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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4336 | 25 de Maio de 2018

PARALISAÇÃO I: Sistema Ocepar analisa medidas do acordo anunciado pelo governo federal

paralisacao I 25 05 2018O Sistema Ocepar elaborou um documento indicando as medidas necessárias para assegurar a efetividade do acordo anunciado pelo governo federal, na noite desta quinta-feira (24/05), com objetivo de suspender a paralisação dos caminhoneiros por, pelo menos, 15 dias. Apesar disso, o bloqueio nas estradas continua nesta sexta-feira (25/05). Somente no Paraná, havia mais de 200 pontos de bloqueio no Paraná, na parte da manhã, contabilizando rodovias federais e estaduais. “A situação é gravíssima, já que os protestos estão completando cinco dias, trazendo prejuízos bilionários ao cooperativismo e exigindo uma solução imediata ao problema”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Encaminhamento - A análise feita pelo setor cooperativista paranaense foi encaminhada a representantes do governo federal. Nele, há apontamentos sobre cada um dos 12 pontos que fazem parte do termo de acordo. No segundo item, por exemplo, em que o governo federal se compromete em manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos trinta dias, os representantes do cooperativismo lembram que, desde 24 de maio, está em vigor o preço médio do diesel a R$ 2,10/litro, pago pelas distribuidoras à Petrobras e, a partir desta data, ficará por conta do Tesouro Nacional, sendo necessária a edição de uma Medida Provisória para a abertura de um crédito extraordinário no Orçamento Geral da União. Estima-se a necessidade de cerca de R$ 4,9 bilhões até o final de 2018 para cobrir o possível déficit.

Clique aqui para conferir na íntegra o documento

 

PARALISAÇÃO II: Criado comitê de monitoramento no Sistema Ocepar

Devido à gravidade da situação, o Sistema Ocepar criou um comitê de monitoramento, formado por profissionais de diversas áreas da entidade, para acompanhar o andamento da paralisação dos caminhoneiros e os impactos gerados ao setor cooperativista. A entidade está ainda atuando junto com o governo federal, por meio da OCB e Frencoop, para que seja encontrada uma solução ao problema. Representantes da Ocepar também fazem parte do grupo de trabalho formado no âmbito do governo estadual que, nesta quinta-feira (24/05), selou um acordo com os manifestantes no sentido de que serão liberados para trafegar, nas estradas do Paraná, os caminhões com cargas de rações para animais, cargas vivas, materiais hospitalares, suprimentos para penitenciárias, medicamentos, combustíveis para serviços emergenciais como Siate, Bombeiro, Ambulância, Samu, Polícia Militar e Civil e Policia Rodoviária e veículos de atendimento da Copel e Sanepar. Para identificar estes caminhões, as empresas receberão adesivos da Defesa Civil, que devem ser colados nos para-brisas dos caminhões no canto inferior direito do lado do motorista.

PARALISAÇÃO III: C.Vale perde R$ 2 milhões por dia com abatedouros parados

 

cvale 25 05 2018A paralisação das atividades dos frigoríficos está agravando a situação da cadeia produtiva de carnes da C.Vale. A cooperativa tem um prejuízo diário de R$ 2 milhões com a suspensão do abate de frangos e peixes. Com o bloqueio das rodovias pelos caminhoneiros, a empresa está deixando de abater 530 mil aves e 50 mil tilápias por dia em seu complexo industrial de Palotina, oeste do PR. A maior parte dos cinco mil funcionários dos dois frigoríficos aguarda em casa a orientação para retornar às atividades.

 

Solução - O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, entende que o governo precisa oferecer urgentemente uma solução para o impasse. “Baixar os preços por 15 dias e depois voltar ao que era antes não é proposta. Também não deve transferir esse custo para a folha de pagamento das empresas”, argumentou. Para ele, a solução passa pela redução de impostos sobre os combustíveis. A direção da cooperativa informou que mais de cem caminhões usados para o transporte de carnes e embalagens estão parados. (Imprensa C.Vale)

 

PARALISAÇÃO IV: Produtor de Piraí do Sul doa mais de 3 mil litros de leite para entidades sociais

 

Enquanto mais de 200 pontos de rodovias federais e estaduais que cortam o Paraná continuam bloqueadas nesta sexta-feira (25/05), devido ao protesto de caminhoneiros e de empresas de transportes, desde a última segunda-feira em todo o País, as perdas no campo já começam a aparecer, como demonstramos no informe Paraná Cooperativo desta quinta-feira (24/05). Mas no meio de tudo isso, onde produtores desesperados não estão conseguindo mais armazenar a produção de leite, acabam despejando pelo ralo toda sua produção, um gesto solidário na região dos Campos Gerais chamou a atenção nesta quinta-feira (24/05). O produtor Haroldo Luiz Rodrigues Filho, da Fazenda Quântico, localizada no bairro Lagoa São José, no município de Piraí do Sul, a 200 quilômetros de Curitiba, conseguiu doar 3.780 litros de leite para escolas, creches, asilos, hospital municipal e para várias famílias carentes do município.

 

Rede social- A iniciativa de doar o produto, no lugar de jogar tudo fora, foi do filho Lucas Rodrigues, que sensibilizado não só com o prejuízo dos pais, mas principalmente com a situação de descartar um alimento fundamental, decidiu fazer uma campanha de doação na sua rede social. Numa postagem feita no Facebook no final da tarde de quarta-feira, Lucas colocou uma foto do resfriador derramando leite de tão cheio e oferecia o produto para as entidades que desejassem buscar direto na propriedade. “Não queremos jogar o leite fora. Por isso temos 3.780 litros que precisam ser doados até às 15 horas de hoje (quinta-feira), quando teremos uma nova ordenha da tarde”, contou Lucas Rodrigues ao site Correio dos Campos. Em apenas algumas horas, a publicação foi compartilhada 245 vezes e curtida mais de uma centena de vezes e já nas primeiras horas iniciaram os contatos com os interessados que em seguida foram até a Fazenda Quântico com recipientes buscar o produto. A internauta Isis Carneiro ao comentar a postagem do Lucas Rodrigues, além de sensibilizada com o ato do jovem produtor, comentou que se sentia triste pelo fato dos manifestantes que bloqueiam rodovias não deixar os caminhões que transportam leite passar. “É muito triste ver pessoas passando fome e produtores sendo obrigados a jogar fora o produto e depois ter que ordenhar as vacas novamente, afinal, elas não podem ficar muito tempo porque senão também sofrem. É tudo muito triste”.

