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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4348 | 13 de Junho de 2018

FRÍSIA: Feira Digital Agro 2018 é aberta em Carambeí

digitalagroA Digital Agro 2018, a mais expressiva feira de tecnologia agrícola do País, teve sua solenidade de abertura na noite desta terça-feira (12/06). A cerimônia contou com a presença de autoridades políticas e representantes do agronegócio. Uma realização da Frísia Cooperativa Agroindustrial, a feira segue neste 13 e 14 de junho, em Carambeí, na região dos Campos Gerais, no Paraná. Dando início à abertura oficial, o diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, salientou a importância do evento: “Estamos aqui para mostrar como será o futuro do agronegócio, trocar experiências e nos preparar – como indústria e cooperativa – para esse futuro”. O diretor-presidente ressaltou, ainda, que as inovações tecnológicas já estão presentes no campo, sendo preciso criar um ambiente que favoreça a competividade da produção. “O Brasil é, sem dúvidas, um grande player do mercado, por questões tanto de clima como de ambiente, é necessário usar a tecnologia para potencializar esse desempenho”, destaca Greidanus.

Informação - Para o gerente técnico da Fundação ABC, Luis Henrique Penckowski, o crescimento da feira reflete o momento digital pelo qual passa o setor. “O que há de mais moderno é ter informação, sem deixar de lado o trabalho em campo – sujando a botina”, ressaltou. Já o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, reconheceu a longevidade da atuação da Frísia no Paraná, e falou sobre a presença da tecnologia no campo: “Hoje há mais tecnologia embarcada no meio agrícola do que nos meios urbanos. Um investimento que faz a diferença”, salientou. O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, George Hiraiwa – que representou a governadora do Paraná, Cida Borghetti, parabenizou a atuação das cooperativas na e falou sobre a importância de uma mudança de mindset para a incorporação das potencialidades tecnológicas no meio. Estiveram presentes também o vice-prefeito de Carambeí, Leon Denis Carvalho, e o presidente da Fundação ABC, Andreas Los.

Palestra - A noite foi encerrada com a palestra “Agro 4.0: da biotecnologia ao Big Data, à Agricultura Sustentável e Inteligente”, ministrada pela chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá. Silvia é mestre em Automação pela Unicamp, e doutora em Computação Aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A pesquisadora falou sobre o trabalho da entidade dentro do contexto da transformação digital, e os desafios nesse cenário brasileiro: “Atualmente, conectividade e a capacitação, o novo perfil do campo, são os maiores desafios da agricultura digital no Brasil”, comentou. Silvia também destacou a necessidade de integrar dados no agronegócio e de gerar capacitação de mão de obra. (Assessoria de Imprensa Frísia)

ECONOMIA: Greve dos caminhoneiros causou prejuízo de R$ 15,9 bilhões, diz Ministério da Fazenda

paralisacao 13 06 2018O Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (12/06) que calcula em R$ 15,9 bilhões o prejuízo à economia provocado pela greve dos caminhoneiros. Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuc, a estimativa de R$ 15,9 bilhões abrange todos os efeitos da crise para a economia, como a queda na produção industrial e na arrecadação tributária. A categoria paralisou as atividades e fechou rodovias do país durante 11 dias no final de maio. Os caminhoneiros reivindicavam, entre outros pontos, valor mínimo para o frete e redução no preço do óleo diesel. Durante a greve, houve crise de abastecimento em todo o país. Faltaram combustível nos postos de gasolina e alimentos em mercados e feiras. Por escassez de querosene de aviação, aeroportos deixaram de funcionar. A greve também afetou serviços que dependem de locomoção nas estradas, como entrega de correspondências e transporte de cargas vivas.

Tabela -A tabela foi publicada, mas, diante da reclamação do agronegócio, que considerou os preços inviáveis, governo e caminhoneiros discutem novos valores. Os efeitos da greve deverão ser sentidos no Produto Interno Bruto (PIB), que é o valor de todas as riquezas produzidas no país. Na última semana, analistas do mercado ouvidos pelo Banco Central projetaram pela primeira vez em 2018 um PIB menor que 2%. Todas as previsões anteriores eram acima desse patamar.

