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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4344 | 07 de Junho de 2018

PAP 2018/19: Nota técnica destaca pontos positivos das medidas anunciadas pelo governo

pap destaque 07 06 2018Anunciado nesta quarta-feira (06/06) pelo governo federal, o Plano Agrícola e Pecuário 2018/19 trouxe algumas novidades entre suas medidas, a começar pela elevação do valor dos recursos em 2,1%, para R$ 194,3 bilhões, e redução das taxas de juros em até 1,5 ponto percentual, em geral, conforme aponta a Análise Técnico-econômica elaborada por profissionais da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) da Ocepar.

Destaques – A nota produzida pelos profissionais da Getec ainda aponta como positivas a criação de linha para capital de giro para cooperativas que atuam na atividade leiteira (Proleite), a inclusão da piscicultura integrada no financiamento de custeio, o aumento de limites de financiamento para algumas atividades, entre outros apontamentos. Leia a íntegra da análise aqui.

 

CAPACITAÇÃO: Sescoop/PR inicia o segundo módulo do Programa de Formação de Agentes

 

Teve início, na manhã desta quinta-feira (07/06), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, o segundo módulo do Programa de Formação de Agentes. O evento, que conta com a participação de 20 profissionais que atuam em cooperativas dos ramos agropecuário, crédito e saúde da região Centro-Sul do Paraná, foi aberto pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, com a presença da gerente de Desenvolvimento Humano, Maria Emilia Pereira Lima, da analista técnica Ketlyn Zipperer, além da coordenadora pedagógica Mara Beckert e do professor Tagli Mallmann. Nesta etapa, as atividades vão focar o tema “Inteligência e gestão”. As turmas serão capacitadas por região. Os profissionais do Norte e Noroeste participam da formação em Maringá, nos dias 12 e 13 de junho (agentes de Gestão e Desenvolvimento e Autogestão) e 14 e 15 de junho (agentes de Desenvolvimento Humano e Cooperativismo). Em Cascavel, os profissionais das regiões Oeste e Sudoeste serão capacitados nos dias 18 e 19 (agentes de Gestão e de Desenvolvimento e Autogestão) e 20 e 21 de junho, (agentes de Desenvolvimento Humano e de Cooperativismo).

 

Coesão - Segundo o superintendente do Sescoop/PR, os agentes são o elo entre as cooperativas e o Sistema, e é preciso atuar de forma contínua para fortalecer este trabalho conjunto. “A coesão entre os agentes e as equipes do Sescoop/PR deve ser incentivada e esse é um dos objetivos deste programa de formação, que é resultado das discussões do PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense”, afirmou Boesche. 

 

Conteúdo -  O curso para os agentes da região Centro-Sul prossegue nesta sexta-feira (08/06). Nos dois dias, serão abordados os seguintes temas: Contexto de mudanças organizacionais: avanços da tecnologia; Inteligência organizacional e os desafios da nova gestão; Design thinking diante das demandas sócio culturais e Gestão e prioridade: expectativas e resultados.

Primeiro módulo - O Programa de Formação de Agentes é promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Paraná (Sescoop/PR). O primeiro módulo foi realizado no dia 19 de abril, com a presença de 69 funcionários de 24 cooperativas paranaenses dos ramos agropecuário, crédito, saúde e trabalho, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Também houve atividades em Prudentópolis, no dia seguinte. Neste ano, serão realizados quatro módulos do Programa, com 113 inscritos em todo o estado.

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DIA DE COOPERAR: Cooperativas se unem para o Dia C 2018

 

dia c 07 06 2018O cooperativismo é um movimento social que prega a ajuda mútua para se atingir objetivos comuns, e é nessa premissa, praticando os valores e os princípios do cooperativismo, que a Coagru e a Unitá uniram forças para realizar mais uma ação para o Dia C – Dia de Cooperar, edição de 2018.  O Dia C é um movimento das cooperativas brasileiras na busca por um mundo mais justo e igual. São milhares de ações voluntárias em uma grande corrente do bem. É a maior rede cooperativista de voluntariado do Brasil.

 

Entidade - Neste ano as ações serão voltadas para a entidade Serviço de Obras Sociais Cícero Nuto Figueiredo, mais conhecido pela sigla S.O.S, que há mais de 30 anos atende crianças e adolescentes em contraturno escolar, oferecendo formação social e profissional. 

 

Atividades - As ações deste ano vão contemplar duas atividades que contarão com o apoio do Lions Clube de Ubiratã, Secretaria de Ação Social e das cooperativas Coagru, Unitá, Sicredi, Sicoob e Uniprime.  Uma das ações será a “Rua de Lazer” que acontece no dia 30 de junho onde os funcionários das cooperativas, integrantes do Coopermulher e Cooperjovem da Coagru trabalharão como voluntários para realizar diversas atividades visando o resgate das brincadeiras infantis de antigamente. Também foi criado o “Presente Solidário”, uma campanha para angariar fundos para a conclusão das obras no S.O.S e desta forma a entidade poderá atender mais 60 meninos que estão na fila de espera.

 

Presente Solidário - Para as pessoas que desejarem ser solidários com a entidade podem adquirir o seu Presente Solidário nas unidades da Coagru, nas cooperativas Unitá, Sicredi, Sicoob e Uniprime; na Secretaria de Ação Social de Ubiratã e com os associados do Lions Clube de Ubiratã.

