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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4338 | 29 de Maio de 2018

PARALISAÇÃO: Desabastecimento da população é preocupante, afirma presidente da Ocepar

Ao completar nove dias, a paralisação dos caminhoneiros está trazendo séries consequências à toda a sociedade. “O desabastecimento da população é o que mais nos preocupa neste momento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. De acordo com ele, o setor cooperativista tem um papel relevante na cadeia de alimentos, envolvendo milhares de agricultores paranaenses, que estão impedidos de escoar suas produções até as unidades de processamento. As cooperativas do Paraná estão deixando de abater diariamente 12.700 suínos, 2,3 milhões de frangos e 180 mil tilápias. Além disso, outros 3 milhões de litros de leite não estão sendo industrializados por dia. Vinte e cinco unidades frigoríficas de cooperativas estão com as atividades suspensas deste o início dos bloqueios nas estradas do Estado. São cerca de 50 mil funcionários dispensados. “Estamos calculando um prejuízo que já supera R$ 1 bilhão para o agronegócio paranaense”, destaca Ricken.

G7 – Na noite desta segunda-feira (28/05), Ricken esteve em audiência com a governadora Cida Borghetii, junto com as demais lideranças do G7, grupo de reúne as principais federações do setor produtivo paranaense, Darci Piana (Fecomércio), Edson Campagnolo (Fiep), Ágide Meneguetti (Faep), Sérgio Malucelli (Fetranspar), Marco Tadeu Barbosa (Faciap) e Gláucio Geara (ACP). No encontro, eles apresentaram demandas e preocupações de todos os segmentos, como a diminuição do movimento no comércio, a falta de combustível e a liberação do tráfego de caminhões carregados de alimentos perecíveis e de insumos para a avicultura. “Embora tenha sido realizado um acordo entre o governo do Estado e representantes dos caminhoneiros, para que fossem liberadas cargas de combustível e insumos para a produção de ração animal, além de leite, nossas cooperativas ainda estão tendo dificuldades em trafegar pelas estradas bloqueadas. Precisamos solucionar urgentemente este problema porque, além dos prejuízos para o setor cooperativista, já começa a faltar alimentos para o consumo das pessoas nos supermercados”, frisa Ricken.

Entrevista – No final da manhã desta terça-feira (29/05), Ricken concedeu entrevista à RPC, ao vivo, acompanhado do presidente da Fecomércio, Darci Piana. Ambos voltaram a manifestar preocupação com o desabastecimento nas cidades. Eles sugeriram que, junto com a Defesa Civil do Estado do Paraná e anuência dos líderes do movimento dos caminhoneiros, seja permitido o transporte de gêneros alimentícios para supermercados, panificadoras e restaurantes, em comboios de caminhões com escolta policial. De acordo com Piana, o restaurante do Sesc/PR, que serve seis mil refeições por dia em Curitiba, tem estoque suficiente para apenas mais dois dias.

 

Comitê de Monitoramento – O Sistema Ocepar criou um comitê de monitoramento da crise para acompanhar os desdobramentos do movimento dos caminhoneiros e os impactos para as cooperativas do Paraná.Estamos permanentemente reunidos com as autoridades, buscando soluções”, acrescenta Ricken. Ainda de acordo com ele, o comitê também está atuando em âmbito nacional, por meio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo).

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PARALISAÇÃO: Estoques dos supermercados já estão pela metade, diz associação

paralisacao abras 29 05 2018A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou nota em que alerta para a redução dos estoques devido aos protestos dos caminhoneiros. Segundo a entidade, os estoques de produtos não perecíveis, que tem duração média de 15 dias, já estão pela metade. As manifestações da categoria chegam nesta terça-feira (29/05) ao nono dia.

Normalização - A Abras acrescenta que, mesmo após o movimento de caminhoneiros vir a se encerrado, serão necessários de cinco a dez dias para que o abastecimento dos supermercados volte a se normalizar.

Alerta - Diante desse cenário, a associação que representa os supermercados do país alerta que “medidas urgentes precisam ser tomadas”, para garantir a qualidade no abastecimento da população. “O setor tem sofrido mais com a falta de abastecimento de produtos perecíveis, prejudicando as seções de hortifrúti, açougue e laticínios e derivados”, informa a nota. (Agência Brasil)

 

REGIÃO SUL I: Seminário reúne advogados para debater o direito cooperativo

Cerca de 100 profissionais da área jurídica que atuam em cooperativas e entidades de representação do setor participam do II Seminário de Direito Cooperativo da Região Sul. O evento, que foi aberto na noite desta segunda-feira (28/05), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, tem por objetivo debater o direito cooperativo e seu entendimento na jurisprudência brasileira, além dos marcos legais vigentes, bem como identificar novas propostas para a agenda do cooperativismo. O Seminário é uma iniciativa conjunta das unidades de representação do Sul – Ocepar, Ocesc e Ocergs -, com o apoio do Sistema OCB. A palestra inaugural coube à professora do Instituto Politécnico do Porto (Portugal), Deolinda Aparício Meira, que abordou o tema “Tendências do direito cooperativo europeu”.

Abertura - A solenidade de abertura contou com a presença do diretor do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito) e presidente da SicrediPar e Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, do superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, que representou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, do gerente jurídico da Ocergs, Mário de Conto, do assessor jurídico da Ocesc, Gilson Flores, da assessora jurídica da Ocepar, Micheli Mayumi Iwasaki, e da gerente jurídica do Sistema OCB, Ana Paula Andrade Ramos Rodrigues. Também compôs a mesa para o início dos trabalhos, o advogado Paulo Sérgio Nied, presidente da Comissão de Direito Cooperativo da OAB/PR.

