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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4339 | 30 de Maio de 2018

PARALISAÇÃO I: Ocepar organiza comboios com alimentos para Curitiba

O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) organizou um comboio com 10 caminhões carregados de óleo de soja e café, que saíram de madrugada de Maringá, no Noroeste do Estado, com destino a Curitiba, para abastecer supermercados da capital, com previsão de chegada para às 12h. Os caminhões foram escoltados em todo o percurso, de cerca de 450 quilômetros, pela Polícia Militar e a Defesa Civil. Também virão cargas de outras regiões do Estado, com leite e carnes.

Acordo - A iniciativa é fruto de acordo feito pela Ocepar e demais entidades que integram o G7, grupo formado também pela Fiep, Faep, Fecomércio, Faciap, Fetranspar e ACP com o Governo do Estado do Paraná e Defesa Civil. “O desabastecimento da população é o que mais nos preocupa neste momento, já que a paralisação dos caminhoneiros está completando 10 dias e muitos estabelecimentos já estão com falta de gêneros alimentícios”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Comboios organizados pela Ocepar

Comboio 1: saída às 3h da manhã e previsão de chegada às 12h em Curitiba

Origem: Maringá –> Destino: Curitiba

Cargas: óleo de soja, café e sucos

10 caminhões

Logística realizada em 30 de maio

Comboio 2: saída as 14h e previsão de chegada às 19h em Itapetininga/SP

Origem Castro -> Destino: Itapetininga

Carga: leite fluido (2 milhões de litros de leite)

30 caminhões  

Logística a ser realizada em 30 de maio

Comboio 3: saída por volta das 16h e previsão de chegada às 24h em Curitiba

Origem Londrina -> Destino: Curitiba

Cargas: longa vida - UHT e em pó

10 caminhões  

Logística a ser realizada em 30 de maio

Comboio 4: saída dos bloqueios a partir das 7h

Origem Diversos pontos -> Destino: Curitiba, Região Metropolitana e os Grandes Centros Urbano do PR

Cargas: Farinha, café, óleo de soja, margarina, gordura vegetal

1.000 caminhões      

Logística está sendo realizada em 30 de maio

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PARALISAÇÃO II: Presidente Ricken recomenda que caminhões trafeguem em comboio

Em áudio enviado às cooperativas do Paraná, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, relata a reunião com a governadora Cida Borghetti, a Defesa Civil, e representantes do G7, na manhã desta quarta-feira (30/05), e faz uma recomendação para que os caminhões de cooperativas não deixem de circular, porém, que trafeguem em comboio. Na ocasião, ele contou à governadora a ações das cooperativas para garantir o abastecimento de alimentos à população, esforço esse incluiu a vinda de caminhões escoltados, saídos de Maringá, e que chegaram à capital por volta do meio-dia, trazendo óleo de soja e café.

Confira:

“Foi feito relato de todas as providências e isso nos deu uma tranquilidade muito grande, pelos resultados já obtidos no Paraná. Recomendação nossa e da Segurança Pública: podem transitar, mas organizados em comboio, formal ou informal, não ir isoladamente porque existe risco de segurança das pessoas. Agora em comboio é importante que se circule para se desobstruir de vez todo esse processo. No Porto de Paranaguá ainda há algumas dificuldades em função da greve que está ocorrendo dos funcionários do Porto, mas também deve estar sendo considerada ilegal assim como foi a dos petroleiros. Então vamos com prudência, tranquilidade para que a gente possa retomar as atividades. Tivemos durante a reunião de hoje uma conferência com o comandante do exército que comanda a Região Sul e ficou bem claro que a estratégia do Exército em relação a segurança. Então, Segurança Púbica, o Exército e nós, juntos, acho que vamos poder finalizar essa operação. Em qualquer momento, e em qualquer dificuldade que o comboio ou o pessoal das cooperativas tenham, nós estaremos aqui na Ocepar de plantão para, em contato com a Defesa Civil e a Casa Civil, para fazer uma ação repressiva se for necessário, então, vamos com calma e acho que temos condições de vencer essa dificuldade e ir para a normalidade.

Durante a reunião, fiz um relato das cooperativas que estão retomando suas atividades e fomos até aplaudidos pela por todos que estavam presentes na reunião, porque esse é o caminho. E acho que a imprensa também de dar uma cobertura boa para as nossas ações.

Obrigado!”{vsig}2018/noticias/05/30/paralisacao_II/{/vsig}

 

PARALISAÇÃO III: Cida mostra balanço das ações para atender a população

A governadora do Estado, Cida Boerghetti, reuniu a imprensa, na manhã desta quarta-feira (30/05), no Palácio Iguaçu, para fazer um balanço das ações que estão sendo adotadas no Paraná para garantir o abastecimento de alimentos e combustíveis à população. Acompanhada das lideranças do G7, entre as quais, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, Cida destacou que o diálogo com o setor tem prevalecido. “O diálogo prevalecerá até o último momento”, enfatizou. A governadora lembrou que as Forças de Segurança foram acionadas para garantir a segurança dos caminhoneiros que deixaram a paralisação e a retomada do abastecimento.

