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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4326 | 11 de Maio de 2018

ENCONTROS DE NÚCLEOS: Reuniões com lideranças cooperativistas iniciam terça-feira (15/05)

encontros nucleos 11 05 2018Tem início, na terça-feira (15/05), a primeira rodada dos Encontros de Núcleos Cooperativos de 2018, promovida pelo Sistema Ocepar com a presença de diretores da entidade e lideranças cooperativistas de todo Estado. As reuniões vão começar pela região Oeste, em Marechal Cândido Rondon, tendo como anfitriãs as cooperativas Copagril e Sicredi Aliança PR/SP. No dia 16, cooperativistas do Sudoeste participam do evento em Pato Branco, onde as cooperativas anfitriãs serão o Sicoob Integrado e Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP. Em Arapoti, a Capal e a Ceral vão receber os representantes do Centro-Sul, no dia 17. Já as lideranças do Norte e do Noroeste participam dos debates em Arapongas, no dia 18, tendo o Sicoob Central Unicoob e o Sicoob Horizonte como cooperativas anfitriãs.

Interiorização - “Essa sistemática de nos reunirmos duas vezes por ano para discutir assuntos de interesse do cooperativismo paranaense é a melhor forma encontrada para interiorizar, não só a participação, mas, também, as decisões do sistema”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. O palestrante convidado é o doutor em Economia, Juan Jensen, que vai fazer uma análise dos cenários econômico e político brasileiro. Também estará presente a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Fabíola Nader, que vai tratar das eleições 2018.

Programação - Os eventos iniciam às 9h e serão abertos pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, junto com os presidentes das cooperativas anfitriãs e coordenadores de núcleos. Depois, haverá uma apresentação sobre as cooperativas anfitriãs. As participações de Juan Jensen e Fabíola Naeder estão previstas para às 10h e 11h15, respectivamente. Na sequência, temas diversos ligados ao cooperativismo serão tratados pela diretoria da Ocepar.

encontros nucleos folder 11 05 2018

 

LEGISLAÇÃO: Secretaria da Fazenda esclarece dúvidas sobre emissão de documentos para transporte de cargas

 

Na manhã desta quinta-feira (10/05), os profissionais das áreas fiscal e TI de cooperativas paranaenses dos ramos agropecuário e de transporte assistiram a uma palestra, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, proferida pelos auditores fiscais Sérgio Cintra e Lhugo Tanaka Junior, da coordenação da Receita do Estado, da Secretaria da Fazenda do Paraná. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, fez a abertura do evento, agradecendo a presença de todos e destacando o bom relacionamento entre o Sistema Ocepar e a Secretaria da Fazenda. “A Sefa vem oportunizando um importante canal de comunicação, objetivando maior segurança jurídica para as cooperativas no cumprimento da legislação estadual”, comentou Mafioletti.

 

Dúvidas - A palestra foi uma solicitação do Sistema Ocepar e teve como objetivo esclarecer dúvidas das cooperativas em relação à implementação do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), documento fiscal eletrônico criado para uso das empresas transportadoras de cargas emitentes de CT-e (Conhecimento Eletrônico de Transporte) e das empresas emitentes de NF-e que transportam carga própria. “Este documento é exigido independentemente do porte da empresa, ou se os veículos são de sua propriedade ou alugados, ou de um transportador autônomo de cargas, com mais de uma nota fiscal”, explica Rogério dos Santos Croscato, analisa técnico especializado do Sistema Ocepar.

 

Obrigatoriedade - Conforme a Norma de Procedimento Fiscal 096/2013, a obrigatoriedade para emissão do MDF-e nas operações internas realizadas com veículos da frota própria estava prevista, inicialmente, para 02/04/2018. Porém, diante da complexidade e dificuldades de sua implementação, a Secretaria da Fazenda atendendo um pleito do Sistema Ocepar, prorrogou o prazo em 90 dias. “Esta palestra foi muito importante para sanar as dúvidas dos profissionais das cooperativas que estão trabalhando na implementação de mais esta obrigação acessória”, explica Rogério dos Santos Croscato, analisa técnico especializado do Sistema Ocepar.

 

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COCARI I: Contrato para crédito rural de R$ 40 milhões é assinado com a Caixa na Expoingá

 

Na noite de quarta-feira (09/05), durante a 46ª Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial – Expoingá –, Cocari e a Caixa Econômica Federal formalizam a contratação de operação financeira, no valor de R$ 40 milhões, destinados à operação de crédito rural aos associados da cooperativa.

 

Parceria importante - A cooperativa fornece insumos aos cooperados com prazo safra, através do crédito rural. “Temos uma parceria importante com a Caixa e, para nós, esse é mais um passo na prestação de serviços aos produtores”, destaca o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, salientando ainda que a Caixa é um dos maiores agentes financeiros da cooperativa. 

 

Cocari - A proposta foi formalizada no estande da Caixa, e contou com a presença do presidente da Cocari, Vilmar Sebold, do vice-presidente, Marcos Trintinalha, do diretor executivo, João Carlos Obici, do superintendente Financeiro, João Paulo Burihan Faria e diversos colaboradores. 

Caixa Econômica - Pela Caixa, participaram os gerentes regionais Paulo Pereira Marinho e Hélio Mantovani, o gerente geral Nilton Cezar Grossi e o gerente do segmento de agronegócio Arthur Felipe Rodrigues da Silva.

 

Sociedade Rural - Esteve prestigiando a formalização do contrato, a presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo.

 

Maior proposta - De acordo com a Caixa, essa foi a maior negociação realizada durante a Expoingá. “Em nome da Cocari, nosso reconhecimento e agradecimento especial à parceria e as negociações que temos concretizado com a Caixa Econômica”, enfatizou Sebold. (Imprensa Cocari)

 

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COCARI II: Cooperativa participa de desfile em comemoração ao aniversário de Mandaguari

 

No dia 6 de maio, em comemoração aos 81 anos de Mandaguari, um desfile cívico intitulado “Somos Todos Mandaguari” foi promovido pela Prefeitura do município, com participação das escolas municipais e estaduais e das principais empresas, dos mais diversos segmentos, que ajudam a construir a história e o desenvolvimentos da cidade.

 

Educação cooperativa - 7 escolas participantes do desfile fazem parte do Programa Cooperjovem, promovido pelo Sescoop/PR e realizado em parceria com a Cocari e a Secretaria Municipal de Educação, com foco na Educação Cooperativa, que ajuda na formação cidadã dos estudantes.

