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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4319 | 02 de Maio de 2018

PRC 100: Brasil precisa restabelecer a confiança no mercado internacional, diz Tatiana Palermo

O que as empresas exportadoras precisam focar para acessar novos mercados e manter-se competitivas no cenário internacional. Esse foi o tom da palestra de Tatiana Palermo, ex-secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura (Mapa) e hoje secretária executiva adjunta da Secretaria Geral da Presidência da República, na reunião do Comitê de Mercado do Plano Paraná Cooperativo (PRC 100). Realizada na manhã da última sexta-feira (27/04), em Cafelândia (PR), na sede da Aercol (Associação dos Funcionários da Copacol). O encontro foi coordenado pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e contou com a presença de cerca de 30 profissionais das áreas de mercado, varejo e marketing das cooperativas Copacol, Copagril, Cooperaliança, Castrolanda, Frimesa, C.Vale, Cocamar, Primato e Lar. Participaram também o presidente da Copacol, Valter Pitol, o diretor da Partner Consulting, Pedro Guimarães, a assessora de cooperativiamo da Copacol, Elisete Dal Molin, o diretor da Glow Eventos, Dado Borell, e o coordenador de comunicação social do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho.

Atualidade – “O agronegócio nacional está passando por um momento difícil, principalmente na questão de proteína animal. Então, é muito importante nos reunirmos para avaliar a situação, esclarecer dúvidas, discutir opções e até encontrar soluções para assuntos que envolvem produtos de cooperativas. Saímos dessa reunião muito satisfeitos esperamos participar de outros”, comentou o superintendente comercial e de marketing da Copacol, Valdemir Paulino. Segundo ele, a palestra de Tatiana Palermo enriqueceu ainda mais a discussão. “É importante ouvir uma profissional como ela, que passou por várias cadeiras e participou de negociações internacionais. E as informações que ela trouxe mostra o que realmente nós, como empresas no Brasil, precisamos focar para quebrar as barreiras internacionais e participar mais desse mercado que é muito competitivo”, disse.

Entrevista – Confira a seguir, entrevista concedida por Tatiana Palermo à equipe de Comunicação do Sistema Ocepar:

Foi promovida em Cafelândia uma reunião do Comitê de Mercado do PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Que avaliação a senhora faz desse tipo de iniciativa, ou seja, das cooperativas se reunirem para discutirem questões importantes, principalmente envolvendo esse olhar para a questão internacional?

Tatiana Palermo– As cooperativas são um movimento muito forte no Brasil. São uma grande potência, num setor que já é uma potência, o agronegócio, que responde por 25% dos empregos no país, por 24% do PIB e 44% das exportações. O agronegócio foi o setor que mais movimentou a economia do Brasil num momento de crise e que tirou o Brasil da recessão, porque cresceu 13% e, como consequência, o país cresceu 1%. 

Então, é importante ter um grupo de mercado que pensa as estratégias. Importante ressaltar que as estratégias, tanto interna quanto externa, não devem focar apenas o comércio de produtos. Temos que considerar as tendências mundiais, as crises, as instabilidades políticas. Tudo isso influencia muito os mercados interno e externo. Então, mesmo quando você não tem aquela estratégia internacional como prioritária, você tem que estar a par do que está acontecendo no mundo porque suas estratégias comerciais acabam sendo influenciadas pela compreensão que você tem do mundo lá fora.

E qual foi a sua mensagem para as cooperativas do Paraná?

Tatiana Palermo– Falei basicamente sobre quatro questões: O potencial do agronegócio brasileiro, afinal de contas a população mundial está crescendo e o Brasil se destaca muito nesse cenário, como provedor de alimentos.  Falei das preocupações globais, das tensões, questões econômicas globais. Comentei também sobre as tendências das cadeias mundiais de valor e do forte componente de localização, de valorizar a produção local, de conhecer um potencial maior dessa produção local. E, por fim, abordei a questão da inserção internacional do agronegócio.

Em relação à questão de inserção internacional dos produtos brasileiros, o que a senhora acha que o país poderia fazer se manter competitivo?

Tatiana Palermo- Aqui é muito importante reconhecer que o comércio internacional é uma via de mão dupla, ou seja, você precisa importar para exportar. Os outros países se preocupam muito com o desequilíbrio envolvendo o comércio com o Brasil. Além disso, os países também se preocupam muito com a questão de segurança alimentar. Então, temos que estar atentos às exigências, mesmo que implícitas, dos países. E quando essas exigências não forem discriminatórias ou absurdas, nós temos que cumprir, cativar os clientes e, desta forma, nos antecipamos a situações de crises, como a que estamos vivenciamos hoje. Afinal de contas, nenhum país restringe as importações sem dar sinais prévios, ou seja, sem avisar antes. Temos que estar atentos.

E o trabalho de restabelecer a confiança que o Brasil necessita no momento vai passar por esses fatores, ou seja, de continuidade na questão dos compromissos já assumidos, na reciprocidade na questão de importação, entre outras. A confiança tem que ser restabelecida. O nosso produto é de qualidade, só precisamos estar atentos aos requisitos sanitários e fitossanitários de outros países. 

Restabelecer a confiança passa também por uma boa comunicação? Em relação a essa questão, o Sistema OCB lançou recentemente a campanha SomosCoop para que as cooperativas tenham uma identificação única e específica. A senhora acha esse tipo de iniciativa importante?

Tatiana Palermo- Sem dúvida. Os países procuram diversificar os fornecedores. E as cooperativas são importantes atores nessa diversificação. O cooperativismo em si faz com que o pequeno seja forte e grande. Você cresce junto com sua cooperativa. Mas tudo isso tem que ser comunicado.  Então, da mesma forma que vocês têm uma força tarefa aqui (Comitê de Mercado do PRC 100), e que hoje criou o núcleo de comunicação, sugiro que criem outro grupo, um que seja especializado em acompanhar as tendências mundiais, ou seja, os fatores que influenciam muito todas as estratégias, tanto de mercado quanto de comunicação, porque temos que observar, por exemplo, como o mercado se comporta, qual produto, quais são as preferências dos consumidores, o que as cooperativas precisam fazer para vender mais, acessar outros mercados, etc.

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SENADO: Raupp destaca lançamento de agenda com reivindicações do cooperativismo

 

senado 02 05 2018Em discurso na segunda-feira (30/04), o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) destacou o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo, que sintetiza as reivindicações do setor, a ser encaminhada aos três Poderes da República.

 

Elaboração - Segundo Raupp, o documento é elaborado pela Organização Nacional das Cooperativas, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e pela Confederação Nacional das Cooperativas, que formam o sistema OCB, com atuação importante para Rondônia.

 

Economia colaborativa - Valdir Raupp explicou que o sistema trabalha para fortalecer a economia colaborativa, sendo fundamental para o agronegócio. E ressaltou que, somente em 2016, as 100 maiores cooperativas nacionais obtiveram R$ 100 bilhões em receita.