 

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LIDERANÇA FEMININA: 13º Elicoop discute empreendedorismo

 

Terminou nesta quinta-feira (24/05) o 13º Encontro da Liderança Cooperativista Feminina (Elicoop) 2018, que reuniu, desde quarta-feira (23/05), cerca de 250 mulheres de 15 cooperativas do Paraná no Pavilhão de Exposições Frísia, cooperativa anfitriã deste ano, em Carambeí na região paranaense dos Campos Gerais. Sob o tema “Empreendedorismo: onde tudo começou...”, o encontro proporcionou às participantes oficinas, visitas a propriedades, um painel com mulheres empreendedoras conduzido pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e palestras. O próximo encontro, em 2019, acontece em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, tendo como cooperativa anfitriã a Copagril.

 

Interação -  “O evento foi preparado e pensado de forma muito especial, de maneira que todas vocês possam aproveitar os momentos de interação e voltar para suas cidades com muitas ideias a serem compartilhadas”, disse o diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, em uma mensagem de boas-vindas às participantes. Greidanus destacou o papel e a participação das mulheres na administração de propriedades e também nas decisões do cooperativismo. “É importante que todas tenham voz ativa no processo, pois só assim teremos um quadro social mais fidelizado com mais mulheres se destacando.”

 

Participação ativa - Participar de forma ativa no conselho de administração de sua cooperativa é o desejo de Ivone Maria Silvestre, de Itaipulândia, oeste do Paraná, e também o fator que a move em busca de conhecimentos. “O encontro foi muito produtivo, mostra diversas visões e percepções diferentes que podemos aproveitar futuramente. Esta edição foi ainda mais proveitosa, porque, com as visitas técnicas, mostrou na prática o que foi dito em oficinas”, disse a produtora de aves de corte, que há nove anos participa do Elicoop.

 

Valioso - Durante o encontro, o instrutor Eliseu Felipe Hoffmann conversou sobre o empreendedorismo e aplicou dinâmicas de grupo, em que as mulheres aprenderam um pouco mais sobre liderança, conquistas, erros, acertos e companheirismo. “Nunca podemos esquecer que o andar é mais valioso que o chegar”, disse Hoffmann às cooperadas.

 

Realização - O 13º Elicoop foi realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR), com o apoio do Sistema Ocepar. Além da Frísia, participaram do evento as cooperativas Copacol, Lar, C.Vale, Integrada, Cocari, Castrolanda, Camisc, Coagru, Cocamar, Bom Jesus, Copagril, Coopavel, Agrária e Sicredi. (Imprensa Frísia)

 

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NR 36: A norma tem que ser uma “matéria viva”, afirma representante das indústrias de carne

Para o representante da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Alexandre Perlatto, a Norma Reguladora (NR) nº 36, que trata da segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados, deve ser mantida em constante aprimoramento. “Tenho convicção de que os avanços vêm ocorrendo em relação à NR 36 e eu espero que continuem. Nessa matéria especificamente, o trabalho nunca acaba. Com o passar dos anos, vão se desenvolvendo metodologias tecnológicas, trazendo melhorias, então nós temos que ir nos ajustando e nos adaptando. A norma tem que ser viva”, afirmou ele ao Informe PR Cooperativo, nesta quinta-feira (24/05), ao participar do seminário que tratou sobre o tema, realizado na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba.

Comissão Tripartite - O evento foi promovido pela Comissão Nacional Tripartite Temática, da qual fazem parte representantes do governo, das empresas e dos empregados. A Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar) também integra a Comissão e apoiou a realização do seminário, que somou cerca de 60 participantes.

Anexos - Perlatto lembrou que o Anexo II da NR 36, um dos temas em debate no evento, representa um dos avanços alcançados em relação à norma. “Nós conseguimos criar, junto ao Ministério do Trabalho, uma subcomissão só para tratar das máquinas e equipamentos em frigoríficos. De lá para cá, já foram feitos três anexos, da escoreadeira, máquina de repasse de moela e da serra fita. De acordo esses anexos, as empresas passariam a ter um tempo para se ajustar, e as interdições que estavam ocorrendo em frigoríficos minguaram. Foi uma espécie de autocomposição, entre as empresas, os trabalhadores e o Estado, para mitigar os riscos mais evidentes, mas sem também matar, usando uma metáfora, a galinha dos ovos de ouro, que são as empresas”, frisou.

Aplicação - O representante da Abiec e ABPA destacou ainda o trabalho realizado pelo setor empresarial para assegurar a correta aplicação da NR 36 nos frigoríficos. “Tão logo se construiu essa norma, em 2012, publicada em 2013, foram feitos diversos seminários por toda a parte do país, principalmente nos estados que têm indústrias de proteína animal, demonstrando basicamente aquilo que a norma estabelecia como regra para a relação de trabalho, com viés da segurança na indústria frigorífica. Tivemos uma parceria junto com o Sesi, em que foram construídos vídeos relacionados à segurança do trabalho especificamente para os frigoríficos. Esse material demonstra de forma cabal a realidade existente nas empresas, as melhorias que elas fizeram e vêm fazendo ao longo dos anos. Isso foi filmado em ambientes reais de trabalho”, relata.

Contraposição - “Isso serviu até para vir de encontro com alguns filmes que foram feitos basicamente para constranger a indústria frigorífica como, por exemplo, o ‘Carne e osso’, que não se sabe nem sequer onde foi gravado, que tipo de frigorífico era aquele. Provavelmente era um frigorífico que não tinha SIF, que é o Sistema de Inspeção Federal, que os todos os frigoríficos que nós representamos em bovinos, suínos e aves, possuem. Eu conheço a realidade desses frigoríficos e posso afirmar, sem errar, que é completamente diferente do que foi trazido naqueles filmes”, acrescentou.

Órgãos de fiscalização - Ainda de acordo com ele, o material produzido pelo Sesi também serve para mostrar uma realidade oposta ao que órgãos de fiscalização também tentam passar para a população. “É muito diferente do que os órgãos de fiscalização adotaram, para coagir ou tentar mobilizar a opinião pública de que o trabalho em frigoríficos é extremamente penoso. Se forem comparar com outras atividades, em relação à afastamento de empregados, por gravidade, CID (Código Internacional de Doenças) por frequência, certamente os frigoríficos foram uma das cadeias da indústria que mais avançaram em melhoria com relação a esses dados”, disse.