 

Projetos Educacionais Cooperativos - No ano de 2017, alunos da Escola Municipal Bom Pastor, orientados pelos professores, realizaram sete Projetos de Educacionais Cooperativos (PECs), colocando em prática o aprendizado sobre cooperação, solidariedade, preservação do meio ambiente e cuidados com a comunidade, entre outros, recebidos por meio do Cooperjovem. 

 

Conquista -  A Cocari fez parte do desfile, enfatizando o apoio à Educação do Município. O estudante Pedro Lucas Mazetti dos Santos e a orientadora Maria Aparecida da Silva, desfilaram, em carro aberto, da cooperativa, chamando a atenção para a conquista do primeiro lugar no Prêmio de Redação do Programa Cooperjovem referente ao ano de 2017.  

Em uma das alas do desfile, os alunos carregavam uma faixa parabenizando o colega Pedro Lucas e a equipe pedagógica da escola pela conquista. 

 

Família presente - No desfile cívico, a escola comemorou o aniversário de Mandaguari com o tema “Se a Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” (Paulo Freire), com participação de pais - os que fazem parte da comunidade escolar e que trabalham nas empresas da cidade -  usando o uniforme das respectivas empresas. 

 

Juntos pela educação - A participação dos pais é uma forma de valorizar a formação proporcionada pela escola, destacando a importância da família para a educação dos filhos, bem como a conscientização de direitos e deveres para viver em sociedade. (Imprensa Cocari)

 

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COCAMAR: Parceria para desenvolver região é reforçada com o Iapar

Cocamar e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) celebraram, no início da noite de quinta-feira (10/05), no estande da cooperativa na Expoingá 2018, um convênio de parceria para o fortalecimento de projetos como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e a busca por alternativas para o agronegócio regional.

Presenças - O evento, que teve a participação do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, George Hiraiwa, contou com a presença, além de dirigentes e da equipe técnica da cooperativa e do Iapar, de representantes do Ministério da Agricultura, Emater, Adapar, Crea, Seab, Sindicato Rural, Sicredi, cooperativa Unicampo e a empresa Citri, de Paranavaí.

Fortalecer - O presidente-executivo, Divanir Higino, deu as boas-vindas aos convidados, falando da longa parceria que já é mantida com o Iapar e o apoio conferido pela instituição, também, ao segmento da citricultura. “Nosso objetivo é fazer o produtor ganhar mais dinheiro e, assim, que ele fortaleça cada vez mais a sua cooperativa”, frisou.

Café - Na sequência, a coordenadora de cafeicultura do Iapar, Patrícia Santoro, relatou o histórico da atividade na região noroeste paranaense para pontuar que esse negócio somente é viável, hoje em dia, com qualidade, produtividade adequada e uso de tecnologias, com a prática da mecanização. “O modelo tradicional é tornou-se inviável.” Complementando a apresentação sobre café, o especialista Dimas Soares Júnior apresentou inovações para a cultura, explicando que a atividade é interessante como opção em projetos de diversificação.

Citros - Falando sobre citricultura, o especialista Rui Pereira Leite fez uma abordagem a respeito da atual situação do HLB/greening, a doença mais voraz dos pomares, ainda sem tratamento, que promoveu nos últimos anos o declínio da atividade na Flórida, está presente em todas as regiões produtoras paulistas e em 101 municípios paranaenses. O controle biológico é uma das frentes de combate ao psilídeo, inseto vetor da bactéria causadora da doença. Para isso, o Iapar mantém desde 2016 a produção de uma pequena mosca predadora, a tamarixia radiata, que é distribuída mensalmente para a Cocamar e a Citri, o que tem ajudado a diminuir o avanço da enfermidade.

Todos ganham - Ao final, o presidente do Iapar, Florindo Dalberto, destacou que a Expoingá tem criado ambientes propícios a parcerias, enaltecendo o trabalho realizado já de longa data com a Cocamar. Por sua vez, o vice-presidente da Cocamar, José Cícero Aderaldo, disse que no esforço para fortalecer a economia regional, por meio de projetos em que a pesquisa é difundida pela cooperativa, todos saem ganhando. E, completando, o secretário George Hiraiwa lembrou o rápido processo de transformação que vem passando a agricultura. “Estamos vivendo um momento diferente, de muita inovação, e que tem a participação dos jovens.” E concluiu, ressaltando a “excelência do trabalho realizado nos últimos anos pelo governo do Estado na área da agricultura”. (Imprensa Cocamar)

COPAGRIL: Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho será realizada de 21 a 25 de maio

copagril 11 05 2018Dentre tantos fatores da vida que têm valor, mas não têm preço, está a segurança. Por esse motivo, a Copagril realizará, em conjunto com as suas 10 Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat 2018), no período de 21 a 25 de maio. O tema central do evento deste ano é "Zero Acidentes. Toda pessoa é importante para alguém. E todos são importantes para nós".

Programação - A programação, que é direcionada exclusivamente para os funcionários da cooperativa, será composta por palestras enfocando temas como trabalho e família, trânsito, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), dengue, chikungunya e febre amarela. Elas serão ministradas em Marechal Cândido Rondon, Guaíra, Nova Santa Rosa e Entre Rios do Oeste.

Ambiente salutar - Além de oferecer os materiais e equipamentos necessários para a segurança dos seus empregados, assim como treinamentos, a Copagril realiza anualmente a Sipat, com o objetivo de reforçar a importância de todos os funcionários adotarem ações práticas que favoreçam a segurança no trabalho, fazendo uso dos equipamentos disponibilizados e atuando de forma preventiva em relação a acidentes e doenças. Dessa forma, contribui para um ambiente organizacional salutar para o quadro funcional. (Imprensa Copagril)

 

SICREDI UNIÃO: Agências comemoram o Dia das Mães

 

As agências da instituição financeira Sicredi União PR/SP estão com várias ações para homenagear as mães. Cada equipe terá um jeito especial de recebê-las e mostrar a importância de cada uma delas para a cooperativa.

 

Homenagem- Na agência da avenida Tiradentes, em Londrina, por exemplo, as colaboradoras e convidadas participaram de um café da manhã, nesta sexta-feira (11/05), coordenado pela gerente Carla Sonoda. Em Cambé, a gerente Vânia Maria Pedrini Pereira, acompanhada de colaboradoras, entregará uma cesta com vários produtos para a irmã Jardini, do Lar Santo Antônio. A entrega à irmã é uma forma de homenagear todas as mães, uma vez que o Lar cuida de muitas crianças.