 

Produtores rurais - Dados do Ministério da Agricultura, sublinhou o senador, apontam que o cooperativismo no Brasil envolve mais de um milhão de produtores rurais, responsáveis por quase metade da produção agrícola nacional. Apesar disso, de acordo com Raupp, 84% dos cooperados ainda são considerados apenas pequenos produtores. “E são justamente esses pequenos produtores que garantem a segurança alimentar do país”, observou. (Agência Senado)

 

UNIPRIME PIONEIRA DO PR: Cooperativa orienta população sobre poluição sonora

 

Pare e ouça os sons que estão ao seu redor! Este foi o convite que a Uniprime Pioneira do Paraná fez a toda população no dia 25 de abril, Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído. A campanha somou forças a outras realizadas no país e no mundo, celebrada sempre na última quarta-feira do mês de abril. 

 

Ações educativas - Ações educativas foram realizadas em escolas nas cidades de Toledo, Guaíra, Goioerê e Assis até o momento com o objetivo de orientar os alunos sobre o impacto do ruído na vida cotidiana e como se prevenir da poluição sonora. Além disso, foi entregue um folder explicativo sobre o assunto, elaborado com conteúdo obtido por profissionais da área, como fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, neurologista, médico do trabalho e engenheiro de segurança. 

 

Atuação - “Atuamos de forma intensa nas cidades em que a Uniprime está inserida com a divulgação nas escolas, canais de comunicação como rádios, jornais impressos, redes sociais, busdoor e também diretamente com profissionais que atuam em prol desta causa”, relatou a responsável pela campanha, Marcia Regina Lunkes da Silva, informando que a campanha acontecerá em outras cidades nesta semana.

 

Hora oportuna - Segundo o gerente da agência de Assis Chateaubriand, Antônio de Alencar Costa, a campanha foi realizada em hora oportuna. “O colégio estava com um problema muito grande devido ao uso de fone de ouvido por parte dos alunos e a campanha veio para reafirmar que isso faz mal à saúde”, disse. 

 

Saúde em risco - A poluição sonora é um dos maiores problemas do mundo moderno e a terceira principal fonte de poluição do planeta. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 210 mil pessoas morrem de infarto todos os anos devido ao som elevado. Estudos ainda mostram que cerca de 10% da população mundial têm algum tipo de perda auditiva e que 30% a 35% dessas perdas são consequências da exposição a ruídos.

 

Células sensoriais - O sistema auditivo apresenta células sensoriais que, uma vez lesadas, não se regeneram. A exposição intensa e contínua a sons com alta intensidade pode colaborar com a perda precoce da qualidade auditiva. Além disso, a poluição sonora pode causar problemas à saúde como dor de cabeça; insônia; agitação; dificuldade de concentração; estresse; depressão; perda de memória; cansaço; zumbido; entre outros. 

 

Perda - É importante ressaltar que isso não ocorre somente com quem está inserido em uma indústria, por exemplo.  A perda auditiva induzida por ruídos pode ser proveniente do barulho social ou recreacional como festas, shows, música alta, fones de ouvido e uso de celular também são fatores de risco.

 

Convite ao silêncio - Os olhos não veem, mas o ouvido pode sentir tudo o que está ao redor. O convite que a Uniprime fez à população é para a prática do silêncio. “Escolher alguns minutos ou horas do dia para praticar o silêncio. Isso trará benefícios expressivos ao corpo e à mente, como a sensação de bem estar e o equilíbrio emocional”, reforçou Marcia. 

 

Sobre a Uniprime - A Uniprime Pioneira do Paraná é uma cooperativa de crédito com 22 anos de história. Foi a pioneira em seu segmento neste Estado e desde então atua na oferta de crédito e serviços de forma mais simples e vantajosa, por meio de um atendimento personalizado, moldado às necessidades dos cooperados. Conta com nove agências distribuídas nas cidades de Toledo, Assis Chateaubriand, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Ubiratã, Goioerê, Palotina, Guaíra e Santa Helena. É a primeira construção ambiental sustentável de Toledo e região a buscar a certificação internacional de sustentabilidade, o selo Leed em seu mais alto grau, o Platinum para construções novas. Com isso, pode se tornar a primeira cooperativa de crédito do Brasil a obter tal conquista no país. (Imprensa Uniprime Pioneira do Paraná)

 

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SICREDI UNIÃO: Produtos e serviços vão ser divulgados em caminhão-estande na 46ª Expoingá

 

sicredi uniao 02 05 2018A Sicredi União PR/SP é uma das patrocinadoras da 46ª Expoingá e vai marcar presença no evento com o caminhão-estande da cooperativa, que será posicionado próximo à sede da Sociedade Rural de Maringá. A instituição financeira cooperativa participa há mais de dez anos da feira agropecuária. 

 

Disponibilização - “Vamos disponibilizar linhas de crédito atrativas com liberação rápida, inclusive aos fins de semana”, destaca o gerente regional da Sicredi União, Edson Rocha. Para isso, uma equipe estará disponível para prestar atendimento. Assim, os visitantes da feira, associados ou não, poderão conhecer os produtos disponibilizados, efetuar operações e sanar dúvidas.

 

Crédito rural - Rocha informa que, na agência móvel, um dos destaques será o crédito rural para associados que quiserem utilizar o recurso em leilões de animais ou para a compra de maquinários, veículos e equipamentos durante a Expoingá. Entre as linhas disponíveis estarão o Moderfrota e Pronaf Mais Alimentos, para aquisição de máquinas e equipamentos; Crédito com recurso livre também para aquisição de máquinas, equipamentos e custeio pecuário (aquisição); e Crédito rural com recurso controlado.

 

Recursos - “Trabalhamos com recursos próprios para o crédito rural, provenientes da poupança. Além disso, contamos com repasses de outras instituições, como o BNDES e BRDE. Por esses motivos, disponibilizamos crédito facilitado para que o associado aproveite o leque de oportunidades de bons negócios que há na Expoingá”, explica o gerente regional.

 

Volume - A Sicredi União é a terceira instituição financeira em volume de recursos rurais liberados dentro do Sistema Sicredi. Até fevereiro havia sido liberados pelo Sicredi cerca de R$ 21 bilhões, sendo R$ 12 bilhões por custeio e R$ 8,2 bilhões via BNDES.

 

Poupança Premiada - Durante a feira, a agência móvel também vai destacar a campanha Poupança Premiada - que distribuirá R$ 1,5 milhão em prêmios, e oferecerá outros produtos e serviços como abertura de contas, de poupança e crédito consignado. A Sicredi União trabalha com taxas justas, prazos estendidos e simplicidade no atendimento, o que fazem a diferença para o setor do agronegócio. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

UNIMED MARINGÁ I: Aos 72 anos, Leone Sampaio coleciona 45 troféus de corridas

 

“Vô Leone”, como é chamado pelos colegas corredores, é o membro mais velho do grupo de corrida Energia Unimed. Aos 72 anos, ele esbanja disposição e disciplina. Às segundas e quartas-feiras, treina com o grupo, às terças e quintas frequenta o Espaço Viver Bem e faz treino funcional. Já no sábado ou no domingo corre por conta, sem se preocupar com a quilometragem, fazendo o que os corredores chamam de “longão”.