 

Comprometimento - Os diretores das cooperativas participantes reafirmam que elas transformam realidades, estão comprometidas com o desenvolvimento das comunidades, geram trabalho, renda e felicidade em todos os cantos do país. O Dia de Cooperar (Dia C), é um movimento que demonstra o compromisso das cooperativas com quem mais importa: as pessoas. (Imprensa Coagru)

 

SICOOB UNICOOB: Cooperjovem é desenvolvido em seis municípios com apoio do Sicoob Metropolitano

 

sicoob unicoob 07 06 2018Desenvolvido pelo Instituto Sicoob em parceria com o Sescoop/PR, neste ano o Programa Cooperjovem chegou a mais um município da área de atuação do Sicoob Metropolitano. Agora, além de Pitanga, Ubiratã, Campo Mourão, Peabiru e Santo Inácio, alunos de Campina da Lagoa também estão participando das atividades.

 

Envolvimento - Ao todo, são 47 escolas municipais, 324 professores e cerca de 4.330 alunos envolvidos no programa, que busca ampliar para a comunidade escolar os valores e princípios do cooperativismo. Além disso, o Cooperjovem também estimula os professores a desenvolverem em sala de aula o Projeto Educacional Cooperativo (PEC), que tem como objetivo identificar uma problemática e encontrar soluções cooperativas com o envolvimento da comunidade.

 

Apoio - Para o assessor institucional do Sicoob Metropolitano e voluntário do Instituto Sicoob, Adilso Augustinho Carniel, o apoio das Secretarias de Educação tem feito a diferença para a realização do Cooperjovem. “As secretarias formam o elo entre a cooperativa e as escolas participantes. Além de viabilizarem a participação dos professores, são verdadeiras agentes no apoio e incentivo do programa”, diz.

 

Concurso Cultural - Além do Cooperjovem, o Sicoob Metropolitano também apoia outras iniciativas do Instituto Sicoob nos municípios de atuação da cooperativa, como o Concurso Cultural Cooperativista.

 

Participação - Neste ano, na 8ª edição do concurso, estão participando 30 escolas municipais e 2.070 crianças que desenvolveram desenhos e redações com o tema "Cooperar para incluir: um por todos e todos por um". Os três principais trabalhos em cada categoria receberão premiação e se classificam para a etapa estadual. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI: Encontro capacita lideranças do cooperativismo

Os novos conselheiros fiscais e administrativos das cooperativas que integram a Central Sicredi PR/SP/RJ começaram, na segunda-feira (04/06), o programa anual de formação. No total 48 lideranças de nove cooperativas participaram do curso, que foi realizado em Curitiba até esta quarta-feira (06/07). A iniciativa integra o programa de formação continuada de educação cooperativista, denominado Crescer.

Palestra - Para capacitar os associados que vão atuar na gestão das cooperativas, a formação contou com a palestra do professor Luiz Carlos Cabrera, engenheiro, diretor da PMC-Amrop International e professor da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Dom Cabral. O especialista destacou a importância e os desafios da governança cooperativa nos tempos atuais.

Beleza do modelo - “As instituições financeiras cooperativas são corporações, ou organizações, nas quais não existe a figura do sócio controlador. Com isso, os conselheiros de cada cooperativa representam todos os sócios, que também são clientes. E essa é a beleza do modelo. Por ter um papel determinante, ao definir estratégias, os conselheiros precisam ter uma formação relevante”, argumentou Cabrera.

Vasto poder - Para o diretor executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Tohmé, os conselhos têm vasto poder, dever e responsabilidade porque fornecem aos executivos as diretrizes para o dia a dia. “Esses representantes, eleitos pelos associados, têm a missão de colocar em prática a estratégia traçada para a perenidade do negócio, trabalhando no propósito da organização a longo prazo. Os executivos e o conselho precisam atuar em sintonia para alcançar melhores resultados”, explicou.

Treinamento teórico e prático - Durante os três dias de formação, os conselheiros receberam treinamento teórico e prático, com informações sobre responsabilidade corporativa, controles internos, gestão de pessoas, aspectos legais e normativos internos, gestão econômico-financeira e programas sociais.

Espírito de colaboração - O trabalho também foi destacado pelo presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock. “Ao longo da nossa história aprendemos que quando queremos encontrar a solução para um problema devemos 'colocá-lo na mesa' e ouvir todas as alternativas. Temos um grande espírito de colaboração para que cada um dê o melhor de si, por isso, a importância desses programas de formação que permitem a troca de experiências entre lideranças de diferentes cooperativas”, finalizou.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI AGROEMPRESARIAL I: Cooperativa abre espaço para novas ideias com formação do Comitê Jovem

 

sicredi agroempresarial I 07 06 2018No dia 12 de maio, a Sicredi Agroempresarial PR/SP reuniu jovens de 16 a 25 anos para a composição do primeiro Comitê Jovem da Cooperativa. Participaram do evento associados dos municípios do Paraná, além de colaboradores da mesma faixa etária.

 

Presença - Também estiveram presentes o presidente da Sicredi Agroempresarial PR/SP Agnaldo Esteves, o diretor executivo Marcelo Filimberti De Bortoli, o assessor de desenvolvimento do cooperativismo Thiago Augusto Pereira e o gerente de desenvolvimento do cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ André Alves de Assis.

 

Abertura - O presidente da cooperativa, Agnaldo Esteves, fez a abertura da reunião, falando da importância da presença dos jovens no desenvolvimento econômico e social da cooperativa e dos objetivos da criação do Comitê. “Nossa média de idade entre os associados está hoje em 44 anos, precisamos renovar. E muito mais que isso, entender através da liderança jovem o que precisamos fazer para conquistar este público”, ressaltou o presidente.

