Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4321 | 04 de Maio de 2018

ENCONTROS DE NÚCLEOS: Especialista fará análise dos cenários econômico e político do Brasil

encontro nucleos 04 05 2018O doutor em Economia Juan Jensen é o palestrante convidado dos Encontros de Núcleos Cooperativos que o Sistema Ocepar vai promover entre os dias 15 e 18 de maio. Ele vai fazer uma análise dos cenários econômico e político brasileiro. Também estará presente a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Fabíola Nader, que vai tratar das eleições de 2018. Os eventos vão reunir lideranças cooperativistas paranaenses de todo o Estado com a diretoria do Sistema Ocepar em quatro reuniões regionais.

Locais e datas– Os Encontros vão começar pela região Oeste, em Marechal Cândido Rondon, no dia 15, tendo como anfitriãs as cooperativas Copagril e Sicredi Aliança PR/SP. No dia 16, cooperativistas do Sudoeste participam do evento em Pato Branco, onde as cooperativas anfitriãs serão o Sicoob Integrado e Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP. Em Arapoti, a Capal e a Ceral vão receber os representantes do Centro-Sul, no dia 17. Já as lideranças do Norte e do Noroeste participam dos debates em Arapongas, tendo o Sicoob Central Unicoob e o Sicoob Horizonte como cooperativas anfitriãs.

Programação – Os eventos iniciam às 9h e serão abertos pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, junto com os presidentes das cooperativas anfitriãs e coordenadores de núcleos. Depois, haverá uma apresentação sobre as cooperativas anfitriãs. As participações de Juan Jensen e Fabíola Naeder estão previstas para às 10h e 11h15, respectivamente. Na sequência, temas diversos ligados ao cooperativismo serão tratados pela diretoria da Ocepar.

encontros nucleos folder 04 05 2018

 

ANEEL: Agência aprova regularização de Cooperativas de Eletrificação Rural como permissionárias

 

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quinta-feira (03/05), durante Reunião Pública, proposta de cálculo das tarifas iniciais para as 13 cooperativas pendentes de regularização como permissionária de serviço público de distribuição de energia elétrica. São elas:

 

1. Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica Santa Maria – CODESAM

2.Cooperativa de Eletricidade de São Ludgero – CEGERO;

3.Cooperativa de Eletrificação Rural Cachoeiras – Itaboraí Ltda. – CERCI;

4.Cooperativa de Eletrificação Rural de Araruama Ltda. - CERAL ARARUAMA;

5.Cooperativa de Eletrificação e Des. da Região de Mogi Mirim – CEMIRIM;

6.Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Fontoura Xavier Ltda. – CERFOX;

7.Cooperativa de Energização e Des. Rural do Vale do Mogi – CERVAM;

8.Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica - COOPERZEM DISTRIBUIÇÃO;

9.Cooperativa de Eletrificação Rural Castrolanda Ltda. – ELETRORURAL;

10.Cooperativa de Desenvolvimento Rural de Salto Donner – CERSAD;

11.Cooperativa de Energia e Des. Rural entre Rios Ltda. – CERTHIL;

12.Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Fronteira do Sul Ltda. – COOPERSUL;

13.Cooperativa Regional de Eletrificação e Des. do Litoral Norte Ltda. – COOPERNORTE;

 

Condição atual - Atualmente, essas cooperativas funcionam na condição de cooperativas autorizadas e as tarifas de suprimento são estabelecidas nos processos tarifários das supridoras. Já os descontos aplicados têm origem histórica e estão sendo reduzidos gradualmente nos termos do Decreto nº 7891, de 23 de janeiro de 2013.

Audiência pública - Como resultado da Audiência pública, propõe-se que a definição das tarifas se dê no âmbito de cada processo de regularização, de acordo com as datas contratuais propostas abaixo:

aneel tabela I 04 05 2018

Regularização - Para o processo de regularização de cooperativas como permissionárias de serviço público de distribuição de energia elétrica, deve-se ter homologação da área de atuação; homologação das tarifas iniciais e fornecimento e assinatura do contrato de permissão.

 

Prazos - Dessa forma, são propostos os prazos abaixo para a condução do processo ao longo do ano. A aplicação das tarifas se dará apenas a partir da data de referência contratual e não da assinatura do contrato.

 

aneel tabela II 04 05 2018

 

Contribuições - O assunto ficou em audiência pública no período de 21/12/17 a 19/2/18 e recebeu 194 contribuições. (Aneel)

 

FRÍSIA: ExpoFrísia 2018 fecha com balanço positivo

 

frisia 04 05 2018A ExpoFrísia 2018 terminou no sábado (28/04) e reuniu durante três dias produtores e expositores da região. Mais de 200 animais passaram pela pista durante os julgamentos e os visitantes puderam conferir os stands de mais de 40 empresas especializadas no setor. A programação também contou com o Clube de Bezerras, palestras e a primeira etapa da Copa dos Apresentadores.

 

Satisfação - “Como diretoria e cooperativa, estamos muito satisfeitos com a feira. A ExpoFrísia tem brilhado cada vez mais pelo comprometimento da nossa equipe, dos produtores da região e dos nossos parceiros”, salienta o diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus. O evento já se consagrou como polo difusor de conhecimento e troca de experiências dentro do setor, porque dá foco às demandas dos produtores. Para 2018, além do novo pavilhão de palestras, houve investimento na estrutura para alocar o gado e atender expositores, como a nova Casa do Criador e um novo lavador. A participação como etapa do Circuito Nacional também trouxe mais destaque à feira e os animais da exposição passaram a ser vitrine da região para todo o país.

