas de cartão e oferecer vale-refeição aos seus funcionários.

 

Diferença - Representantes do sistema cooperativo e economistas ouvidos pelo UOL afirmaram que a grande diferença das cooperativas é que elas não visam ao lucro e, por isso, podem oferecer juros menores às pessoas e às empresas. Como os cooperados são "donos do negócio", os resultados financeiros, que são chamados de "sobras", e não de lucro, podem ser divididos anualmente entre eles a partir de decisão em assembleia.

 

Números - Hoje, o Brasil possui 967 cooperativas de crédito, todas num sistema regulado pelo Banco Central. São 5.700 postos de atendimento (como agências) e 9,7 milhões de cooperados em todo o país, segundo dados do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

 

Precisa pagar para se associar - Para ter acesso aos produtos e serviços de uma cooperativa, incluindo empréstimos, pessoas físicas ou empresas precisam, necessariamente, se associar. Em todos os sistemas, a exigência é que elas façam um aporte no chamado capital social da cooperativa. O valor dessa cota vai de R$ 1 a R$ 5.000, dependendo do porte da entidade, e pode ser parcelado. Quanto menor for a instituição, maior o valor exigido de cada associado, uma vez que menos pessoas garantem o seu funcionamento. Essa cota é paga apenas uma vez. Voluntariamente, os associados que quiserem podem realizar mais aportes no capital social das cooperativas ao longo do tempo.

 

Remuneração - O benefício que eles teriam seria de formar um patrimônio, que é remunerado anualmente pelo CDI. Mas não é exigência e também não é o mais comum. O capital social, ao lado do resultado que as cooperativas registram com as suas operações, garante o funcionamento das associações e contribui para o crescimento de seu patrimônio.

 

Situações em que o dinheiro pode ser retirado - O CEO do Sistema Unicred do Brasil, Fernando Fagundes, afirmou que o capital depositado pelos associados é remunerado anualmente pelo chamado Certificado de Depósito Interbancário (CDI), hoje em 6,39% ao ano. Na maioria dos casos, esses juros são somados à cota do capital social de cada cooperado, que vai crescendo ao longo dos anos. 

 

Distribuição- No entanto, em assembleia, os cooperados também podem decidir pela distribuição desses valores, juntamente com as sobras, o que é mais raro. "Independentemente do aporte, o cooperado vai ter direito a apenas um voto na assembleia", afirmou Fagundes. Ele disse que, dependendo do estatuto da cooperativa, esse dinheiro pode ser retirado em três situações: quando o cooperado sai do sistema, quando atinge 65 anos de idade ou em caso de doenças graves. 

 

Quanto mais usa os serviços, mais ganha ou perde -Apesar dos benefícios oferecidos pelas cooperativas, o próprio Banco Central lista como desvantagem o fato de que, se houver prejuízo e ele não puder ser absorvido pelo fundo de reserva das cooperativas, ele também será rateado entre os associados. Nos bancos comerciais, quem arca com os prejuízos são os acionistas, e não os clientes. "Assim como o cooperado participa do resultado positivo, as sobras, ele também arca com as perdas caso elas ocorram", disse Mauri Pimentel, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), especialista em cooperativismo e diretor-superintendente do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) do Centro-Sul de Goiás.

 

Legislação- Pela legislação, a distribuição tanto de "lucros" quanto de prejuízos das cooperativas é realizada totalmente com base nas atividades do cooperado no sistema, e não na sua fatia no capital social da instituição.

 

Fatia- Assim, não importa se uma pessoa tem uma cota maior ou menor no capital da instituição, mas, sim, se ela usa seus serviços ou não. Se ela usa mais o cartão de crédito ou contrata mais empréstimos, por exemplo, ela ganhará mais no momento da distribuição de lucros ou, em caso de prejuízo, responderá por uma fatia maior dessa perda.

 

Resultado- A ideia é que o cooperado, com suas atividades, constrói o resultado das associações, positivo ou negativo. De acordo com Pimentel, se uma pessoa passar o ano inteiro sem realizar qualquer atividade na cooperativa, sua fatia na distribuição de "lucros" ou de perdas pode ser zero. "O entendimento é que essa pessoa não colaborou para a construção do resultado", disse.

 

Cooperativas oferecem taxas de juros reduzidas - O diretor operacional do Sicoob, Francisco Silvio Reposse Júnior, afirmou que, como as cooperativas são mantidas por seus donos e não buscam o lucro, elas também podem oferecer juros menores tanto para pessoas quanto para empresas. O Banco Central não informa as taxas praticadas por essas instituições, mas afirma que, no caso do empréstimo pessoal, elas chegam a menos da metade da cobrada nos bancos. "As cooperativas são mantidas por seus donos, seus sócios, e podem oferecer esses benefícios. É uma espécie de condomínio", disse Júnior. Levantamento do Sicoob mostra, por exemplo, que, enquanto a taxa média cobrada nos bancos para crédito pessoal foi de 125% ao ano em abril, nas cooperativas que integram o sistema ela foi de 19,2% ao ano. 

 

Unicred - O Unicred informou dados de fevereiro. Naquele mês, a taxa de juros do cheque especial estava em 150,14% ao ano, e a do crédito pessoal, em 25,08% ao ano, por exemplo. Já a do rotativo do cartão de crédito estava em 147,93% ao ano.

 

Taxas - Veja exemplos das taxas médias cobradas (ao ano)*:

- Capital de giro rotativo: 21,8% (Sicoob) e 34,5% (bancos)

- Desconto de cheques: 28,3% (Sicoob) e 37,8% (bancos)

- Crédito pessoal: 29,2% (Sicoob) e 125% (bancos)

- Cheque especial: 109,1% (Sicoob) e 320,7% (bancos)

- Cartão de crédito rotativo: 149,5% (Sicoob) e 320,9% (bancos)

Taxas médias apuradas pelo Sicoob em abril de 2018

 

Tarifas - No caso das tarifas, o levantamento do Sicoob também revela uma diferença nos valores. Na média, transferências de valores (TED e DOC) custam R$ 6,70 no Sicoob e R$ 16,50 nos bancos. O fornecimento de extrato mensal eletrônico custa, em média, R$ 1,30 no Sicoob e R$ 2,87 nos bancos, segundo o mesmo comparativo.