 

Saúde- A agência de Sertanópolis, gerenciada por Thiago Andrez, irá engrossar a corrente formada na cidade com o objetivo de cuidar da saúde das mulheres. No sábado (dia 12), a agência participa da Feira da Saúde, realizada pelo Serviço Municipal de Saúde, onde haverá vacinação, exames gerais, aferição de pressão arterial, entre outras ações. Segundo Andrez, a Sicredi União terá uma barraca de apoio aos serviços prestados e também irá distribuir brindes. Em Ibiporã, a equipe do gerente Rosiel Martins irá receber as mães com chocolate. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI FRONTEIRAS: Pronto para receber visitantes na 11ª Facipran

sicredi fronteiras 11 05 2018A Feira da Agricultura, Comércio e Industria de Pranchita, no Sudoeste do Paraná, acontece neste final de semana, entre os dias 10 e 13, com exposições, shows e atrativos para toda a família. Comemorando seus 36 anos de emancipação, Pranchita preparou uma programação variada para mostrar suas potencialidades. O destaque na edição deste ano é o show com o sertanejo Daniel, que acontece na noite deste domingo, dia 13 de maio.

Convite - "Convidamos toda a região para visitar a 11ª Facipran, na qual estamos prontos para bem receber toda a família", comentou o prefeito Eloir Lange. Como um dos parceiros da Facipran, o Sicredi, estará presente com um stand, recebendo associados e parceiro, servindo o tradicional cafezinho do Sicredi e apresentando seus mais de 170 serviços financeiros.

Expectativas - Segundo Joarez Antônio Garda, gerente do Sicredi em Pranchita, as expectativas são muito boas para a realização de mais uma Facipran. "O Sicredi é um dos principais parceiros que empresários, agricultores e prestadores de serviços encontram para crescer. Além do nosso tradicional cafezinho, o visitante encontrará em nosso stand um bom chimarrão, bate papo agradável, informações sobre nossos serviços financeiros, como linha de financiamentos para compra de veículos, de imóveis, maquinários, taxas de juros, entre outros”, explicou Joarez. 

Portas abertas - Durante os quatro dias de feira, o presidente da Cooperativa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, José César Wunsch, acompanhado de equipe Sicredi, visitará a feira e no stand receberá a imprensa e os associados. “Reforçamos o convite, para que todos os visitantes da Facipran passem no stand do Sicredi, conheçam nossos serviços ou apenas tomem um cafezinho conosco. O Sicredi está de portas abertas para recebê-lo”, finalizou José César Wunsch.

Poupança Premiada - A equipe também convidará os visitantes a aderir a Poupança Premiada, uma campanha para incentivar as pessoas guardar suas reservas no Sicredi, concorrendo prêmios semanais, mensais e um grande prêmio no final do ano.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

COOXUPÉ: R$ 11,9 milhões são investidos em novo Centro de Distribuição

 

cooxupe 11 05 2018Um dos principais desafios das cooperativas é oferecer uma forma eficaz de logística para atender as demandas do mercado e de seus cooperados. A Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) investiu R$ 11,9 milhões nas novas instalações do Centro de Distribuição e Insumo em Guaxupé/MG, sede da cooperativa. Após 10 meses de obras, a nova estrutura já está em funcionamento e se destaca pelo aumento de espaço para armazenamento (sete vezes maior que o antigo CDI), controle de estoque inteligente, estrutura mais ecológica e segura e a localização próximo ao Complexo Japy e de rodovias que permitem fácil acesso para os caminhões.

 

Área - O novo CDI tem 6,3 mil metros quadrados de área, contra 1,2 mil metros quadrados do armazém do antigo que ficava no centro da cidade e foi desativado em abril. O Centro é responsável por armazenar e distribuir insumos agrícolas, material de uso e consumo, para todas as 41 unidades da cooperativa e lojas, UAs (Unidades Avançadas), Departamentos e aos cooperados.

 

Capacidade - Ao todo, a capacidade é de 8 mil paletes e a estrutura permite uma armazenagem vertical, utilizando menos área em metros quadrados, segundo explica Edson Moraes, coordenador de Logística de Insumos da Cooxupé. "Já estávamos no antigo CD há mais de 20 anos e projetamos esse novo CD para atender às necessidades da cooperativa que vem crescendo ao longo dos anos. O projeto inclusive contempla uma expansão da estrutura até 2021 com o acréscimo de 3 mil paletes", explica ele.

 

Sustentabilidade - A estrutura também segue um dos principais pilares da Cooxupé: a sustentabilidade. O espaço possui soluções que contribuem para a redução do consumo de energia, como claraboias, aberturas para ventilação natural, iluminação complementar com LED e as quatro empilhadeiras são elétricas sistema de Sprinkler, para o combate a incêndios, sensores de fumaça, câmeras de segurança e processos e sistema completo de segurança patrimonial. A divisão de defensivos agrícolas tem toda estrutura dentro da legislação, com porta selada, travas e sistema de contenção além de apresentar ainda um controle inteligente com três sistemas de automação que permite maior controle aos colaboradores para saber, por exemplo, o momento certo que cada produto deve ser enviado para às lojas e aos cooperados.

 

Outros centros - Além do CDI em Guaxupé, a Cooxupé possui centros de distribuição em São José do Rio Pardo (SP), que faz o abastecimento das lojas e UA do Estado de São Paulo, e em Coromandel, que abastece as lojas e UAs do Cerrado Mineiro. (Assessoria de Imprensa da Cooxupé)

 

AGROSUL: UFPR recebe encontro de engenheiros agrônomos da Região Sul

 

agrosul 11 05 2018A Universidade Federal do Paraná (UFPR) recebe, de 16 a 18 de maio, o evento Agrosul 2018 – Encontro Sul Brasileiro de Engenheiros Agrônomos. São esperados profissionais, professores e acadêmicos de cursos de Agronomia dos três estados do Sul. As atividades serão realizadas no Auditório do Bloco Didático do Setor de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba. Tendo como tema central “Agronomia & Sustentabilidade”, o encontro vai debater a legislação, fiscalização e questões técnicas e políticas da profissão.