Ações – Já o chefe da Casa Militar, coronel Maurício Tortato, apresentou o balanço detalhado das últimas ações e seus resultados. “A situação caminha para a normalidade”, garantiu ele. “Hoje há 1.600 agentes de segurança do Estado atuando para liberar qualquer obstrução nas estradas. Desde o início do movimento foram feitas 339 escoltas para entregas de itens prioritários, incluindo combustível”, disse.

Cooperativas - Após coletiva de imprensa, aconteceu uma reunião com os representantes do governo, Defesa Civil e os representantes do G7. Na ocasião, o presidente da Ocepar, fez um relato dos prejuízos que as cooperativas e agricultores cooperados estão enfrentando e dos esforços de todos para continuar as atividades e não deixar a população desabastecida de alimentos. “Hoje mesmo, de madrugada, saiu um comboio de Maringá rumo à Curitiba, trazendo óleo de soja e café. Contamos com o apoio do governo, por meio de escolta, e tivemos o cuidado de monitorar todo o trajeto com o uso de drones”, contou.

PARALISAÇÃO IV: ANP libera operação da Integrada Combustíveis

paralisacao III 30 05 2018A Agência Nacional do Petróleo (ANP) liberou nessa semana a operação da Integrada Combustíveis. A autorização do órgão regulador do petróleo nacional é mais uma conquista da cooperativa que começará a atuar na comercialização de óleo diesel para os cooperados da região Norte do Paraná.

Reivindicação - A construção da Integrada Combustíveis sempre foi uma reivindicação dos associados, avalia Jorge Hashimoto, diretor presidente da Integrada. A previsão é que a distribuidora já comece a operar nos próximos dias. Com um investimento de R$ 4 milhões, a unidade de distribuição de combustíveis da Integrada, sediada em Ibiporã (PR), tem a capacidade de armazenamento de 90 mil litros de óleo diesel.

Três - Ao todo, serão três caminhões de 10 mil litros cada um para atender os cooperados. O agricultor poderá solicitar a aquisição do combustível em sua regional ou diretamente na distribuidora. (Imprensa Integrada)

 

SEMINÁRIO: Painéis debateram questões legais ligadas às cooperativas de trabalho e saúde

O II Seminário de Direito Cooperativo da Região Sul foi finalizado, na tarde desta terça-feira (29/05), em Curitiba, com a conferência “Cooperativas no Mercosul”, ministrada via Skype pela presidente da Confederación Uruguaya de Entidades Cooperativas (Cudecoop), Graciela Fernández. No período da tarde, houve ainda a realização do terceiro e quarto painéis que fizeram parte da programação do evento, promovido pelo Sistema Ocepar, em cooperação com os Sistemas Ocesc e Ocergs e apoio da Comissão de Direito Cooperativo da OAB Paraná. As atividades iniciaram na noite de segunda-feira (29/05) e prosseguiram ontem, com a participação de cerca de 100 profissionais da área jurídica que atuam em cooperativas e entidades de representação do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na parte da manhã, os dois primeiros painéis discutiram Direito Cooperativo e Cooperativas de Crédito.

Trabalho – O terceiro painel com o tema “Cooperativas de Trabalho e Direito do Trabalho” foi mediado pelo assessor jurídico da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Gilson Flores, e contou com a participação do doutorando da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Paulo Roberto Störbel, que falou sobre o marco legal das cooperativas de trabalho no Brasil, e da doutora pela PUCPR e professora do Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas da PUCPR, Leila Andressa Dissenha, que abordou as relações de trabalho nas cooperativas.

Desafios – Segundo Flores, as cooperativas de Trabalho têm muitos desafios a serem enfrentados. “É um ramo que enfrenta muitas dificuldades, em que pese o desemprego no Brasil estar bastante acentuado há um certo tempo e as cooperativas de trabalho poderiam ser uma solução para esse problema que o país atravessa. No entanto, mesmo tendo havido a promulgação da Lei 12.690/2012 como marco regulatório para o segmento, não houve um crescimento das cooperativas de trabalho, ao menos em Santa Catarina, onde nós temos registrado no nosso sistema apenas 11 cooperativas, que é um número bastante pequeno”, afirmou.

Garantias – O assessor jurídico da Ocesc lembra que as cooperativas ainda enfrentam algumas dificuldades em relação aos benefícios introduzidos pela Lei 12.690. “Esse marco legal trouxe muitas garantias para as cooperativas que a Constituição assegura aos trabalhadores, como valor mínimo e limite de horas para o associado. Evidentemente isso é interessante, no entanto, tem um custo e alguém precisa pagá-lo. Na cooperativa de trabalho, como em qualquer outra atividade econômica de outros ramos, tudo gira em torno dos cooperados. Quer dizer, para trazer esses benefícios às cooperativas de trabalho ao cooperados, é necessário que isso saia de algum lugar, e só pode sair do próprio cooperado. Principalmente as cooperativas pequenas não têm recursos para fazer frente a esses benefícios mínimos que a lei veio garantir aos cooperados”, explicou.

Fortalecimento – Flores avaliou positivamente a realização do Seminário de Direito Cooperativo da Região Sul, realizado na capital paranaense. “O programa elaborado para esse segundo seminário trata de questões ligadas ao Direito Cooperativo, ato cooperativo, cooperativas de crédito, cooperativas de trabalho e saúde. Com certeza, todos que estão tendo a oportunidade de participar do evento, vão levar reflexões que desejamos sirvam para fortalecer cada vez mais o sistema cooperativo”, acrescentou.

