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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4340 | 01 de Junho de 2018

PARALISAÇÃO I: Cooperativas do Paraná estimam prejuízos de R$ 1 bilhão

paralisacao 01 06 2018Segundo a Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), levantamentos iniciais apontam prejuízos na casa de R$ 1 bilhão somente para o setor cooperativista, durante os 10 dias de paralisação dos caminhoneiros no Estado. As perdas foram provocadas pela interrupção das atividades em 25 agroindústrias que atuam nos setores de lácteos, carnes, grãos, açúcar e álcool e fertilizantes. Diariamente, nove plantas deixaram de abater 2,3 milhões de cabeças de aves, quatro deixaram de abater 12,7 mil cabeças de suínos, duas deixaram de abater 180 mil tilápias e seis agroindústrias deixaram de processar 3 milhões de litros por dia.

Retomada - Com fim do movimento dos caminhoneiros, as 25 unidades cooperativas retomaram suas atividades. As perdas também atingem os cooperados, que deixaram de fornecer seus produtos para as agroindústrias, sem falar nos 35 mil funcionários que foram dispensados durante o período. As cooperativas agropecuárias do Paraná reúnem 167.563 produtores cooperados, responsáveis por um faturamento anual de aproximadamente R$ 57 bilhões (2017), ou seja, movimentação econômica diária de R$ 150 milhões, gerando empregos e distribuindo riquezas nos 399 municípios. Sessenta por cento da produção de grãos no Paraná passam pelas cooperativas, 50% da ração, 53% do beneficiamento de leite, 57% do abate de suínos, 37% das aves.

Lácteos - Produtores cooperados, juntamente com as seis agroindústrias de processamento de leite das cooperativas paranaenses, tiveram que descartar durante a paralisação, mais de 25 milhões de litros de leite impróprios para o consumo, um prejuízo estimado de R$ 32,5 milhões. Com a paralisação do transporte, 30 milhões de pintainhos tiveram que ser sacrificados pois não conseguiram chegar até as granjas. Em todo o Estado, o setor possui em alojamento 215 milhões de aves.

Comitê de Crise – Desde que a paralisação foi deflagrada pelos caminhoneiros, dia 21/05, com bloqueios das principais rodovias estaduais e federais impedindo o trânsito, a Ocepar constituiu um Comitê de Monitoramento da Crise com profissionais de diversas áreas e cooperativas para acompanhar os desdobramentos e manter os diretores informados a respeito do movimento paredista.

Defesa Civil - A convite do Governo Estadual, a Ocepar passou também a compor o Gabinete de Crise, com um assento na Defesa Civil, através do superintendente, Robson Mafioletti, em companhia de profissionais de outras entidades, entre elas a Secretaria de Agricultura, Paulo Roberto Meira, e da Fiep, João Arthur Mohr. “Nesses 10 dias, em parceria com a Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e depois com a participação do Exército, conseguimos facilitar, através de um adesivo, a circulação de produtos importantes, como ração para aves, insumos para ração, leite in natura e animais vivos. Negociamos tudo com a Defesa Civil e com os líderes do movimento. Alguns incidentes aconteceram mas contornamos com a ação imediata do comando da PM e também com apoio recebido do coordenador da Defesa Civil, Coronel Maurício Tortato, e pelo Major Antônio Hiller e de toda sua equipe”, lembrou Robson Mafioletti.

Abastecimento - Na terça-feira (29/05) sem previsão da paralisação encerrar e na iminência de faltar alimentos nos supermercados da capital, a Ocepar organizou, com apoio da Defesa Civil, a vinda de um comboio com 10 caminhões carregados com 280 mil litros de óleo de soja, que saíram de madrugada de Maringá, no Noroeste do Estado, chegando na manhã de quarta-feira (30/05) em Curitiba, para abastecer supermercados, panificadoras e restaurantes. Os caminhões foram escoltados em todo o percurso, de cerca de 450 quilômetros, pela Polícia Militar e a Defesa Civil. Também foram enviadas cargas de produtos de outras regiões do Estado, como leite, carnes, café, margarina, farinha de trigo, gordura vegetal, etc. Entre quarta-feira e o feriado, cerca de 1.800 caminhões de cooperativas com produtos industrializados seguiram para os principais mercados consumidores do Paraná.

Acordo - A iniciativa de abastecer Curitiba é fruto de acordo feito pela Ocepar e demais entidades que integram o G7, grupo formado também pela Fiep, Faep, Fecomércio, Faciap, Fetranspar e ACP, com o Governo do Estado do Paraná e Defesa Civil.

 

PARALISAÇÃO II: Comitê de monitoramento da Ocepar analisa medidas adotadas pelo governo

paralisacao II 01 06 2018O Comitê de Monitoramento da Crise da Ocepar, criado para acompanhar os desdobramentos da paralisação dos caminhoneiros e os impactos no setor cooperativista, fez uma análise das últimas medidas anunciadas pelo governo federal com o objetivo de atender as demandas do movimento paredista. O documento traz detalhes sobre a origem dos recursos que deverão compensar a redução no preço do óleo diesel de R$ 0,46 por litro. Também apresenta detalhes sobre as Medidas Provisórias publicadas em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (30/05). O Comitê destaca ainda que, em âmbito estadual, a Agência Reguladora do Paraná (Agepar) emitiu um comunicado determinando às empresas concessionárias de rodovias do Estado que cumpram a isenção de cobrança do eixo suspensos em todas as praças.