Efeitos -Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuc, os R$ 15,9 bilhões abrangem todos os efeitos da crise para a economia, como a queda na produção industrial e na arrecadação tributária. Ele acrescentou, contudo, que a conta é "conservadora". "Para chegar a esse valor, a gente usou diferentes metodologias. Não só olhando a indústria, mas o consumo de energia e também o que aconteceu na crise de julho de 1999, que houve uma crise de caminhoneiros naquela data, menor do que essa, mas que serve para balizar o que vai acontecer", afirmou.

Conta 'conservadora' - Kanczuc explicou que o cálculo da Fazenda é "uma conta conservadora" porque não considera a recomposição natural da atividade de alguns setores. Este é o caso da indústria automobilística, por exemplo, que trabalha com encomendas de maior prazo. "Como o ciclo dessa indústria é de 2, 3 meses, eles têm que entregar o que prometeram há 2, 3 meses. Então, eles vão ter que recompor a produção trabalhando domingo, colocando mais trabalhadores, para compensar essa perda que aconteceu em maio. Nesse setor, em especial, a perda total depois de um ano vai ser nula", avaliou. "Esse valor de [quase] R$ 16 bilhões não está considerando esse comportamento, de que vai ser recomposto o que foi perdido durante a greve, então é uma conta conservadora. São, no máximo, R$ 16 bilhões", concluiu. (G1)

SAFRA I: Conab anuncia recuo de 3,4% na previsão de colheita de grãos

A previsão de produção de grãos para o período 2017/2018 foi reduzida para 229,7 milhões de toneladas. Apesar do recuo de 3,4% na comparação com a safra passada - quando a colheita alcançou 237,7 milhões de toneladas -, o volume ainda representa a segunda maior colheita do Brasil. O resultado ajustado foi anunciado nesta terça-feira (12/06), durante o 9º Levantamento da Safra realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “A motivação continua e, para o próximo ano, acreditamos que podemos passar dos 240 milhões de toneladas”, disse o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Wilson Vaza, ao afirmar que, apesar do recuo, há uma boa resposta dos setores ao plano safra anunciado pelo governo.

Levantamento - O resultado do levantamento apresentado também é menor do que o do último dia 10 de maio, quando a Conab apontava para uma produção de 232,6 milhões de toneladas. No período, assim como agora, o volume projetado também era impulsionado pela soja (117 milhões de toneladas) e pelo milho total (89,2 milhões de toneladas). Mas, nessa comparação, o recuo foi atribuído a impactos climáticos que afetaram a produção do milho segunda safra.

Área - Sobre a área semeada, a Conab manteve a estimativa de maior da série histórica, com uma ocupação de 61,6 milhões de hectares de terras no país. Diferentemente da relação feita sobre a colheita, em relação à área, há expectativa de aumento de 1,1% na comparação com a última safra. Ou seja, quase 400 mil hectares a mais em plantação, que, pela ordem de ganho, deve-se, principalmente, ao cultivo de soja dos 33,9 milhões de hectares para 35,1 milhões. Cultivos do algodão e do feijão e as culturas de inverno também ajudaram a ampliar a previsão da área produtiva.

Portal - Além do levantamento de grãos, a Conab ainda lançou o Portal de Informações Agropecuárias, que vai reunir dados nacionais em um único sistema. As informações vão desde custo de produção agrícola, preços, dados de safra, de oferta e demanda de mercado, até dados de estoques públicos de alimentos em cada unidade da federação e valor de frete nas principais rotas de escoamento. (Agência Brasil de Notícias)

SAFRA II: IBGE reduz estimativa de colheita para 228,1 milhões de toneladas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu para 228,1 milhões de toneladas a previsão da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano. A estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, feita em maio, é 0,8% inferior (ou 1,9 milhão de toneladas) na comparação com a de abril. Caso os números se confirmem, a safra será 5,2% menor que a de 2017, que ficou em 240,6 milhões de toneladas. A queda em relação a 2017 deverá ser provocada principalmente pelos recuos nas safras de milho (-15,1%) e de arroz (-7%).