 

Temas - Entre os vários temas abordados estão o papel da Agronomia no desenvolvimento do Brasil, a abertura de novos cursos de graduação presenciais e à distância, a qualidade das graduações, a permissão do exercício profissional por técnicos de ensino médio, entre outras. A questão do Receituário Agronômico, que controla a comercialização e o uso dos agrotóxicos também está na pauta. 

 

Esclarecimento - De acordo com o organizador do evento, professor Luiz Lucchesi, coordenador do curso de Agronomia da UFPR, apesar das atividades agronômicas constituírem-se numa importante ferramenta para garantir segurança alimentar e qualidade ambiental à sociedade, no que se refere ao uso adequado de agrotóxicos essas ações sofrem graves distorções em sua implementação. “Isso exige esclarecimento da sociedade sobre o papel do engenheiro agronômico, da agricultura e da própria defesa agropecuária para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, diz ele.

 

Abertura - A abertura da Agrosul será às 18 horas, com palestras e presença de autoridades.  O evento é uma promoção do projeto de extensão universitária da UFPR “Agronomia & Sustentabilidade: Agronomia para uma Sociedade mais Sustentável. O encontro integra as comemorações dos 100 anos da Escola Agronômica do Paraná. (Assessoria de Imprensa da UFPR)

 

SERVIÇO

Agrosul 2018 – Encontro Sul Brasileiro de Engenheiros Agrônomos

De 16 a 18 de maio

Setor de Ciências Agrárias da UFPR – Auditório do Bloco Didático

Rua dos Funcionários, 1540, Cabral, Curitiba

Informações: (41) 3350-5610

 

SOJA: Brasil será o maior produtor do planeta já em 2019, preveem EUA

 

soja 11 05 2018Depois de assumir a liderança mundial na exportação de soja no ciclo 2015/16 e se consolidar como o grande player da oferta, o Brasil deve fechar a próxima safra (2018/19) como o maior produtor da oleaginosa no planeta, ultrapassando os Estados Unidos, ainda que por uma diferença apertada. É o que prevê o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), conforme o relatório de oferta e demanda mundial divulgado na tarde desta quinta-feira (10/05).

 

Repetição - O documento aponta que o Brasil irá, segundo o USDA, repetir a safra 2017/18 e colher 117 milhões de toneladas, enquanto a produção norte-americana ficará em 116,48 milhões de toneladas (-2,54% em relação à safra 2017/18). Os produtores do país, que já entrou no ciclo 2018/19, sofrem com o frio intenso e o excesso de umidade, o que vem atrasando a semeadura e pode ter impactos no rendimento médio das lavouras. No caso do Brasil, que aguarda o fechamento da safrinha para encerrar a campanha 2017/18, o USDA acompanhou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ampliando suas projeções para a soja de 115 milhões de toneladas para 117 milhões de toneladas na atual temporada.

 

Milho - Para o milho, os norte-americanos também seguiram a tendência do órgão brasileiro, reduzindo em 5 milhões de toneladas a colheita estimada no comparativo com a previsão de abril, chegando a 87 milhões de toneladas na safra 2017/18. Já para a safra seguinte, o USDA acredita que o Brasil recupere o potencial das lavouras, depois de um ano de redução em área e produtividades, atingindo os 96 milhões de toneladas.

 

Impactos no mercado - O balanço da safra brasileira, mas principalmente as previsões de redução para a norte-americana, já teve reflexos em Chicago. Assim que o relatório foi divulgado, às 12h (horário de Chicago), as cotações da soja subiram 13 centavos de dólar e as do milho 3 centavos. Após o mercado “digerir” os números, o cenário para o milho passou a estável, ao passo que a soja permanecia em alta (cerca de 2 centavos).

 

Palavra do especialista - Tarso Veloso, analista da AgResource Brasil - Já era esperado. Na verdade achávamos no ano passado que poderíamos passar os americanos, mas tivemos a quebra na safra (leve, mas suficiente para ficar atrás). Os principais pontos de destaque ficaram nos EUA (área plantada e estoques finais) e produção mundial. Para o Brasil, sem surpresas. Já a Conab chamou a atenção: em um ano de seca e a safra veio maior em maio do que era previsto em abril, com um aumento da safra de verão e redução da safrinha. A redução da safrinha foi mínima e o aumento da safra de verão foi maior. O USDA projetou os estoques mundiais do grão ao fim da temporada 2018/19 em 159,2 milhões de toneladas, enquanto analistas esperavam um número bem maior, de 182 milhões de toneladas. O USDA disse também que produtores dos EUA devem colher 116,5 milhões de toneladas de soja em 2018/19. A previsão era de 117,34 milhões de toneladas. Se isso se confirmar, o Brasil pode produzir mais já este ano. Os estoques finais dos EUA foram reduzidos também [caindo em 21,7%, para 11,3 milhões de toneladas]. (Gazeta do Povo)

 

 

INFRAESTRUTURA: Estado e União vão se unir para criar novo modelo de concessões

 

infraestrutura 11 05 2018A governadora do Paraná, Cida Borghetti, esteve na quarta-feira (09/05) com o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, para discutir uma nova delegação das rodovias federais que formam o Anel de Integração. No encontro, ficou estabelecido que o Estado e a União vão discutir em conjunto um novo modelo de concessão das estradas.

 

Protagonista - Cida disse que o Paraná quer ser protagonista na construção dos futuros processos de concessão e solicitou formalmente ao Ministério dos Transportes uma nova delegação das rodovias federais. “Os paranaenses conhecem a realidade e sabem das necessidades de cada região. O debate tem que ser feito no Estado. Aprendemos com o pedágio criado há duas décadas e sabemos onde precisamos agir. As contribuições da sociedade serão fundamentais neste trabalho”, disse ela.

 

Aberto a debate - O ministro dos Transportes disse que o governo federal está aberto a debater esta questão com todos os órgãos envolvidos no processo, inclusive o Tribunal de Contas da União (TCU). Ele afirmou que por princípio é favorável à delegação das rodovias aos estados porque os processos licitatórios são mais rápidos. "Geralmente os estados têm mais agilidade nas concessões que o Governo Federal. Estamos dispostos a evoluir nessas tratativas", disse.

 

Tarifa mais baixa - A governadora Cida defendeu também a realização de audiências públicas em todas as regiões do Paraná para construir um novo modelo de concessão, que alie mais obras e reduza as tarifas para um valor 50% mais baixo que os atuais. “Objetivo é a redução, em média, de 50% das tarifas atuais com a execução de mais obras, em especial, duplicações”, disse ela durante reunião com o ministro Valter Casimiro.