Clique aqui para conferir na íntegra o Comunicado 6 do Comitê de Acompanhamento da Crise da Ocepar

 

PARALISAÇÃO III: Produtores nunca vão esquecer o inferno que viveram

paralisacao III 01 07 2018O ditado popular aconselha que “não adianta chorar pelo leite derramado”. Mas quando não foi um copo que entornou, mas 300 milhões de litros de leite que se foram pelo ralo, será que ainda dá para segurar o choro?

Memória - “A pessoa que levanta de madrugada, que trata as vacas e faz a ordenha todo dia, nunca vai apagar da memória as imagens do leite jogado fora. Dificilmente quem viveu isso vai esquecer esse episódio”, afirma o pecuarista Hans Jan Groenwold, de Castro, nos Campos Gerais do Paraná.

Rotina - O produtor se refere à rotina dos últimos dez dias, quando pecuaristas pelo país afora, grandes e pequenos, ficaram impossibilitados de entregar boa parte da produção à indústria, devido à greve dos caminhoneiros. Como o leite é um produto de giro rápido, com duas a três ordenhas por dia, é preciso esvaziar os tanques resfriadores para receber o leite novo. Com as estradas bloqueadas, não houve alternativa senão abrir as torneiras e jogar o alimento forra.

Perda - A Associação da Indústria de Lácteos (Viva Lácteos) estima que, apenas nos primeiros sete dias de paralisação, perderam-se 300 milhões de litros de leite, com prejuízo de R$ 1 bilhão. A previsão é de que levará pelo menos um mês para a cadeia produtiva voltar à normalidade, devido à falta de insumos e embalagens.

Pouco a comemorar - Toda a crise se desenrolou, ironicamente, às vésperas do Dia Mundial do Leite, celebrado todo dia 1º de junho e instituído pela ONU em 2001 para incentivar o consumo de lácteos. No Brasil, nenhuma outra cadeia do agronegócio gera tantos empregos diretos como o leite: são 4 milhões de pessoas envolvidas, apenas na atividade de extração. O rebanho brasileiro é o segundo maior do mundo e produz 34 bilhões de litros de leite por ano.

Ambiente depressivo - Para o presidente da Cooperativa Castrolanda, Frans Borg, foram dez dias de nuvens negras que criaram “um ambiente depressivo para os produtores”. “Levantar às quatro da manhã, seja o produtor ou o funcionário dele, tirar o leite e logo em seguida abrir a torneira e jogar pelo ralo, afeta emocionalmente qualquer um. As pessoas ficaram estressadas”.

Conta - As perdas foram tão extensas e disseminadas que é quase impossível fazer uma conta redonda. “Aqui no Paraná, só com a perda da matéria-prima do leite foram 16 milhões de litros por dia. Fora o produto que não foi para a prateleira, que não entrou nas indústrias. É imensurável”, sublinha Groenwold.

Unium - Na Cooperativa Frísia, que com a Castrolanda e a Capal forma a intercooperação Unium – a paralisação representou 8,5 dias de descarte de 100% do leite produzido. Foram 6,5 milhões de litros de leite multiplicados por R$ 1,30, que o produtor deveria receber em média por litro.

Vantagem- Frans Borg, da Castrolanda, diz que nessa hora de crise fica mais evidente a vantagem de pertencer a uma cooperativa. “A regra foi: capta o leite onde é possível, onde não for, tem que jogar fora, mas a conta é dividida por todo mundo. O que se conseguiu salvar é em benefício de todos”, aponta.

Tempos difíceis - Greidanus também realça o papel da cooperativa em tempos difíceis. “Logicamente, vamos tomar providencias para tentar diminuir ou diluir esse prejuízo acumulado para os próximos 10 meses, para que ele possa ter um colchão e consiga pagar as dívidas. Vamos fazer um adiantamento emergencial para manter o fluxo de caixa, para que o produtor possa pagar seus compromissos e continuar na atividade. Queremos manter o moral do produtor para cima, para que ele enxergue que, mesmo sofrendo um baque tão forte, ainda tem a estrutura de uma cooperativa por trás que lhe dá suporte”.

Redução de ICMS - Os produtores consideram que, apesar da legitimidade da greve, algumas cadeias foram excessivamente penalizadas. “Se fosse igual para todo mundo, seria justo. Mas da maneira que foi, algumas cadeias, como o leite e o frango, foram muito mais prejudicadas. Vamos buscar junto ao governo do Estado alguma forma de consertar isso, que pode ser por meio de redução de ICMS”, afirma Borg.

Intercooperação - Os cinco mil produtores paranaenses ligados às sete cooperativas que atuam na intercooperação Unium (três já citadas e outras quatro como fornecedoras) abastecem grandes indústrias de transformação em São Paulo, como Danone e Nestlé, e entregam leite para envase por várias outras marcas. Foi a necessidade de fazer o leite viajar por rodovias que criou um impasse com os caminhoneiros.

Operação - “Regionalmente, o movimento até deixou a gente operar. Mas quando saíamos do município, daí não quiseram saber. Tivemos cargas de leite paradas no primeiro dia e que, cinco dias depois, pedimos pelo amor de Deus para serem liberadas, por que se aquele leite estragasse dentro do tanque, solidificaria e não sairia mais”, conta Borg.