EntendimentoNa opinião do diretor da Woccu, o crescimento do cooperativismo, que é hoje “uma vertente importante da economia brasileira”, faz com que surjam novo desafios ao setor. “Precisamos constantemente de respaldo jurídico e, portanto, é necessário discutir e buscar o melhor entendimento sobre o direito cooperativo, que é uma matéria relativamente nova”, afirmou Dasenbrock. Para o superintendente do Sescoop/PR, o objetivo do Seminário é promover uma reflexão sobre o tema, para que o setor se fortaleça e encontre estratégias para superar as barreiras que dificultam o desenvolvimento do cooperativismo. “Importante ressaltar que o evento é uma iniciativa das três organizações de representação do cooperativismo na Região Sul, que uniram esforços para realizar um Seminário que discute um tema crucial ao setor. A qualidade dos debatedores e palestrantes vai contribuir para que se amplie o conhecimento e a compreensão sobre o direito cooperativo”, disse Boesche. O evento prossegue nesta terça-feira (29/05).

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REGIÃO SUL II: Debates podem contribuir para aperfeiçoamento do sistema cooperativo

Para tratar de temas relevantes do Direito Cooperativo, na doutrina e jurisprudência brasileira e comparada, discutir os marcos legais em vigor, além de identificar novas propostas para a agenda do cooperativismo nacional, o II Seminário de Direito Cooperativo da Região Sul prosseguiu, na manhã desta terça-feira (29/05), com a realização dos painéis “Direito Cooperativo” e “Cooperativas de Crédito”. O evento, que está sendo realizado no auditório da Ocepar, em Curitiba, reúne cerca de 100 participantes, a maioria advogados e assessores jurídicos de cooperativas e das unidades da OCB do sul do Brasil.

Temas – O primeiro painel – Direito Cooperativo – foi mediado por Ana Paula Andrade Ramos Rodrigues, gerente jurídica da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), e contou com a participação do gerente jurídico da Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), Mário de Conto, e do doutor em Direito pela USP, Gustavo Saad Diniz, que abordaram “Ato Cooperativo na Teoria da Firma”, enquanto o professor emérito de Direito Comercial e Empresarial da UFPR, Alfredo de Assis Gonçalves, tratou de “O problema da insolvência de cooperativas”.

Novo olhar- Ana Paula disse que a primeira questão debatida proporcionou “um novo olhar sobre o Ato Cooperativo, a partir da ideia da Atividade Cooperativa”, ou seja, enxergar além dos requisitos que a legislação determina para o ato cooperativo. “É preciso compreender a prática de operações com o cooperado de uma forma muito maior, ou seja, todas as atividades e os negócios que envolvam a consecução do objeto social da cooperativa.”

Transformação – Ana Paula esclareceu que o segundo tema remeteu à “transformação das cooperativas em outros tipos societários, assunto que está em evidência por causa do entendimento do judiciário. Por outro lado, o órgão normatizador disso que é o DREI (Departamento de Registro Empresarial e Integração), que organiza e disciplina a atividade das juntas comerciais, tem posicionamento diferente daquele do judiciário”. E explicou que a intenção é reunir as contribuições dos debates, inclusive do meio acadêmico, “e levá-las para Brasília para fazer uma reflexão de como a OCB deve agir, enquanto entidade de representação das cooperativas”.

Crédito - No painel “Cooperativas de Crédito”, foram abordados “Lei Modelo para Cooperativas de Crédito”, por Michael Edwards, vice-presidente para Defesa e Conselho Geral da Woccu; “Lei Complementar nº 130/2009 – conquistas e desafios na regulamentação das cooperativas de crédito”, por Clairton Valter, coordenador do Grupo de Trabalho do Conselho Nacional do Ramo Crédito da OCB; “O marco regulatório do FGCoop à luz dos princípios do IADI”, por Ricardo Belizio de Faria Senra, coordenador do Comitê Técnico de Assessoramento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito e gerente Jurídico do Sicoob Confederação, e “Tributação das sobras distribuídas pelas cooperativas de crédito”, por Evandro Jacó Kotz, gerente Jurídico do Banco Cooperativo do Sicredi.  

Importância – A coordenadora Jurídica da Ocepar, Micheli Mayumi Iwasaki, que mediou este segundo painel, enfatizou a importância de contemplar as cooperativas de crédito no seminário, porque representam “um dos ramos que mais crescem no Brasil, bem como no mundo. Além disso, sua relevância decorre também do fato de, na comparação com outras instituições financeiras, se mostrar um sistema muito mais eficiente e igualitário, uma opção menos onerosa para os cooperados”.

Programação – O II Seminário de Direito Cooperativo da Região Sul, promovido pelo Sistema Ocepar, em cooperação com os Sistemas Ocesc e Ocergs e apoio da Comissão de Direito Cooperativo da OAB Paraná, prossegue com dois painéis no período da tarde: “Cooperativas de Trabalho e Direito do Trabalho” e “Cooperativas de Saúde”. O evento se encerra, às 16 horas, com a conferência “Cooperativas no Mercosul”, pela presidente da Confederación Uruguaya de Entidades Cooperativas (Cudecoop), Graciela Fernández, via Skype.

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FÓRUM DE FINANÇAS: Evento é cancelado devido à paralisação dos caminhoneiros

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR) comunicou, na tarde desta segunda-feira (28/05), o cancelamento do Fórum dos Profissionais de Finanças, devido à paralisação dos caminhoneiros, que tem provocado o desabastecimento de combustível e dificuldades de locomoção. O evento seria realizado nesta quarta-feira (30/05), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. De acordo com a entidade, logo que for possível será divulgada a nova data do Fórum.

SICREDI: Carteira de crédito registra crescimento de 21,1%

 

sicredi 29 05 2018O Sicredi – instituição financeira cooperativa com 3,7 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal – registrou aumento de 21,1% na carteira de crédito em 2017, um incremento de R$ 7,7 milhões em relação ao ano anterior, totalizando R$ 43,9 milhões de crédito concedido. No período, foi aprovado de cerca de R$ 12 bilhões em limite de crédito junto com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). 