Soja - No entanto, o principal produto, que é a soja, deverá ter um aumento de 0,7% na comparação com o ano passado, atingindo um recorde histórico de 115,8 milhões de toneladas. Outras lavouras importantes de grãos terão aumento na produção, como o trigo (0,2%), feijão (2,6%), algodão (21,6%) e sorgo (11,6%).

Outros produtos - O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola também analisa o comportamento de outras lavouras. A cana-de-açúcar, principal produto agrícola brasileiro em volume de produção, deverá fechar o ano com 703,1 milhões de toneladas, 2,2% a mais do que no ano passado. O café, com 3,4 milhões de toneladas, deve ter aumento de 23,3% em relação ao ano passado. A mandioca também deverá ter alta (0,5%), assim como o tomate (0,6%) e o cacau (8,3%). Deverão ter quedas a laranja (-9,4%), uva (-17,5%), batata-inglesa (-11,1%), banana (-3%) e o fumo em folha (-5,8%). (Agência Brasil de Notícias)

SAFRA III: Brasil terá recorde na produção de soja

soja 13 06 2018Mesmo com metodologias e resultados diferentes, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para um recorde absoluto na produção nacional de soja. Segundo o IBGE, o Brasil deve alcançar 115,8 milhões de toneladas em 2018. O resultado é 0,7% maior que 2017. Segundo a Conab, a colheita da oleaginosa deve atingir 118 milhões de t. Para os dois institutos, a justificativa é o aumento de área na safra 2017/18.

Brasil - Embora a produção de soja tenha aumentado para os dois institutos, o tamanho total da safra brasileira caiu. No IBGE, a queda foi de 5,2% ante 2017 (228,1 mi de t contra 240,6 mi de t). Para Conab, a colheita foi 3,4% menor (229,7 mi de t contra 237,7 mi de t). Em sua 5.ª estimativa para o ano, o IBGE projeta uma área colhida de 61,2 milhões de hectares, uma alta de 43.260 hectares frente à área colhida em 2017. Em relação a 2017, houve alta de 2,6% na área da soja e reduções de 7,3% na área do milho e de 3,6% na área de arroz. Segundo o instituto, a produção de milho e arroz devem cair 15,1% e 7,0%, respectivamente.

Área - Segundo a 9.ª estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área manteve o destaque na série histórica, representada por um cultivo que se estende por 61,6 milhões de hectares, aumento de 1,2% em comparação com a safra anterior. Na ordem crescente de ganho da área plantada, vem a soja que sai de 33,9 milhões para 35,1 milhões de hectares e ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares, o maior entre todas as culturas. E na sequência, vem o algodão que alcançou 1,2 milhão de ha, com acréscimo de 236,9 mil ha, e o feijão segunda safra, com 1,5 milhão de ha, graças ao aumento de 121,5 mil ha.

Milho - No pico de volume, estão o milho total e a soja, esta última responsável pelo desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade de 3.359 kg/ha, próxima do recorde passado de 3.364 kg/ha. A produção da oleaginosa deve atingir recorde de 118 milhões de t, aumento de 3,5% ante a safra passada. A colheita de milho primeira safra já foi finalizada na Região Centro-Sul, enquanto os trabalhos estão se iniciando no Nordeste, diz a Conab. A produção do cereal na primeira safra deve se aproximar de 26,8 milhões de toneladas, 12,1% inferior à safra passada influenciada, principalmente, pela redução na área semeada. O milho segunda safra, que responde por 70% da colheita total, deve alcançar 58,2 milhões de toneladas, 13,5% inferior à safra passada e 7,5% inferior ao levantamento anterior.

Algodão - A produção de algodão em pluma deve alcançar 1,9 milhão de toneladas, com registro de 28,1% a mais que a safra anterior. Segundo os técnicos da Conab, a cultura se encontra em frutificação e maturação e a redução nas precipitações tem favorecido a qualidade da fibra. O crescimento da produção é resultado de expressivo aumento de área (25,2%) aliado ao ganho de produtividade de 2,2%.