 

Outras operações - Veja exemplo das tarifas médias cobradas*:

- Transferências (TED/DOC): R$ 6,70 (Sicoob) e R$ 16,50 (bancos)

- Fornecimento de extrato mensal eletrônico: R$ 1,30 (Sicoob) e R$ 2,87 (bancos)

- Saque em caixa eletrônico: R$ 1,64 (Sicoob) e R$ 2,29 (bancos)

Taxas médias apuradas pelo Sicoob em abril de 2018

 

Maior risco das cooperativas está ligado à gestão A professora de economia do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Juliana Inhasz afirmou que, além da repartição do eventual prejuízo de uma cooperativa entre seus associados, existem riscos ligados à gestão desses empreendimentos. "Bancos, como são instituições financeiras sólidas, têm respaldo de instituições como a Comissão de Valores Mobiliários e o próprio Conselho Monetário Nacional, e as cooperativas não. Eventualmente, se uma cooperativa não tiver uma boa gestão, quem coloca dinheiro lá pode perdê-lo", afirmou. "Agora, se a gestão da cooperativa for correta, os seus riscos são equiparados aos de um banco", disse Juliana.

 

Capilaridade - A professora também afirmou que as grandes cooperativas possuem capilaridade, uma vez que, na maioria dos casos, seus cartões possuem bandeiras que podem ser aceitas em todo o Brasil e no exterior. No entanto, o associado precisa verificar a situação específica de sua associação para saber se pode resolver eventuais problemas em qualquer localidade.

 

Reclamações contra cobrança de tarifas em empréstimos A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim disse que são comuns reclamações de cobrança de tarifas na hora de conceder empréstimos. Segundo ela, as pessoas devem estar atentas ao estatuto das cooperativas e aceitar apenas o que está disposto neles. No caso de empréstimos, o que se paga é a taxa de juros da operação, não uma tarifa. "O consumidor precisa estar atento a possíveis abusividades", disse.

 

Poupança, LCA, fundos e RDC são investimentos disponíveis - As cooperativas não servem apenas para emprestar dinheiro a juros menores. Há várias opções de investimentos: poupança, fundos, LCA e RDC (Recibo de Depósito Cooperativo) são algumas delas. Os sistemas cooperativos afirmaram que o RDC é o investimento mais procurado. Ele equivale aos Certificados de Depósito Bancário (CDB) dos bancos e possui taxas prefixadas, definidas na hora da contratação.

 

Rendimento - O Sicoob informou que, na média, um investimento no RDC com prazo de 185 dias rende 96,6% do CDI. Na prática, com o CDI a 6,39% ao ano, isso equivale a uma taxa de 6,17% ao ano. O Unicred, por sua vez, disse que o rendimento do RDC varia de 96% a 98% do CDI (entre 6,1% ao ano e 6,2% ao ano), mas não informou o prazo dos depósitos.  O Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) não revelou a remuneração desse investimento.

 

LCA - Outra opção são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que buscam financiar o setor agrícola. Na prática, quando uma pessoa compra uma LCA, ela empresta dinheiro ao agronegócio e, em troca, recebe juros sobre o valor aplicado. No caso do investimento em LCA, o Sicoob informou que a remuneração média, para um prazo de 437 dias, é de 89,1% do CDI (ou de 5,7% ao ano). Sicredi e Unicred não informaram os rendimentos.

 

IR - Por regra, no caso do RDC, embora as pessoas tenham uma taxa de remuneração mais alta, elas devem pagar também Imposto de Renda (IR) sobre o seu ganho, num percentual que varia de 15% a 22,5% conforme o prazo do investimento. Já a LCA é isenta de Imposto de Renda, assim como a poupança, o que pode torná-la mais rentável. Essa conta deve ser feita na hora da decisão sobre o investimento.

 

Outras opções - Questionado sobre outras opções, o Sicredi disse que oferece planos de previdência privada e fundos de investimento. "Por meio dos nossos fundos de investimento, os investidores podem acessar diversos tipos de ativos [produtos] do mercado financeiro, como títulos públicos e privados", disse a entidade. O Unicred destacou que possui um plano de previdência com 65 mil cooperados e capital de 2,7 milhões, mas não informou a remuneração.

 

Fundo garante até R$ 250 mil por CPF em caso de quebra - O diretor executivo de Produtos e Negócios do Sicredi, Cidmar Stoffel, por sua vez, afirmou que os riscos que as pessoas enfrentam ao depositar seus recursos em uma cooperativa de crédito são os mesmos que elas teriam em um grande banco. Na avaliação de Stoffel, essa segurança consiste não apenas na gestão das associações, mas na existência do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado em 2014, esse fundo garante até R$ 250 mil por CPF caso as cooperativas sofram intervenção do Banco Central ou de liquidação extrajudicial.

 

Mesmo modelo - Esse é o mesmo modelo e o mesmo valor do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para os bancos. "O sistema é todo regulado pelo BC, e hoje o risco para uma cooperativa de crédito é o mesmo enfrentado por uma instituição do mercado", disse Stoffel. No caso da intervenção, o BC busca impedir o agravamento de uma situação que possa levar à quebra da cooperativa (como uma sucessão de prejuízos e aumento de endividamento). Entre as medidas, está a venda de parte do patrimônio da instituição para pagar dívidas, por exemplo. Se a intervenção não é suficiente, o BC parte para a liquidação extrajudicial, que promove a retirada da cooperativa do sistema financeiro nacional.

 

Prejuízos seguidos - O problema é que, em ambos os casos, a medida do BC ocorre geralmente após prejuízos seguidos no balanço das cooperativas, o que significa que os cooperados já tiveram de assumir perdas até que a situação chegue a esse ponto. A partir do momento do decreto, cessa o processo de repartição de prejuízos, e entra em cena o socorro do FGCoop. "É por isso que é muito importante que as pessoas procurem conhecer a gestão e os resultados da instituição antes de se associar", disse Juliana, do Insper.

 

Recomendação - Por meio de sua assessoria, o Banco Central recomendou que as pessoas consultem, em sua página (https://www3.bcb.gov.br/ifdata/), relatórios com os resultados financeiros das cooperativas antes de se associar. Na página, é preciso selecionar uma "data-base" (período), um "tipo de instituição" (no caso, instituições individuais) e um "relatório" (demonstração de resultado). Depois disso, na coluna "TCB", o cidadão deve selecionar a opção b3s (cooperativa de crédito singular, clicando no símbolo de filtro) e procurar o nome da instituição.