 

Mudança - O estilo de vida do aposentado começou a mudar depois que parou de trabalhar. Segundo ele, sem a rotina de trabalho, começou a engordar e ficar muito tempo dentro de casa. “Aquilo começou a me incomodar, foi aí que um amigo me convidou para fazer caminhadas. Começamos, mas com o passar do tempo só andar não me trazia prazer. Depois disso, comecei a correr e não parei mais”, diz. 

 

Símbolos - No apartamento onde mora, uma das paredes da sala está reservada para os símbolos das conquistas. São 45 troféus e mais dezenas de medalhas que são motivo de orgulho. Para ele, todos são especiais, mas alguns merecem ter as histórias contadas: um deles é o primeiro troféu, de março de 2015, conquistado em uma corrida noturna em Maringá; outro é o terceiro lugar na Prova Rústica Tiradentes de 2017. “Esse terceiro lugar, para mim, tem sabor de primeiro. Ser premiado na Tiradentes é umas das minhas conquistas mais importantes”, revela.

 

Outros desafios - Mesmo considerando especiais as provas de Maringá, o aposentado viaja em busca de outros desafios. Desde 2015, já correu no Rio de Janeiro, em Foz do Iguaçu, Londrina, Toledo, Gramado e até no Chile. A esposa dele não corre, mas está sempre junto nas viagens. “Minha família me incentiva muito. Tanto a esposa, como os filhos e netos, sempre que podem me acompanham. Isso me faz muito bem”.

 

Determinação e disciplina - De acordo com o educador físico do grupo Energia Unimed, Edvando dos Santos, os resultados de Leone nas competições são reflexo da determinação e disciplina nos treinos. “É um corredor exemplar, não falta por nada e está sempre disposto e animado”, diz. “Essa é uma fase da vida que muita gente costuma se fechar, ficar muito em casa, o que prejudica a saúde física e mental, por isso sempre incentivamos também a terceira idade a vir correr”, acrescenta. Para a colega de corrida, Luzia Trentin, Leone é um exemplo aos outros membros do grupo. “Sem dúvida ele serve de incentivo. É bonito ver como ele se realiza estando aqui”, diz. (Imprensa Unimed Maringá)

 

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UNIMED MARINGÁ II: Atleta maringaense conta experiência de correr a Maratona de Paris

 

unimed maringa II 02 05 2018O coordenador de relacionamento empresarial da Unimed Maringá, Ricardo Willian Chatalov, acaba de voltar da França com a esposa e mais um casal de amigos. O grupo embarcou no último dia 5 de abril para participar da Maratona de Paris, que ocorreu no dia 8. Essa foi a segunda competição internacional da qual o atleta participou – a primeira foi em Barcelona, na Espanha. “Além das competições regionais, tenho participado de outras cinco por ano, em média. Já corri no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Barcelona e agora em Paris”, conta.

 

Dedicação - Chatalov corre desde 2009, mas começou a se dedicar mais ao esporte nos últimos quatro anos, quando iniciou a participação no grupo Energia Unimed. Segundo ele, o objetivo é superar as próprias marcas, além de se manter ativo em busca de saúde e bem-estar. “Apesar de ter algumas medalhas e troféus, minha intenção não é subir ao pódio, mas melhorar o meu desempenho em cada competição”, diz.

 

Marca - Na Maratona de Paris, Chatalov conseguiu manter a marca que tinha previsto: completou a prova de 42 quilômetros em quatro horas e 20 minutos. “Além de ter ficado satisfeito com meu desempenho, a troca de experiências com outros corredores também é muito válida. Corremos com uma temperatura de 11 graus, que para nós é baixa, mas tinham atletas, acostumados a treinar na neve, que estavam com calor”, conta. 

 

Grupo - O grupo da Unimed Maringá, hoje formado por 130 corredores, começou integrando colaboradores e médicos cooperados que fazem avaliação periódica, controle de evolução de medidas e do tempo de corrida. Os participantes treinam duas vezes por semana com o auxílio dos professores em locais variados da cidade. Aos finais de semana, os atletas podem cumprir um treino individual. (Imprensa Unimed Maringá)

 

COCARI: Divulgados os vencedores da XIII Campanha Solidária

Cooperação é um princípio intrínseco da Cocari, princípio que solidifica sua estrutura, fundamentada no desenvolvimento social e cultural dos cooperados, colaboradores, seus familiares e sociedade.

Campanha - Desde 2005 é promovida, pela cooperativa, a Campanha Cocari Solidária. Durante a campanha, várias instituições assistências e educacionais da área de ação da cooperativa nos estados do Paraná, Goiás e Minas Gerais arrecadam dinheiro a partir da venda de vale-mudas, vendidos por R$5,00. Cada entidade se empenha para conseguir vender o maior número de vales possível. Nesta edição a arrecadação foi recorde, somando R$519.275,00, o maior valor arrecadado na história da campanha.

Positivo - O presidente da Cocari, Vilmar Sebold, considera positivo o valor arrecadado com o empenho das entidades na venda dos vale-mudas. “O resultado da campanha foi de fato ótimo. A arrecadação cresceu 13% se comparado com o ano passado. As entidades arrecadam mais de R$519mil” e completa afirmando a importância da campanha “Nós da Cocari não lucramos com a campanha, tudo isso é feito com o objetivo de ajudar as entidades que realizam um papel importante em nossa comunidade”. Finaliza o presidente da Cocari, Vilmar Sebold.

Cupom - Com a compra de um vale-muda a pessoa ganha um cupom, para assim concorrer a prêmios, que variam de televisores até um carro 0km. Todos saem ganhando, os participantes que compram os vales e concorrem aos prêmios e principalmente as entidades assistências, que convertem o dinheiro levantado em mudanças.

Valor - Quando somado, o valor acumulado pelas entidades nessas treze edições de campanha solidária, chega a aproximadamente R$4.600.000,00. A Cocari não tem qualquer benefício fiscal com a realização da campanha, que tem como objetivo único ajudar as entidades de sua área de ação. A cidade que mais arrecadou foi Cambira, PR (R$98.205,00) seguido por Cristalina, GO (R$60.435,00) e Marialva, PR (R$58.620,00).

Vencedores - Na edição de 2018 os vencedores foram:

1 – Reginaldo Butieri – Jandaia do Sul (PR) - Renault KWID LIFE 1.0 Flex – 4 portas/2017

2 – Rosemeire Maria Toledo – Jandaia do Sul (PR) - Moto GG Fan 125KS – 2017

3 – Maicon Brunetta – Cristalina (GO) - Moto GG Fan 125KS – 2017

4 – Carlos Alves da Silva – São Pedro do Ivaí (PR) Smart TV Toshiba 43”

5 - Luiz Henrique silvestre – Maringá (PR) Smart TV Toshiba 40’

(Imprensa Cocari)

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COPAGRIL: Cerca de 400 pessoas prestigiam 1ª etapa da Maratona Cultural da ACJC

 

A primeira etapa da Maratona Cultural da Associação dos Comitês de Jovens da Copagril (ACJC), realizada no último sábado (28/04), superou a expectativa de público dos organizadores, ao reunir cerca de 400 pessoas no Centro Cultural de Pato Bragado. Os presentes acompanharam as apresentações de poesia e teatro feitas pelos comitês, em que os jovens puderam expressar emoções e talentos, provocando reações diversas como surpresa e risos no público. 