Bacia - A bacia dos Campos Gerais do Paraná alcança uma média de 2.150 litros de leite produzidos diariamente, por propriedade. No Brasil, essa média não chega a 200 litros. Na produção por vaca, a média local é de 30 litros por dia, contra média nacional de 6 litros. (Gazeta do Povo)

 

SICREDI: Superada a marca de R$ 10 bilhões em saldo na carteira de poupança

 

sicredi 01 06 2018O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,7 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal – superou, em abril, a marca de R$ 10 bilhões em saldo na carteira de poupança. Apenas no primeiro trimestre de 2018, o Sicredi obteve um incremento de R$ 576 milhões na carteira, o que representa 566% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Acumulado - No acumulado de 2017, a instituição financeira cooperativa bateu seu recorde chegando a R$ 2,8 bilhões na captação de poupança ao longo do ano. Os motivos para os resultados no Sicredi são diversos, mas, entre eles, um se destaca: o associado sabe que o valor depositado fomentará o crescimento econômico da sua região, já que retorna à comunidade por meio da concessão de crédito pela instituição financeira cooperativa.

 

Incentivo - Outro fator que contribuiu para o incremento da poupança é o constante incentivo que o Sicredi faz aos associados para criação do hábito de poupar e de planejar o futuro para conquistarem seus objetivos, realizando campanhas e ações locais para estimular as programações mensais de aplicação em poupança.

 

Variação nacional - No País, a variação entre os depósitos e os saques da caderneta de poupança no mercado financeiro, em abril, foi de R$ 1,237 bilhão, segundo dados do Banco Central do Brasil. Este resultado positivo foi o maior para meses de abril desde 2013.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

DIA C: Em Arapoti (PR), ação do Dia de Cooperar vai incentivar a leitura

 

dia c 01 06 2018As Cooperativas Capal, Ceral e Sicredi Capal, de Arapoti (PR) estão unidas novamente para a realização do Dia C – Dia de Cooperar, uma iniciativa do Sistema OCB. O projeto será executado no dia 30 de junho na Biblioteca Professora Ednamari Furquim Guerke, que fica dentro do Colégio Estadual Rui Barbosa. A ação vai beneficiar os 1.100 alunos do Colégio e toda a comunidade, pois a biblioteca é aberta à população.

 

Incentivo à leitura - As ações realizadas serão todas para incentivo à leitura, começando com o incremento de 106 livros novos na Biblioteca, que também receberá pintura e decoração e novas cortinas. Na área externa será construído um espaço da leitura, com bancos e mesas para acomodar os alunos. Ainda, melhorias no jardim e calçada estão previstas no projeto.

 

Envolvimento - O Dia C vai envolver 70 voluntários, funcionários e associados das cooperativas, e contará também com o apoio de outras empresas da cidade, através de doações.

 

Atrativos - Para a professora Cynara Moura Jorge, essa ação vai trazer ainda mais incentivo aos alunos. “Nossos alunos gostam muito de ler, mas precisamos oferecer mais atrativos. Hoje nossa biblioteca conta com livros muito antigos, então essa renovação vai realmente atrair mais leitores e despertar ainda mais o gosto pela leitura”, afirma.

 

Apoio - Os alunos do Grêmio Estudantil, que vão ajudar na ação, entendem que esse será um apoio para as atividades do Colégio. “Ter um espaço para leitura na área externa vai ser muito legal, vai ser mais atrativo”, comemoram. (Imprensa Capal

 

OCB: Brasil estimula cooperativismo na África

 

O Sistema OCB trabalha para que as cooperativas cresçam cada vez, afinal, um cooperativismo forte é sinônimo de economia forte, independentemente do lugar. É por isso que OCB e Sescoop têm participado, há alguns anos, do projeto Fortalecimento do Cooperativismo e Associativismo Rural em Botsuana, desenvolvido pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com apoio movimento cooperativista verde e amarelo.

 

Vocação agropecuária - Botsuana é um país do continente africano com altíssima vocação agropecuária e, por isso, a ideia dos governos botsuanês e brasileiro é estimular a organização e estruturação da produção rural do país, utilizando para isso, o modelo das cooperativas agropecuárias do Brasil.

 

Missão prospectiva - Uma das ações do projeto ocorreu entre os dias 21 e 25 de maio. Trata-se da missão prospectiva em Botsuana, que avaliou os impactos da primeira fase do projeto. Os brasileiros puderam verificar, in loco, como a experiência das cooperativas do Brasil tem contribuído para, de fato, fortalecer a economia botsuanesa. A missão também discutiu os detalhes das próximas etapas do projeto.

 

Carro-chefe - O setor agrícola em Botsuana é responsável pelo sustento de cerca de 90% da população rural do país. Apesar disso, ele representa, atualmente, apenas 3% do PIB anual, segundo informações do Ministério de Desenvolvimento Agrícola e Segurança Alimentar (MDASA) da nação africana.

 

Minerais - “A exploração de minerais, como o diamante, ainda é a principal atividade comercial deles e, em meio a essa realidade, o desemprego na área rural, principalmente entre os jovens, tem crescido cada vez mais. Nesse cenário, o cooperativismo pode se tornar uma grande ferramenta de combate ao desemprego e, ainda, de fortalecimento da segurança alimentar no país”, comenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

 

Experiência verde e amarela - Com o objetivo de encontrar alternativas e soluções que ajudem a resolver os problemas socioeconômicos e alimentares do país, o governo de Botsuana buscou o apoio técnico do Brasil para o desenvolvimento de um projeto de fortalecimento de seu cooperativismo rural.