 

Autorização - Em outra página (http://www.bcb.gov.br/fis/info/instituicoes.asp?idpai=INFCAD) do BC, é possível verificar as instituições autorizadas a funcionar. É preciso escolher a terceira opção, das cooperativas, e clicar em Ok para baixar as informações.

 

Veja o resultado de algumas cooperativas em 2017 - O Sicredi distribuiu R$ 887 milhões de "lucro" aos seus mais de 3,7 milhões de associados no país no fechamento do balanço de 2017. Ao todo, esse sistema possui 116 cooperativas de crédito em 21 estados brasileiros. O Sicoob informou que repartiu R$ 727 milhões para 1,8 milhão de cooperados. O Sicoob reúne cerca de 480 cooperativas em todos os estados. (UOL)

 

Foto: Pixabay

 

RAMO CRÉDITO II: Rodocrédito agora é Evolua e passa a atender toda comunidade

 

ramo credito II 11 07 2018Com movimentação de mais de R$ 96 milhões de ativos totais até maio de 2018 e R$ 20,6 milhões de patrimônio líquido no mesmo período, a Rodocrédito - Cooperativa de Crédito passa a adotar novo nome: Evolua. A designação surgiu do processo de sugestão de 187 nomes, votação colaborativa entre cooperados e colaboradores e aprovação de todos os integrantes em Assembleia Geral. Com processo já homologado pelo Banco Central e Junta Comercial, a partir de julho a cooperativa passará a atender toda a população e não mais apenas representantes do setor de transporte, como era até então.

 

Unidades - Com a mudança, qualquer pessoa física ou jurídica pode tornar-se cooperado de uma das unidades localizadas nas cidades de Dois Vizinhos, Marmeleiro, Francisco Beltrão e Pato Branco. Os benefícios de fazer parte de uma cooperativa de crédito vão desde taxas menores que a média do mercado até participação ativa nas decisões e retorno das sobras anuais. “A nova marca representa o conceito de desenvolvimento focado no crescimento com qualidade. Manteremos a essência cooperativista e nossos valores de sempre: relacionamento próximo, serviços facilitados e participação ativa nas decisões, características que fazem com muitos cooperados se identifiquem, escolham e permaneçam na nossa cooperativa”, afirma o diretor executivo Kelvi Krauspenhar.

 

Registro - Krauspenhar explica que foram realizados todos os trâmites para registro de marca e alinhamento com a visão, a estratégia e o posicionamento da cooperativa. “Nossa intenção é ampliar nosso atendimento, nos aproximar e focar de forma ainda mais ativa no cooperado, facilitando e democratizando os serviços financeiros e oferecendo cada vez mais benefícios”, acrescenta.

 

Solidez do Sistema Ailos - A Evolua - Cooperativa de Crédito integra o Sistema Ailos que tem uma Cooperativa Central e outras 12 cooperativas singulares. Juntas, somam quase 400 terminais de autoatendimento e 175 pontos de atendimento. A atuação é direta em 56 municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até maio de 2018, o sistema já conta com mais de 650 mil cooperados e patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão, que representa a soma do capital social (investimentos feitos pelos cooperados), das contas de reservas constituídas e do resultado.  A força do sistema cooperativista está em outros números também: são R$ 3,3 bilhões em operações de crédito (empréstimos, financiamentos e limites de descontos), e R$ 6,5 bilhões de ativos totais.

 

Vantagens - Porque manter conta numa cooperativa de crédito:

- O cooperado tem participação ativa nas decisões da cooperativa e recebe participação anual dos lucros;

- Crédito rápido e empréstimos; 

- Tem crédito empreendedor para pessoas físicas e jurídicas;

- Grandes modalidades de investimentos; 

- Consórcios e seguros.

(Imprensa Evolua)

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa recebe certificação por práticas ecoeficientes

 

Ano após ano, cresce a preocupação em relação à emissão de gases causadores do efeito estufa e de aspectos produtivos que possam poluir o meio ambiente. Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), lançado pelo Observatório do Clima em setembro de 2017, as emissões nacionais de gases de efeito estufa subiram 8,9% em 2016 em comparação com o ano anterior. É o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004.

 

Compensação ambiental - Na contramão da poluição, empresas investem cada vez mais em programas de compensação ambiental, como é o caso da Cooperativa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP. Visando reduzir a emissão de CO², a instituição iniciou um processo de gerenciamento de gastos com energia elétrica, consumo de papel, água e quilometragem dos veículos usados pela empresa.

 

Parâmetros - Os parâmetros analisados pela cooperativa são documentados em inventários e enviados para a Ecofinance, empresa que alinha as ações que deverão ser executadas para a neutralização da emissão dos gases poluentes. Em 2017, a Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP recebeu o selo GHG Protocol, ferramenta internacional de mensuração e gerenciamento de emissão dos gases do efeito estufa (GEE). O reconhecimento foi resultado do trabalho de inventário de fontes de emissão (água, energia e papel) realizado por todas as agências da cooperativa.

 

Emissão zero - Além disso, no final de junho, a Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP recebeu o certificado de emissão zero de gases causadores do efeito estufa pela Ecofinance. O certificado é relacionado à parceria da cooperativa com a Prefeitura de Galvão (SC) e o Parque Estadual das Araucárias, que juntas realizaram o plantio de 500 mudas de árvores nativas, ação suficiente para neutralizar emissões dos anos de 2016 e 2017.

 

Dever - Para o presidente da cooperativa, Clemente Renosto, contribuir com a conservação do planeta é um dever de todos. “Não são apenas os governos e as grandes indústrias que devem ter essa preocupação ambiental. Independente do setor e do tamanho, as empresas provocam um impacto de acordo com suas atividades. E por nós representarmos milhares de associados, estamos sempre revendo as nossas políticas e atitudes, para fazermos a nossa parte e darmos o exemplo”, afirma Clemente. 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Parque das Araucárias PR/SC/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Associado de Entre Rios ganha R$ 2 mil em sorteio da Poupança Premiada

 

A Cooperativa Sicredi Planalto das Águas PR/SP premiou o associado Jonas Kulka, por meio da campanha Poupança Premiada. Durante a entrega, realizada na agência no distrito de Entre Rios, interior de Guarapuava, o associado contou que “ficou muito feliz com a notícia e que vai poupar cada vez mais no Sicredi”.