Segurança jurídica - “A nossa ideia nunca é de confrontar, sempre foi de acatar o que o Estado nos impõe. Mas temos convicção de que é preciso marcar nossa posição para que possamos ter um pouco mais de segurança jurídica e buscar um pouco mais de previsibilidade. Acredito que ainda falta muito para se prever o problema. Muitas vezes, não sabemos se o que estamos fazendo está certo porque, mesmo existindo normas e leis, muitas vezes cabe a interpretação dos agentes. Quando falamos em interpretação do poder judiciário, existe toda a possibilidade de se discutir isso durante o processo, apresentar provas, fazer o contraditório. Quando isso é feito pela fiscalização, às vezes não há essa possibilidade. Ainda que se tenha a chance de se fazer uma defesa, um recurso administrativo, quem julga essas medidas basicamente são as pessoas do mesmo órgão que lavrou a punição. Nós entendemos que tentar nos obrigar a interpretar a lei da forma que eles querem, com base em entendimento da instituição e não do que está escrito claramente na norma, traz insegurança jurídica. Por isso eu sempre digo que a previsibilidade é o que nós sempre buscamos com esses encontros. É mostrar como nós pensamos, entender como eles pensam e, se possível, no final de cada evento, chegar muito próximo a algo de consenso na interpretação das normas”, completou.

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CÂMARA DOS DEPUTADOS: Mantida desoneração para aves, suínos e pescados

 

camara deputados 25 05 2018O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (23/05) o Projeto de Lei nº 8.456/2017, do Poder Executivo, que pôs fim à política de desoneração da folha de pagamento para diversos setores da economia. Após ampla mobilização da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o texto aprovado manteve na política os códigos de aves, suínos e pescados, conforme prevê a legislação atual.

 

Critérios - De acordo com o que foi apresentado pelo deputado Orlando Silva (SP), relator da matéria, a decisão sobre os setores incluídos na proposta foi pautada em três critérios principais: setores que mais empregam, setores que sofrem concorrência desleal de produtos importados e setores estratégicos para o desenvolvimento de tecnologia, inclusive o setor de defesa.

 

Papel relevante - Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, no caso do segmento de aves, suínos e peixes, os dados obtidos das cooperativas demonstram que a política teve, sim, nos últimos anos, papel relevante para o aumento dos postos de trabalho, continuidade dos investimentos e manutenção da competitividade no mercado exterior.

 

Pujante - “Mesmo em tempos de estagnação econômica, de embargos internacionais e de elevação do custo de insumos, nosso setor continuou pujante, investindo e empregando, contando com o papel importante da desoneração neste processo”, destacou Freitas.

 

Efeito multiplicador - Autores das emendas que mantinham o setor de aves, suínos e pescados, os deputados Valdir Colatto (SC) e Osmar Serraglio (PR) comemoraram a manutenção do setor na política, tendo em vista seu efeito multiplicador para a ampliação de investimentos e geração de empregos no setor.

 

Cooperativas - “Reconhecemos, assim, aqueles que têm levantado a economia do Brasil, mesmo em tempos adversos. Nas cooperativas, esse impacto é ainda maior, pois é revertido para a geração de renda de milhares de produtores brasileiros”, destacou Serraglio. 

 

Diesel - Na tentativa de apresentar uma solução em meio à greve de caminhoneiros que ocorre em vários estados brasileiros contra a alta dos combustíveis, o substitutivo do relator, também isentou as alíquotas de PIS/Cofins do óleo diesel até 31 de dezembro de 2018.

 

Tramitação - O PL 8.456/2017 segue agora para análise do Senado Federal. Caso haja modificações ao texto, o projeto retorna à Câmara dos Deputados, para análise das modificações da Casa Revisora. (Informe OCB)

 

UNIMED PARANÁ: Faltam menos de 15 dias para o Suespar

 

 unimed parana 25 05 2018Já fez sua inscrição para o 26º Simpósio das Unimeds do Estado do Paraná (Suespar)? O evento deve receber cerca de 700 pessoas entre os dias 7 e 10 de junho, no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu. Entre os temas desta edição, Parto Adequado, DRG, RH Trends, contratação eletrônica, direito à saúde, jornada do paciente no percurso assistencial e muito mais. Dá uma olhada no que vem por aí: 

 

Jornada do paciente no percurso assistencial - Os sistemas de saúde estão pressionados pelo alto custo de procedimentos e tecnologias de saúde, além do envelhecimento da população e um crescimento exponencial das doenças crônicas não transmissíveis. Para garantir a sustentabilidade e acessibilidade dos sistemas de saúde, é preciso rediscutir a jornada do paciente na atual estrutura de assistência. Neste sentido, o modelo chamado sistema de saúde baseado em valor para o paciente, surge como uma proposta interessante, mesmo mudando a atual lógica dos sistemas de saúde. 

 

Modelo assistencial - No dia 8, com a participação de Daniel Greca, da KPMG, Marcelo Nitta, da Mapes Solutions, e Marcelo Dallagassa, da Unimed Paraná, a palestra abordará o conceito de modelo assistencial baseado em valor (de Michael Porter), com a orientação em relação aos modelos de referências – conjuntos padrões, dentro da visão de percurso orientado do paciente (jornada do paciente), além de mostrar a ferramenta que está sendo desenvolvida pela Unimed nesse quesito. 

 

Gestão para Transformação: agenda em cenários de mudanças exponenciais - O mundo passa por uma mudança radical. A evolução tecnológica impõe uma nova dinâmica na forma de viver, trabalhar e consumir. Estamos diante de uma nova era – a da cultura da aceleração. Flexibilidade e adaptabilidade passam a ser as palavras de ordem. As organizações precisam empreender transformações contínuas em busca da excelência, que continua a ser o imperativo para a competitividade. Os fundamentos da excelência e uma gestão transformadora são condições imprescindíveis para a sobrevivência empresarial. Esse será o conteúdo abordado, no dia 9, na palestra de Jairo Martins, da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

 

O papo é dinheiro - O debate importante sobre sustentabilidade financeira conta com duas palestras principais durante o evento. Antonio Marmo, da Praisce | XP Investimentos, apresenta “As Unimeds em uma economia estabilizada e baixos rendimentos financeiros” e para abordar “Previdência Privada - Como será a renda dos seus colaboradores e a sua quando se aposentar?”, o Suespar traz Helton Freitas, da Seguros Unimed, e Gilberto Kfouri Jr., do Banco BNP Paribas Brasil. 