 

Educação Cooperativa - No evento, o assessor de desenvolvimento do cooperativismo, Thiago Pereira, ministrou uma palestra sobre Educação Cooperativa, apontando os diferenciais competitivos de uma instituição financeira cooperativa e as vantagens de ser dono deste empreendimento. “Somos mais que um modelo de negócios, uma causa que busca o desenvolvimento do ser humano e de toda a comunidade”, apontou Pereira.

 

Transformação digital - Ainda pela manhã, o assistente de comunicação, Luiz Guilherme Lopes, apresentou aos jovens a transformação digital do Sicredi, fazendo um paralelo entre as demais instituições financeiras, bancos digitais e fintechs. “O Woop Sicredi vai proporcionar a jovens de espírito, uma oportunidade de serem donos de uma instituição financeira cooperativa digital, com as mesmas vantagens e benefícios dos demais associados” apontou.

 

Agradecimento - No fechamento do evento, o presidente Agnaldo Esteves agradeceu a presença e a disponibilidade de todos os jovens em participar e iniciar essa construção do Comitê na Cooperativa. “Os jovens de hoje são os líderes de amanhã e só o cooperativismo oferece esta oportunidade, de levar a educação, formação e informação a este público” finalizou o presidente.

 

Duração - O Comitê Jovem terá uma duração de 2 anos, com reuniões trimestrais. Será formado também um Comitê com as agências do Estado de São Paulo, previsto para o segundo semestre deste ano. (Imprensa Sicredi Agroempresarial PR/SP)

 

SICREDI AGROEMPRESARIAL II: Campanha Sorte Premiada é sucesso pelo 4° ano consecutivo

 

Quanto mais crescermos juntos, maiores as suas chances de ganhar prêmios especiais. A campanha mais amada e querida por nossos associados está de volta. Em sua 4° edição a Promoção Sorte Premiada (mais conhecida como a ‘Campanha das Raspinhas’) nesse ano irá distribuir 7 mil brindes em todas as agências da cooperativa, durante o período de abril a julho. 

 

Novidade - Além dos prêmios tradicionais: bolsas de viagem, cooler, kit churrasco, kit feminino, bolas, guarda sol, garrafas térmicas e etc., neste ano a grande novidade são as Bicicletas Colli personalizada Sicredi que chamaram a atenção nas agências e premiou diversos associados sortudos.

 

Negócios e prêmios - Com intuito de desenvolver os negócios e distribuir prêmios, a promoção que distribui elementos raspáveis premiados, bonifica os associados que utilizarem os nossos produtos e serviços, como aplicações, seguros, consórcios, crédito consignado, cartões entre outros. Assim, quanto mais crescemos juntos, maiores as chances de ganhar prêmio especiais.

 

Sucesso - O diretor executivo da cooperativa, Marcelo De Bortoli destacou ainda o sucesso que a promoção vem tendo ano após ano: “A Campanha é uma forma de valorizar nossos associados, mostrando que fazer junto conosco é diferente, além de todas as vantagens e facilidades que nossos produtos e serviços possuem, ele ainda participa de uma promoção exclusiva que instantaneamente distribui diversos brindes a ele e isso só uma instituição financeira cooperativa proporciona”. (Imprensa Sicredi Agroempresarial PR/SP)

 

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COAMO: Do Brasil para o mundo

A edição passada da Revista Coamo trouxe uma reportagem especial sobre todo o desenvolvimento do trabalho dos mais de 28 mil associados da cooperativa no Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Começando pela produção da semente que será germinada no campo até o processo de industrialização da produção, chegando à mesa dos consumidores os Alimentos Coamo. Porém, além desse trabalho, existe outro segmento de atuação da Coamo, onde a matéria-prima dos cooperados ultrapassa as fronteiras do Brasil e chega a diversos países do mundo.

Pioneira - Desde o início da década de 80, a Coamo já se consagrava pioneira no campo da exportação e da entrega de um produto com rastreabilidade. “A Coamo é pioneira na exportação de milho no Brasil, foi a empresa que abriu esse mercado e fez o mundo conhecer a qualidade do milho brasileiro. Além disso, foi a primeira empresa não multinacional a vender diretamente o farelo de soja para Europa”, revela Rogério Tranin, gerente Comercial de Produtos Agrícolas da Coamo.

Principal produto - Atualmente, o principal produto de exportação da Coamo é a soja em grão, além do farelo de soja, o milho em grão e o óleo de soja bruto e degomado. “O principal comprador da soja em grão é a China, e do farelo de soja, os países da Europa, entre outros países da Ásia. A Ásia é o principal comprador do milho. E, inclusive no ano passado, de forma inédita, a Coamo exportou para os Estados Unidos”, explica Tranin.

Lista extensa - O superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, revela que a lista de países que já receberam a produção dos campos dos cooperados da Coamo é extensa, o que prova a confiança do mercado externo na cooperativa. “Quando o importador precisa assegurar ao seu consumidor a qualidade de seus produtos, ele busca uma matéria-prima de origem, e quando eles começam a identificar os valores da Coamo em todos os processos operacionais, industriais e de logística, eles sabem que estão falando direto com o produtor rural, representado pela Coamo. Isso nos credencia com diferenciais a mais de qualidade”, enfatiza.

Fornecedor estratégico - Goldoni revela ainda que a Coamo tem como política ser um fornecedor estratégico para clientes. “É no campo que começa a cadeia produtiva do alimento seguro, dentro dos parâmetros de qualidade exigidos pelas certificações. Trabalhamos junto aos associados para que eles saibam da importância dessa ligação. Assim, estamos sendo reconhecidos como fornecedor que oferece uma matéria-prima com qualidade para a produção de um alimento seguro”, garante o superintendente Comercial da Coamo.