Crédito – O quarto painel do evento debateu questões relativas às cooperativas de saúde. A assessora jurídica do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Amanda Oliveira de Carvalho, mediou as discussões. Também participaram Marco Túlio de Rose, que falou sobre a abrangência e conteúdo do adequado tratamento tributário do ato cooperativo nas cooperativa de saúde, e Fábio Grillo, que tratou sobre o ISS das cooperativas de saúde e as controvérsias decorrentes da Lei Complementar nº 157/2016.

ISS – Na avaliação de Amanda, atualmente as mudanças na tributação do ISS representam um dos principais problemas que afetam o cooperativismo de saúde. “Acho que, de um modo geral, o reconhecimento do ato cooperativo, principalmente para a fins de incidência tributária, é uma dificuldade que encontramos em todos os ramos, não apenas no de saúde. Todavia, o assunto mais recente envolvendo esse ramo refere-se ao tributo específico sobre serviços, o ISS, que teve uma recente alteração em virtude da Lei Complementar 157, alterando o local onde o imposto é devido. A saúde foi a mais impactada, visto que o tributo do ISS é cobrado onde o serviço é efetivamente prestado, onde você utiliza, por exemplo, o seu plano de saúde. E, para fins de recolhimento e auferição da carga tributária incidente, a cooperativa ficou inviabilizada operacionalmente, visto que é necessário calcular esse tributo em todos os municípios em que ela atende”, esclareceu.

Mobilização – De acordo com ela, o setor está se mobilizando para minimizar essa questão. “Essa alteração teve muito impacto, especialmente para esse ramo, e o Sistema OCB como um todo vem atuando junto ao Congresso já que há um projeto de lei para uniformização da obrigação acessória do ISS, uma padronização nacional, para facilitar esse recolhimento, pois antes ele se dava de forma mais concentrada e agora foi pulverizado, com objetivo de minimizar o impacto. Não vai anular, porque o contribuinte vai ter que continuar recolhendo em cada município que ele presta serviço, pelo menos até o momento não conseguimos alterar essa previsão, mas vai reduzir um pouco desse impacto, pelo menos no operacional da cooperativa”, ressaltou.

Ampliação do conhecimento – Amanda disse ainda que os temas tratados no Seminário contribuíram para ampliar seu conhecimento, especialmente sobre como o ato cooperativo pode ser aplicado em cada ramo. “O cooperativismo é muito vasto, com treze ramos, ou seja treze atividades totalmente diferentes. Já tive a oportunidade de trabalho com o agro, crédito, trabalho, e você vê como eles são bem distintos, mesmo todos de tratando de cooperativismo, com dificuldades semelhantes e outras diferentes, benefícios na mesma linha, positivos e negativos, e nós defendemos o ato cooperativo como único. Então, esse tipo de evento é muito interessante porque, mesmo entendendo o ato cooperativo como um, você vê a sua aplicação de forma diferente em cada ramo”, completou.

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FUNRURAL: Prazo de adesão ao parcelamento de débitos é prorrogado para 30 de outubro

 

funrural 30 05 2018Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (30/05), a Medida Provisória (MP) 834, que prorroga até 30 de outubro o prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR). O prazo venceria nesta quarta-feira (30/05). “A adesão ao PRR ocorrerá por meio de requerimento a ser efetuado até 30 de outubro de 2018 e abrangerá os débitos indicados pelo sujeito passivo, na condição de contribuinte ou de sub-rogado”, segundo consta na MP.

 

MEIO AMBIENTE I: Prazo de adesão ao Cadastro Ambiental Rural encerra nesta quinta-feira (31/05)

meio ambiente 30 05 2018Os produtores rurais que ainda não se inscreveram no Cadastro Ambiental Rural (CAR) têm até esta quinta-feira (31/05) para integrar a base eletrônica de dados do governo federal. O CAR é uma exigência do novo Código Florestal Brasileiro, em vigor desde 2012 e é obrigatório para todos os produtores rurais, não importa o tamanho da propriedade. Quem não se inscrever poderá ser impedido, por exemplo, de tomar crédito rural em agências bancárias.

Sistema integrado - O sistema é integrado e vai funcionar como um banco de informações ambientais de todo país, com detalhes sobre áreas de preservação permanente, reserva legal e terrenos de uso restrito. De acordo com dados levantados até o mês de abril, a área cadastrada no CAR, em todo o país, chega a 441.644.957 hectares, de 4,9 milhões de imóveis. No Paraná, são 16.188.664 hectares, de 422.306 imóveis.

Clique aqui para conferir o último boletim informativo do CAR, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente

 

MEIO AMBIENTE II: Solicitação de revisão de termo de compromisso foi prorrogada

meio ambiente II 30 05 2018Os proprietários rurais do Paraná ganharam mais tempo para solicitar revisão de Termos de Compromisso firmados com base no extinto Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente (Sisleg). O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) publicou nesta terça-feira (29/05) a portaria nº 103/2018, que prorroga para 31 de dezembro de 2018 o prazo final para protocolo das solicitações.