 

Mais - Gostou? Quer saber mais? Entra no site - www.suespar.com.br, confira a programação completa, faça sua inscrição e comece a contagem regressiva. (Imprensa Unimed Paraná)

 

UNIMED LONDRINA: ANS reconhece excelência da cooperativa médica

 

unimed londrina 25 05 2018A Unimed Londrina conquistou o nível máximo de certificação da RN 277 (Resolução Normativa). Divido em três níveis, a RN é um selo de certificação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que qualifica os serviços prestados pela operadora de plano de saúde como a gestão, o atendimento e a satisfação dos clientes.

 

Validade - “Esse reconhecimento valida toda atenção e cuidado da nossa eficiência operacional. Esta certificação obtida por uma agência regulatória qualifica nossa prática que é segura e ágil, diferenciando-a das outras operadoras”, explica o gerente de Planejamento e Desenvolvimento da Unimed Londrina, André Galletti.

 

Qualificação - A RN 277 qualifica os seguintes aspectos:

1. A Unimed Londrina busca reduzir o processo burocrático, agilizar as operações e analisar os pedidos dos clientes com rapidez;

2. A operadora procura oferecer aos beneficiários prestadores qualificados e uma ampla rede para atender os clientes com eficiência, respeitando os prazos exigidos pela ANS;

3. Para ouvir os clientes e se comunicar com eles, a Unimed Londrina possui canais de comunicação, como o SAC que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, a operadora realiza pesquisa de satisfação e tem uma Ouvidoria estruturada para compreender as necessidades dos beneficiários.

4. Com intuito de promover a saúde e a qualidade de vida dos clientes, a Unimed Londrina dispõe de programas de promoção à saúde e serviços próprios como Pronto Atendimento 24h, Clínica de Vacinas, Clínica Multiprofissional e Unimed Saúde;

5. A operadora busca sempre manter em segurança os dados dos beneficiários nos canais físicos e virtuais de relacionamento;

6. Os colaboradores da Unimed Londrina realizam treinamentos periódicos que qualificam os serviços prestados. A operadora também atende às determinações dos órgãos públicos (Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, ANS etc.). Além disso, a RN 277 assegura que somos uma cooperativa responsável socialmente, realizando projetos sociais e ambientais para a comunidade.

 

Caminho - “A cooperativa trilha esse caminho há muito tempo. E a certificação reforça nosso compromisso de continuar melhorando cada vez mais o atendimento dos nossos clientes”, comemora o presidente da Unimed Londrina, Omar Taha.

 

Seleto grupo - Ao conquistar a acreditação, a Unimed Londrina passa a integrar um seleto grupo de operadoras de planos de saúde acreditadas pela RN 277. Segundo a ANS, há 773 operadoras no país, sendo mais de 40 certificadas, incluindo a Unimed Londrina. 

 

Vídeo - Para saber mais sobre esta conquista, assista ao vídeo no link goo.gl/9v8AQg. (Imprensa Unimed Londrina)

 

INTEGRADA: Agricultura de Precisão eleva os índices de produção em 90% dos casos

 

integrada 25 05 2018A adoção da Agricultura de Precisão (AP) tem ajudado a Integrada e seus associados a elevarem em até 90% os índices de produtividade em solos corrigidos. O número faz parte do balanço de um ano após a cooperativa iniciar novos investimentos na ferramenta, ocorrido em 2017. Nesse período, a equipe de agricultura de precisão da Integrada coletou amostras de solo que somaram 12.900 hectares nas áreas da cooperativa nos estados do Paraná e São Paulo.

 

Benefícios - Rogério Raposo, coordenador de AP da cooperativa, afirma que o sistema gera benefícios tanto para cooperados, quanto para a cooperativa. Segundo ele, o avanço da agricultura de precisão tem refletido diretamente no aumento da rentabilidade dos produtores associados. O produtor Oswaldo Rodrigues de Almeida, de Goioerê (PR), por exemplo, havia pedido 5 toneladas por alqueire de calcário para aplicação em sua propriedade na safra 2016/17. Quando a equipe de AP da cooperativa fez o mapeamento de solo com a coleta de amostras realizada pelo quadriciclo, o mapa indicou que ele não precisava aplicar a mesma dosagem em toda a área.

 

Taxa variável - Com a aplicação em taxa variável, ou seja, aplicação de acordo com a necessidade de cada ponto da propriedade, o produtor utilizou 4 toneladas por alqueire, o que gerou uma economia para o agricultor de R$ 9 mil com o insumo. Além da economia, na safra seguinte o seu índice de produtividade aumentou em 15 sacas por alqueire em relação à safra anterior.

 

Produtividade - Somente com a correção de solo, o diretor vice-presidente da cooperativa, o agricultor João Francisco Sanches Filho, que produz na região de Guaíra (oeste do Paraná), elevou na safra passada em 11 sacas por alqueire sua produtividade com a correção de solo recomendada na agricultura de precisão, com 189% de retorno no investimento.

 

Agregação -  “A agricultura de precisão pode não ser fundamental, mas é uma das ferramentas que agrega na produtividade do produtor”, avalia Irineu Baptista, gerente da área técnica da Integrada. Para 2018, a meta da cooperativa é abranger mais de 21 mil hectares dos seus associados com a agricultura de precisão, de uma área total atendida pela cooperativa de mais de 707 mil hectares. Além das atuais ferramentas de coleta e amostras de solo, a Integrada quer investir cada vez mais em tecnologias para melhorar o potencial produtivo de seus associados.

 

Drones - A adoção do monitoramento por drones, a adoção nas novas plataformas digitais, investimento em estações meteorológicas e o uso da telemetria, são novas ferramentas que estão sendo estudadas e avaliadas pela equipe agronômica da cooperativa.

 

Sobre a Integrada A Integrada Cooperativa Agroindustrial foi fundada em Londrina (PR) em 1995 por um grupo de agricultores. Com mais de duas décadas de existência, a Integrada se tornou uma das principais cooperativas do Brasil, com mais de 60 unidades de recebimento distribuídas em diversas regiões do Paraná e São Paulo. A maior parte do faturamento vem da comercialização de grãos como soja, milho, trigo, café e laranja. A Integrada, que possui mais de 9 mil cooperados, faturou no ano passado R$ 2,7 bilhões. (Imprensa Integrada)

 

COOPAVEL: Área da 3ª maior feira do mundo recebe novas obras e benfeitorias

 

A área de 72 hectares que há 30 anos recebe o Show Rural Coopavel recebe melhorias e novas obras já de olho na edição de número 31, agendada para o período de 4 a 8 de fevereiro de 2019. Cinquenta e cinco pessoas trabalham no local para colocar em prática mudanças e avanços para receber ainda melhor técnicos e agricultores do Brasil e do exterior. “Nosso desafio é fazer sempre melhor. Por isso, os trabalhos por aqui não param”, diz o coordenador-executivo Acir Inácio Palaoro.