Garantia de qualidade - A Coamo já atestava a garantia da qualidade da produção de seus cooperados antes mesmo de certificações de importação serem exigidas neste mercado, recorda o presidente e idealizador da Coamo, José Aroldo Gallassini. “Nos meados dos anos 90 os países passaram a exigir que as empresas brasileiras fossem certificadas para exportar. Para a Coamo, esse foi um processo natural, uma vez que, já adotávamos a rastreabilidade da nossa matéria-prima, e as várias certificações vieram validar os processos operacional e industrial.”

Entre as maiores exportadoras - Essa transparência, garantiu que a cooperativa estivesse sempre entre as maiores exportadoras do país. Segundo a Edição Melhores e Maiores 2017, da Revista Exame, a Coamo é a 20ª Maior empresa exportadora do Brasil. Para Gallassini, todos esses resultados são expressivos e frutos do cooperativismo. “Era inimaginável que um pequeno produtor do interior do Brasil pudesse levar seu produto até outro consumidor do outro lado do atlântico. A força do cooperativismo é que permitiu ligar o pequeno produtor do Brasil ao produtor da Europa.” (Imprensa Coamo)

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EMATER: O adeus de uma geração revolucionária de extensionistas

 

emater 07 06 2018Como se diz na roça, no final do mês o engenheiro agrônomo Rubens Niederheitmann vai “carpir o trecho” e dar adeus à Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), onde trabalhou por quatro décadas e da qual foi presidente nos últimos sete anos.

 

Legião de servidores - Junto com Niederheitmann, que aderiu ao Plano de Demissão Voluntária, está saindo uma legião de servidores públicos (298 no total) – entre eles o ex-governador e ex-secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, que atuou apenas três anos consecutivos como médico veterinário da Emater (1979-1982), licenciando-se em seguida para seguir carreira política. Muitos do que agora vão embora são ainda do tempo em que a empresa se chamava Acarpa, nos anos 70, quando a monocultura do café reinava absoluta na agroeconomia do estado.

 

Transformação - Os extensionistas da Emater participaram ativamente do período histórico de maior transformação da agricultura paranaense, com abertura e consolidação de áreas, combate à erosão e diversificação das atividades agropecuárias, tornando o estado um dos maiores produtores de grãos, leite, carne e madeira.

 

Importância - Maria Lúcia Valenga Parizotto entrou na Emater em 1969, como auxiliar de escritório, quando o presidente era o general Costa e Silva, o Brasil ainda era apenas bi-campeão mundial de futebol e o homem tinha acabado de chegar à lua. “Foi um período de muita importância da assistência técnica, aconteceram profundas transformações”, lembra Maria Lúcia, que logo decidiu seguir carreira em agronomia. Os primeiros 18 anos como extensionista foram em Palotina, no Oeste do estado, “trabalhando muito para a diversificação das propriedades”. “Era só soja e trigo, e o pessoal ainda colocava fogo na palha. Hoje a região tem muita pecuária de leite, criação de frangos, suínos e peixes. O agricultor começou a se preocupar com os custos de produção, com a contabilidade e administração da propriedade, e houve muito avanço no trabalho das cooperativas”, sublinha.

 

Produtividade - Na época, a produtividade da soja era de cerca de 70 sacas por alqueire (2,42 hectares). “Hoje já alcançamos isso em um hectare”, destaca a extensionista.

 

Reconhecimento - O produtor Nestor Araldi, de 71 anos, presidente do Sindicato Rural de Palotina, reconhece o papel fundamental de agrônomos como a “Parizotto”. “Quem trouxe tecnologia para a suinocultura foram os extensionistas. A Emater ensinou a fazer ração e a engordar um suíno em 5 ou 6 meses, e não num ano inteiro como a gente demorava. A evolução tecnológica da agricultura começou com a Emater”, assegura.

 

Aprendizado Algo que os agrônomos e técnicos aprendem, logo de saída, é que a extensão rural é uma via de duas mãos, em que, com frequência, é o produtor quem tem ensinamentos a passar. “Confesso que a poda do pessegueiro, por exemplo, só fui aprender com o agricultor. A gente faz o curso e tudo, mas as coisas são muito teóricas e vários macetes temos que pegar com os produtores”, diz Iniberto Hammerschmidt, coordenador estadual de hortaliças da Emater, que também está de saída, após 44,5 anos de firma.

 

Área técnica - Hammerschmidt se orgulha de ser um dos poucos que nunca saíram da área técnica. “Geralmente o pessoal segue para as áreas gerenciais e acaba perdendo a especialidade. Mas eu consegui me manter na extensão durante todos esses 44 anos”. O agrônomo também se diz feliz por ter ajudado na introdução da agricultura orgânica na Região Metropolitana de Curitiba, a partir de 1982. “Começamos naquele ano com 20 produtores e 500 toneladas de orgânicos; hoje já são 1800 produtores e 55 mil toneladas. Foi uma demanda do consumidor por produtos saudáveis e dos próprios agricultores, porque na época havia muita intoxicação na cultura do fumo em Agudos do Sul e Piên”, recorda.

 

Voluntariado - Após 53 anos ininterruptos na Emater, a administradora Ramona Endler vai se aposentar, mas ainda trabalhará de graça por mais alguns meses. “Vou ficar voluntariamente, até encontrar alguém para me substituir. Eu trabalho com contratos, compras e licitações e ainda tem muita coisa em andamento”.