 

Estrutura e suporte - “Não estamos falando de uma grande feira de negócios, a ExpoFrísia não tem esse propósito. É uma feira diferenciada, tanto por estrutura e suporte, quanto pelo seu objetivo, de valorizar quem atua e integra a cadeia produtora. Esse é o resultado de um trabalho intenso desenvolvido ao longo de todo o ano. Já estamos nos preparando para 2019”, explica o gerente de Negócios Pecuária da Frísia, Mauro Sérgio Souza. 

 

Expectativas superadas - O diferencial não passa despercebido. Para o supervisor técnico comercial da Tortuga DSM, Reginaldo Fernandes, a feira está cada vez melhor: “Este ano superou muito as expectativas e tivemos um contato direto com os produtores, que tiraram dúvidas e queriam saber das nossas tecnologias”, afirma. O RPV da Bayer, Roberson Amaral concorda: “É sempre importante participar da feira pelo seu estilo diferenciado, desde sua estrutura até a forma como entramos em contato com os produtores”.

 

Digital Agro - Em junho, o Pavilhão de Exposições da Frísia volta a ser palco de um importante evento: nos dias 13 e 14 acontece a Digital Agro, feira voltada à promoção de inovação e tecnologia no setor agropecuário.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

FRIMESA: Portfólio de carne suína é reforçado

Buscando alinhar-se cada vez mais ao segmento de carne suína, a Frimesa acrescenta dois novos itens em seu portfólio, a novidade da linha grill, o Porco à Passarinho, e a Banha em pote, de uso culinário.

Carnes selecionadas - O Porco à Passarinho é produzido com carnes selecionadas, serve de aperitivo e faz parte da Linha Grill, caracterizada pela praticidade. Já vem temperado e estará disponível em embalagens de 1kg. Não necessita de manipulação nos pontos de venda, e de fácil acesso no freezer de congelado. Pode ser preparado em forno, churrasqueira ou frito.

Nova embalagem - Já a banha suína voltou a ser procurada pelos consumidores que buscam os benefícios a ela atribuídos, o que impulsionou a produção de nova embalagem. O recipiente de 450 gramas, torna mais prático a apresentação no ponto de venda, e o manuseio do produto pelo consumidor. De valor acessível, é uma aliada da saúde na cozinha. Tem ação antioxidante, possui Ômega 9, e é rica em vitaminas B e C, minerais, fósforo e ferro, e utilizada no preparo de variados pratos, como massas, pães e carnes, por ser mais estável no aquecimento, e não acrescentar sabor característico aos alimentos.

Campanha - Os lançamentos chamam a atenção para a campanha “A Carne que o Mundo Prefere”. Ela busca evidenciar a marca no segmento de carne suína e, especialmente o mercado de São Paulo, principal praça do país, dando sustentação aos investimentos que estão ocorrendo. (Imprensa Frimesa)

{vsig}2018/noticias/05/04/frimesa/{/vsig}

SICOOB MÉDIO OESTE: Presidente do Bancoob ministra palestra sobre “Capitalismo consciente”

 

No dia 27 de abril, o Sicoob Médio Oeste promoveu na Associação Comercial e Industrial de Assis Chateaubriand (Aciac) uma palestra com o tema “Capitalismo Consciente”, ministrada pelo presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada.

 

Participantes - Almada foi recebido pelo diretor de Mercado do Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas e falou para cerca de 90 pessoas, entre diretores, conselheiros e colaboradores do Sicoob Médio Oeste. Participaram também representantes do Sicoob Marechal, que foram convidados para assistir à apresentação.

 

Comportamento diferenciado - Na ocasião, o presidente do Bancoob enfatizou ainda sobre como os colaboradores devem ter um comportamento diferenciado no atendimento ao cooperado. Segundo ele, o objetivo não é somente a venda dos produtos, mas entender qual o problema, para encontrar a melhor solução. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

{vsig}2018/noticias/05/04/sicoob_medio_oeste/{/vsig}

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Representantes da Sancor Seguros são recebidos para alinhamento de estratégias

 

sicoob tres fronteiras 04 05 2018Na última semana, o Sicoob Três Fronteiras recebeu a visita da executiva de contas da Sancor Seguros, Rosangela Campos e do Técnico de Seguros, Helton Viana. Eles se reuniram com a equipe de Produtos e Serviços da cooperativa com o objetivo de discutir ações e estratégias para alavancar as efetivações de seguros e potencializar os resultados até o fim do ano.

 

Focos - Entre os focos de trabalho da cooperativa estão os seguros Vida, Empresarial, Auto, Residencial e as quatro modalidades de consórcio: Serviços, Moto, Auto e Imobiliário. Todos esses itens estão contemplados no Orçamento de Negócios.

 

Evolução - “Queremos parabenizar a equipe do Sicoob Três Fronteiras por toda evolução que tiveram em relação à venda de seguros. Nossa visita serviu para definir novas ações de trabalho e motivá-los a ganhar mais premiações. Esperamos seguir 2018 com todo sucesso que merecem”, disse a executiva da Sancor. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI ALIANÇA: Campanha “Eu invisto sim!” vai sortear mais de R$ 200 mil em prêmios aos associados

 

sicredi alianca 04 05 2018A Sicredi Aliança PR/SP iniciou a maior campanha da sua história. O lançamento da promoção “Eu invisto sim!” ocorreu na quarta-feira (02/05) em todas as agências da cooperativa bem como na Sede Regional, em Marechal Cândido Rondon (PR), envolvendo colaboradores, conselheiros e coordenadores de núcleo. 