Feijão - Com a colheita no ápice, a produção de feijão de segunda safra deve ser de 1,3 milhão de toneladas. Se confirmada, serão 538,5 mil toneladas de feijão comum cores, 177,2 mil toneladas de feijão comum preto e 616,6 mil toneladas de feijão-caupi. Com o plantio avançado, a terceira safra de feijão deve apresentar redução de área em 4,8%. A produtividade é estimada em 1.252 kg/ha. A primeira safra da leguminosa já encerrada deve atingir 1,28 milhão de t, queda de 5,9% ante a safra anterior.

Arroz - A colheita de arroz está próxima do fim, restando apenas alguns Estados na Região Norte e Nordeste, informa a Conab. Os números apontam para uma produção de 11,7 milhões de toneladas, das quais 1,2 milhão de toneladas de cultivo em sequeiro e 10,5 milhões de t de áreas com plantio irrigado. O desempenho da produção representa queda de 4,8% em relação à safra anterior. Com relação às culturas de inverno, a estimativa é de aumento de 4% na área semeada com trigo, estimada em 2 milhões de hectares, resultando numa produção de 4,86 milhões de toneladas, aumento de 13,9% ante 2017. (Gazeta do Povo)

SAFRA IV: Trigo avança nos campos paranaenses

As lavouras de trigo ganharam mais espaço nas paisagens do Paraná, maior Estado produtor do cereal no país, neste ano. Já é possível observar grandes áreas com as fileiras de trigo começando a crescer em contraste com as plantações de milho que ainda dominam o cenário. Problemas climáticos que impediram a semeadura do milho safrinha do ciclo 2017/18 dentro da janela ideal de plantio levaram muitos agricultores a preferirem o trigo. Além disso, os preços em patamares atraentes também foram fundamentais para o produtor se arriscar com o cereal. Em junho do ano passado, o preço do cereal no país estava em US$ 200 por tonelada, considerando o preço FOB na Argentina como balizador. Na semana passada, alcançava US$ 270.

Diferenças - "É um mercado que na teoria é muito bonito, que faz sentido, mas que, na prática, é diferente", afirmou André Debastiani, sócio da consultoria Agroconsult, a uma plateia de produtores de Cascavel (PR) e região. Dentre os presentes estavam muito daqueles que decidiram apostar no trigo neste ciclo. "Eu tenho 27 anos e nunca vi meu pai plantar trigo. Ajudo desde os 15 anos na lavoura", afirmou Leonardo Grolli, produtor de Cascavel. "Eu gostava da dobradinha: soja e milho. Nunca perdi", completou o pai de Leonardo, Wilson Grolli, que reveza, semeando as culturas de soja, milho e trigo desde 1976.

Área - De acordo com a Agroconsult, a área de trigo semeada neste ano no Paraná deve crescer 5,2%, para 1,012 milhão de hectares. Os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam uma área de 1,046 milhão de hectares no Estado, 8,8% acima do ciclo passado. O patamar de preços também será um fator que motivará o aumento de área semeada com trigo na Argentina, que produz um cereal de qualidade superior ao brasileiro. "Em pesos, o preço do trigo mais que dobrou. Trabalhamos com um cenário de aumento de 5% de área na Argentina, para 6 milhões de hectares", disse Debastiani, em palestra durante a última etapa do 15º Rally da Safra, expedição que percorre lavouras, organizada pela Agroconsult.

Argentina - Segundo o consultor, considerando uma safra normal, a Argentina produzirá algo em torno de 18,3 milhões de toneladas. Com clima favorável, esse número pode chegar a 20 milhões. O consumo doméstico na Argentina é de 6 milhões de toneladas, o que significa cerca de 14 milhões de toneladas exportáveis. "E é esse trigo que vai chegar ao nosso mercado", disse Debastiani.

Brasil - A Conab estima que o Brasil deve produzir 4,857 milhões de toneladas de trigo neste ano, 13,9% a mais que em 2017. O Paraná será responsável por 57,8% da produção, com 2,795 milhões de toneladas. A despeito do aumento da produção, a Conab projeta alta de 6,6% nas importações, para 6,5 milhões de toneladas. Como muita água ainda vai rolar durante a safra de trigo, eventuais problemas de qualidade ou de produtividade não estão descartados.