 

Concurso - A esperança de Ramona é que saia logo uma autorização de concurso público para área administrativa, ou então para realocação de servidores ou contratação de terceirizados. “Precisamos urgentemente convidar pessoas de outras áreas para vir para cá. Se não fosse um casal de Maripá que aceitou vir para Curitiba, há um ano, eu estaria sozinha”, destaca. Do setor administrativo da Emater saíram 11 pessoas no primeiro PDV, há três anos, e outas sete nesta segunda leva de demissões voluntárias.

 

Fazer o impossível - Em 48 anos de serviço, o agrônomo Jorge Mazuchowski, que percorreu o Paraná nos célebres jipes e fuscas da Emater, não titubeia para apontar sua maior satisfação. No início dos anos 70, diz ele, havia o tabu de que a atividade florestal só era viável em grandes propriedades. “Nós introduzimos o componente florestal na pequena propriedade e provamos que era viável economicamente. Diziam que era loucura, que era impossível, mas mostramos que não somente era factível como também altamente rentável”.

 

Novos profissionais - No lugar dos 298 servidores da Emater que aderiram ao último PDV, devem ingressar na empresa, em agosto, 262 novos profissionais aprovados em concurso público. Com a substituição dos mais antigos, que recebiam salários maiores, Niederheitmann calcula que a economia para os cofres públicos será de R$ 500 mil por mês. “É um baita negócio para o Estado. Nesse ano, vamos economizar R$ 7 milhões na folha. Para o ano que vem, serão R$ 23 milhões a menos”. (Gazeta do Povo)

 

BIOCOMBUSTÍVEL: Estudo mapeia reflexos positivos do etanol de milho

 

biocombustivel 07 06 2018Nova frente de investimentos no campo brasileiro, sobretudo no Centro-Oeste, a produção de etanol de milho tem potencial não apenas para dar vazão à colheita do cereal, se firmar como alternativa de demanda importante para o agricultor e colaborar para tornar a matriz de combustíveis mais limpa no país. Os projetos já implantados ou em fase de estudos podem, também, agregar dezenas de bilhões de reais às economias de polos que receberem novas usinas. É o que aponta estudo da Agroicone, consultoria com sede em São Paulo.

 

Empregos - Segundo o trabalho, na fase de aportes uma unidade dimensionada para produzir 500 milhões de litros do biocombustível ao ano em Mato Grosso tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos diretos e indiretos e movimentar R$ 1,5 bilhão em toda a economia doméstica, incluindo valor da produção estimado em R$ 660 milhões e R$ 80 milhões em impostos. Já a operação da planta pode gerar um valor de produção de R$ 2,5 bilhões ao ano e um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 910 milhões. A arrecadação, por sua vez, pode aumentar em R$ 73 milhões.

 

Benefícios ambientais - "São números muito interessantes, que se somam aos benefícios ambientais proporcionados pela utilização do etanol de milho em detrimento da gasolina, por exemplo", diz Marcelo Melo Ramalho Moreira, sócio da Agroicone e um dos autores do estudo, ao lado da pesquisadora Sofia Marques Arantes, e que contou com apoio técnico dos professores da Unicamp Joaquim Eugênio Abel Seabra e Marcelo Pereira da Cunha. Segundo a Agroicone, a redução de emissões, com a substituição, pode chegar a 70%. "Nos EUA, é sabido que a pegada ambiental do etanol de milho é pior que o de etanol de cana, mas no Brasil as tecnologias utilizadas são diferentes".

 

Estoques de carbono - "A expansão da área de eucalipto aumenta os estoques de carbono em comparação com outros usos da terra. Por sua vez, a coprodução de DDGs [Dried Distillers Grains, subproduto destinado à alimentação animal] desloca o uso de insumos utilizados para a produção de ração então existente, dentre eles a soja. Uma menor expansão da área de soja leva à manutenção de áreas de pastagens, que têm maiores estoques de carbono quando comparados com lavouras anuais.

 

Efeito menor - Embora o modelo identifique conversão indireta de vegetação nativa, esse efeito é muito menor (em temos de carbono) que os efeitos apresentados anteriormente", diz o estudo.

 

Mato Grosso - O Mato Grosso abriga quatro usinas de etanol, três delas "flex" (produzem o biocombustível a partir da cana e do milho) e uma, em Lucas do Rio Verde, que roda apenas com o cereal, da FS Bionergia. A expectativa é que pelo menos sete usinas de etanol de milho sejam construídas ou ampliadas no Centro-Oeste este ano, a partir de cerca de R$ 3 bilhões em investimentos. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) prevê uma produção anual de 3 bilhões de litros em cinco anos. (Valor Econômico)

 

COMBUSTÍVEL: Governo deve publicar até sexta 2º decreto para subvenção do diesel

O governo federal pretende publicar até sexta-feira (08/06) um segundo decreto para regulamentar a subvenção de R$ 0,30 do preço do litro do óleo diesel, que custará aos cofres públicos R$ 9,5 bilhões até o fim deste ano.

Paralisação - Para conseguir acabar com a paralisação dos caminhoneiros, entre os vários compromissos feitos pelo Executivo, está a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel, sendo que R$ 0,16 será feito com redução de Cide e PIS/Cofins sobre o diesel e R$ 0,30 seria subsidiado pelo Tesouro Nacional.

Em vigor - O decreto atualmente em vigor serve para o Tesouro cobrir apenas R$ 0,07 da subvenção, por litro do diesel, quando encerra o prazo de 15 dias (ou seja, até hoje) da redução voluntária proposta pela Petrobras, no valor de R$ 0,23 por litro.

Custo total - De 8 de junho a 31 de dezembro, o governo assumirá todo o custo dessa subvenção. Para viabilizar isso, a necessidade de publicação de um segundo decreto.