 

Total - Até o fim de setembro serão sorteados mais de R$ 200 mil em prêmios. São quatro prêmios mensais de R$ 5 mil e no final da campanha os participantes concorrerão a um Jeep Compass zero quilômetro. A promoção é válida para associados pessoa física e jurídica de todas as cidades de atuação da cooperativa tanto no estado do Paraná quanto no estado de São Paulo e tem como foco a aplicação em depósito a prazo. O depósito a prazo é uma alternativa para quem deseja investir. Nesta forma de aplicação é possível escolher entre valores menores ou maiores. A exemplo da poupança, o depósito a prazo também é uma forma do associado guardar os seus recursos com segurança, tendo rentabilidade conforme o prazo estabelecido.

 

Números da sorte - Ao investir no Sicredi, o associado ganha números da sorte para concorrer às premiações. Cada R$ 100,00 aplicados em depósito a prazo dão direito a um número da sorte. Se a aplicação tiver carência de 181 a 360 dias valem dois números da sorte, de 361 a 720 dias representam três números da sorte e se a aplicação permanecer a partir de 721 dias ou mais, o associado receberá quatro números da sorte. A campanha é totalmente digital. Isto é, o participante deverá acessar o site www.sicredi.com.br/promocao/euinvistosim onde poderá conferir todos os números gerados pelas aplicações realizadas.

 

Equilíbrio - Segundo o diretor de Negócios, Gilson Metz, campanhas como estas são importantes para que a cooperativa possa promover o equilíbrio entre os associados investidores, que são aqueles que trazem os seus recursos, e aqueles que necessitam de crédito. “Isto gera rentabilidade e cada vez mais benefícios aos associados. O depósito a prazo é o produto foco da campanha. Ele contribui diretamente para que seja possível financiar as necessidades de crédito do nosso quadro social, a exemplo daquele que deseja trocar o seu veículo ou utilizar o crédito do Sicredi para realizar os seus sonhos”, explicou.

 

Maior campanha - De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Sicredi Aliança PR/SP, Adolfo Rudolfo Freitag, esta é a maior campanha já realizada na história da cooperativa. “Este movimento vem de encontro com o propósito de agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas enriquecendo o círculo virtuoso que fomenta a economia local e gera riqueza para as comunidades. Para emprestar é preciso captar. Quando emprestamos também conseguimos colaborar para que o nosso associado possa melhorar as suas atividades. Esse é o nosso papel enquanto cooperativa de crédito. Além de investir na cooperativa, ele ainda tem a oportunidade de concorrer a bons prêmios. Quanto mais participar mais chances de ganhar”, ressaltou.

 

Sorteios - Os sorteios dos prêmios de R$5 mil mensais serão nos dias 26 de maio, 30 de junho, 28 de julho e 25 de agosto. A campanha finalizará no dia 29 de setembro com o sorteio do carro zero. Todos os sorteios serão feitos pela Loteria Federal a fim de garantir a maior transparência possível.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.  (Imprensa Sicredi Aliança PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

CANA-DE-AÇÚCAR: Conab estima queda de 1,2% na safra 2018/19

 

cana de acucar 04 05 2018A produção de cana-de-açúcar deverá ter uma queda de 1,2% e chegar a 625,96 milhões de toneladas na safra 2018/2019. Na safra 2017/2018, a produção fechou em 633,26 milhões de toneladas. A estimativa é parte do primeiro levantamento da safra divulgado nesta quinta-feira (03/05), em Brasília, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso se confirme, será a terceira queda consecutiva na produção.

 

Colheita - A área colhida está estimada em 8,61 milhões de hectares, um recuo de 1,3% em relação 2017/2018. Segundo a Conab, a queda é por conta da devolução de terras arrendadas. A rescisão de contratos com fornecedores também contribuiu para a redução dos índices já sinalizados no fechamento da safra anterior.

 

Reorganização - "Esta pequena redução de área está ligada à reorganização das próprias usinas, que passaram por dificuldades no passado e agora estão se reorganizando. Dentro desse processo há uma decisão tomada no sentido de não renovar contratos com fornecedores, aqueles que têm rendimentos menores, e com os fornecedores que estão muito distantes da usina", disse hoje (3) o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto.

 

Áreas sem mecanização - "Essa redução é muito pequena e está se dando nas áreas que não puderam ser mecanizadas", afirmou o coordenador-geral de Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas.

 

São Paulo pode ter recuo de 3,4% na produção - Em São Paulo, maior produtor nacional, as informações coletadas no primeiro levantamento indicam redução de 12 milhões de toneladas em relação à safra recém-encerrada, o equivalente a uma queda de 3,4%, alcançando 337,24 milhões de toneladas na safra 2018/19.

 

Alagoas - Em Alagoas, maior produtor regional, a redução na área colhida, de 0,7%, e na produtividade, de 1,6%, decorre da expectativa de queda na participação dos fornecedores que, segundo o levantamento, estão operando com grandes dificuldades financeiras, resultando numa produção de 13,34 milhões de toneladas, uma queda de 2,3% em relação à safra passada.

 

Maior produtor mundial - De acordo com a Conab, o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, tendo grande importância para o agronegócio do país.

 

Mais etanol - Diante das condições do mercado externo - com grande oferta de açúcar e preços baixos - e da melhoria da qualidade da cana-de-açúcar, a Conab estima que o Brasil deverá aumentar produção de etanol em 1,4%, atingindo 28,16 bilhões de litros e reduzir a produção de açúcar em 6,3% com 35,48 milhões de toneladas.

 

Etanol anidro - No caso do etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, o aumento estimado é de 7% em sua produção, chegando a 11,86 bilhões de litros, com a elevação justificada pelo maior consumo de gasolina nos últimos anos.

 

Etanol hidratado - Já a produção de etanol hidratado, que é o próprio álcool biocombustível, deverá ser de 16,3 bilhões de litros, com uma queda de 2,3%, atingindo 380,38 milhões de litros.