Regras - O Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) estabeleceu regras transitórias, com dimensões menores de recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) de áreas consolidadas. Com base nisso, e no Decreto Federal nº 8.235/14, os proprietários rurais podem requerer a revisão dos termos de compromisso com os órgãos ambientais estaduais com base no código anterior.

Sisleg - O Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente foi criado pelo IAP para auxiliar os proprietários rurais no cumprimento das exigências legais estabelecidas pelo antigo Código Florestal. A ferramenta permitia a averbação no Registro Imobiliário das margens das matrículas, as áreas de Reservas Legais de cada imóvel rural.

Substituição - Com a mudança do Código Florestal, o Sisleg foi substituído pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR). (Agência de Notícias do Paraná)

 

SENADO: Aprovado projeto que reduz setores produtivos desonerados e zera PIS/Cofins do diesel

 

senado 30 05 2018O Senado Federal aprovou em votação simbólica nesta terça-feira (29/05) o projeto de lei (PLC 52/2018) que retira diversos setores da economia da lista dos que contam com desoneração da folha de pagamentos. Foi mantido no texto o dispositivo que zera até o final do ano a cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel. A oposição tentou derrubar essa previsão, mas não obteve sucesso. Senadores da base do governo garantiram que o presidente da República, Michel Temer, vetará essa parte do projeto, que segue agora para sanção.

 

Acordo - O texto faz parte do acordo com os caminhoneiros para dar fim ao movimento grevista, com a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel. Pela proposta, serão reonerados o setor hoteleiro, o comércio varejista (exceto calçados) e alguns segmentos industriais, como automóveis. Também terá fim a desoneração da folha sobre o transporte marítimo de passageiros e de carga na navegação de cabotagem, interior e de longo curso; a navegação de apoio marítimo e de apoio portuário; empresas que realizam operações de carga, descarga e armazenagem de contêineres em portos organizados; o transporte ferroviário de cargas e a prestação de serviços de infraestrutura aeroportuária.

 

Recolhimento - A desoneração permite que empresas deixem de recolher a alíquota de 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento e paguem percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Das 56 atividades econômicas atualmente desoneradas, metade será mantida e a outra metade voltará à contribuição previdenciária tradicional.

 

Tributação mantida - O texto aprovado mantém na tributação sobre a receita bruta as empresas de tecnologia da informação (TI) e da comunicação (TIC), com alíquota de 4,5%; o teleatendimento (call centers), com imposto de 3%. As empresas estratégicas de defesa ficarão com alíquota de 2,5% sobre a receita bruta.

 

Alíquota - Esta última alíquota é a mesma para a maior parte dos setores incluídos pelos deputados em relação à previsão inicial do Executivo: couro, confecção e vestuário, carroceria de ônibus, máquinas e equipamentos industriais, móveis, indústria ferroviária, fabricantes de equipamentos médicos e odontológicos, fabricantes de compressores e setor têxtil.

 

Setores - Ônibus, calçados, artigos têxteis usados, transporte rodoviário de cargas e serviços auxiliares ao transporte aéreo de carga e de passageiros regular pagarão o tributo com alíquota de 1,5% sobre a receita bruta.

 

Companhias aéreas - Também mantêm a desoneração da folha as companhias aéreas de transporte regular de passageiros e carga, também com alíquota de 1,5%. Outra novidade é a inclusão das empresas de reparos e manutenção de aeronaves e de embarcações (2,5%); todas as embarcações (2,5%); e o varejo de calçados e acessórios de viagem (2,5%).

 

Carnes - Na alíquota de 1% foram mantidos os produtores de carne suína e avícola e o pescado. Também há a previsão de contribuição sobre a receita bruta mensal para as empresas de transporte coletivo de passageiros rodoviário, metroviário (metrô) e ferroviário, que pagarão 2%; de construção civil e de obras de infraestrutura, que pagarão 4,5%; e de comunicação (como rádio, TV aberta, editoras, portais de internet), que pagarão 1,5%.

 

90 dias - Após 90 dias da publicação da futura lei, as empresas que saírem da tributação sobre a receita bruta pagarão à Previdência Social contribuição de 20% sobre a folha de pagamento. (Agência Senado)

 

Clique aqui para ler na íntegra a matéria

 

FRÍSIA: Digital Agro 2018 apresenta temas que conectam o campo

 

frisia 30 05 2018Robótica, automação, nanotecnologia, Internet das Coisas, Big Data e sistemas em rede são alguns dos temas que serão abordados durante a mais expressiva feira de tecnologia agropecuária do Brasil, a Digital Agro. O evento acontece nos dias 13 e 14 de junho, em Carambeí (PR), e espera reunir um público composto por produtores rurais, acadêmicos e profissionais da área.

 

Campo - A digitalização do campo trouxe técnicas inovadoras de precisão que auxiliam na gestão e permitem tomadas de decisão mais assertivas. A possibilidade de visualizar e integrar dados resultou em mais eficiência e oportunidades de crescimento, enquanto a conectividade vem possibilitando a criação de redes inteligentes que permitem a rastreabilidade e o monitoramento remoto dos processos produtivos. 

 

Tendências - Essas são tendências que têm grande influência e um forte impacto sobre as atividades no campo. Por isso, a feira conta com dois dias de programação contemplando palestras, discussões e práticas. Dividido em quatro painéis, o evento neste ano abordará temas como a Agricultura e Pecuária 4.0, Megatendências e Inovação e Tecnologia do Futuro para o Agronegócio.