 

Inclusão financeira - Em 2017, R$ 17,8 milhões foram destinados ao microcrédito. Cerca de 52% das operações foram realizadas com Microempreendedores Individuais (MEIs) e mais de 177 mil micros e pequenas empresas foram beneficiadas com acesso ao crédito. Além disso, mais de 429 mil associados tiveram acesso ao crédito, entre jovens, pessoa física com renda até R$ 1 mil e MEI.

 

Relatório de Sustentabilidade - Mais informações podem ser conferidas no Relatório de Sustentabilidade 2017, disponível em http://relatoweb.com.br/sicredi/relatorio2017/.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI UNIÃO: Jovens cooperativistas da Sicredi debatem liderança, colaboração e criatividade

 

Lideranças e representantes da Sicredi União PR/SP participaram do 1º Summit dos Comitês Jovens do Sicredi, realizado nos dias 22 e 23 de maio, em Curitiba. Promovido pelo Sicredi, o evento reuniu mais de 200 participantes, entre presidentes das cooperativas, gerentes, assessores e jovens colaboradores e associados da instituição financeira cooperativa. O objetivo foi reunir, engajar e incentivar as lideranças jovens nas cooperativas que atuam nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. 

 

Profissionais renomados - A programação contou com a participação de profissionais renomados e experientes quando o assunto é empreendedorismo e liderança. No painel “15x15”, por exemplo, jovens que se destacaram pelo espírito de liderança apresentaram em 15 minutos um pouco sobre o trabalho que desenvolvem no mercado de trabalho. O evento teve também palestras, o Hackathon Jovens Realizadores e atividades voltadas à troca de experiências e compartilhamento de ideias.

 

Motivação - Para a assistente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi União, Gabriela Ottoboni de Castro, o Summit despertou motivação nos jovens por tratar de forma inovadora assuntos como cooperação, inovação, liderança e protagonismo jovem. “Os participantes também puderam conhecer as oportunidades que têm dentro do Sicredi, bem como os movimentos que a instituição está engajada”.

 

Reflexão - Membro do Comitê Jovem e estudante de Propaganda e Marketing, Marcelo Bodini de Moraes tem 18 anos, mora em Americana/SP e esteve no evento com o grupo da Sicredi União. Entre os temas abordados, ele destaca a reflexão sobre as características das novas gerações. “Há uma tendência ao individualismo, mas também há união de forças para o alcance de melhores resultados sociais e econômicos. Isso pode ser reflexo da internet que afasta, mas, ao mesmo tempo, une pessoas de diversas nações. O fato é que estamos cada vez mais conectados e os jovens buscam interagir e cooperar por um objetivo maior e conjunto”. 

 

Multitarefa - Outro ponto que chamou a atenção do estudante é a característica multitarefa dos jovens na atualidade, já que as novas gerações nascem com fácil acesso à informação e, por isso, sabem um pouco de tudo. “Um jovem empresário, por exemplo, tem noções de finanças, de administração e de marketing”, cita. Moraes comenta ainda que o pensar coletivo foi um dos valores mais abordados, reforçando o sentido da frase: ‘Sozinho vai mais rápido, mas juntos vamos mais longe’.    

  

Inspiração - A graduanda em Medicina Veterinária e membro do Comitê Jovem, Izabella Fernandes, 21 anos, também se sentiu inspirada no evento. Ela considerou interessante as ações inovadoras da Sicredi União, como a nova agência digital instalada em Cafeara e os esforços em desenvolver novas soluções tecnológicas para atender o público jovem. “Tudo isso é muito válido, assim como o próximo relacionamento que a Sicredi União mantém com seus associados, porque também é muito importante manter o contato social com as pessoas”.

 

Plataforma Digital Woop - Além das palestras e discussões, o Sicredi também apresentou em primeira mão o Woop Sicredi, plataforma digital que será lançada ainda esse ano. Pelo aplicativo, cujo nome é uma combinação da expressão “Wow” e da palavra “Coop”, será possível abrir contas-correntes através do celular, gerenciar uma série de pacotes de soluções financeiras, e participar de clube de fidelidade das cooperativas integrantes do Sistema Sicredi de maneira totalmente virtual, sem precisar passar em uma agência física.

 

Valorização - Para Manfred Dasenbrock, presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, esses eventos mostram como a instituição valoriza o público jovem e reconhece a sua capacidade de fazer a diferença. “Hoje, no Sicredi, temos um aproveitamento de 70 a 80% do público interno que permanecem no sistema cooperativo. Um número incrível, mas nós queremos cada vez mais jovens construindo essa história conosco”, ressaltou Manfred. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

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SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Parceria é reforçada com a Sociedade Garantidora de Crédito do Centro Sul Paranaense

 

sicredi planalto aguas 29 05 2018Com o objetivo de estreitar relacionamento, representantes da Sociedade de Garantia de Crédito do Centro Sul do Paraná estiveram presentes na agência Sicredi Portal do Lago em Guarapuava.

Estiveram presentes o José Divonsil da Silva e Márcio Cruz da SGC e Eric Ranulfo Martins e equipe da Agência Sicredi. Na pauta foram discutidos temas de como a parceria entre Sociedade Garantidora de Crédito e Sicredi podem contribuir no desenvolvimento e fomento do empreendedorismo local. (Imprensa Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

SICREDI FRONTEIRAS: Gestão financeira é foco de ações educativas durante a Semana Enef

 

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 60,8% das famílias brasileiras estão endividadas. É por esse motivo que há cinco anos o Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) organiza a Semana Enef (Semana Nacional de Educação Financeira), da qual o Sicredi é grande incentivador. Foram diversas ações promovidas em todo o Brasil entre os dias 14 e 20 de maio.

 

Atividades - O número de atividades organizadas pelo Sistema Sicredi surpreende. Foram 1.502 no Brasil, 874 na Central PR/SP/RJ e, nas 29 agências atendidas pela Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, houve um total de 61 ações desenvolvidas. Tudo isso visando auxiliar a comunidade com medidas educativas que possam ajudar no controle de gastos e na conscientização financeira.