 

Renovação descartada - Segundo a governadora, a renovação dos atuais contratos está descartada e é preciso debater qual o modelo a ser adotado. “Nossa população, nosso setor produtivo, enfim, nós paranaenses que temos que liderar esse processo e decidir sobre o assunto. Queremos rodovias melhores, mais seguras e com custo mais baixo para o usuário”, acrescentou a governadora.

 

Diálogo - O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Abelardo Lupion, disse que, a partir do diálogo aberto com o ministro, haverá reuniões entre o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e técnicos do Ministério dos Transportes para tratar do processo de concessão. O objetivo, segundo ele, é criar um modelo para o País. “Não abrimos mão de definir o futuro das concessões no Paraná”, reforçou Lupion.

 

Anel de Integração - Dos 2,5 mil quilômetros de rodovias que formam o Anel de Integração, cerca de 1,8 mil quilômetros são federais delegadas ao Estado. Os contratos de concessão iniciados no fim da década de 90 se encerram em 2021.

 

Presenças - Também participaram da reunião o secretário Nacional de Transportes Terrestres e Aquaviários, Luiz Fernando de Carvalho; o deputado federal e membro da Comissão de Transporte da Câmara, Ricardo Barros; o secretário da Agricultura e Abastecimento, George Hiraiwa e o diretor-geral do DER, Paulo Thadeu. (Agência de Notícias do Paraná)

 

TRABALHO: Governo não desistiu de mudar reforma, diz ministro

 

trabalho 11 05 2018O ministro do Trabalho, Helton Yomura, afirmou nesta quinta-feira (10/05) ao Valor que o governo não desistiu de fazer ajustes na reforma trabalhista, que completa hoje seis meses que entrou em vigor, por meio de projeto de lei ou medida provisória. Ele admitiu, no entanto, que há dificuldades devido ao calendário político. "[O governo] Não desistiu. Pelo contrário, a gente acha que precisa realmente virar essa página, encerrar esse assunto. Essa avaliação política ainda está se construindo", disse.

 

Reunião - Yomura participou nesta quinta de reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para debater o assunto. "A dificuldade é o prazo", ponderou. O ministro afirmou que o presidente da Câmara solicitou uma divisão temática dos ajustes que o governo pretende fazer na reforma, para que então seja feita uma "avaliação a quatro mãos do que poderia ser tratado" ainda neste ano.

 

Esforço - Segundo Yomura, "o esforço do governo vai ser de regulamentar aquilo é possível por atos normativos do Poder Executivo" com a edição de decreto ou portarias. O ministro argumentou que o Congresso tem uma rotina diferenciada este ano devido ao processo eleitoral. "Tem assuntos que são mais aceitáveis, tem tramitação mais fácil. E outros têm divergência, [tramitação] mais complicada e merecem discussão mais profunda", explicou.

 

Demandas - Há demandas de empresários para "esclarecer" pontos do regime intermitente e da equipe econômica do governo para fechar supostas brechas que levariam à queda de arrecadação, como permitir o pagamento de bônus sem que incidam encargos sobre o salário e autorizar que os trabalhadores autônomos tenham contrato de exclusividade.

 

Minuta - O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista na Câmara, participou da reunião e afirmou que não foi apresentada nenhuma minuta do decreto elaborado pelo governo. "O ministro foi sondar qual era a posição do presidente sobre esses ajustes. Repetimos que não há clima hoje para projeto de lei ou nova medida provisória", disse o tucano.

 

Mudanças - Para Yomura, as mudanças que dependem do Legislativo poderiam ocorrer "pegando carona" em projetos já em tramitação. "Quando o presidente Rodrigo e o deputado Rogério sinalizaram com essa possibilidade de a gente analisar a questão por temas, fatiar os assuntos que eram tratados na MP [808, que caducou] por tema, me dá a esperança de construir uma solução", afirmou. A MP, editada num acordo entre o presidente Michel Temer e o Senado para ajustar a legislação, perdeu a validade em abril sem sequer ser discutida.

 

Serviços - O decreto estudado a pedido de entidades do setor de serviços poderia tornar mais claros pontos sobre o regime de trabalho intermitente, como a aplicação das regras para cotas de deficientes nas empresas com mais de 100 funcionários, o prazo para pagamento dos salários e dos encargos trabalhistas. Mas não tem poder para mudar as regras sobre bônus ou a exclusividade do autônomo, nem determinar o período de quarentena entre a demissão de um trabalhador com contrato por prazo indeterminado e sua recontratação como intermitente. (Valor Econômico)

 

INFLAÇÃO: IPCA acelera, mas segue abaixo das previsões

 

Em abril, a inflação foi menor do que as estimativas do mercado, um movimento que se repetiu em oito dos últimos 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês passado foi de 0,22%, conforme divulgado nesta quinta-feira (10/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

Abaixo - O número ficou abaixo da estimativa média de 0,28% de consultorias e instituições financeiras pelo Valor Data, mas acima dos 0,09% de março. No acumulado de 12 meses, também houve aceleração em relação a março, de 2,68% para 2,76%. Mesmo assim, a conjuntura inflacionária segue favorável, influenciada fortemente pela lenta recuperação econômica, ampla oferta de alimentos e expectativas ancoradas.

 

Abril - "Os números de abril confirmam duas coisas que já vínhamos destacando: a inflação continua surpreendendo para baixo e com uma qualidade boa", diz Paulo Val, economista-chefe da Brasil Plural Asset.

 

Quadrimestre - Nos quatro primeiros meses do ano, a inflação acumulada é de 0,92%, o menor índice para período desde a implementação do Plano Real, em 1994.

 

Meta de inflação - Dessa forma, o índice completou dez meses abaixo do limite inferior (3%) da meta de inflação (4,5%). A "qualidade boa" citada por Val vem, por exemplo, da média dos núcleos de inflação, que excluem itens com preços mais voláteis, e ficou em 0,18% em abril. No acumulado de 12 meses, foi de 3,03%. Nesse tipo de comparação, o dado vem caindo desde dezembro do ano passado, quando ficou em 3,59%.

 

Sinal - Outra medida que sinaliza o aspecto "estrutural" desse quadro inflacionário favorável, segundo ele, é a inflação de serviços, mais suscetível à política monetária e à atividade econômica. No mês passado ficou em apenas 0,03%. No acumulado de 12 meses, foi de 3,46%.