 

Comercialização - A Conab destacou ainda que uma maior produção de etanol deve-se ao melhor fluxo de comercialização do produto. O etanol, diferentemente do açúcar, tem a comercialização praticamente instantânea. O pagamento é realizado tão logo o combustível é entregue na distribuidora. Já o açúcar tem a comercialização pautada em contratos futuros. (Agência Brasil)

 

CAS: Maggi pede harmonização das leis de agrotóxicos no Conselho Agropecuário do Sul

 

cas 04 05 2018Ministros da Agricultura que integram o Conselho Agropecuário do Sul (CAS) assinaram, nesta quinta-feira (03/05), em Assunção (Paraguai), três documentos relativos ao trabalho de 15 anos desenvolvido pelo organismo, aos efeitos das mudanças climáticas sobre o agro e sobre a adaptação do setor às propostas do Acordo de Paris.

 

Harmonização - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, defendeu que as reuniões do CAS tomem decisões no sentido de harmonizar as legislações entre os países participantes, como as que se referem ao uso de agrotóxicos e fertilizantes. Ele lembrou que existem substâncias permitidas no Paraguai e proibidas no Brasil. “São pontos que precisam ser mais debatidos pelos ministros do conselho”, enfatizou.

 

Inclusão - Maggi sugeriu também durante seu discurso que sejam incluídas nas discussões do conselho as negociações em curso relacionadas ao agronegócio para o fechamento de acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A entidade é composta por ministros do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia.

 

Esforços conjuntos - No documento do balanço das atividades do conselho foram lembrados esforços conjuntos para a sanidade animal e vegetal na região, para a sustentabilidade agropecuária, adaptações às mudanças do clima e discutidas a importância da região como abastecedora de alimentos para o mundo e a agricultura familiar.

 

Origem - A constituição do CAS está ligada, como foi lembrado, a ocorrência de febre aftosa na região no ano de 2002 e as implicações econômicas e sanitárias que poderiam ter ocorrido sem a articulação e a coordenação que houve entre os países membros da entidade.

 

Vulnerabilidade - Um dos pontos em documento assinado pelos ministros destaca que a agricultura é um dos setores mais vulneráveis ao impacto das alterações climáticas, “que podem afetar a produção de alimentos e os meios de vida da população rural”. Daí, a importância de avançar em questões como o acesso ao Fundo Verde para o Clima, de acordo com o texto.

 

Reunião - Essas preocupações estão sendo apresentadas pelo CAS na 48ª reunião dos órgãos subsidiários da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece até o próximo dia 10, em Bonn, na Alemanha. (Mapa)

 

CONTAS PÚBLICAS: Gasto cresce 7,4% no 1º tri e supera alta do início de 2017

contas publicas 04 05 2018A despesa pública nesse início de ano eleitoral está em ritmo de expansão bem mais intenso do que o verificado em igual período do ano passado. De janeiro a março, as despesas sujeitas ao teto aumentaram 7,4% em termos nominais. O desempenho no trimestre está acima da margem de 7,1% permitida pela emenda constitucional que instituiu o teto de gasto para o ano. No primeiro trimestre do ano passado o gasto sujeito ao teto subiu apenas 1,9%, segundo os números do Tesouro Nacional.

Executivo - Diferentemente do ano passado, neste ano o gasto do Poder Executivo está também com ritmo de alta acima do previsto para o ano, com 7,3%. Já o Legislativo está com expansão de 4,8%, metade do permitido para crescer no ano, enquanto o Judiciário tem crescimento de despesa de 10,8%, ante um limite de 7,2%.

Situação conjuntural - É verdade que neste ano, além do fato de ter eleição, a situação conjuntural é bastante diferente da verificada no primeiro trimestre. Naquele período de 2017, marcado como primeiro ano de vigência do teto, o governo vivia uma situação de recorrentes frustrações de receitas, ensejando dúvidas sobre a capacidade de cumprir a meta fiscal. Com isso, o governo segurou as despesas, que no total (incluindo as que não estavam sujeitas ao teto) caíram em termos nominais naquele período.

Ritmo - Em 2018, com a economia em um ritmo de atividade mais elevado (ainda que abaixo do que se esperava) e receitas extraordinárias decorrentes do Refis, o quadro fiscal é mais confortável para o governo. A receita líquida no primeiro trimestre cresceu 10,4% em termos nominais, ou seja, bem acima da despesa total e da sujeita ao teto, que aumentaram mais de 7%.

Margem - Procurado, o Tesouro destacou que a margem de 7,1% é para o ano todo. Ou seja, o desempenho não significa uma irregularidade. "Os aumentos de 7,4% e 7,3% referem-se apenas à comparação entre os primeiros trimestres de 2017 e 2018 e podem ter ocorrido por diversos motivos, como o fato de alguns ministérios terem antecipado parte de sua execução para esse período", disse em resposta à reportagem. "A própria antecipação do pagamento de precatórios, fator que pesou negativamente no resultado do mês, também pode ser uma causa dessa variação", completou a instituição.

Estratégia - A estratégia de pagar precatórios antecipadamente gerou uma injeção de R$ 9,5 bilhões a mais na economia em março e foi um fator importante para o déficit primário de R$ 24,8 bilhões. Mas vale lembrar que, mesmo sem essa antecipação, o déficit seria recorde para o mês e a despesa primária sujeito ao teto ainda cresce 4,1%, um ritmo maior do que o verificado no mesmo trimestre do ano passado, embora já enquadrado na margem prevista para o ano.