Discussão - Na segunda e terça-feira (04 e 05/06), técnicos dos ministérios da Fazenda e Minas e Energia e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) discutiram o teor do novo decreto. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Um terço dos trilhos no País está abandonado

 

infraestrutura 07 06 2018O Brasil deixa de usar quase um terço de seus trilhos ferroviários, além de deixar apodrecer boa parte da pouca estrutura que possui nessa área. Os dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que, dos 28.218 quilômetros da malha ferroviária, 8,6 mil km – o equivalente a 31% – estão completamente abandonados. Desse volume inutilizado, 6,5 mil km estão deteriorados, ou seja, são trilhos que não podem ser usados, mesmo que as empresas quisessem.

 

Atenção - Os números chamam atenção, especialmente depois que a greve dos caminhoneiros expôs a dependência do País em relação ao transporte rodoviário.

 

Estudo - Os dados da ANTT foram reunidos em um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz um retrato atual da operação da malha ferroviária brasileira. “É um sistema com deficiências, com destaque para o desempenho insatisfatório das concessionárias, ausência de concorrência no mercado e as dificuldades de interconexão das malhas”, afirma a instituição no trabalho Transporte ferroviário: colocando a competitividade nos trilhos, que será divulgado hoje. O material, que integra uma série de 43 documentos sobre temas estratégicos que a CNI entregará aos candidatos à Presidência da República, detalha propostas para a melhoria do setor ferroviário.

 

Decisão - “O governo está em vias de decidir sobre a prorrogação antecipada dos contratos de concessão ferroviária. Essa antecipação é uma oportunidade para corrigir erros cometidos nos anos 90, incluindo novos investimentos nos contratos e incorporando o compartilhamento das malhas”, diz Matheus de Castro, especialista em políticas e indústria da CNI.

 

Uso - Dos 20 mil km de malha que são usados no País, cerca de metade tem uso mais intenso. Cerca de 10 mil km têm baixa utilização. As limitações também estão atreladas ao perfil do que efetivamente é transportado pelos trilhos brasileiros. As commodities agrícolas, por exemplo, são raridades no setor, apesar de a região Centro-Oeste ser a maior produtora de grãos em todo o mundo.

 

Minério de ferro - Até 2001, 60% do que circulava pelos vagões de trens no Brasil era minério de ferro. Hoje esse volume chega a 77%, número puxado pela Estrada de Ferro Carajás, na região Norte, e pela Vitória – Minas, no Sudeste, ambas controladas pela mineradora Vale.

 

Opção - “O Brasil fez uma opção rodoviarista na década de 60. A rodovia é um modal eficiente, mas quando se pensa em curtas e médias distâncias. As ferrovias, que demandam mais tempo de maturação e investimento, acabaram ficando para trás”, diz Castro.

 

Representatividade - Atualmente, as estradas brasileiras respondem por 63% do transporte nacional de cargas em geral, enquanto as ferrovias são responsáveis por apenas 21% desse volume, seguidas pelas hidrovias (13%) e o setor aeroviário e estruturas de dutos (3%). (O Estado de S.Paulo)

 

BANCO CENTRAL: BC reitera que não vai elevar juro por causa do câmbio

 

banco central 07 06 2018O Banco Central (BC) não vai reagir de forma mecânica com a política de juros para lidar com a desvalorização da taxa de câmbio. O BC deixou claro que continua em vigor a declaração do presidente Ilan Goldfajn de que não há uma relação automática entre o câmbio e a política monetária. Em linguagem mais coloquial, o BC está reafirmando que não pretende elevar a taxa Selic para conter a desvalorização do real frente ao dólar. Nesta quarta-feira (06/06) o mercado começou a especular com uma eventual e imediata elevação da Selic.

 

Atuação separada - Foi também o que reiterou o diretor de Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie, pela manhã, em audiência na CPI dos Cartões: "A atuação no câmbio é separada da política monetária e não há uma relação mecânica entre as duas", disse.

 

Copom - Isso não significa, porém, que o Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne nos dias 19 e 20, cumprirá rigorosamente o que disse na ata, que manterá os juros inalterados nas próximas reuniões.

 

Sinalização - Na mesma ata, é importante lembrar, o comitê destacou que a sinalização de manutenção da Selic nas duas próximas reuniões está condicionada à evolução da conjuntura econômica, em especial a atividade, ao balanço de riscos e às projeções de inflação, tanto as suas quanto às expectativas do mercado.

 

Balanço de riscos - Uma coisa é certa: o balanço de riscos piorou nos últimos dias. A taxa de câmbio considerada na ata, de R$ 3,60, elevaria a projeção de inflação para algo ao redor de 4% neste e no próximo ano. Nesta quarta o dólar encerrou o dia cotado a R$ 3,8371.

 

Determinantes - Há, na avaliação do BC, dois determinantes que ajudam a crer em mitigadores do repasse cambial para a inflação. Um é o fato de a economia estar fraca, com um grande hiato do produto. O segundo é que as expectativas de inflação estão ancoradas e isso também ajuda a conter o repasse da desvalorização para os preços.

 

Decisão - Ao longo das próximas duas semanas o Copom terá que decidir se mantém a taxa Selic em 6,5% ao ano ou se eleva os juros, como passou a especular o mercado.

 

Explicação - Ilan explicou, em entrevista ao Valor no fim de maio, que responder de forma mecânica significa "reagir a uma coisa que está se mexendo (o câmbio) sem afetar a nossa base, que é a inflação". Ele acrescentou: "Por exemplo, vamos supor que por algum motivo o repasse cambial seja nulo ou muito baixo. Isso vai fazer diferença na forma como estamos vendo". Se o repasse for relevante, isso também mudará a avaliação e a reação do BC.