 

Abertura - Estiveram presentes à abertura o prefeito e o vice-prefeito de Pato Bragado, Leomar Rohden (Mano) e Dirceu Anderle, a diretora do Departamento de Cultura de Pato Bragado, Paula Soerence Oliveira, a assessora de cooperativismo da Copagril, Arlete Bendo, a presidente da ACJC, Vanessa Wommer e o coordenador do comitê sediante, CJC Progresso Sem Fronteiras, Luiz Rogério Mette.

 

Mensagens - De acordo com a presidente da ACJC, Vanessa Wommer, a partir das apresentações, os comitês transmitiram mensagens voltadas à valorização da vida, da saúde, da família, do trabalho, abordaram a importância da língua portuguesa, da preservação da natureza e conscientizaram as pessoas sobre a necessidade de adotar uma atitude responsável. “Foi um evento marcado pela diversificação, em que os comitês apresentaram temas muito interessantes e de relevância social, assim como houve momentos de diversão e descontração, que agradaram o público”, avalia a presidente.

 

Público diversificado - Em relação ao público que marcou presença, Vanessa observa que foi igualmente diversificado. “Estiveram no centro cultural muitos familiares dos jovens, amigos e pessoas da comunidade que nos honraram com a sua presença, e superaram nossa expectativa inicial. Isso nos deixou muito satisfeitos por observar que as pessoas valorizam a cultura e os esforços dos jovens em preparar as apresentações para subirem ao palco e se expressar. Também representa a valorização que a comunidade atribui à nossa associação”, explana a presidente da ACJC.

 

Doações - Os organizadores e a Copagril parabenizam os jovens pelas apresentações e agradecem a todos que marcaram presença ao evento, que teve entrada franca, apenas com possibilidade de doações espontâneas.

 

Próxima etapa - A próxima etapa da Maratona Cultural está agendada para o dia 21 de julho, na Linha Palmital, em Marechal Cândido Rondon, quando os comitês inscritos farão as apresentações das categorias de música e dança. (Imprensa Copagril)

 

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CONAB: Leilão de venda direta de milho a criadores negocia 30%; próxima operação prevista para o dia 8

 

Cerca de 30% da oferta de 200 mil toneladas, foram vendidos no dia 27 de abril, por meio de leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume equivalente a 58 mil toneladas do produto se destina a criadores de animais filiados ao Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do Programa de Aquisição de Alimentos, Cooperativas, Associações e Demais Agentes (Sican). Mais uma operação está prevista para ser realizada no dia 8 de maio, com a oferta de mais 200 mil toneladas.

 

Armazenado - O produto está armazenado nos estados de Mato Grosso e de Santa Catarina, mas só houve negociação para os mato-grossenses. No primeiro leilão (Aviso 54), foram negociados 34% ou cerca de 55 mil toneladas das 162,2 mil ofertadas. Já o segundo (Aviso 55) ofereceu 13 mil toneladas e obteve 22,8% ou o equivalente a 3 mil t.

 

Estratégia - As operações fazem parte da estratégia do governo federal de atender demanda dos criadores onde os preços do cereal no mercado estão iguais ou acima do valor definido de R$ 19,95, a saca de 60 kg, no caso de Mato Grosso. A Conab foi autorizada pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) a vender até 1 milhão de toneladas do cereal. (Mapa)

PESQUISA: IAC lança cultivares de feijão na Agrishow 2018

 

pesquisa 02 05 2018O Instituto Agronômico (IAC) está lançando duas cultivares de feijão na feira Agrishow 2018, realizada de 30 de abril a 4 de maio de 2018, em Ribeirão Preto, interior paulista. A primeira é de feijão preto de ciclo precoce, o que é raro no Brasil, e a segunda de carioca.

 

IAC Veloz - Com ciclo de 75 a 80 dias, a cultivar de feijão preto IAC Veloz pode contribuir com a rotação de culturas como soja e milho, principalmente em Mato Grosso e no Paraná. “A redução do período em que a planta permanece no campo faz muita diferença para o agricultor, sobretudo em áreas onde há uso de irrigação”, disse Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em nota.

 

Noventa dias - Ele explica que, em geral, os ciclos são de 90 dias. “Essa redução do ciclo aumenta a janela de semeadura e de colheita, beneficiando o agricultor”, completa.

 

Produtividade - A produtividade da IAC Veloz é alta, atingindo a média de 2.725 quilos por hectare, na época de semeadura das águas, 2.012 quilos na da seca e 3.035 na do inverno, segundo o pesquisador. “O grão é preto achocolatado, exatamente como o mercado precisa que seja; após cozimento eles se mantêm inteiros e a casca é fina”, explica. Outra característica importante para o consumidor é o teor de proteína, que na IAC Veloz é de 21%.

 

Resistência - A nova cultivar é resistente à antracnose e tolerante à murcha defusarium. Essas características proporcionam a redução do controle químico em torno de 20%, alega a IAC. As sementes da IAC Veloz estão em fase de produção no IAC, em Campinas, e estarão disponíveis no final de 2018.

 

Carioca - Já a cultivar de carioca, chamada IAC 1820, oferece aumento de produtividade. No período de água, por exemplo, a média é de 2.975 quilos por hectare; na seca, 2.607 kg/ha; e no inverno, 2.989 kg/ha.

 

Recomendação - A nova cultivar é recomendada para o cultivo nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As sementes estarão disponíveis no final de 2018. (Valor Econômico)

 

POLÍTICA AGRÍCOLA: Governo avalia encolher o Moderfrota

politica agricola 02 05 2018O governo avalia reduzir em pelo menos R$ 1 bilhão o volume de recursos para o Moderfrota no próximo Plano Safra 2018/19, que vem sendo gestado em negociações entre Agricultura e equipe econômica e deve ser lançado em junho. Essa linha de financiamento conta com recursos do BNDES e é a mais usada pelos produtores rurais para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas.

Safra atual - Para a Safra 2017/18, que ainda está em vigor e se encerra em junho, o governo disponibilizou um total de R$ 9 bilhões para o Moderfrota. Contudo, em função da demanda aquém do esperado para esses empréstimos - que têm até 7 anos para pagar e juros de 7,5% e 10,5% ao ano -, os desembolsos liberados pelos bancos devem alcançar no máximo R$ 8 bilhões, estima o Ministério da Agricultura.

Melhora - "Os desembolsos do Moderfrota até melhoraram nos últimos meses, mas pelo que estamos vendo a execução deve ficar em R$ 8 bilhões até o fim desta safra, então estamos querendo manter esse volume também para a próxima safra", disse ao Valor o novo secretário de Política Agrícola da Pasta da Agricultura, Wilson Vaz, durante a Agrishow, maior feira agropecuária do país, em Ribeirão Preto (SP).