 

Grupos - Em relação a março, sete dos nove grupos que integram o IPCA tiveram variações mais altas de preços, com destaque para saúde (de 0,48% para 0,91%) e vestuário (0,33% para 0,62%). Os medicamentos, pertencentes aos primeiros grupos, têm tradicionalmente seus maiores reajustes em abril e subiram 1,52% no mês, contribuindo sozinhos com 0,05 ponto percentual da inflação mensal.

 

Preços administrados - Os preços administrados como um todo subiram de 0,23% em março para 0,60% em abril. Pelo indicador acumulado de 12 meses, a aceleração foi de 7,05% para 8,34%. O grupo alimentação e bebidas, responsável por um quarto do orçamento das famílias, teve aceleração modesta, de 0,07% para 0,09%.

 

Tendências Consultoria - Para a Tendências Consultoria, as medidas do IPCA mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária devem ter avanços lentos nos próximos meses, mas sem se aproximar da meta de 4,5%. No mês passado, a inflação de serviços excluindo passagens aéreas - uma dessas medidas-, ficou em 3,55% no acumulado de 12 meses, queda em relação aos 3,76% de março. Já os serviços subjacentes recuaram de 3,44% para 3,15% nesse mesmo tipo de comparação.

 

Reflexos - "Nesse contexto, o comportamento benigno do grupo [de serviços] continua refletindo, em grande parte, os efeitos maiores que o esperado do ajuste ocorrido no mercado de trabalho, que ainda deve gerar pressão desinflacionárias ao longo deste ano", diz o relatório.

 

Projeção - Para a inflação de serviços como um todo, a projeção da consultoria é de 3,4% para este ano, "mas o ajuste mais intenso que o esperado nestes preços impõe viés de baixa para a projeção do grupo". Para os núcleos, a expectativa para os próximos meses "continua sendo de avanço, mas em ritmo lento".

 

Cálculo - Usando uma medida própria de núcleo da inflação, a Mogno Capital calcula que a média móvel dos últimos três meses em termos anualizados ficou em apenas 1,3% em abril. "É muito perto das mínimas dos últimos dez anos", reforçando a conjuntura inflacionária favorável, de acordo com Vagner Alves, economista da Mogno.

 

Revisão para cima - Entretanto, a surpresa para baixo do IPCA de abril não impediu algumas casas de revisar para cima as suas projeções para o índice de 2018, em função da desvalorização recente do câmbio. Mesmo assim, essas novas estimativas ainda estão distantes da meta de 4,5% estabelecida para este ano.

 

Mais estimativas - A Brasil Plural Asset, por exemplo, revisou para cima recentemente a sua projeção de 3,4% para 3,6%. Já a estimativa do UBS subiu de 3,6% para 3,8%. Nos cálculos da Mogno Capital, a desvalorização foi responsável por 0,2 ponto percentual da revisão de 3,5% para 3,8%. O outro ponto percentual veio do aumento do preço da gasolina.

 

Impactos - Já o IBGE, pelo menos por enquanto, não detectou impactos do real mais desvalorizado sobre a inflação. "Não estamos vendo efeitos do câmbio sobre os preços. Quando aparecerem, devem estar refletidos nos combustíveis, por causa da política de repasses de preços, e também em alguns itens eletrônicos que têm componentes importados. Em abril, porém, não vimos essa influência", disse o gerente de Índices de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves. (Valor Econômico)

 

inflacao tabela 11 05 2018

COMÉRCIO MUNDIAL: Indicado para a OMC, Parola diz que órgão corre risco de deixar de existir

comercio mundial 11 05 2018Indicado ao cargo de embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), o diplomata Alexandre Parola disse nesta quinta-feira (10/05) em sabatina no Senado que o órgão das Nações Unidas corre o risco de deixar de existir. Para ele, uma das razões para isso é que os Estados Unidos têm percebido o sistema multilateral como uma ameaça aos seus interesses – um fenômeno que se intensificou no governo Donald Trump, mas já vem ocorrendo desde a administração Barack Obama.

 

Ameaça - "Me parece que há uma ameaça ao sistema, na medida em que há atores importantes, e um ator muito importante [Estados Unidos], que percebem o sistema como não servindo aos seus próprios interesses", disse ele ao Valor. "Saber até que ponto esse diagnóstico irá se manter não está claro."

 

Sabatina - Parola foi sabatinado ontem pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) e teve sua indicação aprovada de forma unânime, com 13 votos. A indicação ainda precisa ser referendada pelo plenário do Senado.

 

Porta-voz - O diplomata atuou como porta-voz do presidente Michel Temer até a semana passada, quando deixou o cargo para assumir a presidência da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), posto que terá que deixar para assumir a nova função.

 

Prioridade - Na exposição aos senadores, Parola disse que sua prioridade no cargo será ter "uma atuação política, conceitual, engajada e muito decidida em defesa da OMC". "Eu não creio que seja um exagero dizer hoje que a OMC está sob risco existencial", afirmou. "Não é uma peça de retórica. Eu acho que há um risco real."

 

Negativo - Para ele, "seria muito negativo para o Brasil" ter que "reinventar" em negociações bilaterais todas as conquistas obtidas no âmbito da OMC. "Muito dificilmente nós teríamos o mesmo resultado."

 

Recomposição - Parola disse ainda que trabalhará pela recomposição do "pilar negociador da OMC", que está parado desde 2008. "O que resta, portanto, no pilar negociador é a intensificação, uma presença mais ativa e uma atenção redobrada a ser concedida aos órgãos regulares de atuação da OMC."

 

Controvérsias - Defendeu também esforços para recompor o órgão da solução de controvérsias, hoje desfalcado de três de seus sete integrantes - em setembro, expira o mandato de um quarto. "Isso enfrenta uma dificuldade imediata, que é a posição do governo americano", disse.

 

Silêncio - Segundo Parola, os EUA fazem um "silêncio tático" para manter o órgão inoperante. Ele sugeriu, como alternativa, "tentar negociar formas que não envolvam os EUA". "Os delegados norte-americanos simplesmente não dizem o que querem. Então, é impossível você se engajar numa negociação. Eles dizem que não estão satisfeitos com o status quo; e você diz assim: 'Então, vamos negociar. Qual é a sugestão?'. E não vem nada."