 

Incentivo - O presidente da Sicredi Planalto das Águas PR/SP, Adilson Primo Fiorentin ressalta sobre o incentivo da instituição financeira cooperativa “em promover iniciativas que conscientizem os associados sobre a importância de poupar uma parcela dos ganhos para realizar objetivos, ou até mesmo para momentos de necessidade. E quando temos associados que entendem o recado e ainda são premiados, ficamos muito felizes por participar desse momento”, reforça o presidente.

 

Educação financeira - A iniciativa, que é promovida há 3 anos pelo Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, busca reforçar o conceito de educação financeira e incentivar associados e poupadores em geral a guardar recursos para conquistar objetivos. Entre os meses de abril e dezembro estão sendo  distribuídos R$ 1,5 milhão em prêmios, sendo 10 sorteios semanais de R$ 2 mil, um sorteio mensal no valor de R$ 50 mil e um sorteio final que premiará um associado Sicredi com meio milhão de Reais. Em dezembro, durante a reta final da campanha, as chances de ganhar serão dobradas, com 20 sorteios semanais de R$ 2 mil, além do grande sorteio.

 

Como participar - A cada R$ 100,00 aplicados na poupança Sicredi, é gerado automaticamente um número da sorte para concorrer aos sorteios que acontecem pela Loteria Federal. Basta acessar o site: www.sicredi.com.br/eupouposim e verificar os números. Ao fazer uma poupança programada, o poupador recebe números em dobro para participar. Quanto mais depositar, mais chances de ganhar. Podem participar pessoas físicas e jurídicas nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, associados ou não. Os sorteios serão realizados todas as segundas-feiras (a partir de 10/04) e os ganhadores divulgados em até cinco dias úteis.

 

Diferencial cooperativo - O interessante da ação é o diferencial cooperativo, já que o recurso da poupança Sicredi beneficia as regiões em que é captado, resultando em mais desenvolvimento local por meio de concessão de crédito. Quanto mais associados poupam, mais associados podem ter acesso à linhas de crédito, gerando um ciclo virtuoso nas comunidades onde o Sicredi está presente.

 

Mais - Para saber mais sobre o programa Poupança Premiada, datas de sorteios e vencedores, acesse: www.sicredi.com.br/eupouposim ou procure uma das 547 agências do Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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COPACOL: O início de uma carreira profissional começa aqui

 

Vinte e um jovens estiveram reunidos, na manhã desta terça-feira (10/07), no auditório da Copacol, em Cafelândia, Oeste do Paraná, para celebrar mais uma etapa, tanto na vida profissional quanto pessoal: a conquista por uma vaga na 5ª turma do Programa Jovem Aprendiz Industrial.

 

Abertura - Formando jovens para o mercado de trabalho há mais de dez anos através deste programa, a cooperativa realizou a abertura com orgulho de poder contar com o depoimento de uma ex-jovem aprendiz e atual assistente de gestão de pessoas, Thamires Wessler da Silva.

 

Recém-contratada - “Fui integrante da 16ª turma do Programa Jovem Aprendiz Cooperativo e fui recém-contratada para fazer parte da equipe de Gestão de Pessoas. No entanto, para chegar até aqui passei pelo mesmo processo que vocês estão iniciando agora. Recebi muitas informações, aprendi sobre diversos processos e acima de tudo me dediquei em cada um deles para que hoje pudesse colher cada fruto da minha dedicação. Atualmente, estou cursando o ensino superior para que assim eu possa ter novas oportunidades dentro da cooperativa”, disse a colaboradora ao se dirigir aos jovens.

 

Industrial - Diferente do Programa Jovem Aprendiz Cooperativo, a categoria Industrial inclui jovens com idade entre 18 e 22 anos, que deverão atuar nos Abatedouros de Aves e Peixes. Além da experiência prática, estes jovens também terão contato com a teoria, por meio de aulas realizadas aos sábados na Faculdade Unica.

 

Determinados - “Estamos diante de jovens determinados, digo isso porque sei que entre muitos candidatos vocês foram os selecionados a fazerem parte desta turma. Chegar aqui não foi fácil e aos poucos muitas dificuldades devem surgir, mas para isso vocês precisam continuar com esta dedicação para que lá na frente vocês assim como a Thamires, possam comemorar suas conquistas pessoais e profissionais”, explicou a diretora da Faculdade Unica de Cafelândia, Nair Jasper Kracieski durante o seu pronunciamento. 

 

Escolha - O coordenador da turma, Eduardo Luan dos Santos também recebeu o grupo e, na sequência, realizou a integração dos jovens a cooperativa. “Estamos muito felizes por vocês terem escolhido a Copacol para aprender. Eu que também já fui jovem me sinto lisonjeado de hoje, poder coordenar minha primeira turma de aprendizes e assim como vocês pretendo aprender e compartilhar experiências para que ao fim do Programa a gente possa fazer uma análise positiva dessa evolução”, ressaltou Eduardo Luan. (Imprensa Copacol)

 

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SISTEMA OCERGS: Cooperativas gaúchas faturam R$ 43 bilhões em 2017

 

sistema ocergs 11 07 2018O Rio Grande do Sul é um Estado cooperativista. Está na sua essência, no seu DNA. São 2,8 milhões de associados, distribuídos em 426 cooperativas. E os números divulgados no dia 4 de julho, durante o Tá na Mesa, da Federasul, no relatório “Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2018” confirmam a posição de destaque do movimento.

 

Crescimento - Após a tradicional coletiva de imprensa, o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, falou sobre o crescimento do setor cooperativista no Estado. Participaram do evento os diretores da Ocergs, Darci Hartmann, Irno Pretto, Margaret Garcia da Cunha, Valdir Feller e Irineo Hennemann, o presidente da Fecoagro/RS, Paulo Pires, o diretor executivo do Sicredi, Gerson Seefeld, o conselheiro de ética da Ocergs, Adelar Steffler, além de autoridades e dirigentes cooperativistas.

 

Faturamento - O balanço publicado pela Ocergs no mês de julho aponta o faturamento recorde de R$ 43 bilhões das cooperativas do RS, com incremento de 4,3% em relação ao período anterior. Em sua explanação, Perius demonstrou a força e a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul, destacando seu aumento no número de sócios, geração de novos empregos, investimento das cooperativas em capacitação, novos hospitais e novas agroindústrias, faturamento, sobras, dentre outros.