 

Públicos - Foram diferentes atividades levadas à crianças, jovens e adultos, em escolas, faculdades, empresas entre outros espaços. Houve palestras, oficinas, bate papos, reuniões, além de um concurso de redação com o tema: “Não basta apenas sonhar, é preciso planejar”.

 

Capacitação - Os colaboradores da Sicredi passaram por um processo de capacitação para que pudessem desenvolver as atividades durante a Semana Enef. Além disso, diversos materiais como apresentações interativas, vídeos e planilhas de planejamento foram disponibilizadas para estimular crianças, jovens e adultos a entenderem os problemas e possíveis soluções no que diz respeito à educação financeira.

 

Abrangência - Para o presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, iniciativas como essa ajudam a demonstrar a abrangência do tema. “A educação financeira vai além de cálculos matemáticos. É sobre hábitos e sobre fazer escolhas com o dinheiro que recebemos a partir de nossos esforços. E isso envolve razão e emoção, desejo e necessidade. A educação financeira abrange mais que isso: dimensões culturais, sociais e psicológicas”, analisa.

 

Continuidade - Apesar de intensificados durante a Semana Enef, os trabalhos da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP em relação à educação financeira seguem durante o ano. Um exemplo é a oficina “Na Ponta do Lápis”, que capacita colaboradores das Cooperativas para que eles atuem como facilitadores e levem o conteúdo para a comunidade em que estão inseridos.

 

Animador - O número de pessoas envolvidas neste ano é animador e faz o Sicredi acreditar que está no caminho certo. Em relação a 2017 o número de ações promovidas no Brasil mais do que dobrou. Foram 612 no ano passado, contra as 1.502 de 2018. Isso comprova o envolvimento do Sistema Sicredi com a temática.

 

Ações para crianças - Outro projeto realizado pelo Sicredi é a série especial de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica, desenvolvida em conjunto com a Mauricio de Sousa Produções. O material vai mostrar ao público infantil a importância de planejar os gastos. Ao todo, serão seis edições. A primeira foi lançada no dia 14 de maio, na sede da Mauricio de Sousa Produções, em São Paulo. Ainda em 2018 serão publicadas mais duas revistas em quadrinhos e as últimas três edições no próximo ano, nos meses de maio, julho e outubro.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICOOB UNICOOB: Central recebe a visita de representantes do Sicoob Central Nordeste

 

sicoob unicoob 29 05 2018No último dia 22, representantes do Sicoob Central Nordeste, de João Pessoa (PB), estiveram em Maringá (PR) para trocar experiências e saber mais sobre as boas práticas desenvolvidas pelo Sicoob Central Unicoob. 

 

Processos e CSC - Na oportunidade, a gerente Jiuliharleane Jeronimo Gomes e a analista de Contabilidade Maria Kellyane Lopes Deveras também puderam conhecer os processos de trabalho e organização do CSC (Centro de Serviços Compartilhados), além da estrutura dos demais setores que atendem e prestam suporte às cooperativas do sistema. 

 

Visita técnica - Em seguida, elas fizeram uma visita técnica às instalações e comentaram sobre a experiência. “Percebemos que há integração entre equipes. Todos são muito solícitos e muito concentrados nas atividades que tem que ser feitas”, disse Jiuliharleane.

 

Informações importantes - “Conseguimos compilar informações importantes que vamos levar para a nossa Central e estamos muito satisfeitas”, complementou Kellyane. Por último, elas agradeceram e elogiaram o atendimento e a recepção na visita. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB CREDICAPITAL: Lançada campanha que vai sortear prêmios e dar milhares de brindes instantâneos

 

sicoob credicapital 29 05 2018O Sicoob Credicapital lançou uma campanha que vai sortear carros, motos, celulares, cartões-presente e vários prêmios instantâneos. Intitulada “Vem comigo pro Sicoob”, o objetivo é ampliar o quadro de cooperados, que hoje é de 24 mil, e fortalecer a carteira de negócios da singular.

 

Prêmios - Como prêmios, a cooperativa vai sortear dois carros zero quilômetro, três motocicletas, 21 cartões-presente no valor de mil reais, além de celulares e 4 mil brindes instantâneos. Os cooperados que indicarem novos filiados e adquirirem produtos e serviços do Sicoob no período da campanha vão receber raspadinhas, que dão a chance de ganhar os prêmios instantâneos e de participar dos sorteios. O cadastro deve ser feito no site www.vemcomigoprosicoob.com.br. “É uma grande oportunidade de participar ainda mais ativamente do cotidiano da cooperativa e ainda ser premiado”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credicapital, Guido Bresolin Júnior.

 

Envolvimento - Com vigência até maio de 2019, a campanha vai envolver as 16 unidades ligadas ao Sicoob Credicapital, que tem matriz em Cascavel (PR). “A promoção é arrojada e a nossa expectativa é que, além de estimular a participação dos cooperados, as metas sejam plenamente atingidas, fortalecendo ainda mais a cooperativa”, disse o presidente-executivo Valdir Pacini. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

LEGISLATIVO: Senado aprova urgência para projeto de reoneração da folha

 

legislativo 29 05 2018O plenário do Senado aprovou nesta segunda-feira (28/05) requerimento para dar regime de urgência ao projeto de lei que reonera a folha de pagamento de alguns setores da economia. O governo tem interesse na aprovação da matéria, como forma de compensar, em parte, a baixa de R$ 0,46 no preço do litro do diesel prometida aos caminhoneiros.

 

Simbólica - A aprovação foi feita de maneira simbólica, depois de os senadores votarem seis medidas provisórias que trancavam a pauta da Casa. Sob regime de urgência, o texto pode ir diretamente a plenário, sem a necessidade de um parecer das comissões.

 

Mérito - Líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR) afirmou que ainda não está certa a votação do mérito da matéria nesta semana. Isso ainda depende de conversas com o governo, disse ele. Tampouco o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), cravou uma data para a votação.

 

PIS/Cofins - Um tema que ainda precisa ser solucionado é o que fazer com o dispositivo, incluído no texto pela Câmara dos Deputados, que zerou a cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel até dezembro. O governo estima que a medida tenha um impacto de R$ 13,5 bilhões no Tesouro.