 

Observação - Portanto, o comitê vai observar como o câmbio está efetivamente sendo repassado para a inflação corrente, diante dos mitigadores citados, como esse choque vai se transmitir para as expectativas e para as projeções de inflação, tendo em vista que cabe à política monetária combater o impacto secundário que o câmbio terá sobre a inflação, e, ainda, quanto da desvalorização ocorrida tende a ser permanente.

 

Meta da inflação - Se o dólar a R$ 3,60 levava o IPCA para cerca de 4%, a cotação de R$ 3,83 encosta o IPCA em 4,25%, que é a meta de inflação para 2019.

 

Caminhoneiros - Por outro lado, a paralisação dos caminhoneiros produziu um outro risco, de o crescimento da economia ser ainda mais baixo do que os 2% esperados pelo governo. Há quem estime uma expansão de apenas 1,5% do PIB. E há, ainda, quem esteja prevendo, no setor privado, uma recaída da atividade, ou seja, um novo mergulho do país na recessão, fruto das incertezas políticas e econômicas quanto ao futuro.

 

Próximas reuniões - Assim, embora não seja uma loucura imaginar o aumento da taxa de juros, nas próximas reuniões do Copom, para conter supostos impactos do câmbio sobre a inflação, essa não é uma decisão trivial dada a fragilidade da economia. (Valor Econômico)

 

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FGV: IGP-DI registra inflação de 1,64% em maio

 

fgv 07 06 2018O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 1,64% em maio, percentual superior aos apurados no mês anterior (0,93%) e em maio de 2017 (0,51%). Com este resultado, o índice já acumula alta de 3,91% no ano e 5,2% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (06/06) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Atacado - A alta da taxa de abril para maio foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 2,35% em maio, ante uma inflação de 1,26% em abril.

 

Preços ao consumidor - O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, também teve alta na taxa, ao passar de 0,34% em abril para 0,41% em maio. Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção teve uma queda na taxa, ao passar de 0,29% em abril para 0,23% em maio. (Agência Brasil)

 

SALÁRIO: Mínimo sobe menos com INPC menor

 

salario 07 06 2018O salário mínimo pode ficar menor que o esperado no ano que vem. Técnicos das consultorias de orçamento do Senado Federal e da Câmara dos Deputados elaboraram uma nota técnica sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2019, produzido pelo Executivo, em que dizem que a previsão para o salário mínimo no ano que vem deve passar de R$ 1.002 (na proposta do governo) para R$ 998.

 

Inflação - O motivo para a redução é a menor inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ao calcular o mínimo na PLDO, o Executivo usou a estimativa de 3,8% de INPC para 2018. O valor estava no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 1º Bimestre. No relatório do 2º bimestre de 2018, no entanto, o Executivo reduziu a estimativa de INPC de 2018 para 3,3%.

 

Cálculo - De acordo com a lei em vigor, lembram os técnicos, o cálculo do salário mínimo é baseado na variação do INPC acumulado nos doze meses anteriores ao mês do reajuste, acrescida da variação real do PIB de dois anos anteriores (nesse caso, de 2017). A legislação prevê esse mecanismo até 2019. A partir de 2020, não há uma regra definida.

 

Próximos anos - Para 2020 e 2021, o salário mínimo alcançaria R$ 1.076,00 e R$ 1.153,00, respectivamente, na proposta do governo. Os técnicos afirmam ainda que a cada real de aumento no salário mínimo há um impacto fiscal de R$ 303,9 milhões ao ano. O aumento previsto de R$ 954 para R$ 998 acarretaria um impacto líquido de R$ 13,4 bilhões nas contas públicas.

 

Elaboração - A nota técnica foi elaborada de forma conjunta pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle (do Senado) e pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (da Câmara).

 

Crescimento - Caso aprovado, o novo salário mínimo representaria um crescimento de 4,61% em relação a um ano antes. Ao fim de 2017, o governo havia fixado o mínimo para 2018 em R$ 954 - um aumento de 1,81% em relação ao ano anterior. (Valor Econômico)

 

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RELATÓRIO MUNDIAL: Brasil sobe para 4º no ranking de atração de investimento da Unctad

 

relatorio mundial 07 06 2018O Brasil passou de sétimo a quarto país a mais atrair Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em 2017, superado apenas por Estados Unidos, China e Hong Kong, segundo o Relatório Mundial de Investimentos publicado pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

 

Capital chinês - A entidade destaca a entrada significativa de capitais chineses no setor de energia do país e mostra que o crescimento de 8% de IDE no Brasil no ano passado foi ainda mais importante porque contrastou com a queda de 23% no fluxo global. Em 2017, o país atraiu US$ 62,7 bilhões de IDE, representando 40% do fluxo total para a América Latina.

 

Aquisições - Nove das 10 maiores aquisições por companhias estrangeiras na região ocorreram no Brasil. Sete envolveram compradores chineses. Os investimentos foram sobretudo em eletricidade, petróleo, infraestrutura (distribuição de gás) e em companhias do agronegócio.

 

Energia - A Unctad aponta "um boom de IDE no setor de energia" no Brasil, onde o capital estrangeiro mais que triplicou, para US$ 12,6 bilhões. Em transportes e armazenamento, os investimentos estrangeiros quadruplicaram, chegando a US$ 6,6 bilhões. No setor industrial, fluxos de IDE para produtos químicos e indústria de alimentos dobraram, atingindo US$ 3,2 bilhões e US$ 2,6 bilhões respectivamente. No setor de metalurgia, os investimentos externos cresceram 45% e alcançaram US$ 3,1 bilhões.