 

Postura - Para ele, essa postura dos EUA vem desde o governo Obama e reflete a sensação de que "o jogo está muito equilibrado na OMC". Esse sentimento, disse, serviu de estímulo para Washington abraçar negociações como a da Parceria Transpacífico (TPP) e do TTIP, uma proposta de acordo de livre comércio entre EUA e União Europeia.

 

Negociações - Diante do impasse na OMC, Parola afirmou estar "aberto conceitualmente e do ponto de vista negociador para desenvolver formatos negociadores que não sejam estritamente multilaterais, na linha da unanimidade que é requerida, do consenso pleno que é requerido na OMC". Ou seja, o país deve se abrir a negociações setoriais e plurilaterais.

 

Dimensão pública - O diplomata também disse que pretende atuar para dar "dimensão pública" à OMC. "A sensação que eu tenho é a de que a OMC se beneficiaria de ser mais exposta ao debate público e ao conhecimento público. Embora seja um órgão extraordinariamente técnico, é órgão extraordinariamente importante", afirmou. "As coisas que se decidem na OMC não são abstratas, não são irrelevantes. Elas dizem respeito à vida cotidiana das pessoas, a questões simples como, por exemplo, se haverá ou não emprego em algum lugar."

 

Parlamentar - Segundo ele, "uma dimensão essencial da diplomacia pública é, naturalmente, a diplomacia parlamentar, de forma que instruções, engajamento e uma presença do Congresso Nacional nos debates sobre OMC me parece extraordinariamente importante".

 

Cotas - Sobre as cotas impostas pelos EUA ao aço brasileiro, que têm como pano de fundo uma guerra comercial com a China, Parola disse que "foi uma decisão do governo brasileiro, ouvindo o setor privado, evitar, neste momento levar ao tema a um contencioso".

 

Mecanismo - "O setor privado entende que um mecanismo de cotas preserva o acesso ao mercado mais do que a interrupção de qualquer negociação e o fechamento virtual do mercado", disse. "É previsível que nós viéssemos a ganhar num mecanismo de solução de controvérsias; o problema é o tempo para isso. Uma vitória que venha daqui a dois anos e meio tem um impacto muito grave sobre o setor industrial brasileiro, de forma que, no momento, é melhor negociar." (Valor Econômico)

 

ENTREVISTA: Não é mais possível cumprir regra de 1988, diz presidente da Unimed Brasil

 

entrevista 11 05 2018Quando a Constituição Federal foi feita, não se imaginava que o setor público não teria como sustentar financeiramente um sistema de saúde para todos os cidadãos. A análise é de Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil, em entrevista na série UOL Líderes. Ele defende uma mudança no modelo de assistência à saúde, incluindo a forma de remuneração no setor, e ressalta a necessidade de o país formar mais médicos que ofereçam atenção primária aos pacientes. Diz que é culpa da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a dificuldade de adquirir planos de saúde individuais e fala da grave crise que atingiu algumas unidades da Unimed recentemente.

 

UOL – O brasileiro busca serviços médicos da forma adequada? Procura por hospitais e consultas no momento certo? 

 

Orestes Pullin – Estamos bastante atrasados em comparação aos demais países desenvolvidos ou em desenvolvimento com relação a modelos de atenção à saúde. O Brasil hoje tem um modelo que é muito focado na necessidade momentânea. A pessoa tem uma dor de cabeça e vai procurar um médico ou um posto de saúde; não sabe exatamente qual médico procurar, ou às vezes vai a um pronto-socorro porque é mais fácil para conseguir atendimento. Existe um erro já na entrada da pessoa no processo de assistência: às vezes [é atendida por] um profissional que não está adequado para aquela queixa, ou deixou agravar para procurar um médico, não há um sistema preventivo adequado. 

 

De forma geral, na iniciativa privada, quanto mais doente o médico atende mais ele ganha. Isso causa várias deformações na atenção à saúde. Há uma vontade do brasileiro de ser bem atendido, há uma qualidade dos médicos que efetivamente atendem, mas há uma desorganização no processo, desde a entrada até o atendimento profissional, a forma de remuneração, e isso, de certa forma, estimula o uso e o abuso de exames, tecnologia e, eventualmente, deixa um pouquinho para trás olhar a pessoa dentro da necessidade dela, do que ela realmente precisa. Às vezes é um processo simples e se torna um processo complicado. 

 

Nós temos um erro dentro do país, que não é só de uma organização, não é só do Estado, é um erro que ainda não discutimos com seriedade. Está chegando o momento de se discutir a saúde de forma bastante séria dentro do país. Tanto o Estado como a iniciativa privada precisam discutir a reforma da saúde.

 

Quais seriam os papéis de cada um desses setores?

Os setores público e privado hoje trabalham de forma separada, não há uma conversa muito clara entre ambos para que caminhem juntos num modelo de atenção mais adequado. O setor público está subfinanciado e há uma questão de gestão também, com defeitos na operação pública de saúde, enquanto no setor privado cada organização ainda pensa individualmente.

 

No momento em que foi instituída a Agência Nacional de Saúde, buscou-se dar uma cara meio única ao setor, mas nós ainda temos que caminhar muito para integrar o setor público e o setor privado. 

 

No setor público, há algumas ilhas de excelência, mas ainda há muita deficiência de acesso, de qualidade ou de prestação de serviço de forma geral no país. A iniciativa privada ainda pensa mais em regiões onde efetivamente existe possibilidade de mercado. Com isso, não há uma integração entre os dois setores.

 

Hoje, você busca um serviço de ambulância, por exemplo, a iniciativa privada tem a dela, o setor público tem a dela, só que esses setores não se conversam e não há integração entre esses dois setores. Isso prejudica as pessoas na hora do atendimento, na hora da escolha ou efetivamente em como elas podem ser atendidas de forma mais adequada.

 

Nós estamos convencidos de que o país precisa conversar sobre saúde, sobre a questão saúde. A Constituição de 88 diz que a saúde é um dever do Estado e um direito de todo cidadão. Acho que ela foi feita em uma época em que talvez não se imaginasse que hoje isso não é possível.

 

Num momento em que você começa a enxergar que o financiamento privado está muito maior do que o setor público, [não dá para] imaginar que o setor público vá suportar isso. Não está suportando em nenhum país. A própria Inglaterra, que era o exemplo do NHS [national health service, o serviço público de saúde], não está suportando a questão do incremento de custos na saúde.