 

Nomes - A programação conta com nomes como o do estudioso em inovação e tecnologia digital, Gil Giardell, e do especialista em riscos e oportunidades da digitalização, Carlos Ortiz. Também estarão presentes o especialista em segurança da informação Paulo Pagliusi; o consultor de inovação Luis Rasquilha; e o líder da divisão de agricultura digital da IBM Brasil, Luiz Otávio Fonseca. Além deles, os pesquisadores voltados à área animal, Jeff Bewley e Iran José de Oliveira da Silva também ocuparão o palco da Digital Agro.

 

Hall do Futuro - Os participantes poderão, no espaço Hall do Futuro, conhecer tecnologias que estão sendo desenvolvidas. A feira também será uma oportunidade para ver, na prática, o funcionamento de algumas soluções inovadoras.  Os ingressos estão disponíveis pelo site www.digitalagro.com.br

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

Digital Agro

13 e 14 de junho (quarta e quinta)

Parque de Exposições Frísia, anexo ao Parque Histórico

Carambeí (PR), distante 140 km de Curitiba

www.digitalagro.com.br

SICOOB UNICOOB: Conexão Sicoob passou pelo Paraná e impactou mais de 3 mil jovens universitários

 

sicoob unicoob 30 05 2018O Conexão Sicoob passou pelo Paraná e foi um sucesso. Entre os dias 14 e 26 de maio, mais de 3 mil jovens universitários de Londrina, Curitiba, Maringá e Pato participaram dos eventos promovidos pelo projeto e puderam aprender mais sobre cooperativismo financeiro, capitalismo consciente, economia compartilhada e liderança. 

 

Iniciativa - A iniciativa nasceu através de uma parceria entre o Sicoob Confederação, o Bancoob e a Eureca, com apoio do Movimento Brasil Júnior e já edições no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal e Rondônia.

 

Conexão Lab - Além de palestras e workshops em universidades, a programação do road show no Paraná teve ainda o Conexão Lab, um laboratório de inovação em que jovens selecionados tiveram como missão apresentar soluções inovadoras e criativas para desafios propostos pelas cooperativas locais. Em cada uma das cidades, os grupos que se destacaram receberam prêmios e poupanças. 

 

Maneira de pensar - De acordo com presidente do Conselho de Administração do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita, a maneira de pensar do Sicoob tem tudo a ver com as novas gerações. "O Conexão Sicoob nos aproximou de um público que não busca apenas ser cliente, mas que também quer estar conectado com os valores das instituições com as quais se relaciona e realmente fazer parte", afirma. 

 

Troca de experiências - Apesar de ser voltado ao público universitário, o Conexão Sicoob proporcionou uma intensa troca de experiências também para os colaboradores das cooperativas por onde passou. “Todos os colaboradores se envolveram e trabalharam de forma unida para mobilizar os jovens e convidá-los a participar. Temos consciência de que o Conexão Sicoob marcou, e muito, a vida de estudantes, cooperados, colaboradores e também da comunidade ao propagar o propósito do Sicoob e estimular o debate de temas importantes para a sociedade”, relata a colaboradora do Sicoob Sul, de Curitiba, Jéssica Caetano de Oliveira Assunção.

 

Enriquecedora - Para o gerente de Processos e Qualidade, Marcio Roberto da Silva, do Sicoob Norte do PR, de Londrina, a integração da cooperativa com os estudantes foi enriquecedora. “Foi uma oportunidade singular de ouvirmos as expectativas do público jovem com relação ao Sicoob e, ao mesmo tempo, entendermos de que forma a cooperativa pode apoiar este público no crescimento pessoal e profissional. Aproveitamos ao máximo essa oportunidade e queremos utilizar a experiência como referência para desenvolver projetos nos aproximem desse público”, diz. 

 

Entendimento - Já para o diretor de Negócios do Sicoob Integrado, de Pato Branco, Marcinei Coterli, receber o projeto na singular ajudou a entender como os jovens pensam e o que eles esperam de uma instituição financeira. “Vejo que o Conexão vai deixar um legado positivo e muitas contribuições sobre qual deve ser o nosso papel. Precisamos construir um sistema cooperativo mais aberto e que colabore para o desenvolvimento deles, que serão os profissionais do futuro”, complementa. (Imprensa Sicoob Unicoop)

 

SICOOB MERIDIONAL: Cooperativa comemora 15 anos visitando cidades e distritos do Oeste do PR com o projeto Circoob

 

sicoob meridional 30 05 2018O Sicoob Meridional, de Toledo (PR), está completando 15 anos em 2018. Para comemorar a data, a cooperativa está visitando diversas cidades e distritos do Oeste do Paraná com o projeto Circoob. O espetáculo cênico musical é encenado pelo elenco do Circo Ártico e conta com a participação do coral formado por colaboradores da singular. 

 

Primeiras - Guaíra e Terra Roxa foram as primeiras cidades a receber o projeto no mês de abril. Ao todo, mais de mil pessoas assistiram ao espetáculo nos dois locais. Já a cidade sede da cooperativa, Toledo, recebeu o projeto no início de maio e reuniu mais de 900 pessoas, entre funcionários, cooperados e todos os sócios fundadores do Sicoob Meridional, que foram homenageados. Houve também homenagem aos ex-presidentes da cooperativa e também para a atual presidente do Conselho de Administração, Solange Pinzon de Carvalho Martins.