Chuvas - Em 2017, o excesso de chuvas provocou uma queda de quase 40% na produção do cereal no Paraná. "A gente já tem uma área de replantio de trigo porque teve excesso de umidade", disse Leonardo Grolli. "Se o câmbio ajudar, exportaremos trigo de menor qualidade para África para fazer ração e importaremos para consumo da Argentina", afirmou Debastiani. Com o peso desvalorizado pela crise na Argentina, o Brasil se torna um mercado ainda mais atrativo para os exportadores do país vizinho. "O receio é que haja uma inundação do trigo argentino e isso derrube os preços [domésticos]", ponderou Debastiani. (Valor Econômico)

INTEGRADA I: Cooperativa apresenta alternativas para safra de verão

Atenta às novidades do mercado, a Integrada já disponibiliza para a próxima safra verão (2018/19) cultivares de soja de alta tecnologia. Com o objetivo de atender às necessidades de produtores de diferentes regiões onde a Integrada atua, a cooperativa possui uma gama de cultivares com diferentes tecnologias. Romildo Birelo, gerente da área de sementes da Integrada, apresenta algumas dessas tecnologias que já estão disponíveis para os cooperados. As variedades TMG 7062/7063/7067 são algumas das tecnologias que deverão ser destaque para a próxima safra verão. O gerente da Integrada afirma que elas se sobressaem principalmente em relação a tolerância à ferrugem da soja. As variedades são de ciclo semiprecoce e têm como característica ampla adaptação em diferentes tipos de solo e clima.

Adaptabilidade - Ainda em relação à adaptação, a 66I68 RSF IPRO também tem alto índice de adaptabilidade e é indicada para regiões quentes, inclusive em regiões de arenito. Uma característica dessa cultivar que difere das demais é a sua alta resistência a Fitóftora, fungo causador da “morredeira” da soja.  Outro destaque é a variedade BS 2606 IPRO, que oferece ao agricultor um alto índice de produtividade, somada a um ciclo precoce. A SYN 1562 IPRO também é outra promessa na próxima safra verão. A cultivar de ciclo semiprecoce tem alto poder de engalhamento, o que permite o produtor trabalhar com menos plantas por hectare.

Em áreas com menor índice de precipitação, uma das alternativas é a NS 6700 IPRO, uma variedade semiprecoce que tem uma boa tolerância ao estresse hídrico.

Lançamento - Com o objetivo de elevar sempre o potencial produtivo de seus associados, a Integrada está atenta aos lançamentos do mercado. Uma delas é a nova variedade de soja tolerante ao percevejo. A variedade, desenvolvida pela Embrapa Soja, foi lançada durante o VIII Congresso Brasileiro de Soja, que acontece nessa semana no Centro de Convenções de Goiânia (GO). O desenvolvimento da cultivar vem sendo acompanhado desde o começo pelos técnicos da Integrada. “É uma tecnologia que agrega valor ao produtor”, afirma o gerente da área de sementes da cooperativa, Romildo Birelo. A cultivar ainda não foi distribuída para empresas e cooperativas para poder ser multiplicada, mas a expectativa é grande perante ao que a variedade promete.

Potencial - Birelo explica que a variedade não é resistente ao inseto, mas não é o tipo de alimento que o animal prefere. De acordo com informações fornecidas pela Embrapa Soja, a cultivar tem elevado potencial produtivo e suporta o dobro do ataque de percevejos em comparação com outras cultivares sem reduzir o rendimento. Com isso, o produtor terá um tempo maior para fazer a aplicação contra o inseto. (Assessoria de Comunicação da Integrada)

INTEGRADA II: Agricultura digital é destaque na Expo Japão

A Cooperativa Integrada foi uma das participantes da 7° edição do Agro Inova Tec, evento voltado para estudantes e agrônomos que ocorreu na semana passada durante a Expo Japão, que terminou no último final de semana em Londrina. Na edição 2018 do evento, o coordenador do departamento de Agricultura de Precisão da Integrada, Rogério Raposo, ministrou uma palestra sobre a importância da Agricultura Digital.