Expansão fiscal - O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), Gabriel Leal de Barros, avaliou que o sinal dado no primeiro trimestre aponta para expansão fiscal neste ano. Ele ressalta que neste ano o governo tem como crescer mais a despesa porque o limite do teto conta com uma sobra da ordem de R$ 50 bilhões do gasto abaixo do programado no ano passado.

Despesas obrigatórias - Além disso, ele menciona a queda de algumas despesas obrigatórias como de abono e seguro-desemprego e também de subsídios, que abriram mais espaço para o crescimento das discricionárias. "O sinal da política fiscal é mais expansionista. O governo está aproveitando o espaço para recompor parte das despesas discricionárias", disse.

Desempenho - Nesse sentido, vale mencionar que o investimento público, rubrica que tem tido desempenho pífio nos últimos anos, neste primeiro trimestre teve expansão de 44,2% na comparação com igual período de 2017. Gabriel considera positivo esse movimento, que aponta para uma melhor qualidade do gasto, mas defende que o governo priorize investimentos em obras mais próximas de serem concluídas, que teriam maior impacto econômico, e evite iniciar novos projetos que possam ficar inacabados.

Perfil - A economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV) e especialista em contas públicas Vilma Pinto destaca que o perfil de crescimento de gastos nesse ano é bem diversificado e aponta que, a despeito do ritmo de crescimento maior, o nível de execução em relação ao total previsto para ser gasto no ano não destoa dos dois anos anteriores.

Comparação - "Quando olhamos o gasto de janeiro a março de cada ano e comparamos com o total gasto no ano, vemos que em 2017 (primeiro ano do teto), os gastos não chegaram a 25% das despesas gastas no ano (janeiro a dezembro). Em 2018 esse padrão se mantém para a maioria dos órgãos/poderes", salienta Vilma, destacando ainda que caso o teto seja descumprido no ano, medidas para ajustar os gastos serão acionadas para reduzir a despesa no exercício seguinte. (Valor Econômico)

Foto: Pixabay

 

ECONOMIA I: BNDES vê crescimento de 2,5% a 3% sem gerar inflação

economia I 04 05 2018A economia brasileira tem condições de crescer a um ritmo de 2,5% a 3% nos próximos cinco anos sem que isso leve ao surgimento de maiores pressões inflacionárias, segundo estudo do Departamento Econômico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Num cenário de recuperação moderada, puxada pelo investimento, não há motivos para se temer o esgotamento brusco da capacidade ociosa em 2019 ou 2020, afirma o economista-chefe do banco, Fabio Giambiagi.

Inflação e juros - Para ele, isso indica que a inflação e os juros podem ficar em níveis baixos por um longo período, desde que se adotem medidas para equilibrar as contas públicas e aumentar a produtividade. Giambiagi destaca também que um crescimento sustentado de 4% a 5% ao ano "está fora do radar nos próximos anos por total inviabilidade". A taxa de investimento ainda é baixa e a produtividade cresce pouco.

Cenário - No estudo, Giambiagi e o economista Guilherme Tinoco traçam um cenário para o crescimento da economia brasileira de 2018 a 2023. Considerando uma expansão do PIB de 2,5% neste ano, os dois definiram uma trajetória de aceleração gradual da atividade, que leve ao término da ociosidade no fim desse período. Na média dos cinco anos, o PIB cresceria 2,9%, atingindo 3,4% em 2023. O investimento, por sua vez, avançaria 6% em 2018 e 7% anuais no intervalo restante.

Hiato - O estudo considera um hiato do produto (uma medida de ociosidade na economia) de 4,5%, um número que Giambiagi diz ser conservador. O hiato mostra a diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial (aquele que não causa pressões inflacionárias). "Não há nenhuma hipótese heroica nas simulações", diz o economista-chefe do banco. Para a produtividade total dos fatores (PTF, que mede a eficiência com que capital e trabalho se transformam produção), a estimativa é de que um ritmo de crescimento que acelera de 0,5% ao ano em 2018 para 1% em 2023.

Espaço - Para Giambiagi, os números mostram que há espaço para um crescimento moderado e firme sem que isso leve a pressões inflacionárias relevantes. Segundo ele, a economia brasileira tem vários riscos e desafios pela frente, como a delicada situação fiscal, mas há uma combinação de fatores que pode permitir um cenário de inflação e juros baixos por vários anos.

Continuidade - Para que se concretize esse cenário de taxas em níveis menores, é fundamental a continuidade do programa de reformas, ressalta o estudo. Entre as medidas, Giambiagi e Tinoco citam a maior abertura da economia, a obediência ao teto de gastos e a realização de uma reforma da Previdência em 2019. Isso seria consistente com novas quedas dos juros reais (descontada a inflação) de longo prazo. As taxas de cinco anos, que ficam em média em 5,8% em termos reais durante 2016 e 2017, poderiam cair para 3% em 2023.

Crescimento potencial - Ao mesmo tempo, Giambiagi diz que taxas de crescimento sustentado de 4% a 5% são "irrealistas no horizonte contemplado no estudo". No relatório, o crescimento potencial aumenta de 1,7% em 2018 para 2,6% em 2023. A taxa de investimento, por sua vez, passaria de 16,1% para 19,5% do PIB no período. "Seria difícil sustentar, em meados da próxima década, taxas de variação do PIB maiores que 3% ao ano, a não ser que o investimento ou a PTF crescessem mais fortemente", afirma o estudo. "Isso exigiria uma mudança tecnológica mais intensa, combinada com melhoras expressivas do capital humano e maiores efeitos positivos da infraestrutura."

PIB per capita - No cenário-base desenhado por Giambiagi e por Tinoco, o PIB per capita cresceria a uma média de 2,3% até 2023, enquanto o desemprego recuaria gradualmente. A taxa cairia de uma média de 12,7% em 2017 para 8,2% em 2023.