 

Desmontagem - Com o fim da 30ª edição, de 5 a 9 de fevereiro, foram necessários cerca de dois meses de trabalho para desmontar toda a estrutura, para limpar o terreno e para deixar o ambiente propício à recepção das primeiras novidades que estarão à espera dos visitantes. Os 14 conjuntos de banheiros passam por reparos nas áreas hidráulica e elétrica. Um deles, perto da administração do evento, terá a sua antiga área dobrada. Ele passará de 60 para 120 metros quadrados. As coberturas e estruturas de suporte que protegem contra a chuva e o sol também estão em manutenção. Elas são lixadas e recebem nova pintura.

 

Novo portal  - Um novo portal será construído ao lado da entrada principal para organizar o acesso de visitantes ao estacionamento, hoje com capacidade para 12 mil carros. Para isso, uma antiga casa foi desmanchada e uma nova, de 104 metros quadrados, está em construção na lateral da primeira das quatro áreas destinadas à recepção de veículos. Uma quinta já começa a ser preparada, de acordo com Acir Palaoro, e ampliará a capacidade em mais dois mil automóveis, chegando então a 14 mil. “Já na edição de 2019, teremos condições de abrigar dois mil automóveis a mais. E tudo sem nenhum custo aos visitantes”, afirma o coordenador-executivo da feira.

 

Outras melhorias - A circulação pela área que recebe o Show Rural Coopavel é feita em ruas asfaltadas ou calçadas com pedras irregulares. No total, são 11,6 mil metros de extensão. Desse total, cinco mil já são cobertas. Para a 31ª edição, mais 500 metros lineares serão cobertos. A benfeitoria alcançará rua que passa em frente ao primeiro dos pavilhões pecuários. Mais uma via terá a rede de distribuição de energia rebaixada e são feitos estudos para muitas outras obras benfeitorias, diz Acir Palaoro. 

 

Mudas - As mudas que vão enfeitar os diversos jardins distribuídos pela área do parque também já começaram a ser preparadas. Serão pelo menos 350 mil de 20 espécies diferentes. A Coopavel conta com área de viveiro e pessoal capacitado para desenvolver tarefas de jardinagem e de paisagismo. (Imprensa Coopavel)

 

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COPACOL: Há 40 anos atuando em Jesuítas

 

copacol 25 05 2018A Copacol já atuava na região há mais de 15 anos, quando a unidade foi inaugurada em Jesuítas, no Oeste do Estado, em 24 de maio de 1978, quando já possuía 83 associados da região cadastrados na Copacol. Na época, o município ainda pertencia à Formosa e sua emancipação política aconteceu só dois anos mais tarde. 

 

Estrutura - Na época, apenas três funcionários foram contratados, e o trabalho operacional era terceirizado pelo sindicato. Só em 1980, foi adquirida uma área 2,755 metros quadrados e construída toda a estrutura de recebimento e beneficiamento de café, escritório administrativo, armazém de insumos e a balança, atendendo a demanda dos produtores da época que produziam basicamente café e feijão. 

 

Sócios - Neste período, a unidade já contava com 216 sócios e mais pessoas foram realizando seus negócios junto à Copacol, por meio de outras atividades como a produção de algodão e a criação de bicho-da-seda. 

 

Espaço - Mais tarde, as culturas da soja, do milho e do trigo foram tomando espaço que antes era apenas do café. Buscando a diversificação nas propriedades, a Copacol abriu oportunidade de para que os produtores pudessem trabalhar com a avicultura, a suinocultura, a piscicultura e a bovinocultura de leite. 

 

Crescimento - “Superamos dificuldades, vencemos barreiras e com determinação e perseverança continuamos crescendo. Hoje, nosso quadro social possui 1.385 associados, sendo 81 são cafeicultores, e trabalhamos para continuar crescendo e contribuindo para o desenvolvimento de toda a região”, enaltece Alisson José Dmengeon Oliveira, gerente da Unidade de Recebimento de Cereais de Jesuítas. 

 

Recebimento - Os maiores volumes de grãos recebidos por nossa unidade de Jesuítas nos últimos anos, foram de 979 mil sacas recebidas de soja e 1.081 mil sacas de milho recebidas em 2017. Atualmente, a capacidade de armazenagem da unidade de Jesuítas é de 42 mil toneladas de grãos. 

 

Diversificação - Nas integrações, são mais de 189 aviários, 19 pocilgas, 12 piscicultores com mais de 392 mil metros de lâmina de água. Na bovinocultura de leite, são nove produtores e uma média de 27.677 litros entregues nos últimos meses. 

 

Outros investimentos A Unidade Cafeeira foi inaugurada no dia 10 julho de 1999. A loja do Copacol Supermercados foi inaugurada no dia 20 de março de 1998, com modernas instalações e hoje, conta com 58 colaboradores. 

 

Fábrica de Rações - A Fábrica de Rações, localizada na saída para Formosa do Oeste, foi inaugurada no dia 28 de novembro de 2013, com uma produção diária de 1,5 mil toneladas de ração, com 105 colaboradores. 

 

UPL - Na comunidade de Carajá, a Copacol investiu em uma UPL (Unidade de Produção de leitões), inaugurada 2005 e conta atualmente com 41 colaboradores. Em outubro de 2016, a cooperativa construiu uma UPBN (Unidade de Produção de Bezerras e Novilhas), e que hoje, emprega 6 colaboradores. 

 

Caminho certo - “Diante de tantos investimentos e 40 anos de trabalho, temos a certeza de que estamos no caminho certo, de que juntos vamos ir mais longe, conquistar novos horizontes e crescer ainda mais. Chegamos até aqui porque os nossos cooperados e colaboradores trabalharam conosco com muita dedicação”, agradeceu o presidente Valter Pitol, durante celebração de aniversário da unidade. (Imprensa Copacol)

 

SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Universitários recebem palestra sobre educação financeira

 

Na última terça-feira (22/05), mais de 300 acadêmicos dos cursos de Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Estética e Cosmética e Gastronomia da Faculdade Guairacá participaram de uma palestra sobre educação financeira com o empresário, associado Sicredi e fundador da primeira cooperativa de vendas do Rio Grande do Sul, Marcio Mancio. O recado, com linguagem apropriada, com dinâmica e muito humor, trouxe dicas importantes de como organizar a vida financeira, na forma que consigamos planejar o futuro tanto para realizações de objetivos ou quanto em ter uma reserva para momentos de necessidade. A iniciativa foi promovida em parceria entre a Sicredi Planalto das Águas e Faculdade Guairacá. (Imprensa Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

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GRÃOS I: Estiagem provoca prejuízos na segunda safra no Paraná

 

graos I 25 05 2018O período de mais de 40 dias sem chuvas entre os meses de abril e maio afetou o desenvolvimento da segunda safra de grãos plantada no Paraná e atrasou o plantio de trigo e outros cereais de inverno. A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento já contabiliza prejuízos com perdas de milho e feijão da segunda safra 2018 da ordem de R$ 1,34 bilhão.