Tecnologias - Raposo destacou que as novas tecnologias voltadas para o setor geram economia e elevam os índices de produtividades dos agricultores. “O mundo olha a agricultura digital com muita importância”, sublinha Raposo. O coordenador apresentou à plateia uma dezena de ferramentas que já estão disponíveis ao produtor.

Ferramentas - Agricultura de precisão, nanotecnologia, inteligência artificial, são algumas das tecnologias que têm ganhado força tanto na pesquisa, quanto na aplicação. O agricultor, segundo Raposo, diante às inúmeras ferramentas que estão inseridas na agricultura digital, precisa pensar na aplicabilidade de cada uma delas. Os jovens, em sua opinião, estão mais no campo e são os mais interessados nas novas tecnologias.

Gargalos - Uma das dificuldades da adoção da agricultura digital é a falta de conectividade que ainda dificulta a expansão de novas tecnologias. Pensando nisso, Raposo afirma que a Integrada começou a estudar a criação de redes de dados para os produtores. O coordenador afirma que o foco da cooperativa é gerar uma estrutura para que o associado adote a tecnologia adequada de acordo com a sua necessidade. “Quem encontrar soluções de conectividade, vai sair na frente”, observa Raposo. (Assessoria de Comunicação da Integrada)

UNIMED MARINGÁ: Gêmeas maringaenses ganham medalhas em todas as provas de circuito nacional

gemeas 13 06 2018As nadadoras Beatriz Borges Carneiro e Débora Borges Carneiro da União Metropolitana Paradesportiva de Maringá (UMPM), e da Associação de Pais e Atletas da Natação de Maringá (APAN), disputaram no último final de semana a etapa nacional do Circuito Loterias da Caixa. Beatriz ficou com o ouro nos 100 metros peito, prata nos 200 metros livre e dois bronzes nos 100 metros livres e 200 metros medley. Já Débora conquistou o bronze nos 200 metros livre e nos 100 metros peito, além de prata nos 100 metros livre e 200 metros medley.

Pódio - Com os resultados, elas chegaram ao pódio em todas as provas que disputaram e também conseguiram índices para o Open da Argentina, em agosto, e agora aguardam convocação. Antes, Beatriz competiu na Itália e Inglaterra pelo circuito da World Series. Da viagem à Europa, a nadadora trouxe uma medalha de bronze nos 100 metros peito na etapa de Ligano Sabbiadoro, na Itália, em que ela participou de três provas. A delegação brasileira conquistou ao todo oito medalhas (três de ouro, duas de prata e três de bronze). Em Sheffield, na Inglaterra, os resultados foram: 14ª colocação nos 200 metros livre; 15ª nos 100 metros borboleta; 9º lugar nos 200 metros medley; e 4º lugar nos 100 metros peito. O World Series é uma oportunidade para os atletas se classificarem para o Parapan-Pacífico 2018, competição mais importante da temporada de natação, que ocorrerá entre 9 a 13 de agosto, na Austrália. 

Beatriz e Débora - Gêmeas idênticas, Beatriz e Débora Borges Carneiro, de 20 anos, competem na classe S14, que engloba competidores com alguma deficiência intelectual. Treinadas pelo professor André Yamazaki Pereira, as irmãs têm se destacado em diversas competições, conquistando medalhas e quebrando recordes. Em 2016, Beatriz participou dos Jogos Paralímpicos Rio-2016 e conquistou a décima colocação geral nos 200 metros livre e quinto lugar geral nos 100 metros peito. Atualmente, as nadadoras que são patrocinadas pela Unimed Maringá, ocupam a 5ª e a 6ª posição do ranking mundial na prova de 100 metros peito, que é a especialidade das irmãs. (Assessoria de Imprensa Unimed Maringá)

INVERNO COOPERATIVO: Sicredi Fronteiras PR/SC/SP recebe doações que serão distribuídas para famílias carentes