Crescimento - Nos primeiros nove meses da safra 2017/18 (julho do ano passado a março deste ano), o volume de crédito do Moderfrota desembolsado pelas instituições financeiras cresceu 4%, para R$ 5,6 bilhões, em relação ao ciclo anterior, o 2016/17. No entanto, até fevereiro a demanda pela linha vinha mantendo o mesmo patamar de contratação da temporada passada.

Termômetro - Vaz ponderou, no entanto, que a Agrishow será um importante termômetro para o ministério avaliar o comportamento das vendas de maquinário agrícola.

Reação negativa - A reação dos fabricantes de máquinas ao possível encolhimento do Moderfrota foi negativa. A Anfavea, entidade que representa o segmento, acredita que o patamar mais favorável dos preços da soja e do milho, motivado pela quebra de safra na Argentina, e a disputa comercial entre EUA e China, vêm gerando otimismo entre os produtores, o que deve se refletir em mais investimentos no campo. A Anfavea deve até revisar para cima sua atual estimativa de crescimento de 3,7% das vendas de máquinas agrícolas este ano.

Mínimo - Antônio Megale, presidente da Anfavea, defende que o Moderfrota da próxima temporada 2018/19 tenha, no mínimo, os mesmos R$ 9 bilhões da atual safra. "Nos primeiros dias da Agrishow já vemos os produtores de soja mais animados, mas para que isso se reverta em vendas vamos precisar dos financiamentos do Moderfrota, porque só os recursos próprios dos produtores não dão conta sozinhos da demanda", afirmou ao Valor o diretor nacional de vendas da AGCO para a marca Massey Ferguson, Eduardo Nunes.

Intenção - Já o diretor nacional de vendas da John Deere no Brasil, Rodrigo Bonato, disse que com a sinalização de uma redução das taxas de juros do Moderfrota no próximo Plano Safra 2018/19 os produtores já vêm demonstrando intenção de investir na renovação de seu parque de máquinas e têm recorrido mais a outras fontes de financiamento como as linhas Pronamp (voltada a médios produtores) e as com recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste ou com recursos próprios do Banco do Brasil. "Mas precisamos ter quantidade de recursos suficientes no Moderfrota também", disse Bonato, que vê mais otimismo entre os produtores. (Valor Econômico)

 

MINAS E ENERGIA: MME propõe metas para o RenovaBio

 

minas energia 02 05 2018O Ministério de Minas e Energia (MME) elaborou uma proposta preliminar que estabelece como meta uma redução de 7% na intensidade da emissão de carbono dos combustíveis nos próximos dez anos, conforme documento obtido pelo Valor.

 

Modelo - O modelo foi apresentado em reunião do Comitê RenovaBio e circula entre representantes do segmento. As metas de emissão são consideradas o elemento central do programa RenovaBio, já que determinarão o grau de incentivo à produção de biocombustíveis. 

 

Certificados - Para garantir essa redução de 7%, o MME avaliou que, em 2028, teriam que ser comercializados 79,7 milhões de certificados de biocombustíveis (CBios). Os CBios serão vendidos pelos produtores às distribuidoras em bolsa.

 

Preço - O preço dos CBios oscilará conforme oferta, demanda e atuação de players financeiros. Uma das hipóteses trabalhadas pelo MME é de um preço de R$ 34 por tonelada em 2028, conforme valores esperados para 2020 no mercado internacional de carbono e um câmbio de R$ 3,40. Isso significaria que o mercado de CBios poderia movimentar R$ 2,71 bilhões em 2028.

 

Premissa - O modelo adota como premissa que, em 2018, cada megajoule de energia produzida pela média dos combustíveis no Brasil vai emitir 73,55 gramas de gás carbônico equivalente (a todos os gases de efeito estufa). Essa relação é chamada de intensidade de carbono.

 

Meta de intensidade - Para 2019, a meta de intensidade de carbono da matriz de combustíveis proposta pelo MME é de 73,52 gramas de CO2 equivalente por megajoule. O modelo prevê uma redução progressiva até 2020, depois um aumento até 2022 para 73,46 gramas de CO2 equivalente por megajoule, e posteriormente uma retomada da redução da meta para até 68,97 gramas de CO2 equivalente por megajoule em 2028. Em relação a 2018, esse número representa uma redução de 7%.

 

Gases de efeito estufa - Isso não significa, porém, que a diminuição da intensidade de carbono reduzirá o volume total de gases de efeito estufa emitidos pelos combustíveis em 2028 em relação a 2018. Se essas metas forem adotadas, a emissão total de CO2 equivalente em 2028 deverá ser de 345 milhões de toneladas, enquanto para este ano a perspectiva é que a matriz de combustíveis emita 289 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

 

Matriz - No entanto, sem essas metas, o MME avalia que a matriz de combustíveis do Brasil chegaria em 2028 emitindo 425 milhões de toneladas de CO2 equivalente - 80 milhões de toneladas a mais apenas em 2028 caso não seja implementado o RenovaBio. Em dez anos, as metas evitariam a emissão de 552,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

 

Base - O modelo do MME é pautado em várias premissas de econômicas. Uma delas é de que o consumo de ciclo Otto crescerá 24,3% até 2028. Também foi considerado que a frota brasileira aumentará em média 2% ao ano, entre outras.

 

Impacto - Se esse modelo se confirmar, haverá um impacto no perfil da demanda por combustíveis. O MME avalia que haverá um aumento da participação dos biocombustíveis na matriz, o que significaria um aumento da demanda por etanol hidratado em 76% em dez anos, ou de 20,2 bilhões de litros, para 35,7 bilhões de litros em 2028. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Contas públicas têm saldo negativo recorde para março

 

economia 02 05 2018O setor público consolidado, formado pela União, estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em março, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados segunda-feira (30/04), em Brasília.

 

Déficit primário - O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 25,135 bilhões. No mesmo mês de 2017, o resultado negativo foi de R$ 11,047 bilhões.

 

Pior - O resultado do mês passado foi pior para março na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.

 

Governo Central - O Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o responsável pelo saldo negativo, ao registrar déficit primário de R$ 25,531 bilhões em março. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o resultado de março foi impactado pela antecipação do pagamento de precatórios, no total de R$ 9,4 bilhões.

 

Pagamentos - No ano passado, esses pagamentos foram realizados em maio e em junho. Entretanto, mesmo com a exclusão desses pagamentos o déficit primário seria recorde para março. Além desses pagamentos, as contas públicas foram impactadas pelos resultados negativos recordes na Previdência. Em março, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficou em R$ 20,127 bilhões.

 

Governos estaduais - Já os governos estaduais tiveram superávit primário de R$ 291 milhões, e os municipais, saldo também positivo de R$ 261 milhões. Rocha explicou que os governos regionais (estados e municípios), apesar de registrar resultado menor em relação a 2017 (R$ 437 milhões e R$ 465 milhões, respectivamente), ainda apresentam superávits devido ao aumento na arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao aumento das transferências do governo federal.