 

Compensação - Tudo isso compensou o declínio de 40% do investimento estrangeiro no setor automotivo, de 33% nas indústrias extrativas, de 20% a 25% nos setores financeiro e imobiliário, e de 12% na área de petróleo.

 

América Latina - No total, a América Latina atraiu US$ 151 bilhões (+8%), a primeira alta de IDE em seis anos. A Unctad projeta, porém, ligeira queda para 2018, para algo próximo de US$ 140 bilhões. A agência estima que o crescimento econômico na região continua débil e os desafios são muitos, incluindo incertezas políticas com eleições no Brasil, México e Colômbia, e possíveis impactos negativos com a alta de juros nos EUA.

 

Capital fixo - O volume de IDE em 2017 representou 17,2% da formação bruta de capital fixo no Brasil. Mesmo com as turbulências periódicas, entre 2012 e 2017, o país atraiu US$ 388,4 bilhões de investimento estrangeiro. O estoque total de IDE aumentou 14% entre 2010 e 2017, alcançando agora US$ 778,3 bilhões, equivalentes a 36,4% do PIB.

 

Último - A Unctad mostra o Brasil como o último entre 25 países nas cadeias globais de valor, ou seja, de bens e serviços importados incorporados nas exportações do país.

 

Declínio - Globalmente, o fluxo de IDE declinou para US$ 1,43 trilhão, comparado a US$ 1,87 trilhão em 2016, em forte contraste com os sinais de crescimento da economia e do comércio mundial.

 

Fusões e aquisições - A queda é atribuída principalmente à baixa de 22% nas fusões e aquisições internacionais. Também preocupante é o valor anunciado de investimentos "greenfield", um indicador de futuras tendências, com baixa de 14%. Para 2018, a expectativa é de ligeira melhora, mas ainda abaixo da média dos últimos dez anos.

 

Alerta - A Unctad alerta que uma escalada das tensões comerciais afetará negativamente investimentos externos e cadeias globais de valor. Também observa que a reforma tributária nos EUA deve ter efeito significativo no fluxo de investimentos globais, com companhias americanas sendo estimuladas a voltar a investir mais no país.

 

Taxas de retorno - A queda nas taxas de retorno é um dos principais fatores para a baixa do fluxo de IDE globalmente, na avaliação da Unctad.

 

Alteração - No Brasil, a taxa de retorno, segundo a agência, ficou em cerca de 5,1% para 2017, estável desde 2012. Ficou abaixo da global, que é agora de 6,7% e em queda comparado aos 8,1% em 2012.

 

Todas as regiões - O retorno sobre o investimento está em declínio em todas as regiões, com as maiores baixas ocorrendo na África e na América Latina. Na África, a taxa caiu de 12,3% em 2012 para 6,3 em 2017. Na América Latina, baixou de 7,9% para 5,6%. Para a Unctad, isso pode ser parcialmente explicado pela queda nos preços de commodities durante o período. "O menor retorno de ativos externos pode afetar as perspectivas de longo prazo de IDE", destaca a agência da ONU. (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO: Relator apresenta substitutivo ao projeto do Senado sobre agências reguladoras

 

legislativo 07 06 2018O deputado Danilo Forte (PSDB-CE), relator na comissão especial que analisa a Lei Geral das Agências Reguladoras (PL 6621/16), apresentou nesta quarta-feira (06/06) um substitutivo à proposta oriunda do Senado. Com isso, será aberto prazo de cinco sessões do Plenário para apresentação de emendas ao texto do relator. Só depois será marcada uma data para a votação no colegiado.

 

Reunião - Devido ao início da Ordem do Dia no Plenário, a reunião da comissão especial, marcada para esta tarde, sequer chegou a ser iniciada. Danilo Forte disse que a intenção era fazer a leitura do parecer e das sugestões do colegiado que já foram aproveitadas. Das 36 emendas apresentadas ao texto original do Senado, 7 foram incorporadas integralmente no parecer. Outras 7, parcialmente.

 

Substitutivo - “O substitutivo está pronto. É um projeto de lei inovador e atende às colaborações dos integrantes da comissão”, disse. “A ideia não é homologar algo que já foi aprovado pelo Senado, mas promover avanços para que as agências reguladoras cumpram suas atividades com segurança jurídica.”

 

Essência - O relator manteve a essência do PL 6621/16: unificar as regras sobre gestão, poder e controle social das agências reguladoras. O texto pretende garantir a autonomia dessas autarquias, dar mais transparência à atividade regulatória e estabelecer medidas para evitar a interferência do setor privado. Exige ainda que todas tenham ouvidoria e que encaminhem ao Congresso um plano de gestão anual.

 

Caráter conclusivo - Como tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara e do Senado, se fosse aprovada sem alterações pela comissão especial a proposta seguiria para sanção presidencial, a menos que houvesse recurso para análise no Plenário. Essa era a intenção do governo e do Fórum dos Dirigentes das Agências Reguladoras Federais, que pediam pressa aos deputados, sob o argumento de que o assunto está em debate no âmbito do Executivo desde 2003.

 

Modificação - No entanto, Danilo Forte e os demais integrantes da comissão especial já haviam demonstrado a intenção de modificar o texto, que depois de aprovado terá de retornar ao Senado. Para o relator, havia lacunas na proposta – por exemplo, a ausência da Agência Nacional de Mineração (ANM) entre as autarquias abrangidas pela futura lei geral. Criada em 2017, depois da aprovação do texto no Senado, a ANM foi incluída no substitutivo a partir de emendas de deputados. (Agência Câmara)

 


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