 

Cooperação técnica - A iniciativa se concretizou por meio de um projeto de cooperação técnica, promovida pela ABC e apoiada pelo Sistema OCB, por meio da transferência de conhecimento e organização de cursos de capacitação, envolvendo tanto a doutrina cooperativista quanto a gestão eficiente de cooperativas. Do lado botsuanês, o projeto é conduzido pelo MDASA, em parceria com o Ministério do Investimento, Comércio e Indústria (MITI).

 

Na prática - A primeira fase do projeto, que durou três anos (2014-2017), promoveu importantes avanços no setor. Após capacitações oferecidas no Brasil e em Botsuana, pelo Sistema OCB, a comunidade rural de Kweneng Norte decidiu fundar uma cooperativa para otimizar a produção e comercialização das hortaliças produzidas na região.

 

Sociedade Cooperativa de Horticultores - Assim, foi constituída a Sociedade Cooperativa dos Horticultores de Kweneng North, a primeira da região, criada a partir do modelo brasileiro e completamente apoiada pelo Sistema OCB.

 

Primeiros resultados - Apesar dos poucos meses de funcionamento, os cooperados já começam a ver os primeiros resultados. Recentemente, ganharam uma licitação para fornecer seus produtos ao Ministério da Defesa de Botsuana, assumindo a responsabilidade de prover parte dos alimentos servidos aos soldados do país.

 

Estímulo - A cooperativa vende também para redes de varejistas e participa de eventos como o “Dia de Mercado”, ação promovida pelo governo local e que reúne diversos outros produtores, suas cooperativas e associações, para a comercialização direta dos produtos.

 

Contato direto - O evento é destinado tanto a pessoas físicas quanto empresas e instituições públicas e, serve para colocando os produtores em contato direto com o consumidor final. Entre os principais alimentos cultivados nos campos botsuaneses estão: abóbora, acelga, alface, batata, batata doce, beterraba, brócolis, cebola, cenoura, couve, frutas cítricas, melancia, pimenta e tomate.

 

Caminho certo Em uma visita a três propriedades de Kweneng North, realizada por uma delegação brasileira da ABC e da OCB, foi possível visualizar o comprometimento dos produtores com o sucesso da prática cooperativista em Botsuana.

 

Caminho certo - Mesmo diante de grandes desafios como coleta, armazenamento e distribuição apropriada dos alimentos, diversificação de culturas, custo dos insumos e acesso ao mercado, por exemplo, é unânime o sentimento, tanto dos representantes do governo do país africano quanto dos produtores rurais, integrantes do projeto, de que estão no caminho certo.

 

Desafios e crises - “Ao longo dos quase 120 anos de atividade, as cooperativas brasileiras já passaram por muitos desafios e crises. Tivemos problemas com tecnologia, gestão e normativos legais, por exemplo. Mas, graças ao DNA cooperativista – o trabalho coletivo e a vontade dos cooperados de levar o movimento adiante – temos conseguido trilhar um caminho que nos permite, por conta da experiência centenária do nosso cooperativismo, contribuir com a transformação da realidade de Botsuana. É um prazer e um dever nosso de ajudar a construir, hoje, o futuro que queremos e merecemos”, conclui Márcio Freitas. (Informe OCB)

 

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FRUIT ATTRACTION: Governo apoiará participação de cooperativas em feira na Espanha

 

fruit attraction 01 06 2018O governo brasileiro, por meio dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e das Relações Exteriores, selecionará cooperativas e empresas interessadas em participar como expositoras na 10ª edição da feira Fruit Attraction 2018. O evento internacional reúne, anualmente, milhares de empresas e profissionais do setor frutícola e ocorrerá entre os dias 23 a 25 de outubro deste ano, em Madri, na Espanha.

 

Prazo - As inscrições já podem ser feitas. As cooperativas interessadas têm até o dia 18 de junho para garantir sua participação na seleção. A Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB está à disposição para auxiliar as cooperativas interessadas no processo de inscrição. Basta encaminhar email para relacoesinstitucionais@ocb.coop.br ou entrar em contato por meio do telefone (61) 3217-2142.

 

Investimento - É importante destacar que os empreendimentos selecionados serão responsáveis por suas despesas de viagem (passagens aéreas, seguro viagem, transporte, hospedagem, alimentação, etc.), além dos custos de logística (frete, seguro, trâmites aduaneiros e armazenagem de amostras), e pelos materiais promocionais impressos (panfletos, catálogos, folhetos, folders, etc). 

 

Contrapartida - Ao Governo Federal caberá o custeio de despesas como a contratação do espaço na feira, a montagem dos estandes, o apoio de recepcionistas bilíngues e a confecção do catálogo do Pavilhão Brasil.

INSCREVA-SE - Para saber mais sobre o evento e se inscrever, clique aqui. (OCB,com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

 

PIB: Agropecuária cresceu 1,4% no primeiro trimestre do ano

 

O IBGE divulgou na quarta-feira (30/05) o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao 1º trimestre deste ano, que apresentou crescimento de 0,4% em relação ao último trimestre de 2017. Foi o quinto resultado positivo após oito quedas consecutivas, com participação destacada da Agropecuária, que cresceu 1,4%. Os setores de Indústria e Serviços, aumentaram 0,1%. 