A cooperativa Sicredi lança mais uma vez sua Campanha “Inverno Cooperativo”. Na Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, logo após a chegada do outono, a cooperativa dá início à realização da Campanha. A arrecadação será entregue para famílias carentes e entidades beneficentes. Daiane Wesseler Alexandre, assessora de Programas Sociais da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, enfatizou que todas as agências terão uma caixa devidamente identificada, para que os associados e a comunidade em geral, possam fazer suas doações de roupas, calçados, cobertores e alimentos. "Muitas vezes estamos com nossos guarda-roupas abarrotados de roupas que não usamos, enquanto pessoas passam por necessidade, não tendo o que vestir no inverno", alertou ela. Daiane destacou ainda que as doações serão aceitas durante o mês de junho e toda a comunidade pode participar. No dia 30 de junho será feita a entrega desses donativos para uma entidade ou família carente. (Comunicação Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

RAMO CRÉDITO: Sicredi inaugura agência na cidade de Bebedouro

agencia 13 06 2018Bebedouro, no norte do estado de São Paulo, vai receber a sua primeira agência do Sicredi - instituição financeira cooperativa com mais de 3,7 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros - neste dia 26 de junho, às 19h30. A nova agência é uma iniciativa da Cooperativa Sicredi Aliança PR/SP. Localizada na Rua Dr. Tobias Lima n°1174, a estrutura conta com ambientação moderna e alinhada com a nova identidade visual do Sicredi, que visa aprimorar e enriquecer a relação com o associado, com uma área de 726 metros quadrados. Neste contexto, Bebedouro ganha uma agência ampla e aconchegante para atender os associados.

Qualidade - Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Sicredi Aliança PR/SP, Adolfo Rudolfo Freitag, esta é a oitava agência da cooperativa no estado de São Paulo. “A Sicredi Aliança PR/SP que tem como propósito agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas está dando importantes passos em termos de expansão dentro de sua área de atuação. Além de 10 agências no Oeste do Paraná, a cooperativa já está presente em sete cidades do norte paulista e agora chega a Bebedouro. Em março inauguramos em Jaboticabal, agora Bebedouro e ainda teremos a inauguração da agência de Pitangueiras neste ano, aumentando nossa rede de atendimento”, disse. “Acreditamos no potencial de Bebedouro e estamos sendo muito bem recebidos pela população. Desde já deixamos o convite para que a comunidade bebedourense venha nos conhecer, saber mais sobre nossas soluções para a sua vida financeira e participar desde momento especial junto conosco. Sintam-se todos convidados para a inauguração neste dia 26, às 19h30”, finalizou.

Balão - Quem olhou para o céu em Bebedouro no dia 28 de março pôde notar que o Sicredi chegou ao município. O balão do Sicredi foi uma ação desencadeada pela Sicredi Aliança PR/SP com o objetivo de promover a marca e anunciar o início das atividades da instituição financeira cooperativa na cidade. “Trazer o balão do Sicredi foi uma forma diferente de mostrarmos que estamos junto da comunidade de Bebedouro. Nós buscamos estar presentes e ao lado dos nossos associados em todas as cidades de atuação da cooperativa. O balão chamou a atenção da população e tivemos um retorno bastante positivo”, completou. (Assessoria de Comunicação e Marketing Sicredi Aliança PR/SP)

MINÉRIOS: Governo vai mudar divisão de royalties

O ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, anunciou, em entrevista exclusiva à TV NBR, que o presidente Michel Temer assinará dois decretos que regulamentam novas regras de exploração de minérios no país. O objetivo do governo federal é “destravar e estimular” investimentos no setor. O primeiro decreto altera os atuais percentuais de distribuição da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), que é o pagamento feito pelas mineradoras a municípios, estados e União para ter o direito de atuação em uma determinada área, os chamados royalties. A mudança é para incluir, na divisão dos recursos, aqueles municípios não produtores de minério, mas que são afetados pela atividade.

Municípios - Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), os municípios beneficiados serão aqueles por onde passam estradas, ferrovias e dutos de transporte de minérios, os que são afetados pelas operações portuárias de embarque e desembarque de produtos minerais, além daqueles onde se localizam pilhas de estéril (depósitos de resíduos), barragens de rejeitos e instalações para beneficiamento de substâncias minerais. Até então, pelas regras existentes, apenas municípios que têm minas em seu território, bem como os estados e a União, é que recebiam recursos da Cfem. Em 2017, a arrecadação da Cfem totalizou R$ 1,8 bilhão. Com a aprovação de novas alíquotas para os royalties da mineração, a expectativa é que este ano os recursos públicos obtidos com a mineração atinjam entre R$ 2,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões. "É a possibilidade de ter uma distribuição [da Cfem], do ponto de vista tributário, mais justa do que a atual", afirmou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na entrevista em que detalhou os novos decretos.