 

Hipótese - Até agora, a hipótese mais provável é que o Senado aprove o texto sem alterações em relação ao que veio da Câmara. E que o presidente Michel Temer vete o dispositivo que zerou o PIS/Cofins. "Não sei ainda qual é a fórmula, qual é o caminho para votar. Se a posição do governo for de votar como está, vamos votar como está. Vamos discutir quais são os caminhos. Não sabemos ainda", disse Jucá. (Valor Econômico)

 

FUNRURAL: Prazo para refinanciar dívidas será adiado novamente, diz Maia

 

funrural 29 05 2018O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta segunda-feira (28/05) que o governo vai prorrogar novamente o prazo de adesão ao programa de parcelamento de dívidas de produtores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O prazo se encerraria no dia 30 de maio (quarta-feira). Maia não soube informar o novo prazo de adesão. A bancada ruralista pede que seja estendido até 30 de outubro.

 

Conversa - “Estava conversando com ministro (da Fazenda, Eduardo) Guardia agora, a pedido do (deputado) Jerônimo (Goergen), da (deputada) Teresa (Cristina), de outros líderes, do senador (Ronaldo) Caiado, e ele me disse que governo vai prorrogar o prazo, só para acalmar todo mundo. Eu não sei o prazo ainda, mas vai ser prorrogado”, afirmou Maia em vídeo ao lado de Goergen, que é um dos coordenadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

 

Mudanças - Inicialmente, o prazo iria até 30 de abril. No final daquele mês, porém, o governo anunciou extensão até 30 de maio, atendendo a pedido dos ruralistas, que queriam aguardar julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos embargos declaratórios sobre a decisão da Corte que considerou constitucional a cobrança da contribuição. Na semana passada, o STF manteve a constitucionalidade do tributo.

 

Sancionado - O projeto criando o Refis para o Funrural foi sancionado pelo presidente Michel Temer em 9 de janeiro deste ano e previa, inicialmente, prazo de adesão até 28 de fevereiro. Em março, porém, o Congresso Nacional aprovou medida provisória (MP) prorrogando esse prazo para 30 de abril. O projeto inicial foi sancionado com 24 vetos, que acabaram derrubados pelos deputados e senadores em sessão no início de abril.

 

Vetos - Os principais vetos derrubados foram a trechos da proposta que previam o desconto de 100% das multas e encargos do saldo das dívidas e a redução da contribuição previdenciária dos produtores rurais que administram empresas - de 2,5% para 1,7% do faturamento. O Funrural é uma contribuição paga pelos empregadores do agronegócio para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores do campo. Ela incide sobre a receita bruta da comercialização da produção agrícola. (Gazeta do Povo / Estadão Conteúdo)

 

IBGE: Taxa de desemprego fica em 12,9% no trimestre encerrado em abril

ibge 29 05 2018O contingente de desempregados, isto é, pessoas que procuram emprego e não conseguem, chegou a 13,4 milhões no trimestre encerrado em abril deste ano. Isto representa um aumento de 5,7% em relação aos 12,7 milhões de desocupados registrados no trimestre encerrado em janeiro.

Comparação - Na comparação com abril de 2017, no entanto, houve uma queda de 4,5% na massa de desempregados, já que naquele período havia 14 milhões de desocupados no país.

População ocupada - A população ocupada chegou a 90,7 milhões no trimestre encerrado em abril deste ano, 1,1% menor do que no trimestre encerrado em janeiro (91,7 milhões), mas 1,7% acima do trimestre encerrado em abril do ano passado (89,2 milhões).

Carteira assinada - O número de empregados com carteira de trabalho assinada, que ficou em 32,7 milhões, apresentou queda de 1,7% em ambas comparações temporais. Já os trabalhadores sem carteira (10,9 milhões de pessoas) mantiveram-se estáveis em relação a janeiro, mas cresceram 6,3% em relação a abril do ano passado.

Por conta própria - Os trabalhadores por conta própria (23 milhões de pessoas) também mostraram o mesmo comportamento: permaneceram estáveis em relação a janeiro e cresceram 3,4% na comparação com abril do ano passado.

Setores - Nenhum dos dez grupamentos de atividades pesquisadas teve aumento na população ocupada de janeiro para abril. Foram observadas quedas nos segmentos da Construção (-2,7%), Serviços Domésticos (-2,7%) e Comércio (-2,5%). Os demais setores ficaram estáveis.

Abril - Na comparação com abril do ano passado, houve geração de postos de trabalho apenas nos segmentos de Outros Serviços (9,1%) e Administração Pública (3,8%).

Rendimento médio - O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.182 no trimestre encerrado em abril deste ano, relativamente estável em relação a janeiro deste ano e a abril do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 193 bilhões) também ficou estável em ambas comparações temporais. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Em ritmo mais lento, PIB pode ter crescido só 0,3% no 1º tri

A reação mais consistente da atividade ensaiada no fim de 2017 teve vida curta. Enquanto os dados do primeiro trimestre jogaram uma pá de cal em perspectivas otimistas para o crescimento no período, a piora do ambiente externo e a incerteza eleitoral são fatores de risco que podem reduzir ainda mais as projeções para o restante do ano. Segundo a estimativa média de 24 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu apenas 0,3% entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro de 2018, feitos os ajustes sazonais. Nos últimos três meses do ano passado, o PIB aumentou 0,1%.

Previsões - As previsões para as Contas Nacionais Trimestrais, a serem divulgadas nesta quarta-feira (30/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vão de alta de 0,2% a 0,5%. No início do ano, essa expectativa girava em torno de 1%. A maior parte dos componentes do PIB deve desacelerar ante o quarto trimestre, com exceção das exportações e da agricultura. As taxas na comparação com o mesmo período de 2017 também devem ser menores que as verificadas nos últimos três meses do ano passado.