 

Valores correntes - Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,64 trilhão. A Agropecuária representou R$ 93,94 bilhões, Indústria, R$ 291,65 bilhões e Serviços, R$ 1,015 trilhão. A distribuição percentual dos setores no PIB corresponde a 5,7%, 17,8% e 61,9%, respectivamente.

 

Comparação - Na comparação com primeiro trimestre de 2017, o PIB registra crescimento de 1,2%, e decréscimo de 2,6% na Agropecuária. A Indústria cresceu 1,6%, e Serviços, 1,5%. Também tiveram variação positiva, o consumo das famílias e a formação bruta de capital.

 

Redução - De acordo com o coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Gasques, as estimativas de safra, referentes a abril deste ano mostram que algumas lavouras apresentaram redução de produção e de produtividade no primeiro trimestre do ano.

 

Culturas - Entre as quedas estão arroz, de 6,8%, em relação a igual período de 2017, laranja, 9,4%, e milho primeira safra, 17,5%. Essas lavouras também apresentam produtividade inferior à do ano passado. Mas soja apresenta crescimento da produção de 0,6% sobre o primeiro trimestre de 2017, e seus resultados contribuíram para a formação do PIB do trimestre, explica Gasques.

 

Acumulado - O PIB acumulado nos últimos quatro trimestres cresceu 1,3%, enquanto a agropecuária teve variação de 6,1%, Indústria, 0,6% e Serviços, 1,0%. Essa taxa elevada para a Agropecuária deve-se a resultados dos últimos três trimestres de 2017, e aos primeiros levantamentos deste ano que apontaram resultados favoráveis para diversas lavouras, observou o coordenador do Mapa. (Mapa)

 

pib 01 06 2018 quadro

SANIDADE ANIMAL: Vacinação contra aftosa é prorrogada para até o dia 15

 

sanidade animal 01 06 2018A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) prorrogou a campanha estadual de vacinação contra febre aftosa para o dia 15 de junho. A campanha, que está em curso, seria encerrada nesta quinta-feira (31/05). Mas em decorrência da greve dos caminhoneiros, que afetou a distribuição e venda de vacinas, a campanha foi prorrogada.

 

Recomendação - De acordo com o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, essa prorrogação segue a recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que adotou a medida em todo o País.

 

Primeira etapa - Segundo Dias, nessa primeira etapa da campanha, promovida em maio, é obrigatória a vacinação e a comprovação da vacina de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. No Paraná, estima-se um rebanho de 4,2 milhões de cabeças nessa faixa de idade que precisam ser vacinadas e comprovadas. Segundo a Adapar, até a presente data, houve a comprovação de vacinação de 70% do rebanho envolvido nesta etapa.

 

Regularização - Com esse novo prazo, espera-se regularização do estoque de vacina nos revendedores, e que os produtores rurais tenham maior autonomia para a vacinação e a sua comprovação.

 

Obrigatória - A vacinação no Paraná é obrigatória para bovinos de búfalos com até 24 meses de idade. A dose da vacina é de 5 ml para todos os animais, independente do peso e tamanho. Ao comprar a vacina nas casas agropecuárias, o produtor deve obter a Nota Fiscal de compra da vacina e o Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral. O comprovante deverá ser entregue nas Unidades Locais da Adapar até o dia 15. A comprovação também pode ser feita pela internet, acessando a página da Adapar em www.adapar.pr.gov.br.

 

Adapar - A Adapar está acompanhando com preocupação as ocorrências de mortes de animais (aves e suínos) em decorrência da greve dos caminhoneiros. As consequências estão sob alvo de atenção dos fiscais da Adapar para evitar um problema sanitário em decorrência de um descarte dos animais mortos.

 

Comunicação - Há necessidade de que a Adapar seja comunicada e realize vistorias sobre as mortes ocorridas, alertou Rafael Gonçalves Dias. Segundo ele, essa vistoria é necessária para que sejam descartados os casos de mortes causadas por doença de comunicação obrigatória. Os produtores também devem utilizar métodos seguros de eliminação das carcaças, em conjunto com o órgão ambiental responsável, acrescentou Dias.

 

Ações - De acordo com Gonçalves, as ações da Defesa Civil e demais órgãos do Estado junto ao movimento dos caminhoneiros evitou uma mortandade massiva no Estado, já que houve o fornecimento de alimentos, mesmo com dificuldades, em várias localidades.

 

Desnutrição - Mas a possibilidade de desnutrição em localidades onde a ração ainda não chegou representa uma ameaça, podendo gerar situações de estresse, comprometendo o desenvolvimento, bem-estar animal e a sanidade dos rebanhos.

 

Supervisores - Até o momento, os supervisores regionais da Adapar não detectaram quadro generalizado de morte de animais por inanição. Mas estão acompanhando a situação, principalmente na região Oeste do Estado, que concentra grande parte da produção de aves e suínos do Estado.

 

Destinação - Segundo Dias, nos casos de morte das aves e suínos, se não ocorrer em número elevado, as carcaças devem ser destinadas para as compostagens das propriedades rurais. Mas em situações de alta mortandade, há necessidade de “enterrio” das carcaças e isso precisa ser feito sob orientação do órgão ambiental, com local adequado na propriedade que não contamine os lençóis freáticos que servem a região. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MEIO AMBIENTE I: Prazo de adesão ao CAR é adiado para 31 de dezembro

meio ambiente 30 05 2018O governo federal prorrogou para o dia 31 de dezembro de 2018 o prazo de adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que venceria em 31 de maio. A medida foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (30/05). O CAR é uma exigência do novo Código Florestal Brasileiro, em vigor desde 2012 e é obrigatório para todos os produtores rurais, não importa o tamanho da propriedade. Quem não se inscrever poderá ser impedido, por exemplo, de tomar crédito rural em agências bancárias.