Os próximos destinos do projeto Circoob são: Santa Helena no dia 29 de junho, Palotina em 6 de julho e Vera Cruz, no dia 26 de outubro.

 

História do Sicoob Meridional - A cooperativa de crédito Sicoob Meridional nasceu a partir do anseio dos empresários na busca de soluções eficazes e alternativas para os assuntos financeiros, como forma de estabelecer uma concorrência saudável e de resultados para as comunidades evitando assim o dreno financeiro. 

 

Debate - O debate começou na Associação Comercial e Industrial de Toledo (ACIT), que na época estava sob a presidência de Valter Scarpin, e vice-presidência de Augusto Jose Sperotto, e com a participação do então presidente da Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná (Caciopar), Antonio Aparecido Lange, que foi o primeiro diretor presidente do Sicoob Meridional. 

 

Fundação - A cooperativa foi fundada em 17 de julho de 2002, com 26 cooperados que integralizavam R$ 500 cada um, totalizando R$ 13 mil em capital social. A inauguração oficial, com a abertura do primeiro ponto de atendimento ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2003, com cinco funcionários.

 

Números - Atualmente, o Sicoob Meridional possui mais de 31 mil cooperados, mais de R$ 620 milhões em volume administrado e conta com uma equipe de 181 colaboradores que prestam atendimento aos cooperados e à comunidade prezando por um relacionamento humanizado e com excelência. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

CRÉDITO: Plano Agropecuário deve atender produtores de aves prejudicados pela greve

 

credito 30 05 2018Em entrevista em São Paulo, onde participa do Fórum de Investimentos Brasil 2018, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) admitiu que poderá atender necessidade de crédito dos produtores de aves que tiveram prejuízo com a greve dos caminhoneiros. O recurso, segundo o ministro, deverá ser direcionado dentro do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), a ser anunciado na próxima semana.

 

Atribuição - “Temos um plano safra bastante grande. E é claro que o ministério tem na sua atribuição fazer política agrícola. Se nesse momento, for importante deslocar algum recurso para as cooperativas, para os produtores se reorganizarem, em detrimento até de um novo projeto de investimento, faremos isso, sem nenhum problema”.

 

Reunião - Uma reunião na tarde desta terça-feira (29/05) com representantes de entidades do setor de proteína animal, de acordo com Blairo Maggi, permitirá saber melhor o tamanho dos prejuízos e das necessidades de crédito. “Algumas áreas perderam muito plantel e o plantel é o capital do produtor”, observou, acrescentando que em alguns casos, foi retardado o processo de crescimento das aves, administrando apenas milho, sem o acelerador de crescimento.

 

Falta de estoque - A falta de estoque de suprimentos nas granjas, de acordo com o ministro é comum no mundo inteiro. “O sistema é just in time. Não tem estoque. E é assim que funciona no mundo todo”. Maggi destacou que “ninguém vai dar nada de graça para ninguém. Mas também tudo o que aconteceu não foi provocado por má gestão ou por falta de providências imediatas”.

 

Única alternativa - A utilização do Plano Agrícola e Pecuário para remanejar recursos é colocada como única alternativa de espaço fiscal para atender ao setor. “Com o teto de gastos que temos, para colocar algo, outro tem que sair, e a política agrícola vai seguir isso também com muito cuidado”.

 

Liberação - Além da reunião com representantes do setor, a liberação de cargas que ainda acontece em rodovias de importantes estados produtores como o Mato Grosso e Goiás, permitirá dimensionar melhor as necessidades dos produtores, observou.

 

Fora da curva - O ministro considerou a greve um episódio fora da curva, que não atrapalha investimentos no país. “A gente vive num país livre, democrático. Agora tem que juntar os dados, aprender a lição de tudo o que aconteceu e seguir em frente”.

 

Mercado - “Participamos de um mercado de produção de alimentos de mais de 150 países e as pessoas conhecem a qualidade do produto brasileiro, sabem da regularidade do fornecimento”, frisou. “Acho que o mais importante é que, apesar do que aconteceu, o país estará presente no mercado, no ano que vem, daqui dez anos, 20 anos, e é isso que faz com que o país seja atrativo para investimentos”. (Mapa)

 

IBGE: PIB cresce 0,4% no primeiro trimestre de 2018

 

ibge 30 05 2018O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve alta de 0,4% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o último trimestre de 2017. O indicador foi divulgado na manhã desta quarta-feira (30/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mede a soma das riquezas produzidas no país em janeiro, fevereiro e março. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia brasileira também cresceu nos meses pesquisados, com uma variação de 1,2%. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto brasileiro somou R$ 1,641 trilhão no primeiro trimestre de 2018. (Agência Brasil)

 

Foto:Pixabay

 

FGV: Incerteza da economia cresce 1,8 ponto de abril para maio

 

O Indicador de Incerteza da Economia, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 1,8 ponto entre abril e maio de 2018, para 115 pontos. O indicador tem uma escala de 0 a 200 pontos, em que resultados acima de 110 pontos indicam incerteza elevada na situação econômica.