Ritmo mais fraco - Com o ritmo fraco já consolidado na abertura do ano e sinais igualmente frágeis para o segundo trimestre, os cortes nas previsões para a alta do PIB em 2018 - hoje em 2,4%, pela média dos analistas - devem prosseguir. Mais recentemente, o desabastecimento causado pela greve dos caminhoneiros reforçou a possibilidade de que a economia não deslanche nos próximos meses.

Baixa - "Temos um PIB de 2% para o ano [revisto de 3,2%], mas o risco é de baixa. A mediana do Focus está em 2,4%, mas a discussão mais relevante está mais próxima de 2% e acho justificável falar em números abaixo disso", afirma Marco Caruso, economista-chefe do Banco Pine.

Projeção - A instituição prevê alta de 0,3% para o PIB do primeiro trimestre. No início do ano, a projeção era de 0,9%. Para a MCM Consultores, a frustração com o crescimento de janeiro a março foi substancial. "Isso, por si só, terá repercussão negativa sobre nossa projeção de crescimento para 2018", afirmam economistas da empresa, em relatório. A consultoria também prevê avanço de 0,3% no PIB do primeiro trimestre, estimativa revisada de uma alta inicial de 1,2%. Para o ano, estima 3%.

Ibre - No piso das projeções, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) trabalha com expansão de 0,2% no primeiro trimestre. "Os dados de indústria vieram bem abaixo das expectativas da maior parte dos analistas, enquanto o setor de serviços continua com desempenho demasiadamente fraco", afirmam as economistas Silvia Matos e Luana Miranda. Para a indústria, o Ibre estima queda de 0,5% nos três primeiros meses do ano, com alta da extrativa mineral e da eletricidade. A construção civil continuou a cair (- 0,7%). O segmento de transformação ficou praticamente estagnado (-0,1%).

Serviços- Responsável por cerca de 70% do PIB, os serviços aumentaram apenas 0,2% na passagem trimestral, mesma variação registrada na medição anterior. De acordo com Silvia, a retomada a passos lentos do mercado de trabalho tem ditado uma alta também mais frágil da renda, o que explica a velocidade comedida dos serviços. A redução dos spreads bancários foi menos intensa do que o previsto, outro fator que atuou contra uma recuperação mais forte do setor, acrescentou.

Agronegócio - O PIB agropecuário foi a única surpresa positiva no começo do ano para o Ibre, que projeta aumento de 1,6% entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro deste ano para o segmento. "As projeções de safra referentes a 2018 apontam queda da produção agrícola, mas as informações preliminares do abate de bovinos indicam que a pecuária poderá sustentar um crescimento do setor", dizem Silvia e Luana.

Demanda - Pela ótica da demanda, o comportamento negativo da construção civil se refletiu nos investimentos. A entidade estima que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas, construção civil e pesquisa) subiu 0,2% de janeiro a março, após expansão de 2% de outubro a dezembro de 2017.

Consumo das famílias - O consumo das famílias também desapontou, com alta de 0,1% no primeiro trimestre, estima o Ibre. "Ainda que nossos modelos apontem expansão de 2,8% do consumo no ano, reconhecemos que o desempenho futuro é incerto devido ao menor repasse da queda dos juros aos consumidores e à exaustão do impulso gerado pela liberação dos recursos do FGTS", afirmam as economistas da entidade.

Principal decepção - Caruso, do Pine, também aponta o consumo como principal decepção no lado da demanda. Em sua visão, essa parte do PIB recuou 0,1% no início do ano. "Houve perda de fôlego da ocupação e da massa salarial real, além do menor ímpeto na queda de juros para a pessoa física", diz.

Setor externo - Para o setor externo, o economista ainda espera números bons de exportação, que devem ter crescido 2%. Como, porém, as importações também aumentaram em igual magnitude, o saldo líquido para o PIB foi negativo. A importação reflete o avanço dos investimentos em máquinas e equipamentos, geralmente comprados no exterior, explica.

Contribuição negativa - Jankiel Santos, economista-chefe do banco chinês Haitong, também vê contribuição negativa do setor externo no primeiro trimestre. "Aparentemente, o que estamos vendo é que essa expansão de consumo e de investimento acabou sendo atendida pelo setor externo [via importação] e não pelo doméstico."

Estimativa - O Haitong estima alta de 0,3% para o PIB de janeiro a março e de 2,2% no ano - número que tem sido mantido desde o fim do ano passado e, agora, tem viés de baixa. Considerando a previsão para os primeiros três meses, é necessário um crescimento médio de 1,1% do segundo ao quarto trimestre do ano para chegar a 2,2% na média de 2018. "Não parece ser o caso de termos já no segundo trimestre um resultado desses", pondera Santos.

Fôlego - Assim, seria preciso um ganho de fôlego ainda maior no segundo semestre para compensar a fraqueza da primeira metade do ano. "Supomos que haverá aceleração, à medida em que os efeitos de política monetária sejam transferidos em maior intensidade para a economia doméstica. Agora, supor que passaremos de 0,3% para um número muito mais forte lá no final do ano, não parece plausível a essa altura do campeonato", avalia. Daí a percepção de que o PIB deve crescer ainda menos no ano do que a projeção atual, de 2,2%. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: Crédito do banco dos Brics ao Brasil deve alcançar US$ 1 bilhão

 

internacional 29 05 2018O Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics, começou a financiar diretamente empresas no Brasil sem garantia soberana. O montante total de crédito para o país poderá alcançar US$ 1 bilhão neste ano. "Estamos em posição de acelerar no Brasil", afirmou o presidente do banco, K.V. Kamath, ao Valor, ao informar que o conselho de governadores (formado por ministros de finanças e presidentes de bancos centrais) aprovou o primeiro financiamento com essas características, no caso para a Petrobras, no valor de US$ 200 milhões.

 

Expectativa - A expectativa é que a recuperação da economia brasileira eleve a demanda de financiamento de projetos, tanto do setor público (União, Estados e municípios, além de bancos públicos e de desenvolvimento) como do privado.