 

Produção - A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgada nesta quinta-feira (24/05), é de uma produção de 36,8 milhões de toneladas, 12% menor que a anterior, que foi de 41,7 milhões de toneladas.

 

Clima desfavorável - Para o diretor do Deral, Francisco Simioni, infelizmente o clima não está favorável ao desenvolvimento da segunda safra de grãos no Estado. O cenário é o mesmo para o trigo e demais cereais de inverno, cujo desempenho está totalmente dependente do clima em que persiste um quadro com chuvas abaixo do esperado.

 

Compensação - Segundo ele, há esperança que parte dos prejuízos já previstos possa ser compensado com preços melhores, principalmente para os produtores que diversificam a produção. Simione destacou também a possibilidade de retornos financeiros compensadores para os produtores que conseguirem exportar a produção, como a soja. “O câmbio elevado e o mercado consumidor de oleaginosas com mais demanda pode favorecer o produtor internamente”, disse.

 

Mercado interno - Já no mercado interno, avaliou, a preocupação é com a redução no consumo de milho, frente a possibilidade das empresas integradoras em diminuir os alojamentos de frangos para fazer frente ao embargo das exportações de frango pelo mercado comum europeu. “No médio prazo, as cotações de milho podem não se sustentar por causa da queda na demanda por frango”, disse.

 

Conforto - Além disso, afirmou, existe o conforto de uma produção de milho normal no Brasil, sendo que a queda na produção está concentrada no Paraná. “Com isso o espaço para aumento de preço para a commodity milho é menor”, enfatizou Simioni, podendo o produtor paranaense não ser recompensado com possível aumento nos preços internacionais.

 

Milho - Conforme relatório do Deral, a colheita da segunda safra de milho terá uma redução de 2,2 milhões de toneladas, que corresponde a uma perda de R$ 1,2 bilhão.

 

Colheita - O Deral está estimando agora uma colheita de 10 milhões de toneladas de milho da segunda safra, que corresponde a um recuo de 18% em relação à estimativa inicial da safra 2018 que esperava um volume de 12,2 milhões de toneladas. E um recuo de 25% em relação à segunda safra colhida no ano passado, cujo volume foi de 13,3 milhões.

 

Perdas - Segundo Edmar Gervásio, analista de milho do Deral, as perdas da segunda safra estão concentradas nas regiões Oeste e Norte do Estado, que ficaram mais de 40 dias sem chuvas. “Essa situação impactou as lavouras e deverá continuar impactando com um período de chuvas insuficientes”. O analista lembrou que as chuvas que ocorreram sobre o Estado na primeira quinzena de maio atenderam as necessidades hídricas na região Oeste, mas não foram suficientes para suprir todo o deficit hídrico dos solos na região Norte e Centro do Estado.

 

Crítico - O período de desenvolvimento das lavouras é considerado crítico, porque está sujeito a outros riscos como uma geada que pode afetar os plantios mais tardios de milho da segunda safra, disse Gervásio.

 

A menos - O plantio de milho safrinha ocupou uma área de 2,15 milhões de hectares este ano, cerca de 300 mil hectares a menos que os 2,41 milhões de hectares plantados no ano passado, situação que já induzia a uma queda no volume de produção, antes do impacto do clima.

 

Migração - Parte da área que seria ocupada com o plantio de milho da segunda safra migrou para o plantio de trigo e cereais de inverno, disse Gervásio. Segundo ele, problemas como baixos preços do milho na época de plantio e o atraso na colheita da soja da safra de verão 2017/18 foram determinantes para muitos produtores recuarem na área plantada com milho de segunda safra.

 

Comercialização - Esse cenário, porém, não impactou de forma significativa a comercialização do grão, que está sendo vendido entre R$ 32,00 a R$ 34,00 a saca em média, cotação próxima ao mercado internacional. Gervásio não acredita em falta de milho no mercado, se considerar que as perdas com a segunda safra estão restritas ao Paraná, e a produção nacional não deve ser inferior a 80 milhões de toneladas este ano, que é um volume suficiente para atender a demanda, ressaltou. “Se houver necessidade as indústrias paranaenses vão buscar o milho em Mato Grosso ou Goiás. Pode encarecer o produto, mas faltar não vai”, disse.

 

Feijão - O feijão da segunda safra plantado no Estado foi outro produto atingido pela seca. O Deral está contabilizando uma perda de 20% na produção em relação ao potencial produtivo que apontava para uma colheita de 306.384 toneladas. A previsão é que 75 mil toneladas já foram perdidas no Estado. O prejuízo foi avaliado em R$ 142 milhões, considerando os preços praticados pelo mercado.

 

Frutificação - Cerca de 43% da área plantada, que ocupou um total de 200 mil hectares, foi colhida e 27% está em frutificação. Há regiões em que a escassez de chuvas ainda está prejudicando a produção, disse o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador. Com isso, a qualidade da produção poderá ficar inferior em relação ao ano passado, disse o técnico.

 

Reflexos - Mesmo assim, ainda não há reflexos significativos no mercado. O analista acredita que o consumo de feijão está mudando de patamar, com menos demanda. O preço do feijão de cor, que estava cotado a R$ 90,22 a saca em abril, subiu para R$ 111,54 a saca em maio. E o preço do feijão preto, que era R$ 103,94 a saca em abril, evoluiu para R$ 116,88 a saca em maio.

 

Manutenção dos preços - Para Salvador, a expectativa é de manutenção dos preços no varejo uma vez que o consumo de feijão está retraído e tem oferta nos estados do Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás, que podem suprir o mercado paranaense.

 

Trigo - O trigo está com 52% da área prevista, de 1,04 milhão de hectares, já plantada, sendo que houve prorrogação no plantio por 20 dias por causa da seca. Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, as chuvas no Norte não foram suficientes para efetivar o plantio com tranquilidade. “As condições de plantio ainda não estão ideais, mas elas avançaram com a prorrogação do prazo”, disse.