Taxas - Giambiagi nota que a expectativa é de "recuperação progressiva" da renda per capita, ainda que a taxas inferiores aos "bons anos da década passada". O ponto é que o PIB tende a crescer a taxas "progressivamente maiores", ao mesmo tempo em que a taxa de crescimento populacional declina, observa ele.

Transição demográfica - Giambiagi enfatiza também a transição demográfica como um dos desafios enfrentados pelo Brasil. O envelhecimento populacional torna premente uma reforma da Previdência, num país em que os gastos com aposentadorias já são elevados.

Menos trabalhadores - Em 2010, havia mais de oito pessoas em idade de trabalhar para cada idoso, relação que cairá para perto de dois em 2060, nota o estudo. Em resumo, haverá muito menos trabalhadores contribuindo com as aposentadorias dos mais idosos.

Impacto - A demografia também tem impacto sobre a capacidade de crescimento do país. No cenário de referência do estudo, o PIB potencial médio é de 2,2% entre 2018 e 2023. Parte das dificuldades para alcançar taxas mais elevadas se deve a fatores demográficos, diz Giambiagi. A população entre 20 e 64 anos, que crescia a 2,41% em 2001, deve aumentar apenas 1,13% neste ano, 1,01% em 2020 e 0,81% em 2023. É uma expansão cada vez mais lenta da população em idade de trabalhar, o que limita a capacidade de a economia avançar a taxas mais fortes. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA II: Transações financeiras por aplicativos cresceram 70% em 2017

 

economia 04 05 2018O cliente bancário está cada vez mais migrando para os serviços de mobile banking (aplicativos de celular). Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), divulgada nesta quinta-feira (03/05), apontou um crescimento de 70% nas transações financeiras por aplicativos de celular no ano passado, impulsionado pelo pagamento de contas (85%), transferências/DOC/TED (45%), contratação de crédito (141%) e investimentos/aplicações (42%).

 

Alta - Os clientes bancários realizaram 25,6 bilhões de transações por mobile no último ano, uma alta de 38% em relação a 2016. A modalidade equivale a 35% do total de 71,8 bilhões de operações bancárias no ano passado.

 

Crescimento - A participação do mobile no total das transações bancárias cresceu 3,5 vezes em relação a 2011, confirmando como a opção preferida para realizar operações bancárias. A internet banking, por exemplo, não apresentou o mesmo crescimento significativo das operações por celular. Foram realizadas 15,8 bilhões de transações (2%) por esse meio. O número de transações com movimentação financeira aumentou 6%, de 3,4 bilhões de operações em 2016 para 3,6 bilhões em 2017.

 

Operações - Juntos, mobile e internet banking contabilizam 5,3 bilhões de operações com movimentação financeira em 2017. No geral, os dois canais representam 58% de participação no total das operações (com ou sem movimentação financeira).

 

Investimentos e despesas - De acordo com a Febraban, os investimentos e despesas em tecnologia feitos pelo setor financeiro somaram R$ 19,5 bilhões em 2017, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. O setor financeiro divide a liderança dos investimentos em tecnologia com o governo, que, historicamente, lidera os investimentos no segmento.

 

Soma - As transações bancárias em 2017 somaram 71,8 bilhões, com alta de 10% para os 65,4 bilhões de 2016. Os investimentos com software, que avançaram 15% em relação a 2016, representam metade do orçamento dos bancos em tecnologia. Hardware consumiu 32% dos investimentos, e telecom, 18%.

 

Redução de agências - Em 2017, o número de agências tradicionais teve uma ligeira queda. A pesquisa Febraban apontou que a redução ocorre pelas recentes aquisições, com as consequentes eliminações de agências por conta das sobreposições existentes na rede. O número de postos especializados de atendimento bancário (PABs) teve um aumento de 3% em 2017, enquanto o número de postos de atendimento eletrônico (PAEs) teve um movimento oposto, com uma queda de 6%.

 

Pesquisa - A pesquisa é realizada há 26 anos e contou com a participação de 24 bancos. (Agência Brasil)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Paraná é estratégico para negócios entre a Europa e o Mercosul

 

O papel estratégico do Paraná dentro do Mercosul foi o principal assunto discutido na reunião realizada nesta quinta-feira (03/04), no Palácio Iguaçu, entre secretários de Estado e embaixadores da União Europeia. O Paraná foi escolhido para sediar a missão diplomática que busca fortalecer as relações comerciais com o Estado e trocar informações sobre temas políticos, econômicos e culturais. “Temos intenções concretas para intensificar o relacionamento entre os diversos países europeus e o Estado do Paraná”, salientou o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, que lidera a missão.

 

Acordo - Cravinho explicou que a União Europeia e o Mercosul estão prestes a finalizar um acordo de livre comércio, que beneficia o Paraná por sua posição estratégica no bloco e pelo potencial econômico do Estado. “O entusiasmo é grande porque o Paraná tem profundas relações históricas com a Europa e também um potencial tremendo para o futuro. Além de estar no centro do Mercosul, é um estado com uma economia avançada e diversificada”, afirmou o embaixador.

 

Compromissos - O grupo iniciou a série de compromissos no Paraná na quarta-feira (02/05) e foi recepcionado pela governadora Cida Borghetti. A visita segue até o domingo (06/05). Integram a comitiva representantes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Reino Unido, Romênia e Suécia.