 

Empresas privadas - O crédito a empresas privadas, que para os cinco sócios deve ficar em torno de 30% do total, para o Brasil poderá ser maior. Isso se explica em parte porque as operações com o setor público no país dependem da concessão de garantia soberana pelo governo federal. Para 2018, a Secretaria do Tesouro fixou em US$ 2,8 bilhões o limite global para autorizações de operações de crédito com financiamento externo, dos quais US$ 800 milhões são reservados a operações com os Estados, municípios e o Distrito Federal. Em 2017 as recomendações da Comissão de Financiamento Externo (COFIEx) para operações com garantia soberana totalizaram US$ 6,5 bilhões.

 

Atraso - Além disso, o Brasil está atrasado no recebimento de financiamento do banco dos Brics. Em quase três anos de funcionamento da instituição, foram aprovados quatro projetos para o país, num total de US$ 621 milhões: US$ 300 milhões para o BNDES; US$ 50 milhões para o Pará (desenvolvimento urbano); US$ 71 milhões para o Maranhão (logística e rodovia); e os US$ 200 milhões para a Petrobras.

 

Parcela da carteira total - Esses créditos representam cerca de 12% da carteira total do NDB. A China e a Índia receberam bem mais, pois são as economias que mais crescem e conseguem gerar projetos de modo mais fácil e centralizado.

 

Correção - O NDB diz estar se esforçando para corrigir o déficit de financiamento para Brasil e África do Sul e ter um portfólio equilibrado entre os cinco sócios. A instituição tem regras para evitar a concentração em alguns poucos países, sobretudo quando a carteira de crédito alcançará proporções maiores no médio e longo prazo.

 

Medidas - Para isso, o banco sinaliza que medidas importantes estão sendo adotadas, inclusive por meio dos dois escritórios regionais nesses países, que farão prospecção de projetos e terão missão de contribuir para a sua estruturação. O acordo para a abertura do escritório das Américas em São Paulo deve ser assinado com o Brasil em julho, na cúpula dos Brics em Joanesburgo (África do Sul). Haverá uma representação também em Brasília.

 

Projetos aprovados - O NDB aprovou nesta segunda seis projetos, no total de US$ 1,6 bilhão. Agora o banco tem 21 projetos aprovados, acumulando US$ 5,1 bilhões. Além da Petrobras, outra empresa privada que recebeu financiamento foi a Transnet, da África do Sul, também de US$ 200 milhões. Os custos de financiamento são considerados competitivos em linha com os praticados no mercado (Libor mais prêmio de 200 a 300 pontos-base). Para o setor público, o custo é de Libor mais 100 pontos-base.

 

Companhias - As duas companhias são grandes e de capital aberto, e têm os governos como sócios, "mas as operações são significativas porque começa a haver um perfil de presença do banco em aportar recursos para o setor privado", diz o vice-presidente brasileiro do banco, José Buainain Sarquis.

 

Em linha - O projeto com a Petrobras está em linha com a prioridade do NDB de apoiar projetos de infraestrutura sustentável. Resultará na redução das emissões de óxido sulfúrico, implantação de infraestrutura para segregar águas pluviais e rejeitos hídricos da refinaria e na redução de emissões de dióxido sulfúrico.

 

Indústria brasileira - Para a indústria brasileira, é da maior importância que o governo entre no Fundo de Preparação de Projetos, do banco dos Brics, para poder reduzir o "gap" com os outros sócios. "Temos um problema importante que é a dificuldade de elaborar projetos de qualidade, e o NDB tem ferramenta de financiamento para isso", diz Diego Bonomo, gerente-executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Rússia e China assinaram acordos com o banco para entrar no fundo em 2017. A Índia assinou para entrar neste ano, mas Brasil e África do Sul ainda não assinaram.

 

Cúpula - A CNI destaca também o fato de o Brasil sediar a cúpula dos Brics no ano que vem, quando o país terá novo governo. "É importante que o banco seja prioridade do novo governo, que este compreenda que, de todos os bancos multilaterais, o NDB é onde o país tem maior participação e precisamos evitar qualquer ideologização do banco", diz Bonomo.

 

Diferença fundamental - Ele nota que uma diferença fundamental com Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é que o NDB não tem condicionalidades de mudança de política pública.

 

Rating - O banco espera receber seu rating internacional em julho. Na reunião de segunda-feira (28/05) em Xangai, o NDB decidiu, em todo caso, acelerar emissões de títulos de dívida e financiamentos em moeda local nos cinco sócios, mas a sequência é bem diferenciada. Kamath anunciou que o board aprovou o plano de captar 5 bilhões de yuan (US$ 782 milhões) na moeda chinesa, para financiamentos na segunda maior economia do mundo. Valor idêntico será captado mais tarde no mercado chinês, com parte do dinheiro podendo ser usado nos outros sócios.

 

Emissões - Virão mais tarde emissões na África do Sul, Índia, Rússia e, por último, no Brasil. "O Brasil não está no topo da lista porque as condições não são ideais", disse o CFO (Chief Financial Officer) Leslie Maasdorp. "O real é volátil e é mais arriscado operações nessa situação, mas vemos que o governo está trabalhando para retomar crescimento sólido."

 

Capital - A instituição tem capital autorizado de US$ 100 bilhões, e capital subscrito de US$ 50 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões serão pagos em sete parcelas - US$ 2 bilhões por cada sócio.

 

Aporte - O Brasil já aportou US$ 700 milhões e deve desembolsar mais US$ 300 milhões até dezembro. A China e a Rússia anteciparam o pagamento de suas faturas de 2019. Com US$ 10 bilhões de capital aportado pelos cinco sócios, o banco calcula poder emprestar quatro vezes mais, US$ 40 bilhões, com dez anos de maturidade. De forma que cada sócio deverá ter entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão de crédito anual, na média. (Valor Econômico)

 

BID: Banco aponta necessidade de Brasil ter mais acordos de livre comércio

 

bid 29 05 2018O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) verificou que as maiores lacunas no livre comércio na América Latina estão entre o Brasil e o México. Se os dois países tivessem mais acordos bilaterais, o impacto no comércio inter-regional teria muitos ganhos, apontou o BID em

estudo sobre a economia na América Latina que será divulgado nesta terça-feira (29/05).