 

Razões - Segundo a FGV, o aumento da incerteza tem várias razões, entre elas o aumento do preço do petróleo, as tensões comerciais entre os Estados Unidos (EUA) e a China, a expectativa de aumento da inflação, os juros americanos e a proximidade das eleições presidenciais brasileiras.

 

Componentes - A alta foi puxada por dois dos três componentes. O maior crescimento foi observado no componente Mercado, calculado com base na volatilidade do mercado acionário, medido pelo Ibovespa, que subiu 6,7 pontos.

 

Expectativa - O componente Expectativa, construído a partir das dispersões das previsões de especialistas para a taxa de câmbio e para a inflação oficial (IPCA), cresceu 3,9 pontos.

 

Mídia - O componente Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online, manteve a mesma pontuação em relação a maio. (Agência Brasil)

 

TRIBUTO: Paraná vai isentar ICMS na microgeração de energia elétrica

 

tributo 30 05 2018O Paraná aderiu ao convênio nacional que prevê a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre fornecimento de energia elétrica produzida por mini e microgeração. A adesão era uma demanda do setor produtivo estadual e, segundo perspectivas do próprio setor, deve estimular investimentos em projetos de energia solar, eólica, hídrica e de biomassa nos próximos anos.

 

Proposta de adesão - O Estado apresentou a proposta de adesão ao Convênio ICMS 16/15 no dia 16 de maio, durante reunião extraordinária no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Brasília. O convênio prevê isenção do imposto para empreendimentos que atendam a resolução 482/12 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Instalação de plantas - Segundo a governadora Cida Borghetti, a medida deve acelerar a instalação de plantas no Estado e, ainda, estimular o desenvolvimento de novas tecnologias. “É um incentivo importante a toda a cadeia produtiva do setor de energia elétrica gerada por fontes limpas e renováveis. Uma medida que vai incentivar o desenvolvimento aqui no Paraná de modernas tecnologias, gerando empregos e movimento a economia de diversos municípios”, disse.

 

Beneficiados - O secretário estadual da Fazenda, José Luiz Bovo, explica que entre os beneficiados estão consumidores residenciais, comerciais e de empreendimentos rurais. “A intenção é estimular, por meio de benefícios, a geração de energia a partir de fontes alternativas por cidadãos e empresas instaladas no Estado. O Paraná estará alinhado a outros Estados que incentivam a produção de energia não poluente”, diz.

 

Potência - A medida é válida para unidades que geram até 1 megawatt (MW) de potência instalada nas cidades ou em zonas rurais. O consumidor que optar por gerar a própria energia por meio de fontes renováveis poderá compartilhar a produção excedente na rede pública de abastecimento e obter descontos na conta de luz. O abatimento ocorre por meio da isenção do ICMS sobre a energia elétrica trocada entre consumidor e distribuidora.

 

Setor - Para Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (ABSOLAR), a adesão do Paraná ao convênio é celebrada pelo setor. “Isso vai beneficiar não só as empresas e a população que vive nas áreas urbanas, mas também os produtores rurais, que vão poder gerar energia renovável por meio de seus telhados ou fachadas, e reduzir os gastos elevados com energia elétrica, geralmente usada na irrigação e na produção de animais”, disse.

 

Legislação - A Secretaria da Fazenda prepara um projeto de lei para inserir as mudanças tributárias na legislação. A mensagem será encaminhada pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa após a ratificação da adesão do Paraná ao convênio pelo Confaz, o que deve ocorrer nos próximos dias.

 

Cálculos - A Receita Estadual vai fazer os cálculos do impacto da isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas receitas, bem como determinar a compensação que será necessária.

 

Outros estados - Além do Paraná, os Estados de Santa Catarina e do Amazonas também aderiram ao mesmo convênio. Outras 20 unidades da federação já haviam feito adesão ao referido convênio que concede benefício para micro e minigeração de energia solar, eólica, hídrica e de biomassa.

 

Simples nacional - O secretário José Luiz Bovo foi nomeado pelo Confaz, por unanimidade, como membro titular do Comitê Gestor do Simples Nacional para o período de 2018/2019. Com isso, Bovo terá direito a voto nas reuniões do comitê para aprovação das resoluções que tratam dos assuntos relativos ao Simples Nacional. O comitê conta com dois membros titulares indicados pelo Confaz. (Agência de Notícias do Paraná)

 

OPINIÃO: Paramos... e agora, Brasil?

 

 opiniao 30 05 2018*Vilmar Sebold

 

Acredito que a quase totalidade dos brasileiros entendeu como justa a greve dos caminhoneiros, afinal, saímos de um processo de controle absoluto do preço dos combustíveis, controle esse utilizado pelos governantes para os mais diversos fins, exceto a preocupação com a viabilidade dos caminhoneiros e da população em geral. Foi, antes, uma moeda de troca muito valiosa para que fosse mantido o poder dos agentes dos mais variados ramos no Brasil.

 

Consequência - Num primeiro momento, aquela política inviabilizou o segmento sucroalcooleiro, com graves consequências econômicas e sociais aos agentes financeiros e pessoas envolvidas naquele processo produtivo.