 

Mercado - Um dos pontos que pode avançar com o acordo são exportações, destacou o diretor-presidente da Paraná Desenvolvimento, Adalberto Netto. A União Europeia foi o segundo mercado de destino das exportações do Paraná e o principal mercado de origem das importações do Estado no ano passado. “O acordo vem sendo discutido há anos e está próximo de seu clímax. Nossa expectativa é que, com o acordo fechado, teremos um aumento imediato de 10% nas exportações paranaenses para a União Europeia, em várias categorias de produtos”, afirmou.

 

Atributos - De acordo com Netto, questões como segurança fiscal e mão de obra qualificada são atributos que colocam o Paraná em posição de destaque para futuros acordos. “Vamos construir uma agenda conjunta com a União Europeia para promover o Estado e fortalecer os vínculos individualmente com cada país. Pretendemos posicionar o Paraná como estado líder na negociação entre a União Europeia e o Mercosul”, explicou.

 

Acordos - Além das questões comerciais, os secretários e diretores de órgãos estatais apresentaram os potenciais turísticos, culturais e a infraestrutura logística, tecnológica e educacional do Estado. O objetivo, de acordo com o secretário do Desenvolvimento Urbano, Sílvio Barros, é ampliar os acordos bilaterais com os países europeus.

 

Oportunidades - “Foram identificadas pelos embaixadores oportunidades de intercâmbio nas áreas da saúde, educação, desenvolvimento tecnológico e de inovação e o fortalecimento de acordos bilaterais que já temos com diversas regiões da Europa e que podem ser ainda mais benéficos para a nossa população”, explicou Barros.

 

Idiomas - Outra proposta que surgiu na reunião, destacou o secretário, é ampliar a oferta de idiomas nas sete universidades estaduais do Paraná e na rede pública de ensino. “Se queremos fortalecer o relacionamento com esses países, devemos aproveitar o fato de que o Paraná tem colônias europeias já estabelecidas, o que permitiria oferecer um segundo idioma que fosse mais próximo da população que vive nesses locais, e não obrigatoriamente o inglês”, disse.

 

Embargo - O secretário esclareceu, ainda, a questão do embargo da União Europeia à carne de frango brasileira, que também atinge frigoríficos paranaenses. “Esta questão está sendo discutida pessoalmente pela governadora Cida Borghetti com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, desde o primeiro dia do embargo”, ressaltou, frisando que o assunto é tratado como prioridade máxima pelo novo secretário da Agricultura, George Hirawa.

 

Mecanismo - O compromisso é que o Paraná assuma a responsabilidade de implantar, através da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), um mecanismo de controle e vigilância que vai dar segurança da sanidade da produção pecuária. “A Secretaria de Estado da Agricultura está comprometida, junto com a Faep e a Ocepar, na consolidação de um sistema de vigilância sanitária que seja suficientemente seguro e confiável. É um assunto prioritário no relacionamento comercial com a União Europeia”, explicou Barros.

 

Missão - A missão no Paraná iniciou na quarta-feira com uma visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Nesta quinta-feira, os embaixadores se reuniram com a governadora Cida Borghetti.

 

Mais - Também estão previstos encontros com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Luiz Traiano, com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, com o reitor da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Fonseca, e com o juiz Sérgio Moro. Além de um encontro com a Federação das Indústrias do Paraná e com líderes do G7.

 

Semana da Europa - A visita dos embaixadores também celebra a Semana da Europa em Curitiba, organizada pela Delegação da União Europeia e pelos Institutos Culturais Europeus e as Embaixadas europeias (EUNIC). Esta celebração conta com dois eventos culturais em Curitiba: um concerto clássico na Capela Santa Maria nesta sexta-feira (04/05) e a exibição do filme espanhol "23-F: la película" no sábado (05/05), dentro da programação do Festival de Cinema Europeu.

 

Visitas - Os embaixadores farão, ainda, uma visita ao Museu Paranaense e às cidades de Morretes e Antonina, no Litoral do Estado.

 

Presenças - Participaram da reunião os secretários do Planejamento e Coordenação Geral, Juraci Barbosa Sobrinho; da Cultura, João Luiz Fiani; e da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Décio Sperandio; e o presidente do Instituto Tecpar, Júlio Félix. (Agência de Notícias do Paraná)

 

{vsig}2018/noticias/05/04/relacoes_externas/{/vsig}

CÂMBIO: Depois de atuação do Banco Central, dólar recua para R$ 3,53

 

cambio 04 05 2018Depois que o Banco Central (BC) intensificou a venda de dólares no mercado futuro, a moeda norte-americana fechou em queda pela primeira vez em dois dias. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (03/05) vendido a R$ 3,531, com queda de R$ 0,019 (-0,52%).

 

Oscilação - A divisa oscilou bastante ao longo do dia, alternando momentos de alta e de queda. No fim da manhã, por volta das 12h, encostou em R$ 3,57, mas desacelerou durante a tarde até fechar em pequena queda.

 

Rolagem - Nesta quinta, o Banco Central começou a atuar no mercado de câmbio acelerando a rolagem (renovação) de contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, que venceriam em junho. A medida havia sido anunciada na noite de quarta-feira, após a moeda norte-americana fechar no maior nível em quase dois anos.

 

Bolsa - O desempenho do mercado de câmbio não se estendeu para a Bolsa de Valores. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta quinta-feira com queda de 1,49%, aos 83.288 pontos. Esse foi o terceiro recuo seguido do indicador.

 

Anúncio do Fed Na quarta-feira (02/05), o Fed manteve os juros básicos da maior economia do planeta em uma faixa entre 1,5% e 1,75% ao ano. Em comunicado, no entanto, a autoridade monetária norte-americana indicou que pode elevar a taxa na próxima reunião, em junho.