 

Advertência - O documento adverte que são necessários acordos mais abrangentes para aumentar o comércio em toda a região. Junto com a Argentina, o Brasil e o México são responsáveis por 64% do PIB da região, mas apenas por 7% do comércio inter-regional. “Os acordos inter-regionais não se mostraram como instrumento importante para melhorar a competitividade na região”, advertiu Mauricio Mesquita Moreira, economista-chefe do setor de integração e comércio do BID. 

 

Motivo - Segundo ele, esses resultados negativos indicam um bom motivo para os países da região repensarem as suas estratégias.

 

Proliferação de acordos - Moreira ressaltou ao Valor PRO que houve uma proliferação de acordos na América Latina atingindo um total de 33 negócios firmados desde a década de 1990. Essas negociações foram positivas, mas o problema é que nenhum deles atingiu uma massa econômica forte que os países estavam esperando. “Para que os acordos sejam uma resposta aos países em desenvolvimento eles precisam ter mais escalas”, alertou.

 

Avanço - Na visão do economista, a criação de muitos acordos na região foi boa para se avançar nas economias, “mas ficou tudo muito fragmentado entre os países latino-americanos”. “E os acordos entre os latino-americanos atualmente não são capazes de criar um mercado maior”, apontou Moreira. “Isso permitiria as empresas a ter um PIB maior, a se especializar e a serem mais competitivas no mercado internacional.”

 

Crítica - No estudo, o BID criticou que os acordos realizados desde a década de 1990 são muito divididos entre os países da América Latina pois foram feitos com dados específicos. O problema é que atualmente a necessidade de competição no mercado externo atinge um número mais elevado para as vendas, incluindo outros estados, como aqueles localizados na Ásia. “Hoje se precisa competir com empresas do tamanho das chinesas”, alertou Moreira.

 

Estudo - Outro ponto importante do estudo é que os acordos atuais em rigor entre os países latino-americanos não são capazes de criar um mercado maior. “Os acordos deveriam permitir às empresas a ter um PIB maior, a se especializar e a serem mais competitivas no mercado internacional”, apontou o economista-chefe.

 

Dados específicos - O BID verificou que desde a década de 1990 os acordos são divididos entre alguns países com dados específicos. “Só que hoje é preciso competir com empresas do tamanho da chinesa”, advertiu Moreira. Atualmente, os países do Mercosul conseguem obter US$ 2,4 bilhões pelos acordos com o comércio, enquanto a China ganha US$ 2,4 trilhões.

 

Mercado ampliado - “A ideia é que tem que partir e caminhar para um mercado ampliado em todos os países da região”, afirmou o economista. Para ele, isso não aconteceu até hoje na América Latina porque existe uma série de restrições políticas. “Mas se poderia fazer isso de maneira mais gradual ou progressiva. Cada um desses acordos possui regras de origem.”

 

Novas medidas - O estudo do BID mostra que muitos países teriam que impor novas medidas para ampliar o comércio exterior. A Argentina, por exemplo, quando quer vender um determinado produto ao Brasil tem que checar antes se ele é fabricado em mais de 60% no país para dar a autorização. Isso acaba limitando os acordos de comércio exterior. “A ideia é tentar harmonizar as regras e permitir que se acumulem os insumos em pleno acordo”, enfatizou Moreira.

 

Problema grave - Segundo o BID, um dos problemas mais graves na região é que os três maiores países – Argentina, Brasil e México – não possuem um acordo grande de livre comércio entre eles. “Eles possuem apenas acordos limitados e de alguns produtos, mas não envolvem todas as atuações”, disse Moreira. Ao todo, a soma do comércio entre esses três países não passa de 8% de todas as vendas inter-regionais na América Latina. “Esse é o maior paradoxo na região. Os maiores países não possuem acordos entre eles.”

 

Negociações - O BID adverte que o Brasil deve buscar negociações de maior dimensão com esses países, e não apenas organizar aqueles casos de cooperação que já existem. “Se deve estimular o que o Brasil, o México e a Argentina devem fazer para assinar acordos amplos e de livre comércio”, apontou Moreira.

 

Aliança do Pacífico - Ao todo, o Brasil tem acordos com todos os membros da Aliança do Pacífico, menos com o México. O momento atual seria favorável às negociações entre esses países já que o México está enfrentando pressões do governo dos Estados Unidos por conta do presidente Donald Trump, que passou a contestar o Nafta e, com isso, seria positivo ampliar com outras nações.

 

Eleição - No Brasil, a eleição que vai ocorrer neste ano deve, segundo Moreira, resultar em fortalecimento da visão de que o país perdeu muito tempo ao se tornar fechado com o resto do mundo. “Se há a visão de que se precisa avançar em acordos, acho que o momento político é muito favorável com relação a isso. É um momento positivo para que essa iniciativa possa avançar tanto com relação ao México e ao Brasil quanto com a Argentina.”

 

Conclusão - A conclusão da pesquisa do BID é que a fase política atual é favorável à realização de novos acordos na América Latina. Isso porque, mesmo se os países enfrentarem um cenário com mais dificuldades nas negociações comerciais com os EUA por causa do governo Trump, uma das saídas seria a busca de melhores soluções para vendas entre o Brasil e o México e também com a Argentina. 

 

Guerra comercial - O documento aponta que uma eventual guerra comercial americana com elevações de tarifas para comércio, como foi proposta com sobretaxas de 25% ao aço e 10% ao alumínio, levariam no total a uma queda de 13% nas exportações da América Latina para o resto do mundo. Mas, se essa região tiver um mercado mais unificado nas linhas de venda, a queda seria de apenas 8%. “Daí a necessidade de novas negociações entre os países”, afirmou Moreira. (Valor Econômico)

 


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