 

Germinação desuniforme - Para o analista, preocupa um pouco a germinação desuniforme do trigo na região Norte. “Na região Oeste, a situação está mais tranquila, mas no Norte, não”, disse. A germinação desuniforme pode prejudicar a produtividade lá na frente, explicou. Agora, o plantio avança para a região Sul que é a mais fria do Estado.

 

Volume - Por enquanto a estimativa de produção permanece em 3,3 milhões de toneladas, volume 48% acima do que foi colhido no ano passado que atingiu volume de 2,2 milhões de toneladas.

 

Mercado - Atualmente não há trigo nacional no mercado, mas a cotação do grão foi a R$ 44,00 a saca, valor que já remunera o custo variável de produção do cereal, disse Godinho. Segundo ele, o mercado está ofertando esse valor como forma de estímulo aos produtores a plantarem o trigo. Porém, essa cotação não é garantia no período futuro quando for o período de oferta e comercialização.

 

Soja - Já para a soja, a situação está mais tranquila, com colheita da safra 17/18 encerrada e 61% vendida. No ano passado, nessa mesma época 44% da safra estava vendida. Para o economista do Deral, Marcelo Garrido, os produtores aceleram as vendas, beneficiando-se das cotações e câmbio favoráveis. No Paraná, a cotação da soja paga ao produtor está em R$ 76,00 a saca.

 

Alta - Esse valor está 27% a mais em relação a um ano, comparou Garrido. Foi uma grande safra, com uma colheita de 19,1 milhões de toneladas, a segunda maior da história que está sendo vendida num preço bom. Na safra passada, a soja ocupou uma área de 5,5 milhões de hectares, a maior já ocupada com uma cultura.

 

Comportamento - A questão agora é como os preços vão se comportar para a comercialização do restante da safra, disse. Segundo Garrido, a preocupação dos produtores no momento é quanto à definição dos pacotes tecnológicos para a safra 2018/19, que começa a ser plantada no segundo semestre. Isso porque os preços dos insumos estão submetidos à influência do câmbio, podendo impactar na elevação dos custos de produção. (Agência de Notícias do Paraná)

 

GRÃOS II: Área plantada de soja voltará a aumentar

 

graos II 25 05 2018As surpresas positivas para os produtores brasileiros de soja na safra que está chegando ao fim e as perspectivas de demanda aquecida nos próximos meses voltarão a motivar um expressivo aumento da área plantada com o grão no país na temporada (2018/19), cuja semeadura terá início em setembro.

 

Projeção - Com a rentabilidade em alta graças ao tombo da colheita na Argentina e à disputa comercial entre Estados Unidos e China, fatores que geraram altas de preços e prêmios nos últimos meses, analistas passaram a projetar que o aumento da área será de até 1,5 milhão de hectares.

 

Conab - Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram semeados 35,1 milhões de hectares de soja no ciclo 2017/18, ante 25 milhões em 2011/12. Como nas últimas safras, a expansão deverá acontecer sobretudo em áreas antes dedicadas a pastagens, ainda que áreas protegidas também fiquem mais suscetíveis a desmatamentos ilegais.

 

Demanda - Se a recente guinada dos preços já justifica as previsões mais otimistas para o próximo plantio, a expectativa de que a demanda pela soja permaneça firme na safra 2018/19, mesmo com o arrefecimento da disputa sino-americana, corrobora a tendência.

 

USDA - Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as exportações brasileiras do grão alcançarão 72,3 milhões de toneladas em 2018/19, 1 milhão a menos que em 2017/18, mas patamar ainda elevado, quase 10 milhões de toneladas superior ao do ciclo 2016/17.

 

Suporte - Em parte, a previsão do USDA encontra suporte nas previsões do próprio órgão para a área plantada com soja nos EUA em 2018/19 - 36 milhões de hectares, 1% menos que em 2017/18. "A gente vai entrar em mais um ano-safra apertado, com déficit global de soja entre 2 milhões e 3 milhões de toneladas. E isso deve sustentar a demanda e, consequentemente, os preços", diz Guilherme Bellotti, analista de agronegócios do Itaú BBA.

 

Câmbio - Nesse contexto, a cereja do bolo é o câmbio, atualmente muito mais vantajoso para os exportadores que no início deste ano e que já vem engordando os lucros de produtores e tradings. E isso em um momento de retração dos prêmios pagos pela soja brasileira nos portos do país, até por causa do armistício de Washington e Pequim.

 

Prêmios - "De qualquer forma, o patamar de prêmios registrados em 2017 não foi ruim, ficou acima da média dos últimos cinco anos", diz Ana Luiza Lodi, analista da INTL FCStone. Mas os picos de quase US$ 2 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos) como os registrados recentemente no porto de Paranaguá, reflexo da disputa entre EUA e China e EUA, já ficaram para trás.

 

Mercado interno - No front doméstico, a demanda também está em ascensão. Segundo Ana Luiza, com a quebra de safra na Argentina as compras do grão para processamento aumentaram no país. "Há uma janela aberta para exportações de farelo de soja, e os EUA não conseguem ampliar muito a produção, uma vez que as indústrias do país já operam quase no limite".

 

Embarques - Projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apontam para embarques de 17 milhões de toneladas de farelo de soja em 2018, quase 20% mais que em 2017. "Todo esse cenário em 2017/18 elevou a margem operacional do produtor em Mato Grosso de 29%, cálculo no início da safra, para 36%", afirma Victor Ikeda, analista do Rabobank. Segundo ele, o valor atual dos contratos futuros da soja com entrega para 2019 indica que uma margem operacional para o produtor mato-grossense, com custos já fixados, da ordem de 38%.

 

Mato Grosso - Assim, em Mato Grosso, que lidera a produção da oleaginosa no Brasil, a primeira estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato) para a área plantada em 2018/19 aponta para um aumento de 1,2%, para 9,6 milhões de hectares.

 

Agroconsult - Para todo o país, a Agroconsult, por exemplo, estima que haverá um aumento de cerca de 1 milhão de hectares. Para o Rabobank, o aumento deverá ficar entre 1 milhão e 1,5 milhão de hectares.

 

Espaço - De acordo com Ikeda, do Rabobank, também haverá expansão da área plantada na região conhecida como Matopiba - confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - e no Pará. "Há espaço para crescer nessas regiões. Deveremos ver bastante área de pastagem virando lavoura", diz.