 

Ruptura - Em 31/08/2016 houve uma ruptura no poder no País, com a decisão do Congresso Nacional, que aprovou o impeachment da, então, presidente Dilma Rousseff. Assumiu o poder um novo grupo, com novas ideias e diferentes formas de gestão. 

 

Do controle à liberdade absoluta - No caso dos combustíveis, aquilo quer era conduzido com controle absoluto de preços, de um dia para o outro passou a ser operacionalizado com liberdade absoluta.

 

Fator complicador - E então, para complicar ainda mais o processo, tivemos fatores externos que pressionaram sobremaneira os preços destes combustíveis e do valor no Brasil, a saber:

Preço Médio Petróleo Brent em 31/08/2016 -  U$S 45,77 / barril

Preço Médio Petróleo Brent em 29/05/2018 - U$S 75,27 / barril

Cotação Dólar em 31/08/2016 - U$S 3,2090

Cotação Dólar em 29/05/2018 - U$S 3,7220

 

Situação de inviabilidade - Óbvio que com a liberação dos preços ao sabor das oscilações do mercado, os caminhoneiros viram-se numa situação de inviabilidade de sua atividade, até porque, quando pactuavam o frete, ficavam à mercê das variações diárias de preços dos combustíveis que corroíam sua margem.

 

Fator relevante - Contratos de qualquer modalidade de serviço, que tinham como fator relevante na planilha de custos o preço dos combustíveis, geraram tensão e prejuízos de grande monta, tornando-se, portanto, inviáveis.

 

O porém - Discorridos apenas alguns fundamentos, reforçamos, entendemos justa a reivindicação dos caminhoneiros, porém, e sempre existe um porém, a radicalização, nunca é benéfica para quaisquer das partes envolvidas. 

 

Ameaças futuras - Por favor, permitam-nos expor agora algumas ameaças futuras, que envolvem toda a sociedade (nós) que ao final, pagará a conta. Somente no Paraná, as cooperativas estão descartando, aproximadamente, 3 milhões de litros de leite por dia e no estado, como um todo, são aproximadamente 5 milhões de litros por dia. Basta multiplicarmos este volume pelo número de dias dos bloqueios que a produção foi jogada no lixo, e teremos o reflexo.

 

Lei da oferta e da procura - Precisamos lembrar que não estava sobrando leite e que este volume fará falta mais à frente. Precisamos lembrar da lei da oferta e da procura.

 

Atividade avícola - Da mesma forma, temos a questão da carne de frango. A atividade vinha sofrendo os reflexos dos problemas de falta de uma estrutura adequada sob responsabilidade governamental (número de agentes de fiscalização insuficientes), mais corrupção que geraram a famigerada Operação Carne Fraca e outras tantas que derrubaram a credibilidade do Brasil, as exportações de carne e, consequentemente, achataram os preços internos. A carne de frango estava muito barata, já com graves prejuízos para o setor.

 

Restrição alimentar - Agora, em função dos bloqueios de estradas que impediram o suprimento da cadeia avícola, foram abatidos no Paraná, aproximadamente, 7 milhões de pintainhos, já que não havia ração disponível para a criação, e os frangos que estão no campo passam por severa restrição alimentar, que acarreta, primeiro, a perda de peso, depois, o canibalismo e, finalmente, a morte por fome. Com os suínos não é diferente. Não podemos abrir as porteiras e soltar os animais no campo.

 

Cumprimento de normas - Lembramos ainda que o Brasil é signatário de diversos acordos internacionais que preveem o cumprimento de normas do bem-estar animal, fato que poderá agravar ainda mais a pouca credibilidade que restou ao País, em especial, no segmento avícola.

 

Só na nossa região - A posição pode ser: “E daí..., não tiro o leite, não crio frangos nem suínos etc.”. Vamos tratar só da nossa região, para entendermos um pouco melhor. No Abatedouro de Mandaguari temos mais de 2 mil colaboradores diretos, que industrializam mais de 7 milhões de frangos alojados no campo. Temos os transportadores de ração, de matérias-primas, de frangos vivos, de produtos acabados, os apanhadores, as empresas prestadoras de serviços etc. Enfim, temos mais de 10 mil pessoas que dependem, de forma direta ou indireta, da atividade na nossa região. 

 

Impotência - Estas famílias têm compromissos, são consumidores? Qual o sentimento da família do produtor destes animais que vê sua criação passar fome e até morrer por falta de comida?

Qual é o nosso sentimento quando precisamos muito de algo e ficamos impotentes, quando não demos causa àquilo que está ocorrendo? Seguramente, um dos piores sentimentos é o de impotência.

 

Radicalização - E o comércio terá reflexos? - Apoiamos os caminhoneiros, mas não podemos apoiar a radicalização das ações, e torcemos muito para que o movimento justo e digno não seja contaminado por ideologias políticas e por aproveitadores, que se apoderam dos ideais da coletividade em benefício próprio ou de grupos organizados.

 

Acreditamos que, ao final, a sociedade, todos nós, seremos atingidos pelas ações que estão sendo tomadas e Deus permita que sejam ações que respeitem aqueles que são tão vítimas quanto os manifestantes.

 

Por favor, vamos refletir e avaliar o preço e a justiça, para termos um Brasil melhor.

 

*Vilmar Sebold é presidente da Cocari - Cooperativa Agropecuária e Industrial, sediada em Mandaguari (PR)

 


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