 

Resiliência econômica - “Tivemos um ano de resiliência econômica, imposta pela recessão. Reconhecemos também que nossas cooperativas tomaram decisões importantes para projetar o seu futuro em um cenário difícil. Por serem sociedades constituídas por pessoas, e não por capital financeiro, as cooperativas constroem e projetam seus investimentos numa proposta de crescimento com base na mútua colaboração. É nisso que acreditamos. É isso que fortalece e sustenta o setor cooperativista”, afirmou o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius.

 

Sobras - Diferente do modelo capitalista, que visa lucros, as cooperativas geram sobras. E nesse indicador de desempenho, a eficiência econômica das cooperativas gaúchas também se evidencia através do crescimento de 21,97% nas sobras apuradas, atingindo o valor de R$ 1,8 bilhão. E mais do que gerar e distribuir riquezas de forma proporcional ao trabalho de cada associado, as sobras permanecem nas comunidades nas quais as cooperativas estão inseridas.

 

Patrimônio líquido - A solidez do sistema cooperativista estadual se comprova na evolução do patrimônio líquido, que alcançou R$ 14 bilhões. Em relação aos ativos, o cooperativismo gaúcho registrou um acréscimo de 13,78%. Nos últimos cinco anos houve crescimento de 94,4% no total desses ativos, que em 2017 atingiu o valor de R$ 69,3 bilhões.

 

Papel econômico e social - Com importante papel econômico e social em suas comunidades e respectivas regiões, as cooperativas do Estado contribuem com expressiva geração de tributos. Somente em 2017, foram R$ 2,2 bilhões, uma expansão de 4,8% na geração de impostos em relação ao ano anterior.

 

Postos de trabalho - Mesmo diante de um cenário de retração econômica, as cooperativas aumentaram seus postos de trabalho no Estado, com geração de 61,8 mil empregos diretos. Desses, 90,8% concentra-se nos ramos Agropecuário, Saúde e Crédito.

 

Participação da população - A participação da população gaúcha envolvida no cooperativismo é de 74,3%, considerando que a família de cada associado se constitui, em média, de três pessoas.

 

Agronegócio e agregação de valor - O ramo Agropecuário registrou um faturamento de R$ 25,6 bilhões em 2017, representando um aumento de 26,22% nos últimos cinco anos. Atualmente, 51 cooperativas do Rio Grande do Sul possuem planta agroindustrial, onde processam a matéria-prima e agregam valor em mais de 131 produtos diferentes. Nas exportações, o volume de negócios movimentado pelas cooperativas do ramo Agropecuário alcançou R$ 164,9 milhões.

 

Confiança dos associados no sistema cooperativista de crédito - No que se refere ao ramo Crédito, este registrou um faturamento de R$ 8 bilhões em 2017, valor que representa um crescimento de 129,93% em um comparativo com os últimos cinco anos. As cooperativas de Crédito são responsáveis pela geração de R$ 1,2 bilhão de sobras, valor que indica uma expansão de 26,5% em relação a 2016. Na captação de recursos, o crescimento de 32,3% dos depósitos a prazo no período de 2015 a 2017 demonstra a confiança dos associados no sistema cooperativista, ampliando a credibilidade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.

 

Saúde para todos Quanto ao ramo Saúde, em 2017 as cooperativas gaúchas registraram um faturamento de R$ 6,4 bilhões, o que representa um crescimento de 8,5% em relação a 2016. Dos 3,39 milhões de beneficiários de planos de saúde do Rio Grande do Sul (dados da ANS), 50,15% são de cooperativas gaúchas. Em relação à cobertura, as cooperativas deste ramo estão presentes em todos os municípios do Rio Grande do Sul.

 

Energia cooperativista -  Segundo a Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop), 39% da energia distribuída por cooperativas no Brasil é proveniente de 15 cooperativas do RS. Ao todo, 369 municípios do RS são atendidos pelas cooperativas de Infraestrutura. (Assessoria de Imprensa do Sistema Ocergs-Sescoop/RS)

 

Acesse a publicação completa AQUI.

 

MILHO: Confirmada a ocorrência de nova doença em lavouras no Paraná

 

milho 11 07 2018O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) confirmou a ocorrência da estria bacteriana do milho em lavouras das regiões Norte, Centro-Oeste e Oeste do Estado. Até agora desconhecida no Brasil, a doença é causada pela bactéria Xanthomonas vasicola pv. vasculorum, e tem potencial para reduzir à metade o rendimento de grãos em híbridos de milho altamente suscetíveis, segundo o pesquisador Adriano de Paiva Custódio, do Iapar.

 

Ocorrência - A ocorrência foi constatada primeiramente em áreas experimentais do Centro de Pesquisa Agrícola da Cooperativa Agropecuária Consolata (Copacol), no município de Cafelândia. “Em 2016, percebemos plantas com lesões diferentes do que estávamos acostumados, mas não era um problema evidente e pensamos se tratar de uma doença secundária”, conta o engenheiro-agrônomo Tiago Madalosso.

 

Intensidade maior - Nesta safra o problema se apresentou com maior intensidade. “Verificamos áreas com grande pressão da doença, embora ainda sem registrar comprometimento significativo da produtividade”, acrescenta Madalosso.

 

Confirmação - Após a análise de plantas doentes encaminhadas ao Iapar, a presença da nova doença em território paranaense foi confirmada e notificada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Análises - “Em laboratório, fizemos análises fisiológicas, bioquímicas e moleculares, incluindo sequenciamento gênico, para não haver dúvidas sobre a identidade do patógeno”, explica o pesquisador Rui Pereira Leite Jr., do Iapar, acrescentando que a mera existência de sintomas em plantas não é suficiente para caracterizar um determinado patógeno.

 

Registros - A estria bacteriana do milho já foi registrada na região Oeste (municípios de Cafelândia, Corbélia, Nova Aurora, Palotina, Santa Tereza do Oeste, Toledo e Ubiratã), Centro-Oeste (Campo Mourão e Floresta) e Norte (Londrina, Rolândia, Sertanópolis e Mandaguari).

 

Registros - O primeiro registro da estria bacteriana em lavouras de milho se deu em 1949, na África do Sul. Após décadas circunscrita ao continente africano, foi detectada nos Estados Unidos em 2016, onde se encontra atualmente disseminada em pelo menos oito estados. “Em regiões do Colorado, Kansas e Nebraska, o nível de incidência passou de 90%, com severidade chegando a 50% da área foliar”, aponta Leite.