 

Inflação em alta - O fato de a inflação da maior economia do planeta estar em alta aumenta as possibilidades de que o Fed eleve os juros além do previsto. Taxas mais altas em economias avançadas atraem os investidores internacionais, que retiram o dinheiro de países emergentes, como o Brasil, pressionando para cima a cotação do dólar. (Agência Brasil, com informações da Agência EFE)

 

ENTREVISTA: ‘Não esperava um debate tão superficial’, diz Marcos Lisboa

 

entrevista 04 05 2018O governo de Michel Temer está “andando de lado” há mais de um ano e não há no País um debate eleitoral denso, com propostas que apontem soluções viáveis para os problemas, avalia o economista Marcos Lisboa, presidente da instituição de ensino superior Insper e secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005. “Não esperava essa superficialidade depois dos problemas que o País enfrentou.” Sem analisar candidatos, Lisboa afirma que o futuro presidente terá de reformar as contas públicas e encaminhar uma agenda liberal para que o País volte a crescer. 

 

A reforma da Previdência não passou, o ex-ministro Henrique Meirelles deixou o governo e a atividade econômica está abaixo do esperado. Teremos um 2018 como se projetava, com alta de 3% da economia?

A gente está tendo um alívio da crise, mas os problemas não desapareceram. Temos problemas estruturais graves para serem enfrentados e, quanto mais demorarmos a enfrentá-los, mais comprometida fica a retomada.

 

Mas, em 2018, o PIB ainda pode avançar como se esperava? 

O ano está refletindo a incerteza do País com as escolhas que vamos fazer. Para as contas públicas fecharem, terão de ser revistas despesas obrigatórias ou haverá aumento de impostos, ou, no pior dos mundos, volta da inflação. Com esse cenário de incerteza, como investir no País? Enquanto não enfrentarmos esses problemas, a incerteza continuará e a economia vai andar medíocre. 

 

O governo Temer ainda pode fazer algo para melhorar a economia? Ou agora a preocupação central é a eleição?

O governo vem andando de lado há bastante tempo, mais de ano. Teve um começo de governo e um Congresso que funcionaram e conseguiram aprovar medidas que permitiram esse alívio da economia. Teve reforma trabalhista, teto dos gastos, melhora do marco regulatório do petróleo... Essa agenda contribuiu para o País parar de piorar, mas não é suficiente para o País iniciar uma rota de crescimento sustentável.

 

E isso ficou para 2019?

O difícil é que não é apenas aprovar três ou quatro medidas e você resolve os principais problemas. Tem de iniciar uma agenda longa de melhora do ambiente institucional. Enfrentar o problema dos Estados, por exemplo, passa por rever critérios de promoção automática de servidores públicos que fazem com que o gasto com folha de pagamentos aumente todos os anos, independente de reajustes salariais. Existe um problema generalizado de gestão do setor público. Não é um pequeno conjunto de leis que resolve. Temos um Estado caro para a qualidade dos serviços que oferece. O Brasil é um país que tem um Estado grande, que cuida demasiadamente dos interesses privados e das corporações. 

 

O sr. vê essas questões no debate eleitoral?

Estou surpreso com o debate. Não esperava essa superficialidade depois dos problemas que o País enfrentou. Passamos por uma das mais graves crises da nossa história, temos Estados que não conseguem pagar em dia o salário de policiais e uma estrutura pública que está se depreciando por falta de investimento. O Brasil está se distanciando dos demais países em aspectos básicos de cidadania e desenvolvimento. Com todos esses problemas, o debate parece que está em outro planeta, com temas superficiais, sem discutir como enfrentar os problemas. 

 

Por que isso ocorre? A população não está preocupada com essas questões?

A onda de escândalos que constrange o País dominou, corretamente, o debate. Mas também é tentador imaginar que há saídas fáceis, que com uma lei se resolve o problema da segurança. Não é assim. Temos problema de gestão no setor público e de relacionamento entre os setores público e privado. Entendo o debate estar centrado na punição de desvios passados, mas temos de discutir como se resolve a governança do setor público para que isso não volte a ocorrer. Por exemplo: como temos um desenho regulatório sobre comércio exterior que torna tão difícil operações corriqueiras em outros países, como liberar importação no porto? Isso gera morosidade e dificulta o setor privado a se desenvolver. 

 

Apesar do debate superficial, há algum candidato pensando em resolver essas questões estruturais?

A dificuldade que vemos na política decorre das dificuldades que vemos na sociedade. Quando vemos propostas extremistas ou saídas fáceis, isso reflete a sociedade que somos. O Brasil vive um momento grande de debate interno. Vemos um Brasil moderno – que defende melhor gestão, concorrência e integração com comércio mundial – e um Brasil que defende os velhos interesses corporativos, seja do setor privado, que defende medidas de proteção, ou das corporações dos servidores públicos, que defendem seus privilégios, como auxílio moradia. Auxílio moradia deve ser dado a quem temporariamente está fora da sua residência por obrigações de trabalho, não pode ser renda adicional. Além do mais, como renda indenizatória, não paga imposto. Que história é essa? 

 

Candidatos tidos como reformistas não estão avançando nas pesquisas eleitorais. Qual a probabilidade de essa agenda que o sr. chama de ‘Brasil moderno’ se impor após as eleições?

Como vai se encaminhar o debate público, vamos assistir. Os problemas estão aí: sabemos que vários Estados não vão conseguir pagar suas folhas de pagamentos. Podemos arrumar as contas públicas ou não. Se enfrentarmos a reforma das contas – e isso significa mexer em temas difíceis no Brasil, como remuneração acima de R$ 30 mil por mês, que não cabe no orçamento público –, temos uma agenda de crescimento à nossa espera. (O Estado de S.Paulo)

 


Versão para impressão


RODAPE