Sistema integrado - O sistema é integrado e vai funcionar como um banco de informações ambientais de todo país, com detalhes sobre áreas de preservação permanente, reserva legal e terrenos de uso restrito. De acordo com dados levantados até o mês de abril, a área cadastrada no CAR, em todo o país, chega a 441.644.957 hectares, de 4,9 milhões de imóveis. No Paraná, são 16.188.664 hectares, de 422.306 imóveis.

Clique aqui para conferir na íntegra o Decreto nº 9.395, que prorroga o prazo de adesão ao CAR

 

 

MEIO AMBIENTE II: IAP dispensa licenciamento para destinação de animais mortos

 

mieo ambiente II 01 06 2018Para atender a necessidade de suinocultores e avicultores que precisam sacrificar seus animais por conta da falta de ração para alimentação dos animais devido à greve dos caminhoneiros, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) editou nessa quarta-feira (30/05) a portaria nº 106/2018 que dispensa o Licenciamento Ambiental Estadual para o enterrio ou destruição de animais mortos.

 

Adapar - A medida considera as normas da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para sacrifício sanitário de bovinos e búfalos reagentes positivos para brucelose ou tuberculose, além de outros animais, em situação de caráter emergencial.

 

Dispensa - De acordo com a portaria, estão dispensados de licenciamento os casos em que seja determinado o sacrifício sanitário dos animais, que a mortandade seja causada por problemas de manejo, inclusive falta de alimentação e em situações causadas por eventos climáticos severos.

 

A céu aberto - Para a destruição da carcaça através da queima a céu aberto, deverá haver a declaração da Adapar de situação de emergência sanitária. Caso haja necessidade de enterro dos animais mortos, o local escolhido pelo responsável legal da propriedade deve respeitar a legislação ambiental, estar em áreas mais altas da propriedade, distantes de recursos hídricos e fora de Áreas de Preservação Ambiental. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EXECUTIVO: Sancionada lei que prevê reoneração da folha de pagamento para diversos setores

Como parte do acordo com os caminhoneiros, o presidente Michel Temer sancionou, na noite de quarta-feira (30/05), a lei que prevê a reoneração da folha de pagamento de 39 setores da economia. A lei foi aprovada no dia 23 de maio pela Câmara e na terça-feira (29/05) pelo Senado. A sanção foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União". Na alíquota de 1% foram mantidos os produtores de carne suína e avícola e o pescado, o que atende à demanda do setor cooperativista brasileiro.  

Setores - O texto sancionado pelo presidente reonera a partir deste ano diversos setores hoje beneficiados. A partir de 2021 haverá a oneração de 17 setores que mantiveram o benefício. Os novos recursos arrecadados serão usados para compensar parte do impacto da redução no valor do litro do óleo diesel nas refinarias.

Veto - Temer vetou o trecho que eliminava a cobrança de contribuições sociais (PIS/Confins) sobre o óleo diesel até o fim deste ano. Isso porque o acordo com os caminhoneiros deve ser garantido por medidas provisórias também editadas na noite da quarta-feira. Com as medidas, o litro do óleo diesel deve ficar R$ 0,46 mais barato a partir de hoje. O preço ficará congelado por 60 dias.

Isenção - Do desconto total oferecido aos caminhoneiros grevistas, R$ 0,16 serão alcançados com isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e uma redução de PIS/Cofins sobre o diesel. Os outros R$ 0,30 serão cobertos por um programa de subvenção de R$ 9,58 bilhões do Tesouro Nacional.

Corte - Para isso, o governo já indicou o corte de recursos em diversos ministérios, como Saúde, Justiça e Transporte. Parte dos recursos sairão, porém, de uma conta de excesso de arrecadação. (Com informações da Agência Câmara)

LEGISLATIVO I: Câmara analisará pacote com seis MPs para atender caminhoneiros

legislativo I 01 06 2018A Câmara dos Deputados vai analisar o pacote de seis medidas provisórias editadas para atender as reivindicações dos caminhoneiros. Três foram editadas no dia 27 de maio (831, 832 e 833/18) e outras três na última quarta-feira (30/05) – (836, 838, 839/18).

Contribuições sociais - A MP 836 reduz as contribuições sociais (PIS/Cofins) sobre o diesel e zera a Cide, o que corresponde a R$ 0,16 da redução do preço do combustível. A MP 838 detalha como será o encontro de contas entre Tesouro e Petrobras para reduzir os preços em mais R$ 0,30.

Crédito extraordinário - Já a MP 839 abre o crédito extraordinário de R$ 9,6 bilhões para o subsídio e, para isso, prevê cortes de R$ 3,4 bilhões, sendo que pouco mais de R$ 2 bilhões sairão de uma conta de capitalização das empresas estatais. O restante está espalhado em vários ministérios como Saúde e Educação.

Indenização temporária - Outra MP editada na quarta, a 837, cria uma indenização temporária para os policiais rodoviários federais que estão trabalhando no desbloqueio das rodovias.