 

Argentina - Foi, por fim, reportada na Argentina em 2017, de onde chegou ao Brasil, provavelmente pela proximidade. Avaliações preliminares constataram a doença em mais de 30 híbridos cultivados nesta segunda safra, inclusive nos transgênicos. O milho pipoca também é suscetível.

 

Disseminação e controle - Leite esclarece que a bactéria pode se propagar nas lavouras por meio da chuva, vento, água de irrigação e equipamentos como tratores, implementos, colheitadeiras e caminhões. Também pode sobreviver de uma safra para outra na palhada e restos de culturas, ou mesmo em outras plantas hospedeiras, invasoras ou cultivadas – espécies como arroz e aveia também são suscetíveis à doença. “Já o potencial de disseminação por sementes ainda não está totalmente esclarecido”, ele aponta.

 

Sementes e cultivares - O uso de sementes idôneas e de cultivares menos suscetíveis, a desinfecção de equipamentos, a adoção da rotação de cultivos e a destruição de restos de cultura são as principais práticas de controle. Sobre o controle químico, Leite aponta que ainda não há produtos testados para o controle da bactéria.

 

Testes - Como ação emergencial, os pesquisadores defendem o investimento em testes nas principais cultivares de milho atualmente disponíveis no mercado, juntamente com a avaliação de produtos químicos registrados para a cultura que podem ter efeito bactericida e bacteriostático.

 

Reunião técnica - Iapar, Mapa, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Copacol convidam lideranças, pesquisadores e técnicos ligados à cadeia produtiva do milho para uma reunião técnica nesta quinta-feira (12/07), em Londrina. O objetivo do encontro é nivelar informações, debater implicações da nova doença para a cadeia produtiva e traçar estratégias para prevenção e controle.

 

Participação gratuita - A participação é gratuita, mas é preciso confirmar presença pelo e-mail eventos@iapar.br até quarta-feira (11/07). (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

SERVIÇO

Reunião técnica – “Estria bacteriana do milho: uma nova doença em lavouras do Paraná”

Data: quinta-feira, 12 de julho

Horário: 13 horas

Local: sede do Iapar, em Londrina (Rodovia Celso Garcia Cid, km 375 – saída para Curitiba)

 

Programa:

13h - Abertura

14h - Estria bacteriana em lavouras de milho no Oeste do Paraná (Tiago Madalosso, Copacol

14h30 - Sintomatologia, epidemiologia e potencial de dano econômico (Adriano de Paiva Custódio, Iapar)

15h - A doença e caracterização do patógeno Xanthomonas vasicola pv. vasculorum (Rui Pereira Leite Jr., Iapar)

15h50 - Distribuição geográfica e medidas para prevenção e contenção (Viviane Barbosa, Mapa; Juliano Galhardo, Adapar)

16h20 - Debate/Encerramento

 

BOAS PRÁTICAS: Consulta pública visa edição de normas de bem-estar em granjas de suínos

 

boas praticas 11 07 2018Foi publicada nesta terça-feira (10/07) a Portaria 195 da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo (SMC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, submetendo à Consulta Pública, proposta de Instrução Normativa que estabelece boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial.

 

Orientação - O objetivo da Instrução Normativa será o de orientar o uso racional da fauna para um sistema de produção sustentável, preservando a saúde e bem-estar. O prazo da consulta é de 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, quando poderão ser enviadas sugestões ou comentários de órgãos, entidades ou pessoas interessadas.

 

Argumentos - Os argumentos devem ser tecnicamente fundamentados, apresentadas no formato de planilha editável, e enviadas para o e-mail: comissao.bea@agricultura.gov.br. (Mapa)

 

AGRONEGÓCIO: Disputa remodela mercado de commodities agrícolas

 

agronegocio 11 07 2018A escalada das tensões entre Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais começa a remodelar o mercado de commodities agrícolas. Os produtores americanos de soja correm o risco de perder bastante, enquanto fiações vietnamitas e criadores alemães de suínos podem se beneficiar.

 

Canola - Os compradores chineses de soja, como a estatal Cofco, já recorrem ao Brasil como fornecedor alternativo aos EUA. A soja é uma das commodities escolhidas por Pequim para retaliar as tarifas de importação dos EUA. Os produtores de canola, outra oleaginosa que pode ser usada na ração do gado, também podem ser favorecidos.

 

Compras - Antes do acirramento das tensões comerciais com os EUA, a China já vinha comprando mais canola. O país comprou cerca de 4,8 milhões de toneladas em 2017, 30% a mais que em 2016, a maior parte do Canadá, o maior exportador mundial. "A China vem buscando importar mais canola e colza quando o preço é competitivo", disse Tracey Allen, do J.P.Morgan.

 

Expectativa de aumento - Embora as importações de canola sejam apenas uma fração das compras de soja da China, que somaram 95 milhões de toneladas em 2017, a expectativa de aumento nas vendas tem sido suficiente para manter firmes os preços da canola canadense. O contrato de canola para entrega em novembro na Bolsa Intercontinental (ICE) aumentou quase 3% do início do ano até a semana passada. "A diferença entre [a canola e a soja] aumentou, uma vez que os fundos de hedge estão comprados em canola e vendidos em soja", disse Mike Jubinville, analista da Pro Farmer Canada.

 

Milho - Os temores quanto ao futuro do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), entre EUA, México e Canadá, já encorajaram o México a diversificar seu fornecimento de commodities agrícolas. A China colocou o milho na lista de produtos que se tornaram alvos de tarifas de importação. As atenções agora estão voltadas em descobrir para onde irão as exportações americanas de milho e como o México, maior importador do cereal do país vizinho, vai reagir. O país latino-americano não incluiu nenhuma medida contra o milho em sua reação às tarifas que os EUA impuseram sobre o aço e o alumínio.

 

Menos - Mas, em 2017, o México comprou pouco menos de 600 mil toneladas do grão no Brasil, dez vezes a mais do que em 2016, segundo o International Trade Centre. Embora isso seja apenas 4% das importações totais de milho do México, os esforços do país para reduzir sua dependência dos EUA devem aumentar. "Vai ser difícil substituir todas as importações dos EUA, mas até 30% podem ser comprados do Brasil, Argentina e outros países", disse Stefan Vogel, analista do Rabobank.