 

Crescimento - Segundo Luiz Stahlke, assessor de agronegócio da Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), a área com soja no Estado deverá crescer, no mínimo, 3% em 2018/19 ante o ciclo atual. "Esse aumento é avanço sobre áreas novas. Ainda é cedo para estimar a área de migração entre culturas", diz. 

 

Bahia - Na Bahia, o aumento da produção também deverá refletir incremento de produtividade. De acordo com o assessor da Aiba, em 2016/17 a safra de soja rendeu 62 sacas de 60 quilos por hectare no Estado, média que deverá chegar perto das 65 sacas por hectare no ciclo corrente. "Aqui no Estado, o produtor deverá investir mais para melhorar a produtividade do que em áreas novas. Temos visto isso", afirma. (Valor Econômico)

 

CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL: Maggi recebe na OIE certificado do Brasil livre da aftosa com vacinação

 

certificacao internacional 25 05 2018O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) recebeu nesta quinta-feira (24/05), em Paris, durante a 86ª reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificado que confere ao Brasil o status de livre da febre aftosa com vacinação. A nova condição sanitária, agora estendida a todos estados, além de Santa Catarina considerada livre sem vacinação, foi comemorada pelo ministro, que destacou esforços do governo e da inciativa privada e perspectiva de ampliação de mercados para as carnes bovina e suína.

 

Luta - “O Brasil vem numa luta, em um programa de mais de 60 anos para erradicar essa doença e, nos últimos anos, fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema”, afirmou. “E, a partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados”. Ele destacou tipos de carne que passarão a ser negociados, principalmente, com países asiáticos, entre eles, China e Japão. “Não era possível, até agora, por exemplo, exportar para a China carne que contém osso”.

 

Efeito colateral - “E há o efeito colateral, que são as exportações de carne suína. Se você não tem o país livre, o mercado não aceita a carne suína. Temos um estado na federação que é livre sem vacinação, então, esse podia exportar por exemplo, para o Japão, para Coreia e outros mercados. Em resumo, mudas o status e ao mudar, você tem mais gente para conversar, mais países para comercializar”, disse Maggi.

 

Próximo passo - Programa elaborado pelo Ministério da Agricultura junto com produtores prevê que até 2023 deverá ser possível cessar a vacinação no país, iniciando a retirada da vacina contra aftosa já a partir do ano que vem. “Temos esse cronograma definido em função do fluxo de animais, porque uma vez declarado o estado como zona livre, não é possível transitar mais por ele com animais procedentes de outro com situação diversa. E também há atuação nas fronteiras, desde a Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, países com os quais há um programa conjunto”.

 

Representantes - O ministro viajou para a reunião da OIE, acompanhado de representantes do setor agropecuário, de parlamentares, dos secretários de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, e de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva, além do diretor do Departamento de Saúde Animal e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (COSALFA), Guilherme Marques. (Mapa)

 

INVESTIMENTOS: Programa de infraestrutura do Paraná receberá US$ 50 milhões

 

investimentos 25 05 2018Obras, projetos e estudos do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná receberão US$ 50 milhões de investimentos em 2018. O montante se refere a 11,5% do total de US$ 435 milhões previstos no contrato assinado no final de 2017 entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que será liberado ao longo de cinco anos.

 

Garantia - “A população do Paraná pode ficar tranquila que todas as obras com a chancela do BID estão garantidas”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Abelardo Lupion. Muitas melhorias aguardadas há décadas pela população estão saindo do papel. “Os recursos financeiros estão assegurados e elas vão se tornar realidade em pouco tempo, trazendo desenvolvimento a diversas regiões do nosso Estado”, acrescentou Lupion.

 

Valores - Neste ano, serão repassados US$ 15 milhões por parte do BID e US$ 35 milhões de contrapartida do Estado. Os dados foram apresentados durante o encontro, em Curitiba, entre representantes da Secretaria de Infraestrutura e Logística, do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e consultores do banco, que começou na quarta-feira (23/05). O evento encerra nesta sexta-feira (25/05).

 

Missão de Arranque - Na Missão de Arranque, como é denominada essa etapa, estão sendo apresentados os resultados obtidos até o momento e avaliado o status dos processos em andamento.

 

Aprimoramento - O engenheiro do DER-PR, Glauco Lobo, coordenador da Unidade de Gestão do Programa do BID, explica que essa etapa é essencial para o aprimoramento do programa. “Com essa missão, nós queremos ter celeridade. Esse encontro é importante para que a comissão nos auxilie a seguir o caminho mais curto, rápido e eficiente”, aponta.

 

Obras - Mais de 85% dos recursos serão aplicados em um amplo programa de obras de infraestrutura, incluindo pavimentação de estradas em municípios que ainda não têm ligação asfáltica com rodovias estaduais, como a PR-239, que liga os municípios de Mato Rico a Pitanga, na região Central do Paraná, e a PR-918, que conecta Coronel Domingos Soares a Palmas, no Sudoeste. Outra obra também licitada pelo DER-PR é a pavimentação do acesso ao futuro Contorno Norte de Castro (PR-090).

 

Asfaltamento - Na sequência, está previsto também o asfaltamento de 47,7 quilômetros da PR-364, entre Irati e São Mateus do Sul, que reduzirá em mais da metade a distância por estradas asfaltadas entre os dois municípios.

 

Região Metropolitana de Curitiba - Já na Região Metropolitana de Curitiba, está programada a ampliação da capacidade de mais um trecho de 3,8 quilômetros da Rodovia da Uva, entre a capital e Colombo. No pacote de obras, está ainda a construção do Contorno de Marechal Cândido Rondon, que vai retirar o fluxo de caminhões da área urbana.

 

Multimodal - Parte dos recursos do programa está reservada para o plano rodoviário do Estado, para estudos e projetos de engenharia, planos aeroviários regionais e centros logísticos, além de desapropriações de áreas para a realização de obras.

 

Projetos fundamentais - A coordenadora de Gestão de Planos e Programas de Infraestrutura e Logística, Josil Voidela Baptista, destaca que a SEIL tem quatro projetos fundamentais em andamento, dois deles ligados à Ferroeste - para correção dos pontos críticos na linha férrea e expansão do terminal de cargas.

 

Estudo - Também estão previstos o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a travessia de passageiros nas duas linhas aquaviárias que ligam Pontal do Sul à Ilha do Mel, e planos diretores aeroportuários.

 

Alinhamento - “A Missão de Arranque é fundamental para alinhar os processos, melhorar nosso desempenho e atender os prazos do BID. A expectativa é utilizar as ferramentas de planejamento do banco para melhorar os indicativos de infraestrutura do Estado,” afirma Josil. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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