Tabela - Pela nova tabela, os municípios não produtores, que não recebiam compensação financeira, passarão contar com 15% da Cfem. Para chegar nesse valor, os municípios produtores terão uma redução de participação no bolo dos royalties, de 65% para 60%. Os estados produtores receberão 15% dos recursos, contra 23% da distribuição anterior. Já a União, que antes recebia 12% da Cfem, agora receberá 10% do total de recursos.

Regras ambientais - O segundo decreto assinado pelo presidente da República regulamenta itens do Código de Mineração, uma lei de 1967. Originalmente, o governo havia tentado atualizar o código via Medida Provisória, a MP 790, apresentada no ano passado, junto com outras duas medidas (MPs 789 e 791), mas como não houve acordo na base aliada nem com as empresas do setor, o texto acabou perdendo a validade. Na ocasião, governo só conseguiu garantir a aprovação da lei que transformou o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Agência Nacional de Mineração e a mudança nas alíquotas e na base de incidência dos royalties de mineração, a Cfem.

Alterações - Entre as alterações trazidas pelo novo decreto, está a previsão da responsabilidade do minerador de recuperar as áreas ambientalmente degradadas e a obrigatoriedade de executar, adequadamente, o plano de fechamento de mina, o qual passa a integrar o conceito de “atividade minerária”. A medida mantém o direito de prioridade para pesquisa e passa a permitir ao titular a continuidade dos trabalhos de pesquisa após a apresentação do relatório final com objetivo de conversão de recursos em reservas. A ideia é que isso reduza o prazo de novos projetos minerários.

Novos projetos - Outra mudança que promete agilizar novos projetos de mineração é a garantia de que as áreas minerárias devolvidas ou retomadas pelo governo serão automaticamente oferecidas ao mercado via processo de licitação por meio de critérios mais objetivos. Esses leilões preveem ainda o pagamento de bônus pela venda de direitos minerários. Além disso, será permitido às empresas que já têm autorização de exploração (portaria de lavra) usar o título como garantia de financiamento, o que deve gerar novas linhas bancárias de empréstimos para o setor.

Para o ministro Moreira Franco, a principal mudança dos decretos se dá em termos de “valores”. “Temos ambiente regulatório que dá mais segurança jurídica, mais transparência”, afirmou. Segundo o ministro, há critérios para que haja concorrência no setor e se evite situações de “apadrinhamentos”, disse.

Modelagem - “Temos a possibilidade de trazer a inovação, uma modelagem de financiamento mais adequada, de acabar com a influência de determinados grupos sobre determinadas áreas. Depois de cinco anos, se não explorou, a área é relicitada”, acrescentou. O governo estima que há mais de 20 mil áreas a serem colocadas em processos de leilão para exploração mineral.

Uma novidade do decreto é a previsão de projetos para aproveitamento de rejeitos e resíduos de mineração, a partir do desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitem extrair minério desses concentrados que atualmente não são aproveitados na exploração. “Hoje o material fica depositado, porque não há tecnologia suficiente para aproveitar, mas o rejeito de hoje é o minério de amanhã. Estamos incentivando que os mineradores aproveitem o rejeito, inclusive com redução de taxa na Cfem. Com isso, tem-se redução de passivo ambiental e o aumento da tecnologia”, explica o secretário de geologia, mineração e transformação mineral do MME, Vicente Lôbo.

Números do setor -A atividade mineral representa 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - e gera cerca de 200 mil postos de trabalho. A expectativa do governo federal é elevar essa participação para 6% do PIB ao longo dos próximos anos. Cálculos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apontam que os investimentos no setor devem atingir US$ 19,5 bilhões entre 2018 e 2022. (Agência Brasil de Notícias)


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