Reoneração - Também na quarta-feira, o presidente Michel Temer sancionou a lei que prevê a reoneração da folha de pagamento de vários setores da economia. Além da reoneração, foram reduzidos incentivos fiscais para exportadores, indústria química e setor de refrigerantes.

Compensação - Os novos recursos arrecadados serão usados para compensar parte do impacto da redução no valor do litro do óleo diesel nas refinarias. A maior parte dos recursos, porém, deve sair de uma conta de "excesso de arrecadação".

Destinação - Pela emenda do teto de gastos, qualquer excesso orçamentário deveria ser destinado ao pagamento da dívida pública. Mas o Ministério do Planejamento informou que os valores não fazem parte dos limites de despesas estabelecidos na emenda. (Agência Câmara)

 

LEGISLATIVO II: Plenário pode votar projeto que regulamenta transporte rodoviário de cargas

 

camara deputados 01 06 2018O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar, a partir de terça-feira (05/06), o projeto de lei que regulamenta o transporte rodoviário de cargas no País (PL 4860/16). A proposta, de autoria da deputada Christiane de Souza Yared (PR-PR), conta com um substitutivo do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) aprovado pela comissão especial sobre o tema.

 

Texto - No texto, são estabelecidas as formas de contratação dos transportadores (autônomos, de cooperativa ou empresa), regras para a segurança nas estradas e normas para a contratação de seguros em caso de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.

 

Vale-pedágio - O substitutivo cria o vale-pedágio, mecanismo de pagamento automatizado que será obrigatório. Torna ainda obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo. (Agência Câmara)

 

RECURSOS: BNDES e BID anunciam fundo de crédito em infraestrutura de US$ 1,5 bi

 

recursos 01 06 2018O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciaram na quarta-feira (30/05) a criação de um fundo de crédito em infraestrutura, que receberá o nome de B2 Infra. O anúncio do fundo conjunto foi feito durante o Fórum de Investimentos Brasil 2018, na capital paulista.

 

Pleno funcionamento - Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, o fundo deve levar 120 dias para estar em pleno funcionamento, mas as etapas iniciais já estão em andamento. O capital do fundo, segundo ele, será de US$ 1,5 bilhão, sendo que 30% dos recursos serão do BNDES e 10% do BID Invest, braço do grupo BID. O restante será captado junto ao setor privado.

 

Nova política - Este fundo é parte de uma nova política de participação do BNDES em fundos de investimento de infraestrutura e de crédito para pequenas e médias empresas, que foi anunciado ontem no evento Fórum de Investimentos Brasil.

 

Seleção - O gestor do fundo será selecionado em 60 dias por meio de uma chamada pública. Depois serão precisos mais 60 dias para que comecem as captações no mercado e ele entre em sua fase operacional. O foco do fundo serão os projetos de transporte, energia, água e saneamento e infraestrutura social, tais como saúde e educação.

 

Formato - O formato de funcionamento do fundo é por meio de instrumento de dívida. “Ele vai comprar instrumentos de dívida dos projetos, como debêntures e recebíveis, e esses projetos passarão por um forte processo de seleção e adequação sócio-ambiental”, disse Oliveira. “Estamos colocando uma semente para atrair recursos do poder privado”, enfatizou Luis Alberto Moreno, presidente do BID.

 

Impacto social e econômico - “Serão projetos de grande impacto social e econômico e que melhorem a circulação, o transporte público, o fornecimento de água e saneamento; são projetos que venham a impactar na qualidade de vida das pessoas”, disse o presidente do BNDES. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: EUA abrem guerra comercial contra UE, Canadá e México

 

internacional 01 06 2018Os EUA dispararam o primeiro tiro de uma guerra comercial contra três de seus principais parceiros comerciais. O país decidiu nesta quinta-feira (31/05) começar a cobrar tarifas sobre aço e alumínio importados de União Europeia, Canadá e México.

 

Preparação -  A iniciativa de tomar medidas contra aliados tradicionais dos EUA, com base em motivos de segurança nacional, prepara o caminho para uma rodada de tarifas "olho por olho, dente por dente" entre algumas das maiores economias mundiais, a poucos dias da cúpula do G-7, no Canadá.

 

Retaliações - A UE diz há meses que adotará retaliações contra qualquer tarifa imposta pelos EUA. Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, disse quinta-feira (31/06) que o bloco dará continuidade a planos de impor suas próprias tarifas a produtos americanos como uísque bourbon, motos e pasta de amendoim. "Este é um dia ruim para o comércio mundial", afirmou Juncker.

 

Advertência - Antes do anúncio, o ministro das Finanças da França advertiu que a UE não terá escolha senão "entrar numa guerra comercial" com os EUA se o presidente Donald Trump impuser as tarifas sobre aço e alumínio. "Nossos amigos americanos têm de saber que, se tomarem medidas agressivas contra a Europa, a Europa não deixará de reagir", disse Bruno Le Maire, após reunião com Wilbur Ross, secretário de Comércio dos EUA.

 

Inaceitáveis - O premiê do Canadá, Justin Trudeau, qualificou as novas tarifas de "totalmente inaceitáveis" e deixou clara sua indignação pelo país ser tachado de ameaça à segurança nacional aos EUA. "Há 150 anos o Canadá é o aliado mais fiel dos EUA... Das praias da Normandia até as montanhas do Afeganistão, lutamos e morremos juntos", disse ele. "É inconcebível o Canadá ser considerado uma ameaça à segurança nacional dos EUA."