 

Algodão - O algodão é outro alvo de Pequim. Como a China é o segundo maior comprador da fibra dos EUA, os preços em Chicago mergulharam à medida que as tensões foram se agravando. A China tentará comprar mais algodão de regiões como a Austrália, África Ocidental e Brasil, segundo a trading Plexus. A Índia, outro importante produtor, também deverá ganhar mais participação de mercado.

 

Vietnã - Outros beneficiários podem ser os produtores de fios no Vietnã, que importam o algodão americano e exportam os fios à China e outros compradores. Eles já estão colhendo os ganhos da queda nos preços do algodão, que eleva suas margens de lucro. "Os vietnamitas deverão ser beneficiários dos baixos preços [do algodão dos EUA]", disse Allen, do JPMorgan.

 

Carne suína - Os criadores de suínos da Alemanha viram sua produção ser vendida ao México pela primeira vez em junho deste ano, após as tarifas mexicanas sobre a carne suína produzida nos EUA terem criado oportunidades para produtores rivais.

 

Ramificações - Com o México e a China, dois importantes destinos da carne suína americana, impondo tarifas adicionais sobre as importações nesta semana, as ramificações do mercado provavelmente vão se ampliar. "Os embarques [dos EUA] à China estão em queda, uma vez que os compradores [chineses] vêm buscando outras fontes", disse Justin Sherrard, estrategista mundial de proteínas animais do Rabobank.

 

Aumento - Pequim elevou em abril os impostos sobre a carne suína proveniente dos EUA de 12% para 37%.

 

Rearranjo - A China é o maior produtor, consumidor e importador de carne suína no mundo, enquanto a Alemanha é o principal exportador, seguido dos EUA. Para analistas, Canadá e Espanha também vão procurar aproveitar as tensões comerciais entre EUA e China. "Há um grande rearranjo dos fluxos comerciais, o que significa oportunidades para alguns e riscos para outros", afirmou Sherrard, do Rabobank.

 

Carne bovina - A sobretaxa de Pequim à carne bovina dos EUA pode ajudar pecuaristas da Austrália. A carne americana não ocupa muito espaço nas gôndolas chinesas, mas é considerada de primeira qualidade. Os produtores americanos de carne bovina voltaram a ter acesso ao mercado chinês pela primeira vez em 14 anos em 2017. Assim como a carne australiana, o produto é vendido a preços mais altos. Em contraste, a carne do Brasil, maior exportador à China, é considerada "produto de volume", segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

 

Construção da marca - Vender carne bovina a preços mais altos no mercado chinês é questão de construção da marca e confiança, segundo analistas, que destacam os prejuízos que as tarifas poderiam provocar. Os impostos "poderiam, em última análise, restringir o acesso ao mercado e enfraquecer um grande concorrente dos exportadores de carne bovina australianos", disse Mark Bennett, chefe de agronegócios da ANZ. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Fazenda já projeta alta do PIB próxima de 1,6%

 

economia 11 07 2018O próximo relatório bimestral de receitas e despesas, previsto para ser divulgado até o dia 22 de julho, deve trazer significativa redução da projeção de crescimento da economia brasileira para este ano. O Valor apurou que o número deve ficar em torno do já projetado pelo Banco Central, de 1,6%, e pelo mercado, cuja estimativa mais recente foi de crescimento de 1,53% para este ano.

 

Expectativa atual - Atualmente, a projeção oficial do relatório, divulgado em maio, é de expansão de 2,5%. Além do impacto da greve dos caminhoneiros - que o Ministério da Fazenda já havia calculado em 0,2 ponto percentual como efeito direto (sem considerar o impacto negativo que houve na confiança e que não foi estimado) -, a continuidade do aperto nas condições financeiras desde aquele mês, com juros e taxa de câmbio em forte alta no mercado financeiro, está sendo decisiva para a revisão em curso.

 

Modelos - Os modelos econonométricos (fórmulas matemáticas elaboradas para fazer as projeções) continuam a ser "rodados" quase que diariamente pelos técnicos do governo, e o número final ainda será definido, mas não deve ser muito diferente do nível previsto por BC e mercado nas últimas semanas. Para 2019, a tendência é que a projeção seja de 2,5% de alta, embora o relatório bimestral não tenha obrigação de divulgar o número.

 

Segunda revisão - Será a segunda revisão para baixo que o governo está fazendo no PIB deste ano. A se confirmar um número próximo ao do BC, a reestimativa dessa vez será mais pronunciada do que a realizada em maio, quando saiu de 3% para o nível vigente.

 

Contra - A queda na expectativa de crescimento da economia naturalmente joga contra um cenário mais favorável de receitas, como vinha se configurando nos números fiscais divulgados até maio. De janeiro até o quinto mês do ano, os dados da Receita Federal vinham surpreendendo positivamente, mas, com a greve dos caminhoneiros e a turbulência no mercado, a incerteza se instalou no quadro para as contas públicas.

 

Cofres do governo - Uma fonte do governo apontou que, se de um lado um crescimento menos intenso do PIB joga contra a arrecadação, de outro a inflação mais alta (em junho o IPCA ficou em 1,26%, a taxa mais elevada para o mês desde 1995) contribui para os cofres do governo, elevando a base de tributação.

 

Termos nominais - Por isso, em termos nominais, o relatório que está sendo elaborado não apontaria uma mudança muito grande na estimativa de arrecadação, embora os números ainda devam ser alterados. Outro fator que pesou favoravelmente para a arrecadação foi que houve antecipação de vendas no varejo por conta da paralisação nas estradas, que, em um primeiro momento, ampliaria a arrecadação de tributos incidentes sobre o varejo, como o PIS e a Cofins. Por outro lado, a escalada do dólar prejudica a importação e, consequentemente, a receita gerada pelos produtos trazidos de fora do Brasil.

 

Otimismo - Independentemente dos ainda pouco claros impactos fiscais do quadro econômico, é importante destacar que o governo começou o ano vendendo otimismo com o PIB, apontando não só como superada a grave recessão dos dois anos anteriores, mas também dando como certa uma aceleração do crescimento para um ritmo até acima do que os técnicos do setor público consideram como potencial de expansão do país (que estaria entre 2,3% e 2,4%).