 

Empresas - As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, acusaram déficit primário de R$ 156 milhões no mês passado.

 

Superávit primário - No primeiro trimestre, houve superávit primário de R$ 4,391 bilhões contra o resultado positivo de R$ 2,197 bilhões em igual período de 2017. Esse o maior resultado para o período, desde o primeiro trimestre de 2015 (R$ 19 bilhões). Segundo Rocha, o resultado acumulado do ano ainda tem a influência do superávit recorde registrado em janeiro (R$ 46,940 bilhões).

 

Doze meses - Em 12 meses encerrados em março, as contas públicas estão com saldo negativo de R$ 108,389 bilhões, o que corresponde a 1,64% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público consolidado é de um déficit de R$ 161,3 bilhões neste ano.

 

Juros - Os gastos com juros ficaram em R$ 32,496 bilhões em março, contra R$ 43,302 bilhões no mesmo mês de 2017. No primeiro trimestre, essas despesas chegaram a R$ 89,202 bilhões, contra R$ 110,490 bilhões de igual período de 2017. Em 12 meses encerrados em março, os gastos com juros somaram R$ 379,538 bilhões, o que corresponde a 5,73% do PIB.

 

Menores - De acordo com Rocha, os gastos com juros estão menores porque os principais indexadores da dívida pública, taxa Selic e inflação, estão mais baixos.

 

Déficit nominal - O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, atingiu R$ 57,631 bilhões no mês passado ante R$ 54,349 bilhões de março de 2017. De janeiro a março, o resultado ficou negativo em R$ 84,811 bilhões, ante R$ 108,293 bilhões de igual período do ano passado. Em 12 meses encerrados em março, o déficit nominal foi de R$ 487,927 bilhões, o que corresponde a 7,37% do PIB.

 

Dívida pública - A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,463 trilhões em março, o que corresponde 52,3% do PIB, com aumento de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro.

 

Dívida bruta - A dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - atingiu R$ 4,984 trilhões ou 75,3% do PIB, contra 75,1% registrados em fevereiro. (Agência Brasil)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: EUA dividem cota para aço brasileiro em 5 categorias

 

relacoes externas 02 05 2018Para ficarem isentas da sobretaxa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump, as siderúrgicas brasileiras terão de limitar suas exportações de produtos semiacabados para os EUA. As exportadoras brasileiras terão que se comprometer com uma cota anual, que não poderá superar o volume médio vendido ao mercado americano nos últimos três anos (2015-17). O que ficar dentro desse limite ficará livre da tarifa adicional.

 

Cenários - Entre todos os cenários avaliados pelas autoridades em Brasília, esse era um dos melhores, já que os semiacabados representaram em torno de 80% das exportações totais de US$ 2,63 bilhões de aço brasileiro aos Estados Unidos no ano passado. O principal argumento dos ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Marcos Jorge (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) nas negociações com Washington era justamente o de complementariedade com a cadeia produtiva americana. Isso tornaria o Brasil, segundo os dois ministros e a iniciativa privada, um fornecedor diferente dos demais.

 

Produtos acabados - Já os produtos acabados - como laminados planos a quente ou a frio - serão divididos pela Casa Branca em quatro categorias diferentes. Elas também terão cotas com base nas quantidades (e não valores) exportadas entre 2015-17, mas com uma diferença: a aplicação compulsória de um "fator redutor". Ou seja, para não pagar sobretaxa, precisarão diminuir em um percentual a ser negociado suas vendas ao mercado americano nos últimos três anos.

 

Coreia do Sul - No caso das siderúrgicas da Coreia do Sul, primeiro país a fechar acordo com os EUA, a restrição voluntária foi de 30%. Ou seja: os sul-coreanos só poderão exportar o equivalente a 70% do total embarcado no triênio anterior. Autoridades brasileiras mantêm discrição absoluta sobre o índice redutor que estaria sendo discutido agora. O aviso dos americanos sobre as cotas foi dado na sexta-feira. A aceitação é voluntária. Em outras palavras: o Brasil pode rejeitar a autolimitação de suas exportações, mas, nesse caso, pagaria 25% de sobretaxa para todas as vendas.

 

Tendência - No caso do aço, a tendência é aceitar as condições impostas. A situação muda no caso do alumínio, que enfrenta sobretaxa de 10%. Os produtores brasileiros exportam US$ 120 milhões aos EUA - cerca de 15% do total exportado -, principalmente em alumínio, alumina e bauxita. De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, o setor estaria inclinado a rejeitar cotas com base nos últimos três anos porque os embarques nesse período teriam sido especialmente baixos. Com isso, acredita-se que restringir as exportações tendo como base volumes tão baixos seria pior ainda do que aceitar a tarifa adicional.

 

Melhor caminho - O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, já havia indicado a Brasília que aceitar cotas voluntárias seria provavelmente o melhor caminho para escapar das sobretaxas. Ele transmitiu essa mensagem em reunião com Aloysio Nunes em Lima, à margem da Cúpula das América, em abril.

 

Resposta - Cabe agora ao governo brasileiro dar uma resposta nas próximas semanas - tempo estipulado pela Casa Branca aos demais países para uma solução definitiva. 

 

Austrália e Argentina - Nesta terça-feira (01/05), Austrália e Argentina anunciaram que alcançaram um acordo com os EUA para serem isentas das sobretaxas. Em Buenos Aires, o ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, disse em nota que o seu país concordou em limitar suas exportações para os EUA em 180 mil toneladas por ano para o aço e o alumínio em troca da isenção na sobretaxa. "Este é um grande sucesso para nós, nossos produtos não serão afetados pelas tarifas dos EUA", disse Cabrera em nota.

 

Relação justa e recíproca - Em Camberra, o premiê australiano, Malcolm Turnbull, e seu ministro de Comércio, Steve Ciobo, saudaram a decisão de Trump de isentar o país das tarifas. "A isenção reflete a relação comercial justa e recíproca que a Austrália partilha com os EUA e sustenta a sólida amizade entre nossas duas grandes nações", diz a nota, sem dar detalhes sobre a contrapartida dada. (Valor Econômico, com agências internacionais)

 

INFRAESTRUTURA: Empresas buscam alternativas a BNDES para financiar projetos

infraestrutura 02 05 2018Depois de anos dependendo quase que exclusivamente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as empresas começam a buscar novas alternativas para financiar seus projetos de infraestrutura, sem subsídio estatal. Com a queda da taxa de juros, a inflação controlada e a nova política do banco de fomento, as captações no mercado de capitais têm conseguido competir em igualdade com as modalidades públicas, algo inimaginável há dois anos.

Concessão rodoviária - Nesse ambiente, já tem sido possível financiar 100% de projetos de infraestrutura sem nenhum centavo do BNDES. No mês passado, por exemplo, o fundo de investimento Pátria levantou R$ 1 bilhão no mercado para bancar as obras de uma concessão rodoviária arrematada em 2017. A Alupar, empresa de energia elétrica, analisa algumas modalidades de captação privada para financiar projetos de transmissão, que vão somar investimentos de R$ 5 bilhões em quatro anos e meio.