 

Mas nós estamos pensando para frente, nós temos que dar sustentabilidade para o futuro da saúde. Precisa mudar esse modelo onde não há um controle adequado ou um registro adequado das pessoas, não há um acompanhamento adequado das pessoas, não há aplicação de boas práticas médicas, há um exagero de gastos em termos de uso desnecessário ou acrítico de tecnologia...

 

Nós vamos vivendo mais, é ótimo isso, só que há um preço para viver mais. Então, nós temos que dar sustentabilidade para isso ao longo do tempo. Por isso queremos mudar o modelo, mudar a forma de se fazer saúde, a forma de remunerar.

A remuneração hoje na área da saúde, seja dos hospitais, seja dos médicos, é assim: um hospital interna um paciente e quanto mais ele gastar, quanto mais tiver complicações, mais o hospital ganha. Um paciente que cai da maca e fica mais dias internado porque caiu da maca, ele vai custar mais caro. Mas quem fez o paciente cair da maca? É essa discussão que temos que fazer.

 

A forma de remuneração tem que prever qualidade, tem que ser por indicadores de saúde, indicadores de morbidade, de mortalidade, de qualidade de vida do paciente. Você não pode remunerar por mais complicações. Essa mudança de conceito, com busca por qualidade, com indicadores de qualidade, remuneração por qualidade, meritocracia é o que nós estamos falando ao pensar na sustentabilidade futura de qualquer sistema de saúde.

 

A Unimed fala em um modelo de atenção integral à saúde. O que esse modelo prevê e como pode ajudar a melhorar o atendimento? 

Na Inglaterra, na França, na Holanda, na Alemanha, cerca de 40% dos médicos trabalham exclusivamente com atenção primária à saúde. No Brasil, não temos médicos que fazem atenção primária à saúde em quantidade suficiente para atender a população. Na formação, o médico já quer fazer especialidade. Precisamos ter os médicos que fazem a atenção primária à saúde. Precisamos que as pessoas tenham os seus médicos. 

 

Cada cliente precisa ter um médico de confiança ao qual ele tenha acesso fácil. Precisamos arrumar a rede assistencial, saber que esse médico de atenção primária vai encaminhar as pessoas para uma rede hierarquizada de atendimento, e que essas pessoas vão ter o atendimento, vão retornar para ter o acompanhamento. Isso dentro de um programa que é chamado de atenção integral à saúde, que engloba desde o acesso das pessoas, o médico próprio, o registro clínico, o acompanhamento por uma equipe multiprofissional.

 

Haverá um grupo de pessoas cuidando daquela família, daquela pessoa, uma rede hierarquizada de hospitais, clínicas, laboratórios que vão atender o paciente, devolver para o médico que está acompanhando ou dar seguimento para um acompanhamento secundário ou terciário. Hoje, nesses programas de atenção integral à saúde, nós já temos em torno de 200 mil clientes distribuídos em várias cidades. Isso criou uma sustentabilidade maior, uma racionalidade maior. Não é mais barato, mas é mais racional, e você consegue mais qualidade no atendimento, mais segurança para o paciente e uma racionalidade no uso, seja de tecnologias, de tratamentos ou de suporte para as pessoas.

 

O que muda na prática? O primeiro passo para o paciente sempre será um médico de atenção primária? O primeiro contato são os núcleos de atenção primária, nos quais o paciente tem o médico dele, ou o grupo de médicos que o atende nesse núcleo, que sabe a sua história, que remédio ele toma, quais são os especialistas que o acompanham. Há a assistente social que liga para ele, para saber se ele fez o exame, se está tomando o remédio direitinho, se na sua casa não há muito tapetinho que possa fazê-lo cair, ter uma fratura de fêmur, se no banheiro há um suporte para segurar. Isso não impede que as pessoas, tendo a necessidade, busquem outros especialistas. Mas há uma lógica de atenção para cada uma das pessoas que têm planos dentro desse modelo. Porque o plano hoje é um plano de livre escolha, você procura quem você quiser, usa onde quiser, usa sem muito controle, não há um acompanhamento. Se você é atendido hoje num hospital, o médico que vai atendê-lo amanhã não tem o histórico daquele atendimento, ele pede todos os exames de novo, eventualmente desnecessários, porque você acabou de fazer, e não há uma sequência lógica do atendimento.

 

Esse modelo vai exigir um trabalho de comunicação forte para orientar os beneficiários... Isso é mudar a cultura. Nós estamos criando o médico de atenção primária porque não existe isso no país. Então, nós estamos estimulando para que as residências [cursos] de atenção primária à saúde ou de médico de família no Brasil realmente formem profissionais. A fundação Unimed está fazendo cursos de especialização para profissionais que queiram se reciclar. Não estamos pensando isso em curto prazo, porque não há infraestrutura que suporte isso. 

 

A outra coisa é a infraestrutura de tecnologia para integrar todos esses serviços, integrar os hospitais, as clínicas, os laboratórios, para que o paciente, ao passar por essas etapas da assistência, isso seja marcado dentro de um prontuário eletrônico, um registro do que está acontecendo, e seja acessível para quem for prestar atendimento, em qualquer ponto em que ele estiver. É uma tecnologia que ainda vai demorar bastante. Nós criamos uma plataforma que possibilita integrar softwares diferentes ou diferentes participantes da cadeia de saúde. É um programa sobre o qual não temos a expectativa de seja rápido, seja fácil, mas estamos caminhando. Talvez seja para dez anos, 15 anos. 

 

No que um médico de atenção primária é diferente de um clínico geral ou médico da família?

O médico de atenção primária tem uma forma de trabalhar completamente diferente do clínico geral, que senta numa poltrona, e o paciente fica na frente dele. Por exemplo, o médico de atenção primária atende pediatria, atende ginecologia, dentro do nível da atenção primária.

 

Obviamente, não dispensa o especialista, mas alguém que chega para esse médico ou para essa médica e precisa fazer, por exemplo, uma prevenção de câncer, um [exame] Papanicolau, não precisa encaminhar para um ginecologista para colher Papanicolau: é colhido ali naquele local, já faz o exame, já vem o resultado.

 

Esse médico de atenção primária tem uma característica diferente de um clínico geral. O clínico geral, o especialista, é um infectologista, é alguém que tem uma especialidade, digamos, para atender o pronto-socorro, a urgência. O médico de atenção primária tem uma forma de trabalhar diferente.  (UOL)

 

Clique aqui para conferir a entrevista na íntegra

 

 


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