 

Crescimento limitado - Seis meses depois, contudo, a equipe econômica agora liderada por Eduardo Guardia tem que lidar com um cenário no qual o crescimento tende a ser quase a metade do que se esperava, mantendo o nível de ociosidade da economia (tanto do capital como da mão-de-obra) em patamares elevados. (Valor Econômico)

 

FOTO:Pixabay

 

IBGE: Indústrias de MT e PR foram as mais afetadas por paralisação de caminhoneiros

 

ibge 11 07 2018A paralisação de caminhoneiros ocorrida entre 21 de maio e 2 de junho afetou a produção industrial de 14 dos 15 estados investigados pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal. Segundo o instituto divulgou nesta quarta-feira (11/07) os estados cuja produção sofreu em maio o maior impacto foram Mato Grosso (-24,2%), Paraná (-18,4%), Bahia (15%) e Santa Catarina (-15%). São Paulo (-11,4%) e Rio Grande do Sul (-11%) completam a lista dos estados cujas perdas em maio superam a média nacional.

 

Comparação - Bloqueios de estradas e o consequente desabastecimento de alimentos e combustíveis levaram à produção industrial brasileira em maio a uma perda de 10,9% em relação a abril. Quase todos os estados pesquisados tiveram em maio perdas que superaram ganhos nos meses anteriores.

 

Exceção - A exceção foi o estado do Pará, o único da lista de 15 estados investigados pelo IBGE que teve alta na produção de maio, de 9,2%.

 

Mais quedas - Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%) também registraram queda em maio.

 

Alta acumulada - Apesar das fortes perdas no período, a produção industrial brasileira acumula alta de 2% no período de janeiro a maio deste ano. Sete estados, porém, tem saldo negativo, com destaque para o Espírito Santo, que teve queda de 5,1% na produção nos cinco meses.

 

Desarticulação - De acordo com o IBGE, a paralisação de caminhoneiros que durou 11 dias desarticulou a produção nacional. Diversas indústrias sofreram o impacto da mobilização, seja porque ficaram sem insumos para a produção, seja porque seus funcionários não conseguiram chegar às linhas de produção.

 

Falta de alimentos - Durante a paralisação, houve falta de alimentos importantes na cesta básica do brasileiro, já que diversos caminhões de legumes, verduras e frutas não chegaram aos seus destinos finais. Centros de distribuição de alimentos de várias capitais brasileiras registraram faltas de produtos como cebola e batata inglesa, cujos preços dispararam.

 

Combustíveis - Também houve falta de combustíveis nos postos, já que com motoristas de braços cruzados os caminhões que faziam a entrega de gasolina e diesel da refinaria para os postos deixaram de circular. Houve ainda registro de piquetes nas portas das principais refinarias da Petrobras pelo país. O resultado foi o desabastecimento de combustíveis, que demorou alguns dias para se recuperar apesar do fim da paralisação.

 

Corrida - Ao término da mobilização, houve uma corrida de consumidores a postos de combustíveis e supermercados atrás dos produtos que faltaram no período, o que estendeu ainda mais o período de desabastecimento. (UOL)

 

INOVAÇÃO: Brasil sobe 5 posições e fica em 64º em ranking com 126 países

 

inovacao 11 07 2018O Brasil ganhou cinco posições e fica a partir de agora em 64º lugar entre 126 países no "Índice Global de Inovação 2018", que procura estabelecer a vantagem concorrencial das nações, economias e empresas.

 

Indicadores - Elaborado anualmente pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), Cornell University (EUA), Insead (França) e GH Knowledge Partners, o índice classifica as economias com base em 80 indicadores, que vão desde o número de pedidos de registro de patentes até a criação de aplicativos para aparelhos portáteis, gastos com educação e publicações científicas e técnicas.

 

Contraste - O resultado do Brasil no Índice Global de Inovação contrasta com o recente Índice Global de Competitividade Digital, elaborado pelo IMD, escola de administração de Lausanne, Suíça. No ranking, o país caiu duas posições e ficou em 57º lugar entre 63 nações pesquisadas.

 

Melhoras - Mas Francis Gurry, diretor-geral da OMPI, vê melhoras no Brasil. "Em inovação, o Brasil não brilha tanto quanto no futebol, mas o que revela o índice é que o país está melhorando", afirma. O país aparece na 15ª posição entre 34 países de renda média alta e na 61ª posição entre 18 países de América Latina e Caribe.

 

Produções criativas - Gurry destaca a subida de cinco posições pelo país desde 2017 e avanço no que chama de produções criativas para o processo de inovação, no número de trabalhadores altamente especializados e em melhores resultados em pesquisas universitária e industrial.

 

Pontos fortes - Os pontos fortes do Brasil, comparativamente no mundo da inovação, incluem as despesas com pesquisa e desenvolvimento, a qualidade de instituições como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de sofisticação empresarial (financiamento a pesquisa, pagamento de direitos de propriedade intelectual, importação de alta tecnologia), sofisticação do mercado (escala do mercado, competição) e conhecimento e tecnologia (qualidade de publicações científicas e exportação de alta tecnologia).

 

Pontos fracos - Entre os pontos fracos, o relatório aponta as instituições (ambiente para negócios, dificuldade para iniciar um negócio), capital humano (fraco nos resultados do Pisa, número de formados em ciência e engenharia), infraestrutura.

 

Economias mais inovadoras - As dez economias consideradas mais inovadoras são Suíça, Holanda, Suécia, Reino Unido, Cingapura, Estados Unidos, Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Irlanda. A novidade deste ano é a entrada da China entre os 20 países mais inovadores do mundo, subindo cinco posições, para ocupar a 17ª colocação, enquanto os EUA caem do quarto para o sexto lugar.

 

Direção estratégica - "A rápida ascensão da China reflete uma direção estratégica definida pela liderança do país para desenvolver a capacidade de nível mundial em inovação e para orientar a base estrutural da economia para setores mais intensivos em conhecimento que dependem da novação para manterem sua vantagem competitiva", diz Gurry. Para ele, o avanço chinês "anuncia a chegada da inovação multipolar."

 

Subindo - Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã continuam a subir nas classificações, aproximando-se de potências regionais como China, Japão, Cingapura e Coreia do Sul. Outros casos considerados interessantes são Índia, Irã, México, Tailândia e Vietnã, que sobem constantemente.

 

Tema - O tema do relatório deste ano é "Energizando o mundo com inovação", com foco na necessidade de ampliação do trabalho inovador em tecnologias verdes para atender às crescentes demandas energéticas mundiais. As projeções indicam que, até 2040, o mundo precisará de até 30% mais energia do que hoje e que as abordagens convencionais para a expansão do fornecimento são insustentáveis frente à mudança climática. (Valor Econômico)

 


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