 

Tarifas - O Canadá disse que adotará tarifas sobre US$ 12,8 bilhões em produtos importados dos EUA a título de retaliação, entre os quais alumínio e aço, mas também produtos de uso diário, como detergente. O México também disse que imporá tarifas retaliatórias a uma ampla gama de produtos dos EUA, de aço a carne de porco, salsichas e frutas.

 

Escalada - "Isso marca uma escalada significativa [da parte dos EUA e] o primeiro tiro de uma guerra comercial há muito temida", afirmou Edward Alden, professor-visitante-sênior do Council on Foreign Relations, de Washington.

 

Afirmação - A medida tomada pelos EUA e a rápida reação dos aliados ocorreram após Ross ter dito que as negociações com a UE nos últimos meses não levaram a lugar nenhum e que as discussões com Canadá e México para atualização do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), estavam se estendendo demais.

 

Aço e alumínio - As tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio, que os EUA dizem serem necessárias por motivos de segurança nacional, foram inicialmente anunciadas em março, como parte de medidas restritivas tomadas pelos EUA contra a China e a suposta inundação dos mercados mundiais com metal barato produzido pelos chineses.

 

Atenção - Mas os acontecimentos desta quinta chamam a atenção para o quanto o esforço de Trump em assumir uma linha mais dura com a China acabou prejudicando relações econômicas ainda mais estreitas com aliados tradicionais como a UE e seus parceiros do Nafta. Juntamente com as negociações comerciais entre os EUA e a China em Pequim, neste fim de semana, 01/06/2018 EUA abrem guerra comercial contra UE, Canadá e México as tarifas devem dominar as conversas de Trump e os demais líderes do G-7 na semana que vem.

 

Impacto pequeno - Chad Bown, professor do Peterson Institute for International Economics, disse que a China tem sentido muito pouco o impacto decorrente das tarifas de Trump sobre os metais, uma vez que as exportações de aço e de alumínio da China para os EUA são insignificantes atualmente e, na maior parte, já são objeto de severas tarifas antidumping. "Isso agora apenas ataca, primordialmente, nossos aliados econômicos e militares."

 

Comércio total - O comércio total dos EUA com a UE movimentou quase US$ 720 bilhões no ano passado, abaixo do US$ 636 bilhões do comércio com a China. O comércio americano com seus parceiros do Nafta, Canadá e México, que compõem cadeias de suprimentos de muitas empresas americanas, alcançou mais de US$ 1,1 trilhão.

 

À prova - Essas relações tendem a ser postas ainda mais à prova nos próximos meses, quando o governo Trump voltar sua atenção para o comércio exterior de automóveis. Na semana passada, ele deu início a uma investigação, também sob o argumento de segurança nacional, das importações de automóveis e autopeças, a fim de impor uma tarifa de importação de 25%, que pode lesar produtores asiáticos e europeus, muitos dos quais têm grandes fábricas nos EUA.

 

Risco - Nesta quinta, após reunião conjunta com o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, para discutir como enfrentar o excesso de capacidade da China na produção de aço e outros assuntos, a comissária de Comércio Exterior da UE, Cecilia, Malmström, e Hiroshige Seko, do Japão, advertiram que os EUA poriam em risco todo o sistema de comércio mundial com uma medida para os automóveis.

 

Turbulência - "Isso vai causar séria turbulência no mercado mundial e poderá levar à extinção do sistema de comércio multilateral baseado nas regras [da Organização Mundial de Comércio]", disseram eles. "Se Trump impuser algo próximo de 25% sobre os carros alemães, eu veria isso como o fim das relações comerciais entre Alemanha e EUA. Nem um único automóvel montado na Alemanha e vendido nos EUA seria comercializado com lucro", disse o analista Arndt Ellinghorst, da assessoria de investimentos Evercore ISI.

 

Negativa - Adam Marshall, diretor-geral das Câmaras de Comércio Britânicas, disse que a adoção das tarifas pelos EUA é "enormemente negativa" e previu que as tarifas prejudicarão muito o Reino Unido. "Num momento em que o Reino Unido sai da UE, a decisão do governo americano de impor tarifas punitivas é um lembrete útil de que o interesse próprio é um traço relevante das negociações comerciais", disse ele. "Os ministros deveriam refletir sobre isso cuidadosamente antes de tentar realizar qualquer acordo comercial futuro entre o Reino Unido e os EUA."

 

Convencimento - O secretário de Comércio britânico, Liam Fox, disse esperar que os EUA ainda possam ser convencidos de que o problema é a superprodução chinesa, e não a produção europeia. Ele descreveu as tarifas como "muito decepcionantes" e "claramente absurdas", já que o Reino Unido vende aço usado para fabricar material bélico nos EUA.

 

Ameaça - Cresce ainda a ameaça potencial de imposição de bilhões em sanções comerciais contra a UE resultantes de uma longa disputa entre a Boeing e a Airbus na qual a OMC, no começo deste mês, tomou o partido dos EUA em um dos processos, enquanto sua outra decisão, esperada para breve, deverá favorecer a UE, segundo previsões.

 

Única alternativa - Ross disse que os EUA não tinham alternativa senão impor tarifas a aliados, num momento em que tentam fazer frente à superprodução chinesa de aço e alumínio, boa parte da qual ingressa nos EUA via terceiros países a fim de fugir às tarifas antidumping já em vigor. (Valor Econômico)

 


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