 

Movimento - Esse movimento tem ocorrido tanto pela queda da taxa Selic, hoje em 6,75% ao ano, como pela adoção da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos contratos do BNDES. Sem o subsídio do Tesouro Nacional, que perdurou durante décadas nos juros cobrados pelo banco estatal, a taxa hoje está em torno 7,3% – o que dá competitividade nas demais modalidades do mercado. Na outra ponta, estão investidores de títulos públicos que antes eram remunerados a 14% ao ano e agora precisam buscar alternativas para melhorar a rentabilidade de suas aplicações.

 

Debêntures - “De um lado temos fundos e investidores institucionais querendo tomar crédito de longo prazo. Do outro, uma indústria de capitais com uma dinâmica melhor”, afirma o diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), José Eduardo Laloni. Nesse ambiente, as debêntures viraram uma das grandes apostas das empresas para levantar recursos.

 

Fundos de pensão - Esses papéis já começaram a atrair investidor estrangeiro e devem ganhar atenção dos fundos de pensão, que têm mais de R$ 1 trilhão em títulos públicos, para cumprir as metas atuariais, diz o presidente do Banco Fator, Gabriel Galípolo. No primeiro trimestre deste ano, houve um aumento de 75% no volume de debêntures emitidas no País. O setor de infraestrutura foi responsável 45% das emissões.

 

Espaço - “A queda dos juros abre espaço para uma série de ferramentas, que estamos estudando para financiar os projetos dos próximos cinco anos”, diz o diretor financeiro da Alupar, Marcelo Costa. “O importante é que agora não há uma solução única. Podemos ter uma parte de capital e outra de financiamento.”

 

Espaço - Além das debêntures, bonds (títulos no exterior) e empréstimos de órgãos multilaterais, como Banco Mundial, e agências de crédito à exportação (Ecas) devem ganhar espaço no mercado, afirma Edson Ogawa, responsável pela área de project finance do Santander. Segundo ele, até 2017, 80% dos volumes financiados em infraestrutura eram do BNDES, que assumia o risco da operação.

 

Expectativa - Os bancos comerciais atuavam como repassadores do banco de fomento e financiadores dos chamados “pontes” – empréstimo de médio e curto prazo que cobre o período até a concessão do crédito de longo prazo. A expectativa é que o apetite por essa modalidade aumente daqui para frente, prevê o responsável pela área de project finance do Itaú BBA, Marcelo Girão. Ele vê o banco mais ativo nos últimos meses, sobretudo em energia elétrica.

 

Risco - “Embora não seja papel dos bancos ser financiador de projetos de longo prazo, as instituições privadas estão assumindo o risco de capital na estruturação de debêntures de infraestrutura”, disse.

 

Bancos privados - Outra forma de os bancos atuarem será como investidor, comprando debêntures. “As perspectivas para o ano de 2018 são de maior participação dos bancos privados em projetos de infraestrutura, diante de um estoque de projetos de geração e transmissão de energia e novos projetos de logística (aeroportos, rodovias e mobilidade urbana) que foram licitados em 2017-2018 e que demandarão soluções de financiamento de curto e longo prazos”, afirma Rui Gomes da Silva Junior, responsável pela área de project finance do banco de investimento do Bradesco, o Bradesco BBI.

 

Questão aberta - Juliane Yung, responsável por “corporate banking” no Banco MUFG Brasil (antigo Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ) afirma que o espaço deixado pelo BNDES é uma questão aberta. O MUGF analisa a possibilidade de trabalhar no País com “project bonds”, espécie de título de crédito para grandes obras de infraestrutura com vencimento entre 20 e 30 anos.

 

Principal fonte - Os executivos, porém, fazem questão de destacar que o BNDES continuará sendo uma das principais fontes de financiamento do País. Só que agora terá companhia de peso em prazos e custos. A diretora do banco de fomento Marilene Ramos concorda: “Continuaremos sendo o principal financiador de infraestrutura, mas não seremos os únicos”. Segundo ela, além de financiador, o banco também incentiva múltiplos instrumentos para financiar o mercado.

 

Fundo de investimento - A instituição criou um fundo de investimento que vai comprar debêntures de energia renovável. A captação foi de R$ 500 milhões, sendo que o banco se compromete a adquirir 50% das cotas do fundo. Outros fundos estão nos planos do banco. (O Estado de S.Paulo)

 

PARANÁ: Governadora anuncia novo secretário do Trabalho

A governadora Cida Borghetti anunciou, nesta terça-feira (01/05), em Curitiba, a nomeação do secretário especial do Trabalho e Relações com a Comunidade. Será o dirigente sindical Paulo Rossi, que preside a União Geral dos Trabalhadores do Paraná (UGT-PR) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sineepres).

Interlocução - Segundo a Agência de Notícias do Governo do Paraná, Rossi atuará nas relações de Trabalho e também na interlocução do governo com os movimentos sociais. Além de presidente da UGT-PR e do Sineepres, Rossi, que é natural de Paranaguá, no Litoral do Estado, é bacharel em ciência política e assumiu recentemente a função de membro do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CCFGTS), colegiado formado por entidades que representam trabalhadores, empregadores e governo federal.

Fazenda – Já para a Secretaria da Fazenda, a governadora nomeou o administrador público José Luiz Bovo, de Maringá. A confirmação foi feita, sexta-feira passada (27/04), no evento de posse da nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), que reuniu lideranças do setor produtivo e empresários de toda a região. Prefeito de São Jorge do Ivaí por três mandatos, Bovo foi responsável pela implantação da Secretaria do Controle Interno de Maringá na gestão do então prefeito Sílvio Barros e também comandou as pastas da Fazenda e de Gestão no município. É natural de Maringá e tem 40 anos de vida pública. Foi funcionário da Secretaria da Fazenda e professor. (Com informações da Agência de Notícias do Paraná)

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SAÚDE: Poluição do ar mata mais de 50 mil por ano no país, diz OMS

 

saude 02 05 2018A poluição do ar em ambientes externos provoca a morte de mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil. Este é um dos grandes desafios na saúde pública no país, segundo novo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade tem hoje a maior base mundial de dados sobre qualidade do ar. Cobre mais de 4 mil pontos, desde vilarejos com menos de cem habitantes a cidades com mais de 10 milhões.

 

Material particulado - O novo relatório trata especificamente da exposição das pessoas a material particulado (MP). É uma poeira fina, com grande impacto sobre a saúde. As fontes de poluição são diversas - podem ser os escapamentos de ônibus, carros e caminhões, a queima de biomassa, a suspensão da poeira do solo, os processos industriais. Ocorre em regiões de guerra e, naturalmente, em regiões desérticas.

 

Problemas - A OMS relaciona a poluição a vários problemas de saúde - câncer do pulmão, acidente vascular cerebral, isquemia cardiovascular e infecções agudas do sistema respiratório inferior, como pneumonia.

 

Mundo - No mundo, nove entre dez pessoas respiram ar com altos níveis de poluentes. A OMS calcula que 7 milhões de pessoas morrem todos os anos em função da poluição do ar. Idosos e crianças são os mais afetados. "É dramático que nove entre dez pessoas no mundo continuem respirando ar com níveis de poluição perigosos, com poluentes que penetram fundo nos pulmões e no sistema circulatório", diz Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS. "Esse é o maior desafio de saúde pública no mundo."

 

Exposição anual - O novo relatório mede a exposição anual ao material particulado. O diâmetro das partículas é medido no padrão MP 2,5 (2,5 microgramas por m3) ou maiores, MP 10 (10 microgramas por m3). No Brasil, a poluição externa matou 51.820 pessoas em 2016, segundo o estudo da OMS.

 

Alerta - Sophie Gumy, especialista técnica e uma das autoras do relatório, alerta para o fato de os dados serem heterogêneos. Algumas cidades monitoram a poluição em alguns anos, e em outros não. Algumas registram apenas as partículas maiores (MP 10).

 

Municípios - Em 2016, os dados se referem a 885 lugares. Do Brasil, havia dados de apenas 35 municípios. A fonte é o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Santa Getrudes, no interior paulista, foi a cidade que registrou maior índice de MP 10) em 2016, seguida por Cubatão e Rio Claro.

 

Brasília - A cidade brasileira com os maiores níveis de material particulado, dentro do universo de cidades que monitora historicamente o poluente, foi Brasília, em 2013. Na ocasião, o nível registrado foi de 137 microgramas por m3 (MP 10). Brasília tem sofrido com as secas prolongadas e as queimadas no Cerrado. Em 2016, Santa Gertrudes ficou no topo, com 80 microgramas por m3.

 

São Paulo - Várias das cidades listadas no Brasil com altos índices de material particulado - precisamente no Estado de São Paulo - estão na região dos grandes canaviais. O município de Santa Gertrudes é conhecido como um polo ceramista. Sophie considera complicado comparar os dados atuais com os de levantamentos passados em função da evolução constante da metodologia.

 

Banco de dados - O banco de dados da OMS mostra que cidades no entorno de São Paulo, como Diadema, São Bernardo e Cubatão, melhoraram a qualidade do ar nos últimos anos, mas a população continua exposta a poluentes em níveis acima dos padrões recomendados pela OMS.

 

Rio de Janeiro - Em cidades próximas da cidade do Rio de Janeiro, como Duque de Caxias e Nilópolis, por exemplo, a deterioração do ar aumentou, segundo os dados disponíveis. "Nas Américas em geral, a poluição diminuiu um pouco, a tendência é de baixa, mas isso não quer dizer que as coisas estão bem", diz Sophie.

 

Ásia e África - Países da Ásia e da África são os piores em termos de poluição do ar. A OMS diferencia a exposição à poluição do ar externa e aquela interna, ou dentro de casa. A poluição doméstica é um grave problema em países africanos, onde as pessoas queimam madeira para cozinhar, esquentar ou iluminar suas casas.

 

Uso - Cerca de 3 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, ainda usam combustíveis ou madeira com essa finalidade. (Valor Econômico)

 

Foto:Pixabay

 

OPINIÃO: Por que não concordamos com a União Europeia

 

opiniao 02 05 2018*Blairo Maggi

 

Nos últimos 30 anos, o Brasil aumentou a produção de carne de frango em 575%. Somos o segundo maior produtor e o maior exportador mundial do produto, atendendo a mais de 140 mercados e gerando 3,5 milhões de empregos no país.

 

Uma avicultura competitiva como a brasileira pode alarmar alguns países, e é direito de qualquer governo atuar em defesa de seus interesses. Entretanto essa proteção não pode ocorrer de forma desleal, tampouco desobedecendo às regras do comércio internacional.

 

É por isso que o Ministério da Agricultura questiona as barreiras impostas pela União Europeia ao frango brasileiro.

 

Para impedir a importação de frango a preço competitivo, a UE estabeleceu a cota de 21 mil toneladas de frango in natura (código 0207.14.00) do Brasil. Contudo, importadores europeus identificaram uma cota de 170 mil toneladas no item "outras carnes salgadas" (0210.99.00). 

 

Dessa maneira, os produtores adicionavam uma pitada de sal (2% do peso do produto) e eram enquadrados na nova categoria, podendo exportar volumes maiores.

 

Com problemas de competitividade, a União Europeia proibiu, em 2002, a importação de frango como outras carnes salgadas.

 

O Brasil questionou a decisão na Organização Mundial do Comércio e saiu vitorioso. Os europeus foram, assim, obrigados a aceitar a importação de frango também por meio dessa cota maior.

 

Buscando inviabilizar o cumprimento da decisão, a União Europeia alterou suas normas sanitárias após perder a disputa. Para o frango in natura, continuou restringindo a presença de dois tipos de salmonela, como faz o Brasil.

 

Já para o frango com uma pitada de sal, que é como o Brasil ganhou o direito de exportar, os europeus fizeram uma sofisticada manobra e restringiram todos os 2.600 tipos de salmonela, micro-organismos naturalmente presentes nas aves, que são eliminados pelo cozimento.

 

É nessa regra, sem base científica, que se baseiam mais de 99% das acusações contra o frango brasileiro.

 

Assim, se quisermos usar a cota conquistada na OMC, ficamos sujeitos às exigências sanitárias adicionais. Por outro lado, quando se classifica o mesmo produto como carne de frango in natura, o Brasil pode exportar para a União Europeia sem nenhum problema, com os mesmos critérios sanitários que a maioria dos países aplica —mas aí temos de pagar a tarifa de €1.024 por tonelada.

A questão, portanto, não é sanitária. Se houvesse, de fato, problemas de segurança dos alimentos, a entrada jamais seria autorizada com o pagamento de uma tarifa. Do ponto de vista microbiológico, os dois tipos de frango são equivalentes, e não há base científica para tratamento diferenciado.

 

A União Europeia está usando regras sanitárias — que deveriam ser usadas para garantir a saúde da população — com o objetivo de criar barreira comercial ilegal e descumprir decisão da OMC.

O Brasil tem sido implacável na prevenção e repressão de crimes contra a sanidade dos alimentos, punindo indivíduos e empresas que não cumpram os padrões de conformidade. Não podemos admitir que os nossos esforços para garantia da segurança dos alimentos sejam usados contra o Brasil.

 

Portanto, defendemos a abertura de um painel na Organização Mundial do Comércio contra as barreiras impostas pela União Europeia ao frango brasileiro.

Sabemos que o processo não será fácil nem rápido, mas o Ministério da Agricultura enfrenta os desafios com confiança —não apenas na busca contínua pela qualidade dos alimentos, mas também na defesa do Brasil nos mercados internacionais.

 

*Blairo Maggi é ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desde maio de 2016 (PP-MT); foi senador (2011-2016) e governador de Mato Grosso (2003-2010). Artigo publicado na edição de 29 de abril do jornal Folha de São Paulo

 


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